Apreciação Perpétua
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Stan puxou Fiddleford para mais perto, colando seu corpo ao dele. O beijo ganhando intensidade e as roupas começando a parecerem incomodas demais.
Fiddleford não demorara muito na viajem e ela havia sido bem mais solitária na volta. Quando finalmente chegou o sol já havia se posto e Stan já encerrara as atividades na Cabana do Mistério. O dialogo que haviam tido sobre os acontecimentos mais recentes não havia sido o mais longo do qual podiam se lembrar, mas, ainda sim, cheio de sentimentos. De bons sentimentos.
— O Tate... – Ele disse, enquanto se preparava para um banho – Me chamou de... Pai.
— Chamou? – Fidds sentou na cama, sorrindo serenamente, não se mostrando surpreso, mas não dizendo que o filho havia comentado sobre isso com ele durante o percurso. Ele tentara não chorar. E, sabemos que, as vezes, mesmo tentando, as tentativas são simplesmente falhas demais. O namorado, separando o pijama que pretendia usar, o de sempre, assentiu. – E... Bom... Sabe... O que você achou...? – O outro sorriu meio abobado e se aproximou.
— Eu fiquei feliz. Imensamente feliz. Parece que tenho mesmo uma família agora. – Beijou-lhe a bochecha. – Obrigado, Fidds. – Foi a vez do menor sorrir comovido, acariciando-lhe o rosto com carinho, puxando-o para mais perto.
— Eu que agradeço, Stan. Por ser a luz da minha vida.
Agora o beijo estava intenso e o calor que tomava conta dos seus corpos não era só por ser um dos últimos (e mais quentes) dias do verão. Qualquer outra ideia ficara esquecida no momento. Os lábios de Stan tomando os do namorado com paixão e desejo, suas mãos percorrendo-lhe o corpo por cima das incomodas peças de roupa. Fiddleford correspondeu a altura, os dedos de ambas as mãos emaranhados nos cabelos dele, puxando-os.
— Você é tão lindo, Fidds... – O maior murmurou ao romper o beijo, descendo agora os lábios por seu pescoço. O loiro deu aquele riso que o outro achava tão adorável, as bochechas começando a tingirem-se de vermelho ao sentir os lábios percorrer-lhe a pele exposta, as mãos de Stan desabotoando-lhe a camisa, enquanto o empurravam para a cama com desvelo.
Stan livrou o namorado da camisa antes dele cair no colchão de ver, subindo sobre ele, as pernas abertas, praticamente sentando sobre seus quadris, as mãos deslizando demoradamente por seu peito. Fiddleford fechou os olhos, uma respiração funda preenchendo seus pulmões quando sentiu os dedos ágeis apertarem seus mamilos sem tanta delicadeza, puxando-os o suficiente para arrancar-lhe um gemido. E logo não eram mais seus dedos, o trabalho sendo passado para seus lábios, que chuparam um mamilo depois o outro, mordiscando-os de leve.
— S-Stan... – Lamuriou baixo ao sentir o outro se movimentar, praticamente sentado sobre a sua ereção, embora os tecidos ainda fazendo-se extremamente incômodos entre eles. Stan, tendo a sua atenção desviada do “passatempo” lambeu os lados e, sentindo o volume sob si, arrumou-se sobre Fidds, arrancando-lhe mais um gemido.
— Ohh... Isso? – Se mexeu mais uma vez, provocativamente. Fiddleford mordeu os lábios, mas não conteve o próximo gemido. – Assim, Fidds? – Deus, Stan estava rebolando no seu colo! Os corpos quente demais... Aquilo tudo era loucura! Fiddleford pousou as mãos na cintura do amante, incentivando-o a continuar o movimento, desejando desesperadamente que as roupas não estivessem ali, para poder ter o contato direto com a sua pele. Céus, Stan era tão sexy! E ele sabia disso, não era possível que não, rebolando assim, tão provocativamente sobre ele.
— Stan... Por favor...
O pedido mal havia sido feito, mas Stan já estava preparado para atendê-lo prontamente. Tirou a própria camisa e antes de começar a despi-lo do resto das roupas foi a sua vez de ser empurrado, deitando na cama, Fiddleford tendo as mãos espalmadas no peito do namorado, acariciando-o com uma delicadeza excessiva. Demais. O loiro ficou por cima, descendo com beijinhos também muito delicados por todo o eu peito e barriga, parando onde o cós da calca começava. Olhou para Stan, que já tinha a respiração irregular e as bochechas coradas.
— Você quer que eu continue, querido? – Fidds provocou, a voz bem soando bem mais sexy do que Stan achou que podia aguentar, enquanto desafivelava-lhe o cinto, uma lentidão enlouquecedora no movimento. Uh...? – Stan podia sentir o sangue ferver. – Quer que eu continue... – Foi abrindo o zíper da calça, provocativamente, vendo o outro contorcer-se sob si, desesperado pelo aumento de contato. — ... Com as mãos... – Foi livrando-se do tecido incomodo, puxando-o para baixo junto da peça de roupa inferior, com o auxilio do maior, que já não estava mais se contendo. — ... Ou com a boca?
— Merda, Fiddleford! – Stan o puxou para cima, tomando-o em um beijo completamente desesperado, só dentes e língua e saliva e desejo, dominante. – Se você ficar me provocando assim eu não vou durar 30 segundos! – Fidds sorriu docemente, beijando-lhe a ponta do nariz.
— Oh, desculpe, querido. Vamos continuar com isso, então...
Fiddleford desceu uma das mãos pelo seu peito, ainda com aquela maldita delicadeza que só fazia o sangue de Stan ferver e ele se contorcer, desesperado por mais contato, mais intensidade. Alcançou-lhe a ereção, já totalmente exposta, tomando-a com a mesma mão, os dedos longos e delicados envolvendo-a, começando a movimentá-la muito lentamente. Stan gemeu alto, sem perceber, movendo os quadris. Então começou a masturbá-lo, sem nenhuma pressa, apreciando todas as expressões que o namorado fazia, mexendo os quadris, tentando aumentar o contato, fazer com que o toque fosse menos leve, desesperado, gemendo por mais. Lambeu os lábios, também se sentindo pulsar, a calça tornando-se incrivelmente incomoda e apertada.
— Então, Stan... Quer que eu... – Curvando-se um pouco, colou os lábios ao ouvido do outro, sussurrando naquela mesma voz sensual. — ... Te chupe? – Aquilo enviou diversas ondas de calor ao corpo do maior de uma vez, que arfou, um arrepio percorrendo o corpo todo, sentindo a mão de Fiddleford continuando a estimula-lo muito delicadamente.
— Quero! Oh, Deus, Fiddleford...!
— E... Como você pede por isso...?- Provocou. Stan fez uma careta, não conseguindo que ela durasse por muito tempo, Fidds aumentando minimamente a intensidade com que movia a mão, mas certamente obtendo algum efeito. Ele estava fazendo aquilo de propósito.
— “Agora”...?
— Ohh, Stan... – Intensificou o movimento ao máximo, fazendo o outro gritar e agarrar-se aos lençóis. – Assim eu não posso te ajudar, querido... – E então, subitamente, parou os movimentos, soltando-o. Stan praticamente gritou ao sentir aquele afastamento, movimento os quadris por conta própria, mordendo o lábio inferior. É claro que Fiddleford sabia que ele nunca usava “Por favor”. Ele não precisava! E parece que a ideia de torturá-lo com isso não havia passado despercebida.
— Fiddleford... – O menor desabotoou a própria calça, baixando-a o suficiente para liberar sua ereção, começando a se masturbar muito lentamente também, as pernas um pouco separadas, completamente exposto, dando ao namorado uma vista ótima e excitante. Como se fosse possível Stan ficar ainda mais excitado.
— Uh? – A pergunta soou tranquila, um sorriso inocente estampado no rosto. Trouxe a mão de Stan para perto dos lábios e então tomou dois dos seus dedos na boca, chupando-os com uma sensualidade que lhe parecia tão natural, não economizando olhares, saliva e aqueles movimentos com a língua.
Stan não aguentou. Quem em sã consciência aguentaria? Sentia-se pulsar de uma forma quase dolorosa, já escorrendo pré-gozo. Aquilo era demais. Absurdamente demais para ele. O cérebro chegou a dar curto-circuito com a vista. Fiddleford assim, sobre os joelhos, se masturbando para ele de uma maneira tão sexy que ele não sabia como podia ser real, a boca e a língua, quentes e molhadas, chupando-lhe os dedos com tanta vontade, aquela sensação tão envolvente e... Aquilo enlouqueceria qualquer um!
— P-por favor! – Quando deu por si, já havia gritado, movendo os quadris. – Por favor, fidds, por favor!
— Ohh, você é um bom garoto, Stan. – Ele sorriu ao tirar os dedos da boca, dando um selinho terno no outro. – Está bem então, querido.
E Stan gritou mais uma vez, contorcendo-se ao sentir Fiddleford abocanhá-lo de uma vez, sem cerimônias e sem conseguir tomá-lo inteiro, mas fazendo seu melhor. Então começou a movimentar-se, Stan indo e vindo dentro da sua bocha, enquanto ele investia em movimentos com a língua, chupando-o intensamente. Stan agarrou-lhe os cabelos, começando a mover os quadris contra ele, que correspondia as investidas, chupando-o com vontade. O gosto de Stan e pré-gozo só servindo para excitar-lhe mais e mais, fazendo-o voltar a se tocar, tentando não chegar no limite rápido demais.
Stan por sua vez seguia desesperado. Não conseguia manter o controle sobre si ou sobre a voz e gemia alto, agarrado aos lençóis, tentando não mover os quadris contra Fidds com força demais, para não machucá-lo, mas aquilo era impossível. Quando o menor fez aquele movimento de engolir, massageando-o diretamente com a boca, apertado e quente ele perdeu qualquer autocontrole, segurando-se para vir rápido demais. O menor, fazendo uma pausa para respirar, tirou-o da boca, lambendo toda a extensão da ereção do namorado, para compensar a “perda”.
— É bom, querido? – Perguntou provocativamente, acariciando-o de leve. O maior assentiu, ofegante. – Quer mais? – Stan agarrou-lhe os cabelos sem qualquer delicadeza e o puxou para um beijo urgente, sentindo seu gosto misturado ao de Fidds. Ao interromper o beijo foi descendo as mãos pelas costas do loiro, aproximando os lábios do seu ouvido, o dedo médio deslizando por entre as nádegas do menor.
— Quero devolver o favor, Fidds. – E penetrou-o sem aviso ou preparo com o dedo médio, que ainda tinha um pouco de saliva. Fiddleford parou os movimentos com as mãos, engasgando com o ar e subiu-as para os ombros do namorado, apertando-os com força. Stan sorriu e, devolvendo a provocação a um Fidds corado e tremulo, que mantinha os olhos fechados e a boca entreaberta, sussurrando. – Você me quer dentro? Quer que eu entre, — Começou a movimentar o dedo, sutilmente. – Fundo e quente, dentro de você?
— Ohhh, Deus! Por favor, Stan!
Com certa dificuldade, usando a mão livre, Stan procurou pelo lubrificante sob os travesseiros, quase derrubando o abajur. Quando finalmente o encontrou removeu cuidadosamente o dedo de dentro de Fiddleford, que mal teve tempo de choramingar a perda, uma vez que, assim que Stan lambuzou os dedos com o lubrificante voltou a investir contra a sua entrada. Fidds vacilou para frente ao sentir o toque, agora gelado por conta do gel, massageando-lhe a região. Fechou os olhos e respirou fundo, sentindo Stan segurar sua cintura com a mão livre, limitando um pouco seus movimentos. E penetrou-o com o indicador e o médio de uma vez, sem aviso. Fidds arfou, engasgando com o ar mais uma vez, um gemido ainda preso na garganta, logo fugindo, a voz alta e tremula quando o outro começou a movimentar-se dentro dele. A ereção pulsando, já transbordando pré-gozo. Não iria durar muito tempo se Stan continuasse assim, entrando tão fundo, saindo tão devagar, tão provocativamente. Era tão quente...! E, céus, ele só queria tê-lo dentro. Logo!
Alcançou o tubo de lubrificante que ficara perdido pelo colchão, tremulo, os dedos de Stan ainda dentro dele, entrando e saindo lentamente. Tão fundo, tão quente. Derramou uma generosa quantidade do gel na mão e voltou a masturbar o namorado, a mão deslizando com extrema facilidade. Stan lamuriou baixo, esquecendo os movimentos com o dedo por alguns segundos, enquanto Fidds também o estimulava.
— Dentro, Agora. – Fiddleford disse, praticamente dando uma ordem e arrumou-se sobre Stan, as pernas abertas. O castanho entendeu rápido, removendo os dedos sem delicadeza, fazendo Fiddleford choramingar a perda, mas não se lamentou por muito tempo, pois logo estava sendo preenchido novamente, sentindo o membro forçando-se contra si. Stan era grande e, Deus, em todos os sentidos. As primeiras vezes haviam sido mais que complicadas, mas agora, já acostumado, Fiddleford não esperou o namorado entrar devagar, para se acostumar. Uma vez na posição, tomou-o por completo, sentando-se de uma vez, Stan deslizando para dentro de si com mais facilidade por conta do lubrificante, entrando direto, grande, quente e fundo e eles praticamente gritaram um o nome do outro. Tinham sorte de não terem vizinhos.
Não se mexeram por um bom tempo, Fidds choramingando, a típica ardência do começo presente, mas sempre vinha acompanhada daquela onde de prazer que sentia até nos ossos. E Stan respirava fundo, tentando fazer com que aquilo não acabasse rápido demais. Mas Fiddleford era tão quente e tão apertado e céus, estava todo corado e ofegante, tremulo e era adorável. Se não se controlasse era capaz de acabar gozando só por apreciar as expressões do amado, que parecia um pouco alheio aos eventos a sua volta, apertando-o.
— S... Stan... Lee! – Chamou baixo, numa pronuncia falha do seu nome. O namorado sorriu comovido, embora tomado por um sentimento de nostalgia que fez questão de tentar ignorar. Não era próprio para aquele momento. Sem desfazer o sorriso, beijou-lhe a mão com carinho, incentivando-o a continuar. Fiddleford começou a cavalgar, de inicio muito lentamente, intensificando aos poucos, sem tentar conter os vários gemidos altos que pareciam todos variações de “Stan!”
— Ohh, Fidds...!
O menor aumentou ainda mais a intensidade da cavalgada ao sentir a mão do namorado envolver-lhe a ereção, masturbando-o com vontade, o olhar repleto de desejo, lambendo os lábios. Era tudo que demais. Intenso demais. Fiddleford agarrou-se a ele, desesperado, trêmulo, choramingando palavras desconexas junto ao nome do amado. Ao curvar-se fez Stan atingir secamente sua próstata, levando-o a loucura, completamente. O corpo se movendo por conta própria, os suspiros e gemidos, as estocadas. Céus!
— Stan! Stan, Stan, Stan! – Não parou, atingindo-lhe a próstata com todos os movimentos seguintes. E então sentiu o corpo ser tomado por espasmos e, gritando mais uma vez, agarrando os cabelos de Stan, gozou enquanto chamava o seu nome, derramando-se no seu peito. Stan não precisou de muito mais que isso, investindo mais algumas vezes contra o menor, apreciando suas expressões, sentindo-o contrair-se repetidas vezes e, ainda tendo os cabelos puxados, também chegou ao seu limite, gozando dentro do amado.
Tudo parou por um tempo, ambos respirando ofegantes, tentando recuperar o fôlego, a sonolência vindo aos poucos, os corpos já exaustos. Trocaram um olhar cúmplice e sorriram um para o outro, ainda encantados, como nas primeiras vezes. Stan deitou-se melhor e trouxe o amante junto, tão pequeno, tão frágil que parecia, o acomodando no seu peito. Fidds resmungou quando sentiu-o deslizar para fora de si, suspirou e se aconchegou melhor, levantando os olhos para ver aquele homem lindo (e seu), sorrindo enquanto também olhava para ele.
— Uh?
— Você é lindo, Fidds. – O menor bocejou, resmungando alguma coisa incompreensível, lisonjeado.
— Eu te amo, Stanley. – Disse baixinho, sendo completamente envolvido pela sonolência. E por Stan. Sempre por Stan, que sorriu e afagou-lhe os cabelos com carinho.
— Eu também te amo, Fiddleford.
Fale com o autor