Notas iniciais
Quanto tempo se passou? Nem sei. Mas, gente, juro que não foi minha culpa essa demora toda! (Bem... Boa parte dela). Me mudei de casa então fica complicado a correria e tudo mais, contudo ainda estou aqui para postar esse capítulozinho... E tem alguém que está acompanhando minha outra fic a O Diário das Creepypastas? Pois fiquem sabendo que aquela sim vai demorar para sair (=p). Creio que faltam cerca de três capítulos antes da Guerra de verdade começar, então por favor, não me abandonem (~T-T)~ Perdoem-me se tiver algum erro e por estar tão sem-criatividade, porém não vou reescrevê-lo primeiro porque acho que é um tanto necessário. Mas chega de enrolar! ~Boa Leitura o/

Emmy jogou a faca mais uma vez e se surpreendeu quando viu a lâmina perfurar quase o centro, apenas uma casa antes do seu objetivo. A garota sorriu de contentamento e então alguém adentrou a sala juntamente com o som de salto alto batendo ao chão. Hell Girl virou-se rapidamente em direção a sua mestra Jane the Killer, que por sua vez se encontrava de braços cruzados. A princípio Emmy pensou que seria corrigida pela de cabelos negros, todavia Jane soltara um sorriso sem dentes.

— Seus treinos deram resultado.

A de cabelos brancos correu para abraçar sua mestra, e foi retribuída.

— Podes até ter tido um progresso, porém ainda não é o suficiente. — Yun também se juntara trazendo o restante do grupo. — Perdoe-me, mas é a verdade.

— Ha... — Ticci Toby esfregava a nuca. — Natalie onde está seu aprendiz?

Clockwork fuzilou-o com o olhar.

— Não sei. Talvez fora andar por aí.

— Yun — Jane falou de expressão fechada. — Acha que consegue encontrá-lo?

A morena encarou a mais velha.

— Posso tentar.

[...]

Yun ouvia música em seus headphones e devorava uma barra de chocolate enquanto caminhava pelas ruas atrás do colega de grupo. Death a seguia, farejando o chão por onde andava. O ar de outono cortava a noite e a garota tinha de admitir que sentisse frio.

Até que parou de caminhar no meio de uma esquina. Sobre a ponte de madeira que cortava um rio da cidade, Yun avistou o rapaz de cabelos arroxeados apoiado no corrimão e encarando o movimento das águas. O cachorro ao seu lado latiu. Filipe apenas virou rapidamente a cabeça em direção dela e voltou a observar o rio. Yun se aproximou calmamente.

— Hey, os outros estão a se preocupar contigo. — Ela pendurou os fones entorno do pescoço e procurou fitá-lo nos olhos. Contudo Filipe não os desviava da água.

— Preocupados? Não brinque assim. Eles só pensam em si próprios. Até mesmo isso que vocês chamam de grupo é uma desculpa para ter aliados na Guerra.

Somos um grupo. — Garantiu Yun. Ambos não demonstravam expressões durante a discussão. — Protegemos uns aos outros e será assim até o fim da Guerra.

— E quando ela acabar? Isto é, se é que estaremos todos vivos até lá. Nossos mestres nos matarão apenas. — Agora ele a encarava.

— Não é verdade. Seremos nós quem estará a ajudar a espalhar a verdadeira justiça.

— Justiça... O que vocês sabem sobre justiça? — Filipe soltou as palavras e desviou o olhar novamente, encarando o chão com o cenho franzido.

Yun permaneceu pensativa por um instante, casualmente olhava para Death que por sua vez se mantinha sentado quietinho.

Após cerca de cinco minutos em silêncio, a garota estendeu o chocolate que trazia consigo para Filipe. Sabia que este gostava de doce.

— Tente dar uma chance a eles.

O rapaz encarou o tablete marrom pela metade e suspirou, quebrando um pedaço para si.

— Uma chance.

:::::::::::::=Aprendizes de Assassinos=::::::::::

Ah! Unfair! Finalmente posso falar com você! Sou sua maior fã

Maverik segurava firmemente no cabo de sua arma, pronto para reagir a qualquer ataque. Tommy se perguntava se ela não ligava para o fato de estar de ponta cabeça e com saia, pois a gravidade fazia seu trabalho.

— Quem é você? — Laughing Jack foi o primeiro a indagar.

A jovem de cabelos brancos aterrissou no chão sem dificuldade, caminhando em direção ao grupo.

— Meu mestre não deixa falar nada sobre mim. — Respondeu. A voz era suave e jovial ao mesmo tempo. — Ah! Legal, isso quer dizer que posso inventar um nome para mim mesma! Que tal... Key? Por causa da chave. — Ela apontou para o pingente de sua gargantilha. O objeto era engolido por seus seios.

— Pode parar de nos fazer olhar para aí? — Tommy murmurou.

— Então você tem um mestre? — Laughing pareceu se importar.

— Eu não sou louca de vir sem nenhum preparo no meio de assassinos como vocês — Key se pendurou no pescoço de Maverik que até ali se manteve calado. Ele teve de se curvar por causa do peso da jovem e também devido as suas diferenças de tamanho — Uaaa! De perto o azul dos seus olhos é tão mais belo!

Ninguém ali sabia ao certo como reagir com uma jovem daquelas, embora todos cogitassem em matá-la.

Maverik afastou-a de si e pela segunda vez naquela madrugada levantou sua arma, mirando no meio da testa da jovem. Key encarou o cano da pistola com as mãos levantadas na altura dos ombros, mas logo voltou a abaixá-las e fitou o mercenário nos olhos.

— Deve estar se perguntando quem é o meu mestre né? Mas vocês sabem, tenho de fazer suspense por estar no grupo zero.

Os olhos de Thomas se arregalaram brevemente.

— Grupo zero... Você está dizendo que é uma aprendiza do Grupo Número Zero?

— Sim. Por que brincaria com isso? — Tombou a cabeça para o lado, numa interrogação.

— Porque você parece brincar com tudo ao seu redor. — Falou Maverik com certa calma.

Ela riu.

— Sério, como sempre. Amo isso em você. — O jeito que Key tratava Maverik era um tanto irritante para ele, de fato. Mas mesmo assim o mercenário tentava mostrar-se paciente. — É uma pena termos de matar seu grupo inteiro... — Nesse momento Slenderman e Laughing se inquietaram ao perceberem que a jovem segurava uma granada de mão — ... Mas sabe como é, guerras são guerras.

Por um milésimo de segundo, Tommy e Maverik pensaram que estavam mortos. Key quase soltara o objeto que causaria uma explosão mortal, mas algo a impediu. Sentia algo pegajoso contornando seu pulso e dedos até virar-se para trás e dar-se de cara com uma figura de sobretudo. Offenderman mostrava seus dentes pontiagudos.

— Agradeçam depois — Adryan estava logo atrás apontando sua própria arma em direção à inimiga.

Key se livrou dos tentáculos do ser alto e pálido, dando uma cambalhota para trás. Maverik não hesitou em dar o primeiro tiro, que se não fosse por um reflexo rápido da garota, a teria acertado em cheio. A bala pegara de raspão sua máscara de gás e isso foi sua deixa para abandonar a casa de Unfair.

— Pegue-a! — Ordenara Laughing Jack para seu aprendiz, que com um aceno correu por onde Key havia passado.

— Não vai adiantar, mesmo que queira — Falou Offenderman — Se está no Grupo Número Zero só nos resta esperar.

Estou cansado de esperar. Pensava Slender e seu aprendiz ao mesmo tempo. Os dias pareciam nunca chegar.

Notas finais
Comentem porque eu respondo tudinho agora. Claro que se você me mandar um bilhete te responderei com um bilhete e se você me enviar um 'texto' eu te respondo com um texto. Se estiver favoritando ou recomendando estará me ajudando MUITO. Obrigado para quem leu e espero que tenham gostado. o/