Notas iniciais
Se os capítulos tivessem título esse possivelmente seria "Casamento Parte I", apenas dizendo. Gente, só... Gente. "O que tem nesse capítulo, tio Adrew?", não é bolo de chocolate, mas eu adoro também. E ninguém mexe com o homem do Fiddleford. Apenas dizendo também. Gentem, desculpa qualquer coisa, sei lá, isso foi bem complexo. E, sei lá, gentem. A proposito: o nome do sobrinho do Stan é Alan. Obrigado, Mallu ♥ Boa leitura lol

O casamento foi lindo.

Eles chegaram um pouco atrasados, mas isso havia sido, certamente, intencional da parte de Stan. Não que ele quisesse chamar atenção, na verdade era bem o contrário disso. Era fato que uma hora ou outra ia acabar cruzando com os pais e, mesmo estando completamente ansioso para encontrar a mãe, sabia que, por conta da situação toda, as coisas acabariam acontecendo. Então, se era para ser assim, que fosse depois da cerimônia. Era um momento importante para o sobrinho e não podia deixar que tudo desse subitamente errado demais. Chegaram um pouco atrasados e sem serem notados por muitos dos convidados, mas o noivo os notou e sorriu para eles, parecendo ainda mais entusiasmado com os tios ali.

Alan estava radiante. E a sua noiva era linda e compartilhava do entusiasmo, um sorriso largo enfeitando suas feições doces. E o vestido era, de certa forma, chamativo e extravagante. Não tinha como esperar menos de uma artista, Stan concluiu sorrindo, lembrando dos últimos diálogos com o sobrinho. E como tudo que era relacionado a essa relação parecia ser: Eles estavam lindos juntos.

{...}

E a cerimônia passou tranquila, sem nenhum problema, com os dois compartilhando aquele sorriso apaixonado e feliz que Stan conhecia tão bem agora. As juras e a coisa toda, foi bom poder ter estado ali.

Depois da cerimônia, quando todos já haviam se juntado para se espalharem pelo salão de festa, comemorando a união, animados, rindo e se divertindo, que Stan deixou de tentar evitar tanto o inevitável. Ainda estava um pouco tenso com a expectativa do que aquele reencontro poderia trazer, mas tudo bem. Ele respirou fundo e deixou-se estar também, tentando não pensar muito. E, junto de todos os convidados, tentou ficar tranquilo. E resolveu que a melhor coisa a fazer era não ir “procurar problemas”, preferindo esperar ser encontrado por eles.

— São um belo casal, não? – Comentou, ele e Fiddleford haviam preferido não se juntarem tanto a muldidão. Já estavam velhos pra esse tipo de coisa, de uma forma ou de outro e se acomodaram um pouco mais ao canto do salão de festas e tomavam champagne enquanto jogavam conversa fora. Fidds assentiu.

— Ela é uma moça adorável também. Eles ficam bem juntos. – Podiam vê-los, um pouco afastados, sorrindo abraçados, dançando animados.Eles conheciam esse sentimento, então sorriram também, suspirando. De fato, Alan tinha razão, afinal: Todos estavam emotivos demais.

— Uh. – Bebeu um pouco do champagne. – E o negócio com os computadores? Ele é tão Ned quanto você? – Fidds arqueou uma sobrancelha e sorriu.

— Ele é inteligente. E esforçado.Dei umas instruções pra ele do processo da montagem e...

— E você é um nerd. – Interrompeu. Ele adorava quando Fiddleford falava. A voz doce e um pouco estridente, o sotaque que ele achava simplesmente irresistível, o movimento que os lábios fazia. Ele adorava todos os assuntos, mesmo sendo aquelas coisas nerds as vezes. A questão é que Alan havia pedido para Fiddleford ajudá-lo com mais algumas coisas depois da lua de mel e Stan não tinha certeza se eles realmente voltariam a se ver tão cedo. – Que ensina muito bem, por sinal. – Completou, para não deixar transparecer a situação toda. E deu aquele sorriso que ele sabia que Fiddleford adorava e lambeu os lábios. Fidds não pensou duas vezes para corresponder o sorriso. – Professor.

— Ohh, Stan...

— Ahh, Fidds~ Você não faz ideia do que essas suas calças apertadas fazem comigo. – Ele sussurrou, já sentindo a garganta seca, imaginando as possibilidades. Fiddleford, nem um pouco inocente na coisa toda, aproximou o corpo do dele.

— Vesti pensando em você, querido. – Sussurrou de volta, entrelaçando os dedos na mão livre do marido. – E em como eu quero que você as tire no banco de trás do carro, na volta. – Instintivamente Stan lambeu os lábios novamente, imaginar a cena causando-lhe um arrepio bobo.

— Uh... – Eu percebi as suas segundas intenções com você me assediando durante a cerimônia.

— Ohh, querido, eu não fiz nada demais... – Stan arqueou a sobrancelha, rindo, puxando Fidds pela cintura, colando os corpos, já esquecendo da situação, do publico e da coisa toda. – E você que começou com isso, no hotel. – Eles trocaram olhares repletos de desejo e então a atenção de Stan voltou-se aos lábios do marido e seu rosto foi se aproximando, como um movimento natural do corpo. Fiddleford sorriu e fechou os olhos.

— Stanford.

A voz familiar veio exasperada, tirando-os das suas fantasias instantaneamente. Fiddleford se afastou alguns passos de Stan, praticamente em um pulo, instintivamente. E o próprio Stan acabou sem reação, não sabendo muito o que fazer. Filbrick estava parado à frente deles. Não o via há anos. Mas ele não havia mudado, só envelhecido. E parecia,no mínimo, furioso, os punhos cerrados. Stan pensou em cumprimentá-lo, mas sabia que seria em vão. Apesar de tudo lembrava bem do pai e já o vira furioso antes. Mais ainda do que quando havia o colocado para fora de casa. Potencialmente assim, como estava agora. Essas não eram as lembranças mais agradáveis. Mas é claro que ele não teve tempo de processar tudo isso. Porque, nos próximos segundos as coisas passaram simplesmente rápido demais. No instante seguinte Filbrick, que estava vermelho de raiva, havia levantado o braço, o punho cerrado na sua direção. O que Ford faria? Ele preferiu não pensar e simplesmente fechou os olhos, esperando, como já havia tanto esperado, o inevitável. Ele tecnicamente havia provocado isso, afinal, então não tinha como esperar nada diferente.

Fiddleford, por sua vez, que assistia a cena tão de perto quanto podia, depois susto inicial ,também ficou completamente irritado, como se as lembranças tivessem vindo todas de uma vez. Então ali estava o pai do Stan. A lembrança daquele noite, tantos anos atrás, voltou a sua memória com tudo que podia. Quando Stan havia lhe contado a história da sua vida. Naquela noite uma das maiores vontades de Fiddleford havia sido de agredir todas as pessoas que haviam machucado Stan. E Filbrick estava, inevitavelmente, no topo da lista. É claro que ele não podia fazer isso, mas, quando o homem levantou a mão para Stan ele teve certeza que não podia só ficar assistindo aquilo acontecer de novo. Que ele machucasse Stan de novo. Ele havia prometido que cuidaria dele, que ninguém mais o machucaria. Quando deu por si sua taça de champanhe não estava mais na sua mão. E ele ouviu o barulho de vidro quebrando. Ele atirara a taça, com tudo que podia, em Filbrick, atingindo-lhe certeiramente um pouco acima da sobrancelha esquerda. Agora Filbrick estava molhado, com um belo corte na região, o sangue escorrendo pelo seu rosto. E Stan abriu os olhos, já cansado de esperar a agressão que não chegava e teve que segurar o riso. Filbrick estava ainda mais furioso, mas, com a surpresa, baixara o braço, desistindo daquilo por enquanto, descontando em uma porção de palavrões em voz alta. A coragem de Fiddleford era absolutamente invejável, e, como se esse ultimo ato não bastasse, colocou-se na frente de Stan, lançando ao homem que ainda xingava alto um olhar no mínimo intimidador, também ainda completamente irritado, o tumulto atraindo a atenção de alguns convidados.

Aos poucos Fiddleford foi voltando a si, percebendo o que havia feito. Ótimo. Ele havia praticamente agredido o pai do seu marido. Conseguiu pegar uma ofensa ou outra no ar, todas as que Filbrick usava para Stan, de como não havia o criado para “ser viado” e essa era a parte mais leve. Fiddleford piscou algumas vezes, tentando processar a coisa toda, mas era difícil. De uma forma ou de outra, não saiu da frente do marido, enquanto Filbrick gritava coisas da espécie e de que havia apostado tudo no filho, para ele acabar sendo uma vergonha.

— Você sempre foi uma aberração! Mas eu preferia quando você era uma aberração por ter dedos a mais! Você não estava satisfeito só com isso?!- Ele gritou. – Erro meu ter colocado o Stanley para fora! Ele era um homem de verdade!

Stan não pode evitar ter o ego um pouco inflado com a ideia, apesar da situação toda. E, lembrando-se desse pequeno detalhe, que momentaneamente ele “era” o “Stanford”, só conseguiu sorrir divertido, apesar dos apesares, imaginando a situação toda que o verdadeiro Stanford iria encontrar quando voltasse. Segurou a mão de Fiddleford, um pouco mais cheio de coragem, afinal, apesar de tudo, o Stanley estava “morto”, não é? Fidds desviou o olhar sério que lançava a Filbrick para olhar para o marido, confuso.

— Que pena, papai. – Ele disse devagar, ainda tentando conter o riso, a voz saindo delicada. – Porque realmente, da minha parte, o senhor não tem um filho muito homem. – Fiddleford soltou uma exclamação, incrédulo. Stan não tinha nenhum pingo de amor à vida?! O que ele estava inventando agora?! – Seu filho Stanford é completamente boiola. – Ele rebolou e Fiddleford finalmente entendeu a situação. Filbrick berrou “Stanford!” e ameaçou partir para cima do filho. E ele teria feito, se Shermie não tivesse aparecido e o segurado.

— Pai? O que está acontecendo? Calma, por favor! O que... – Shermie olhou para o irmão, que tinha um sorriso quase infantil no rosto, daqueles de criança que está aprontando. Tudo que pode fazer foi soltar uma exclamação baixa, embora não estivesse muito surpreso. Então Tate também apareceu, preocupado com a situação toda, Filbrick recomeçando a gritaria.

— Pai. – O rapaz chamou e sua resposta veio tripla.

— O que?! – Stan perguntou, nitidamente entusiasmado, Fiddleford um pouco desesperado e Filbrick, no calor do momento, furioso. Tate piscou algumas vezes e olhou para Filbrick, um pouco confuso e então para os pais. Stan piscou para ele.

— Ah... Obrigado, senhor. – Disse a Filbrick. – Mas eu já tenho 2 pais, já está ótimo. – Stan continuou tentando conter a gargalhada, Fiddleford segurava seus ombros, pasmado, enquanto o outro continuava com um acesso de fúria.

— STANFORD!

— Céus, o que está acontecendo aqui, Filbrick?!

E Stan parou. Com as gracinhas e com os risos divertidos e as provocações todas. A mãe olhava para a cena, as mãos na cintura. E ela era a mesma, mas estava já tão velha... Ahh, como Stan sentira sua falta. Todos esses anos... E Era para esse tipo de coisa que não estava preparado. Nem pela fúria do pai, nem pela coisa toda. Era ter que “ser o Stanford” para ela. O pai gritou mais um pouco, Shermie ainda o segurando e então os olhos dela percorreram todos, finalmente pousando em Stan.

— Stan... Ford? – Fiddleford desceu as mãos dos ombros do marido e também olhou para ela, saindo do meio dos dois. Ela era encantadora, exatamente como Stanley a descrevera tantas vezes. E Stan teve que respirar fundo algumas vezes, engolindo em seco antes de conseguir responder.

— Oi, mãe. – Foi tudo que saiu, dando um sorriso sem jeito. Filbrick retomou os berros e ela olhou para ele, séria.

— O que está acontecendo aqui afinal, Filbrick? Você perdeu, de vez, o juízo? Não vemos nosso filho tem anos e é assim que você o recebe?!

— Essa aberração não é meu filho!

— O que...?!

— O Stanford é gay, mãe. – Shermie explicou, tentando afastar um pouco o pai. Ela exclamou um “Ohh...” baixo, enquanto o outro voltava a xingar.

— Pare de gritar, Filbrick! Eu já perdi um filho meu por sua causa e eu não vou perder o outro! – Stan respirou fundo e trouxe o marido para mais perto, precisando de algo para ancorar-se, Fiddleford sempre estava lá para isso e o amparou com carinho. Eram tantas coisas acontecendo de uma vez... E isso só deixou Filbrick ainda mais indignado.

— Céus, vocês todos, o que está acontecendo? — Stan piscou algumas vezes e saiu do “transe”, olhando para o sobrinho que havia finalmente percebido todo o tumulto, vindo descobrir o motivo de tudo aquilo.

— Seu avô não está aceitando muito bem a situação toda com o Stanford...

— Não fale como se eu não estivesse aqui, Sherman! E não é uma “Situação”, é um absurdo!

— Ei, ei, vô, o senhor poderia se acalmar, por favor? – O outro blasfemou mais um pouco e Alan suspirou. – Olha, o único absurdo que eu estou vendo é o senhor causando todo esse tumulto no meu casamento. – O avô voltou a ficar vermelho, em fúria.

— Você me deve respeito, moleque!

— É claro que lhe devo respeito! Da mesma forma que o senhor deve aos meus convidados. Stanford e Fiddleford, além de meus tios estimados, são também meus convidados! E, se o senhor tiver algum problema em relação a isso acho que a única solução é que o senhor se retire, porque eles eu faço questão que fiquem. – Stan engasgou com o ar, Fiddleford ficou boquiaberto demais, Shermie tentou esconder um sorriso orgulhoso sem muito êxito e Filbrick, ainda mais vermelho e furioso soltou mais uma porção de insultos altos, desvencilhou-se do filho mais velho e se afastou, ainda xingando, chutando uma mesa ou outra que encontrou pelo caminho. Quando finalmente o perderam de vista todos pareceram suspirar aliviados, a tensão do ambiente dissipando aos poucos e os convidados voltando a dispersar sua atenção também, retomando suas conversas.

— Tio Ford, tio Fiddleford, tudo bem? – Alan voltou-se para eles, perguntando preocupado. A esposa apareceu ao seu lado e segurou-lhe o braço, oferecendo a todos um sorriso gentil. – Desculpem o transtorno, já imaginávamos que algo similar ocorreria, mas... – Conseguindo se recuperar um pouco e completamente lisonjeado e comovido, Stan pousou a mão no ombro do marido e interrompeu o sobrinho, antes que ele continuasse se desculpando por algo que definitivamente não devia:

— Não, garoto, eu que peço desculpas pelo tumulto. É um dia especial para vocês e eu não devia...

— Não, não, Stanford. – Foi a vez da moça falar, com doçura, compressiva. – Estamos felizes por vocês terem vindo. É uma honra que o nosso casamento tenha trazido um membro da família que estava tão afastado. Estamos muito felizes por isso!

— O pai não sabe muito bem o que é “família”, Ford, nós o conhecemos bem. – Foi a vez de Shermie falar, tentando secar o champanhe e alguns respingos de sangue das roupas. – Estava na hora de alguém dizer algumas verdades pro velho. – Ele se aproximou do filho e deu alguns tapas carinhosos no seu ombro, orgulhoso. “Sua família é ótima, Stanford. Por que você é tão babaca?”, Stan pensou sozinho, aquele velho gosto amargo voltando. – E ele estava, bom, — Shermie apontou a testa. – O que foi aquilo? — Negou com a cabeça, não era hora para isso.

— Esse nerd! – Ele disse sorrindo, passando o braço pelos ombros de Fidds, apontando-o. – Ele não deixaria alguém machucar o marido dele.

— Deus, como você é gay, Stanford. – Shermie comentou rindo. Fidds voltou-se para Stan, sério, moldando-lhe o rosto com as mãos.

— Eu jamais deixaria ele te machucar de novo, Stan. Eu não vou deixar ninguém te machucar nunca mais! – Ele disse com convicção e só restou a Stan sorrir, enquanto também lembrava daquele inverno e murmurou um “Obrigado, Fidds”, cheio de sentimentos.

— Stan... Ford? – A mãe chamou, com cautela e ele engoliu em seco, voltando-se para ela.

— Vamos, voltando para a diversão, vocês dois. – Shermie disse, dando tapinhas carinhosos nos ombros de Alan e da esposa, que sorriram e assentiram, acenando para os tios enquanto voltavam a se juntar a multidão. – Eu vou ver se as coisas estão todas em ordem, Ford. Se precisarem é só chamar, ok? Aproveitem o resto da festa. – E, dito isso, também se afastou.

— Já faz anos que você não faz uma visita... – Ela disse enquanto se aproximava, Fiddleford foi para perto do filho, dando-lhes espaço. Ela então colocou-se na frente de Stan e envolveu-lhe o rosto com as mãos. Ele fechou os olhos ao sentir o toque familiar, eles enchendo-se de lágrimas por trás das pálpebras. Ahh... Como havia sentido sua falta. Daquele toque gentil, acolhedor, aquele sentimento que era ter uma mãe, apesar de tudo.

— Desculpa... – As palavras saíram, não mais altas que um sussurro e a sentiu sorrir, as mãos que antes acariciavam-lhe o rosto descendo por seus ombros e ele abriu os olhos quando ela, ternamente, segurou as suas mãos com as dela, acariciando-as amavelmente. E ela baixou o olhar, percorrendo-lhe os dedos. E parece ter se desapontado ao contar os 6, por breves segundos. Mas não pareceu ficar abalada por tanto tempo, o que só causou uma confusão de sentimentos ainda maior no seu pobre coração. Sorriu compreensiva e o abraçou com um carinho que não podia ser medido em palavras. Stan só conseguiu retribuir o abraço, cheio de sentimentos. Mas não era hora para ficar todo comovido, não podia ficar se deixando levar assim. Respirou fundo algumas vezes e piscou também, tentando impedir todas aquelas lagrimas de rolarem. Quantas vezes já não haviam sido assim desde então? Afastou-se do abraço e deu o seu sorriso entusiasmado, arrumando os óculos. Era o que ele podia fazer. – O importante é que eu estou aqui agora, não é?

— Ohh, Stan... – Ele engoliu em seco. Esse tom de voz estava traindo a convicção com que ela sorrira.

— Ford, mamãe. – Fingiu a correção.

— O seu nome é Stanford, querido. – Ela arqueou uma sobrancelha. Claro, claro que era Stanford. Mas o apelido de Stanford era Ford.

— Claro. – Pigarreou, nem cogitando a hipótese de explicar que Stan era o apelido de Stanley, o filho dela que, supostamente estava morto. – Bem, não importa. – E ela seguiu o fitando com aquele olhar questionador por mais alguns segundos. Até voltar-se para Fiddleford e Tate, — Ah, claro! – Foi para o lado de Fiddleford e segurou-lhe a mão com carinho. – Mãe, esse é Fiddleford. Fiddleford Hadron McGucket. – Fidds sorriu para ele e então para a senhora Pines. – Meu marido. ETate. – Indicou o garoto. – Nosso filho. – Ela os analisou brevemente, logo oferecendo um sorriso caloroso enquanto abria os braços, oferecendo um abraço a Fiddleford, murmurando um “É um prazer!” sincero.

— Eu não acredito você tem um filho e eu nunca tive contato com ele, Stan Pines! – Ela deu a bronca, já abraçando Tate com afeto. – Não acredito que não me contou antes... De uma forma ou de outra, sejam muito bem vindos à família, queridos!

— A senhora viu a confusão toda que...

— Eu não disse do seu pai, estava falando de mim. Ele não tem cura. Devia ter me contado, querido. E olhe só você! – Ele acariciou o rosto de Tate com carinho. – Eu nem pude te ver crescer... É Tate, não? – Ele assentiu. – Se eu não estivesse com tantas saudades estaria bem irritada com você, Stan!

— Desculpa, mãe...

— É bom que vocês dois tenham muitas muitas fotos do meu neto pra compensar isso! – Ela disse, ainda em tom de bronca, o abraçando novamente. Os três compartilharam um sorriso grato e comovido. – Pode passar uma temporada em casa quando quiser, uh, querido?

— Como se o Filbrick fosse permitir isso. – Stan cruzou os braços.

— E o que te faz pensar que levo em consideração o que ele acha?

— Ele é... uh... Seu marido?

— Nos divorciamos. –Ela disse, parecendo pensar um pouco antes. – Eu te contei isso em uma das cartas que te mandei. Você nunca as leu, não é...? – Ela parecia desapontada. É claro que devia estar desapontada, tendo um filho mal-agradecido como era Stanford. Mas o que Stan podia fazer? É claro que não havia lido as dos últimos anos. Eram cartas da mãe para o Stanford. Algo intimo demais, e, apesar de tudo, ele não era o Stanford. Não sentia que conseguiria abrir uma coisa tão pessoal assim, nem que tinha esse direito. Por serem da mãe, para o Stanford.

— Eu esqueci. – Improvisou prontamente, apesar de algo assim não ser tão fácil de se esquecer. – Tenho muitos projetos na cabeça ultimamente, desculpa. – tentou sorrir indiferente, embora isso machucasse. A mãe suspirou.

— Bem, não importa. O importante são vocês, eu quero que me contem tudo! – Pela primeira vez na vida Stan sentiu-se simplesmente cansado demais de mentiras. Queria evitá-las se pudesse. A única mentira que queria usar agora era inventar uma desculpa pra sair dali e evitar o assunto por mais um bom tempo. Mas a sorte costuma sorrir para você, vez ou outra, nos momentos de necessidade.

— Tio Ford! – Alan chamou, aproximando-se deles, sorrindo animado como de costume. – Pode vir comigo um minuto, por favor? Queri que nos contasse um pouco sobre os seus mistérios e a Cabana. – Bom, ao menos com essas mentiras ele já estava acostumado.

— Pode ir conversando com o Fidds e o Tate, mãe. – Acenou para o sobrinho. – Eu não vou demorar.

Notas finais
Vocês viram esse Fidds agressivo?! Eu amei ele. E eu reclamo e reclamo, mas foi legal trabalhar nesse capítulo. "Você arrumou um jeito de pular o casamento, não é, tio Adrew?". A festa tá ai, não está? Desculpa /o/ E o Alan sambando no Filbrick gente, eu to feliz. Pelo menos eu acho né, porque o Tate também tem 2 pais e já tá bom demais. Eu acho que eu perdi o controle no caminho. Haha ;w; eu simplesmente não sei de mais nada, ué Obrigado por ter lido até aqui o>