Apreciação Perpétua
17 Capítulo 17
Notas iniciais
Com o tempo as coisas foram se acertando. Eles continuavam se empenhando, como sempre, mas Stan tentava não pensar tanto agora. A tensão já se dissipara e voltaram a compartilhar os pequenos momentos juntos. E, apesar dele não dizer isso sempre, preferindo demonstrar com os pequenos gestos, poder apreciar Fiddleford, amá-lo todos os dias e ser amado de volta o fazia imensamente feliz. De modo imensurável. Era o mesmo para Fidds. E, agora, com alianças.
A rotina não mudou, com o casamento, mas tentaram ter mais momentos juntos, para eles, além das horas que ainda passavam trancados no porão. Não que não tirassem proveito daqueles silêncios tranquilos. A cumplicidade estando como sempre estivera, como se nunca houvesse sido abalada. Talvez isso fosse definitivamente felicidade, no final das contas. Agora, com alianças.
Stan gemeu alto mais uma vez, sentindo Fiddleford deslizar novamente para dentro de si e curvou-se mais sobre o balcão da loja de presentes, facilitando seus movimentos, que segurou sua cintura, forçando-se mais contra ele. Tinha um tour com o primeiro grupo de turistas em 15 minutos e nem havia se preocupado em abrir a Cabana ainda, mesmo com muitos deles já esperando do lado de fora. Mas, ahh, que jeito adorável, de começar a manhã.
— Ahhh... Stan... – Fiddleford murmurou, agora agarrando sua cintura com mais força, os quadris movendo-se contra ele intensamente. O outro, docemente, resmungou um palavrão ao sentir o loiro sair de dentro dele, muito lentamente, para voltar a entrar logo em seguida, da mesma forma.
— D-droga, Fiddle... Fiddleford! – Ele fez isso mais uma vez. Deslizando para fora dele devagar, de uma forma torturantemente lenta. Stan sentindo-se vazio para então ser preenchido mais uma vez, sem nenhuma pressa. – Pare de me... Ahh... Provocar e... Hmm...
— Eu não estou conseguindo entender, Stan, querido. – Comentou, naquele tom inocentemente doce, completamente provocativo. – É muito pra você? Quer que eu vá mais... – Saiu e pressionou-se contra a entrada de Stan ao invés de simplesmente entrar de uma vez. Ele estava fazendo de propósito! – Devagar?
—Peloamordedeusfiddleford! – Aquilo estava o levando a loucura e malditamente muito, muito lentamente. – Pare de me provocar e me foda direito de uma vez! – Fidds gargalhou.
— Seus turistas vão ouvir se você continuar assim, querido.
— FiddleAhh! – Stan mordeu o lábio inferior a sentir o outro penetrá-lo de uma vez, demorando a se movimentar. Sua ereção pulsava dolorosamente, implorando por contato. Certamente Fidds não deixou isso passar, levando uma das mãos a ela, começando a masturbá-lo sem pressa. – Fidds...
— “Por favor”, Stan? – Ele adorava aquilo. “Quando for eu quem estiver te empurrando contra alguma parede, Fiddleford...”, prometeu a si mesmo, já tendo baixado completamente a resistência. Sentia Fiddleford dentro de si, preenchendo-o quente e fundo e céus! Ele precisava de mais!
— P-por favor!
— Bom garoto, Stan. – Ele murmurou, dando-lhe um tapa, sem tanta força, na nádega direta, Stan já praticamente arranhando o móvel.
Fiddleford recomeçou os movimentos, agora intensamente. Subiu a mão livre para o cintura do maior novamente, a outra o masturbando em um momento freneticamente acelerado. Stan, por sua vez, só podia gemer enquanto sentia os movimentos de Fidds dentro de si, indo e vindo e o deixando ofegante enquanto ele se esforçava para não derrubar nada do balcão, esquecendo completamente que mancharia a camisa, que já não era mais a branca, agora amarela, cheia de interrogações vermelhas, se gozasse na posição que estava. Como se ele se importasse com isso ou com atrasar a primeira excursão. Porque, Deus, Fiddleford estava o acertando tão diretamente, tão certo, tão bom! Levantou mais os quadris, oferecendo-se, fazendo o sangue de Fidds ferver com a vista. Aquilo era certamente demais para ele.
Os movimentos foram ficando mais intensos e desesperados. Fidds também tentava fazer com que os gemidos não saíssem altos demais, mas era praticamente impossível com Stan contraindo-se envolta de si, tão quente e bom e ele teve que agarrar-lhe os cabelos para conseguir se ancorar, porque estava completamente perdido nas ondas de prazer. Stan reagiu com outro doce palavrão ao sentir as madeixas sendo puxadas. Ele adorava aquilo. E Fidds movendo-se dentro dele e o masturbando. Aquilo tudo era demais.
— S-Stan... Stan, eu vou...
Sentiu Fiddleford deslizar para fora de si. Seria um pouco mais trabalhoso se ele gozasse dentro. Respirou fundo, lamentando um pouco a perda e virou-se para ele, ajoelhando na sua frente e o tomou na boca, chupando-o com movimentos intensos e quentes e Fidds estava no limite, movendo-se contra a boca do amado. Agarrou seus cabelos e, chamando seu nome, gozou, tentando conter os gemidos, que também soavam todos como o seu nome. Stan não desperdiçou uma gota, engolindo tudo que Fiddleford, que respirava ofegante, os quadris ainda movendo-se, agora lentamente, contra ele, oferecia. E também não durou muito mais, agora sentindo o gosto de Fidds na boca, enquanto ainda o chupada delicadamente, fazendo-o tremer de leve, ele já não conseguindo mais segurar-lhe os cabelos. Agora estimulando-se sozinho, a língua brincando pelo membro do outro, gozou sentindo-se contrair enquanto movia os quadris, sujando o chão e a camisa, que, infelizmente, não era mais a branca.
Respiraram ofegantes por mais alguns segundos, trocando olhares satisfeitos e sorrisos cúmplices, levemente pervertidos. Fidds curvou-se e beijou Stan, não importando-se em sentir seu gosto enquanto tocava sua linda, puxando seus cabelos muito delicadamente. E então ele arrumou a postura e começou a ajeitar as roupas, enquanto Stan levantava do chão, com certa dificuldade, algumas dores espalhadas pelo corpo cansado, e também tentou arrumar as roupas, não obtendo o mesmo sucesso que o outro. Olhou para o relógio e,para o espanto de nenhum deles: Atrasado. Mas não era como se estivesse preocupado. Esse era definitivamente o melhor jeito de começar uma manhã e cada segundo havia valido a pena.
— E nós bagunçamos tudo... – Fidds comentou, olhando para o chão e para as roupas de Stan, que devolveu-lhe um sorriso inocente. – De novo.
— Ohh, Fidds, meu amor... – Arrumando os óculos Stan se aproximou dele e o envolveu, manhosamente. Fidds lançou-lhe aquele olhar de quem já o conhecia há tempo demais para saber que ali tinha coisa. – Eu estou atrasado, então, se você puder, por favor... – O outro suspirou, mas acabou sorrindo de leve.
— Eu limpo tudo, Stan. – Recebeu um selinho de agradecimento e sorriu abobado, bocejando, um pouco cansado. Não eram mais tão jovens e tinha certeza que as costas do marido deviam estar doloridas agora. Mas, no final, tudo sempre valia a pena. Principalmente quando o rosto do amado se iluminava com aquele sorriso. Tudo, definitivamente, sempre, valia a pena.
— Eu te amo, Fiddleford. – Ele beijou-lhe a testa.
— Eu também te amo, Stan. Agora vá se trocar, os turistas estão te esperando. – E Fidds deu-lhe um tapinha carinhoso nas nádegas enquanto ele se virava. Stan gargalhou. Ele adorava isso.
— Argh – Resmungou, esticando a coluna. – Estou velho pra isso. – Pousou a mão nas costas e começou a se afastar. Fidds riu. – O que?
— Quanto mais velho melhor, querido. – Stan riu e resmungou mais um pouco antes de sumir no corredor. Fiddleford ainda rindo, foi pegar o esfregão.
Todos concordaram que o Senhor Mistério estava com um humor maravilhoso naquele dia, um pouco mais que o normal.
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