Aprendiz de Deidara
11 Missão parte final
Notas iniciais
“Ele apenas assentiu com a cabeça e saiu rumo ao branquelo e a ruiva. E eu segui no caminho contrário. Tinha que ser rápida para encontra-lo”.
Kurotsuchi POvs Off.
Deidara POvs On.
Afastei-me bastante da sala onde havia passado a ordem para que todos saíssem da caverna, não sei como explicar, mas eu podia sentir uma força estranha vindo de alguns metros à frente, segui mais cauteloso pelo túnel. Por todo o caminho soltei minibombas que logo se colaram nas paredes, eram pequenas e quase imperceptíveis, mas sua força destrutora era enorme.
Estava correndo muito, até que certa sensação me fez parar.
Kurotsuchi!
Ela estava alguns metros atrás de mim, estava ofegante, devia ter corrido bastante. Dentre todos, eu já devia saber, se algum deles fosse quebrar minha ordem, esse alguém seria ela. Mas depois do que a mesma havia me dito sequer imaginei a mesma vindo ao meu encontro... Ou melhor, ao encontro do homem que quase a matou, ela queria mata-lo eu tenho certeza.
Sempre imprudente, mas com uma coragem admirável.
Respirei fundo, ainda de costas para ela.
– Eu mandei todos saírem! – tentei manter minha voz estável e firme. Era sempre difícil fazer isso conversando com ela.
– De jeito nenhum que eu vou deixar você ficar com a melhor parte! – a garota tentava não demonstrar cansaço, mas era inevitável. – Eu que irei mata-lo.
Eu já devia saber! Com Kurotsuchi é muito difícil de lidar. Ela não gosta de seguir regras, e nem sempre se porta como heroína. Igualzinha a mim.
Mas isso seria perigoso. Esse tal homem devia ser muito forte. Só de pensar no que ele fez com ela... Definitivamente irei mata-lo.
– Volte Kurotsuchi! – engrossei a voz o máximo que pude, de jeito nenhum que ela pode se machucar de novo.
– Por quê? – senti que ela se aproximava.
– É perigoso, não quero que você se machuque. – já podia sentir seu corpo a centímetros de distância do meu.
Houve um silêncio rápido, em seguida...
–Ele sabe quem você é Sensei! – fiquei surpreso. O maldito me conhecia?
Me virei para encará-la.
– Sabe quem é ele? – não conseguia imaginar quem seria. Conhecia muitos ninjas.
Ela fechou os olhos e respirou fundo.
– Sasori! – ela quase cuspiu a palavra. – Esse é nome dele.
Sasori?!
Danna?!
Não, não pode ser!
Por que ele faria isso?
Fiquei extremamente confuso, meu antigo mestre estava na caverna? E ainda por cima ele foi o culpado pela quase morte da garota que eu amo?
Permaneci sem expressão por um tempo. Tentei assimilar o que estava acontecendo.
Fazia muito tempo que não via o ruivo que por muito tempo foi meu mestre. Depois da dissolução da Akatsuki nunca mais o tinha visto. Sabia bem que ele nunca foi uma “boa pessoa”, mas o que ele fez com Kurotsuchi foi imperdoável... Senti uma leve pontada no peito. O que eu faria? Mataria um amigo? Mataria um mestre? O meu mestre?
Fiquei receoso ao que faria a seguir... Mas me veio algumas imagens da mulher que eu amo, na beira da morte por culpa dele. Um sentimento de raiva sem amplificou por meu corpo.
– Você o conhece Sensei? – a voz dela me aliviou um pouco.
– Saia da caverna! – mantive minha voz firme. Segurei em seus ombros. – Eu cuido disso. Não quero que você se machuque de novo!
Ela me encarava com um olhar estranhamente melancólico.
Vi sua boca começar a tremer... Como se ela fosse chorar.
Me partiu o coração vê-la desse jeito. Seus olhos começaram a piscar mais rápido. Percebi algumas lágrimas escorrendo. Ela pôs as mãos na frente do rosto e se agachou, com os joelhos e braços me impedindo de ver seu rosto.
Não sabia o que fazer. Senti vontade de tirar aquela tristeza dela, de abraça-la, acalmá-la.
Agachei-me e segurei seus pulsos para que pudesse encará-la.
– O-oque foi? – tentei não gaguejar, mas essas são situações complicadas. – N-não chore!
– E-e-eu sinto... – ela chorava muito. – Eu sinto muito Deidara-Nii!
Senti meu coração se apertar, não era sempre que ela me chamava assim. E sentia muito pelo o que?
Fiquei confuso, e tentei acalma-la, ajudei-a a levantar-se. A mesma percebeu minha confusão e começou a falar.
– Eu disse uma coisa horrível para você quando foi me salvar... – me senti inútil ao lembrar daquilo.
“– V-você está bem? ...
– Não graças a você Sensei!”.
– F-foi minha culpa, eu devia... – ela me interrompeu e me abraçou repentinamente.
– Não! – sua voz ficou firme, embora que algumas lágrimas ainda caíam. – Não foi sua culpa, eu não devia ter falado aquilo. Não é culpa de ninguém... Além do mais, eu estou bem agora!
Senti um conforto gigantesco ao ouvi-la dizer isso. Mas ainda me sentia mal por não ter chegado a tempo.
Ela continuou.
– Eu queria ter lhe dito isso antes, mas Karin e os outros nos interromperam!
Lembrei-me de quando a ruiva e os outros entraram correndo na sala onde nós dois esperávamos.
– Por favor, não se culpe por aquilo. – senti seus braços me apertarem mais forte. Ela se aninhou mais fundo no meu peito. – Não posso suportar ver você se culpando.
Queria poder sair dali e leva-la comigo. Queria poder ficar abraçado com ela o tempo todo.
Mas ainda tínhamos coisas a resolver.
Afastei-a delicadamente para que eu pudesse encarar seus olhos. Segurei seu rosto fino com as mãos. Enxuguei umas últimas lágrimas e beijei sua testa.
– Eu prometo! Nunca mais vou deixar que te machuquem! – ficamos com testas coladas por um tempo.
Pude ver um sorriso mínimo nos lábios dela. Por uma vez eu queria poder senti-los junto aos meus. Ela entendeu e assentiu para que eu prosseguisse.
Fui aproximando minha boca da dela lentamente... Já podia sentir sua respiração. E...
Houve um barulho de algo se quebrando. Muita poeira. E um certo ruivo saindo dela.
– Quanto tempo ein, Deidara!
Viramos ao mesmo tempo em direção ao ruivo. Segurei forte no pulso de Kurotsuchi, podia sentir raiva se acumulando nela.
Ele continuava o mesmo, exatamente como ele sempre quis ser, uma marionete sem emoções. Queria arrancar o que ele dizia ser “seu coração”. Sasori fazia parte da minha vida, quando essa não era digna. O mesmo tinha grande culpa no atentado que fez eu me tornar nukenin. Ele não foi meu amigo. Amigos não te levam a machucar pessoas que você conhece desde sempre, não te levam a machucar sua família. E muito menos machucam a pessoa que você ama. O ruivo sabia bem quem eu amava, desde que saí de Iwagakure... Kurotsuchi. Meu coração sempre foi dela. Talvez isso que me salvou. Talvez não. Eu tenho certeza!
De repente vi a garota ao meu lado se soltar da minha mão e ficar a minha frente. Apenas a observei. Sei que ela queria fazer isso. De todo jeito, eu estaria com ela se algo saísse do controle. Agora eu estava por perto.
O ruivo entendeu o que aconteceria. Se preparou e ficou em posição de luta. Mas não sem antes me dirigir a palavra.
– Agora você deixa mulheres lutarem por você Deidara! Haha... – pensei em responder mas Kurotsuchi foi mais rápida.
– Cala a boca! Eu que pedi para ele deixar eu te matar! – ela batia os punhos e falava ferozmente.
Não pude deixar de abrir um mínimo sorriso de lado.
– Como se você fosse capaz! – o ruivo cuspiu as palavras.
Era minha vez de me pronunciar.
– Não a subestime... Danna. – minha voz saiu num tom mais orgulhoso do que quando eu falo da minha arte.
Sasori calou-se e se preparou para atacar. Mas ela foi mais rápida, suas mãos tocaram o chão e seu ataque foi certeiro.
– Doton: Doryūsō! – as estacas invadiram a área do ruivo, que mesmo se desviando de algumas foi atingindo.
– Kugutsu no Jutsu! – ele abriu um pergaminho, hora de usar suas marionetes.
Diversas armas saíam em direção a Kurotsuchi, ela desviava facilmente. Usava seu Doton muito eficaz, ela lutava maravilhosamente bem. Não me admiro dela ser a mais requisitada a se tornar Yondaime Tsuchikage, talento para isso é o que não falta. Numa luta direta e sem vantagens ou desvantagens ela é realmente forte.
Sasori atacava ‘Shikomi Kugutsu: Shinshin Happa’ e ela defendia com sua cúpula de terra.
Ataques, defesas, combate corpo-a-corpo... Um soco perfeito, na hora certa e no lugar preciso.
Kurotsuchi conseguiu prendê-lo no chão... pôs seu pé em cima do peito do ruivo. Arrancou seus braços e suas pernas... Uma marionete, ele não era nada, além disso.
E como uma marionete, havia armadilhas no corpo... Seu tronco se abriu e uma Kunai certeira rumou ao coração dela.
1 . 2 . 3...
Consegui pará-la antes que machucasse-a, apontei de volta ao ruivo, direcionando única parte viva de seu corpo e a fonte de seu chakra. Um ataque certeiro.
Era o fim do titereio.
Kurotsuchi olhou confusa para mim, mas logo depois me mostrou um sorriso de agradecimento e confiança.
Finalmente havíamos acabado. Segurei de volta na sua mão e fomos em direção à saída.
Antes que pudéssemos ver a luz de fora, ela parou e me puxou, fiquei encarando-a mieo confuso. Então ela aproximou-se e delicadamente afastou a mecha loira do meu rosto e encostou seus lábios aos meus.
Sequer fiz algum movimento, estava feliz demais para aprofundar algo, ela mantinha os olhos fechados, apenas com os lábios encostados.
Em seguida a mesma se afastou e sorriu. Corei descaradamente e fiquei com um sorriso bobo.
– Obrigada! – sua voz estava doce, ela corava também.
A garota segurou minha mão e me puxou para fora da caverna.
Deidara POvs Off.
Karin POvs On.
Estávamos esperando aqueles dois a muito tempo, não aguentava mais a falação de Suigetsu com Akatsuchi. Chojuro permanecia calado. Aposto como ele levou uma fora da chata.
Voltei a mim, e percebi ao longe duas silhuetas conhecidas.
Todos suspiraram um ‘Uffa’!
Akatsuchi correu e abraçou Kurotsuchi, enquanto Sensei se aproximava dos dois guardas presos pelo gorducho no começo da missão.
– Temos que levá-los! – Suigetsu se pronunciou.
Sensei assentiu.
Deidara estava diferente... O loiro mantinha um sorriso bobo no rosto.
Eu definitivamente estava cansada. Queria voltar logo para casa e passar um bom tempo dormindo. E finalmente me distanciar do chato do Espadachim.
– Podemos voltar agora certo? – Akatsuchi estava se animando. Ele parecia muito cansado também.
– Sim. Agora podemos voltar! – o loiro respondeu.
De repente três grandes aves de argila surgiram. Ótimo! Não precisaríamos andar.
Eu fui em uma com Kurotsuchi e Chojuro, numa outra Akatsuchi e Suigetsu, e do outro lado Deidara e os dois ninjas presos.
Decolamos rapidamente. E alto... alto demais!
Karin POvs Off.
Kurotsuchi POVs On.
–AH Karin! – me mechia tentando afastar a ruiva quase desmaiando colada nas minhas costas. – Afasta ae sua chata...
Ela sequer me respondeu... Tremia feito uma doida. Aposto como tinha medo de altura. Dessa vez... Só dessa vez eu permiti que ela se apoiasse em mim.
– Finalmente acabamos! – Choujuro falou timidamente atrás de Karin.
Deidara sorriu orgulhosamente e disse:
– Ainda não meu caro! Hmm.
Ele fez um rápido e conhecido sinal de mãos.
– Hora de conhecerem a arte! – seus olhos brilhavam.
KATSU!
Toda a caverna explodiu! E junto tudo que restava por lá.
Realmente explosões são lindas!
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