Aprendizes Da Grand Chase

14 Últimas horas na vila


Notas iniciais
Olá pessoas! Demorei novamente, mas, novamente, fiz um capítulo maior para compensar! Demorou mas eu descrevi as novas roupas de dois personagens, Yuu e Null. Alma também ganhou novas roupas e eu colocarei no link abaixo como elas são. Lembrando, a personagem que vai estar na imagem é uma vocaloid e não a Alma, então são só as roupas. http://img1.wikia.nocookie.net/__cb20111127050321/vocaloid/images/5/50/IAreference.jpg

O dia havia amanhecido ensolarado, o céu estava completamente azul e sem nenhum sinal de chuva.

Estava perfeito para a Grand Warriors continuarem sua jornada.

Os jovens haviam terminado seu café da manhã e agora estavam decidindo quando iriam sair da vila.

— Então, deveríamos partir agora? – Free perguntou, ela estava sentada no sofá, ao lado de Ikki.

— Não, acho melhor nós irmos à tarde! – Annie diz olhando para Free. Ela estava em pé, nas suas mãos ela carregava um frasco com um liquido cor-de-rosa nas mãos.

— Também acho melhor... Para aproveitarmos a vila, um pouco. – Null se pronunciou, ele estava sentado outro sofá, ao seu lado Jake, que uma hora ou outra olhava para Annie. A mesma nem percebia, ficava olhando para o frasco com o liquido róseo em suas mãos.

— Eu também prefiro ficar durante a manhã na vila. – Agora Alma falou, estava sentada ao lado de Ikki. — Mari me mandou uma coisa, vou aproveitar e ficar trabalhando nele.

— Mari mandou o que para você? – Ikki perguntou olhando para Alma, curioso.

— Não vem ao caso... – Respondeu sem desdém. Ela não contaria a ninguém até que estivesse pronto.

— Então está decidido, vamos ficar a manhã e partiremos de tarde! – Aly disse, animada.

Todos já estavam saindo do local. Annie também já iria saindo, porém Jake se aproximou dela e a fez parar. Ela corou ao ver ele a sua frente. Annie sempre teve vergonha de ficar perto de garotos, porém com Jake era pior do que com qualquer outro garoto. Desde quando ele havia a salvado ela se sentia assim, realmente estava gostando dele, porém não tinha coragem de contar, tinha medo do amor não ser reciproco, ele poderia apenas querer ser seu amigo e ela não arriscaria a amizade.

— Pra onde você vai? – Jake perguntou a Annie..

Jake era alguns centímetros mais alto do que Annie, o que fazia a mesma ficar um pouco desconfortável.

Vários membros haviam saído, os únicos que ficaram, exceto Jake e Annie, foram Yuu, Luke, Nagito, Ikki e Alma. Ikki ainda perguntava o que Mari haviam mandado, Alma apenas ficava calada, ele já estava a deixando com raiva por causa da pergunta. Enquanto isso Yuu, Nagito e Luke conversavam sentados no outro sofá.

— Eu iria pro meu quarto para tentar fazer mais poções. – Annie disse, logo após mostrou o frasco em suas mãos. — Fiz essa – balançou o vidrinho –, é uma das mais difíceis. Porém não sei se ela vai funcionar, faz um bom tempo que eu não faço ela. Vou fazer um monte de poções e armazenar no meu pote mágico.

— E que tipo de poção é essa?

— Bem, é do amor... – Ela respondeu, mas depois percebeu que não foi uma boa resposta. — Mas eu não vou usar em ninguém! – Ela finalizou exasperada enquanto mexia as mãos freneticamente.

— Poção do amor, é? – Yuu perguntou ficando de pé e colocando as mãos na cintura.

— Sim!

— Hum... Você acha que essas “poções do amor” realmente funcionam?

— Sim! Já fiz algumas, todas deram certo. Porém ela só dura durante um tempo. – Annie respondeu.

— Okay! Posso testa-la?!

— Por quê? – Annie indagou cruzando os braços.

Yuu deu de ombros.

— Não sei, apenas quero testa-la.

— Okay! – Ela entregou o frasco para Yuu, a mesma estava sorridente. — Mas saiba que a culpa não é minha se você sair correndo atrás de um garoto. Aliás, você vai se apaixonar pelo primeiro garoto que você ver.

— Interessante... – Ela murmurou enquanto destampava o frasco, em seguida bebeu todo o líquido. — Veja! Não aconteceu abso... – Ela fechou os olhos.

— Funcionou? – Ikki indagou, agora o mesmo estava de pé.

— Creio que sim, mas normalmente não é desse jeito. – Annie respondeu, assustada. Normalmente quando uma pessoa bebe a poção não fica cantarolando musiquinhas, sempre funciona no mesmo instante que a pessoa bebe.

— Tem certeza que era uma poção do amor? – Jake perguntou enquanto olhava para Yuu, ainda de olhos fechados.

— Sim, por quê?

— Parece que você a deixou – Se aproximou de Yuu para vê-la mais de perto. — inconciente.

Ikki foi para frente dela e colocou as mãos em seus ombros, logo após começou a sacudi-la enquanto gritava:

— YUU! YUU! VOCÊ ESTÁ AI?!

Parou de sacudir, no mesmo instante Yuu abriu os olhos.

— Ah! Ikki! O que está acontecendo? – Ela perguntou, a mesma parecia atordoada.

— Nada... – Ikki fez uma pausa para pensar no que dizer, ele tinha certeza de que foi ele que Yuu tinha visto quando abriu os olhos e ele se aproveitaria da situação o máximo possível. — O que você vai fazer hoje?

— Eu não sei... – Ela olhou diretamente nos olhos de Ikki. — E você? Aonde você vai?

— Estava pensando se você queria ir a algum lugar comigo?! – Ele pensava como seria divertido passar uma manhã todinha com Yuu apaixonada por ele, mesmo que quando ela voltasse ao normal ela poderia matar ele. Mas para ele valia a pena.

— Vamos! – Ela disse, bastante animada e seguiu para porta.

Alma que assistia tudo sentia vontade de pegar o primeiro livro que ela visse e jogaria no rosto de Yuu, porém a mesma por fora ainda parecia não ligar para situação, até colaria se logo após Ikki e Yuu saírem da casa ela não tivesse levantado bruscamente do sofá e ter batido a porta com tanta força que provavelmente os vizinhos teriam escutado.

— Acho que alguém está com muita raiva. – Nagito comentou olhando na direção da porta que Alma acabara de bater. Ele não era o único que estava olhando na direção da porta.

— Então... – Jake diz voltando à atenção para Annie, a mesma não lembrava que estava em pé ao lado dele. — Você quer ir para algum lugar?

— Sim! – Ela disse, animada, enquanto pegava o braço de Jake e o guiava até a porta.

— Parece que vamos ficar só nós dois e a Alma. – Nagito disse enquanto escutava o barulho da porta de saída se fechando.

Nagito se acomodou ainda mais no sofá.

— Acho que vai ficar só você e a Alma mesmo. – Falou ficando de pé. — Vou ir lá fora.

— Não acredito que irei ficar sozinho com a Alma...

No mesmo instante Alma saía do quarto.

— Não se preocupe – Ele dizia enquanto Alma passava por ele. — é só temporário.

Ao escutar ela parou.

— O quê?

— É só uma poção do amor, ela não vai ficar gostando dele pra sempre. – Ele disse tentando confortar Alma.

— O-O quê? Por que você está falando isso? – Ela perguntou, constrangida com a situação.

— Não dê uma de burrinha, Alma. Está na cara que você gosta do Ikki, porém ele é tão tonto que não percebe. – Disse deixando Alma ainda mais constrangida.

— Você não sabe o que está falando.

E com essas palavras ela se retirou do local.

— Você está muito bonita hoje! – Ikki elogiou as novas roupas de Yuu.

Yuu havia pedido para Lass mandar as antigas roupas que ela usava no seu outro grupo, já que a mesma voltaria à ativa ela decidiu usa-las de novo. Ela tinha guardado as vestimentas, então só mandou Lass pega-las no local onde estavam.

Ela usava uma camisa social preta por baixo de um sobretudo de couro vermelho, o mesmo possuía um capuz. Na mão direita usava uma luva preta, pois era a mão onde ela preferia usar suas armas. Usava um short azul escuro quase preto com dois cintos em forma de “X” na sua cintura. Nos pés usava botas pretas com um salto mediano. Seus cabelos brancos chegavam até a sua cintura.

— Obrigada! Ikki, para onde nós vamos? – Yuu perguntou.

Ikki parou e olhou para Yuu.

— Não sei. O que você quer fazer? – Ele perguntou.

— Estava pensando em um piquenique, que tal? Nós dois juntinhos – Se aproximou ainda mais do rosto de Ikki. — e sozinhos, em um local longe da vila. Que tal? – Ela se afastou de Ikki.

Ikki gargalhou ao escutar Yuu, tinha em mente vários planos diabólicos.

— Okay! Mas onde pegaremos a comida para levarmos?

— Eu mesma irei pegar. É só esperar. – Ela disse com um sorriso no rosto.

Yuu se virou e começou a andar, ela tinha um largo sorriso estampado no rosto, era como se ficar a sós com Ikki fosse a melhor coisa do mundo.

Menos de dez passos Yuu deu meia volta e foi para perto de Ikki novamente. O mesmo estava com um estranho sorriso no rosto, estava perdido nos seus pensamentos.

— Me desculpe! – Ela disse tirando Ikki do transe. A mesma pareciam envergonhada.

— Por quê? – Ikki perguntou, sem entender.

— Por ter te tratado tão mal. – Ela disse olhando para baixo. — Não sei o que deu em mim. Então peço que perdoe.

— O-Okay! – Ikki falou, estranhando a Yuu que estava pedindo desculpas a sua frente. O mesmo nunca tinha pensado que um dia isso aconteceria. — Está desculpada.

Yuu deu um gritinho e abraçou Ikki, um forte abraço que Ikki achou que seus ossos poderiam quebrar a qualquer momento. O abraço ficou forte a cada segundo fazendo Ikki não conseguir respirar e, enfim, desmaiar pela faltar de ar.

Um pouco distante estavam Free, Zen, Null, Myrantha e Aly, ambos tinham saído juntos para conhecer um pouco a vila, já que era a primeira vez de ambos que estavam na mesma.

Andaram por alguns minutos em silêncio, apenas observando as casas, ruas e as pessoas que passavam por eles. Algumas pessoas davam-lhes gêneros “bom dia”, enquanto outros nem tanto.

— Null? – Iniciou Aly quebrando o silêncio.

— Sim? – Falou o garoto.

— Soube que você morava em uma vila, na Ilha Selvagem. – Aly disse olhando para Null.

Os outros membros nem pareciam ter notado que os dois tinham iniciado uma conversa.

— Sim, por quê? – Ele perguntou, não sabia até que ponto chegaria essa conversa.

— Bem... – Fez uma pausa, para pensar na pergunta. — Soube que existem vários seres diferentes na ilha selvagem, como fadas de gelo!

— Sim, tem muitas fadas por lá, mas ultimamente não era muito bom chegar ao território delas! – Ele respondeu. Aly o olhou curioso.

— Por quê? – Ela perguntou, curiosa.

— Antes do que aconteceu em minha vila elas tinha começado uma espécie de batalha entre si. E parece que continuam batalhando pelo o que eu ouvi.

— Você sabe o motivo? – Ela fez outra pergunta.

Null fez que “não” com a cabeça.

— O que aconteceu com suas antigas roupas?! – Aly diz notando as roupas diferentes de Null.

Null trajava uma blusa de mangas compridas da cor verde, por cima da camisa usava um colete de ferro. Suas calças eram pretas. Nas mãos usava luvas revestidas de placas aço enquanto suas botas eram de aço leve.

— Preferi usar essas! – Ele respondeu, simpaticamente.

— Do que vocês estão falando? – Free perguntou, dando a atenção aos dois.

— Estamos falando sobre as fadas da ilha selvagem! – Aly respondeu, alegre.

— As fadas gélidas? – Zen perguntou, diminuindo os passos para se aproximar dos outros.

— Sim! – Null respondeu.

Enquanto caminhavam ficaram conversando sobre assuntos aleatórios durante minutos, do assunto “fadas” passaram a falar sobre a vila, de como tinham gostado dela, e sobre suas próprias armas e habilidades. Alana perguntou para Null onde ele colocava sua espada, já que ela não via o mesmo carregando ela.

“Eu posso meio que evocar minha espada, então não preciso andar com ela”.

Ele respondeu Aly e no final da resposta comentou:

“É uns dos pontos positivos que ela tem, por isso que eu gosto dela”.

Continuariam conversando sobre suas habilidades, se Pan não tivesse chegado perto grupo.

— Que bom que você ainda não partiram! – Pan dizia aliviado ao ver o grupo de jovens. — Tenho uma missão para vocês.

— Pode falar! – Free disse cruzando os braços o olhando para Pan.

— Bem... Faz vários meses que mandamos um grupo para Ilha Selvagem, porém eles ainda não voltaram. Os familiares estão começando a ficar preocupados, pois a missão do grupo era simples, eles tinham que ir para o reino das fadas para tentar acalma-las.

— Então nossa missão é procurar o grupo? – Myrantha perguntou.

— Sim! E se der tentem acalmar as fadas. Null você sabe onde fica o reino das fadas, não sabe?

Em resposta Null afirmou com o rosto.

Yuu havia demorado vários minutos até voltar com a cesta para o piquenique, a cesta era grande, então tinha valido a pena os minutos. Como eles tinham decidido fazer o piquenique afastado das pessoas eles demoraram alguns minutos até ficarem longe das casas da vila.

Eles procuraram um lugar com sombra e estenderam uma grande toalha para colocar os alimentos.

— Vejo que você trouxe muita coisa! – Ikki falou entusiasmado.

— Sim! Trouxe muitas coisas que eu própria cozinhei. – Yuu disse sorridente enquanto colocava o conteúdo da cesta em cima da toalha. — Eu trouxe sanduiches, frutas, cupcakes, bebidas, entre outras coisas. – Enquanto ela falava o nome dos alimentos ela apontava para os mesmos.

— Então por isso você demorou. Posso dizer que valeu a pena.

De todos os alimentos ele escolheu um cupcake do que parecia ser de chocolate com uma cobertura verde. Ele deu a primeira mordida, logo após fez uma careta enorme. O cupcake não era de chocolate, o cupcake estava completamente queimado e coberto pelo creme esverdeado.

Ikki já iria colocar novamente o cupcake queimado junto dos outros cupcakes até que Yuu olhou para ele e disse:

— Está ruim?! – Yuu disse, em tom choroso.

— N-Não! – Ele disse tentando mudar aquele rosto choroso de Yuu,

— Então coma ele todo! Já que está gostoso. – Yuu disse com um sorriso meigo no rosto.

“Quando ela virar o rosto eu jogo esse lixo fora”. Ikki pensou, porém Yuu, com seu sorriso meigo, não tirava os olhos dele, pois estava esperando ele comer o cupcake.

Ikki, ao notar que Yuu não viraria o rosto até ele comer o cupcake, colocou de uma vez o cupcake na boca, porém não mastigou, ainda na esperança de cuspir. Entretanto Yuu continuou a olha-lo com aquele sorriso, que ao olhar de Ikki era demoníaco.

Depois de um minuto com o cupcake na boca ele desistiu, pois tinha certeza absoluta que ela não pararia de olhado, e mastigou, enquanto fazia várias caretas, e engoliu.

— Estava gostoso? – Ela perguntou, com aquele sorriso.

— Per... – Parou de falar, porque tinha sentido ânsia de vômito. — Per-Perfeito! – Disse, em seguida deu um falso sorriso.

— Hum... Que bom que gostou! – Yuu disse, a mesma estava alegre.

E rapidamente ela voltou os olhos para lanche.

— Quer mais alguma coisa? – Ela perguntou, ainda olhando para o lanche.

— Sim! – Ikki falou. Ele pensou que o cupcake tinha apenas sido um erro culinário.

Ele pegou o sanduíche, que parecia perfeitamente normal, e deu uma enorme mordida. Em seguida se arrependeu. Ele sentiu suas lágrimas escorrerem em seu rosto e uma forte queimação da boca.

— Que-QUENTE! – Ikki gritou, exasperando, enquanto abanava a boca com as mãos, lágrimas rolavam em seu rosto.

Yuu, também exasperada, pegou um copo de suco e despejou todo na boca de Ikki. Para a infelicidade do mesmo, o suco estava fervendo. Ele urrou de dor enquanto sua boca ficava vermelha.

Yuu, sem saber o que fazer colocou começou a colocar os alimentos de volta a cesta, enquanto Ikki continuava a procura de alguma coisa que cessasse aquela dor insuportável.

Não demorou muito para a queimação, ele havia uma bebida gelada que Yuu havia trazido, porém não tinha tirado da cesta. Ele viu o sanduiche que tinha mordido e logo notou que estava abarrotado de pimenta, pensou o qual estupido ele por não ter visto. Por causa do suco quente boa para do seu rosto havia ficado vermelho, principalmente nas áreas perto da boca.

— Já que você já guardou boa parte da refeição é melhor irmos! – Ikki disse quanto massageava o maxilar. O mesmo não queria ficar nem mais um minuto perto da mesma.

— Ah... Tudo bem! – Yuu disse, parecia estar triste.

Ela terminou de colocar o que era a refeição dentro da cesta e já iria ao lado de Ikki, que já estava em pé, para voltar para a vila, porém viu um limão cortado ao meio um pouco afastado do local onde eles haviam se sentado. Ela pegou o limão e a cesta e foi para o lado de Ikki e, enfim, começaram a ir para a vila.

— O que nós faremos agora? – Yuu perguntou, esperançosa.

— Nós?! – Ikki disse, exasperado. — Eu procurarei a Annie, para ver se ela da algum tipo de poção que resolva essa vermelhidão no meu rosto.

— Hum... Posso ir também?!

— Você que sabe! – Disse dando de ombros.

Andaram por alguns minutos, nenhum dos dois jovens haviam falado nada, Ikki dava leves toques no rosto enquanto Yuu fazia do pedaço do limão uma bola, ficava jogando para cima e pegando antes de encostar ao chão.

— E depois de você falar com a Annie, o que você vai fazer?! – Yuu perguntou, a mesma continuava a jogar o limão para cima e tentava pega-lo antes de cair no chão.

— Acho que vou procurar a Alma! – Ele disse sem um mínimo desdém.

No mesmo instante que o nome “Alma” foi falado Yuu “sem querer” deixou o limão “escapar” bem no olho direito de Ikki, na mesma hora que o liquido ácido encostou no olho de Ikki ele gritou de dor.

Luke andava sem rumo pela vila, o mesmo estava perdido em seus pensamentos. Yuu havia contado o sonho para ele, o mesmo achou estranho o sonho.

— Olá!

Luke escutou alguém falar, o som tinha vindo de trás dele, então o ruivo se virou para ver se tinham falado para ele escutar ou para outra pessoa qualquer.

Ele se virou e logo reconheceu os cabelos loiros. Yuu tinha contado que o nome dele era Jean, mas o ruivo não arriscou falar o nome dele, pois Luke não o conhecia, só sabia que Yuu tinha sonhado com ele e que ela conhecia Yuu de algum lugar.

Jean estava muito melhor do que quando Luke o havia visto no dia anterior. No dia anterior Jean estava com suas roupas rasgadas e com vários arranhões e cortes, mas agora só tinham algumas cicatrizes.

Jean ainda estava com os headset no pescoço, porém usava uma roupa totalmente diferente. Ele trajava uma camisa social branca por baixo de um sobretudo da cor verde, suas calças eram brancas e suas botas da mesma cor. Não usava luvas.

— Sim? – Luke disse, hesitante.

— Eu vi você ontem, junto com a Yuu-chin. Achei que você pudesse conhecê-la.

— Sim, eu a conheço! Você quer falar com ela?

— Você poderia me levar até ela?

— Olha, até que eu poderia, mas acho que você não conseguiria falar com ela. – Luke disse, com sinceridade. Mesmo se ele levasse Jean para falar com Yuu ele não conseguiria, pois ela deveria estar muito louca de “amor” por Ikki e não falaria com ele.

— Por que eu não conseguiria falar com ela? – Jean perguntou, sem entender.

— Ela tomou uma poção do amor, e agora ela não está tirando os olhos de um garoto. Provavelmente ele desprezaria você.

— Poção do amor?! – Ele diz, surpreso. — Nenhum tipo de poção funciona com os membros dos “Sete Guardiões”.

— É mesmo?! Acho que terei uma conversinha quando eu vir Yuu. Que tal irmos procura-la?

— Null, você começa! – Free dizia sentada em um dos sofás da casa onde haviam ficado.

Os que estavam na casa, no caso Free, Nagito, Zen, Myrantha, Null e Alana, resolveram se conhecer melhor, cada um tinha que contar o nome, sobrenome, sua idade, uma pequena parte da sua vida.

— Meu nome é Null Gluck. Tenho 16 anos... – Fez uma pausa, para pensar no que iria falar, pois o mesmo não gostava nem de relembrar o motivo de ter perdido sua família e ter ficado cego, entretanto ele contaria para os amigos presentes, ele realmente confiava neles. — Eu morava em um pequeno vilarejo situado na, autodominada, Ilha Selvagem. No vilarejo onde eu vivia havia uma espada, Jäger der Schatten ou Caçador de Sombras, como preferir. A espada era lendária, então por isso Duel destruiu toda a vila a procura dela... – Pausou mais uma vez, porém não era para pensar no que falar, era por que as palavras estavam entaladas em sua garganta.

Escutaram um “click” vindo da porta e tempos depois Annie e Jake apareceram.

— O que vocês estão fazendo? – Jake perguntou.

Alma andava pela vila sem rumo especifico, apenas queria andar para esquecer que Ikki estava se aproveitando de Yuu neste exato momento. Mas para alegria de Alma ela tinha certeza que quando Yuu voltasse ao normal e soubesse que Ikki estava se aproveitando dela, bem... Ikki não voltaria a andar durante um bom tempo. E quando isso acontecesse Alma nem ligaria, pois acha que Ikki merece sentir esse tipo de dor, para aprender a se comportar.

Ela tinha acabado de passar pelo um beco quando escutou alguém falar:

— Ei! Psiu!

Ela olhou para os lados, porém não viu ninguém. Ela olhou para o beco e viu uma grande lata de lixo, ficou olhando durante um tempo para ver se o chamado tinha vindo dali, entretanto não escutou.

— Alguém está ai?! – Falou olhando para o beco, porém não escutou resposta.

Então, pensando que tinha sido só sua imaginação, voltou a andar.

Em menos de cinco passos ela escutou:

— Alma, aqui! – Ela agora tinha reconhecido a voz de Ikki.

— Onde você está?! – Alma diz, enquanto voltava para o beco à procura de Ikki.

No mesmo instante da pergunta Ikki sai do lado do lixo, o mesmo estava escondido, mas Alma não sabia de quê.

— Sua aparência está horrível! – Disse ao ver Ikki.

As roupas de Ikki estavam todas sujas, seu rosto estava vermelho e seus cabelos mais despenteados do que o normal.

— E pra que isso?! – Alma disse apontando para um tapa-olho que Ikki estava usando.

— Um “acidente”... Mas não tenho tempo para isso.

— Hum...Vocês foram atacados? – Alma perguntou, para ela era o mais provável que poderia ter acontecido.

— Não! – Ikki respondeu, ele foi para fora do beco e começou a olhar para os dois lados para ver se Yuu ainda estava atrás dele.

— Então o que aconteceu?

Ikki contou como havia sido o “encontro” com Yuu, Alma escutava em silêncio. Estava sendo prazeroso para ela escutar como foi.

— Eu acho que ela quer me matar!

— O quê...

Alma iria falar, porém parou imediatamente ao escutar alguém chamar Ikki. Nem precisava ver para saber que era Yuu.

Ao escutar Ikki se jogou dentro do lixo. Tempos depois de Ikki cair de cara no lixo Yuu apareceu.

— Alma, você viu o Ikki? – Yuu perguntou a Alma.

Alma sentiu uma imensa vontade de entregar Ikki, porém apenas respondeu:

— Eu vi sim – Ikki gelou ao escutar –, ele passou por mim, mas não falou comigo.

— Por onde ele foi?!

— Por ali! – Ela apontou para uma direção aleatória, ela queria apenas afastar Yuu.

— Obrigada! – Yuu agradeceu com um sorriso meigo e foi na direção apontada.

Yuu continuou a andar na direção que Alma apontou, a mesma estava ansiosa para “brincar” novamente com Ikki. Para ela fingir estar apaixonada por Ikki tinha sido a melhor coisa que aconteceu em dias, e ela precisava aproveitar o bastante.

Se Ikki não tivesse fugido Yuu estava pensando em amarra-lo em uma árvore e faze-lo sentir dor. Yuu não queria machuca-lo MUITO, mas três costelas e um braço quebrado seria ótimo.

— Yuu-chin! – Yuu escutou. Jean era a única pessoa que a chamava assim, porém não sabia o motivo.

— Hã?! – Ela se virou e olhou para Jean. Logo viu que ao lado de Jean estava Luke, então ela precisava parecer continuar sob a poção. — Oi, Luke! Você viu o Ikki?!

— Por favor, pare de contracenar! – Luke disse, sem um mínimo de desdém.

— Co-Como assim “contracenar”?

— Eu contei a ele que nós, membros dos Sete Guardiões, não ficamos sob efeito de poções. – Jean disse, com um sorriso no rosto. O mesmo queria falar com Yuu, a sós, porém não sentia o mínimo de vontade de mandar Luke sair.

— Você disse que era membro dos sete guardiões?! – Yuu perguntou, a mesma não tinha certeza se tinha escutado direito.

— Sim! Você não lembra? – Jean estranhou.

— N-Não... Pra falar a verdade eu não me lembro de uma boa parte de quando eu estava no grupo.

— Jake Willians. Idade, 17. Meus pais me abandonaram ainda bebê... Não façam essas caras, — Jake disse ao ver que todos olharam horrorizados. — eu já superei isso então vocês também devem superar. – Ele disse tentando acalmar todos. — Por sorte meus pais tinham me abandonado às portas de um simpático camponês, que logo me adotou como seu filho. Vivi como um garoto normal e, desde cedo, soube que o “pai” não era verdadeiramente meu “pai”, mas isso não importava. Passou anos e as coisas estavam ficando cada vez mais difíceis, o meu “pai” sempre me colocava em primeiro lugar, às vezes ele deixava de comer para me alimentar. E não demorou muito para eu perceber isso.

Jake olhou para todos e percebeu todos estavam o observando, ambos curiosos.

— Continue! – Alana disse. A mesma estava sentada toda aconchegada em um dos dois sofás, ela estava ao lado de Myrantha, que escutava sem nem, ao menos, piscar.

— Hum... Logo quando percebi eu fiz o mais correto a se fazer, eu fugi de casa. Deixei um bilhete para meu “pai” ler, nele falava o motivo, que eu fugi para que ele pudesse sobreviver, pois se ele morresse eu não conseguiria ficar vivo. Eu acho que eu tinha uns 9 a 10 anos nessa época. Fugi para Canaban, pois era longe e não teria risco dele me seguir. Em Canaban eu morei por um tempo nas ruas, até encontrar um mercador que me ofereceu moradia e comida se eu morasse com ele.

Jake parou de falar, para ele por enquanto seria melhor contar só isso mesmo.

— Mas como você conseguiu essa cicatriz? – Myrantha indagou enquanto apontava para a cicatriz do mesmo, estava curiosa.

— Ah! Isso? É outra história, como eu disse, está bom por enquanto! – Jake respondeu de modo mais simpático possível.

— Quem é o próximo?! – Free perguntou.

— Eu, senhorita rica! – Nagito diz sem um mínimo de desdém.

Em resposta Free fez uma cara feia para ele, tinha sido a terceira vez que ele colocava palavas haver com dinheiro quando ia falar com ela.

Free havia contado um pouco da sua história para eles, porém não demorou muito para ela se arrepender. Ficaram perguntando mais e mais sobre sua vida, principalmente seu nome, já que a mesma negou contar para eles.

Nagito contou sobre sua vida, falou que ele vinha de uma família muito rica. Falou que vagava pela casa sozinho, pois os únicos “amigos” eram seus empregados. Falou também que seus pais nunca estavam quando o mesmo precisava. E por último falou que quando completou certa idade ele decidiu fugir de casa, que vagou pelas ruas sem água e comida até encontrar Edel.

O silencio foi tomado logo após Nagito terminar de falar, uns tiveram pena dele, porém outros acharam que o que ele fez foi à coisa mais estupida do mundo.

— Então que dizer que você fugiu por que não tinha atenção?! – Myrantha perguntou, friamente, a mesma sentiu raiva de Nagito por ter fugido, pensava o quão idiota ele foi.

— Não exatamente atenção, queria que eles ao menos falassem comigo. Passei a minha infância sozinho, fui abandonado!

— Não! Você não foi abandonado! – Myrantha tornou a falar friamente. — Jake foi abandonado! Mas você não! Você tinha de tudo e mesmo assim decidiu fugir! – Ela disse, agora de pé. — VOCÊ É APENAS UMA PESSOAS MIMADA QUE QUER ATENÇÃO!

— Não! – Nagito ficou em pé, era mais alto do que Myrantha, mas a mesma não deixava se intimidar. — Eles faziam de conta que eu não existia! Que eu era apenas um animal qualquer, e que estavam apenas me treinando! – Nagito diz tentando fazer Myrantha se acalmar, porém foi em vão, a mesma o olhava com ódio. — E quem é você para falar sobre abandono?! – Ele disse, agora fervendo de raiva.

Free e Jake já iriam levantando para tentar acalmar Myrantha, porém pararam quando a mesma gargalhou.

— VOCÊ NÃO ME CONHECE PARA FALAR ISSO, VOCÊ NÃO SABE NEM MEU SOBRENOME!

— E QUAL É SEU SOBRENOME?!

— ASTAROTH! QUER SABER POR QUÊ?! POR QUE O NOME DE UMA DAS PIORES PESSOAS É MEU SOBRENOME?! BEM, POR QUE EU NÃO ERA PARA TER NASCIDO, ELA NÃO ME QUERIA! ELA ME CRIOU COM DESGOSTO E ME ABANDONOU QUANDO EU TINHA PERFEITOS 5 ANOS!

Lágrimas começaram a rolar no rosto de Myrantha, e não demorou muito para vir os soluços descontrolados. Para ela doía muito lembrar disso, ela sempre tentava afastar os pensamentos relacionados a sua mãe e quando não conseguia afastar ela se trancava em algum lugar para poder chorar sem ninguém a escutar.

— Você... não me conhece!

E com essas palavras Myrantha se trancou no quarto.

Notas finais
Tentarei postar o próximo o mais rápido possível, não prometerei, mas tentarei. Já faz um tempo que começou meu minhas aulas e eu já estou cheio de coisa para fazer e ainda estou tentando fazer o que eu mais gosto, no caso, jogar e, as vezes, ter uma vida social. Queria agradecer a Seira por ter recomendado, nunca pensei que ela seria recomendada em tão poucos capítulos e ainda por cima por que ultimamente estou demorando muito a postar, mas isso eu já expliquei acima. E também muito abrigado para os que estão comentando. É só isso mesmo que eu "falar". Bye Bye e até a próxima.