Notas iniciais
Pessoas o quinto cap,. foi bem rapido espero que tenha melhorado, desculpem os erros do outro cap, mas acredito ter ajeitado tudo dessa vez;....
Mu acordou assustado em plena madrugada, tentou levantar mas não conseguiu, seu corpo estava sendo preso por algo e quando olhou para baixo percebeu que estava sendo abraçado por alguém, olhou para trás e viu Aiolia dormindo com o rosto aconchegado em seus cabelos, tentou tirar o braço do castanho de cima de seu corpo, contudo isso só fez com que o mesmo intensificasse ainda mais o abraço, impedindo de vez Mu de sair do local. O lilás suspirou resignado e fechou os olhos buscando tentar dormir, lembrava o que lhe tinha acontecido momentos antes e agradecia a Deus por ter mandado Aiolia e Aiolos na hora certa, claro que eles podiam ter chegado antes, mas não iria reclamar. O lilás fechou os olhos e dormiu, afinal estava cansado e na manhã seguinte teria que levantar cedo para deixar o palácio com o noivo e a família do mesmo.

Aiolia foi o primeiro a levantar na manhã, foi ao seu quarto tomou banho e trocou de roupa retornando em seguida para o quarto de Mu, que ainda estava adormecido, o castanho ficou por alguns segundos olhando o lilás adormecido, mas assim que percebeu o que estava fazendo abanou a cabeça, afinal não podia simplesmente se apaixonar por um homem. Assim que conseguiu por a cabeça no lugar resolveu acordar o menor.

— Mu levanta, vamos. — Sacudia o corpo do outro. — Vamos Mu, você deve arrumar suas coisas está quase na hora de irmos embora.

Mu se remexeu na cama, e Aiolia achou aquilo engraçado,pois não esperava que o pequeno fosse tão preguiçoso assim. Aiolia sacudiu o lilás mais uma vez e este por fim abriu os olhos fitando o castanho que acabou envergonhado por ter sido olhado com tanta intensidade pelas íris azuis do outro.

— Vamos está quase na hora de partir. — Avisou vendo o outro começar a levantar, por sorte resolverá não tocar nas roupas do menino e o deixou dormir com a roupa da festa tirando apenas os sapatos, então quando Mu levantou ainda estava vestido. Vendo o pequeno rumar para o banheiro sem falar nada, Aiolia resolveu sair para dar privacidade ao outro.

Mu tomou um banho relexante e bem demorado, se arrumou e preparou algumas roupas que levaria a princípio para a casa do noivo, o resto das roupas seus pais mandariam com o tempo, e quando pedisse, afinal os reinos não ficavam tão longe um do outro.

Ao sair do quarto Mu se deparou com Aiolos saindo de seu quarto também, e resolveu esperar por ele para poderem descer juntos. Aiolos quando viu o lilás o esperando, apressou o passo para não fazer o menino esperar demais, desceram as escadas em completo silêncio, mas quando estavam entrando no salão de refeições Aiolos puxou Mu pelo braço o fazendo parar.

— Devo me desculpar pela forma que fiquei ontem ao te ver....você sabe, ne....nú. — Aiolos falou constrangido, não estava se sentindo bem pela forma como tinha encarado o menor na noite anterior, quando o viu desprevinido.

— Tudo bem, Aiolos, na verdade eu que tenho que agradecer, pois se você e seu irmão não tivessem chegado a tempo, eu nem sei o que teria acontecido. — Mu abraçou o castanho mais velho, e o mesmo retribuiu ao abraço, ficaram assim até ouvirem um pigarro forte atrás deles, os dois se soltaram e olharam para um Aiolia zangando.

— Desculpem se estou atrapalhando alguma coisa, mas devo informar que partiremos em alguns minutos. — Aiolia informou e já estava virando de costas quando teve seu braço puxado de leve por Mu, o castanho virou para olhar o que o mesmo queria, mas acabou sendo abraçado de surpresa, e ficou sem reação. — O que..???

— Obrigado. — Mu agradeceu e entrou na sala, iria tomar um café e em seguida iria se despedir de seus pais, para então poder ir embora.

Assim que Mu saiu do corredor deixando os dois irmãos sozinhos Aiolia virou as costas e estava indo embora, quando foi seguido pelo irmão, mais velho.

— Aiolia podemos conversar? — Aiolos pediu parando o irmão que estava um pouco mais a frente, se pondo na frente do mesmo. — Da pra parar. — Aiolos exautou-se, fazendo o irmão finalmente olha-lo. — Você está sendo infantil Aiolia, Mu apenas estava me agradecendo por ontem.

— Hahahahaha, claro que estava e você deve ter adorado, né maninho. Eu vi a forma como você olhou para ele ontem. — Aiolia estava irritado, não conseguia entender o motivo de estar com tanta raiva de ter pego o irmão abraçado à Mu, afinal não sentia nada pelo outro. — Por favor Aiolos inventa outra.

— Você está sendo idiota..

— Eu sou sempre o culpado, você é muito inocente, tadinho.

— Chega Aiolia eu sou seu irmão mais velho, me escuta ok. — Aiolos segurou o irmão pelo ombro. — Olha não vou dizer que não fiquei bobo quando vi Mu daquele jeito, pois seria mentira, fiquei realmente impressionado com o corpo dele e com as formas e curvas, mas não o desejo Aiolia tenta entender isso, eu não o vejo com outros olhos, eu vou casar daqui a alguns meses cara, estou apaixonado. — Aiolos soltou tudo de uma vez, e Aiolia ficou surpreso com a informação, não sabia que seu irmão iria casar.

— Casar??

— Eu sei que não falei nada, mas ia contar quando estivéssemos em casa e você pudesse conhece-lá, quero sua aprovação.

Aiolia suspirou resignado, realmente estava agindo como um idiota, e agora que sabia que seu irmão iria casar estava se sentindo um imbecil. Aiolia abraçou o irmão e sorriu para o mesmo.

— Claro que apoio você.

Aiolia e Aiolos saíram do palácio e estavam com o pai se despedindo de todos que ali estavam e esperando Mu chegar para finalmente partirem, esperaram por algum tempo até que o lilás desceu as escadas do castelo carregando um mala e arrastando um outra, ele usava uma calça azul comprida e uma camiseta comprida branca, os cabelos soltos e um chapéu em cima da cabeça, para se proteger do sol. Aiolia foi até o noivo e o ajudou com as malas, colocando as coisas na carruagem. Mu virou para os pais e para a tia que estava ali e abraçou cada um deles, a mãe do menor começou a chorar, não conseguia acreditar que irá se afastar do seu bebê por tanto tempo.

— Não chore mãe, prometo vir lhe visitar o mais rápido possível. — Abraçou a mulher que tentou conter o choro mas não conseguiu.

Mu afastou-se de todos e rumou para a carruagem, não tinha mas cabeça para ficar ali, estava sendo sofrido e dolorido se despedir dos seus pais, então resolveu esperar na carruagem e assim que todos se despediram e subiram na carruagem a mesma começou a se mover saindo do reino, a viagem não iria ser longa mas também não passaria rápido.

— Espero que goste do seu novo lar Mu. — Arami falou olhando para o lilás que apenas sorriu simpático, duvidava que fosse se sentir bem ali, ainda mas com as mudanças constantes de humor do noivo. A sua sorte é que iria poder contar com a ajuda de Aiolos para se adaptar ao lugar. — Sua festa foi linda, mas devo dizer que não lhe vi no final dela.

— Estava com dor de cabeça, então resolvi sair mais cedo, afinal não queria atrapalhar a viagem hoje, reclamando de dor. — Mentiu sorrindo, e por incrível que pareça o futuro sogro acreditou na história já que apenas sorriu e concordou com a cabeça.

— Aiolia quero que você me ajude a escolher as novas espadas e armaduras para o exército. — Aiolos pediu ao irmão que concordou, Mu franziu a sobrancelha querendo entender o motivo de Aiolos ter pedido ajuda a Aiolia, afinal o mesmo nem ao menos tinha feito o treinamento para rei.

— Aiolia é muito bom com armas e artefatos de lutas, e tem sangue guerreiro. — Aiolos explicou vendo a dúvida no olhar do menor, que olhou admirado para o castanho mais novo, que sorriu orgulhoso.

— Aiolia você pode mostrar as suas pretendentes para Mu, para que ele possa escolher a mulher que vai dividir você com ele e que assim irá lhe dar um filho. — Arami falou olhando para a reação desgostosa de Mu e sorrindo, queria que filho casasse com o lilás apenas para conseguir as terras do reino do mesmo, mas ainda queria seu filho com uma mulher, para que assim ele pudesse ter um herdeiro.

— Pai ainda é cedo para pensar nesse tipo de coisa. — Aiolos tentou intervir vendo o modo de desagrado que Mu estava, Aiolia entretanto não falou nada.

— Cedo nada Aiolos. Seu irmão deve escolher logo, para que assim ele possa também conviver com ela e para que Mu se acustume com a divisão, na verdade, para que Mu entenda desde início que o casamento deles e algo apenas comercial. — Arami falou e sorriu debochado.

— Já estamos chegando? — Mu perguntou ignorando o comentário do sogro.

— Na verdade já chegamos. — Aiolos respondeu.

— Ótimo, porque essa conversa estúpida está me dando náuseas. — Mu desceu da carruagem sem dar chance de ninguém responder e deixando para trás um Aiolos chocado, um Aiolia risonho e um Arami indignado com o atrevimento do menor.

— Pelo jeito Shion não educou bem esse garoto. — Arami disse descendo da carruagem também. — Você terá trabalho para domá-lo, meu filho.

— Domá-lo? Ele não é um cavalo selvagem pai. E a culpa é sua por ter dito algo indevido, certo Aiolia. — Aiolos disse irritado com o comentário do pai e buscando o apoio do irmão para ter certeza que ele não concordava com o pensamento do pai.

— Na verdade Aiolos papai tem razão, Mu tem muito o que aprender e deve entender que eu não irei ficar sem um filho ou sem uma mulher ao meu lado. — Aiolia respondeu sério seguindo para dentro do palácio.

Aiolos suspirou irritado com o pensamento do irmão e seguiu o mesmo, assim que entraram no castelo viu todos os empregados ali a espera deles, Mu também estava parado esperando a chegada dos donos do castelo, afinal seria deselegante entrar sem esperar pelo rei do local. Assim que Arami entrou pelo portão Aiolos e Aiolia entraram juntos e Mu mais atrás como mandava a lei.

Marin quando viu Aiolia adentrar o salão se jogou em cima do mesmo distribuindo beijos pelo rosto do castanho, até finalmente chegar em sua boca e lhe dar um beijo de tirar o fôlego. Mu assistiu a cena parado e chocado, sabia que Aiolia não tinha nenhum sentimento por si, mas não esperava que ele já tivesse uma amante dentro de casa e olha que nem tinham se casado ainda.

— Estava com tantas saudades. — Marin sorriu para o castanho. — Estou com desejos, fiquei me guardando toda para você. — Aiolia sorriu e passou as mãos pelo corpo da mulher, aquilo tinha sido a gota d'água para Mu que fechou os punhos e tomou a frente de todos.

— Posso saber onde irei dormir?

— Ora! No quarto de Aiolia, onde mais. — Falou Arami contente com a cena, apesar de não querer que filho ficasse com Marin que era uma mera empregada, mas era bom saber que ele estava colocando Mu em seu devido lugar.

— Acho que não, não irei dormir com ele ainda, não estamos casados e na verdade ele nem vai precisar da minha companhia na cama, lembra são apenas negócios, então que ele se deleite com as concubinas deste local, pois em mim ele não tocara. — Mu sorriu desafiando Arami e Aiolia a falarem alguma coisa, mas os dois ficaram calados então o menor sorriu e olhou para Aiolos. — Posso ficar no seu quarto por hora, até conseguir um para mim. — Sorriu para o castanho mais velho que apenas afirmou com a cabeça. Aiolia não gostou nada daquilo afinal, mesmo sabendo que o irmão iria casar e estava apaixonado, ele sabia que em uma noite de desejos nenhuma pessoa em sã consciência resistiria à Mu.

— Não concordo com isso.

— Você não precisa concordar, sua opinião só vai valer alguma coisa depois que estivermos casados, enquanto isso posso fazer o que bem quiser. — Mu respondeu e subiu as escadas rumando para o quarto de Aiolos, sabia onde era, afinal já tinha ido várias vezes quando menor a casa do noivo.

— O que está tentando fazer Aiolos? Quer envergonhar seu irmão na frente de todos? — Arami recriminou o filho mais velho pelo comportamento.

— Não pai, só não concordo com o comportamento idiota a qual Aiolia está se prestando fazer, mas se ele quer assim, deve saber que dois podem jogar o mesmo jogo. — Aiolos respondeu subindo as escadas e sendo seguido pelo irmão.

— O que quer dizer com isso? — Aiolia perguntou segurando o braço do irmão, fazendo o mesmo virar para olha-lo. — Está pensando em dar em cima de Mu?

— Claro que não Aiolia, já conversamos sobre isso, mas também não irei permitir que você ou papai humilhem o garoto desta maneira, ele deixou toda a família para trás para vir para cá, se não tiver em quem confiar ele pode simplesmente acabar com o casamento. — Aiolos explicou ao irmão.

— Ah sim.. E você está muito preocupado como meu casamento. Hahahahaha conta outra Aiolos, se ele desistir do casamento, atacamos o reino dele e acabamos com tudo.

— Só quero impedir mortes desnecessárias, estou pouco me importando se você vai ser feliz, pois agindo desse jeito espero que não seja, você está quase me fazendo cogitar a hipótese de me casar com ele.

— Você não faria isso...

— Não..

— Ele é meu prometido.

— Então pare de se comportar como um idiota mimado. — Aiolos seguiu o caminho até seu quarto, claro que não iria se casar com Mu, não sentia esse desejo todo por ele, mas não queria ver o pequeno sofrendo pelo egoísmo e orgulho do irmão.

— Por que ele não acaba de vez com esse circo? — Mu perguntou assim que viu Aiolos adentrar o quarto, o mesmo estava sentado na cama olhando o jardim do castelo pela janela do quarto do mesmo. — Se é pelo reino eu entrego tudo a vocês, mas que ele me deixe livre para que possa ser feliz.

— Não é pelo reino que ele está se comportado assim. — Aiolos informou sentando do lado do menor.

— Então? — Mu realmente queria entender esse comportamento duplo que o outro vinha tendo desde o reencontro deles, não conseguia entender como alguém em um momento poderia ser carinhoso e amoroso e em outro momento, ser um perfeito idiota.

— Ele está confuso e não consegue aceitar o fato de ter que abrir mão das coisas dele para ficar com você.

— Eu me sinto da mesma forma, mas não saio por aí me comportado como um verdadeiro filho da.....

— Hahaha, mas não é só isso, ele sente algo por você e não consegue aceitar. Dê um tempo a ele.

— Vou tentar. Mas não garanto nada. — Mu sorriu, levantou sabia que Aiolos deveria querer ficar um pouco sozinho.

Mu saiu do quarto do cunhado e se pôs a caminhar pela mansão, queria falar com Aiolia tentar esclarecer as coisas com ele quem sabe assim ele entendesse as coisas de uma vez. Mu andava pela ala dos quartos quando parou em frente a porta do quarto do castanho e ouviu gemidos abafados, ora masculinos ora femininos, Mu abriu a porta do quarto e viu Aiolia de joelhos entrando e saindo da ruiva que tinha o beijado na entrada, a mesma estava de quatro na cama e ia para frente e para trás conforme as investidas do castanho, e a cada movimento, Aiolia investia com mais força e mais velocidade, sem delongas chegou ao ápice, com isso saiu de dentro da mulher e quando olhou para trás viu Mu o olhando de olhos arregalados.

— Gostou do que viu? — Aiolia sorriu debochado, mas ao ver que o menor tinha os olhos vermelhos para um possível choro se arrependeu na hora, não queria fazer ele sofrer, mas não podia fazer nada.

— Que...queria..fa...conversar com você. — Gaguejou o menor. — Mas quando estiver desocupado me procure....sabe onde estarei.

Mu saiu desolado do local e trancou-se no quarto de Aiolos que não entendeu o motivo do pranto do outro, mas como este não quis falar resolveu deixa-lo sozinho, quem sabe assim melhorasse um pouco. As horas se passaram e Mu não desceu nem para almoçar e nem para jantar, aquilo acabou preocupando Aiolia que se sentiu um miserável, então resolveu que era hora de conversar com o menor, subiu com um prato de comida e bateu na porta quarto do irmão, ouviu a voz meio embargada e enfraquecida pelo choro, mandá-lo entrar e assim o fez.

— Oi..eu trouxe comida, acho que deva estar com fome. — Aiolia deixou o prato na cama ao lado do lilás, que sentou, estava com fome e não iria negar comida. O menor comeu tudo e Aiolia manteve-se calado até que ele terminasse de comer.

— Desculpa por hoje...eu...

— Aiolia, seja sincero comigo. — Mu levantou e olhou na altura dos olhos do castanho. — Este casamento é de fachada? — Questionou.

— Não sei o que dizer.

— A verdade.

— Creio que seja melhor para os dois se assim for.

— Então eu proponho fazermos um acordo. — Aiolia olhou para Mu incentivando o menino a continuar. — Vamos acabar com o casamento e quando eu assumir o trono, renuncio e dou ele para você.

Aiolia ficou chocado com a proposta, claro que queria ser o rei daquele reino, mas não daquele jeito, não fazendo Mu abrir mão de tudo. — E você vai ficar como?

— Não sei. Posso viver como um camponês e me casar com alguém que me ame de verdade, eu prefiro ser feliz no amor do que levar uma vida de luxo e ser infeliz ao lado de alguém.

— Você está dizendo que eu te faço infeliz.

— Nos dois somos infelizes, você não quer o casamento e só me mágoa, então é mais fácil acabar logo com isso, te dou o reino, você fica com a mulher quiser e os dois saem ganhando.

— Não Mu, pra mim isso seria egoísmo, pensar apenas em mim.

— E o que você está fazendo agora não é isso? Você simplesmente não se importa comigo, então me deixa livre.

— Já discutimos isso, porque não podemos parar de brigar pela mesma coisa, não vou te deixar. Vê se entende isso.

— Por que? O que eu fiz de tão errado pra você me odiar a ponto de querer me ver sofrer. — Mu agora chorava.

— Eu não gosto de ter ver sofrer. Eu....

— Eu não acredito em você. Quer saber sai daqui, pensei que podíamos resolver isso, mas me enganei. Você é um hipócrita ganancioso.

— Eu sinto muito.

— Não sinta.

Aiolia saiu do quarto depois dessa discussão, ele podia ter aceitado o acordo, mas não queria e ainda não sabia o motivo. Queria estar perto de Mu, mas não iria admitir isso, não mesmo.

— Você está fazendo tudo errado. — Aiolia assustou-se quando viu Marin sair de trás de uma das pilastras do castelo. — Aceite o acordo e vamos ser felizes.

— Não Marin, nos somos prometidos, não serei mesquinho a ponto de tirar tudo dele.

— Então você acha que está sendo melhor ele ver você fodendo com várias outras. Aiolia ele vai sofrer de qualquer jeito, você nunca vai ama-lo, deixe-o ser feliz.

— Não.

— Pelo seu tom de voz, acho que estou enganada e você está apenas se enganando. Está se apaixonado por ele. Rrsrsrs. Quem diria.

Marin saiu do local com as mãos no rosto, estava triste por ter percebido aquilo e Aiolia ter ficado calado só confirmava mais ainda as coisas, porém Aiolia nao conseguia aceitar este fato e isso só fazia com que ele quisesse ter outras mulheres, para que assim pudesse esquecer qualquer tipo de sentimento que pudesse vir a sentir pelo lilas, e foi isso que fez. A cada semana Aiolia estava com uma mulher diferente, os meses passavam e Aiolia havia tornado-se um verdadeiro mulherengo tinha transado com mais da metade das mulheres do reino, e isso só dificultava as coisas, pois nenhuma parecia lhe satisfazer, estava se sentindo só, não falava com Mu desde a briga e o menor agora vivia trancado no quarto, só saia para as refeições, ninguém nem ao menos o via pelas horas vagas. Ele já não falava com ninguém, nem mesmo com Aiolos.

Quando podia ir visitar sua família, ficava dias longe, mas quando voltava ficava trancado novamente no quarto e aquilo já estava irritando Aiolia que depois de dois anos não via mais seu noivo. Aiolia queria poder mostrar pra ele que não sentia nada por ele, não entendia essa necessidade, mas parecia que apenas assim podia ficar um pouco melhor, mas o fato de não conseguir ver o lilás o irritava tanto e para acabar com aquele tormento, programou algo que pudesse abalar o lilás, que também o estava ignorando.

Mu havia saído para jantar e estava retornando ao quarto quando escutou um barulho vindo de dentro deste, ao abrir a porta viu Aiolia ao beijos com uma mulher. Aiolia parecia estar bêbado, pois apenas ria e não falava coisa com coisa, quando o castanho viu o lilás na porta, sorriu cínico e falou.

— Finalmente...estou..te vendo depois de anos...o que acha Mu, como devo come-lá na sua frente.- Aiolia estava alto, contudo não se enrolava na fala, estava porre mas não a ponto de não conseguir expressar suas palavras.

— Do jeito que bem entender, mas longe de mim e do meu quarto, saia com essa puta daqui. — Mu sabia que Aiolia estava a cada dia pior, mas não esperava por aquilo depois de anos. Tinha conseguido evitar o castanho por um bom tempo, trocara as horas da refeição, para não precisar comer com ele na mesa, não saia do quarto, tudo que precisava lhe era deixado ali. Mas agora depois de meses, Aiolia tinha conseguido burlar seu sistema de defesa.

— Qual é Mu, pensei que gostasse de me ver fodendo, pensei até que se imaginasse no lugar da mulher.

— Pensou errado.

A mulher vendo que estava sobrando na cena, resolveu sair e deixar os dois tentando se entender, afinal pelo que parecia sua diversão não ia mais acontecer mesmo.

— Viu o que fez Mu. Minha comida foi embora por sua causa. — Reclamou para o outro.

— Que bom, pois evitou uma indigestão, se bem que não tenho nada haver com isso, mas soube que anda comendo coisas estragadas. — Riu o menor do próprio comentário.

— É minhas refeições decaíram um pouco, acho que está na hora de voltar a comer algo mais sofisticado.

— Duvido que tenha alguma por aí.

-Na verdade tem uma na minha frente. — Aiolia terminou de falar e foi para cima do lilás, que tentou escapar mas não conseguiu.

Aiolia usava mais força do que o necessário para prender o menor contra a parede, na verdade nem conseguia assimilar o que estava fazendo a bebida estava fazendo efeito agora em sua cabeça. Aiolia aproximou seu rosto do de Mu e tentou beijar a boca do menor que conseguiu impedir o contato movendo o rosto, mas não adiantou muito, já que Aiolia o prensou mais contra a parede e sem ter para onde fugir teve seus lábios tomados pelo maior.

Mu tinha os lábios doce como mel e um gosto de menta, já Aiolia possuía os lábios másculos mas o gosto de bebida alcoólica incomodava Mu, que tentava se soltar do beijo que nada tinha de carinhoso, era mais bruto, uma forma de mostrar quem estava no comando. Aiolia sem pensar jogou Mu contra o colchão e se pôs em cima do menor, começou a lhe beijar o corpo todo, lambendo, mordendo e chupando, Mu estava chocado com o comportamento do maior, quando viu que suas roupas haviam sido rasgados ficou com medo, teve seus cabelos puxados e com isso lembrou da cena de anos atrás da qual fora salvo pela mesma pessoa que agora estava fazendo o mesmo que os bandidos, que ainda encontravam-se fugidos.

Mu começou a chorar e implorar que Aiolia parasse, ao se dar conta do que estava fazendo Aiolia parou e olhou para o menor que chorava incontrolável, Aiolia saiu de cima do menor que se encolheu na cama, tentou chegar perto dele, mas foi repelido pelo grito do mais novo, Aiolos que passava no local escutou o grito e entrou, vendo um Aiolia bêbado tentando se aproximar de um Mu encolhido.

— O que você fez?

— Nada, eu... — Aiolia não conseguiu terminar de falar pois foi atingido por um soco do irmão mais velho.

Aiolos puxou Aiolia pelo braço para fora do quarto e o jogou em seu próprio quarto, onde antes mesmo de ir ajudar o irmão a tomar banho deu mais um soco nele.

— Você ficou louco o que achou que estava fazendo.

— Não achei nada...eu..não aconteceu nada.

— Por pouco. O que deu em você nesses últimos meses.

— A culpa é dele, eu...

— Você o que, você ia abusar dele.

— Quem mandou ele fazer eu me apaixonar por ele, não consigo parar de pensar nele...

Notas finais
Espero que gostem, cap fresquinho, saiu hj de manha da minha cabeça e ja postei ele..... Fazendo o próximo.... Mas vai fik pra amanhã...