Aprendizes Da Grand Chase
13 O jovem misterioso
Notas iniciais
Os jovens haviam acordado quase no final da manhã, tinham ido dormir tarde depois do ocorrido no dia anterior. Os que haviam sido queimados estavam apenas com pequenas marcas em algumas partes do corpo enquanto os que foram petrificados estavam em perfeitos estados. Depois de acordar eles fizeram uma grande refeição com a família da casa, os que não moravam na casa haviam saído na madrugada. Logo após o café da manhã e de longos pedidos de "obrigado" eles saíram da mansão.
Era um início de tarde nublado, ameaçando uma tempestade a qualquer momento, o forte vento fazia os jovens sentirem frio, alguns lamentaram por não estar usando roupas para o clima.
Ikki estava contando como quase derrotou sozinho o basilisco para os que não estavam presentes naquele momento, os que estavam escutando não acreditaram e os que estavam no momento não o interromperam, estavam querendo saber até onde ele continuaria mentindo.
— Duvido muito isso ter acontecido! – Null disse para Jake. Jake, que estava ao seu lado, soltou uma risada.
— Pode apostar, mas está divertido, deixe-o continuar. – Ele falou olhando para Ikki, ele estava bem a frente, junto com os que estavam escutando.
— Desde agora a pouco você parecia diferente, onde está com a cabeça? – Null perguntou, curioso.
— Pareceu que eu estava em outro lugar? Estava escutando cada palavra que você disse.
— Mais ou menos, mas deixa isso pra lá.
Aly saiu de perto de Ikki e se aproximou dos que estavam mais atrás.
— O que realmente aconteceu? Eu não estou conseguindo acreditar naquela história. – Aly perguntou para Yukki. — Iria perguntar para Yuu, mas desisti. – Aly disse apontando para Yuu.
— Parece que ela não teve uma noite muito boa! – Yukki diz olhando para Yuu. Aly concordou. — Mas voltando ao assunto, você quer saber a verdade?
— Sim! – Aly respondeu.
— Eu também, ainda não pude escutar. – Null disse saindo vagarosamente de perto de Jake, que voltara a ficar perdido em seus pensamentos, e indo para ao lado de Aly.
— Então... Vou conta a minha parte, Ok? – Os dois responderam com um “Ok”. – Eu, Nagito e Alma estávamos vendo Eder e Alana petrificados...
Yukki começou a explicar detalhadamente o que havia acontecido.
Luke se aproximou de Yuu, ela era a única que não parecia animada, estava andando feito um zumbi, se arrastando, por isso ela estava por último, uma hora ou outra ela bocejava. Luke se aproximou dela e viu que ela estava com olheiras.
— Olá! – Luke disse. Yuu nem olhou para ele. — Olá?! – Luke disse novamente, dessa vez tocando com o dedo indicador o braço dela.
— O que?! – Yuu disse sem olhar para Luke, ela parecia irritada.
— Bem... Hum... Parece que você não dormiu muito bem.
— Pensava que estava obvio! – Ela respondeu de modo grosseiro.
— Falando a verdade, está óbvio. Você está parecendo um zumbi.
— Parece que estou bem agradável. – Ela diz agora olhando para ele, ela estava com um sorriso estampado no rosto. — Tive um sonho estranho, fiquei acordada pensando nele. – Ela disse, logo após com as costas das mãos ela esfregou os olhos.
— Quer falar sobre ele? Ou prefere dormir em pé? – Luke disse com um sorriso no rosto.
— Dormir em pé seria ótimo. Quando eu estiver mais disposta eu conto.
Um pouco a frente Ikki continuava a falar como tinha derrotava o basilisco.
— Yuu tentou atacar o basilisco, mas ele foi mais rápido e investiu primeiro. Por sorte eu também fui rápido e salvei Yuu, a deixei sã e salva, coloquei ela em um lugar seguro e fui correndo na direção do basilisco. Depois de eu ter furado os olhos do basilisco foi mais fácil matar ele. Cheguei perto dele e cortei da cabeça até o final do corpo. Depois joguei o rubi no veneno e o resto vocês sabem.
— Yuu deve ter ficado muito grata de você ter a salvado. – Disse Myrantha, sabia que tinha sido TUDO mentira, mas queria participar da brincadeira.
— Deve ter ficado, mas não demonstrou.
— Que mal-agradecida, vou falar com ela agora mesmo. – Free disse tentando soar irritada.
— Não precisa, esse é o jeito dela. – Ele disse tentando não soar com desespero, se Myrantha ou Free contassem a mentira para Yuu ele poderia ficar sem andar durante vários dias.
— Então tá. – As duas disserem em uníssono, as mesmas tentavam com todas as forças conter a sorriso.
— Acho que você está brincado com coisas que não consegue controlar. – Alma sussurrou para Ikki. — Eu não posso ter ligado, mas quem sabe Luke e Jake, eles também estavam lá. Yuu e Yukki se souberem mataram você.
— Você acha que a Yuu irá fazer alguma coisa comigo? – Ele sussurrou para Alma. — Ela me ama, no fundo no fundo ela me ama.
— Sério? – Alma diz cruzando os braços. — Parece que ela lhe odeia.
— Odeia por fora, mas por dentro ela me ama! – Ele disse, ele estava deixando Alma ainda mais irritada.
Ikki, vendo que Alma estava irritada, se aproximou do ouvido de Alma e sussurrou umas palavras, ela abriu um grande sorriso, sua irritação havia sumido.
— Não conte para ninguém, ok? – Ele disse olhando para ela, em resposta ela fez que “sim” com a cabeça.
Alma já iria saindo de perto de Ikki até que foi parada pelo mesmo, que havia segurado ela pelo braço.
— Obrigado pela aquela ajudinha no porto. – Ele disse sem jeito. — E desculpe-me por ter demorado muito para pedir o "obrigado" que eu estou pedindo agora.
— Não foi nada. – Ela respondeu rapidamente. Ela estava começando a corar. — Obrigada por ter me ajudado com o basilisco, tenho certeza que não estaria mais aqui... Ou estaria, não sei dizer. Mas mesmo assim, obrigada. – Ela disse, ainda estava corada.
Alma se distanciou de Ikki. Ikki, agora sozinho, ficou observando todos os membros, e no final ele viu Yuu, de longe dava para perceber que ela não estava “normal”, então ele foi se aproximando dela para tirar algumas brincadeiras.
Ele se aproximou de Yuu, que estava conversando com Luke.
— Você parece exausta, quer que eu te carregue nos meus braços? – Ikki disse tentando deixar Yuu irritada.
— Se eu fosse você não tiraria brincadeira com ela agora, está muito irritada, ameaçou de cortar minha garganta com a adaga. – Luke disse alertando Ikki, o mesmo fez que não escutou.
— Vamos Yuu, estou de dando uma chance de tocar em mim. – Ikki disse, desta vez ele conseguiu irritar Yuu.
Yuu pegou Ikki pela camisa e a puxou bruscamente para perto de si.
— Você tem certeza que quer me ver irritada? Você escutou o Luke, normalmente eu não ameaço NINGUÉM além de você. E a única coisa que eu faço é responder, mesmo estando MUITO irritada, mas que tal eu abri uma exceção para você hoje e fazer você ficar sem andar? – Ela disse balançando bruscamente Ikki. — QUER ME VER MESMO IRRITADA? – Ela perguntou, obviamente irritada. Ela olhou bem nos olhos de Ikki, o mesmo não respondeu, mas ficou olhando fixamente os olhos de Yuu. — Vou entender como um “não”. – Ela soltou Ikki, o mesmo saiu de perto gargalhando.
— Tem horas que você é muito cruel. – Luke disse, ela se virou para ele. — Não quero saber o que você iria fazer para ele ficar sem andar.
— É melhor não saber! – Ela respondeu, sorrindo.
Free e Zen agora estavam na frente, estavam conversando, parecia que Free havia esquecido o “acidente” de quando a mesma havia encontrado ele.
— Pode chover a qualquer momento. – Zen diz olhando para as nuvens carregadas.
— Sim... Deveríamos ter pegado roupa para o frio. – Free lamentou. — Temos que chegar antes que comece a chover.
Annie, que estava conversando com Alice, se aproximou de Zen e Free.
— Vai demorar muito para chegar à vila? – Annie perguntou, ela estava segurando o baú que tinham que entregar.
— Menos de uma hora nós chegamos, mas se chover pode atrasar um pouco. – Zen respondeu.
Alice havia se juntado aos três.
— Será que lá tem alguma coisa para proteger do frio? Estou congelado. – Alice disse enquanto tentava aquecer suas mãos.
— Você não é a única, Alice, também estou morrendo de frio. Mas obviamente eles devem ter... – Free diz, em seguida começou a aquecer as mãos. Olhou para Annie e notou o baú. — O que será que tem dentro do baú?
— Não sei, não é muito pesado, às vezes parece que não tem nada dentro. Estou extremamente curiosa para saber. – Annie disse balançando o baú.
— Posso ver? – Zen diz para Annie, a mesma entrega o baú para ele, logo após ele começou a chacoalhar o baú. — Parece que não tem nada dentro. – Ele entregou de volta a Annie o baú.
— Annie, tenho uma coisa para falar. – Alice sussurrou.
Alice pegou o braço de Annie e a puxou para longe do grupo.
— Que foi Alice? – Annie perguntou com um largo sorriso no rosto, mas desapareceu ao ver que a garota estava preocupada.
— Olhe! – Alice mostrou o selo que Lin havia feito, o selo estava diferente, pequenas linhas se alastravam dele. Annie ficou espantada. — Tem uma linha quase chegando no meu umbigo! – Falou ela exasperada.
— Quando isso apareceu? – Annie perguntou ainda olhando para o selo.
— Hoje de manhã, quando eu dormi o selo estava queimando, mas eu não pensei que isso iria acontecer! O que eu faço?
— E-Eu não sei... Você deveria contar pro Pan, se o rei confia nós confiamos também. – Ela diz enquanto Alice cobria o selo.
— Vou pensar. – Ela disse mais calma. — Vamos!
* * *
O clima havia ficado mais frio, o céu agora estava completamente coberto por nuvens escuras, mas não chovia, ainda que ameaçasse uma tempestade. O resto da caminhada havia sido em silêncio, apenas escutavam o som de seus paços e o barulho do vento gélido. Como não havia chovido eles chegaram a pouco menos que uma hora, quase como Zen tinha previsto. Depois de uma pequena caminhada pela vila, que estava com vários enfeites pelas ruas e diversas barracas de comida sendo preparadas, eles encontraram Pan no centro da vila, em uma enorme praça (que também estava com vários enfeites, pessoas andavam para lá e para cá levando coisas nas mãos), Pan era um grande urso panda, que os saudou com veemência e em seguida acompanhou eles até uma grande casa, mas ainda não tinham os convidado para entrar.
— Grand Warriors! Esperei ansioso para encontrar vocês. – Pan disse, alegre. — E vejo que vocês conseguiram trazer meu pedido. – Ele notou o baú nas mãos de Annie, ela não hesitou em entregar para Pan. Todos os jovens voltaram o olhar para o baú, estavam esperando Pan abrir para ver o que tinha dentro. — Vocês querem ver o que tem dentro? – Perguntou balançando o baú.
Todos os jovens afirmaram com o rosto, Pan colocou uma das garras em um pequeno buraco que tinha no baú, em seguida o baú abriu, ele fez uma pausa antes de mostrar o que havia dentro, quando ele mostrou, para surpresa de todos, não havia NADA. Pan sorriu ainda mais ao ver o rosto dos jovens, eles estavam muito zangados, pensavam de como tinha sido inútil trazer o baú para nada. Antes que os jovens falassem alguma coisa Pan falou primeiro.
— Como vocês podem ver que não tem nada dentro do baú, mas não pesem que foi em vão, que foi inútil trazer isso a mim. – Os jovens ouviam calados, ainda estavam com raiva. — Com este baú entregue a mim vocês têm o direito de evoluir de classe, isso mesmo, vocês podem usar suas segundas armas. – Os jovens abriram um largo sorriso, principalmente Alma, ela era uma ótima Duelista. — Vocês podem passar a noite na vila e partir amanhã. Suas armas estão em uma pequena sala dentro da casa, vocês passarão a noite nela.
Luke foi para perto de Pan e entregou-lhe o filhote de Firefox.
Todos entraram na casa, examinaram o local por poucos minutos. A casa era grande, possuía oito quartos, ambas com duas camas cada, dois banheiros, a sala principal e a de armas, uma grande cozinha que dava para um quintal. Quando terminaram de olhar a casa eles separaram os quartos, tinham que ter o parceiro do mesmo sexo, para não ter nenhuma confusão durante a noite, Ikki relutou com a “regra”, queria ficar no mesmo quarto que Yuu, o motivo? Irrita-la o máximo possível. Como tinham apenas oito quartos e duas camas em cada, duas pessoas ficariam sem dormir nos mesmo, Luke se ofereceu para dormir fora, a outra pessoa que não dormir em uma cama era Yuu, como ela sabia que ninguém gostava dela ela tinha decidido dormir em outro lugar.
— Vocês dormirão nos sofás? – Free perguntou olhando para dois sofás na sala, os sofás estavam perto de uma lareira, o que os manteriam aquecidos. Luke fez que “sim” com a cabeça.
— Fazer o que? – Yuu falou. — Irei tomar banho, não demorarei muito. – Ela entrou no banheiro e trancou a porta, depois de alguns minutos escutava-se o barulho de água caindo.
Annie começou a andar para lá e para cá, ficou pensando no que a Arme havia mandado para ela, mas parou quando Free pediu para ela, Alice e Myrantha a ajudassem para preparar algum tipo de comida. Zen entrou no outro banheiro ao mesmo tem que Yuu gritou chamando Free de dentro do outro banheiro, rapidamente Free saiu da cozinha, atravessou a sala e bateu duas vezes na porta, Yuu semicerrou a porta e falou alguma coisa para Free, a ruiva escutou e em seguida atravessou o corredor do banheiro e entrou em um dos quartos, enquanto a porta do banheiro voltava a se fechar, ficou alguns segundos dentro e depois saiu com duas peças de roupas nas mãos, ela bateu novamente na porta, Yuu abriu e pegou a roupa, e voltou a fechar a porta.
Free iria voltando a cozinha, mas parou e em seguida falou alto para que todos da casa escutassem:
— Quando for tomar seus banhos levem as roupas que Pan ofereceu! Estão nos quartos! – Ela voltou para cozinha. – Ela voltou para cozinha.
Ikki havia saído da sala onde estavam as armas e se sentou no sofá, o que Luke não estava sentado. Ele ficou sentando por algum tempo sem falar nada até que Yuu saiu do banheiro, ela trajava roupas simples, um short um pouco apertado da cor branca e uma blusa de mangas da cor azul-marinho, com uma fita vermelha que estava em sua boca ela prendeu seus cabelos molhados. Yuu deslizou com seus pés descalços até o sofá e sentou-se ao lado de Luke.
— Uau! Nunca te vi tão linda, docinho! – Ele disse em tom de deboche. — Se continuar assim você pode até ter uma chance comigo. – Yuu revirou os olhos.
— Piada? – Ela disse franzindo o cenho. — Não achei grassa! – Ela levantou e ficou na frente de Ikki. – Tente da próxima vez, “docinho”. – Falou enquanto dava algumas palmadinhas no ombro de Ikki.
— Está de bom humor? – Nagito perguntou, tinha acabado de sair da porta que dava a sala de armas.
— Sim! – Ela respondeu se jogando no sofá ao lado de Luke.
— Por que você está de bom humor? – Nagito perguntou sentando ao lado dela. — Há um tempo você estava ameaçando qualquer um que chegasse perto de você.
— Não sei, um bom pressentimento? – Ela disse tirando a atenção de Nagito, ele bufou.
— Sei... – Ele disse levantando e indo para o corredor dos quartos, logo após ele saiu do quarto segurando uma toalha e as roupas que iria usar e entrou no banheiro.
Annie saiu da cozinha e olhou para os que estavam sentados nos sofás.
— Em alguns minutos lanche ficará pronto. Se alguém perguntar avise que eu fui procurar Pan. – Ela disse com sorrindo e em seguida saiu da casa.
Alguns segundos depois da porta bater Jake saiu da sala de armas, notou Yuu, Luke e Ikki sentados no sofá e perguntou:
— Quem foi que saiu? – Jake perguntou olhando para a porta.
— Annie! Por quê? – Ikki perguntou fazendo Jake ficar constrangido.
— Por nada! – Ele respondeu rapidamente.
* * *
Todos já estavam prontos para ir ao evento, ambos estavam trajando simples quimonos e já estavam saindo da residência. Andaram alguns minutos entre as ruas da vila e chegaram à praça, o local estava enfeitado com lanternas, havia um grande circulo de pessoas batendo palma, dentro do circulo tinha pessoas dançando, uma garota de menos de quinze anos, olhos verdes e cabelos castanhos que possuía calda e orelhas de gato da mesma cor que os cabelos, puxava as pessoas que faziam parte do circulo
— OUVI DIZER QUE À MEIA-NOITE ELES VÃO SOLTAR LANTERNAS NO LAGO! – Free gritou para que todos escutassem. — ALGUÉM MAIS VAI?! – Ela perguntou. Ela estava com os cabelos soltos, seu quimono chegava até um pouco abaixo de seus joelhos, era branco com vermelho.
— SIM! – Todos gritaram em uníssono.
— QUERO TODOS AQUI ANTES DA MEIA-NOITE.
— ESPEREM! – Annie gritou para o grupo, todos deram à atenção a mesma. — Pan mandou perguntar se vocês querem ajudar no patrulhamento, na caminhada para o lago. Ele disse que tem alguns engraçados que gostam de fazer brincadeiras. – Todos fizeram que sim. — Ok! Vejo vocês depois. – Com um sorriso ela foi para o circulo de pessoas.
Jake, Zen, Free, Alice, Nagito, Alana, Eder e Myrantha a seguiram e se juntaram ao circulo, não demorou muito para a garota que puxava as pessoas aparecer e puxar Alana e Nagito, Nagito foi relutante. A dança era animada, pessoas normalmente trocavam de par, rodavam seus parceiros de um lago a outro. Free riu ao ver a expressão de Nagito, ele tentava sair, mas sempre aparecia uma pessoa e o puxava de volta. A garota novamente voltou os olhos para as pessoas do circulo, e em um rápido movimento puxou Jake e Annie.
Zen se inclinou no ouvido de Free e disse:
— Que tal irmos também?
— Vamos! – Ela respondeu sorrido enquanto pegava o braço de Zen e entreva dentro do circulo.
Yuu, Luke, Yukki, Alma, Null e Ikki tinham ido para um local mais calmo, um lugar onde possam comer. O local que encontraram estava um pouco cheio, mas não estava barulhento. Rapidamente eles encontraram lugares vazios e se sentaram em almofadas envoltas de uma baixa mesa circular.
— O que nós iremos comer? – Ikki indagou.
— O que você quiser! – Null respondeu jogando uma lista de que continha às comidas do local.
— Estou pensando em comer sushi, faz muito tempo que eu não como! – Yuu disse olhando para Null. — E saquê. – Finalizou colocando a lista na mesa.
— Peixe cru? – Ikki disse fazendo uma careta.
— Sim, algum problema? – Yuu falou começando a ficar com raiva.
— Acho que vou pedir o mesmo. – Yukki disse, em seguida olhou para o resto do grupo. — O que vocês vão escolher?
— Eu quero apenas o saquê! – Luke diz olhando para Null. — O que você vai escolher, Null?
— Não sei, depois eu decido. – Ele respondeu dando de bruços.
* * *
Antes de o grupo seguir com o lago eles foram pegar suas armas. Depois de pouco tempo de escolha eles decidiram usar suas armas básicas.
A lua e as estrelas não estavam à vista e o frio estava de gelar a alma, contudo as pessoas ainda prosseguiam para depositar lanternas no lago. O grupo de jovens seguiam os habitantes da vila em silêncio, todas as pessoas que moravam na vila seguravam lanternas, umas pessoas possuíam orelhas ou caldas de animais, como a garota que estava dançando tempos atrás.
Andaram por mais alguns minutos e avistaram o lago, não demorou muito para ver as pessoas que depositaram as lanternas no lago voltando para a vila. Não demorou alguns minutos até um grupo de jovens começarem a tirar sarro da cara das outras pessoas que passavam perto deles, Free e Zen conseguiram apartar enquanto a tempo.
— Não acredito que existam pessoas...
Free parou quando escutou gritos de várias pessoas, ao mesmo tempo várias pessoas começaram a correr sem rumo específico.
— O QUE ESTÁ ACONTECENDO?! – Zen gritou para Free.
— EU NÃO SEI! – Gritou de volta, ainda atordoada com o fluxo de pessoas que esbarravam nela.
Um homem enquanto corria bateu bruscamente em Free, a mesma caiu no chão e, com a ajuda de Zen, levantou-se rapidamente para não ser pisoteada.
— ME ERGA! – Ela gritou para Zen.
Zen sem precisar se esforçar a colocou nos ombros. Não demorou muito para ela entender o motivo do caos, centenas de lobos meio humanos atacavam o povo do vilarejo, que tentavam se proteger inutilmente das garras e presas dos mesmos, mas os lobos não eram os únicos, vários lanceiros e escudeiro surgiam das sombras para atacar as pessoas, e para piorar um incêndio havia começado na floresta. Olhou em volta a procura de seus amigos e viu Jake, que acabara de incendiar seu gládio, estocar com sua espada o lobo, o lobo saltou para trás e logo após pulou em Jake derrubando-o, tentou morder o rosto do mesmo, mas Jake estava o empurrando para longe. Annie viu o lobo tentando morder Jake e lançou uma bola de fogo no mesmo, o lobo olhou a procura de Annie e Jake aproveitou e o empurrou para longe, levantou rapidamente e estocou a barriga do lobo fazendo-o se transformar em fumaça.
— NÃO SEI SE VOCÊ SABE, MAS VOCÊ É BEM PESADINHA! – Reclamou colocando Free no solo. Aproximou-se do ouvido dela para falar, não estava mais aguentando gritar. — O que está acontecendo?
Não muito distante Annie corria para perto do fogo desejando que começasse a chover, até que ela pensou: “bem, eu sou uma maga, um feitiço de chuva não é muito difícil”. Ela mirou o céu e apontou seu centro para cima, um fino raio azul saiu do mesmo, logo após pequenas gotas de chuva começaram a cair. Annie saiu de perto do incêndio, que começara a abaixar, e correu na direção de Jake, que tornara a lutar agora com um escudeiro, até que um lanceiro pulou na sua frente, preparado para dar uma estocada, Annie segurou firme seu cetro e já se preparava para soltar uma magia até que um dos chakrams de Alana veio rodopiando e acertou o lanceiro em cheio e voltou para sua dona, ela apareceu dentre um tumulto de pessoas e monstros e piscou para Annie, a mesma retribuiu com um sorriso.
— Está quebrado! – Reclamou Nagito enquanto dava duas estocadas em um lanceiro seguido de um tiro em um lobo ao lado.
— Como assim?! – Yuu indagou. Ela correu na direção de um lanceiro e cravou uma de suas adagas no que seria a garganta do mesmo. Ela rodopiou e lançou uma dúzia de kunais, ela acertou todas.
— Não sangra!
Um lobo tentou atacar Nagito pelas costas, porém o mesmo se virou rapidamente e deu uma série de estocadas.
— Olha! – Disse enquanto observava o lobo explodir em fumaça. — Sem graça!
— E por que você quer ver sangue?! — Ela perguntou para Nagito, que estava atirando em lobos com sua flintlock, com a cara emburrada. — Você é uma espécie de psicótico?! – Ela fez outra pergunta. Um lobo pulou em cima dela, porém ela perfurou o peito do mesmo com sua adaga antes que ele encostasse no chão.
— Tenho que falar que tem horas que sou meio psicótico! – Yuu concordou. — Acho o líquido escarlate lindo! – Ele respondeu, emburrado e ofegante. — Ai! – Sem perceber um lobo se aproximar ele recebeu um arranhão no braço, ele rapidamente atirou na face do lobo.
— Olha o “líquido escarlate” escorrendo do seu braço, isso é falta de atenção na batalha. – Yuu zombou com um sorriso no rosto. Nagito fez uma careta para ela antes de se virar.
Yukki destruía os monstros com facilidade. Um escudeiro avançou no mesmo e em um rápido movimente Yukki o partiu no meio. Ele olhou para os lados e viu o urso de Bonnie atacar os lanceiros, que sumiam com uma simples patada, Yukki tirou o olhar do urso e percebeu que havia ficado cercado por escudeiros. Depois de uma breve risada ele avançou fatiando um a um.
Todos agora estavam encharcados por causa da chuva, que se tornara tempestade, uma densa névoa estava aparecendo, estava dificultando os jovens proteger as pessoas. Myrantha agora segurava o martelo com dificuldade, agora ela não conseguia mais rodopiar sem soltar o martelo, então ela preferiu esmagar os monstros do modo normal. Aly estava encharcada, mas ainda atirava com velocidade os lobos que apareciam em sua frente.
— Lá vai uma bomba! – Aly gritou jogando uma bomba que uns lobos que saiam da floresta em seguida a bomba explodiu. — Eles são muito chatos! – Disse ela atirando nos lanceiros, logo ela percebeu que era mais difícil de matar então ela deixou para Ikki.
Ikki estava extremamente hábil, ele destruía um monte de monstros que apareciam na sua frente, sem se preocupar em ser atingido, pois Alma estava cobrindo ele, antes dos lanceiros chegarem perto de Ikki ela apontava para o inimigo e sua meia dúzia de canhões atiravam neles, ela pensou em usar sua bomba eletromagnética, porém achou arriscado, poderia machucar alguém.
Alice era outra que se movimentava com destreza, ela tocava com seu leque os lanceiros e em poucos segundos eles despedaçavam. Dois escudeiros se aproximaram dela, ela bateu com o leque nos mesmos e eles viravam fumaça. Enquanto ela atacava ela sentia seu selo queimar ainda mais.
De repente um lobo, três vezes maior que os outros, saiu da floresta, ele estava urrando de dor a cada batida que ele recebia de enormes punhos de ferro. O jovem que usava as manoplas tinha cabelos loires e olhos azuis, ele estava usando uma espécie de headset, sua expressão era séria, suas roupas estavam sujas e rasgadas. Ele batia velozmente no “lobo” gigante, alguns dos membros da Grand Warrios até pararam para olha-lo. Ele deu um soco que impulsionou o lobo para cima e antes dele aterrissar no chão as luvas tinham se desconstruído e tinham virado duas pistolas, ele deu vários tiros no lobo antes dele se transformar em fumaça. No mesmo tempo que o “lobo” gigante desapareceu os lanceiros, escudeiros e os lobos menores desapareceram.
O jovem colocou o headset no pescoço e olhou para o grupo de pessoas que estavam o observando, passou os olhos por todos os membros do grupo até que parou em Yuu, ele ficou a observando ainda com a cara séria, começou a se aproximar do grupo e quando chegou mais perto abriu um enorme sorriso.
— Yuu-chin! – O jovem loiro disse animado para Yuu. Todos olharam para a mesma. — Yuu-chin?! – Ele disse quando Yuu recusou o abraço que ele iria dar. — O que você tem?!
* * *
Estava tarde da noite, todos estavam dormindo, exceto Yuu, ela ainda pensava no garoto loiro, Jean Kinghtinig ou Jean, como ele tinha pedido que o chamassem. Ela pensava em como ele parecia conhecê-la, mas a mesma não se lembrava muito dele, ela tinha certeza que o já tinha visto, mas quando e onde não. O mais estranho era que ela tinha sonhado com o jovem loiro, fora o sonho que a tinha perturbado na noite anterior.
No sonho ela estava sozinha em uma floresta, uma floresta escura e densa, ela corria desesperadamente pela floresta tentado sair, mas sempre apareciam mais árvores. Depois de tanto correr ela encontrou Jean sentado embaixo de uma árvore, sorridente. Quando ele a viu se aproximar ele disse:
“Onde você estava? Já estava ficando preocupado, Yuu-chin”.
Ela não havia o reconhecido, mas mesmo assim ela sentia que podia confiar no jovem.
“Nós precisamos o salvar, Yuu-chin. Ele está correndo sérios perigos”.
“Quem?” Ela perguntava, exasperada.
“Granny”.
Depois do garoto falar ela acordara, sentia um suor frio escorrer por todo o seu corpo e não voltara a dormir. Pensava como ele sabia quem era Granny e como ele sabia que ele estava correndo perigo. Granny fora um dos únicos amigos, que ela se lembrava, enquanto esteve nos “Sete Guardiões”, ela pensava que ele havia morrido quando foram atacados. Se ele está em perigo quer dizer que ele está vivo, porém em péssimas condições. Se ele estivesse memo vivo ela faria de tudo para salva-lo. Mas o problema era que ela não sabia se o sonho era verdade e nem sabia direito quem era Jean, ela penas sabia que podia confiar nele.
Ela virava de um lado a outro no sofá, ela agora tinha se arrependido não ter ficado em uma cama, uma cama espaçosa e aconchegante. Ela se virou mais uma vez e observou Luke deitado no outro sofá, ele estava dormindo. Tirou os olhos de Luke e olhou para a lareira, ela ficou olhando vidrada por alguns minutos até escutar alguém falando com ela.
— Você ainda está acordada? – Luke perguntou, sonolento, olhando para Yuu. Ela afirmou com o rosto. — É o sonho ou o loiro?
— Os dois... – Ela respondeu baixinho. — Durma, amanhã eu quero contar o sonho para você...
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