Notas iniciais
Olha ai o sexto cap, e o primeiro beijo dos nossos queridinhos, espero que gostem, não sei se a descrição do bju ficou boa...
Aiolos sabia que uma hora ou outra Aiolia finalmente iria entender seu sentimento para com Mu, só não esperava que a chegada dessa conclusão fosse de uma forma tão errada e problemática, afinal de contas ele quase cometera um crime contra o noivo e com isso podia simplesmente fazer com que o outro se afastasse mais ainda dele, esperava que o irmão conseguisse resolver seus problemas, pois não teria como ajudá-lo, já que também estava com tantos problemas que não sabia o que poderia fazer para diminuí-los, na verdade iria precisar da ajuda de Mu e de Aiolia para isso, mas como reunir os dois.

Já havia passado um mês desde o acontecido e Aiolia andava tão cabisbaixo que nada parecia animá-lo, nem mesmo as fugas que sempre fazia, estavam conseguindo levantar seu ânimo, e de uns dias para cá ele havia deixado de sair e se encontrar com as concubinas. Aiolos achou isso um progresso, já que Aiolia havia finalmente percebido que estava apaixonado por Mu e que a única forma de conquistá-lo era parando de ser cafajestes, já o pai dos meninos não gostou da decisão tomada pelo filho.

— Aiolos fale com seu irmão, faça-o perceber que precisamos que ele case com uma mulher, quero meus herdeiros. — Arami tentava negociar com o filho mais velho, para que o mesmo passasse para seu lado.

— Pai o Sr. não tem o direito de interferir na vida dele, se realmente quisesse seus benditos herdeiros não teria vendido Aiolia. — Aiolos amava o pai mas não conseguia concordar com a forma que ele via as coisas, por isso sempre que estavam juntos discutiam.

— Ora Aiolos eu fiz isso por nós. — Arami estava irritado com a audácia do filho em lhe questionar, na verdade gostava do quão decidido Aiolos era e só por isso iria entregar seu reino ao filho, Aiolia apesar de fazer o que sempre pedia, parecia fraco para comandar, não queria ninguém no controle além de seus filhos, mas tinha medo de Aiolia ser influenciado.

— Por nós? — Aiolos não conseguia acreditar no quanto o pai podia ser ridículo com suas desculpas esfarrapadas. — Eu não quero aquele reino pai.

— Estou evitando um conflito Aiolos, você e seu irmão poderiam brigar por este reino, então apenas quis dar a ele seu próprio reino. — Os dois estavam na sala de reuniões do palácio e Arami encontrava-se sentado, apesar da conversa seria, parecia muito relaxado, já Aiolos estava em pé de frente para o pai, e em sua face dava para ver o desgosto da conversar que estava tendo.

— Disputa pelo reino? Pelo jeito quer mesmo tentar me convencer de que só quer o melhor para nós. — Aiolos bufou.

— São meus filhos. Eu desejo apenas isso para os dois. Apesar de você me odiar. — Arami fez-se de coitado perante o filho, mas sabia que o truque não funcionava com o jovem há anos.

— Ao contrário pai, eu lhe amo. — Aiolos sorriu triste, o pai tentava manipular a todos com joguinhos e atitudes mesquinhas e levianas. — Mas não é por isso que deixarei de lutar pelo que acredito. Agora se a conversa acabou tenho assuntos a tratar. — Aiolos ia saindo do salão quando foi chamado novamente pelo pai, o mesmo esperou de costas para saber o que ele queria, e se o assunto era relevante o suficiente para fazê-lo olhar novamente para o homem.

— Só para saber estou planejando um baile em sua homenagem. — Informou o homem. Aiolos ficou espantado com a informação e acabou por olhar para o pai querendo entender do que aquilo se tratava. Arami vendo o olhar de indagação do filho resolveu explicar sua intenção real com o baile. — Bem você já tem 24 anos Aiolos, logo irá assumir o trono e creio que esteja na hora de se casar, Aiolia irá casar-se dentre de alguns meses, não posso permitir que meu filho mais novo se case antes do mais velho, afinal Aiolia ainda tem 20 anos.

— Hum! Então adie o casamento de Aiolia e deixe que me case primeiro. — Aiolos riu da expressão irritada do pai, dificilmente o outro perdia sua calma e se alterava a ponto de demonstrar isso.

— Não. Mu vai fazer 18 anos dentro de 5 meses e isso quer dizer que o prazo do acordo finalmente vai ter acabado e a união será feita. Então você deve casar logo.

— Não vou escolher uma esposa sem nem ama-la.

— Perdeu seu tempo para o amor, quando sua noiva morreu.

Aiolos ficou calado depois desse último comentário do pai, não acreditava que o mesmo pudesse ser tão frio a ponto de tocar em uma ferida aberta e que jamais iria cicatrizar. Sim é verdade iria casar há um ano atrás, porém quando estava prestes a subir no altar com a mulher de sua vida, um homem com roupas de mendigo disparou uma arma em direção a mulher a matando na hora, em seguida o mesmo se matou, odiava lembrar deste fato e o pai sem piedade alguma falou daquilo como se estivesse falando do tempo.

Aiolos saiu do lugar sem esperar por alguma ordem ou outra palavra do pai, simplesmente saiu, estava desolado, pos-se a andar pelo castelo com o rosto lavado de lágrimas, lágrimas está que não soube em qual momento haviam começado a descer pelo seu rosto, contudo não iria impedi-las de cair, queria simplesmente lavar sua alma da dor que tinha sentido há um ano atrás mas que sempre o perseguia.

Andando pelo castelo a esmo acabou esbarrando em alguém e fazendo com que está pessoa fosse ao chão, olhou para baixo apenas para ajudar a pessoa a se levantar e saber com quem tinha colidido quando viu Mu lhe fitar com certa curiosidade e pena, pena, odiava este sentimento, ajudou o lilás a se levantar e quando estava indo embora foi parado pelas mãos delicadas do mesmo.

— O que houve? — Perguntou preocupado.

— Nada....

— Aiolos deixa disso, sou eu Mu, você sempre me ajudou com os meus problemas, vamos diga o que houve?

Aiolos olhou para o lilás, sabia que podia confiar nele, mas naquele momento não queria falar nada, na verdade sentia-se como uma criança solitária e a única coisa que queria era um abraço, e foi o que fez, puxou Mu pela cintura e abraçou o lilás que ao se ver sendo repentinamente abraçado ficou surpreso, mas ao ver Aiolos chorar e molhar sua tunica passou seus braços em volta do corpo músculoso do outro tentando consola-lo.

Ficaram assim por um tempo, e assim que sentiu Aiolos mais calmo em seu braço, Mu o soltou sem graça, afinal ficava vermelho perto do homem que Aiolos era. O outro sem pensar muito acabou se aproximando mais de Mu e lhe dando um selinho nós lábios, talvez pelo fato de estar carente e ver em Mu um grande amigo acabou confundindo as coisas e com isso beijou os lábios do outro que pego de surpresa não fez nada. Aiolos ao notar a falta de resistência do menor tentou aprofundar o beijo, contudo foi parado pelo mesmo.

— Aiolos.. — Mu sentia-se envergonhado e nem sabia o que dizer.

— Mu me desculpe eu.... — Aiolos ao perceber o que estava querendo fazer e com quem. Resolveu se afastar.

— Tudo bem. Você está melhor? — Perguntou.

— Sim obrigado. — Aiolos saiu de perto do menino e dessa vez não foi impedido pelo mesmo.

Mu que ainda olhava para o local onde o castanho havia saído, não percebeu a presença de um outro castanho que tinha observado tudo escondido e com uma dor tremenda no coração, Aiolia saiu de onde estava e se aproximou de Mu, estava magoado pela traição do irmão, mas não era ninguém para cobrar algo de nenhum dos dois visto que havia agido como um idiota todo o tempo.

— Acho que ele está melhor agora. — Aiolia falou alto para fazer-se notar, Mu deu um salto quando ouviu a voz do outro tão perto de si, virou para olha-lo já assustado temendo a reação do mesmo, isso é caso ele tenha presenciado algo, mas pela cara de tristeza ele tinha vista sim.

— Aiolia.

— Não precisa explicar. Na verdade eu nem mereço uma explicação. — Aiolia passou pelo menor sem falar mais nada.

Mu sentiu-se abatido não queria ter visto Aiolia naquele estado, sentia-se culpado, mas não podia fazer nada, ele nem ao menos tinha lhe dado tempo para explicar alguma coisa, e quer saber não devia mesmo explicações a ele. Afinal o outro só o tratará mal desde que chegara a mansão, na verdade desde que se reencontram.

Os dias passavam de forma que o castelo parecia estar vazio, não ouvia-se mas os barulho descontentes brigas entre Aiolos e Arami, e muito menos as conversas entre Aiolos e Mu, e Aiolia havia resolvido fazer uma viagem a negócios a pedido do pai deixando assim Mu livre para ir visitar sua família.

Já tinham passado dois meses desde a viagem de Aiolia e o dia da volta do castanho se aproximava, na verdade no próximo dia Aiolia estaria de volta e Mu como um bom noivo já havia retornado de sua visita as pais. Tinha que estar na mansão quando o noivo chegasse cansado e precisasse de alguma coisa, pelo menos teoricamente era por isso que havia voltado, mas na prática todos sabiam que Mu só tinha voltado pelo contrato. O dia que se sucederá retorno de Aiolia foi tão chato que Mu praticamente passou o dia dormindo no quarto.

Já eram mas de 10 horas quando o lilás acordou sobressalto lembrando que hoje Aiolia voltaria dos reinos distantes, onde fora para levar o comunicado do baile. Mu tomou um banho rápido e desceu para tentar esperar o noivo, mas não adiantou de nada, pois já estava atrasado e Aiolia já havia retornado com grandes novidades. Ele estava sentado ao lado do pai e do irmão, Mu sentiu-se tremer quando teve os olhos do castanho sobre si, ficou nervoso, viu quando o mesmo demorou um tempo a mais em suas pernas, havia se arrumado demais para esperá-lo voltar, tanto que estava com uma túnica curta e com uma sandália amarrada estilo gladiadora amarrada na panturrilha, os cabelos soltos. Estava realmente muito bonito. Assim que entrou no recinto e ia dar as boas vindas ao noivo viu um a mulher passar por si e sentar no colo de Aiolia.

— Olia seu castelo é incrível, amor. — Falou a mulher que tinha uma voz meio anasalada, Mu olhou-a de cima a baixo e viu como a outra era bonita, cabelos e olhos tão negros quanto a noite, corpo bem formado, se não fosse a voz irritante seria perfeita.

Todos os presentes olharam para Mu que pareceu atônito com a cena, Arami sorriu maldoso, enquanto Aiolos o olhava com pena e preocupação, Aiolia evitava encará-lo e percebendo isso a morena olhou para ele com cara de interrogação. A mesma levantou e seguiu até o lilás parando a centímetros desse.

— Quem é você? — Perguntou olhando lilás de cima a baixo.

— Meu no...

— Ele é....

— Ele é o noivo de Aiolia, aquele com quem você terá que dividir meu filho, mas não se preocupe ele é apenas fachada. — Arami informou sorrindo e interrompendo Aiolos e Mu que tinham começado juntos a falar. — Mu querido, está será a verdadeira esposa de Aiolia, Saphira.

Mu manteve-se calado e viu a morena lhe estender a mão em cumprimento, o garoto apertou a mão da mulher que continuava a encará-lo, assim que soltou a mão dela, resolveu se retirar do ambiente, mas assim que virou as costas escutou a voz de Arami.

— Já vai por que? Sente-se conosco e vamos conversar. — Falou sarcástico o mais velho.

— Desculpe mas estou com um pouco de dor de cabeça, só desci para falar com Aiolos, mas posso falar com ele outra hora. — Mentiu descaradamente.

— E se arrumou assim para seu cunhado? — Saphira perguntou olhando a roupa do outro. — Aiaiai, Olia cuidado, afinal se ele se arruma assim apenas para conversar com o cunhado, como deverá se arrumar quando quer algo mais além de um simples conversa. — Riu maldosamente a mulher fazendo Mu lhe olhar com raiva.

— Boa observação filha, já disse à seu noivo que deveria deixar ele preso, mas ele não me escuta. — Arami falou olhando feio para Mu que resolveu ignorar o homem e simplesmente se retirou do local sem falar nada.

Aiolia sentia-se no dever de conversar com o rapaz e assim que o mesmo saiu, foi atrás dele, deixando a nova companheira falando sozinha, enquanto o chamava pedindo para que ele voltasse, pois queria conversar com ele e tinha algumas dúvidas. Aiolia seguiu pelo castelo todo até chegar ao quarto do lilás, bateu na porta de leve, como não teve resposta abriu a porta e viu o menino de costa para a porta apenas de roupa íntima, já que o mesmo estava trocando de roupa.

O castanho estancou com a visão, a cintura fina, as pernas torneadas o bumbum grande que mal era escondido pela cueca, fez com que ele ficasse perdido em pensamentos maliciosos e isso o fez ficar duro na hora, imaginava o que podia fazer com o lilás. Mu sentiu-se observado e quando virou para trás viu Aiolia parado meio hipnotizado, o lilás corou perante a visão do outro e acabou por se cobrir, Aiolia notando que havia sido flagrado, pigarreou limpando a garganta antes de começar a falar.

— Acho que precisamos conversar. — Aiolia falou sentando na cama e ficando de lado para o lilás. — Eu não...

— Não precisa se explicar. — Mu interrompeu a fala do castanho. — Você não está fazendo nada que não tenha dito antes, sempre me deixou a par em relação a não querer ficar comigo, então não se preocupe eu entendo. — Mu falou sem olhar para o castanho que mirou o jovem com os olhos arregalados e surpreso com a conclusão que o menor tinha tomado.

— Isso não é verdade, eu...eu...

Mu olhou para outro esperando pelo que ele pudesse lhe dizer, mas via como ele vacilava, parecia ter medo de algo. O lilás baixou os olhos decepcionado e sorriu triste. — Tudo bem Olia.

— NÃO! NÃO TÁ NADA BEM. — Aiolia gritou com o menor que o encarou assustado. — EU ESTOU FAZENDO ISSO POR VOCÊ.

— POR MIM? VOCÊ ACHA MESMO QUE É ISSO QUE EU QUERO?- Agora gritava irritado.

— EU ACHEI QUE FOSSE.

— COMO CHEGOU A ESSA CONCLUSÃO SEM FALAR COMIGO?

— EU VI VOCÊ COM O AIOLOS, vocês estavam.... bem... — Aiolia diminuiu o tom de voz no final, completamente triste. — Me desculpe, se não sou como ele, mas eu te amo, então resolvi fazer sua vontade e vou te deixar ser feliz com ele. — Aiolia despejou tudo em cima do lilás que o encarou espantado.

— Não diga algo que não sente, apenas para me magoar.

— Não estou querendo te magoar é a verdade. Mas se prefere não acreditar nela.

— Você nunca me deu motivos para acreditar, e trazendo outra para cá só prova isso.

— É, pelo jeito eu faço tudo errado mesmo. Nem quando tento acertar e fazer o melhor para todos eu consigo. — Aiolia murmurou cabisbaixo e saiu pela porta do quarto do mais novo deixando ele sozinho.

Mu estava chorando quando escutou a porta do seu quarto ser aberta e logo em seguida fechada, achou que fosse Aiolia e olhou sorridente para trás, mas quando viu a garota morena de momentos antes ficou confuso e olhou para a mesma indagativo.

— Você deve estar perdida, esse não é o quarto do Aiolia. — Mu informou seguindo até a morena.

— Eu sei que não é, já fui lá. Na verdade quero mesmo falar com você. — Falou olhando o outro agora de forma seria. — Não me importa se seu casamento é de fachada, ou se Aiolia deve ficar com você para manter o reino, quero que se mantenha longe do meu Aiolia, entendeu. Que se dane o casamento de vocês, ele é meu e nada que você faça vai mudar isso, então afaste-se, se não quiser problemas. — Saphira parecia outra pessoa falando de forma ameaçadora.

— Engraçado, você parecia muito quieta na frente dele, acho que Aiolia não ia gostar de ouvir você falando assim. — Mu sorriu irônico, não ia deixar aquela vadia lhe dar ordens como se fosse mais do que ele.

— Olha aqui seu imbecil, não queira me ter como inimiga, então deixe o meu caminho livre e deixo você viver bem. — A morena avançou em Mu, que não se deixou intimidar e manteve-se parado.

— E se eu disser não.

— Acho que não percebeu, mas eu já conquistei a todos aqui, então qualquer coisa que eu disser eles irão acreditar.

— Tá tá...faça o que bem quiser sua doida. — Mu virou as costas ignorando a garota, que não gostou da atitude do lilás e avançou contra ele, puxando os cabelos do rapaz que para se livrar dela a empurrou com força, bem na hora que Aiolos passava. E para se fazer de vítima a morena começou a chorar.

— Olos socorro, ele está transtornado, ele....

Mas Aiolos simplesmente ignorou a moça, que ficou revltada ao ver o rapaz chegar perto de Mu e perguntar se o mesmo estava bem e ficar calmo quando recebeu um aceno positivo do outro.

— Eu que fui agredida e você, pergunta se ele está bem. — A morena falava irritada.

— Ora Freya levante-se. — A morena congelou ao ouvir esse nome e olhou indagadora e assustada para Aiolos, querendo saber como o mesmo sabia. — Eu fiz meu dever de casa. Estranhei quando papai ofereceu a Aiolia a oportunidade de ir aos reino para distribuir os convites, então contratei alguém para segui-lo, sendo assim fiquei sabendo de tudo o que estava acontecendo, e quando ele me informou sobre você, pedi para segui-la, e qual foi a minha surpresa ao saber que meu pai havia lhe contratado para seduzir Olia e fazer com que se casasse com ele. Hahahahaha, um bom plano.

— Por que não me entregou na hora para Aiolia?

— Porque não lhe interessa. Na verdade nem vou falar nada, uma hora ele vai perceber. O que eu quero é que Aiolia perceba quem ele ama de verdade, e quando isso acontecer, você, o papai e esse plano ridículo serão ridicularizados e humilhados na frente de todos.

— Seu irmão é homem demais para gostar de outro cara. E sim falo isso porque transei com ele e foi muito bom, ele fode como ninguém. — Riu maldosa vendo o lilás ficar bravo. — Mas já que fui descoberta e você não vai fazer nada, vou aproveitar o máximo, quem sabe não fico grávida dele. — A morena terminou de falar e se retirou do quarto.

— O que vamos fazer? — Mu perguntou andando de um lado para outro nervoso no quarto. — Aiolia não vai acreditar em nada que dissermos sobre ela, ele acha que estamos tendo um caso.

— Deixe o Aiolia comigo, não se preocupe. — Aiolos estava se retirando do quarto, mas virou e disse ao, menor. — Tenta dar mais um chance a ele.

— Estou cansado de dar chances a ele, toda vez que começo a confiar nele, ele faz algo errado que me desagrada.

— Mas ele está confuso, você já sabe o motivo de tudo isso, então por favor.

— Tudo bem! Ah e Aiolos obrigado. — Sorriu simpático para o maior.

Os dias seguiram tranquilos depois deste dia, a única mudança era que agora Mu e Aiolia estavam bem mais afastados do que no início de tudo. Saphira ou Freya de todo o jeito tentava provocar Mu, agarrando Aiolia na frente do garoto, o que deixava o castanho irritado já que não gostava disso e já tinha percebido a intenção da morena, e em um determinado dia quando isso aconteceu, acabou chamando a atenção da mesma na frente do rapaz que sorriu contente com isso o que apenas aumentou a raiva que morena sentia dele. Já que desde que chegaram no castelo não tiveram noites de prazer. Aiolia parecia não querer tocá-la.

O baile que o rei daria para o filho mais velho estava próximo e com isso a movimentação palácio tornou-se grande, pois vários organizadores, decoradores entravam e saiam do lugar no intuito de deixar tudo o mais perfeito, carruagens de lugares distantes já estavam chegando para a festa, pois as donzelas tinham que se arrumar e procurar um local para se hospedar, e com isso faltando apenas dois dias para a festa o reino, estava lotado. Era tanta gente que se confundia pela cidade. Os bares estavam lotados de soldados de diversos reinos que haviam ido acompanhar a alguma mulher muito importante, ou princesa, ou nobre. E em um desses bares afastados da cidade, uma mulher encapuzada e um homem vestido de negro, mas com a cabeça a mostra, o que revelava cabelos negros e grandes olhos dourados, conversavam aos sussurros.

— Temos que fazer alguma, ele não pode acabar com o nosso plano. — A mulher falava nervosa, tinha medo de alguma coisa, pois a todo momento retorcia os dedos.

— Calma. Vamos nos livrar dele no baile. — O homem parecia relaxado, e não compartilhava do medo e nervoso da moça.

— Dos dois, não quero o outro por perto. — Falou irritada pela calma do rapaz.

— Dê ele a mim, seria uma forma de me divertir um pouco, já que você vai estar ocupada. — Riu o homem da expressão raivosa que tomou o rosto da mulher.

— Dou conta do recado Jamil, então deixe de idiotice. Quero os dois mortos apenas isso. — Falou alterada e levantando-se da mesa atraindo olhares.

— Para quem não queria chamar atenção, você está quase discreta. — Riu gostosamente o rapaz, o que apenas serviu para irritar mais ainda a mulher. — Ok, entendi vou fazer. — Rendeu-se levantando as mãos ao ar.

— Ótimo, agora devo ir, tenho alguns compromissos.

— Sei.

A mulher saiu do local e sem muito o que fazer o homem também se foi. Os dois dias para o baile passaram tão depressa que ninguém notou. Como o grande dia havia finalmente chegado, a movimentação no palácio tornou-se intensa, a decoração e preparação de comidas e aperitivos andava a mil, os moradores do local sentiam-se perdidos no meio de toda a zoeira e com isso evitavam sair do seus aposentos. As horas passaram e logo já tinha chegado o momento tão aguardado por todos.

Arami foi quem ficou perto da porta para recepcionar as convidadas assim que os nomes e seus lugares de origem eram lidos no grande pergaminho. Aiolos estava no final da escada e cumprimentava a todas as moças que desciam sorridentes querendo dessa forma fisgar o coração do castanho, que pouco olhava as mesmas. Aiolia e Mu estavam em algum local do salão ambos separados, Aiolia estava acompanhado por Saphira que fizera questão de grudar em Aiolia e assim não soltá-lo. Já Mu caminhava sozinho pelo salão e era seguido por vários pares de olhos femininos e masculinos que sempre ficavam encantados e surpresos com a beleza andrógina do mesmo.

Assim que todas as convidadas foram apresentadas e se encontravam na festa o rei anunciou o início do baile e seu verdadeiro propósito que era achar uma noiva para o filho mais velho. Tudo seguia na mais perfeita ordem, Aiolia de hora em hora buscava saber por onde Mu andava o que não agradava em nada sua acompanhante que insistia em saber o por que de tanta preocupação, e ele apenas dizia que era seu dever vigia-lo e cuida-lo já que estavam noivos. E em uma dessas procuras encontrou Mu conversando com um jovem de cabelos negros, o mesmo estava de costa, mas apesar de estar de costa, Aiolia pode notar que o rapaz era bem afeiçoado, o que lhe deixou irritado.

O castanho aproximou-se dos dois sendo seguido por Saphira que não tinha gostado da forma como o rapaz tinha ficado. Mu conversava distraído com um rapaz que nem tinha dito o nome ainda, e que pelo que tinha lhe informado estava acompanhando a uma das donzelas, e sentia-se perdido naquele lugar, sendo assim pediu a companhia do lilás que não conseguiu negar, falavam de uma forma descontraída quando foram interrompidos por Aiolia que puxou o braço de Mu com força fazendo o mesmo virar assustado.

— O que pensa que está fazendo? — O castanho perguntou apertando o braço do menor.

— Estava conversando, caso não tenha reparado. — Mu respondeu sem se intimidar, mas ao ter o braço apertado com mais força resmungou. — Me solte, está doendo. — Avisou tentando se soltar do aperto do maior.

— Licença, mas acho que ele pediu para você solta-lo. — O rapaz que estava com Mu, falou se pondo entre Aiolia e o outro.

— Não se meta no que não lhe diz respeito. — Aiolia bufou irritado, tentou se aproximar novamente do lilás, mas foi barrado pelo corpo do moreno que ficou em seu caminho. — Garoto eu nem lhe conheço, então saia da frente.

— Desculpe, mas você que está sendo inconveniente. Quem pensa que és?

— Kkkkk, então ele não falou. — Olhou para Mu que devolveu o olhar cheio de raiva. — Eu sou o noivo dele. — Afirmou alto chamando a atenção de todos.

— Aiolia vamos embora, você está se prestando a um papel ridículo. — Saphira tentava puxar Aiolia em vão.

— Não se meta. — Aiolia respondeu grosso para a morena que o olhou brava e se retirou do local. — Venha comigo Mu precisamos conversar.

O rapaz moreno ia se por a frente dos dois novamente, mas foi impedido por Mu que lhe tocou o ombro para que saísse da frente e falou que realmente precisava conversar com ele. Os dois saíram do local sem olhar para trás e com isso não perceberam a aproximação de Saphira com o moreno.

— Está na hora. — Foi a única coisa que falou e viu o moreno tirar uma pequena adaga da roupa e ir para o local onde viu Mu e Aiolia entrarem.

Aiolia e Mu haviam sumido entre a multidão e agora estavam parados do lado de fora do salão de festa, Aiolia parecia está extremamente irritado, tanto que andava de um lado a outro do corredor.

— O que pensa que estava fazendo? Quem era ele? Como ousa ficar de conversinha com um desconhecido? Eu sou seu marido esqueceu disso? — Aiolia parecia meio perturbado e falava sem parar, Mu manteve-se calado e o castanho ao perceber a falta de reação do outro o olhou indignado. — Não vai falar nada?

— Sobre o que? Você fez tantas perguntas que fiquei confuso. — Riu o mais novo, o que não agradou o maior.

— O que acha que estava fazendo?

— Conversando...

— Você me pertence, não ouve flertar com ninguém.

— Não estava flertando,apenas conversávamos.

— Te proíbo de conversar com ele novamente, vi o olhar de interesse dele.

— Você não pode me proibir.

— Sou seu marido e como tal...

— VOCÊ NÃO AGE COMO MEU MARIDO.... — Mu gritou com o outro. — E nem estamos casados ainda, somos noivos.

— Noivos quase casados, então sou seu marido, afinal nada vai mudar o fato de que iremos casar.

— Se quer exercer algum tipo de direito sobre mim, aja como alguém que se importe comigo.

— Você sabe que não pode dizer isso.

— Você só me quer, quando vê concorrentes. Me queira sempre.

— EU QUERO! Você não sabe o quanto...

— Então prove.

Aiolia ao ouvir aquilo se aproximou do menor como um leão se aproxima da presa, puxou o mesmo pela cintura e colo seu corpo ao dele, tirou uma mexa do cabelo lilás da frente e finalmente tomou os lábios do lilás no seu, o beijo de início era urgente, agitado, quase necessitado, como uma forma de provar que ele o desejava, mas com o tempo o beijo se tornou calmo, cheio de desejo e paixão, Aiolia passava uma das mãos pelo corpo do menor, e a outra puxada o cabelo dele, Mu tinha uma das mãos na nuca de Aiolia e tentava puxá-lo mais ainda para si, e a outra estava em seu peitoral, acariciando e por vezes arranhando, o beijo durou bastante, Aiolia sentia os lábios doce e finos do menor, enquanto o outro sentia os lábios quentes, suaves e com gosto de menta do castanho. Tudo parecia perfeito, eles estavam no céu, quando de repente escutam uma gritaria dentro do castelo e se separaram.

Notas finais
Gente o próximo cap, vai demorar um pouquinho eu acho, pq tenho que organizar as ideias, quando escrevo tudo sai muito rapido e a partir de agora vou tentar controlar um pouquinho mais....