Notas iniciais
Último capítulo em Atlanta ;(
Agora é tudo pela área deserta de lá :3
Depoooooois é que os grupos vão se encontrar e mais alguns personagens vão aparecer!
Obrigada a todos os que comentaram os últimos capítulos! ^.^
Boa leitura, meus lindos!

Beatriz e Mey corriam pelas ruas bagunçadas de Atlanta. As duas ainda não conseguiam acreditar que foram forçadas a matar sua própria mãe, uma experiência, de fato, dramática. Triz havia pego seu arco e flecha para tentar se defender no caos que estava do lado de fora de sua casa e, sua irmã Mey, pegou uma adaga.

- Mais um pouco maninha! — gritou Beatriz — Só precisamos correr mais um pouco e estaremos livres daqui!

Mey fez que sim com a cabeça. Seus olhos ainda estavam mareados por causa de sua mãe. Triz também sentia o peso das lágrimas, mas tinha de ser forte por Mey, caso o contrário, as duas desabariam.

Correram mais um pouco, faltando apenas alguns metros para saírem de seu quarteirão e o verdadeiro caos começar, Triz esbarra em alguma coisa... Ou seria alguém?

Beatriz puxa uma flecha, ergue seu arco e aponta para a coisa nas sombras a qual esbarrou.

- Uou uou! — diz uma voz conhecida pelas duas garotas — Vai mesmo me matar Triz?

Das sombras, sai um garoto. Tinha cabelos pretos e olhos castanho-escuros. Porte médio e pele clara.

- Kaio! — gritou Mey, se jogando nos braços do amigo da irmã — Que bom que você está vivo!

- Bom, depois dessa, eu realmente estou feliz por não ter sido morto! — disse ele, ironicamente.

- Oh, meu Deus! Kaio! — exclamou Beatriz, abaixando o arco, um pouco envergonhada. Deu alguns passos e deu um abraço caloroso no amigo que correspondeu. Triz sempre achou que seus corpos se encaixavam perfeitamente quando se abraçavam — Estou tão feliz por você estar vivo!

- Eu também estou feliz por você estar bem...

Mey pigarreou atrás de Beatriz.

- Ahn... Desculpe interromper, mas... Estamos fugindo, né? Precisamos sair daqui ou... Ou essas coisas vão atacar a gente também!

Dava pra sentir o ódio na voz da garota. Kaio levantou as sobrancelhas.

- Também? — ele perguntou.

- A gente explica depois — disse a loira — Vamos!

Os três começaram a correr de novo. Kaio já sabia que eles tinham de sair da cidade, então não perguntou nada. Apenas seguiu a loira e seu irmã caçula. Correram mais alguns quarteirões sem maiores problemas. Os errantes estavam focados em outras vítimas, aquelas que gritavam e chamavam a atenção. Isso fez Triz perceber que, se não fizessem muito barulho, não teriam maiores problemas com as... Coisas.

Mais alguns metros. As pernas de Triz a impulsionavam para frente com rapidez e precisão. O mundo a sua volta estava borrado e a adrenalina corria livre em suas veias. "Pouco. Falta pouco", pensou ela.

Mey não tinha a mesma velocidade da irmã, mas acompanhava como podia. Ao contrário de Beatriz, Mey podia ver tudo o que estava a sua volta. Todos os errantes, todos os sobreviventes, todos os que morriam... Queria ajudar, mas sabia que não conseguiria. Era muito fraca e esguia. Foi então que os viu.

Eram jovens como a irmã. A garota era loira, com os cabelos levemente cacheados nas pontas e olhos castanhos. O homem que estava com ela era alto e forte. Tinha cabelos pretos e olhos azuis. A garota segurava uma espada medieval e o garoto segurava duas armas. Eles estavam no meio da rua, seguidos por dois errantes. A garota estava no chão por algum motivo, e o garoto a protegia com as armas.

Ele iria atirar.

Em um milésimo de segundo, Mey viu todas as pessoas ao seu redor e focou em todos os (milhares) de errantes a sua volta que não os tinham notado. O barulho com certeza os atrairia. Mey não pensou duas vezes.

- Não atire! — ela gritou — Ouviu? Não atire!

Ela mudou a direção da corrida. Não iria fazer muita diferença, afinal, eles estavam no caminho de Triz, Kaio e Mey. A caçula tirou a adaga de dentro de sua bota rapidamente e, quando se aproximou mais, cravou-a na cabeça do primeiro errante.

- MEY! — gritou Triz, correndo em direção da irmã.

A garota tirou a adaga da cabeça do primeiro errante com pressa, pois o segundo já tinha a visto e andava em sua direção. O errante chegou mais perto e Mey consegui finalmente tirar a adaga da cabeça do primeiro. Sem pensar duas vezes, acertou o segundo errante entre os olhos com a adaga.

- Mey, volte logo! Temos que ir! — disse Triz, segurando o ombro da irmã. Kaio vinha logo atrás.

- Eu tinha que... Que avisar... Pra... Pra não atirar... — disse a caçula, com a respiração falha.

- Hey! — chamou a garota no chão. Ela agora se levantava e andava, sorrindo, em direção a Mey — Obrigada por me salvar. Eu sou Avery.

Mey sorriu timidamente, murmurando um "de nada" e se apresentando, sem jeito.

- Pois saiba que eu tinha tudo sobre controle, pirralha! — disse o homem. Na hora, Beatriz pensou que ele podia ser bonito, mas era mal-educado.

- Damien... — disse Avery, em tom de reprovação.

- Ela veio avisar que você não pode atirar, caso o contrário vocês atrairiam mais errantes. Seja grato — disse Triz, com uma expressão séria.

Damien bufou e se virou.

- Vamos logo? — ele perguntou a Avery, que sorriu e fez que sim com a cabeça.

Ela deu o primeiro passo e teria desabado no chão no segundo, se não fosse por Damien. Ela gemeu baixinho.

- Ela torceu o pé? — perguntou Kaio.

- Não é da sua conta! — exclamou Damien.

- Eu sou médica — disse Triz — Poderia ajudar se vocês quisessem.

- Não precisamos da ajuda de ninguém, ouviu bem? E se...

- Damien — interrompeu Avery — Eu acho que... Acho que quebrei o pé...

Damien ficou parado por alguns instantes, como se não acreditasse. Como não havia percebido que Avery estava machucada? Como a colocou em risco assim? Uma das poucas coisas que lhe restou agora e ele poderia ter perdido. O grupo ouviu alguns gemidos, lembrando-lhes do que acontecia a sua volta.

- Vamos sair do meio da rua, sim? — perguntou Kaio.

Damien colocou Avery em suas costas e os cinco correram para uma loja de conveniências próxima. Avery achou engraçado o fato de ninguém ter se escondido ali.

- Coloque-a no chão. Vou precisar de algum espaço para avalia-la — disse Beatriz, com uma voz séria.

Com certeza, ela não confiava nem um pouco naqueles dois, principalmente no tal de Damien. Este, faz o que a loira pediu. Avery gemeu baixinho, mas não gritou. Todos se sentaram em volta, nervosos. Damien e Kaio olhavam para a porta, como se estivessem preparados para sacar uma armas assim que um errante entrasse.

Beatriz pegou o pé de Avery e examinou-o. A machucada gemia de dor vez ou outra. Já a médica pode perceber com facilidade o problema. E ele não era nada fácil de se resolver.

- O osso dela realmente quebrou. Em parte. A outra parte saiu do lugar — disse ela.

- E então? — perguntou Damien, ríspido.

- Temos que imobilizar o pé dela de algum jeito, senão as coisas podem ficar feias. Ela também vai precisar de acompanhamento médico.

Damien bufou.

- Sem problemas — disse Avery — Iremos com vocês, certo?

Damien murmurou alguma coisa parecida com "Como se eu tivesse escolha..." e se sentou ao lado de Avery.

- Kaio — chamou Mey — Me ajuda a procurar alguma coisa para imobilizar o pé dela?

- Já tô indo! — respondeu ele.

Depois de um tempo procurando, os dois votaram com uma fita isolante e dois pedaços de madeira quebrados. Eles entregaram o material a Beatriz que, agilmente, amaciou as pontas da madeira, posicionou-as corretamente sobre os pés de Avery e fizeram o curativo. Avery fez caras e bocas, mas se recusou a gritar.

- Pronto. Agora vamos — disse Triz, se levantando.

Todos fizeram o mesmo e Avery foi parar nas costas de Damien novamente. Todos sacaram suas armas e saíram rapidamente da loja arrombada.

Os errantes haviam aumentado consideravelmente. Numa tentativa de tirar a adaga da calça, Mey a deixou cair no chão. O barulho foi agudo e ecoou pelo quarteirão, atraindo a atenção dos errantes por lá.

- Mas o que...? — murmurou Kaio.

Os errantes começaram a andar na direção deles. Nem precisaram ser avisados dessa vez. Correram. Correram mais do que tudo. Mey corria implorando por perdão, mas ninguém nem mesmo lhe dava ouvidos. Não era a hora para aquilo. Damien conseguia manter bem a corrida, mesmo com Avery em suas costas. Correram mais um pouco, até toparem com uma interrupção: um amontoado de carros.

Sem ne pensar muito, Damien sentou sua namorada no carro e a empurrou suavemente até o outro lado, passando logo depois.

Os errantes corriam e já estavam muito perto.

Kaio subiu rapidamente o carro e ficou de pé, ajudando Triz a subir e a passar. Esta, escorregou e caiu e, no segundo em que Kaio se virou para ajuda-la, ouviram um grito:

- SOCORROOOOO! — todos se viraram imediatamente e viram.

Beatriz caiu de joelhos, com os olhos arregalados.

Os errantes alcançaram Mey e a puxavam para trás. Kaio estendeu os braços e a segurou pela camiseta, puxando-a com toda a sua força.

- Aguenta aí, baixanha — disse ele — Vamos sair dessa, os dois, ok?

Mey já chorava, mas fez que sim com a cabeça. Kaio tentou puxá-la mais uma vez. Porém, o inevitável aconteceu.

Um dos errantes puxou o braço de Mey com rapidez e o mordeu.

- AAAAAAAAARGH!! — gritou a caçula.

Com o susto, Kaio acabou soltando a garota que caiu nos braços dos errantes como jantar. A última visão que eles tiveram de Mey foram seus cabelos negros esvoaçando, seus olhos azuis mareados e sua mão cheia de sangue estendida no ar, como se pedisse ajuda.

- MEY!! — gritou Beatriz, já chorando, ajoelhada no chão — Não, não... Por favor não...

Então, Mey caiu no chão, sendo cercada por errantes. Os gritos dela foram agudos até que, enfim, cessaram.

Notas finais
E aí? Gostaram?
Mandem Reviwes!
Beijos da titia Neko =^.^=