Após O Terror Da Serpente
8 Domando cobras malvadas
Notas iniciais
Emma descobriu um dos segredos, agora ela e os amigos foram para o Nomo Inglês, mas será que conseguiram passar nesse teste?
Dentro das engrenagens do relógio eu me forçava para me manter de pé, olhei para baixo e senti uma vertigem, vi minha irmã e os outros entrarem com facilidade naquele lugar, senti algo em mim, como se fosse explodir em raiva. Por que eu não conseguia? Por que todos sempre são melhores do que eu? Aquelas duvidas assolavam minha mente, e se pudesse usaria os poderes de Set para ataca-los... Mas eu não podia fazer aquilo, uma voz na minha mente ecoo pedindo paciência, e então me dei conta de que a alma de Apófis era poderosa, engoli seco e briguei comigo mesmo por ter pensado aquilo, pulei a engrenagem cambaleando e escorregando, gritei algo esperando que alguém me ajudasse, consegui ver minha irmã e July pegarem em meu braço mas nada funcionou era como se alguém me puxasse para dentro do relógio, senti as engrenagens apertarem minha mão e ver tudo em breu, sem puder fazer nada...
Foi quando lembrei, eu poderia controlar aquilo, quem sabe o que os poderes de Set poderiam fazer? Me esforcei, pensei... Poderia me transformar em um pássaro! Rezando para que desse certo foquei meus pensamentos, sentia transfiguração mas tudo que consegui foi um pássaro com cabeça de chacal, aquilo reduziu a queda e seu impacto, mas a dor ao chegar no fundo foi pior... O mais terrível fora que eu estava no escuro, no breu, com a alma de uma serpente do mal perto de mim, distante de meus amigos. Além da escuridão havia o frio, naquela parte era como se todo o calor deixasse de existir em meu corpo, como se mil ar condicionados fossem colocados em minha frente, mas não havia vento, ou sentir-me queimando por frio demais, tudo que sentia era um frio na espinha, como se meus ossos fossem quebrar se me mexesse, meus dentes trincavam e minha pele estava tão gélida que toca-la era um sacrifício, tentei localizar a alma de Apófis, conjurando um hieróglifo qualquer mas nada adiantava, fui então tateando, até bater com a cabeça na parede, e cair para trás, deixando-me pior ainda, voltei a seguir, tomando mais cuidado:
-Set, Set...- a voz era tão fria quanto aquele lugar, não sei até que ponto isso fora minha imaginação.- você veio a mim, não se esqueça eu estou em você...
Girei o corpo, me levantando apertei as mãos com força, na tentativa fracassada de produzir algum calor, depois de me acostumar a penumbra, pude ver vagamente algo a minha frente, observando todos os lados, como seria bom se Emma estivesse ali, foi quando algo me puxou para mais perto da parte oeste do Big Bang, e tropecei em algo, me lembrava um copo, ou um troféu, quando fui tentar pegar o objeto, algo pálido surgiu atrás de mim, dei um salto para trás, pegando o troféu na minha queda, o fantasma produziu uma pequena iluminação e eu vi o brilho do troféu:
-Você me libertou...
-E logo eu o destruí...- minhas palavras sumiram de seus lábios, era como se fossem substituídas.
-Você não percebeu? Set é deus do mal e eu sou o mal, você segue o caminho dele, e pertence a mim!- ele me puxou para perto, como se puxa um cão com coleira, eu tentava me debater mas era mais forte que eu.
Soltei os braços agarrando contra meu corpo o troféu, Apófis se esgueirou se transformando em uma cobra e me picou, torci meu tornozelo, mas peguei o troféu mostrando para ele e fazendo o hieróglifo de entrar, Apófis e soltou um grito.
Sorri e em seguida senti minhas forças se esvaírem do meu corpo.
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