Notas iniciais
Pessoas ^^/ Devido ao apelo da nossa amada, adorada, idolatrada, salve salve Sarinha, resolvi postar mais um cap XD!! Mas sério, hj só posto mais se consegui terminar o cap q tô escrevendo XD!! Por isso... Sarinha, non fique implorando pq eu tenho coração mole... hauhauahauahauahauahau XD!! Fico mto feliz de estarem gostando da fic ^^ E lá vai mais um... =** Boa leitura

Desci as escadas correndo. Aproveitei para pegar as chaves do meu carro. Seria mais fácil de encontrá-lo se eu estivesse de carro. Eu já estava com o coração na boca com aquela situação. E se eu não pudesse encontrar Hyoga? E se ele já estivesse longe? E se eu o encontrasse e ele não quisesse vir comigo? Eram tantas possibilidades que eu estava ficando louco. Hyoga não era do tipo que fugia, mas do jeito que as coisas estavam, eu não podia simplesmente dizer que o Fênix influenciou meu garoto. Claro que, provavelmente, se Hyoga estivesse sozinho não faria nada. Mas isso não significava que a culpa era de Ikki. Qualquer outro que se oferecesse para meu loirinho poderia levá-lo naquelas circunstâncias. Por isso eu tinha que tomar o cuidado de manter a calma ou eu poderia acabar culpando um inocente. E eu ainda precisava checar a relação que aqueles dois estavam construindo. Se, por um acaso, fosse mais que amizade, eu tinha muitas considerações a fazer. Mas não era hora para pensar nisso. Eu precisava achar meu menino antes de mais nada.

Quando cheguei à saída do Santuário, Shaka já estava lá, dentro de seu carro. Parece que tivemos o mesmo pensamento.

– Acho que de carro será mais rápido. – disse Shaka com seus olhos abertos, coisa rara de se ver.

– Também pensei isso. Vamos nos dividir pela cidade. Eu vou pelo sul e você pelo norte. Qualquer coisa, você me liga e vice-versa. Tudo bem assim? – disse.

– Por mim tudo bem.

– Ótimo.

Shaka saiu dirigindo e eu fui até onde meu carro estava. Entrei e bati a porta, sem querer. Saí cantando pneus. Eu realmente estava fora de mim. Eu precisava me acalmar. Sentia uma explosão de sentimentos. Ainda estava magoado com Hyoga, mas também estava arrependido por ter deixado as coisas daquele jeito e ainda estava muito nervoso por ele ter me desobedecido. Por outro lado eu estava feliz. Senti que Hyoga estava sendo mais sincero consigo mesmo. Claro que aquela atitude não era adequada, mas senti que ele estava se libertando daquela casca em que se envolvera. Ele finalmente estava sendo quem era. Eu sempre senti uma distância entre nós. Como se ele não quisesse me mostrar tudo sobre ele. Eu nunca entendi muito bem, então pensei que era apenas coisa da minha cabeça. Mas ele provou que não era apenas invenção minha. Ele realmente se trancou em seu mundo e apenas me mostrou uma pintura da parte mais bonita de sua personalidade. Enquanto eu via só a perfeição, uma guerra estava acontecendo. E as coisas se tornaram tão sérias que a pintura se partiu de uma vez, revelando toda a destruição causada. E aquilo estava começando a ficar fora de controle. Mas agora eu estava ciente de tudo e tomaria as rédeas da situação. Ele era só um adolescente! Mesmo sendo mais maduro que a maioria, ele ainda era só uma criança. Como eu pude deixá-lo sozinho? Mesmo que ele me mostrasse ser perfeito, eu deveria permanecer ao seu lado. Não era assim que os pais agiam? Estando ao lado de seus filhos em qualquer situação e fossem eles quem fossem? Por que eu achei que poderia ser pai sem colocar aquilo em prática? Eu realmente não sei onde estava com a cabeça! E pensar que eu poderia ter evitado tudo isso! Eu tinha a obrigação de consertar aquilo. Claro que não faria apenas por obrigação. Faria porque amava Hyoga mais que tudo nessa vida. Mas a situação chegou ao nível de que, se antes eu faria apenas por amor, agora eu também tinha obrigação.

Dirigia o mais rápido que eu podia. Mesmo com pressa, não poderia desrespeitar as normas de trânsito. Eu era um cavaleiro. Tinha que dar exemplo. Mas estava indo em um bom ritmo, nem rápido demais nem lento demais. Procurei em todos os lugares conhecidos. Eu não ia entrar em nenhuma boate porque sabia que ele não estaria lá. Não tinha idade nem para entrar. Pelo menos eu esperava que ele ainda tivesse bom senso e não fizesse nada daquele nível. Mas estava começando a duvidar, já que eu procurei, procurei e procurei e nada dele aparecer. Estava começando a ficar ainda mais aflito. Eu já não aguentava mais aquilo. Eu precisava dar um fim naquele problema! Pensava, pensava e pensava... Era isso! Se ele estava tentando fugir, talvez estivesse em um lugar mais isolado. Claro! Como não pensei nisso antes? Comecei a ir para lugares onde não havia muito movimento. Esperava que meu pensamento estivesse correto. Aumentei a velocidade, talvez até um pouco demais. Então vi uma luz se ascendendo em meio àquela escuridão. Um cosmos! O cosmos do meu garoto! Lá estava ele e... Espera! O asfalto estava congelado? Eu estava muito rápido para evitar o gelo. Acabei indo naquela direção e o carro girou. Droga! Eu não podia sofrer um acidente! Esperei até que o carro saísse da área congelada. Quando senti o atrito novamente, freei bruscamente. Meu coração estava acelerado. Eu podia ouvir as batidas descompassadas. Mas o que raios aquele moleque pensava que estava fazendo? Congelar uma rua da cidade? Será que ele perdera o juízo? Aquilo era perigoso! Mesmo que não fosse eu, podia ser qualquer pessoa. E se um acidente realmente tivesse acontecido? Era muita irresponsabilidade para deixar passar em branco. Suspirei pesadamente, tentando normalizar minha pulsação, mas estava difícil. Eu estava terrivelmente irritado! Como se já não bastasse ter me desobedecido, ainda me aprontava uma dessas! Mas ele não perdia por esperar!

Desci do carro e vi que seu rosto de preocupado passou para surpreso.

Hyoga! O que pensa que está fazendo? – falei em um tom grave e autoritário. Logo vi Hyoga abaixando a cabeça.

– Espera, Camus, a gente pode explic...

Eu não falei com você, Fênix! – interrompi o garoto.

– Não fale assim com o Ikki! – Hyoga me respondeu ainda de cabeça baixa.

O que disse? – perguntei incrédulo.

Eu disse para não falar assim com o Ikki! – Hyoga levantou o rosto e me encarou de uma maneira desafiadora, coisa que ele nunca fez.

Que tom é esse que você está usando comigo, hein? Quando foi que eu lhe permiti usar esse tom?

Eu não lhe devo mais satisfações! Você já deixou de ser meu mestre há muito tempo! Pare de me tratar como se eu fosse sua criança, porque EU NÃO SOU! – Hyoga falou em um tom bastante ressentido, o que me machucou mais ainda.

Eu me acalmei. Não era assim que eu queria levar as coisas. Eu já devia saber que Hyoga estaria magoado com o que eu fiz. Se eu queria reconquistá-lo, não seria à base da autoridade. Eu tinha que ser paciente e compreensivo. Respirei fundo procurando me acalmar mais.

– Sinto muito, Fênix. Não queria ter sido grosso com você. Só espero que entenda minha situação. – falei para Fênix.

– Não precisa se desculpar. – foi apenas o que ele respondeu.

– Será que agora podemos conversar como gente civilizada, Hyoga? – perguntei.

– Eu não tenho nada para falar com você! – Hyoga abaixou o tom, mas ainda estava ressentido. – Acho que você já deixou tudo muito claro essa semana.

Mais um tapa na cara. Ele estava bem afiado pro meu gosto. Eu entendia sua mágoa, mas isso não lhe dava o direito de ser tão atrevido comigo. Eu ia relevar naquele momento, depois resolveria esse problema.

– Não, Hyoga. As coisas ainda não estão cla...

– Pois pra mim estão! – ele me interrompeu. – Eu não vou voltar nesse assunto! Eu não vou mais voltar para o Santuário! Eu já tomei minha decisão e você tem que aceitar!

Eu fiquei boquiaberto com aquela fala. Não ia mais voltar para o Santuário? Tomou sua decisão? Eu tinha que aceitar? Quem ele achava que era? Era apenas um moleque de 15 anos que achava que sabia alguma coisa. Aquilo era birra! Ah! E como eu detestava birra!

– Eu não tenho que aceitar nada, Hyoga. Você tem 15 anos e está sob minha guarda! Vai me obedecer!

E por que eu deveria? Você acha que meus sentimentos são o que? Você pisa em mim e agora se acha no direito de impor autoridade? ME DEIXA EM PAZ!

Aquelas palavras machucaram mais que qualquer golpe que eu já tinha levado. Ele estava sendo atrevido, rebelde e estava apenas de birra, mas ele estava sendo sincero. Eu o machuquei com minhas atitudes egoístas. Eu podia ver o quanto ele estava abalado. Ele tremia e apertava o pulso. Era como se ele estivesse lutando contra si mesmo. Eu podia sentir que, apesar de estar agindo como um adolescente rebelde, não era isso que ele queria. Ele nunca me afrontou dessa maneira antes. Sua expressão era de sofrimento. Provavelmente ele nunca pensara em falar assim comigo algum dia. Como eu pude duvidar desse amor? Como pude não acreditar que ele me considerava importante? Senti meu coração se apertar. Eu queria acabar com aquela agonia. Eu queria que ele soubesse que eu também o amava. Eu queria que ele soubesse que eu também o considerava extremamente importante em minha vida.

– Hyoga, por favor, me escuta! Eu nã...

EU NÃO QUERO OUVIR! – ele gritou mais uma vez e logo em seguida abaixou a cabeça. Ficou silêncio por um tempo, até que ele ergueu a cabeça novamente, dessa vez com os olhos marejados. – Não faça ser mais difícil do que já é. Não percebe que estou tentando acabar com esses sentimentos que tanto lhe incomodam? Estou apenas lhe fazendo um favor.

Eu fiquei sem reação. O que dizer depois disso? Ele achava que me considerar importante em sua vida era um incômodo para mim? Ele achava que eu desprezava seus sentimentos? Quando foi que eu me ausentei tanto ao ponto de permitir que esses pensamentos se apossassem do meu menino? O que eu diria agora para reparar aquele erro? Qualquer palavra errada e eu perderia minha chance. Mas eu estava me sentindo acuado naquele momento. Não era ali e nem naquele momento que eu queria conversar com ele. O que eu faria?

– Hyoga, acho melhor você ouvir o que ele tem a dizer. – disse Fênix, surpreendendo tanto a mim quanto a Hyoga. – Eu não sei o que aconteceu, mas sei que você vai se arrepender de tomar essa decisão sem dar uma chance a ele. Se mesmo depois de ouvi-lo você não mudar de ideia, eu mesmo parto do Santuário junto com você. Mas ouça o que ele tem a dizer primeiro. – Ikki disse bem sério e eu lhe agradeci com meu olhar.

– Vamos, Hyoga. Eu quero resolver isso com você, apenas facilite as coisas. – disse em um último apelo.

Hyoga ainda ficou um tempo calado. Parece que as palavras de Fênix mexeram com meu menino. Realmente estava acontecendo alguma coisa entre eles. Mas isso também era assunto para mais tarde. Já estava começando a ficar impaciente com a demora de Hyoga para me responder. Eu estava ansioso demais. Se ele não se decidisse por bem, eu o arrastaria até em casa. Não estava disposto a ouvir um não.

– Tudo bem. – ele disse bem baixo. – Eu vou ouvir, apesar de achar que nada vai mudar.

– Já é um começo. Entrem no carro. Vamos voltar para o Santuário. – eu falei, já me dirigindo para meu veículo.

– Não pode ser aqui? – Hyoga me perguntou.

– Não Hyoga, não pode. Vamos voltar para casa e conversaremos lá. E se você não mudar de ideia, pelo menos tenha a decência de avisar para o Milo que não vai mais morar conosco. – falei já abrindo a porta do carro para que eles entrassem.

Hyoga e Ikki vieram em minha direção. Eles passaram por mim e eu senti um cheiro de álcool. Eles andaram bebendo? Como conseguiram comprar bebida alcoólica? Era proibida a venda para menores! Isso eu sabia que era coisa do Ikki. Hyoga mal ia à cidade, era improvável que ele conhecesse um lugar onde pudesse comprar bebida alcoólica sem identidade. Eu conversaria com Shaka depois. Não poderia permitir que isso continuasse, ainda mais se houvesse realmente algo entre ele e meu menino. Não queria esse tipo de influência.

Entrei no carro logo depois deles. Dei meu celular para Ikki e pedi para que ele ligasse para Shaka, avisando que estávamos voltando para o Santuário. Ele o fez e eu pude ouvir Shaka bastante nervoso no telefone. Só consegui ouvir por conta do silêncio sepulcral que se fazia dentro daquele veículo. Hyoga apenas continuava de cabeça baixa. Eu realmente queria entender o que eram aquelas reações tão diversas. Uma hora ele agia como um rebelde, outra hora ele agia como uma criança de birra, outra hora ele agia como se estivesse arrependido. Eram tantos sentimentos que eu não conseguia saber o que ele realmente estava pensando. Só esperava que ele mantivesse aquela calma quando começássemos a conversar. Eu não queria brigar com ele. Apenas queria que ele me ouvisse. Sei que era egoísmo meu pedir para que ele escutasse o que eu tinha para dizer depois de uma semana em que eu ignorei qualquer chamado dele, mas mesmo assim eu ainda persistiria pedindo para que ele o fizesse. Eu sabia que seria melhor para ele. Eu sabia o quanto ele precisava daquilo. Eu queria preencher aquele vazio que ele estava sentindo com todo o amor que ele não recebera durante todo esse tempo, ou pelo menos o amor que ele pensava que não tinha recebido. Afinal, eu o amei durante todo esse tempo, mesmo não sendo bom em demonstrar. Era um amor tão grande que fez com que eu sacrificasse a minha vida para que ele fosse forte e continuasse vivendo. Lembro muito bem que, durante a batalha das doze casas, eu estava pouco me importando em quem estava certo e quem estava errado. Tudo que eu queria era que meu discípulo, meu garoto, crescesse e se tornasse um cavaleiro honrado. Eu poderia ter impedido que todos passassem pela casa de Aquário. Mas meu assunto não era com Saga, não era com Athena e não era com nenhum outro cavaleiro que não fosse meu loirinho. Foi a única vez que me permiti abandonar minhas responsabilidades de cavaleiro e deixar que meus sentimentos falassem mais alto. Lembrar isso só fez com que meu coração se apertasse ainda mais. Eu ansiava ter meu garoto em meus braços. Eu precisava disso.

O caminho para o Santuário pareceu ser eterno com aquele silêncio incômodo. Meu filho sequer ergueu o olhar. Ikki também parecia desconfortável com aquela situação. Eu estava mais ansioso que tudo. Tudo que eu queria era chegar logo no Santuário, mais especificamente na casa de Aquário. Finalmente vi o meu destino se aproximando. Meu coração começou a bater mais forte. Estava chegando o momento. Eu parei e descemos do carro.

– Bom, eu vou subir para Virgem e esperar Shaka lá. – disse Ikki. – Hyoga, olha pra mim. – ele fez meu discípulo erguer o olhar, colocando uma das mãos no rosto dele. – Vai ficar tudo bem, Patinho. Confie em mim.

– Sinto muito colocar você nessa confusão, Galo. – disse Hyoga.

– Eu não me arrependo de nada, Pato. Talvez eu não seja a melhor pessoa para te ajudar, já que minhas ideias nunca vão muito de acordo com as regras. Mas eu pude te fazer sorrir, mesmo que por pouco tempo, então eu não me importo nem um pouco se eu tiver que ser punido por isso. – aquelas palavras fizeram meu filho sorrir.

– Olha só quem tá querendo parecer legal?! – Hyoga disse e tanto ele quanto Ikki riram. – Obrigado por hoje, Galo.

– Não há de que, Pato. Da próxima vez que quiser fazer umas loucuras, me procure. Podemos fazer muito mais que...

– Ok! Já chega, não é? – disse interrompendo. — Ikki, acho melhor você subir na frente.

– Vou indo nessa então. Tchau, Patinho. A gente se fala, ok? – disse Ikki dando um selinho em meu garoto.

– Até, Galo. – foi tudo que Hyoga disse, ainda sorrindo.

Não posso negar que senti um pouco de ciúmes ao ver aquela cena. Ikki fez meu garoto sorrir de novo e, por um lado, eu tinha que agradecê-lo. Afinal, ele fez o que eu não consegui fazer. Mesmo que de um jeito completamente diferente, lá estava meu garoto sorrindo. Não podia dizer que me agradava o fato de ter descoberto que os dois realmente estavam juntos, mas eu podia ver o quanto aquilo fazia bem a Hyoga. Então eu pensaria no assunto com bastante cautela.

– Milo vai ficar surpreso de saber que vocês estão juntos. Ele sempre apostou que você ficaria com o garoto de Andrômeda. – disse, enquanto olhava para Fênix se afastando.

– Já falei milhares de vezes pro Milo que não existe nada entre mim e Shun. Ele que gosta de ficar fantasiando coisas na cabeça dele. – Hyoga falou, sem olhar para mim, mas com a expressão mais suave.

– Vamos! Ele está nos esperando.

Começamos a caminhar em direção às doze casas. Pegamos o caminho mais rápido e logo estávamos lá. Eu entrei primeiro. Hyoga ficou um tempo parado em frente à casa, como se estivesse hesitando. Eu parei e fiquei observando. Ele parecia um pouco envergonhado, provavelmente por causa de Milo. Eu voltei até ele e passei meu braço por seu ombro, em um meio abraço.

– Ele só está preocupado, não precisa hesitar. – eu disse sorrindo, deixando meu loirinho com uma expressão confusa.

Entramos juntos e logo que adentramos a sala, Milo veio como um raio até nós. Ele abraçou Hyoga bem apertado.

– Ah seu moleque! Seu Pato! Como que você me apronta uma dessas? Sabe o quanto eu fiquei preocupado? – disse Milo.

– Não sei por que. O que pensou que aconteceria? Que eu seria assaltado ou coisa do tipo? – foi uma má resposta, mas o tom de Hyoga não era atrevido.

– Ainda tem coragem de falar assim comigo? – disse Milo, logo em seguida dando um cascudo na cabeça de Hyoga.

– Ai Milo! Isso dói! – Hyoga reclamou, massageando a cabeça.

– Pois é o mínimo que merece depois dessa presepada. Sério, não faça mais isso, meu filho.

– Vamos conversar sobre isso agora, Milo. Não se preocupe. – eu disse. – Suba para meu quarto, Hyoga. Eu já vou até lá para resolvermos tudo.

Hyoga nada mais disse. Apenas obedeceu. Dirigi-me para meu marido e o abracei. Senti aquele cheiro tão familiar impregnar em minhas narinas. Só assim para que eu me acalmasse um pouco. Sentir o calor daquele escorpiano realmente me fazia relaxar de uma forma inexplicável. Senti os braços dele me envolvendo.

– Vai ficar tudo bem agora, Gelinho. – ele sussurrou em meu ouvido. Eu desfiz o abraço apenas para selarmos nossos lábios ligeiramente e olhar para ele.

– Espero que sim, Mon Ange. Ele está bem magoado comigo. Espero que consiga reconquistá-lo.

– Tenho certeza que conseguirá. Ninguém resiste a você! – ele falou sorrindo, o que me fez sorrir também.

– Acredita que ele se envolveu com o Fênix?

– Com o Ikki? O Hyoga? Mas e o Shun? – Milo parecia surpreso.

– Parece que realmente eram só amigos. – falei, divertindo-me com a surpresa do meu companheiro.

– Não acredito! Eu apostava todas as minhas fichas nesse relacionamento. Hyoga sempre me surpreende. – Milo gargalhou. – Mas o Ikki? Os dois vivem trocando farpas.

– Muito diferente de nós quando jovens, não é meu escorpiano? – disse irônico, mas sorrindo.

– Tem razão. Espero que eles sejam felizes e se amem tanto quanto nós. Mas se o Ikki for igual a mim, teremos grandes problemas com esses dois. – Milo gargalhou novamente.

– Não se eu puder evitar! – disse com bom humor, mas estava falando sério. – Bom, deixe-me acabar logo com isso. – dei outro selinho em Milo.

– Boa sorte, Gelinho.

– É! Eu vou precisar.

Continua...