Aprendendo com a Vida

24 Consequências de seu heroísmo.


Notas iniciais
É IMPORTANTE LER AS NOTAS INICIAIS U_U
Oi povo lindo que eu amo - momento bajulação - então, desculpem-me a demora, prometi postar na metade da semana, mas meu PC pegou virús e teve de formatar .-."
Bem, eu irei viajar quarta (dia 14) e irei sozinha, então não poderei levar o not do meu pai nem meu pc de mesa, então acho que até depois do natal vocês ficaram sem atualizações. Eu sei que é bastante tempo, mas eu não posso fazer nada :/ , tentarei postar nesse tempo, mas será bem improvável. Vou começar a adiantar o próximo capítulo agora, mas espero que os reviews de vocês me dêem inspiração.
Bem, espero que gostem.
Beeeijo bem grande *-*

– Não! – gritei o mais alto que pude.

No que Ronald atirou, Gaara me empurrou para o lado, tomando o tiro que devia ser para mim.

Ronald saiu correndo, Gaara caiu por cima de mim, parecia estar desnorteado, mas ainda consciente.

Coloquei sua cabeça em meu colo e olhei em volta, não havia uma viva alma na rua.

- Vai ficar tudo bem – disse a ele encarando-o, mas acho que molhei seu rosto com minhas lágrimas, as quais não havia como esconder.

- Não se preocupa comigo – disse ele, mas em sua face dava para perceber sua dor. Ele relutava a esconder.

Homens! Tentam parecer fortes até nas piores horas!

O tiro havia pego em seu braço, o qual saia uma quantidade absurda de sangue, já manchando tanto eu como ele.

Coloquei-o na calçada, apoiado no muro.

- Eu já volto, espere um pouco, eu vou ligar para a ambulância – disse com a voz embriagada pelo choro, e medo também.

Eu sai de perto dele e corri até onde estava na bolsa, na metade da rua, onde eu e Gaara havíamos caído.

- SOCORRO, ALGUÉM?! – gritei no meu da rua, mas ninguém pareceu ouvir.

Merda.

Peguei meu celular na bolsa, minhas pernas e mãos tremiam devido ao pavor.

Pavor de perdê-lo.

Disquei o numero, apertando na tela com força, e molhando-o devido as incansáveis lágrimas.

- Alô – disse a mulher do outro lado da linha.

- Temari? – perguntei quase afirmando, lutando para a voz sair.

- Aconteceu alguma coisa Ino? Porque você está com essa voz... – disse ela.

- Tema, sim – disse levando uma das mãos a boca, tentando sufocar o soluço do choro – o Gaara tomou um tiro no braço – disse pegando fôlego e falando de uma vez.

- OQUE? – ela gritou do outro lado da linha.

- É, eu preciso de você aqui, por favor, eu não sei o que fazer! – disse.

- Fica calma, onde vocês estão? — Perguntou ela .

- Perto daquele ponto de ônibus, uma quadra depois do colégio – disse.

- Tudo bem, vou ligar para a ambulância agora e estou indo pra ai – disse ela – e, por favor, Ino, não deixa meu irmão morrer! – disse ela com uma voz chorosa.

- Claro – tentei parecer o mais positiva possível.

Eu desliguei o telefone e voltei para onde Gaara estava.

- A ambulância já está a caminho, e a sua irmã também – disse a ele.

- Fica calma, eu estou bem – disse ele com a voz fraca, com a expressão toda contorcida devido a dor.

Levei a mão até minha blusa e dela arranquei um pedaço grande da frente, deixando minha barriga e uma parte do sutiã a mostra.

Amarrei em seu braço, estancando o ferimento, mas de nada pareceu adiantar porque o sangue tomou conta do mesmo.

- Não vai adiantar – murmurei baixo.

Levei a mão até minha blusa novamente para rasgar mais um pedaço, só que Gaara me impediu.

- Não precisa, não vai adiantar, e outra, se continuar a rasgar sua blusa assim não sobrará blusa nenhuma – disse ele – e só eu posso te ver assim, não quero médico nenhum babando.

Idiota, pra que fazer piada numa hora dessa? Ele baleado e preocupado comigo, vê se pode!

Eu fiquei ali com ele, por uns dez minutos, até que um carro em alta velocidade veio, e parou perto de nós.

De lá saiu uma mulher loira muito nervosa, que veio correndo até nós. Temari.

- Meu Deus Gaara! – disse ela tampando a boca com a mão e se agachando até nós.

Ele estava todo sujo de sangue, e eu também. Havia sangue no chão e do seu braço saia cada vez mais.

Seu rosto estava mais pálido do que o normal, estava sem cor, e ele exclamava algum grito de dor algumas vezes.

- Eu to bem – disse ele muito baixo, com uma voz quase inaudível.

Assim que ele disse uma sirene veio até onde estávamos completamente rápida, e parou.

De lá saíram os paramédicos, que o imobilizaram e colocaram na maca rapidamente.

Eu ficava do lado de Temari enquanto eles colocavam-no na maca.

Eu corri até ele e peguei sua mão.

- Vai ficar tudo bem, eu prometo – disse a ele.

Ele apagou.

Colocaram a maca na ambulância.

- Eu vou com ele – disse virada para Temari.

Ela pareceu se desapontar, mas depois olhou para seu carro.

- Tudo bem, eu vou atrás de carro – disse ela.

Corri e entrei na ambulância, assim que eu entrei os paramédicos fecharam a porta da ambulância e eu permaneci sentada ao lado de Gaara.

Eles o sedaram enquanto a ambulância ia o mais rápido possível.

Colocaram uma agulha em seu braço ( no outro é claro) e o colocaram em algo que parecia ser um soro.

Eu segurava sua mão levemente, enquanto um dos enfermeiros perguntava se eu também estava machucada, mas eu apenas balancei a cabeça negativamente.

Aqueles olhos verdes dele, intensamente enlouquecedores, estavam fechados, o fazendo parecer estar em um sono profundo, um sono do qual eu tinha medo de perdê-lo, para sempre.

Não fazia ideia nenhuma se estávamos chegando, ou se a situação dele era grave, eu me sentia culpada, se não fosse por mim ele não estaria nesta situação.

A ambulância parou, o paramédico abriu a porta e eu desci, eles o desceram e correram com o mesmo até para dentro do hospital.

Entraram numa porta de vidro, quando eu tentei entrar juntamente com eles, o segurança me barrou.

- Senhorita, não pode entrar ai, terá que esperar na sala de espera – disse ele, e apontou para a salinha ali na frente, que tinha sofás e uma máquina de café, e também era muito bem decorada.

- Tudo bem – disse baixo e fui até lá.

Era um hospital particular, um dos melhores do país. Eu tinha plano aqui, Gaara deveria ter também.

Sentei-me no sofá, nervosa. Mexia freneticamente as mãos, demonstrando o estado de meu nervosismo.

Uma enfermeira apareceu e sentou ao meu lado.

- Senhorita, está machucada também? – perguntou ela, provavelmente dizendo isto pelo fato de eu estar suja de sangue na barriga, na blusa e na minha saia de líder de torcida também. Havia também no braço.

- Não – disse nervosa, mas em tom baixo, tentando parecer o menos hostil possível.

- Precisamos que a senhorita nos diga o que aconteceu detalhadamente para que seja mais fácil tratá-lo – disse ela, e um médico apareceu ao seu lado, esperando que eu começasse a explicar.

Eu encarei o médico, ele não parecia ser muito novo.

Eu ia começar a explicar, só que Temari chegou correndo onde nós estávamos, parou ofegante, tomando a atenção para si do médico.

Ele me encarou novamente, e eu comecei a explicar o que havia acontecido, é claro que não expliquei a ligação entre Ronald e nós, disse que era um assalto.

As lágrimas voltavam, Temari sentou ao meu lado e me abraçou de lado enquanto eu explicava.

- Foi isso que aconteceu – disse suspirando e apoiando a cabeça com as mãos.

- Tudo bem, eu vou lá dentro – disse o médico, e saiu.

- Ino, eu trouxe a bolsa de vocês – disse ela me entregando minha bolsa.

- Obrigada – eu sorri fracamente.

Ela andava de um lado para o outro, eu me encontrava sentada no canto do sofá, na parede. Era um sofá de canto, daqueles sob medida.

Eu tinha meu celular em mãos, apertava toda hora o botão do meio para que o visor aparecesse, o tempo parecia não passar.

O pai de Gaara chegou todo apressado onde estávamos, visivelmente nervoso.

- Cadê ele? – perguntou ele encarando Temari, e depois me olhando de relance no canto da sala.

- Lá dentro, ainda ninguém deu noticias – disse ela, e o abraçou.

Até agora ela não havia chorado, mas desabou nos braços do pai, o que me vez desejar o meu aqui, do meu lado.

Shikamaru chegou e se assustou vendo a namorada naquele estado, eles ficaram abraçados e ele conseguiu acalma-la.

Ficamos um bom tempo à espera de notícias. Olhei no visor do meu Iphone, já eram 22h30min.

O pai de Gaara sentou ao meu lado, eu já havia conversado com ele no dia do jantar, em minha casa, mas só naquele dia também.

— Como isso aconteceu? – perguntou ele sem me encarar, fitando aquela porta, da qual ninguém saia para falar conosco.

Eu suspirei e lhe contei a história resumidamente, igualmente a história contada ao médico, sem alguns “detalhes”.

Quando acabei de falar, ele iria dizer algo, mas o médico para quem eu contei a história apareceu, e veio até nós.

Levantamo-nos, esperando ele dizer algo.

- Então, nós já retiramos a bala do braço dele, por sorte o estado dele não foi mais grave, ele apenas fraturou o braço, e perdeu bastante sangue também, mas isso já foi resolvido. Ele deverá ficar com o gesso por umas 3 semanas, e eu lhe dei um medicamento para a dor, e provavelmente depois que ele perder o efeito não irá doer tanto por já estar imobilizado. Foram dados 5 pontos no braço dele, nada tão grave assim – disse o médico – se quiserem vê-lo, podem ir.

Eu segui-os mais atrás.

Temari abriu a porta e lá estava Gaara, sentado na maca mexendo no controle da televisão. Ele tinha o braço engessado desde um pouco abaixo do ombro, e ia até o punho. Estava engessado dobrado, em forma de “L” e era suportado por uma atadura preta, que prendia no pescoço. Ele estava sem camisa, deixando aquele tanquinho dos Deuses a vista.

- Não se livrarão tão rápido de mim – disse ele rindo vendo-nos entrar.

- Não repita mais isso idiota – disse Temari, e o abraçando.

- Tá apertando – disse ele.

- Desculpa – ela se afastou.

- Nunca mais reaja a um assalto – disse o pai de Gaara, preocupado.

Gaara me olhou com uma cara de “foi isso que você disse a ele?”, e eu apenas abaixei a cabeça, fitando o chão.

- Tá – ele respondeu seco.

Eu não falei nada, só fiquei ali, sem coragem de encará-lo.

O médico entrou no quarto.

- Bem, vejo que ele já está melhor, e o remédio já fez efeito, então se você quiser Gaara, não vejo problema nenhum em te liberar – disse o médico, e entregou uma receita para o pai de Gaara – se ele sentir dor demais é só dar esse remédio.

- Ok – respondeu.

- Ainda bem que eu vou pra casa, essa TV não passa os jogos de basquete que eu quero ver – disse ele rindo.

Eu continuei sem falar nada.

Não tinha o que dizer, eu me sentia culpada por tudo aquilo, se eu não tivesse gritado, eu tivesse assumido a responsabilidade sozinha, tomasse o tiro em seu lugar, ele não estaria assim.

Enquanto eles conversavam eu sai dali, acho que bati a porta com uma força desnecessária.

Fui até aquela maquina de café, ao lado havia um bebedouro. Tomei um copo d’agua, esperando que isto me acalmasse.

O pai de Gaara veio até mim.

- Se você não tivesse aqui, ele não estaria assim. Ele nunca foi de fazer tamanha besteira, e acho que isso teve uma parcela de culpa sua – disse ele me encarando com raiva.

- Me desculpa – disse eu fitando o chão.

- Você acha que desculpas adiantam? – perguntou ele – Já está feito, não tem como mudar. Antes ele passava um tempo em casa, não naquele apartamento que ele chama de casa, mas depois que você foi acampar lá ele não sai mais – disse ele em um tom um pouco alto.

Eu abaixei a cabeça, sabia que o que ele estava dizendo era certo, eu não tinha o que revidar. Eu, que sempre tinha a resposta na ponta da língua, e que às vezes até me chamavam de sem educação por isso, já não tinha argumentos quanto a isso, era verdade, o que eu iria contestar?

- Espero não ter problemas denovo com você – disse ele com raiva.

- Algum problema? – perguntou Gaara chegando até nós.

- Não – respondeu o pai dele em um tom completamente diferente do qual falava comigo a pouco.

- Vamos? – perguntou Temari.

- Aham – respondeu o pai dela.

— Não se preocupem, eu vou a um lugar, podem ir – disse a eles, e até então eu não havia me pronunciado.

Não esperei resposta, sai daquele hospital com meu celular em mãos, e minha bolsa na transversal.

Peguei um taxi na frente do hospital, e dei-lhe o endereço.

Parei em frente àquele casarão.

Não tive problemas para entrar, os seguranças do condomínio me conheciam, só que estranharam o horário provavelmente, já eram quase 01h30min da manhã.

Paguei o motorista e desci do taxi.

Eu não deveria aparecer ali, iria contra o que havia dito hoje mesmo, antes do ocorrido, mas eu precisava.

Toquei a campainha, esperei um pouco, acho que estava dormindo.

A porta se abriu, e de lá aquela pessoa me olhou completamente assustada com meu estado, mas acho que mais assustada em me ver.

— Ino? – perguntou.

Notas finais
Quem era na porta? Kiba? Ou outra pessoa? Essa culpa de Ino irá passar? Ela irá ter problemas com Gaara por causa disso? E Sakura, como ficará sabendo de tudo isso? Aguardem os próximos capítulos.
Espero que tenham gostado, aguardo seus reviews, por favor, os mandem, é importante pra mim!