Notas iniciais
Olá, crianças~ Olha tio Adrew de volta com um punhado de notinhas de novo~ Primeiro, tem Stan fumando porque eu acho o Stan fumando (ou de qualquer outro jeito) incrivelmente sexy. Então é isso, fazer o que. Temos um avanço de tempo de novo, de um ano mais ou menos. Coisa assim. Vocês sabem o que eu tenho shippado? O Shermie com o Tate. Perdão, eu imploro! *Fingindo que não está escrevendo um extra só de interação entre eles* "Por que você é assim, tio Adrew?". Eu não sei, desculpa. Nem levem a sério isso, não interfere em nada a história e vocês podem (fazer o favor de) ignorar se quiserem. Eu só estou puxando assunto. Estou com saudades. E adivinhem só! Estamos no final dessa bagaça! Quase acabando! É, eu, eu não sei mais o que dizer. Desculpem a ausência, como sempre, mas tio Adrew ainda está aqui pra vocês ♥ Boa leitura~

Fiddleford fechou os olhos e deu continuidade ao beijo. Ah, claro, Stan sempre tinha formas maravilhosas de começar o dia. E sempre arrumava um jeito de surpreendê-lo, já que a vida em si já não trazia mais muitas surpresas, tendo adquirido aquela velha rotina. Mas certas coisas Stan nunca deixaria cair na rotina.

Mal havia recuperado os sentidos, acordando lentamente com o marido beijando-lhe o pescoço por trás. Ele ainda adorava dormir de conchinha, e o acesso seu pescoço ficava bem mais fácil. Ele distribuía beijinhos e pequenas mordidas pela região exposta. Fidds mal conseguia abrir os olhos ainda, mas sentiu o toque delicado e morno, por conta das horas na cama, de Stan, por baixo da sua blusa, na sua barriga. E então quando ele começou a tocá-lo por cima do pijama. Não demorou muito para, não só o estado mental, como também o físico, um pouco mais do que deveria, acordar por completo, o menor sorrindo com todas as investidas.

— Eu ainda não entendo como, pra isso, você arruma tanta disposição logo pela manhã, Stan. – Comentou, ainda sentindo os lábios úmidos brincarem na curva do seu pescoço. – Tantos anos e...

— E eu ainda sou um homem cheio de surpresas? – Fidds gemeu baixo ao sentir a mão do marido percorrer, demoradamente, sua ereção, ainda envolvendo-o por trás. Porque, claro, Stan sempre conseguia deixá-lo assim logo pela manhã! E isso era algo que não podia negar: Stan sempre seria cheio de surpresas, embora já o conhecesse melhor que ninguém.

— Sempre, querido.

— Eu te amo, Fidds. – Murmurou, mordendo-lhe a orelha e tudo que o loiro devolveu foi aquele riso que Stan achava tão adorável.

— Eu também te amo, Lee. – E recebeu mais beijos pelo pescoço e pelo ombro. Certamente não reclamou, não havia um jeito de enjoar disso. – O que você tem em mente, uh? – O outro fingiu pensar por um tempo.

— Te cavalgar até você implorar por misericórdia, eu acho? – Fidds deu de ombros, fingindo concordar com a ideia naturalmente, mas sentir aquela voz rouca de Stan tão perto do seu ouvido fez uma corrente elétrica passar por todo o seu corpo. Como tudo que Stan fazia, dizer esse tipo de coisa, nesse tom de voz, só podia ser ilegal!

— É um bom plano, eu acho? – Devolveu o tom. – Isso se você não for se atrasar. – Em resposta o outro segurou-lhe os ombros e o virou na cama, tomando-o em um daqueles beijos desesperados, Fidds fechou os olhos, dando continuidade ao beijo enquanto o marido deslizava as mãos pelo seu peito, brincando com os seus mamilos.

— Bem, então... – Ele lambeu os lábios, lançando aquele olhar sexy a Fiddleford ao romper o beijo. – Não vamos perder tempo, uh? – E dito isso tomou um dos mamilos do amado com os lábios, chupando-o sem pudores, a mão deslizando para dentro do seu pijama, sem economizar olhares.

— Ahh... Stan...!

{...}

Como de costume, o Senhor Mistério iria acabar atrasando. Fidds esperava que ele não usasse isso como justificativa para usar aquelas bombas de fumaça. Ele tinha certeza que a validade daquilo já havia expirado. Foi para o banho, porque, afinal, para variar, a relação havia sido bem intensa, depois de chamar Stan algumas vezes e ele dizer que já desceria e, quando voltou, enrolado na toalha, o marido havia pego no sono novamente. Parece que agora toda a disposição já havia sumido, não é?

— Stan, já é tarde, você vai se atrasar. Vá tomar um banho. – Ele foi abrindo os olhos, preguiçosamente, alongando-se na cama.

— Você já foi? Por que não me chamou? – Fidds negou com a cabeça, sorrindo.

— Chamei mais de uma vez, querido.

— Uh... – Remexeu-se na cama. – Você é sexy, Fidds. Eu podia fazer tudo de novo agora.

— Uhun. – Fidds riu, dando-lhe um selinho da bochecha e um tapa na nadega exposta. – Levantar, Senhor Mistério. Logo seus turistas chegam. – Stan resmungou um pouco, mas acabou levantando e retribuiu o favor: O beijo e o tapa, fazendo-o rir e desceu para o banheiro.

Fiddleford se olhou um pouco no espelho, havia envelhecido um pouco, mas estava bem. Sua auto-estima sempre ia às alturas depois de amassos com o marido ou desses pequenos comentários pervertidos dele. Era algo bom. Demorou um pouco para escolher a roupa e, quando terminava de vestir a calça, a camisa ainda arrumada sobre a cama, o telefone começou a tocar. “Eu atendo”, ele avisou, mas Stan, que já havia ligado o chuveiro há um tempo, sequer o telefone havia ouvido. Fidds desceu sem tanta pressa e atendeu o telefone antes do quinto toque.

— Fiddleford M...

— Tio Fiddleford!

— Alan? Alan! Já faz um bom tempo, não?

— Pois é! Parece que Stanford não aprende mesmo a lição, não importa o que, não é? Pelo menos agora ele responde os cartões. ­— Fidds assentiu sorrindo. A ligação não era uma total surpresa. Eles costumavam receber ligações do sobrinho, muitas vezes para falar com o próprio Fiddleford, alguma duvida sobre os computadores e sistemas e o trabalho. Era sempre um prazer ajudá-lo fosse com o que fosse – Bem, como vocês estão?

— Bem, estamos bem. E você, Alan?

— Muito bem! E eu tenho que novidades! O tio Ford está muito ocupado?

— Está se caracterizando como o Senhor Mistério, não deve demorar muito. – Encostou na mesa e notou o maço de cigarros que Stan havia deixado ali, fazendo uma careta. Era um habito que costumava ir e vir. – É urgente? Eu posso chamar...

— Não, não, tudo bem, eu posso esperar. — Alan fez uma pausa, parecendo um pouco agitado. — Tio Fiddleford, céus, eu nem sei como contar isso!

— Você parece bem eufórico. O que aconteceu? Alguma coisa com o trabalho?

— Melhor que isso!

— Ora, então me conte, Alan! Está me deixando bem curioso!

— Fidds? – Stan chamou ao escutar a voz do marido, tendo desligado o chuveiro.

— É o Alan, Stan. – Informou. – Desculpe, Alan. – O sobrinho murmurou um “Tudo bem”, ainda parecendo totalmente entusiasmado.

— Ah, mais duvidas nerds? Diga ao garoto que eu já vou dar a bronca nele.

— Ele está dizendo que já vem dar uma bronca em você. Por não ter feito nenhuma visita.

— Acho que essa família é bem complicada, no final das contas, não é?

— Parece que sim. Vocês, Pines, são bem complicados.

— Não é como se o senhor pudesse reclamar disso agora, não é? — Fidds sorriu enternecido. Tecnicamente também era um Pines agora, não é?

— Não mesmo. Bem, você estava dizendo, Alan? Não vou esquecer o assunto depois de todo o suspense. – Fidds soltou um suspiro ao sentir as mãos do marido, ainda molhadas, massageando-lhe os ombros, que estavam ainda expostos. Virou-se para ele e murmurou um “Você vai ficar resfriado”, notando que ele mal havia se dado o trabalho de secar o corpo antes de resolver envolvê-lo na toalha.

— Bem...— Alan pareceu respirar fundo, Fiddleford conseguindo sentir a ansiedade na sua voz e a linha ficou muda por um instante, enquanto sentia Stan beijar-lhe o pescoço com carinho. Quando o marido subiu os lábios e fechou os olhos, pronto para tomar os seus em um beijo quando Alan finalmente deu a noticia: — Eu vou ser pai, tio Fiddleford! — Fidds praticamente desviou, sem perceber, do beijo que Stan estava pronto para começar, soltando uma exclamação e afastou-se da mesa e do marido, completamente encantado com a noticia.

— Ohh, céus! Mesmo, Alan?!

­— É!

— Isso é maravilhoso! Eu não... Ohh, pela minha boa madrugada! Meus parabéns, Alan! – Stan fez uma careta, imaginando que o entusiasmo todo, adorável por sinal, de Fidds e do sobrinho possivelmente vinha de algum daqueles assuntos nerds que eles costumavam conversar. – É extraordinário, Alan! – Voltou-se para Stan. – É maravilhoso, Stan! – Alan riu, animado. – Oh, desculpe, Alan, eu vou passar o telefone pro Stan.

— Tudo bem, pode conta pra ele, tio Fiddleford.— Foi a vez de Fidds sorrir, radiante.

— Stan! – O marido fez mais uma careta. Ai vinha algo que ele provavelmente não entendia.

— Qual o motivo do entusiasmo todo, nerds?

— Stan, o Alan... O Alan vai ser pai! – Stan, um pouco distraído ainda, colocou as mãos na cintura, meio no automático.

— É claro que o Alan vai... – E então, finalmente a fixa caiu e Stan também ficou encantado demais com a ideia, o coração batendo acelerado, levemente comovido. – Espera, o que?! Isso é sério?! Fiddleford! Espera! – Fidds riu, o marido também parecendo desconcertado agora, radiante. – Vamos ter mais um Pines na família?! Alan! – Praticamente gritou e Fidds, rindo, passou-lhe o telefone. – Alan, vocês vão ter um filho?!

— É, nós vamos, tio Ford!

­— Droga, olha só pra você, Alan! Ontem mesmo eu estava te esquecendo numa prateleira do mercado e agora você é um homem e vai ser pai! – Fidds sorriu diante a cena, abraçou o marido com carinho, depositando um beijo terno no seu ombro e se afastou, voltando ao quarto para terminar de se vestir. – Então você vai ser pai...

— É, vou! E vocês dois tios avôs, não é engraçado? Animados?

— Tanto quanto você! E é bom você...

— Claro que eu vou mandar ele te visitar, tio Ford. Vamos manter contato, todos, eu prometo.

— Eu vou esperar por isso! Já deu a noticia pro panaca do seu pai?

— Ele está se recuperando da choradeira ainda. ­— Stan gargalhou, ainda sentindo o coração aquecido. Mais um Pines para a família, isso era uma coisa boa. Logo teria um sobrinho-neto. Não era como se essa fosse uma coisa que já havia cogitado. Mas, ah, não deixava de ser uma interessante. Adorável. — Parece que ele já está melhor, vou passar o telefone pra ele.

­— ‘Tá, ‘tá. E, Alan.

— Uh? — Stan sorriu tranquilo.

— Parabéns, de verdade, garoto. Estou orgulhoso de você.

— Obrigado, tio Ford. Mas, não se preocupe, já disse que vamos ter contato, uh? — Ele sorriu assentindo sozinho e a linha fez alguns ruídos, indicando o afastamento de Alan e logo Shermie assumiu o seu lugar.

— Stanford!— Ele cumprimentou, o irmão mais novo não tendo deixado de notar o tom ainda choroso na voz. Alguém era bem sentimental entre eles. Fiddleford passou, já vestido, em direção à cozinha.

— Sherman, seu panaca! Então você finalmente vai ser avô, não é? Já conseguiu parar de chorar, velhote?

— Eu tenho certeza que você está tão tocado quanto eu.

— Eu estou feliz, Shermie! É assim que recebemos um criança, seu chorão! Estamos velhos, não é? Alan cresceu rápido demais. Não que eu tenha sido o tio mais presente do mundo, mas lembro quando nos revezávamos pra cuidar dele Agora você nunca o mandou passar as férias aqui e ele não é mais um bebe. Como as coisas são, não? – Agora notando os cigarros que deixara sobre a mesa, pegou um junto da caixa de fósforos, acendendo-o sem pressa.

— Não reclame, não é como se você tivesse mandado o Tate também. Acho que fomos bem negligentes no quesito “família” esses últimos anos. O Tate, por falar nele... Ele está ai? ­­— Tentou ignorar um pouco a segunda parte, sobre o “negligentes no quesito família”. Porque ele podia e não se culpar sobre o assunto. Dependia da hora ou do dia. Mas, a ocasião, no caso, não era para lembrar desse tipo de coisa.

— Nah, não. Mas eu aviso que o tio sentimental dele ligou. Quer deixar um abraço? – Tragou fundo o cigarro e deu aquele sorriso, sem motivo nenhum. – Um beijo?

— Céus, Stanford! — Shermie riu. E então os dois ficaram em silencio por um tempo. ­— Grande passo, não é? Acha que alguma coisa vai mudar, com isso?

— Relaxa, Shermie. É só uma criança;

— Crianças costumam mudar as coisas, Stanford.

— É, eu sei. – Também sorriu nostálgico. Porque tinha certeza que esse era o jeito que o irmãos estava sorrindo agora. E pensou um pouco, lembrando como a vida realmente mudara, os verões tendo ficado um pouco mais ensolarados e radiantes quando Tate começou a passar com eles. Não havia pego sua infância, necessariamente, e agora Tate já era um homem adulto, mas, mesmo assim, aqueles pequenos momentos o haviam feito entender o que era ter um filho, mesmo que só os momentos mais simples. Como era ter esse tipo de família, pra cuidar e receber aquele afeto todo de volta. Esse era um sentimento que ele podia dar-se o prazer de dizer que conhecia, mesmo que não fosse a sua maior área de experiências. Certamente a de Fidds era mais ampla, mas, no final, o que conta são os momentos que são acumulados com esse tipo de relação. Aquilo tudo de família. – Mas sempre pra melhor, não é? E já estava na hora de ter mais um Pines na família! – Tragou o cigarro novamente. – uh, me avise quando ele nascer, eu faço uma visita, faço questão.

­— Olha só, ele nem nasceu e já está te aproximando da família? Acho que está na hora de criar algumas expectativas!

— Como você é engraçado, Sherman. – Comentou sarcástico, embora rindo. – Nota-se fácil porque você nunca foi o irmão engraçado.

— Eu nunca era muito lembrado como irmão mesmo. Personalidade e Inteligência já estavam em uso e olha que eu nasci primeiro. — O caçula negou com a cabeça, tentando ignorar o comentário novamente.

— De qualquer forma, obrigado por terem compartilhado isso, Shermie.

— Somos sua família, gênio. Mande noticias mais vezes.

— ‘Tá. – Tragou fundo o cigarro uma ultima vez e Fiddleford apareceu, cruzando os braços para ele, com aquele olhar de desaprovação, fazendo-o engasgar com a fumaça. Shermie riu do outro lado da linha, mesmo sem saber da cena.

— Nos vemos se você estiver vivo até lá, Stanford. Se cuide, por favor. E mande lembranças ao Fiddleford e ao Tate. Até mais, Ford.

Stan colocou o telefone no gancho e voltou-se para Fidds, dando aquele sorriso culpado, o outro simplesmente arqueou uma sobrancelha, aproximando-se lentamente, tirando o cigarro da sua mão. Stan suspirou, praticamente já se dando por vencido, aceitando a bronca. Mas até que ficou grato pelo afastamento do cigarro, conseguindo agora sentir o cheiro delicioso que vinha da cozinha, seu estomago roncando, lembrando que, é, estava com fome e, bem, de certa forma, o dia ainda tinha que continuar, era só o começo.

— Não na Cabana, Stanley. – Fidds deu a bronca, mas sorriu. E o marido sorriu de volta.

— O garoto cresceu, não é? Dá pra acreditar, Fidds?

— Eu disse, querido: O tempo passa para todos. – Selou os lábios aos dele com carinho, sentindo o gosto de tabaco. – Vá se vestir e desça tomar o café. É uma ocasião especial, não tem problema se atrasar um pouco, não é? – Stan o abraçou manhosamente.

— Imagina, vai ser bom ter o garoto correndo por aqui.

— Pode ser uma menina, Stan.

— Só tem sido homens nas gerações de Pines tem um tempo, Fidds. Eu acho.

— Bom, não descarte as possibilidades. – Stan fez que sim, beijando a bochecha do marido ternamente.

— Bom, quem sabe?

Notas finais
Acho que eu já disse tudo que tinha pra dizer, quem sabe, desculpa se ficou massante, eu não sei. Obrigado por ter lido até aqui, tio Adrew ama vocês ♥