Notas iniciais
Desculpem a demora para postar! Tenho inúmeras desculpas para dar, mas isso não me leva a lugar nenhum, então... O importante é que eu trouxe depois de muita gente questionando sobre um novo capítulo. E aí está! Os últimos três personagens ainda não citados devem aparecer no próximo capítulo. ~Boa Leitura o/

– Você tem que melhorar a sua mira Emmy! – Jane the Killer exclamava manhosa. Observava a sua aprendiza treinando o lançamento de facas. Esta tinha cabelos brancos apesar de aparentar ter idade de uma garota de dezessete anos. Os olhos azuis claros de Emmy estavam estreitos, concentrada no alvo pintado em sua frente. Ainda não havia conseguido acertar o centro, mesmo depois de tanto tempo ali. Já estava começando a ficar irritada.

Jogou mais uma vez e a lâmina perfurou o canto do alvo, um tanto longe do centro.

– Ah, posso desistir por hoje Jan? – Pediu Emmy, apoiando-se nos próprios joelhos.

– Tudo bem. – Suspirou a assassina.

Emmy pareceu ter ficado sentida pelo jeito que a outra havia dito tais palavras. Abraçou com força a de vestido preto, dizendo:

– Me desculpe mesmo! Estou tentando. Mas minha mira é péssima!

– Já disse que está tudo bem. – Jane retribuiu o abraço. Já havia um tempo que ambas havia aquela relação carinhosa entre si. Desde quando a assassina tornou Emmy sua aprendiza, a de cabelos brancos a tornou seu porto seguro.

– Ainda não conseguiste acertar o alvo? – Uma voz feminina se fez presente. Logo uma garota de cerca de dezessete anos de idade surgiu na sala onde Jane e Emmy estava. Ela tinha compridos e lisos cabelos negros, a franja lhe tampava a testa. Vestia-se com vestido e meias-calças também pretos. Trazia consigo um cachorro grande de dar medo da raça Rottweiler. Tanto Emmy quanto Jane já sabia que nome do animal era Death.

– Não sei se a Emmy que é ruim nisso, ou se a Jane que não sabe treinar um aprendiz. – Logo Ticci Toby surgiu, seguindo atrás de sua aprendiza.

– Olhe bem as palavras seu estupido... – Rosnou entredentes Jane.

– Não ligue para o meu mestre – A morena disse – Toby sempre foste assim.

– Yun. – Ticci Toby cruzou os braços.

– Só estou dizendo verdades. – Respondeu educadamente Yun.

– Não mereço isso. – O outro bateu na própria testa, meneando a cabeça.

Emmy riu um pouco.

As duas duplas estavam juntas numa missão para acabar com outro grupo de assassinos que se preparavam para uma “guerra” entre todos os outros existentes. Apesar de não aparentar, já possuíam um plano em mente. Mas de nada adiantava se as aprendizas não ajudavam muito ou com a mira ou com a precisão. Yun adorava sua foice, porém não calculava bem onde atingir em suas vítimas, isso foi à deixa para que Ticci Toby resolvesse que a ajudaria como mestre junto com o seu machadinho.

– Onde está Filipe? – Quis saber Emmy, voltando-se à Yun.

– Na última vez que eu o vi, estava saindo desta casa junto com Clockwork.

– Quê?! – Todos os outros três exclamaram em uníssono.

– Eles não podiam ter saído desta forma, sem nos avisar! – Jane disse, um tanto irritada – Tínhamos um plano. Como aquele infeliz do Filipe sai desse jeito?!

Emmy entendia Jane, porém também tinha o conhecimento de que só ficara realmente irritada, pois já não tinha muita afinidade com o garoto e sua mestra Clockwork. Ainda não sabia o motivo, mas nas últimas semanas em que ficaram juntos, Jane era de certa forma grossa com ambos.

– Desculpe-me, mas a culpa não é minha. – Yun respondeu devagar, mal prestando atenção. A música que emanava dos seus fones em torno de seu pescoço parecia mais interessante.

– Tenho que trazê-los de volta! – Ticci Toby se adiantou.

– De nada adiantaria – A mesma garota morena falou, parando o mestre que já havia tomado um rumo até a porta de saída – Saíram há tempos.

– E também tem o fato que outros assassinos estão reunindo aprendizes por aí – Comentou Emmy, se agarrando ao braço de Jane como se a qualquer instante os citados pudessem brotar do chão naquela hora mesmo – Não é seguro sair sozinho durante a noite.

– Emmy tem razão – A mestra dos olhos completamente negros concordou – Não vamos tomar decisões impulsivas.

Ticci Toby suspirou e voltou para onde estava anteriormente, caminhando em passos lentos. Yun levantou os olhos da lista de músicas em seu iPod para encarar a sombra dos olhos cobertos pelos óculos alaranjados de seu mestre. Então sorriu meigamente:

– Tenho certeza de que os dois tinham seus motivos.

:::::::::::=Aprendizes de Assassinos=:::::::::::

[Primeira Pessoa]

Pelo o que eu entendi BEN Drowned, Homicidal Liu e meu mestre Jeff the Killer estavam treinando aprendizes para uma certa “guerra” de assassinos que ocorreria dali a uns tempos. Grupos de mestres se uniram para acabar com outros grupos de mestres assassinos.

Eu não pude acompanhar o ritmo da conversa entre esses três. Amy e Alexa, as aprendizas de Liu e BEN, também pareceram confusas. Eles falavam rápidos e pareciam dialogar com palavras que somente eles entendiam.

Estávamos sentados na sala de estar da casa onde eu havia acordado depois de me despedir para sempre de meu melhor amigo Tatsuya. Cada aprendiz estava ao lado de seus respectivos mestres. Estes por sua vez, tinham no rosto uma expressão séria e fria, do tipo que te faz acreditar que não são boa companhia. BEN, o garoto loiro de gorro verde, me parece o único menos assustador dali (Tirando o fato de que seus olhos derramavam sangue e eram totalmente anormais). Ele sempre estava com um sorriso sádico no rosto quando mencionavam “assassinato”, senão um sorriso despreocupado com a lista de riscos que os outros dois mencionavam.

– Eu pude ver de perto o Grupo Número Zero. – BEN comentou durante a discussão. Jeff e Liu subitamente mudaram de expressão. Seguiu-se de uma longa pausa.

– O que é o Grupo Número Zero? – Alexa levantou uma sobrancelha ao indagar. Mostrei-me interessado em saber também.

– É o grupo dos maiores assassinos da história. – Respondeu Liu.

– Não vamos ser ingênuos – Jeff começou com sua voz rouca – Aqueles não podem ser considerados assassinos. São os demônios.

– Demônios? – Minha vez de perguntar. Jeff me lançou um olhar carregado, fazendo-me engolir em seco.

Demônios, imbecil.

– Há, há – BEN riu – Não precisam se preocupar. Ainda.

– Ainda...? – Amy murmurou.

– Por enquanto minha maior preocupação é o grupo número três. – Liu começou – Eles estão loucos para acabar com a gente.

– Eles e o grupo número quatro. – Lembrou BEN.

– Essas crianças... – Jeff grunhiu – Vou matar todas elas!

– Espera um minuto – Eu pedi – Esse assassinato em massa nos inclui? Quero dizer, os aprendizes?

– Se quiser sobreviver comigo pivete – Meu mestre respondeu – É melhor não fazer perguntas desnecessárias.

Cerrei os punhos ao lado do corpo. Não que eu estivesse com raiva dele, na verdade eu estava morrendo de medo com o que poderia acontecer. Resolvi guardar aquele conselho muito bem em minha mente.

– Tenho que ir agora colegas – BEN se levantou do sofá onde estava sentado, sendo acompanhado por Alexa – Foi bom poder vê-los depois de tanto tempo e espero encontrá-los brevemente.

Acenou e logo a sala se despediu de duas pessoas, deixando o local mais vazio e quieto.

Por alguns minutos, tudo se resumiu em trocas de olhares. Sempre que eu arriscava dar uma olhada em Amy a minha frente, percebia seus olhos azuis em mim. Era constrangedor dar esses encontros de olhares com a pessoa que você acabou de tentar matar.

Porém, o clima parecia estar mais tenso entre meu mestre e Liu. Era quase capaz de se ver as faíscas que seus olhos trocavam, como se conversassem por telepatia ou algo do tipo.

Eu não sei o que esses dois têm ou tiveram no passado, todavia não era impossível acreditar que fora algo de muito sério. A curiosidade era muita, mas resolvi não questionar nada por enquanto. Exatamente por causa do último conselho de Jeff para mim.

– Não me diga que você pretende passar o resto da madrugada aqui. – O moreno de sorriso esculpido falou friamente.

– Foi a intenção quando Amy arrombou a porta.

– Me recuso há passar mais tempo sob o mesmo teto que você. – Rosnou em resposta.

– Liu, nós podemos arranjar outro lugar e... – Amy foi interrompida por um gesto de seu mestre.

– Não, Angel of Death – A rosada estremeceu, como se quando Liu a chamasse daquele modo fosse como uma mãe chamando o filho pelo nome completo. Indicando algo de muito sério – Ficaremos aqui. Se Jeffrey tem algo contra, ele que arranje um outro lugar.

Pude jurar ouvir Jeff sussurrar algo como “Filho da puta”.

– Não me chame de Jeffrey! – Exaltou-se, brandindo sua faca. Só vi os dois rolarem no chão, parando apenas quando meu mestre estava sobre Liu, segurando a lâmina perigosamente perto do rosto de seu irmão – Ninguém mais tem o direito de se referir a mim com esse nome.

Amy pareceu querer ajudar, porém Liu a repreendeu.

– Pode deixar Amy! – Aquilo saiu mais como um berro do que uma fala. O de cabelos castanhos fitou profundamente Jeff nos olhos – Eu não consigo mais te reconhecer. Onde está aquele garoto que jogava basquete comigo depois da aula? Onde está aquele garoto que me pedia ajuda no dever de casa? Hein?! – Quando voltou a falar, sua voz já estava mais baixa – O que aconteceu com o meu irmão?

Jeff perdeu a expressão de raiva no rosto e parecia fitar algo além dos olhos verdes de Liu, como se seus olhos estivessem longe. Bastou esse gesto de hesitação para que as posições se invertessem. Quando pisquei, era Liu quem segurava a faca perto do pescoço de Jeff.

– Me responde. – O mais velho quase teve a voz falhada.

O moreno finalmente pareceu voltar para a realidade, colocando no rosto uma expressão vazia ao responder:

– Ele morreu.

Com isso, ele empurrou Liu, voltando a ficar de pé e tomando sua faca das mãos do outro.

Eu demorei um pouco para processar o que eu tinha visto, só voltei a por os pés no chão quando Jeff me pegou pelo pulso com força.

– Vamos sair daqui, Blake – Estranhei o fato de ele ter me chamado pelo sobrenome e não por algum apelido estupido do tipo “pirralho” ou “pivete”. Mas mesmo assim não protestei. Segui-o para fora daquela casa, deixando Liu e sua aprendiza de cabelos rosados para trás.

Notas finais
Comentem porque eu respondo tudinho agora ^-^ Claro que se você me mandar um bilhete te responderei com um bilhete e se você me enviar um 'texto' eu te respondo com um texto. (Assim como diz no meu perfil). Se estiver favoritando ou recomendando estará me ajudando MUITO. Obrigado para quem leu e espero que tenham gostado. o/