Notas iniciais
Oi oi. Nem demorei. E tenho umas coisas pra falar aqui então continue lendo! Ou não. Você quem sabe, hehe. Certo, este capítulo e o próximo serão mais pra dar um foco no Law e no Jeff, e então (Olha o spoiler) finalmente daremos início a nossa tão esperada guerra! Muahahahaha. Estou muito ansiosa, e espero que vocês também estejam! (XD). Bem, depois dessa bela notícia espero feedback de vocês, hein? (-3- Sou uma autora movida a isso). Okay não vou enrolar muito aqui. ~Boa Leitura o/

— Você definitivamente passou dos limites! — Era a frase que Liu adotara nas últimas semanas, sempre a repetindo como se fosse tão automático como respirar. Se antes achava seu irmão Jeff um completo idiota, agora era dez vezes pior. O moreno não levantava do sofá por nada, apenas vezes ou outra de madrugada para matar ou urinar, porém era só. Sequer se preocupava em procurar por um novo aprendiz, deixando claro o que esperava do seu futuro. Os integrantes de seu grupo ainda mantinham os planos em mente, discutindo pelo menos uma vez por semana sobre A Guerra. Todos desviavam os olhares vezes ou outras para Jeff, apenas na expectativa de que ele estivesse ouvindo, contudo, o assassino apenas encarava o vazio do teto, deitado naquele maldito sofá e casualmente brincando com sua faca.

Imaginavam que talvez Jeff the Killer tivesse perdido por completo seu juízo, aceitando a morte como destino, ou então ele estivesse certo demais de que venceria sozinho àquela guerra. Era uma pena perder um assassino de tamanhas habilidades.

Realmente, uma pena que ele tenha desistido tão fácil assim..., Pensava a maioria.

Já o moreno de sorriso esculpido, sabendo sobre o que os outros pensavam sobre si, apenas se limitava suspirar dia e noite. Seu grupo ainda não o conhecia. Não completamente, ao menos.

A verdade era que Jeff não confiaria seu trabalho, suas regras, seus códigos, suas técnicas a outro aprendiz qualquer. Sabia que ensinara demais para um ingrato cujo nome era registrado como Lawlliet Blake. Apenas o nome o fazia juntar as sobrancelhas. Devia tê-lo matado, era isso. Havia largado uma criança com uma faca e dicas exclusivas de um assassino psicopata. Era idiotice demais, nessa parte Liu tinha razão.

Não. Matá-lo não era o que Jeff queria de verdade. Tinha o treinado bem, bem até demais. Achava que Lawlliet tinha capacidade, sim senhor; todos aqueles treinos pesados, todo aquele modo de tratá-lo severamente, absolutamente tudo fora calculado tendo em mente como principal preocupação ao próprio aprendiz. Jeff queria treiná-lo de modo perfeccionista, queria torná-lo o melhor e assim ter o máximo de vantagem possível na Guerra. Não demonstrava, todavia acreditava que Lawlliet pudesse ser seu maior motivo de orgulho ao final das contas.

Apesar de tudo, estava acabado. O aprendiz teve sua escolha de largar seu mestre para uma vida comum e menos dura ou então continuar a aprender da maneira mais amarga e saber que estava largando sua antiga vida. A resposta seria óbvia demais até mesmo para uma criança! Jeff ainda lamentava tê-lo perdido, e decidiu não correr atrás, não fazia seu estilo. Então simplesmente, a única opção era aquela: esperar para ver o que aconteceria finalmente.

— Você devia levantar essa bunda daí — Liu reclamava ao seu lado. Amy parecia sentir o clima tenso que pairava entorno de Jeff, que estava prestes a pular em cima do irmão com sua faca. A voz do mais velho começava a irritar, francamente. — Morreremos por sua culpa.

— Vai se foder, filho da puta! — Rosnou, virando-se para outro lado e encarando o encosto do sofá.

— Somos irmãos, Jeff. Não sei se percebeu. — Respondeu ironicamente.

A última coisa que o moreno queria naquela manhã cedo era arranjar uma briga. Sua preguiça lhe dizia que seu desempenho em uma não seria das melhores. Então, tomara o caminho de menos confusões, se levantando do sofá vendo enquanto Liu instintivamente segurava no cabo de sua própria faca, pronto para desembainhá-la caso fosse preciso. Jeff se espreguiçara calmamente, levantando-se, encarou o irmão com desdém com a mão ainda atrás da cabeça, agarrando os próprios cabelos entre os dedos.

— Não precisa se assustar — Soltou, conseguindo esticar um pouco mais seu sorriso permanente — Só vou dar uma saída. Não aguento mais você.

O mais velho fechou a cara, porém deu espaço para que o outro passasse. A última coisa que ouvira dele foi o som da porta da frente se fechando.

— Acha que ele irá fazer besteira? — Amy indagara para seu mestre após alguns poucos segundos de silêncio.

— Jeff é dono do próprio nariz. Ele pode muito bem se virar sozinho caso algo aconteça — Respondeu sem poder esconder a irritação.

A de cabelos rosados encarou a expressão mal-humorada e fez o que era costume de se fazer. Apertou-lhe as bochechas.

...

Jeff andou pelas ruas da cidade com o capuz escondendo a face desfigurada dos olhos dos simples seres humanos que começavam a vida antes do sol nascer. Na verdade, o céu tornava-se claro devagar, quase parando. O frio era intenso para um dia de outono, e o tempo nublado colaborava para que fumaça saísse pela boca ao respirar ou falar. O assassino detestava estar ali, entre as pessoas sabendo que não podia matá-las, então apenas socava suas mãos no fundo dos bolsos do moletom e acelerava os passos em direção ao local favorito de todos os assassinos daquela região: A floresta que cercava as montanhas.

Foi pelas bordas, sedento por uma chance de assassinato. Pela ironia sádica do destino, a única coisa que encontrara fora um prédio levemente familiar. Ao se aproximar, percebeu um pontinho preto na janela do terceiro andar. Forçou a vista e não acreditava no que seus olhos presenciavam. Lawlliet Blake, ali, pendurado perigosamente no parapeito da janela.

Jeff franziu o cenho, curioso. Estaria aquele garoto tentando suicídio? Logo descartou o pensamento. Conhecia aquele sujeito, ele não seria capaz de tal ato. Sem perceber que observava aquilo com tamanho interesse, viu quando Lawlliet pulara da janela, pegando impulso no tronco de uma árvore para acabar fazendo o mesmo no restante da parede do colégio interno. Rápidos flashes de seus ensinamentos para o rapaz passou pela cabeça de Jeff que se questionou se era possível que o outro estivesse conseguindo fazer algo como aquilo. Esperava que mais cedo ou mais tarde, Law acabasse se atrapalhando, o que não acabara acontecendo, deixando o assassino surpreendido.

Percebeu que Lawlliet corria na direção onde estava. Lembrou-se de suas últimas palavras dirigidas a ele. Algo como que quando se encontrassem novamente, era como se fossem completos desconhecidos. Era algo que não o agradava, mas que deveria ser seguido. Eles não tinham mais nada e a alma de assassino de Jeff ainda permanecia triunfante dentro de si.

Preparara-se, se escondendo atrás de um tronco.

::::::::::=Aprendizes de Assassinos=::::::::::

[Primeira Pessoa]

Para minha própria surpresa, ainda estava cem por cento bem. Sentia-me mais vivo assim que conseguira alcançar o chão sem me ferir. Não esperei muito, correndo rumo a fora daquele lugar. Havia um bom tempo que eu não via além da floresta, então o meu primeiro extinto fora correr até ela, adentrando entre as árvores. Porém, mal entrara direito e algo pulou em cima de mim. A velocidade não me permitiu identificar direito o que era aquilo, isso até perceber o leve corte de raspão que me pegara na manga de meu moletom, causando um rasgo.

Eu queria ter dito algo, porém o ser me atacara novamente, contudo desta vez me defendi com minha faca que carregava comigo. O som agudo das lâminas batendo fortemente ecoou por uma distância indeterminada. Na pequena pausa, reconheci o moletom branco, o cabelo negro escondendo-lhe os olhos e o sorriso sangrento.

— Jeff? — Indaguei incrédulo.

Meu antigo mestre não respondeu, apenas investindo mais e mais, cada vez mais fortemente me fazendo recuar para dentro da mata enquanto tentava não tropeçar e deixar cair minha única arma que me defendia. Jeff atacava sem parar, era tão veloz que eu mal conseguia acompanhar.

— Jeff! Sou eu, o Lawlliet. Não lembra?! — Eu gritava na tentativa frustrada de tentar lembrá-lo sobre o que havíamos passado. — Droga, Jeff!

O moreno continuava. Eu estava me esforçando. Com todas as forças, eu me esforçava para poder desarmá-lo, mas principalmente para poder fazê-lo se lembrar.

Aquilo não estava certo, eu não estava certo. Não deveria ter sido tão egoísta antes e agora percebo isso. Eu tinha de arranjar uma forma de voltar a tê-lo como mestre e acabar com a carnificina que estava prestes a acontecer, assim podendo voltar à vidinha com Tatsuya. Estaria bem para todos assim, não?

Já não aguentava mais defender os golpes de Jeff, e perdido naquela confusão, tropecei em uma raiz de árvore, indo ao chão. Ele ainda viera para cima, ajoelhando-se sobre mim e tentando cravar a lâmina de sua faca em meu peito. Felizmente, o pouco de força que me restara foi o suficiente para brigar com a sua insistência, mantendo a faca sempre a três centímetros de alcançar seu objetivo.

— Por que você se esqueceu de mim?! — Quis saber.

Segure-se, minha mente girava e sussurrava as palavras.

— Levou tão a sério aquela discussão desse jeito?!

Não caia.

— O QUE DEU EM VOCÊ, PORRA?!

Cale-se.

— NÃO VÊ QUE AINDA ESTOU PRECISANDO DE VOCÊ, JEFF?! — Naquela altura, já havia perdido a noção do meu tom de voz. A visão embaçada e a frustração pulsando no peito. Eu ia fazê-lo se recordar, mesmo sabendo que ele não queria.

Prenda-se.

Pude inverter nossas posições, pegando impulso para cravar eu mesmo aquela lâmina em seu peito. Parei apenas a um milímetro, com a respiração acelerada, os olhos arregalados. Jeff sequer tentara se proteger, deitado no chão sem reação alguma, já indiferente. Pouca coisa se ouvia ali, e ficara assim por um bom tempo.

— Eu disse que te ajudaria minha criança. — Foram suas únicas palavras.

Larguei a faca, fazendo com que a mesma caísse na terra entre as folhas úmidas. Saí de cima de Jeff mais assustado e perdido do que antes, me encolhendo como uma bola ali mesmo. Não sei ao certo quanto tempo fiquei daquele jeito, me embalando para frente e para trás, só sei que senti quando Jeff se levantara e ficara parado defronte a mim.

— De pé — Ele ordenou.

Eu me sentia fraco e derrotado, a última coisa que pensaria em fazer era levantar-me. Contudo, ao finalmente ouvir sua voz no imperativo foi quase impossível desobedecer. Com certa dificuldade, levantei, fungando e limpando o nariz com o braço, sentindo os joelhos bambos.

— Eu havia te dado uma escolha...

— E eu sei disso — O cortei — Perdão. Fui um egoísta.

— Eu havia te dado uma escolha — Ele retomou. Acabei abaixando os olhos, ainda era difícil demais falar com Jeff — Já estou cansado de dizer para me olhar na cara quando eu estiver falando. — Levantei a cabeça novamente, fitando-o nos olhos — E agora vou te dar outra chance de fazer uma escolha, Blake. Mas pode apostar que esta sim vai ser sua última chance de manipular seu destino.

— Certo... — Respondi um pouco indeciso se eu deveria mesmo.

— Se agora fosse aquela mesma noite em que nos conhecemos, ainda iria pedir minha ajuda? Mesmo me conhecendo, mesmo sabendo o que lhe aguarda no futuro?

— Pediria. — Soltei sem hesitar.

Jeff puxara minha mão e colocou sobre ela a faca que eu havia deixado cair durante nossa “pequena” briga.

— Bem-vindo de volta ao inferno.

Notas finais
Comentem porque eu respondo tudinho agora. Claro que se você me mandar um bilhete te responderei com um bilhete e se você me enviar um 'texto' eu te respondo com um texto. Se estiver favoritando ou recomendando estará me ajudando MUITO. Obrigado para quem leu e espero que tenham gostado. o/