Notas iniciais
NÃO MORRI!! Comemorem porque não os abandonei. Espero que estejam aí também. Houveram mil e uma coisas na minha vida então nem pude escrever mais huahauhau. Mas tô aqui com um capítulo fresquinho pra vocês =)) Bem, mais mortes e páh... Moro em São Paulo e com tudo que está havendo no governo (de querer fechar escolas), a minha entrou em recesso e meu ano letivo encerrou aqui. Então prometo dar mais atenção à fic nestas férias. Sem mais delongas... ~Boa Leitura o/

Thomas seguia Adryan pela instalação. O moreno parecia ignorar totalmente o colega e os punhos estavam cerrados ao longo do corpo. Agora era um assassino sem mestre, sem alguém para seguir, sem alguém para ser fiel. Praguejava em ódio mesmo depois de ter derrotado Amy, achava pouco.

— Não se separe do grupo Adryan! — Ordenou Tommy, tentando alcançar o ombro do ex-aprendiz de Offenderman. Moore o afastou, continuando a caminhar a procura de mais inimigos — Acorda desse transe!

Percebendo que não seria ouvido, acelerou o passo e parou em frente ao moreno. O mais novo rosnou, tentando desviar, sem sucesso.

— Me deixa! — Bradou. Era possível ver as lágrimas presas aos olhos — Juro que a morte do meu mestre não vai ser em vão! Vou matar um por um!

— Se continuar assim, a única coisa que vai conseguir é a morte! — Berrou Thomas de volta.

— E o que tenho eu a perder? Diz-me? O que resta de mim? Tive minha família massacrada, e o único homem que decidiu tomar conta de mim agora está morto nesta guerra de merda. E o que mais? O assassino dos meus pais está em meu grupo. Não preciso de grupo nenhum! Vou matar literalmente todos! Até você se não sair do caminho!

O albino fez uma expressão friamente calma de repente, e, farto de tantas palavras insanas, descarregou um soco no rosto de Adryan.

— Você tem uma vida a perder. Você tem um grupo, Adryan. E mesmo que seja feito de assassinos, deve admitir que tem sido melhor que qualquer outra família.

— E o que você sabe sobre família? — Ralhou o mais novo.

— É, tem razão. Não sei nada sobre “família”. Sequer conheci meus pais e fui criado boa parte da minha vida com uma vadia invejosa que deveria ser considerada minha tia. — Adryan suavizou, só um pouco, a expressão — Mas eu sei que, se eu morrer hoje, estarei satisfeito em ter conhecido vocês. Porque vocês é a melhor definição de “família” que conheço.

Ver Thomas sem o costumeiro bom humor fez com que Adryan se aquietasse. Estava mesmo fazendo muito escândalo?

Pôs-se de pé após alguns segundos em silêncio. Os ombros relaxaram:

— Tudo bem. Venceremos juntos.

::::::::::=Aprendizes de Assassinos=:::::::::

Yun não conseguia encontrar Ticci Toby. Haviam se separado, contudo não foram capazes de se reencontrarem. E foi nesta procura que se deparara com Myara e Anmarie.

A primeira a golpear fora Myara, bloqueada pela foice da morena. Logo em seguida atacara Anmarie. Não foi difícil deixar Yun em uma situação complicada.

Death surgira por trás de um pilar, rosnando ferozmente em direção à Myara. Junto ao cão Ticci Toby trazia seu machado. Os olhos de Anmarie se arregalaram ao ver estes dois personagens adentrando o cenário.

Os dentes de Death foram capazes de arrancar parte do braço de Myara que gritou de dor e desferiu um golpe na cabeça do animal. Toby partira para cima de Anmarie que só teve tempo de tocar um espelho próximo antes de ir ao chão, tentando proteger sua vida da lâmina do machado.

Yun estava ferida no chão, e não sabia se era capaz de se levantar. Fora nessa hora que Filipe a resgatara rapidamente, saindo de perto do grupo dois.

No espelho atrás de Anmarie, a sombra de Bloody Mary surgiu.

— Myara! — Chamou a aprendiza, acenando para a mestra.

A de cabelos cinzentos entendeu o recado, e com esforço jogara Death para o espelho. O cão grunhiu antes de atravessar o vidro e sumir.

Ticci Toby botara mais força sobre o machado. Os braços de Anmarie já fraquejavam.

Myara correu para ajudar, mal passara metade do caminho, quando um ser encapuzado parara em sua frente. Bryan encarou a de cabelos cinzentos por cima do ombro, antes de sumir e reaparecer por trás desta, desferindo um golpe em sua nuca.

E com isso, Anmarie teve o pulso torcido por conta da força. E num milésimo de segundo que usou para agonizar, o machado atravessou seu pescoço, cravando-se no chão...

::::::::::::=Aprendizes de Assassinos=::::::::::

Mary se afastou novamente de Lawlliet e Jeff, sumindo entre o mar de concreto velho.

— A vagabunda só serviu para nos atrapalhar — Murmurou o de sorriso esculpido. Percebeu a expressão avoada de Lawlliet — Hey! Você não está no meio de um simulado!

— S- sim, senhor! — E o rapaz se apressou em se por em ação.

Um andar a cima, BEN saíra da tela do celular de Amy, caído do outro lado do corredor. O esverdeado se apressou em correr até a rosada, testando seu pulso. Mas o coração batia tão fraco que parecia impossível sobreviver.

Observou as dezenas de buracos de bala pelo corpo da garota. Alguns profundos, outros transpassando a carne. O sangue escorria rápido por debaixo dela, criando uma extensa poça de sangue. Amy se engasgava.

— Matei... Um... — Sussurrou fracamente ela, BEN a repreendeu.

— Não gasta o resto das suas forças falando.

— Vou morrer. Né? — Ela riu, mas logo engasgou novamente.

O esverdeado abriu a boca para dizer algo, mas voltou a fechá-la quando ouviu o som constante de passos apressados se aproximando. Liu se jogou ao chão, ao lado da aprendiza.

— Amy! Amy! — BEN se afastou, deixando que Liu a tomasse nos braços. Ali ela parecia tão pesada... Mesmo em seu leito de morte, a jovem continuava linda.

— Eu não consegui durar muito... Desculpe-me, mestre. — Ela lamentou.

— Não diga bobagens, você foi muito bem! — Liu parecia desesperado, não queria a perder. — Você vai ficar bem. Vai ficar bem sim! Te proíbo de morrer!

Amy derramou a primeira lágrima, e então várias outras vieram em seguida. Mesmo assim, abriu um sorriso calmo e esforçou sua mão a tocar a face do mestre. Os dedos estavam gélidos e pálidos.

— Tenho que te contar um segredo. — Liu nada respondeu, não foi capaz — Eu odiava receber ordens... Mas também percebi... Que o que me mantinha aqui, não era a vingança pela morte de meus pais... Queria... Estar...

O assassino viu quando os olhos dela perderam vida, sentiu seu corpo morrer em seus braços. Ele não foi capaz de acreditar que sua aprendiza havia morrido. Aquilo não podia ter acontecido.

E junto com ela morreram as palavras. Ela nunca conseguiria dizer que sonhava mais. Nunca passaria seus verdadeiros sentimentos para Liu.

O assassino sentiu o próprio corpo amolecer.

— Amy... — Ele a abraçou fortemente pela última vez. Abraçou-a como se ainda pudesse tomar sua alma para si.

Continua...

Notas finais
Genty, não misturem Vodka com Fanta. Sério. NÃO. FAÇAM. ISSO. (É ruim demais XP)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.