Aprendizes de Assassinos-Creepypasta Interativa

17 #16 Tão gelada, tão confortável...


Notas iniciais
Hey, olha só quem está de volta! Vamos matar alguns personagens hoje? Hum? =DD Bem, não revisei, então qualquer erro me comunicar, pls. ~Boa Leitura o/

— Hu, hu, hu — Riu infantilmente Key sentada na beirada do terraço da construção em que os assassinos se encontravam. Ela balançava as pernas no ar, sem medo de cair daquela altura — Eu sabia que vocês apareceriam, só não imaginava que seria tão cedo.

— Queria ficar com todo o divertimento? — Mary Rodge indagou levantando uma sobrancelha que se revelou de trás das armações de seus óculos de grau amarelos. Os cabelos metade azuis e metade castanhos se agitavam com o vento frio de inverno, porém o clima era o que menos importava no momento.

— Aaaaaaah... Será que terei a honra de lutar contra Unfair? — A de máscara de gás jogou a cabeça para trás, como uma garotinha apaixonada fofocando com uma amiga — Você nem se atreva a encostar um dedo nele, okay?

— Eu não sei o que esse rapaz tem de tão especial pra você, aprendiz de Mr. Creepypasta — Falou o arqueiro encapuzado com sua voz baixa, de modo quase doente. Se Key não soubesse que Zalgo o fizera engolir brasas ferventes quando ele era mais novo, poderia jurar que aquela voz pertencia a um velho moribundo. Mary também tinha problemas com a voz, os dois eram obrigados a falar baixo.

— Está de brincadeira? Se isto tudo fosse uma aposta, com toda a certeza do mundo eu apostaria nele. Todos têm ira, todos têm ódio, mágoa... Todos sofreram, e todos ainda sofrem. Mas Unfair... — Ela deu um longo suspiro — Unfair tem a sede de vingança mais obscura que eu já pude vislumbrar. Dá pra ver nos olhos dele o quanto ele quer vencer esta luta.

Mary levantou a sua máscara de lobo até seu rosto, cansada de apenas ficar ouvindo a garota elogiar o rival.

— Não acho que nossos mestres iriam gostar de nos ver falando asneiras aqui — Murmurou ela — Volte ao trabalho.

E com essas palavras deu meia volta, o vermelho de seu cachecol contrastando como sangue no meio da neve que começava a cair antes de sumir do terraço.

— E você Bryan? Vai ficar aí? — Key indagou para o arqueiro que não se mexera desde sua última fala.

— A neve... — Ele sussurrou, erguendo a mão no ar a fim de sentir o gelo em sua pele — Tão gelada... Tão confortável...

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Quando o som da serra elétrica ecoou pela fabrica abandonada, o grupo quatro se inquietou, virando na direção da origem do som. Mas ainda não enxergavam o inimigo.

Até que Adryan avistou o pontinho rosa do outro lado do corredor onde estavam. Um sorriso maníaco mostrava todos os dentes de Amy e a sua arma pesada estava direcionada para baixo preguiçosamente. As lâminas se destacando no mar de concreto e ruinas, parecendo um filme de terror.

Ela começou a avançar na direção do grupo, levantando velozmente sua moto serra.

— O que estão esperando?! — Bradou Laughing Jack — Atirem!

Até que Thomas ou Adryan processasse a ordem, Amy estava frente-a-frente com eles, tomando impulso com sua arma. Ela partiria Moore ao meio caso o mestre do garoto não houvesse aparecido na hora. Offenderman a puxara pelo calcanhar com seus tentáculos, arrastando a aprendiza de Liu pelo sujo chão do corredor.

— Preste mais atenção — Exigiu o ser de sobretudo para seu aprendiz.

Adryan sacudiu a cabeça, tomando foco na rosada que tentava se levantar novamente.

Amy agarrou firmemente sua arma. TINHA de matar um daqueles filhos da puta.

Ainda apoiada com um joelho no chão, aproveitou o momento em que deixaram brechas e com rapidez conseguiu girar os dentes de sua moto serra em 360 graus, atingindo Offenderman atrás de si. E nem dera tempo para que o infeliz tentasse fugir.

O ser alto caiu para trás, agonizando de dor. O resto do grupo ficara perplexo, sem saber como aquilo era possível.

— Acha que eu seria boba em tentar enfrentá-los apenas com uma arminha dessas? — Debochou ela, agora cravando com força a moto serra no meio do peito de Offender — Há, há. Não. Usei o que vocês chamam de magia negra.

O mestre de Adryan não se debatia mais.

O restante estava de boca entreaberta, os cérebros demorando a interpretar. Nem perceberam que Maverik nem se encontrava mais no local, afinal, se aquela mulher estava ali, seu maior inimigo não poderia estar longe.

Moore deu um passo a frente, os olhos fervendo de raiva e a face avermelhada. Tommy teve o impulso de ajudar o colega, porém Laughing Jack o impediu, pondo um braço a sua frente e meneando negativamente a cabeça para o albino. Daquela vez ele entendera o recado.

Adryan levantou suas Berettas, trincou os dentes. Amy se virou para ele, o ronco de sua arma adentrando a mente do garoto por definitivo. A rosada correu na direção dele com a moto serra, o garoto começou a descarregar os pentes...

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— Percebeu a quantidade de espelhos? — Indagou Jeff the Killer para Lawlliet que assentiu com firmeza.

— Estão aí de propósito, obviamente.

— Claro — Rosnou o assassino. Seu mestre estava especialmente nervoso e impaciente naquele dia — Só posso chegar a uma conclusão, espero que não precise repetir isso em voz alta.

Lawlliet caminhou até o espelho pregado a parede e com o cabo da faca despedaçou o vidro. Havia vários outros pela instalação, contudo quebrar aquelas coisas não era a principal preocupação de ambos no momento.

Estavam no térreo, bem abaixo da posição de Liu. Esperavam que o mesmo os avisasse sobre a conclusão da tarefa.

Alexa telefonara. O celular vibrando no bolso do garoto de piercings. Lawlliet atendeu a chamada de vídeo.

— Estou te vendo.

Tenho duas coisas pra falar! — Lex atropelou as palavras de tão rápido que as pronunciava — A primeira é que Amy não atende o celular e está no segundo piso, sangrando muito.

A tensão recaiu sobre as costas de Law.

— Eu estou indo para lá agora mesmo! — Avisou.

Não saiam da base ainda! — Avisou a loira — BEN já está lá com ela, precisamos de vocês dois ao norte. Há movimento e são do grupo três... Espera... — Alexa encarava o monitor de um notebook com peculiaridade, apertando os olhos como quem não acreditasse no que via — Esqueçam tudo o que eu disse! Tem alguém aí com vocês e não consigo reconhecer.

De súbito algo saltou pelas costas de Jeff o levando ao chão. Algo estava preso no ombro do assassino. Aquilo seria... Um machado?

Jeff grunhiu, se debatendo para tirar a garota da máscara de lobo de cima de si. Lawlliet aproveitou o momento em que ela apanhava o machado para tentar uma cruzada de direita.

Mary cambaleou para trás com o impacto, conseguindo recuperar sua arma favorita.

O rapaz girou sua faca na mão, mudando o jeito de segurá-la e avançou, sendo bloqueado pelo cabo do machado. Ali se sucedeu uma luta balanceada.

Jeff prensou sua mão contra o ferimento que não parava de sangrar, pôs-se de pé e reconheceu a garota.

— Ela é do Grupo Número Zero — Revelou ele para seu aprendiz.

Lawlliet não pareceu ter desanimado, apenas tentou colocar mais força em seus ataques. Tanto fazia se era do grupo zero ou não, não fora treinado para perder.

Terminei aqui! — Avisou Liu pelo celular.

Foda-se! Não importa cacete!”, bradou internamente Jeff.

O assassino de sorriso esculpido se obrigou a apanhar sua arma e acabar de vez com Mary. Viera por trás, contudo a garota não estava à toa em seu grupo de reputação temida. Dois por uma, e mesmo assim não conseguiam vantagem.

Já deveriam saber que Mary Rodge tinha uma resistência muito a cima dos seres humanos comuns.

Notas finais
Le eu acabando com uma fic, mas enrolando ao mesmo tempo por dó de matar os personagens até sobrar apenas um...