Apocalipse Zumbi (interativa)

6 Estamos sendo observados...


Notas iniciais
Ooooooooi! =^.^=
Desculpem a demora galera, rolou um problema com notas aí, então eu fiquei essa semana meio estressada tentando resolver... Nada com que se preocupar.
Sem mais enrolação, mais um capítulo!
Boa leitura

Já estava perto do meio dia. Gaspar encarava a garota com óculos de armação. Ela tinha a cabeça baixa, como se demonstrasse respeito, mas o olhava discretamente. Junto a ela, uma mulher muito bonita com cabelos castanhos e olhos claros e, do outro lado, um homem de olhos e cabelos escuros, forte como um militar. Este homem tinha as costas eretas e estava em posição de sentido, como se demonstrasse respeito por ele.

Gaspar conhecia aquele homem. Bom, pelo menos de nome.

- Tenente Tilton? — perguntou Gaspar — Jason B. Tilton?

Jason levantou a cabeça e se posicionou com as costas mais retas ainda, se é que isso é possível. Seu rosto tomou uma expressão severa que assustou a garotinha e a mulher ao seu lado.

- Sim senhor, Major Jones — respondeu ele.

- Sem formalidades, por favor — pediu Gaspar — Não estamos treinando nem nada do gênero, portanto, apenas Gaspar.

- Sim senhor... — respondeu Jason, relaxando os músculos e deixando de parecer uma estátua.

Katrina estava um pouco perplexa, mas, de certa forma, já esperava que Gaspar fosse do exército. Tinha cicatrizes de dar arrepios e uma autoridade inquestionável. Isso sem contar a postura rígida que ele tomava quando sentia que havia perigo. Fora isso, era um cara extremamente "gente boa", na cabeça da morena.

Harry, Avery, Damien, Beatriz e Kaio chegaram mais perto para ver o que estava acontecendo. Avery veio pulando num pé só, apoiada em Damien, que estava muito tenso. Beatriz veio em passos hesitantes logo atrás de Harry, que apontava sua arma para os novos sobreviventes.

- Quem são? — perguntou o pequeno loiro, enquanto mirava bem na cabeça do único indivíduo que lhe representava perigo: Jason.

- Sobreviventes — respondeu Gaspar — Eu conheço ele, pode relaxar, filho.

Harry apenas tirou o dedo do gatilho. Não queria arriscar.

Um vento soprou o rosto dos ali presentes. Os cabelos das garotas flutuaram suavemente com a brisa, que fez barulho. O único barulho que podia ser escutado ali. Damien apertou a cintura de sua namorada com mais força. Se qualquer coisa a ameaçasse, ela poderia tirá-la dali com mais facilidade. Os olhos azuis de Damien observavam cada um dos novos sobreviventes, pensando num jeito fácil e rápido de mata-los, caso fosse necessário. Avery percebeu a aflição do namorado e abraçou-o também.

Kaio e Beatriz estavam de mãos dadas. Triz sentia que algo ruim iria acontecer e, definitivamente, não queria que nada acontecesse a Kaio. Nada mesmo. Apertou com mais força a mão de seu amigo que olhou para ela e sorriu, passando confiança.

Depois de alguns segundos de silêncio, Gaspar voltou a falar.

- Então, Tenente, quem está com você?

- Duas garotas que eu encontrei, senhor — a mulher virou a cabeça para o lado com a mão na boca, tentando segurar uma gargalhada. A mais nova, apenas ajeitou seus óculos e revirou os olhos. — Está é Cristina e a mais nova é Clear.

- Senhor! — disse a pequena Clear. Todos os olhos se voltaram para ela e, por um segundo, ela se encolheu. Logo depois, levantou a cabeça e voltou a falar — Ahn... Senhor Gaspar, acho que o senhor deve saber de uma coisa importante.

Gaspar e Harry levantaram uma sobrancelha. Era incrível o quão parecidos eles podiam ser.

- Pedimos que a escute, senhor — disse Cristina, sorrindo — Ela é mais inteligente do que se pode imaginar.

Gaspar fez um sinal com a cabeça, mandando Clear continuar.

- Senhor, todos nós viemos da Interestadual. Aliás, ainda estamos aqui, certo? — todos fizeram que sim com a cabeça — Pois bem, lá atrás, haviam muitas pessoas correndo de Atlanta, mas algumas não perceberam o por que da correria e, quando perceberam, já era tarde demais.

- Então — começou Harry — Você está dizendo que as pessoas que ficaram por lá se tornaram errantes? E que muitas delas estão seguindo pela Interestadual?

- Exatamente — respondeu Clear — Ou isso, ou voltaram para Atlanta que estava sendo fechada quando nós três saímos de lá. Então, um raio de aproximadamente 100 km de distância da cidade estará sujeito a presença de errantes em aproximadamente... — Clear parou para fazer contas com os seus dedos — Cinco horas. Isso sem contar os errantes que já estão pela floresta.

- Está dizendo que, se quisermos viver, devemos sair daqui? — perguntou, novamente, o pequeno loiro.

- Exato.

Todos ficaram abismados com a conversa entre os dois mais novos do grupo. Cristina sorriu e andou até Clear, colocando a mão no seu ombro.

- Bom, segundo os cálculos de Clear, é isso — disse Cristina, tirando o seu habitual sorriso do rosto e tomando uma expressão séria — Aqui não é seguro. Mas nós, simplesmente não podemos continuar andando. Claer está muito cansada e está começando a ter febre.

- O que? — gritou Damien, lá atrás — Vocês vão, simplesmente, deixar desconhecidos ficarem aqui?

- Acho que você não está em posição para falar nada aqui, ouviu bem? — disse Katrina, se virando para Damien. Este, abre a boca para rebater, mas é interrompido — Vey! Cala a boca e escuta! Os intrusos não são só eles, são vocês também! Ninguém tem palavra aqui a não ser Gaspar e Harry, por que, senão, a discussão vai ficar paia e não termina!

- Ela está certa — disse Avery para o namorado — Não podemos fazer nada.

- E, por favor, cuidado com o que diz — disse Beatriz — Sua namorada precisa ficar em repouso em algum lugar seguro.

Damien fechou as mãos em punho e respirou fundo. Elas estavam certas. Ele suspirou, derrotado, e abaixou a cabeça.

Harry deu alguns passos a frente ficando lado a lado com seu pai.

- E então pai? — perguntou o loiro — Você confia nele?

"Não", pensou Gaspar. Ele era o tenente mais mal falado e mulherengo de todos. Treinava de menos e bebia de mais. Porém ele sabia que Jason era esforçado e leal, por mais estúpido que fosse.

- Não o suficiente para deixá-lo com uma arma de fogo, mas o suficiente para deixa-lo sob a nossa vista — Harry abaixou a arma que, até então, estava apontada para Jason — Sim, vocês podem ficar.

Cristina sorriu e abraçou Clear que, um pouco corada, retribuiu. Jason murmurou um "Obrigado senhor" e se juntou a Cristina.

- Eles parecem uma família, não é mesmo? — perguntou Triz, sorrindo para Kaio e soltando sua mão. Se Clear estava com febre Beatriz precisava ajuda-la.

- Acho que todos nós somos uma família agora, Triz — disse Kaio — De um jeito ou de outro.

Beatriz sorriu e andou até a mais nova, começando a examina-la.

~#~#~

Depois de duas horas de descanço, Gaspar disse:

- Bom, temos que começar a andar. Vamos seguir pela Interestadual até encontrarmos o caminhos para o lago que fica aqui perto. Lá poderemos estabelecer um acampamento descente.

Todos assentiram.

Harry começou a subir na pá do trator quando olhou para Clear. Ele tinha achado a garota muito interessante, não no sentido de gostar dela, mas no sentido de admiração. Ele admirou a inteligência e estratégia da garota. Queria, não, precisava falar mais com ela.

- Hey, sobrevivente de óculos! — chamou Harry.

Clear o olhou, com certo desgosto ao apelido.

- Não me chame assim! — respondeu ela — Me chamo Clear! Clear!

- Tá, tá! Que seja — disse o loiro, revirando os olhos — Deve estar cansada, certo? — Clear fez que sim com a cabeça — Vem comigo então! Daqui da pra ter uma boa vista do grupo todo e, se quiser, pode dormir. Além do que, você está doente, então...

Clear pensou um pouco.

- Tudo bem! — disse ela, sorrindo — Mas acho que a Avery deve vir também! Ela está com o pé machucado.

- Justo!

Então a cena foi essa: Clear, Harry e Avery estava sentados na pá carregadora, Gaspar, Christian (que ainda não tinha acordado), Katrina e Jason estavam dentro do trator e Cristina, Beatriz, Kaio, Damien e Jason iam a pé.

Estava tudo indo bem.

- O que foi isso? — disse Avery.

- Isso o que? — perguntou Clear.

- Esse barulho nas árvores...

Harry parou um pouco e escutou. Havia algum lá.

- PARA O TRATOR!! — gritou Harry, já começando a descer.

- O que houve? — perguntou Gaspar, alarmado.

- Tem... Tem alguém lá dentro — disse Harry, apontando para a floresta.

Notas finais
E aí? Espero que tenham gostado! Digam como está a participação do seu personagem, ok?
Beijos!