Notas iniciais
Oie Gente linda.....é com grande alegria que digo sobre o VIDEO...Obaaaaa....ele vai sair provavelmente neste capitulo....a B que está estudando feito louca para o ENEM arranjou um tempinho para conseguir finalizar o video para nossa alegria!!!! huurrullll
Então fiquem espertos porque ele poderá ser postado entre hoje e amanhã por ela ok...
Bom vamos aos AVISOS IMPORTANTES....
Na verdade tenho duas perguntas....
PRIMEIRO: Para meninos e meninas.....O que vocês mais gostam na fic????
Queremos saber os pontos principais para cada um para dessa forma estarmos melhorando a cada dia e não perdendo tempo em coisas descartáveis ok.....A OPINIÃO DE CADA UM É EXTREMAMENTE IMPORTANTE......amo vocês....*.*
SEGUNDO: Vocês acham que pode existir uma quimica entre Clint e Annie?? Quem for a favor diga e quem for contra diga também hauhauhuahauah.....
Bom por hoje é só isso.....
Beijos da J
Fala aí pessoal. Posso dizer que quase nada desse capitulo fui eu que fiz? Huahaua Sim é verdade. Meritos eternos para a Babi e para a Ju. hahah Sim, eu ando estudando( 6 unidade, é isso que ela faz comigo) E como está em periodo de vestibulares, não chorem se eu sumir( mentira, chorem. Vou saber que sentiram minha falta. Enfim...aí vai o video. Espero que não odeiem tanto a ponto de querer que eu morra ou que tire 0 na redação do Enem( embora isso seja em provavel hauhau)
https://www.youtube.com/watch?v=FVJ2NgJKrxQ&feature=plcp
Ok...agora me amem,torçam por mim e sejam felizes hauhauahu Hectorcarvalho, sim eu estou doida, muito doida hauahua Tô durmindo 2 horas por noite, chore comigo, sim.
Vou fazer a prova de amanhã gripada, ou seja, Eunem vou me ferrar, neh?
Enfim...beijos.
B.

Apartamento de Alex Winchester e Charlie em New York


Alex acordou um pouco atordoado com a sequência de fatos que ocorrera no último dia. Ele se negava a pensar que Charlie nunca seria dele, ao menos não por completo. Os últimos dois meses haviam sido perfeitos. Eles tinha se conhecido bem, feito típicas coisas de um casal normal. Era impossível não pensar em como Charlotte era boa em tudo que fazia. Era boa no hospital, boa na cozinha, boa em seus sorrisos perfeitos, boa na cama, boa em tudo.

–Alex?- a garota chamou a atenção dele chegando na sala com sua roupa arrumada.

–Bom dia, meu anjo! — ele coça o pescoço e ri de leve.

–Bom dia!-ela se aproxima e dá um selinho nele.

–Está indo brincar de doutora?- ele fala mordendo o lábio inferior enquanto envolve as mãos na cintura dela.

–Eu não brinco de doutora. -ela ri e beija o canto da boca dele e se desprende do seu abraço. – Tenho que ir. Jantamos juntos hoje?

–Não sei, preciso ir na SHIELD agora, recebi uma ligação meio atordoada do Rick, ele quer falar comigo e tem que ser pessoalmente! – ela vai se afastado lentamente preocupada com esses chamados misteriosos.

–Char.- a chama e ela vira-se rapidamente.- O Dean e o Damon estão de volta!

–Eu sei. – diz ela abaixando a cabeça.

–Estava tudo certo quando éramos só nós dois, mas...não acho que possa competir com eles.- ele coça o pescoço e a encara.

–Alex...eu não posso negar e dizer que não fiquei mexida ao vê-los. Não seria justo com você. E eu odiaria não ser honesta com você...- ela olha no relógio.- Eu tenho que ir...falamos disso a noite?

Ele não respondeu. Afirmou com a cabeça e deixou a garota partir, seu único medo era de ela não querer mais voltar, mas se fosse assim ele iria entender. Pegou seu celular e acessou o código de JARVIS na Torre Stark.

–JARVIS prepare o helicóptero do Tony para uma viagem rápida, estarei ai em meia hora!

“Sim senhor Winchester, o helicóptero será providenciado”

–Obrigado JARVIS e mande uma mensagem para meus irmãos e para Damon Salvatore, diga a eles que enquanto Tony estiver fora vamos nos reunir na Torre dele ok?

“Certamente senhor”

Alex desligou e foi se arrumar, tinha um pressentimento ruim sobre o chamado da SHIELD.


(...)


Alojamento de Emily SHIELD


Emily estava no banheiro de seu quarto parada em frente ao espelho, o sangue de David espalhado por todo o seu corpo escorrendo pela face. Faziam horas que tudo havia acontecido mais ela não se importava nem um pouco, não seria a primeira vez que o sangue sujava sua pele.

Apesar de ter saído do campo da explosão o sangue havia lhe atingido pela força da bomba.

Ela tocou o rosto sentindo o liquido quente escorrer pelos dedos deixando um pequeno sorriso frio aparecer, era exatamente isso que queria fazer ao demônio que matou sua família.

–Não é muito saudável apreciar a morte! Disse Tulipa aparecendo atrás de Emily tendo sua imagem refletida no espelho.

–Não é saudável apreciar a vida, porque no final ela sempre será levada de você a força! Emily olhou friamente para Tutti encarando-a.

–Mas você ainda está viva!

–Tem certeza? Olhe bem para mim Tutti -Fruit, eu não tenho família e vi coisas que você nunca sonhou, eu mergulhei num mar de sangue até o pescoço e agora sou uma aberração, acha que estou viva? Acha que alguém aqui gosta mesmo de mim ou dá um mínimo de importância? Eu sou apenas a esquisita da base, você pensa que algum cara aqui vai querer alguma coisa comigo? Emily ria de forma esganiçada como se debocha-se de si própria.

–Eu....eu sinto muito...eu.....

–Não precisa bancar a fofa comigo Tutti eu não dou a mínima para isso, eu só estou nessa pela minha vingança! Emily saiu do banheiro e empurrou Tutti contra a parede em busca de passagem.

–Eu gosto de você.......

Sussurrou Tutti baixinho mais a morena não ouviu. Ela saiu furiosa pelo corredor tentando tirar o moletom preto cheio de sangue, se não podia ficar em paz no próprio quarto iria tomar seu banho no banheiro da base, ele era grande, sombrio e estava sempre vazio, era perfeito.

–Ai!!! Disse ao esbarrar em alguma coisa que a fez ir ao chão.

–Você de novo? Disse Alex olhando com seu melhor sorriso de lado para a menina mais depois ficou tenso ao ver todo o sangue a sua volta.

–Porque esse sangue ainda está em você? Pelo que soube faz um bom tempo que ocorreu o ataque aqui! Disse preocupado tentando ajuda-la mais ela empurrou o braço dele se levantando sozinha.

–Isso não é da sua conta! Falou Emily debochada como sempre irritando Alex.

–Você está á horas banhada no sangue de um dos seus amigos e não acha isso estranho? Você é doente! Ele falou com uma expressão de nojo, nojo esse que Emily conhecia muito bem, quando sua família foi morta ela passou anos ouvido as pessoas insinuarem que ela era a verdadeira assassina e que só havia incriminado sua irmãzinha para tirar a culpa de cima dos ombros e não ir para a cadeia.

–Isso é uma coisa que escuto á muito tempo, você não pode me ferir com isso! Falou erguendo o queixo ficando próxima do caçador.

–Não quero ferir você!

–Mentiroso, todos querem ferir alguém! A menina olhou para o chão tentando esconder seu nervosismo, não estava acostumada a ser o centro das atenções de ninguém, pelo menos não de homens.

–E você quer ferir a quem?

–O demônio que me fez ficar abraçada ao corpo morto de minha irmã durante uma noite inteira! Falou vagamente enquanto o olha de volta para ele.

–Sinto muito!

–Mentira, acha que ligo para o que pensa? Acha que me importo com você ou com os outros?

–Você só quer vingança não é?

–Sim e depois eu caio fora! Ela ia passar com tudo pelo caçador mais Alex a puxou pelo braço jogando-a contra a parede prendendo a menina com um braço de cada lado de seu corpo, deixando-a nervosa pela primeira vez.

–Me solta seu merda...acha que pode me intimidar? Eu não tenho medo de você eu....

Mas ela não conseguiu mais falar Alex segurou seu queixo com força impossibilitando de falar, ela tentou golpea-lo mais a única coisa que conseguiu foi ser jogada de cara na parede enquanto ele segurava seu braço torcido nas costas prendendo-a com o próprio corpo.

–Você pode fazer o que quiser e viver como quiser, mas antes de mais nada vai tirar esse sangue todo do seu lindo corpinho agora, não é certo ficar desfilando pela base com os restos de um agente em você, tem gente aqui que gostava dele e você não está ajudando em nada assim!

–Me solta seu idiota, eu já estava indo tomar um banho quando você me atrapalhou, você não tem o direito de me tratar assim, me solta! Ela gritava enfurecida enquanto tentava segurar as lágrimas que teimava em querer correr pelo rosto.

–Você precisa acordar desse seu mundinho de trevas, você não está sozinha nessa base! Alex não entendia porque aquela menina revoltada que não fazia a menor questão de estar bonita ou sexy mexia com ele, no fundo era um sentimento que ele não conseguia decifrar.

Ele a soltou e por um minuto Emily pareceu arrasada, mais foi por pouco tempo, ela levitou diante dos olhos dele e limpou as lagrimas com fúria sujando ainda mais de sangue seu rosto.

–Espero que tenha se divertido porque nunca mais vai se aproximar de mim ouviu, nunca mais, você é que me dá nojo seu caçador bundão! Disse a garota mostrando o dedo do meio para Alex que ficou totalmente atônito com aquela reação, ela era tão grossa, tão vulgar, tão..tão....confusa e difícil.

Ela saiu voando dali em direção ao banheiro enquanto xingava inúmeros palavrões pelo caminho.

–Escutei gritos aqui, ta tudo bem Alex? Disse Rick se aproximando com uma expressão cansada.

–Não, não está bem mais acho que um dia vai ficar! Disse o rapaz sorrindo discreto.

–Bom eu pedi para você vir aqui para falar do avião que explodiu, sei que é um grande amigo do Tony e não achei que seria justo avisar por telefone! Disse o professor de história colocando a mão sobre o ombro do rapaz.

–Obrigado Rick, isso é muito importante para mim, vou ver se as Industrias Stark tem alguma forma de rastreamento para descobrirmos a localização exata deles! Alex não queria demonstrar mais estava preocupado com Tony, sabia que o amigo não tinha muitas qualificações em questão de sobrevivência na selva.

–Ok, mas tem que ser discreto já que os inimigos da SHIELD não nos desejam por perto, bom eu preciso avisar Nikki sobre isso, ela é amiga das garotas e ainda tem os seus irmãos com aquela ligação em relação a Ary, você poderia avisar o Damon?

–Claro, mas acho que nesse momento ele vai querer que você vá para a cidade conosco!

–Bom eu tenho que arrumar algumas coisas por aqui e quando conseguir pedirei carona para um helicóptero! Eles riram de forma fraca, o clima ainda era muito tenso.

Emily deixava a água cair com força sobre o corpo tentando esquecer os acontecimentos do ultimo momento. Alex era um imbecil na opinião dela, só porque ele tinha mais músculos do que cérebro não significava que podia segura-la daquela forma.

–Nossa Emily esse sangue todo é seu? Você se feriu na explosão? Perguntou a voz de Teddy do lado de fora do box.

–Que droga, será que uma aberração da ciência não pode tomar um banho em paz? Emily falou frustrada batendo de leve sua cabeça contra o box fazendo Teddy rir do lado de fora.

–Eu encontrei Tutti no corredor, ela disse que você ia tomar um banho e presumi que estaria nesse lugar, trouxe roupas limpas para você!

Emily ficou em silêncio por um minuto até finalmente desligar o chuveiro e pegar a toalha que Teddy lhe entregou.

–Valeu!!

–Bom eu vou levar suas roupas para queimar, não acredito que alguém vá lavar essas roupas com o sangue do David!

–Que droga ele era só um agente não o Papa, isso é só sangue! Emily falou frustrada por ter mais uma pessoa querendo faze-la abrir seu coração para aquele momento de dor, mas Emily já o tinha fechado, em um passado não tão distante onde a dor a levou quase a beira da loucura.

–Bom, que seja, ai está suas roupas, foi o que eu consegui pegar na hora, eu estava conversando com a Tutti e peguei alguma coisa no quarto dela então..................

–UM VESTIDO???

–Sim, é um lindo vestido vermelho com bolinhas brancas na barra, uma coisa bem anos 60, eu adoro esse modelo da.....

–Ei, nada de futilidades na minha presença oh Barbie, eu só quero as minhas roupas de volta!

–Eu já te fiz favores demais, vista esse lindo vestido e saia já desse banheiro e depois se quiser me matar estarei pronta, de qualquer forma nós vamos ver a Annie na enfermaria, ela ainda não acordou! Teddy falou irritada e saiu deixando uma Emily furiosa para trás.

Emily respirou fundo 10 vezes antes de colocar aquele vestido, mas finalmente conseguiu. Ela saiu correndo daquele lugar desejando chegar o mais rápido possível em seu quarto.

–Au! Alex disse ao ser derrubado com força por algo que vinha com muita velocidade em sua direção, foi quando ele viu uma jovem de pele clara e longos cabelos negros aparentemente molhados, um vestido que realçava suas curvas com um ar totalmente sensual.

–Me desculpe senhorita eu não quis feri-la, devia prestar mais atenção quando.....espera...é..é....você? Ele parecia chocado, mas dessa vez Emily não disse nada apenas se levantou com toda a força que ainda lhe restava e voou pelo corredor.

“Mas que droga, porque ele não sai do meu maldito caminho?” A menina ia perguntando a si mesma ate chegar ao quarto e se trancar lá para poder esconder aquele rosto corado e aqueles batimentos acelerados.

–Mas que merda! Disse baixinho para si mesma.



(....)


Do lado Norte da Ilha


O barulho das ondas começou a invadir a consciência de Ariel, ela foi abrindo os olhos doloridos sentindo uma pequena dor de cabeça que a incomodava profundamente. As gaivotas voavam desesperadas pela extensão da praia e isso não significava boa coisa, o sol queimava sua pele e para seu desgosto viu que sua blusa branca estava rasgada o que a deixava se sentindo exposta demais ali sozinha e confusa. Refletiu sobre os últimos momentos na nave quando tentava pensar em uma forma de salvar seus amigos mais a explosão veio mais rápido.

Começou a se levantar e acabou caindo, depois de três tentativas conseguiu ficar de pé e para seu total desespero não viu ninguém. Começou a andar com o sol a suas costas na margem da praia na busca por seus amigos e depois de alguns minutos encontrou os primeiros destroços da nave.

Horrorizada viu um corpo atirado de bruços na areia, ela correu até o corpo mais quando o virou soltou um grito de medo, o homem que era um dos agentes da SHIELD estava morto com partes do corpo totalmente queimados. Ela pensou em Tony e na loucura que foi te-lo jogado nos braços do Hulk, será que Bruce tinha protegido seu amor?

–ARIEL!!!!! Gritou uma voz conhecida com todas as forças que ainda tinha, Shane vinha correndo na direção da loira com uma expressão de felicidade misturada com cansaço.

A menina deixou suas lágrimas caírem descontroladas enquanto corria de encontro ao rapaz, ficou muito sem graça ao ver que uma parte do seu sutiã de renda branco estava aparecendo pelo rasgo da blusa mais teria que superar isso já que sua mala havia se perdido e afinal, Shane era como um irmão, seu melhor amigo dos últimos tempos e não precisava ter vergonha perto dele.

–Você está bem Ary? Perguntou o rapaz com um olhar bem preocupado mais Ary não conseguia responder, apenas chorava apoiando seu rosto no peito do rapaz que acariciava seus cabelos, ele estava bem destruído com seus cabelos bagunçados, a sensação de ter Ary tão perto assim o incomodava, ele sentia um calor estranho percorrer seu corpo e ao ver uma pequena parte do colo nu da jovem precisou se esforçar muito para se lembrar de como respirava.

–Eu não consegui achar ninguém...eu vi......tem um.....um homem..um homem morto.....está na praia......Shane, se o Tony não sobreviver eu não sei o que vou fazer....eu.....

–Ei calma, Tony é um homem forte, ele vai sobreviver, mas agora precisamos sair daqui, estamos muito expostos, vamos procurar uma fonte de água doce e depois veremos o que fazer ok? Disse Shane tentando manter o controle, mas Ary ficou frustrada por um momento como se não consegui-se entender as palavras do rapaz.

–NÃO, vamos continuar procurando por eles, eu não posso perder o Tony, eu o amo, ele pode estar ferido ou precisando de mim ou preso ou..ou....eu não sei mais o que pode acontecer e não quero que aconteça, eu preciso salva-lo! Ela falou olhando séria para o rapaz que por um minuto também perdeu a paciência.

–VOCÊ NÃO O AMA ARY, VOCÊ SÓ PENSA QUE O AMA PORQUE ELE FOI O ÚNICO HOMEM NA SUA VIDA!!!! Shane queria dizer aquilo á muito tempo mais nunca teve coragem para isso.

Ary o olhou ainda mais chorosa e tentou se transportar de lá mais percebeu que seus poderes não funcionavam na ilha, Shane se amaldiçoou por ter magoado a menina daquele jeito, Ary era tudo para ele nos últimos dias, tudo o que ele queria, e agora no momento em que ela mais precisava ele estava sendo egoísta.

–Me desculpe....eu estou....nervoso eu.....eu sou um idiota!

–Está tudo bem Shane, me desculpe também, eu só estou com medo! Ary deixou um sorriso fraco sair enquanto Shane se aproximou dela enxugando suas lágrimas com os dedos.

–Vai dar tudo certo, você vai ver! Eles começaram a andar para o coração da ilha na busca por abrigo e água, Ary ainda tinha em mente as palavras do amigo, aquilo de certa forma lhe fazia sentido.

(...)

Sala de treinamentos da SHIELD

Do corredor podia se ouvir o som de socos frenéticos em um saco de treinamento, Tutti caminhava despreocupada pelo ambiente devorando um saquinho de jujuba, olhou curiosa pela fresta da porta querendo ver quem era o estressado(a) que estava descontando todo seu ódio naquele pobre saco de areia, mas foi surpreendida ao ver Steve, sua expressão seria, o cenho levemente enrugado, o suor escorrendo pelo seu rosto e seus músculos tensos, o último soco fora tão potente que o saco se desprendera do gancho, e o mesmo voou pelo ambiente, batendo na parede do outro lado, Tutti ergueu ambas as sobrancelhas e fez um som de surpresa, Steve se virou e a olhou com atenção, ora parecendo surpreso com sua presença, ora incomodado.


– Você não deveria estar se preparando? – Ele murmurou, arrumando as gases em sua mão que serviam de proteção contra pequenos machucados causados pelos socos.


– Já me preparei demais ... – Ela disse, adentrando o ambiente guardando as jujubas no bolso. – Como você está?


– É ... bem, eu acho. – Steve respondeu, a olhando de soslaio, ele se sentia estranho perto dela, com um nervosismo brotando em seu estomago, um suor tomando suas mãos, ele a olhava e seu coração acelerava, ele precisava controlar suas emoções, ainda mais num momento como esse, mas ele só tinha vontade de convidá-la para sair ...


– Não parece. – Tutti disse em um suspiro.


– Você sabe, eu ... eu tenho meus problemas com a HIDRA. – Ele deixou escapar com o cenho enrugado, ele relaxou olhando-a sem pudor,Tutti se aproximou um passo e ele sentiu as lembranças lhe tomar. – E saber que mesmo agora, décadas depois de meu último encontro com eles, ver que ainda continuam fortes e capazes de causar um grande caos com no mundo me dá uma sensação que eu errei, que eu deveria fazer mais, que ...


– Não era para ser. – Tutti disse suavemente.


– Mas deveria, eu era capacitado para isso, eu tinha tudo nas mãos para isso, mas ... falhei, e agora esse fantasma vem me assombrar, novamente. – Ele a observava com atenção, era bom poder falar sobre isso, ainda mais com Tutti, ela o tranqüilizava de um modo que o impressionava, ele só tinha vontade de sentar ao seu lado e desabafar e ouvir suas doces palavras e acreditar que o mundo irá se tornar um mundo melhor, mas não seria assim, não é? Descrente, pegou um outro saco de boxe e prendeu no gancho voltando a socá-lo.


– Mas esse é o propósito do nosso passado, nos assombrar, apontar nossos erros descaradamente e nos forçar a lutar para destruir aquilo que nos consome, porque é só assim que crescemos como pessoas, Steve.


– Ainda estamos falando sobre a HIDRA? – Ele questionou parando de bater no saco de boxe, a olhando de lado, Tutti engoliu em seco e deu de ombros.


– Bom, de qualquer modo ela não deixa de ser um fantasma para você, não é? – Steve entendeu o que ela queria dizer, a olhou com certo pesar e Tutti ergueu ambas as sobrancelhas vendo que como sempre aquela conversa não iria evoluir.


– A questão não é ela, Tutti, por mais clichê que seja, sou eu. – Steve murmurou, olhando ao arredor e buscando as palavras exatas, se recordando de todos seus pensamentos e sentimentos. – Eu não posso seguir em frente com a minha vida sabendo que em algum momento irei acabar passando por toda aquela situação de novo, não é justo comigo, não é justo com você ...


– Comigo? Espera ... o que? O que você quer dizer com isso? – Tutti questionou, seu coração parou, ela sentiu o ar lhe faltar e o estômago afundar, era isso mesmo que ouvira, pela expressão de Steve ele havia dito demais e agora ela queria entender ... tudo. Steve abriu os lábios, mas os fechou, os dois se encararam por breves milésimos até que ...


– Tutti, te achei. – A voz de Eduardo tomou o lugar, animado e agitado como sempre, ele se aproximou da jovem que estava estática, com os lábios abertos e sem reação. – Queria sua ajuda com o meu treinamento de lobo, você topa?


– E-eu ... – Tutti disse olhando Steve sem palavras enquanto Edu observava a cena tentando entender e aguardando uma resposta.


– Você deveria ir, Tutti. – Steve disse em um suspiro, Tutti estava sem ação, mas olhou para Edu e assentiu sem perceber, e começou a caminhar sendo puxada por Edu que tagarelava sem ela entender o que ele dizia, antes de sair, ela olhou e viu Steve a observar, pesaroso, ele voltou seu olhar ao saco de boxe despejando toda sua raiva nele e Tutti se foi ... sem saber ao certo como agir depois disso, só sabendo que deveria se lembrar de respirar.


(...)

Do lado Leste da Ilha

A bruxa abriu os olhos enquanto alguma coisa puxava seu cabelo, para sua surpresa era um macaco.

Sara olhou para os lados e viu que havia caído dentro da mata em meio a coqueiros e animais selvagens.

–Perfeito! Disse irônica para si mesma enquanto observava um ferimento na perna esquerda.

Depois de andar no meio da selva ali presente por mais ou menos uma hora conseguiu chegar até a praia onde para sua surpresa viu o que seria o Homem de Ferro desacordado.

–Tony!!! Gritou mais o homem permaneceu desacordado, ela se aproximou enquanto sua saia longa se enroscava nas folhagens e se sujava com a chegada da areia.

–Tony?! Disse mais baixo se ajoelhando ao lado do rosto do homem que tinha perdido a proteção da armadura, assim como algumas partes visivelmente danificadas.

–Ok Sara não entre em pânico, ele só está desacordado! Falou para si mesma enquanto procurava pela pulsação do bilionário e percebeu que precisava retirar aquela armadura dele.

Depois de passar as mãos por toda a armadura ela finalmente conseguiu achar um dispositivo que ao ser apertado fez com que a armadura saísse totalmente de Tony para alivio de Sara.

–Bom, agora vamos a três paços simples, checar o pulso, o coração e a respiração! Falava a loira para si mesma com medo do resultado que poderia atingir.

Ela apertou com os dedos a veia principal do pescoço dele e sentiu um batimento fraco, assim como seu pulso que batia suavemente, queria tentou deitar a cabeça no peito dele mais não conseguiu ouvir nada, logo se lembrou do reator de energia por cima do coração de Tony e ficou mais tranqüila.

–Agora falta pouco, só preciso ver se ele respira! Sara se aproximou de Tony sentindo-se totalmente mal com aquilo, aquela era uma cena que poderia confundir muita gente, percebeu que ele era um homem muito bonito e que na verdade sempre soubera disso, apenas ignorava como todas as outras por respeito a Ary.

Pensou em Loki naquele momento e sentiu seu peito doer, por alguma estranha razão sentia que ele estava envolvido nisso e aquilo a irritava insanamente.

–Então você vai fazer respiração boca a boca agora ou vai esperar eu morrer sufocado? Disse Tony abrindo os olhos fazendo Sara saltar metros para trás com o susto e vergonha.

–Seu idiota eu estava preocupada! Falou sentindo a face corar violentamente.

–Não sabia que se importava tanto assim comigo? O homem se levantava tirando a areia do corpo sentindo seus músculos doloridos, se não fosse a armadura certamente teria morrido.

–Não me importo com você só não quero ficar sozinha aqui! Disse a jovem olhando a sua volta fazendo Tony ter a mesma reação e percebendo que estavam totalmente perdidos.

–Isso não é nada bom! O magnata sabia que aquilo não iria terminar bem.

(...)

Bar Black Jack New York


Damon abriu a porta do bar para que Brooke entrasse, logo seguindo ao seu lado, mantendo uma mão fixa em sua cintura, tentando passar uma imagem de casal, mesmo que ela entortasse os lábios para tal gesto, eles pararam, como se procurassem um lugar para sentar, ela observou o ambiente discretamente a procura de um rosto conhecido no meio daquele mar de gente, mas nenhuma reação foi produzida pela mesma.


– Viu algo de interessante? – Damon questionou olhando-a com um sorriso em seus lábios.


– Nada, só conheço duas pessoas, o cara que está perto do aparelho de música e a garçonete, ambos são serviçais do mensageiro do Klaus, eles que buscam e levam as informações necessárias ao John, e ele entra em contato com o Klaus. – Brooke murmurou, mas escondendo um sorriso para aparentar que tudo estava bem.


– E onde podemos encontrar esse John? – Damon questionou curioso, Brooke fez um gesto com a cabeça na direção do balcão então ele a seguiu, ao se sentarem, a garçonete mencionada se aproximou, simpática veio questionar o que eles gostariam, Damon pediu dois uísques, ela o observou, mas seus olhos fixaram em Brooke que sorriu, ele notou algo peculiar em seu olhar, mas apenas sorriu daquele seu modo cínico, a observando preparar a bebida.


– Nadia, não é? – Ela sabia que era, mas queria faz a descompromissada, sorria e mantinha sua mão no joelho de Damon, mostrando intimidade.


– Sim, e você é Elizabeth ... certo? – Ela questionou, colocando os copos de bebidas na frente dos vampiros que agradeceram, Damon já levava o copo aos lábios, mas esperta como Brooke ela apertou a coxa dele, o que fez repousar o copo no balcão e a olhar com estranheza. – Eu lembro do seu rosto, você esteve aqui umas duas vezes ... para falar com John. – Ela concluiu, trocando um rápido olhar com o homem próximo ao aparelho de música e em seguida, ofereceu amendoins, mas ambos os vampiros negaram. – Suponho que você esteja aqui por ele.


– Exato, ele está? Preciso falar com ele, é um assunto de extrema urgência. – Brooke foi direto ao assunto, ainda sorrindo daquele modo charmoso dela e rodando o copo de bebida na mão, Damon adorava a atitude da jovem, era bom ter alguém tão impulsiva e de atitude quanto ele.


– Sim, mas é o mesmo esquema de sempre. – Nadia disse se debruçando no balcão segundos após ter analisado bem as expressões dos dois vampiros a sua frente. – Dinheiro e apenas 05 minutos, nada mais.


– Vocês não dão um desconto para clientes de longa data? – Damon questionou com o seu sorriso mais simpático e Nadia apenas sorriu, negando tal pergunta e se virando para atender outro cliente. – Olha, por mais que eu saiba que eu sou irresistível e que você me deseja desde 1897, me agarrar em espaço publico não é uma boa idéia para o horário, sociedade e ambiente em que nos encontramos. – Damon disse erguendo ambas as sobrancelhas sugestivo com aquele sorriso canalha.


– Damon, não é nada disso. – Ela respondeu em um sussurro, se virando de lado e trocando rapidamente as bebidas, já que nenhum dos vampiros serviçais notaram. – Você não consegue sentir, mas a sua bebida está lotada de verbena; eles costumam dar verbena aos clientes que eles desconhecem, esse é um bar de vampiros, e essa é a única forma de deter um; é uma forma de evitar problemas e manter John no anonimato e protegido.


– Uau, obrigada então ... – Ele murmurou, bebericando a sua nova bebida livre de verbena. – Como você percebeu isso? É de tanto vir aqui?


– Eu bebo verbena com sangue há mais 150 anos ... – Ela murmurou, observando Nadia retornar para onde eles estavam.


– Com bons motivos. – Ele murmurou mencionando Klaus e sua familia, erguendo as sobrancelhas.


– Então,...- Disse Nadia, se debruçando no balcão. – Você notou a verbena, huh? – Damon e Brooke erguem as sobrancelhas com sorriso debochados, ela os observa e limpa as mãos em uma toalha. – Ok, então venham comigo.


Nadia saiu do balcão, assentiu para o outro serviçal e eles o seguiu, adentrou uma porta que dava em um corredor de porte antigo, tapete de veludo e quadros da renascença, parecia um outro mundo em comparação àquele bar; Damon se mantinha ao lado de Brooke, olhando a tudo pronto para qualquer emboscada, enquanto Brooke agia com uma tranqüilidade invejável, ele sabia que algo estava errado e sem ter como avisar a jovem, ele estava se preparando para o pior.


–Bom, Elizabeth, você já sabe o procedimento ... – Nadia disse ao parar em frente de duas portas de mogno grandes e pesadas, Brooke olhou para Damon e revirou os olhos tirando um pacote do bolso do sobretudo entregando a Nadia que ao abrir viu três montinhos de dinheiro, Damon ergueu ambas as sobrancelhas e trocou um olhar com o serviçal que os observava serio. – Cinco minutos, então aconselho ser direta.


– Serei ...


Nadia abriu a porta, e Damon e Alice entraram no local, uma escritório com belissimos moveis, com uma estante com centenas de livros, uma fogueira rodeada por um tapete persa e poltronas, mas nada de John, Brooke olhou com estranheza e se virou no instante que as portas e o trinco foram fechados.


– Damon ... – Brooke disse em alerta. – Isso está errado.


– É, estamos ferrados ... – Damon disse em um sussurro olhando Brooke de soslaio que o observava um pouco tensa, não era assim que os encontros costumavam ser, ver John era cheio de procedimentos e sempre com a presença de um dos serviçais ... algo estava errado.

Um som de estalo foi ouvido, Brooke se virou e usando sua velocidade saltou para longe da porta no instante que um tiro iria lhe acertar em cheio, suas presas surgiram e seus olhos se tornaram negros, Damon correu e segurou a mão do homem que deu um giro, sendo mais rápido que ele, e acertando um tiro em suas vértebras, o fazendo tombar ....

Brooke grunhiu e saltou na direção do homem, era o tal do John, alto, negro, forte e com uma aparência de 42 anos, mas com uma força de um vampiro de 500 anos, Brooke travou uma luta com ele, enquanto Damon tentava se reerguer e arrancar a bala de suas costas, mas era em vão, o homem pisou bem na área afetada e o Salvatore gritou, e nesse instante Brooke tentou defendê-lo, mas foi agarrada pelo pescoço e imobilizada.


– J-john ... v-vejo que sentiu minha falta. – Ela disse com um tom de amigável.


– Eu não, mas Klaus vai amar matar saudades de você, Brooke. – Ele murmurou com satisfação.


Brooke grunhiu utilizou de sua força, conseguiu empurrá-lo tempo o suficiente para arrancar um punhal de sua cintura e acerte-lhe em cheio no coração, ele gritou e pode ser visto a área queimar, sendo dominada por verbena, ela respirou fundo e se agachou do lado de Damon, sabendo que tinha pouco tempo, arrancou a bala e o vampiro grunhiu, ele ficou de pé em um movimento só e agarrou John pelo pescoço.


– Onde está Klaus? – Damon disse, sentindo a vértebra se regenerar, mas o ódio lhe dominar.


– Bom, podemos fazer um acordo, entregamos a garota e você o encontrará pessoalmente, e ainda poderá ganhar uma quantia boa em dinheiro.


– Ele botou minha cabeça a premio? – Brooke questionou em choque.


– Não só a cabeça ... – Ele murmurou arfando e olhou malicioso.- Mas todo o resto. – Brooke enfiou a faca com mais força no coração do homem e ele gritou, nesse instante eles podiam ouvir passos nos corredores, os serviçais, Brooke era a mais forte, só ela podia fazer isso, trocou um olhar com Damon e ele entendeu, a situação era dele.


Antes que a porta fosse aberta, Brooke saiu no corredor e atacou Nadia, ela deu alguns golpes em Brooke, mas ela deu dois giros, acertou-lhe as costelas e com um movimento rápido arrancou-lhe o coração, nesse momento o homem veio na direção dela, dois metros de altura e três de largura ...


– Isso vai doer. – Ela sussurrou para si.


No escritório Damon pode ver Brooke sendo jogada do outro lado do corredor pelo homem, e a mesma berrou apavorada, mas logo saltou na direção do mesmo, feito uma lince, John olhava a cena apavorado e Damon sorriu convencido.


– Ela está acabando com seus serviçais, então se você quer viver, conte-me tudo que sabe sobre o paradeiro do Klaus.


– Ele já sabe que ela está aqui, rapaz, é só questão de esperar alguns minutos...


– Hummm, então ele está perto? – Brooke deu um grito no corredor e era possível ouvir um osso se partindo, mas ela não se demorou e pulou nas costas do vampiro gigante e mordeu-lhe o pescoço de forma selvagem. John observava tudo sem saber ao certo o que fazer, mas foi quando a cabeça de seus serviçais serem jogados em seu corpo e uma ensangüentada Brooke adentrar no ambiente que sua expressão ficou apavorada e temerosa.


– Tudo bem, tudo bem ... Vamos fazer um acordo? Eu lhe digo tudo que quiser, mas vocês vão me garantir que vão deixar eu partir com uma quantia de dinheiro e um veiculo. – John disse nervoso, Brooke e Damon se entreolharam e de repente Brooke saltou em cima dele enfiando a mão em seu coração.


– Que tal você falar primeiro e nós pensarmos depois, huh? – John gritou enquanto Brooke enfiava lentamente a mão em seu peito, indo em direção de seu coração.


– Sim ... Sim ... – Ele gritou.


– Sim, o que? – Damon questionou debochado, como se quisesse ouvi-lo mais alto.


– Klaus está perto ... – Brooke tirou a mão do peito do homem e o observou com atenção e ele continuou, respirando com dificuldade. – Ele está vivendo em Nova York, no sul de Manhattan, mas ninguém sabe onde ao certo ... – Brooke voltou a se aproximar, mas ele se encolheu com uma expressão sincera. – É a verdade, ele não confia em ninguém, nem mesmo em seus novos aliados.


– Qual foi a última missão que ele lhe requisitou? – Damon questionou, com os braços cruzados. – Tem algo a ver com um artefato especial?


– Não, tem a ver com ela ... – Brooke trocou um olhar surpreso com Damon. – Ele mandou que eu procurasse qualquer informação do paradeiro dela, enviou uma foto e disse que se a encontrasse, levar a ele, e que uma boa quantia de dinheiro seria dada em troca.


– So isso? – Ela questionou o observando séria, mas balançada com a informação.


– Sim, eu juro ... – ele murmurou com as mãos erguidas ao ar. – Agora posso ir?


Damon e Brooke trocaram um olhar, e ele assentiu com uma expressão seria, como se entendesse o que se passava na mente dela.


– Sim. – Brooke disse com o seu melhor sorriso, John parecia aliviado, mas começou a ficar em pânico, ao ver o sorriso dela se tornar sádico. – Você pode ir para o inferno.


E com um movimento só ela arrancou o coração dele, o homem caiu ao som e ela tacou o coração próximo ao corpo.


– Acho melhor irmos embora, Carrie; Klaus está próximo. – Damon murmurou, olhando –a de cima a baixo toda ensaguentada, mas era o sangue dos outros vampiros, ela estava intacta. – Vamos sair pela janela, assim não chamamos atenção ...


– Que bom. – Brooke murmurou com um tom de voz sombrio.


– O que? – Ele questionou em dúvida.


– Que bom que Klaus se aproxima, assim ele poderá ver a minha mensagem para ele ... É a mim que ele quer, é a mim que ele terá, mas antes, ele vai perder tudo que construiu. – Ela sorri de modo malicioso e vemos os corpos de seus funcionários todos despedaçados pelo corredor. Damon sorriu, entendendo o que ela queria dizer, essa era a sua mensagem de guerra ao híbrido e ele tinha que dizer, era uma mensagem perigosa, mas muito bem feita, ele ergueu ambas as sobrancelhas, e antes de sair os dois deram uma vasculhada no escritório, levaram um netbook e algumas agendas com informações interessadas, e juntos, destruíram a janela do escritório e saíram o mais rápido daquela área.


(...)

Do Lado Sul da Ilha

Bruce segurava Tony em seus braços com força e temendo que qualquer movimento podia acabar por pede-lo no ar, enquanto sentia seu corpo despencar do ar enquanto ele tentava um meio de se segurar ou de ver onde iria cair; o medo lhe tomando, enquanto seu corpo se mexia no ar sem segurança e apoio de nada, ele grunhia e gritava sentindo sua raiva lhe dominar cada vez mais, enquanto Tony berrava para não morrer daquela forma e não ser solto, já o outro cara não gostava de se sentir em uma situação como aquela no qual ele não se sentia sob controle de nada, ele estava despencando pelo ar em uma velocidade indescritível e ia em direção ao oceano, mas em certa distância ele notará uma praia, aproveitou o giro no ar e tacou Tony para aquela direção com toda sua força, Bruce desejou que Tony caísse em segurança e o outro cara só queria tacar objetos e gritar, e Tony ... bom, seu grito desesperado dominou a paisagem. Hulk despencou do ar e em um estrondo caiu no mar formando ondas perigosas que iam em direção da praia.

Não muito longe dali Tâmara assistia a tudo, seus longos cabelos loiros voavam com a brisa que dominava a paisagem, seus olhos observavam aquela criatura deslumbrada e curiosa: um ser verde, grande e forte caindo de um objeto gigante humano e vindo em direção ao oceano. Ele era como ela, diferente, ela pensou com fascínio. Ao cair no mar, de forma estabanada e pesada, a criatura acabou produzindo diversas ondas perigosas, e um momento de silêncio tomou conta da paisagem. Ele não se manifestará, será que ele estava bem? Ela não sabia por que tanta preocupação, mas sentiu um aperto em seu coração e sem pensar saltou da pedra que se encontrava atingindo o mar, sua cauda surgira com o menor toque a água e ela saiu nadando em alta velocidade a procura da criatura ... Ele não podia morrer, ele era como ela, diferente, especial, não merecia morrer assim ... ela precisava encontrá-lo, ajudá-lo, ... conhecê-lo. Por quê? Não sabia, só sentia que devia ... e iria seguir esse sentimento.

Parou em determinada área do oceano olhando em todas as direções a procura de um movimento que fosse e o viu, afundando, ele estava morrendo, ela pensou e voltou a nadar rapidamente pronta para salvá-lo.

Cada vez que ela se aproximava, menor ele se tornava, na realidade, parecia que ele estava a diminuir e mudar de forma, e o mais assustador, ele estava ficando similar a um humano. Tâmara o pegou nos braços, magros de homem, e o levou o mais rápido para o alto, assim que chegou respirou fundo e observou que o homem estava inconsciente, sua face deixava o tom esverdeado e se tornava amarronzado, o tom de sua pele, e ele agora era um homem franzino um pouco maior que ela.


Tâmara o carregou preso em seus braços por todo o trecho do oceano, ao sair do mar suas humanas pernas surgiram, pisando com firmeza na areia o puxou com dificuldade e o largou ali, se sentindo cansada, e sentia seu corpo humano exposto, como o dele. Eles eram tão iguais, humanos por um momento, mas criaturas poderosas em outro. Ela o observou com atenção e foi nesse momento que ela notara que ele estava completamente nu, ela que estava agachada se ergueu em sobressalto, virando o rosto para longe daquela visão sentindo suas bochechas corarem e a vergonha lhe tomar ... o que ele pensaria ao acordar e vê-la, e se notar nu? Ela nunca tinha interagido com humanos antes, apenas os observado de longe, e ver um nu, nunca ... Seria, ao menos, estranho e desconfortável.


Bom, primeiro ele precisava acordar ...

Ela sabia algumas coisas sobre os humanos, chegou cuidadosamente seu ouvido próximo ao peito dele e ouviu seu coração batendo com força, a respiração descompassada só comprovava o desmaio.

Ela precisava tirá-lo dali, e só havia um lugar que ela poderia levá-lo...


– AH! – O homem gritou de um pulo, sobressaltando a garota que estava agachada sobre ele, ela agarrou os braços dele com o susto, mas escorregou com sua pele molhada e caiu no peito do homem, ela se afastou dele, assustada e corando violentamente e ele a olhou, e ficou hipnotizado com os olhos azulados profundos da jovem, ainda assustada e com medo ela correu na direção do mar, com seus longos cabelos loiros voando com o ar e sua pele branca se sobressaindo com o intenso sol a tomando, ele notara cada detalhe de sua presença e foi nesse momento que notara que estava pelado e cobriu as partes intimas ficando de pé, intimidado...


– Ei, e-espere! – Ele disse um pouco rouco, um pouco sem fôlego, mas arregalou os olhos ao ver a jovem saltar na direção do oceano e suas pernas se transformarem em uma belíssima cauda e em seguida ela sumir nas ondas. Uma sere ... Ele não concluiu o pensamento, seus olhos giraram e caiu desmaiado na areia.

Ela observava tudo disfarçadamente, bufou ao notar que o homem havia estatelado da areia, que homem fraco, pensou e saiu do mar, notando que teria que carregá-lo novamente. Talvez não devesse ter fugido dele, mas o que ela faria ... ele gritou, obvio que ela correria para longe dele.


Parou em sua frente, com uma expressão tensa, temendo que ele a assustasse denovo ou fizesse coisa pior, vendo que nada iria acontecer, decidida, o virou de bruços assim tapando suas partes intimas, o que não facilitou muito seu propósito e começou a puxá-lo pelos braços, em direção de uma caverna no qual ela guardava relíquias de naufrágios e outros bens preciosos que havia encontrado durante todos esses séculos de vida, lá haveria coisas para ele vestir e era próximo do lago, ela se sentiria mais segura ali; fora um caminho tortuoso, ao chegar na caverna tentou mantê-lo em um lugar quente e confortável, jogou umas roupas humanas que havia encontrado em um dos naufrágios assim cobrindo o seu corpo nu e sentou em uma pedra, impaciente e ansiosa, aguardando que ele acordasse, começou a observar os traços do rosto daquele homem, seu nariz, seus lábios, bochechas, sobrancelhas, ele era muito bonito, talvez o mais bonito humano que já vira em sua existência ... quando notou estava próxima a seu rosto, quase que lhe tocando, e não entendia todo esse fascínio, prestes a tocar seus cabelos ele abriu seus olhos castanhos claros e ela gritou, ele também ...

Ele se afastou com um pulo, assustado com a aproximação, o lugar, tudo ... E ela, voltou-se para o canto que estava, menos assustada que antes, mas ainda se protegendo. Os dois afastados, com medo e assustados se observavam, envergonhados, mas curiosos.


– Olá! – Bruce disse com um sorriso tímido, olhando Tâmara que continuou onde estava, o olhando de forma curiosa, mas hostil, um momento em falso e ele sentia que ela poderia saltar em si. – Eu me chamo Bruce ... e você?


Silêncio.

Ela não disse nada, apenas continuou a olhá-lo, Bruce deu tempo, aguardou que ela visse que ele estava indefeso e que não machucaria, mas confiança vinha com o tempo, e nesse caso iria demorar muito.

– Tudo bem ... Eu não sei como explicar isso, mas eu sofri um acidente muito grave, a nave onde estava explodiu e todos os meus amigos e colegas de trabalho estavam lá e provavelmente ... bom, eu não sei onde estão, nem sei se estão vivos ... – A possibilidade surgiu em sua mente, se lembrou de como jogou Tony e sentiu um incomodo brotar em seu coração e um nervosismo lhe tomou: será que ele matou o amigo? Não, não ... essa idéia não podia lhe dominar, Tony estava bem, todos estavam bem. – Você viu alguém mais além de mim?


Silêncio.

A garota continuou a olhá-lo, e nada disse.

Bruce começou a crer que ela era surda ou talvez não entendesse seu idioma, ele olhou para seu corpo e ficou constrangido ao ver se nu, mas coberto com aqueles farrapos, corou violentamente e tentou achar um modo de sair dessa situação.


– Olha, eu não sei se você pode me entender, mas eu realmente estou numa situação complicada aqui. – Ele olhou para si e em seguida para a jovem que corou, entendendo, ela em dúvida virou de costas, como se dizendo que ele podia se vestir que ela não olharia, ele então aproveitou e se virou, se vestindo rapidamente, ao terminar tossiu e a jovem se virou, se sentindo bem mais tranqüila em vê-lo vestido. – Bom, você pode me entender, isso é bom ... muito bom. – Ele disse um pouco nervoso, segurando as calças que pareciam prestes a cair, ele franziu o cenho tentando enxergar o ambiente melhor e a jovem. — Você fala? – Ela assentiu e Bruce sorriu, fascinado. – Fabuloso. Por favor, não tema ... – Ele achou isso redundante, ela deveria temer o outro cara que podia surgir a qualquer momento, mas nesse momento ele precisava conhecer o Bruce, e só ele. – Eu estou em perigo, não é seguro ficar aqui com você, já que colocarei no mesmo perigo que eu, contudo ... preciso encontrar meus amigos, você viu algum deles? Talvez na praia ou caindo ao mar, como eu ...


– N-não ... – Ela disse fraco, sua voz saindo como o pio de um passarinho, ela mexeu nas mechas de seus cabelos e se mantendo atrás de uma grande pedra, como se estivesse a se proteger.


– Você viu o outro cara, não é? – Ele questionou, dando um passo cuidadoso na direção da jovem, ela o olhou sem compreender e ele continuou. – O cara grande, forte e verde.


– Sim ... Você é como eu. – Ela disse, sua voz soando bem mais firme do que antes. Ele a observou com mais atenção e timidamente negou a firmação da jovem.


– Vocês não tem nada em comum, acredite em mim.


– Nós somos diferentes. – Ela disse, saindo de trás da pedra por centímetros e o observando. – Somos especiais.


– Você se transforma em algo belo, pelo menos, é o que me parece.


– Ao vê-lo, também vi algo belo ... – Ela disse e o deixou sem jeito, ele a observou com atenção: era uma jovem em seus 18,19 anos, longos cabelos loiros, pele pálida e corpo magro, pareceria uma líder de torcida com as roupas e lugar exato, era muito bonita e atraente, e seu modo doce de falar hipnotizou Bruce que sorriu tímido, abaixando o rosto. – Tâmara ... – Ele a olhou, surpreso. – Meu nome é Tâmara.


– Prazer, Tâmara.


– Venha, vou te dar algo para você comer e ... depois, vamos atrás de seus amigos, tudo bem? – Ela disse cuidadosa, e ele assentiu. – Mas se você der um movimento em falso em minha direção ...


– Você deve correr ... – Ele disse enrugando o cenho.


– Não, senhor. Você que terá. – Ela disse, esboçando o seu primeiro sorriso.



(...)


Base Secreta da SHIELD


Alaric olhava a loira chutar o enorme saco a sua frente. O que aquela garota tinha que prendia sua atenção? Seria a boca vermelha? Aqueles olhos? A menina parou rapidamente flagrando-o.

–Sr. Saltzman?-ela se aproximou arrumando o rabo de cavalo. Rick a olhava em êxtase. Como ela podia não estar nenhum pouco suada? E ainda tinha aquele cheiro doce, ele se sentia mal por pensar assim, Teddy era muito jovem e isso o fazia se lembrar de seus alunos, mas havia alguma coisa especial nela.

–Theodora! ele ri.

–Já disse que pode me chamar de Teddy, eu até prefiro.-ri.- Está perdido?

–Não...eu só estava passando e vi você treinando. É muito boa...-ergue a sobrancelha. -Quero dizer...treinando...e fazendo o que hum...você estava...e...

–Eu entendi.- sorri.

–Se continuar assim será tão boa quanto a Natasha.-ele se amaldiçoou mil vezes por ter dito aquilo, queria muito falar com ela sobre o ultimo acontecimento e pedir desculpas por te-la ignorado daquele jeito, no entanto estava ali babando feito um bobo e comparando-a a outra mulher.

Os olhos da menina estavam cheios de lágrimas. Ela conseguia se lembrar de como tudo acontecera. Tanto tempo se passara e tudo aquilo ainda doía tanto.

–O que está fazendo garota? Vai ficar aí chorando para sempre?-a menina ergueu a cabeça e encarou a ruiva.

–Sinto muito...apenas...machuca.

–Isso não é importante Theodora. Eles não estão mais aqui então não adianta se machucar ou não, eles não vão voltar, ok? Agora pare de ser uma garota boba que só chora. Ou você vai acabar perdendo tudo o que pode conseguir....Agora limpe essas lágrimas e volte ao treino, ouviu?

–Me desculpe, mas, não quero ser como a Natasha.-ela falou passando por Rick irritada, deixando-o sem conseguir entender o que estava acontecendo, mas as vozes em sua cabeça falavam alto demais.


(...)


Lado Oeste da Ilha


Stefan fazia força para colocar seu braço no lugar, a explosão havia jogado ele com tanta força para fora da ilha que seu braço tinha sido deslocado.

–Isso dói? Perguntou Moira fazendo uma careta de dor ao ouvir o estalo do osso voltando ao lugar.

–Dói sim, mas algumas coisas precisam ser feitas! Disse o vampiro com um pequeno sorriso.

–Você acha que os outros sobreviveram?

–Não sei, mas provavelmente sim, se nós conseguimos todos devem ter conseguido também, Hulk não morreria com essa queda e ele estava com Tony usando uma armadura, Ary tem poderes assim como Sara, Danny e Pandora, Shane já viveu em uma ilha antes e conseguirá sobreviver facilmente! Moira sorriu, Stefan tinha esse jeito tranquilo de querer ajudar as pessoas e isso era muito incomum, ela sempre teve medo de seres sobrenaturais principalmente depois da ultima experiência no casarão de Klaus, com Loki e Crowley.

–O que vamos fazer agora? Perguntou a bruxa confusa.

–Bom, vamos andar a norte, talvez encontremos alguma coisa, eu sei que quando alguém se perde sempre acaba andando a Norte, na direção da estrela maior.

–Aprendeu isso com seus livros? Disse a jovem que era ajudada a descer por uma pedra.

–Na verdade eu sou da época em que todos os homens estavam preparados para sobreviver a todo custo, isso me ensinou alguns truques, mas são histórias chatas e extremamente cansativas!

–Eu adoraria ouvir! A bruxa sorriu enquanto o vampiro ficava feliz por estar com uma pessoa gentil.

–Bom, vamos procurar por frutas, você deve estar com fome! Stefan falou e percebeu que Moira ficou preocupada, ela parou de andar por alguns momentos olhando séria para ele, meio pensativa.

–Stefan, quando chegar a hora....quando estiver com fome....pode beber meu sangue! Ela falou se sentindo meio estranha, para os vampiros compartilhar o próprio sangue assim era algo meio emocional, mas Stefan precisaria de suas veias para sobreviver ali.

–Eu não posso fazer isso Moira!

–Stefan, essa explosão e esse ferimento enfraqueceram você, por favor, não rejeite isso!

–Só quando for indispensável, nem um minuto antes! Ele disse e a bruxa concordou se sentindo mais aliviada.


(...)


Enfermaria da SHIELD


Annie abriu os olhos lentamente, sentiu seu corpo dolorido e tentou se mexer, sentiu mãos pesadas sobre o ombro e a barriga e olhou assustada para o lado para ver quem a impedia de levantar e para sua surpresa viu Clint.

–Quanto...quanto tempo estou aqui?

–Algumas horas, oito na verdade, fiquei preocupado, o lobo também veio ve-la! Disse Clint com um sorriso que fez Annie corar, não pelo o que ele falava, mas pelo sorriso em si.

–O lobo não liga para mim, ele é um idiota! Disse se lembrando de sua ultima conversa com Edu, coisas que a magoaram demais.

–Ele é jovem, vai acabar perdoando ele!

–Não há o que perdoar, nós não temos nada e isso não é importante agora, o que importa são nossos amigos naquela ilha idiota e a maldita HIDRA! Falou Annie com uma determinação que fez Clint sorrir novamente, ele estava impressionado com a coragem dela.

–Você está indo muito bem, eu estou orgulhoso de você! Clint se aproximou do rosto da jovem para olhar diretamente em seus olhos, ele realmente parecia orgulhoso mais por mais intenso que aquele olhar fosse Annie sentia que ele não estava enxergando ela.

–Você está bem Annie? Ele perguntou vendo a expressão confusa da menina que acabou corando e desviando o olhar.

–Ei não precisa ficar com vergonha de mim, estamos juntos á meses aqui, quando quiser falar sobre alguma coisa pode falar, mesmo que seja sobre lobos idiotas! Annie sorriu ainda sem graça enquanto Clint se levantava da cadeira ao lado da maca pronto para voltar ao seu trabalho.

–Quando estiver melhor vamos fazer um treinamento com o arco! Disse o Gavião arrancando um grande sorriso dela, ele não gostava de usar armas em seus treinamentos por achar que Annie era jovem demais, só que depois de tudo o que viram ele achou que finalmente havia chegado a hora, assim ela iria poder se defender.

Antes de sair ele andou até a menina que permaneceu imóvel em seu lugar enquanto ele se aproximava com cuidado dando um beijo no rosto dela que sentiu um frio percorrer toda a extensão do corpo enquanto algumas risadas vinham do lado de fora do quarto.

–Não estamos atrapalhando nada não é? Disse Emily na porta do quarto junto de Teddy e Tutti.

–Não meninas, eu já estou saindo podem fazer companhia a Annie por mim e nada de doces para ela Tutti, Annie esta em observação ainda! Disse sério para Tulipa que sibilou um “droga” deixando na mesa um grande saco de chocolates e doces diversos.

O Arqueiro saiu e quando a porta se fechou as meninas voaram até a maca enquanto Annie sentava com dificuldade.

–O que foi aquilo? Conta tudo e conta agora!!! Disse Teddy puxando uma cadeira ao lado da amiga enquanto Emily se jogava na maca sem se preocupar se machucaria Annie ou não, Tutti também se aproximou com medo de não ser bem vinda mais Annie sorriu para ela, já tinha superado o lance do beijo no Grill, afinal ela estava bêbada e frustrada com Rogers, nada mais normal que beijar o cara do momento e neste caso o cara era o Edu.

–Vai Annie conta logo que clima foi esse? Disse Teddy com um ar de curiosidade enorme.

–Não teve clima nenhum aqui! Todas riram deixando Annie mais sem graça.

–Ah qual é vocês vivem o maior clima de ódio e de repente estão aqui nessa cena enjoativa do nada, conta outra, nós vimos como ele pegou você no colo e a trouxe para cá.

–Ele....ele me....pegou no colo? Disse Annie corando ainda mais.

–Admita, você está afim dele! Disse Teddy.

–NÃO....EU NÃO....ele....ele é o que, uns 20 anos mais velho que eu....não poderia....ele...não vai querer.....

–HARAAAÁ......Eu sabia, você está com medo dele não ver você como mulher e por isso fica ai com essa cara de cachorro abandonado! Emily começou a rir da amiga que parecia frustrada.

–Não é isso! Foi á primeira coisa que Tutti falou fazendo as outras prestarem atenção nela.

–Annie não está com medo de ser notada, ela está com medo dele não querer nada com ela por causa da Alice, Clint namorou a irmã dela, Alice foi especial para ele e isso vai ser sempre um grande abismo entre os dois, não importa que ela seja mais jovem ou mais velha, a idade aqui é o menor dos problemas, o maior problema é o passado deles em Mistic Falls, e Eduardo também! Annie olhou séria para Tutti que se sentia mal pelo que havia acontecido.

–Eduardo não é mais problema meu, acho que no fundo nunca fomos um casal, nós só nos beijamos e nem foi “O Beijo”, eu nem sabia o que estava fazendo, eu só fiquei enfeitiçada por essa coisa sobrenatural e aquele rostinho de menino bobo que ele tem! Ela disse fazendo as meninas rirem.

–Eu sinto muito, eu não quis beijar ele no Grill foi errado da minha parte.....

–Nossa quando eu penso que já vi tudo nessa equipe agora isso, então Tutti beijou o seu cara? Caramba Tutti nunca pensei que fizesse isso, bom, eu certamente faria! Emily falou rindo maliciosa deixando Tutti sem graça.

–Ta tudo bem Tutti, eu já falei com Edu sobre o que aconteceu naquela noite e no fundo eu entendi tudo, o importante é que já foi! As meninas se encararam por alguns minutos e depois sorriram, Tutti se sentia aliviada por estar tudo bem agora.

–Bem acho que nós temos uma missão muito mais importante aqui! Disse Tutti olhando diabolicamente para Teddy e Emily que logo entenderam a situação.

–Qual é o plano maligno de vocês? Disse Annie olhando para as meninas com um ar de riso.

–Vamos fazer o Clint ficar de quatro por você! Disse Emily rindo porque aquilo seria no mínimo cômico.

–Vamos meninas a Annie precisa fazer alguns exames antes de ser liberada! Disse a enfermeira entrando no quarto enquanto as meninas saiam animadamente combinando coisas entre si.

–Porque elas estão tão animadas Annie?

–Porque elas querem acabar com a minha vida! Disse Annie rindo para a enfermeira.


(....)


Marco central da Ilha


–E ai Pan, seu abracadabra não está dando certo? Disse Danny meio nervosa enquanto a bruxa tentava se concentrar.

–Danny eu preciso me concentrar ok, silêncio! Pandora tentou mais uma vez entrar em contato com as outras bruxas mais nada aconteceu.

–Estamos sozinhas não é?

–Vamos a Norte daqui ok, eu sei que nos filmes todo mundo sempre vai a Norte! Disse a bruxa olhando para o céu em busca do sol na expectativa de se localizar, quando finalmente conseguiu saiu andando e fez sinal para Danny a seguir.

–Acha que os outros estão vivos?

–Todos tem capacidade para sobreviver, acho que é só uma questão de tempo para encontra-los! Disse a bruxa sorrindo.

–Não está preocupada com Stefan?

–Ele é um vampiro, não pode morrer duas vezes!

–Não estou falando disso, ele pode estar sozinho por ai....acompanhado por outra garota......

Danny era um demônio e tinha suas intuições pessoais, sabia que Pandora não estava bem, sabia que no fundo ela estava preocupada sim mais não iria mostrar isso.

–Stefan é um homem bom, e a maioria das garotas dessa missão estão acompanhando alguém!

–Mas nem todas tem o coração da Ary!

–QUER PARAR COM ISSO! Pandora perdeu a paciência, mas Danny apenas sorriu.

–Não quero deixar você nervosa com isso Pan, só quero que se prepare para tudo, Stefan é alguém de alma perturbada e vocês ainda tem muitos assuntos inacabados, só quero ajudar!

–Me ajude encontrando alguma coisa para comer! Disse a bruxa tomando uma dianteira em busca de frutas mais ainda sim pensando em Stefan e nas palavras de Danny.


(....)


Motel Porto Seguro av. 3 com a Medson

–Nós temos um novo anjo agora? Disse Sam olhando para o irmão enquanto fazia algumas pesquisas sobre ataques de vampiros ou alguma atividade relacionada nas proximidades.

–Não sei se ele vai estar do nosso lado, na verdade ele pareceu apenas preocupado com suas batalhas angelicais! Disse Dean se lembrando da ultima visita de Roma ao seu quarto.

–Não sei não Dean, talvez assim seja bem melhor, eu me lembro dos nossos últimos anjos e francamente todos só trouxeram problemas!

–Castiel não foi um problema, ele só perdeu o controle no final! Dean se lembrava do amigo, se lembrava da luta para acabar com o apocalipse, se lembrava do anjo se intitulando Deus.

–Eu recebi uma ligação da SHIELD! Disse Nikki entrando no quarto discretamente.

–E o que foi dito? Mais alguma ordem louca? Perguntou Dean.

–Bom, eles tiveram alguns contratempos, ouve uma explosão na base e a Annie se feriu, mas esta aparentemente bem, só que tem mais uma coisa...

A caçadora parecia aflita o que acabou chamando mais a atenção dos Winchesters que pararam tudo o que estavam fazendo para olha-la.

–Nikki você esta nos assustando, o que aconteceu lá?

–Foi a Ary....o avião deles, bem, o avião explodiu e não temos mais contato com eles! Disse por fim fazendo Dean ficar furioso, ele passou a mão pelo rosto bagunçando um pouco os cabelos depois socou a porta do armário com toda a força que tinha.

–Isso é tudo culpa nossa Sammy, não devíamos ter colocado Ary no meio disso, nós a levamos para a SHIELD, nós deixamos ela ficar com aquele bilionário metido a herói com seus ternos de 6.000 dólares! Mas que merda!!!! Terminou dizendo enquanto olhava pela janela como se pode-se ver alguma coisa.

–Dean...na verdade os ternos do Tony são bem mais caros que isso!

–Não importa o preço Nikki, eu não fiz o que prometi quando tirei Ary do convento, eu prometi que iria cuidar dela e não cuidei!

–Vai dar tudo certo Dean, a Ary é um anjo, ela é filha de Lúcifer, tenho certeza que irá sobreviver a uma queda de avião, afinal ela pode voar! Sam falou tentando acalmar o irmão que parecia muito perturbado.

–Castiel também era um anjo!

–Bom eu vou indo, fiquei de encontrar a Demetra! Disse Nikki com um ar meio entristecido.

–Ei Nikki, quem foi que ligou para falar sobre isso? Perguntou Sam meio sem graça por fazer essa pergunta.

–Foi o Rick, Sam e sim nós continuamos amigos ok, beijos to indo! Ela saiu mandando beijos para Sam que se sentiu mais envergonhado ainda por estar com ciúmes, se sentia ridículo assim.


(...)


Nikki estava caminhando pelos corredores, se sentia cansada, mas não queria encerrar o dia, queria estar preparada para qualquer emboscada, o dia tinha sido intenso, então era bom manter os olhos bem abertos. Ao passar ao lado da sala de descanso viu que não era a única, Demetra se encontrava sentada em uma poltrona de frente para uma grande janela, bebia de um copo e o liquido parecia ser whisky o que fez Nikki sorri.


– Fala, monstrinha. – Nikki disse, se sentando de um pulo na poltrona ao lado da Deme que a olhou com um sorriso de lado.


– Fala, insuportável. Bebida? – Ela mostrou o copo e Nikki assentiu.


– Mais é claro, por favor, encha o copo. – Assim que o copo foi preenchido a vampira entregou o contendo a Nikki que sorriu bebericando. – Sua ladrazinha, isso daqui é propriedade do Tony Stark.


– Como você sabe? – Ela questionou, se entregando.


– Você não tem dinheiro para comprar um whisky tão bom e caro como esse, só pelo cheiro já dá para notar e olha que nem olhei a embalagem ... – Nikki murmurou dando de ombros, Demetra sorriu, mas foi fraco, ela estava longe, mesmo fingindo estar presente. – Ih, conheço essa cara, o que aconteceu?


– Nada. – Demetra disse, dando de ombros e bebendo um pouco, mantendo seu olhar no horizonte.


– Esse nada soou como tudo. Tem haver com o Charles?


– Você é sensitiva? Porque essa é a segunda do dia, garota. – Ela murmurou em tom jocoso, e Nikki sorriu de lado.


– Você é fácil de ler.


– Bom, você é a única que pensa assim.


– Anda, desabafa. Temos whisky, meus ouvidos e minha imensa paciência reservada exclusivamente para você. Use e abuse. – Nikki a olhou com atenção e Demetra decidiu arriscar.


– Estou preocupada com o Charles. – Nikki voltou seu olhar para o horizonte, se focando no que a amiga falava. – Ele tem seu próprio método de alimentação, que ele acredita ser eficaz, mas é muito perigoso e eu temo que o pior aconteça.


– Humm, ouvi essa história ... eu também fiquei grilada com esse método, mas como ele é o medico do grupo deve saber o que está fazendo. – Demetra não fez um olhar muito confiante e Nikki ergueu ambas as sobrancelhas. – Eu acho.


– O problema não é o método ou ele ser um médico ou não, e sim, o fato que ele está fugindo de quem ele é e vai acabar se tornando naquilo que ele tanto teme.


– Você acha que ele vai perder o controle? – Nikki questionou sentindo os dentes trincarem, não era fácil conviver com vampiros sabendo que essa raça a fez perder toda a sua família, ela estava aprendendo a separar o mal do bom, mas se uma coisa ela sabia era que um vampiro descontrolado não tem humanidade e se isso ocorrer com Charles, bom, ela esperava que Demetra pudesse compreender o seu lado no qual uma estaca seria perfurado no coração do amigo dela. – Deme, se isso acontecer ...


– Não vai, eu vou dar um jeito, vou pedir ajuda a Brooke e Damon.


– Aos dois vampiros mais descontrolados do grupo? – Nikki questionou debochada. — Boa sorte.


– Não são tão descontrolados assim, Damon conhece métodos infalíveis para controle da fome, aprendeu boa parte com Stefan, mas ele tem os próprios métodos e Brooke é uma vampira da pesada, não só conhece métodos, como bebe 10 ml de verbena por litro de sangue, isso tudo para poder ser mais forte e evitar ser hipnotizada ... – Nikki ergueu as sobrancelhas após esses fatos, tinha que concordar, não eram más escolhas. — Eles são os únicos que poderão me ajudar.


– Bom, qualquer coisa, estou aqui, você sabe disso.


– Eu jamais lhe pediria ajuda em algo assim, Nikki.


– Porque não? – Questionou, em dúvida.


– Por causa do seu passado. – Demetra respondeu um pouco receosa e bebeu um pouco, enchendo seu copo e o de Nikki que o enfiou vazio embaixo do nariz da vampira. – Eu não posso pedir esse tipo de compreensão depois de tudo que você passou por causa da minha raça.


– Ter ódio da sua raça é uma coisa, não lhe ajudar por causa disso é hipocrisia e um absurdo. – Nikki voltou seu olhar para horizonte, odiava pensar nisso, mas era Demetra e ela merecia entendê-la. – Olha, eu não vou dizer a você que eu amo a sua espécie e que aceito super bem você ser uma vampira, mas ... eu estou me adaptando, aprendendo que existem os bons e ruins, os que estão no meio do caminho, e que eu preciso saber separar ... Você me ajudou muito nisso e não posso não lhe ajudar nessa tarefa com Charles, seria um absurdo, sou sua amiga e estarei com você nessa. Mas ...


– Sempre tem um “mas”. – Demetra disse com sarcasmo.


– Se ele perder o controle, se ele machucar alguém, não importa quem seja um dos nossos ou um civil, eu terei que tomar as medidas necessárias e esquecer que ele é seu amigo, Demetra. É uma questão de princípios e eu não falo só por mim, os Winchesters farão o mesmo, lhe garanto.


– Não se preocupe. – Demetra a olhou pensativa, se lembrando de toda sua trajetória com caçadores, todos seus amigos, familiares e o homem que mais amou em sua vida foram mortos por eles, seus princípios lhe mandaram fazer tal coisa, ela era uma vampira e tinha que sofrer antes de padecer a morte. — Não chegaremos a esse ponto, minha cara.

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(....)


Cemitério Principal de New York


O homem andava pela imensidão de tumbas a sua volta com um grande sorriso nos lábios, ele procurava a parte mais antiga do velho cemitério, uma parte dedicada a famílias nobres, de séculos de história.

A neblina tomava conta de toda a extensão do lugar, os corvos grasnavam para o homem como se o chamassem em um coro sinistro, o homem apenas sorria.

Depois de muito andar parou em frente a um grande mausoléu com os dizeres “Eternidade é Poder”.

–Pai, mãe, espero que estejam felizes por mim! Disse Noah olhando para os nomes de seus pais, senhores da época feudal.

–Sinceramente é uma pena que suas almas não estejam no inferno, teria sido divertido arrancar seus ossos da carne! Falou revelando seus olhos negros.

Por um minuto se lembrou do seu passado como humano e de como foi parar ali.


Flash Back ON


O rapaz checava a fechadura da porta do quarto pela milésima vez, olhou pelas janelas e viu a lua alta no céu, pelo que lhe falaram aquele era o melhor momento para o ritual.

Arrancou sua camisa de época feudal revelando seu peito definido, fez símbolos de ligação envolvendo a carne o sangue e a alma que possuía.

Depois entrou dentro de um símbolo que significava imortalidade, tudo estava certo, iria finalmente atingir seu maior objetivo, ser imortal e poderoso, sabia que era diferente, sempre soube, gostava de torturar seus servos, violentava suas escravas e não tinha piedade com os pobres, sempre odiou a igreja e já havia matado varias vezes antes.

Sentiu que o momento se aproximava, pegou a adaga banhada no sangue de uma virgem e sem pensar duas vezes cravou contra o próprio peito sentindo a vida deixar seu corpo.

Tudo ficou escuro, tudo ficou confuso e fétido e finalmente ele ouviu um riso sinistro que faria qualquer um tremer mais não ele, não Noah, ele já fazia parte daquele mundo.

–Seja bem vindo jovem senhor! Disse uma voz de escárnio misturado a desprezo e ironia.

–Quem és tu? Noah no passado ainda falava de forma perfeita, foi com o tempo que aprendeu a se misturar aos outros.

–Sou Alasteir e devo dizer que fiquei curioso com esse ritual de corpo e alma, pretende ser um de nós eternamente? Disse o monstro tomando a forma de um homem comum.

–Sei que assim meus ossos ficaram comigo para sempre e ninguém poderá queima-los, assim quando for um demônio não serei derrotado!

–Uma ótima idéia, muitos não teriam sua coragem, você sabe o que precisa fazer para ficar ligado ao seus ossos para sempre?

–Eu creio já ter feito tudo o que era necessário! Disse o jovem parecendo confuso pensando se havia esquecido de algo.

–Você fez tudo correto, do outro lado, agora, precisa fazer a segunda parte do trato!

–O que devo fazer? Disse prontamente.

–Deve arrancar os próprios ossos e queima-los no fogo do inferno, se tiver coragem para isso não será torturado, e eu o treinarei pessoalmente, mas devo avisar, a dor é excruciante! O demônio falou entregando sua própria lâmina ao rapaz que não pensou duas vezes pegando a lamina com um sorriso sádico.

–Não esqueça de juntar meus pedaços! Disse o rapaz com um sorriso frio fazendo o demônio rir, ele via o potencial de Noah, naquele momento estava nascendo um artista.


Flash Back Off


–Foi bom ve-los, mas não posso correr o risco de alguém descobrir qualquer coisa sobre mim! Noah deixou um explosivo cair na tumba e desapareceu enquanto o fogo queimava a ultima ponte que o ligava ao seu passado.


(...)


Asgard


O antigo palácio permanecia imponente como sempre foi, nada mais belo, nada mais magico havia em Asgard.

O deus caminhou com seus pensamento perturbados por toda a parte, ele sabia o que precisava ser feito, ele tinha que tomar decisões agora e como sempre estava em um caminho sem volta.

Olhando para a torre mais alta do lugar que um dia foi seu lar viu a mulher de aparência majestosa observando tranquila o povo feliz.

Semele sentiu-se observada e procurou intensamente o foco daquela sensação, depois de muito procurar encontrou logo abaixo um ser conhecido, alguém que lhe provocara sensações ruins da ultima vez que conversaram, se lembrou do sacrifício, de ser a isca para Thor perder seu sangue, do velho casarão onde o demônio e o vampiro atormentavam suas amigas.

Abaixo dela estava Loki sorrindo cinicamente.

Ela sabia que aquele sorriso significava problemas, mas antes de pensar em chamar por Thor, Loki surgiu ao lado dela em cima da torre.

–Olá Semele!

–Loki?!....Mas.....Como?

–Nada pessoal querida, são apenas negócios! Disse o deus atirando Semele do alto da torre em direção ao chão.

–NÃOOOOOOOOOO!!!! Gritou Thor surgindo no momento exato vendo um ultimo olhar de sua amada antes da queda.

–É hora do show! Disse Loki puxando seu cetro com seu sorriso frio.


Notas finais
Logo mais sairá o link com o video para vocês e não esqueçam de responder nossas perguntas...isso é crucial para a continuação dos capitulos hehehehe