Aprendendo com a Vida
25 I need to get away, but you are so inviting
Notas iniciais
Está ai, espero que gostem. E pra compensar eu fiz um cap bem grandinho :p
Boa leitura, e ah, leitores fantasmas, por favor, mandem um oi (:
– Ino? – perguntou
- Pai – eu murmurei baixo e o abracei com toda a força, eu precisava dele naquele momento.
Fiquei um bom tempo o abraçando, até que o soltei.
— O que aconteceu? – perguntou ele assustado, me encarando, percebendo minha blusa rasgada, e o sangue de Gaara que havia ficado em mim – entra primeiro, depois você me conta – disse ele, e abriu passagem.
Eu entrei, parecia uma estranha ali. Era minha casa, mas eu havia ficado fora por algum tempo, que pareceu uma eternidade naquele momento.
Eu sentei no sofá, e ele veio até mim, sentando num banco posto a minha frente.
Eu respirei fundo, e contei-lhe a história. Expliquei quem era Ronald, e o porquê dele ter feito aquilo.
Eu não chorei, por incrível que pareça. Era como se as lágrimas já tivessem secado.
— Não se culpe por isso – disse ele me olhando ternamente, como se quisesse ajudar, mas não soubesse como – Quanto ao que o pai do Gaara disse, não é sua culpa, e ele não deveria ter se metido nessa história, mas não se preocupe, tenho certeza de que Gaara não pensa assim.
- Obrigada – disse baixo, com um sorriso amarelo.
— Vai tomar um banho, depois a gente conversa mais – disse ele – eu vou preparar um cappuccino pra você, do jeito que você gosta – disse ele, e sorriu.
— Obrigada de novo – disse.
Levantei-me e segui até a escada, quando Maria aparece na sala.
— Ino? O que aconteceu com você querida? – perguntou ela.
Eu ia responder, mas meu pai interrompeu-me.
— Não se preocupe, ela está bem, só tem que descansar – disse ele.
— Sim senhor, mas a senhorita deseja algo? Eu posso fazer se quiser – disse ela.
— Não se preocupe, eu mesmo faço, agora pode voltar a dormir – disse meu pai.
Ela se retirou e eu subi.
Fui até meu quarto, quanto tempo fazia que eu não o via? Não sei.
Tomei um banho relaxante em minha suíte, mas os flashes de tudo que havia acontecido vinham à tona de modo completamente incontrolável.
Vesti-me com algo confortável, eu não estava preocupada com isso, a toalha enrolada em meu cabelo foi jogada em cima da cama, e não me preocupei de não secá-lo.
Meu pai bateu na porta, depois entrou com o meu cappuccino em mãos, bem quente, do jeito que eu gosto.
— Está melhor? – perguntou ele, sentando ao meu lado na cama.
— Um pouco – disse.
Eu usava uma jaqueta de moletom não muito grossa, mas podia sentir o relevo do curativo em meu braço. Os cortes já estavam quase sumindo, mas eu teria de tirar os pontos do braço daqui dois dias, e ficaria uma cicatriz pequena.
— Pode descansar, amanhã você não precisa ir para a aula, e se quiser ir, eu já deixarei avisado aos seguranças, não vou deixá-la ir sozinha, pelo menos não agora – disse ele.
Eu não queria discutir, e confesso, até me senti mais segura com isso.
Tomei meu cappuccino vagarosamente, enquanto víamos algo na TV, eu não sabia certamente de que filme se tratava, porque não prestava atenção direito.
Um tempo depois meu pai saiu do quarto, deixando-me ali, sozinha.
Meu celular tocou, mas eu tratei de ignorar a chamada, não queria falar com ele agora.
Sentia-me culpada, como se tudo que aconteceu fosse porque eu fiz algo de errado, mesmo não sabendo o que.
Adormeci assim.
Acordei com o celular tocando ao meu lado, ignorei-o de novo, até parar de tocar. Depois o peguei, havia sete chamadas sem atender, juro que não ouvi tocar.
Virei de lado e cobri com o cobertor até a cabeça.
POV’S GAARA ON.
Essa porcaria de gesso coça! Bem, mas isto nem vem ao caso não é? O importante é que nada de mais grave aconteceu.
Fico me perguntando se eu não estivesse lá, ele teria a matado não é? Provavelmente sim, mas se eu tivesse que salvá-la de novo, eu o faria.
Já são quase nove horas da manhã, eu não precisaria ir naquele inferno hoje, mas do mesmo jeito não consegui ficar até tarde na cama.
Eu continuo a olhar incessantemente para a porcaria do celular, acho que eu já tinha ligado umas dez vezes desde ontem, mas ela não atendeu, e o porquê eu não entendi até agora.
— Gaara, se você ligar de novo pra ela eu juro que quebro seu celular – disse Temari, passando apressada por onde eu estava, com as pastas da faculdade na mão – bom, se cuida, eu volto de noite hoje, mas prometo que vou tentar chegar o mais cedo possível – disse ela me encarando.
— Você tá parecendo a minha mãe, e está me tratando como um bebe sabia? – disse revirando os olhos. Ela só era um ano mais velha, não podia ficar se achando assim.
— Desculpa, só estou preocupada com você – disse ela com aquela cara de santa, que não me engana.
— Não precisa, você esqueceu que eu sou “o cara que levou um tiro”, eu sou foda, encaro qualquer uma – disse rindo.
— Você não pode ficar achando que isso foi uma coisa boa, nem ficar se achando por isso – disse ela me olhando de um jeito que parecia que ela ia me matar – Não faz noção do que foi te ver daquele jeito, então é melhor você ficar aqui, quieto até eu voltar – disse ela.
Mulheres, porque apelam para o lado emocional SEMPRE? Vai saber.
Fui tirado desses meus pensamentos pelo barulho do celular.
“Você tem 1 nova mensagem”
“De: Sakura
Cadê vocês dois? Por Kami, ó o juízo em! Avise a Ino que a Anko está atrás dela. Isto está um tédio sem vocês, dêem um sinal de vida se possível. Agora tenho que ir, o Assuma está olhando, não quero ficar sem meu celular. Beijos :* “
— Então a Ino também não foi – resmunguei sozinho – onde ela se meteu em?
Respondi a mensagem dela.
“Problemas e mais problemas, se der, vem aqui de tarde. Quanto a Ino eu não sei, tentei ligar mais ela não atendeu nenhuma ligação. Não sei se irei amanhã, tudo se meu braço deixar :/ “
Enviei a mensagem e fui pra cozinha, quero coca.
Abri a porta da geladeira e peguei a garrafa. E pra colocar com o braço direito engessado? Fui uma tristeza. Coloquei o copo em cima da mesa e coloquei, ta certo que caiu um monte na mesa, mas eu consegui o que eu queria.
Bebi minha coca e peguei bolacha, isso que dá não ter o que fazer. Falando nisso, faz umas duas semanas que eu não vou à academia, tenso.
Sakura respondeu minha mensagem.
“Problemas? Que problemas? Onde a Ino está? Ir ai? Fala direito merda, agora eu não to entendendo. Pode deixar que de tarde eu dou uma passada ai”
“Quando você vier eu explico. E não, a Ino não está aqui não, ela saiu mais ainda não chegou, se conseguir falar com ela me avise”
Assim que eu respondi as mensagens liguei de novo pra ela.
— Atende merda – resmunguei.
Mas nada.
Me joguei no sofá e liguei a televião.
DIM DOM [/onomatopéiamaisdoquefaildeumacampainha.
Levantei, depois de ter tirado um cochilo sem nem mesmo perceber.
— Oi Sakura – disse abrindo a porta e dando passagem à ela.
— Kami, o que você fez no seu braço? – perguntou ela sentando no sofá.
— Quebrei – disse seco, me sentando no sofá em sua frente
— Avá que você quebrou! Jura? – disse ela sarcástica – Como você fez isso? E cadê aquela loira azeda oxigenada?
Resumi a história a ela, ocultando alguns fatos. Disse a ela que era apenas um assalto, mas que o cara estava disposto a atirar, e que Ino havia ficado assustada e saiu, só que não me disse onde foi — e isso tem um pouco de verdade — .
— E você não chamou a policia? – perguntou ela incrédula.
O que eu digo?
— Ah, é que foi tudo tão corrido, e eu estava com tanta dor que não quis responder mensagem nenhuma – menti.
— Mas sempre que alguém chega ao hospital machucado ou baleado tem que dar explicações, o que você disse a eles? – ela perguntou.
— Que foi somente um assalto – suspirei – mas não foi por esse motivo que eu te chamei aqui, você sabe onde a Ino está? – perguntei.
— Não, não sei, ela ainda não deu nenhuma noticia? – perguntou.
— Não – disse, e suspirei de novo, me jogando no sofá.
Ficamos um bom tempo em silêncio, o qual corroia-nos juntamente a curiosidade e preocupação de saber onde Ino estava. Merda, essa garota só se mete em confusão mesmo.
Eu mexia na internet em meu celular.
— Já sei onde ela pode estar – disse ela levantando do sofá com um pulo e pegando seu celular – fica quieto ai que eu vou fazer uma ligação.
— Alô, Sr. Yamanaka?...É a Sakura sim, por um acaso a Ino está ai?....Mas ela está bem?....Não se preocupe, não direi ao Gaara – ela fez uma careta pra mim, pois eu já me encontrava de pé ao seu lado – Vou dar uma passada por ai depois então, para ver como ela está.....É melhor não porque?....Tudo bem, eu entendo, mas me avise se ela não melhorar...Beijo, Tchau.
Ela me encarou.
— Como assim “Não direi ao Gaara” – perguntei irritado, imitando sua voz sua frase.
— Ela não está bem, mas não quer que se preocupe. Segundo o pai dela ela não sai do quarto nem come, mas ele falou que tentaria falar com ela hoje.
— Merda, e ele quer que eu não me preocupe não é? Será que ela não consegue ficar quieta sem arrumar problemas? – perguntei irritado.
— Pare de jogar a culpa nela, ela só está assustada – disse ela em defesa de Ino.
— Sempre há alguma desculpa não é? Será que ela não pode ser pelo menos um minuto normal, e ficar sossegada? A vida dela parece uma montanha russa, novela mexicana – disse.
— Como você é mau Gaara – disse ela, e seu celular tocou – É o Sasuke – disse e atendeu.
— Oi..(Você sumiu)..Não sumi não, eu precisava ir a um lugar, pedi ao Naruto para que te avisasse.(onde você está?)..Pra que quer saber?..(só responde merda)..Na casa do Gaara, precisava falar com ele..(Será que terei de me preocupar com você ai?)..Para com esses ciúmes bobo, você sabe que não. Depois te conto o que aconteceu..(vejo você mais tarde?)..Sim,onde nós tínhamos marcado, beijo..(outro)..Ah, e para com isso ok?..(Tchau Sakura)..Grosso! – disse ela e desligou.
— Eu estou indo, ainda tenho que passar em casa, resolver alguns problemas com a minha mãe – disse ela de um jeito meio preocupado.
— Está tudo bem com ela? – perguntei.
— Sim, mas a droga do Ronald apareceu lá estes dias, falando algumas coisas sem nexo – disse ela, parecendo ter flashes do que ele havia dito.
— Não é novidade – deixei escapar em tom baixo, mas o que não passou despercebido por ela.
— O que você disse? – perguntou ela com a sobrancelha arqueada.
— Nada não, eu só resmunguei algo, besteira – disse meio nervoso, tentando disfarçar.
— Sei – disse ela desconfiada – de qualquer jeito, eu tenho que ir agora, depois nos falamos, e se conseguir falar com a loira me avise – disse ela e saiu.
— Agora o que me resta é tédio puro – disse, me jogando novamente no sofá e ligando a TV.
POV’s INO ON.
Já era de tarde, e eu não tinha a menor vontade de sair da cama. Era como se tivesse acontecido tudo a uma hora atrás, mas já se fazia quase um dia.
Eu não como desde ontem na hora do almoço, e não sinto a menor vontade de comer – mentira, eu estou morrendo de fome, mas sem o Gaara aqui dando uma de mãe eu não preciso comer e posso voltar a ser magra novamente o/ — eu só sai da cama para tomar um banho, nada mais.
— Ino, posso entrar? – perguntou Maria batendo na porta.
— Aham – resmunguei de debaixo do edredom, mesmo com sol.
— Menina, você vai ficar mal com o ar condicionado nesta temperatura, está um calor infernal lá fora e você com essa temperatura do Alaska aqui – disse Maria com olhar de reprovação.
Ela foi até a janela e puxou a cortina, revelando um sol ardido lá fora.
— Fecha isso – disse, cobrindo a cabeça com o edredom.
— Já são quase 4 da tarde, não pretende ficar o dia todo aqui não é? – disse ela – você sempre foi tão animada, agora tem que continuar assim – ela pausou – Vamos Ino, levante – disse ela puxando meu edredom
— Eu não quero ir – disse colocando o travesseiro sobre a cabeça.
— Você não come nada desde ontem, vai passar mal assim – disse ela.
— Não ‘to com fome – disse.
Ela suspirou cansada e me encarou.
— Não falo mais nada, se você quer continuar ai tudo bem – disse ela, até que meu pai apareceu na porta, vestido formalmente, de modo como se tivesse voltado já de sua empresa.
— Maria, deixe-a descansar. Ontem foi um dia longo pra ela – disse ele, e então os dois saíram do meu quarto.
Enfim paz.
Estava em uma sala escura, mal iluminada por uma lâmpada que mais parecia uma gambiarra. Tentei me mover, mas meus pés e mãos estavam presos por cordas, junto a mim em uma cadeira, onde me encontrava sentada.
A minha frente havia duas pessoas. A minha visão, que até o momento estava turva, agora já se encontrava um pouco mais nítida. Gaara estava sentado em uma cadeira, igual a mim, preso por amarras, e em sua frente, um pouco distante até, havia uma pessoa, que de costas era completamente parecido com o Ronald, ou talvez até fosse ele. Esta pessoa tinha em mãos uma arma, e recarregou-a.
O pavor veio à tona, o medo e a incapacidade juntos formavam um veneno letal. Seu gosto entorpecia os sentidos, me fazia querer gritar.
Ele puxou o gatilho, fazendo um barulho enlouquecedor, e manchando tudo com sangue.
Senti-me incapaz. Eu havia presenciado tudo, segundo após segundo.
Senti-me vazia, tinha vontade de gritar, chorar, sair de tudo aquilo, mas eu simplesmente não conseguia.
Ronald virou-se e veio até mim, lentamente. Ele sorria enquanto encarava sua arma, a mesma do dia do incidente.
Passou por mim e parou atrás, sussurrando em meus ouvidos entorpecidos pelo barulho.
— Viu, minha cara Ino, ninguém mandou mexer com quem não devia – disse ele. O cinismo em sua voz era amedrontador – eu não disse que você pagaria por se meter na vida dos outros. Só que você não pode fazer nada, foi incapaz como sempre, apenas assistiu a sua morte – disse ele se referindo a Gaara. Ele fez uma pequena pausa – Fico me perguntando quantas vezes ele já não livrou sua barra, tudo que um idiota apaixonado não faz – disse ele, depois chegou mais perto, roçando sua boca em minha nuca, sussurrando em meu ouvido – Você pode achar que eu não sei sobre a sua vida, mas eu sei muito mais do que você imagina, e também sei que tudo que fez foi em vão. Você não gostaria de salvá-lo? Acho que sim, mas que pena, porque ele já morreu – disse ele, depois soltou uma risada frívola – Pense em tudo que ele fez por você, depois pense no que você já fez por ele. Não dói? – perguntou ele, completamente cínico.
— Não – eu choraminguei olhando-o, não era uma resposta à sua pergunta, mas sim uma exclamação do que eu não sabia expressar.
Ele se aproximou de mim, ficando em minha frente, e limpando uma faca com um pano, de onde ele tirou não sei.
— Agora é a sua vez boneca – disse ele, se aproximando com uma faca do meu pescoço- diga Adeus.
— NÃO! – gritei.
Acordei assustada, ofegante. Aquele terror não havia passado de um sonho.
Olhei no visor do celular, já eram 6 da manhã do outro dia, eu havia pegado no sono.
Levantei e tomei um banho. Vesti-me decentemente e arrumei minha bolsa. Eu não teria o que ficar fazendo aqui, então o melhor era ir para o colégio, por mais que o medo de encontrá-lo novamente fosse grande, eu teria que enfrentar o problema.
Desci até o primeiro andar e encontrei meu pai tomando café.
— Bom dia – disse ele sorrindo – já está melhor para ir? – perguntou ele.
— Sim – respondi seca.
Eu me sentei junto a ele na mesa, mas não comi nada, apenas mexi no meu iphone. Ficamos uns dez minutos em silencio, o clima era meio tenso.
— Ino, hoje você vai e volta direto pra cá entendeu? O segurança irá junto no carro com você, nada de sair – disse ele me encarando, mas eu não fiz o mesmo.
— ‘Tá – respondi seca.
O motorista já estava me esperando no carro.
A ida para lá, como sempre, foi um pouco longa.
— Para aqui pra mim que eu vou comprar um Milk shake pra mim – disse, ele parou e eu desci do carro.
Eu sei que era muito cedo, e quase nenhuma lanchonete vende isso a esta hora. Mas era uma 24 horas, daquelas que nunca param.
Comprei o maior que tinha, de Nutella com Ovo Maltine e Chocobom.
Cheguei ao colégio como sempre atrasada.
Parei no meu armário e peguei meus livros, isto que a bolsa já estava de coisas básicas.
Abri a porta da sala, graças a Kami que o professor ainda não havia chego.
Como sempre a sala estava uma bagunça, pessoas sentadas em cima das carteiras, rindo e falando alto, grupinhos isolados, e os populares, com a jaqueta do time do colégio, sentados envolta de algumas lideres de torcida, e o resto da sala, que era mais da metade, estava cada um com seus amigos.
Sentei-me na ultima carteira da segunda fileira do lado direito, junto as meninas do time.
— A Anko estava louca atrás de você ontem, ela teve de colocar a Karin em seu lugar- disse Samantha, se virando para falar comigo, ela que estava na minha frente – você está com uma cara horrível, porque não veio ontem? – perguntou ela.
Mui amiga ela.
— Problemas – respondi.
Procurei na sala a Sakura, que estava sentada com Sasuke, no começo da sala. Os dois estavam no maior amasso lá. Gaara sentava atrás deles, e se encontrava encostado na parede, olhando para mim. Abaixei a cabeça e fitei o fichário. Abri-o na ultima folha, e lá estava escrito nossos nomes.
Eu ainda estou bolada com tudo aquilo, o sonho, e principalmente, estou me sentindo culpada pelo o que aconteceu com ele.
Rasguei a folha, por preguiça de ir até o lixo joguei-a em minha bolsa.
O professor chegou, e a aula foi tediosa. A segunda aula foi de Educação Física.
Vesti-me com o uniforme do time e fui jogar vôlei na quadra de areia com as meninas. O jogo foi divertido, rimos bastante.
Assim que acabamos, fui até a arquibancada pegar minha garrafa de água, mas adivinha quem estava sentado lá? Ofuscando a retina que qualquer uma com sua beleza descomunal? É, Gaara.
Mesmo com aquele braço quebrado sustentado por uma tipóia ele continuava lindo e completamente musculoso, ai Kami.
Assim que voltei a real ele já estava vindo em minha direção.
- Ino, posso falar com você? – perguntou ele.
Eu queria sair dali, não o encarei, seria culpa demais fazê-lo sofrer mais.
Naquele instante o sinal tocou, me salvando daquela conversa indesejada.
— Eu tenho que ir – disse sem encará-lo, e sai rapidamente.
Peguei minha garrafa e fui em direção a sala.
Assim que a aula de Matemática acabou era o intervalo.
Tranquei-me no banheiro até ele acabar.
Fiquei assim, fugindo de falar com ele até a hora do almoço.
Comi numa mesa com Samantha, o que fez Sakura ficar com raiva.
Assim que acabei peguei minhas coisas e fui em direção a quadra.
Entrei no corredor a direita e continuei a andar, do lado esquerdo do corredor. Assim que passei pela sala de dispensa do colégio, que estava com a porta aberta, fui empurrada lá para dentro.
Ele fechou a porta e me prensou contra ela.
— Porque está fugindo de mim? – perguntou Gaara.
— Não estou fugindo de você – disse sem encará-lo.
— Olha pra mim – ele puxou meu queixo – foi pelo o que aconteceu antes de ontem? – perguntou ele.
-...
- Responde Ino — disse ele, ainda me prensando com seu braço bom sobre a porta.
Eu coloquei meus braços ao redor de seu pescoço e afundei minha cabeça em sua nuca. É claro que eu estava na ponta dos pés porque ele era exageradamente alto.
Puxei-o para mim, e chorei bastante.
Ele colocou seu braço ao redor de minha cintura, me puxando mais pra perto dele.
Assim que me separei dele encarei-o.
— Eu estou me sentindo culpada pelo o que aconteceu com você, eu só arranjo problema, me desculpa – disse.
— Não fale uma besteira dessas, você ainda não se tocou que eu amo você demais? Não quero te ver triste – disse ele e me beijou.
Foi um beijo intenso e apaixonado, um pouco molhado por minhas lágrimas.
- Ino, você está ai? – perguntou Sakura passando pelo corredor.
— Ino, ela precisa saber da verdade – disse Gaara baixinho, me encarando.
A porta foi aberta, quase me fazendo cair, de Gaara não tivesse me segurado.
— De que eu preciso saber? – perguntou ela.
Eu o encarei, ele concordou. Por mais que eu não quisesse era o certo a fazer.
— Sakura – disse e me virei para ela – sabe o assalto?
— Sei – disse ela.
— Não foi um assalto, foi o Ronald – disse.
Notas finais
Espero que tenham gostado, espero os comentários.
Beijos.
Fale com o autor