Aprendiz de Deidara
12 Estadia
Notas iniciais
Karin POVs On.
Já se passava das 5hrs da tarde, todos na aldeia se mantinham ocupados com seus devidos afazeres no fim do dia.
Exceto eu!
Havia se passado quatro dias depois da minha última missão em equipe, o que recebemos em seguida infelizmente mais deveres na aldeia.
*Ajudar no concerto de um dos escritórios da divisão de inteligência. (Que por culpa do estimadíssimo Sensei, foi quase todo destruído por uma de suas bombas, numa tentativa fajuta de mostrar a algumas crianças o que era a verdadeira arte, e que para nosso azar, acabou que por um pequeno engano caiu exatamente em cima do centro de investigação, e como resultado... Tivemos que organizar tudo).
Levou exatamente três dias para que recuperássemos ao todo.
Estava voltando para casa depois de um longo e último dia de organização. Meu corpinho todo doía, bem que merecíamos umas férias.
Cheguei à frente do velho prédio onde ficava meu apartamento, num pulo preciso cheguei à porta da minha casa. Abaixei-me e peguei a chave em baixo do carpete.
E fiquei um pouco surpresa.
– Destrancada?! – sussurrei para mim mesma...
Será que eu me esqueci de trancá-la?
Hum... Acho que eu trabalhei de mais esses dias.
Deixei que esse leve mistério ficasse de lado, tirei meus sapatos e calcei as pequenas pantufas brancas.
Estava tudo normal na sala, fechei a porta e fui cambaleando até a geladeira, peguei uma maçã e fui degustando enquanto ia em direção ao meu quarto.
Nossa como eu estava cansada.
Antes de abrir a porta pude ouvir algo lá dentro... O chuveiro estava ligado. E a porta do banheiro devia estar aberta, pois eu escutei muito bem!
Larguei a maçã e encostei meu ouvido na porta.
Quem seria?
Então foi por isso que a porta estava destrancada!
Bateu-me uma tremedeira... Minhas mãos começaram a suar. O que eu faria?
Poderia sair e pedir ajuda, mas... Uma velha sensação.
Esse chakra!
Não!
N-não pode ser!
Então a porta abriu-se e um branquelo saiu do meu quarto, ele estava ensopado e apenas com uma toalha na cintura. A minha toalha.
– Yo Karin! – o infeliz abriu um largo sorriso enquanto passava a mão direita no cabelo, o maldito parecia estar bem confortável...
Senti uma vontade de socar aquela cara asquerosa, sair arrastando aquela imitação de tubarão para fora da minha casa, queria arrancar aquela toalha e....
Ooooiiiii?
N-não ... Não queria arrancar toalha nenhuma!
Comecei a piscar freneticamente, apontei meu dedo indicador para ele.
– T-temeeeee.... O que pensa que está fazendo? – gritei o mais alto que pude. – Dá o fora da minha casa maldito.
Segurei o pelo pulso e tentei puxá-lo para fora, ao menos sair da batente da porta do meu quarto.
– Maldito! Infeliz... Eu vou te matar Suigetsu. – rosnava alguns insultos desconexos enquanto inutilmente o puxava para sala.
– Oe, Karin... Espera... – ele tentou argumentar, mas eu falava mais alto.
– Andaaaa, da o fora! – fiquei por trás dele empurrando suas costas em direção à saída.
Ele conseguiu se virar e se livrou dos meus empurrões. Ficou parado na minha frente e começou a falar.
– Relaxa ô molde de dentadura, eu não invadi sua casa, fui enviando para cá pelo próprio Tsuchikage! Estou oficialmente vivendo por aqui! – senti minha vida se esvaindo quando ele disse isso.
V-vivendo aqui?
Aqui em casa?! ... C-como... Por quê?
– Que besteira seu idiota! Vai logo e me conta por que invadiu minha casa. – não podia acreditar o que Suigetsu disse. Seria um desastre colossal.
Ele sentou no sofá, abriu um sorriso irritante e voltou a falar.
– Eu já disse Karin! Fui enviado para Iwagakure depois de alguns acordos entre o Tsuchikage e a Mizukage sama. Assim como você, com intuito de fortalecer os laços entre as aldeias.
Ook... Isso está saindo do controle.
– E-e porque está na minha casa ein seu maldito? – me aproximei dele e fiz um sinal de soco em direção ao infame todo relaxado no meu sofá.
Ouvi uma risada fajuta, ele começou a olhar para os lados, coçou a cabeça e cruzou as pernas.
– Hehe, é que... Eles ainda estão procurando um lugar para mim, iam pôr-me num alojamento enquanto isso. Mas não precisa se preocupar! – ele se levantou e aproximou-se de mim, pôs seu braço no meu ombro e com a outra mão livre apertou minhas bochechas. – Eu disse que tinha uma grande amiga aqui, e que ela ficaria muito feliz em me acomodar na casa dela por esse tempo.
Era o fim do mundo!
As piscadas frenéticas voltaram, ele estava próximo de mais. Usei toda a minha força e disse bem alto e claro.
– NUNNNNCAAAAAAAAAA!
Karin POvs Off.
Suigetsu POvs On.
Levou mais tempo do que eu previ, depois de quase me enxotar da casa dela, me socar mais que o necessário, e fazer um escaldá-lo no escritório do Tsuchikage, Karin finalmente entendeu e aceitou minha estada. É claro que depois da bronca absurda e a punição/ordem pelo tamanho arregaço que ela fez no escritório teve de me aceitar... Por bem ou por mal.
Já era noite, a ruiva havia acabado de chegar com algumas sacolas na mão, podia jurar que havia fogo saindo dos olhos dela. Levantei-me do sofá e fui ajuda-la.
– S-sai de perto asqueroso! – sua voz estava assustadoramente grossa.
Ela levou as compras para a cozinha e organizou tudo. A cada minuto os tiques apareciam. A mesma voltou para sala me empurrou para que eu sentasse no sofá. Confesso que o seu olhar me dava medo.
– Olha aqui maldito! Por sua culpa agora eu fui punida com essa ordem absurdamente infame... – ela apontou o indicador bem perto do meu nariz. – Essa é minha casa, então você tem que seguir minhas ordens.
Pensei em retrucar mas vi que ela estava zangada demais, e não queria correr o risco de morrer assassinado enquanto durmo.
Assenti com a cabeça. Ela se virou e entrou em seu quarto, voltou com algumas roupas minhas que eu havia deixado na cama dela jogou-as em cima de mim.
– Você dorme aqui! Não use meu banheiro, tem um no mini corredor entre a cozinha e a sala, ah! E se eu vir alguma roupa sua jogada na minha cama de novo, eu te mato babaca!– ótimo, agora eu estou realmente com medo.
Engoli em seco e concordei com as ordens.
Acho que isso não foi uma boa ideia. O alojamento não parece tão ruim assim!
Suigetsu POvs Off.
Karin POvs ON.
Entrei de volta ao meu quarto e tranquei a porta! Deixando um branquelo assustado na sala.
Comecei a pensar em algumas coisas que... Não me ajudaram em nada.
“Havíamos nos beijado, ele me protegeu. E agora ele estava a metros de distância de mim”.
Deixaram-me mais confusa ainda. Eu não gosto dele, não gosto certo?
Joguei-me na cama. Estava cansada e com muito, muito sono. Colei meu rosto no travesseiro onde antes estavam as roupas de Suigetsu.
Legal... Agora tenho que lavar todos os lençóis. Estão com o cheiro dele.
Sono, muito sono.
Aconcheguei-me mais aos travesseiros. E calmamente comecei a dormir.
S-se bem que... Não é um cheiro tão ruim assim!
Karin POvs Off.
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