Apocalipse - Fic Interativa
17 Criando novas Afinidades
Notas iniciais
Bom os avisos de antes continuam valendo....quem não conseguiu ver o video antes pode tentar agora já está tudo certo......
O link está no capitulo anterior *.*
Se seu personagem não apareceu muito nos perdoe.....mas precisamos dar andamento nessa missão da ilha ok?
Beijos da J
Fala aí galerinha do mal ahushaus Mentira, vocês são do bem :P Só pra avisar que agora vocês já podem parar de me odiar/querer me matar/pensar "cadê o video?" ele tá aí. Teve error no link anterior buttt já resolvi isso. Então vocês já podem me amar de novo, tá?
https://www.youtube.com/watch?v=FVJ2NgJKrxQ&feature=plcp
Beijinhos de luz, B.
P.S: Eu não me droguei, ok?hauhus
Asgard
Thor olhava horrorizado para a sacada de onde seu amor havia sido atirada.
–Como ousa fazer isso? Thor foi para cima do irmão que apenas sumiu e apareceu em outro lugar da grande sala.
–Isso foi apenas um recado irmão, fique longe da terra ou eu a matarei de verdade! Loki riu ao ver a expressão de dor do irmão se transformar em algo confuso.
–Vá em frente Thor olhe pela janela e veja sua preciosa Semele espatifada no chão, aposto que está doendo muito, pelo que sei vampiros não voam, mas tem o incrível dom de se curarem de coisas como essas, o que me dá várias idéias para tortura-la! Enquanto Loki ria Thor olhou pela sacada e viu Semele praticamente juntando seus pedaços, aquilo era terrível demais para se ver, as pessoas a sua volta estavam chocadas.
–Você é um monstro Loki, como posso chama-lo de irmão?
–Você chama aquele cadáver de deusa, não é muito diferente!
–Achei que você tivesse mudado, que a mortal havia tocado seu coração, mas acho que me enganei! Thor lutava contra suas emoções no momento, queria agir com sabedoria mais aquilo era mais difícil do que imaginava.
–Não se pode mudar o coração de alguém que não possui um! Mas na verdade Loki sentia nas palavras de Thor algo ferroar sua alma, sabia que Sara poderia estar morta nesse momento, sabia que se isso acontece-se seria por culpa sua, a mulher com quem passara os últimos meses em um eterno jogo poderia morrer por seu ódio e seu desejo de vingança, mas isso era necessário, ele jamais iria conseguir o poder se continua-se com ela.
–Semele ficará bem e quando isso acontecer voltaremos a Terra! Disse Thor furioso.
–Acho que não! Odin surgiu pelas grandes portas de carvalho encarando seus filhos.
Loki desapareceu ao ver a figura do pai adotivo, havia conseguido exatamente o que queria, fazer Odin entrar nessa trapaça.
–Sua deusa está lá embaixo recolhendo seus membros depois dessa queda, isso foi a coisa mais cruel que Loki já fez e ele fez isso para mante-los aqui, não vou permitir que ele continue tendo motivos para fazer coisas similares ouviu!
–Mas grande Odin....
–Nada de mais Thor eu já dei minha ordem, apenas obedeça!
(...)
Alojamento de Annie SHIELD
–Usa isso! Disse Emily tirando um top preto do armário de roupas de Annie.
–Emily ela vai fazer um treinamento de armas não ir para uma boate! Disse Teddy revirando umas gavetas encontrando uma blusa vermelha com um morango desenhado na frente, a blusa ela soltinha e Annie teria que por um top por baixo, logo seria perfeito.
–Pronto, é vermelho, é sexy e fofo ao mesmo tempo, ele nunca vê você com roupas coloridas isso vai ajudar! Teddy jogou a blusa na cama.
–E a calcinha? Se ele quiser transar com ela precisa ter algo bonito por baixo!
–Credo Emily a Annie só vai chamar um pouco de atenção e não fazer programa! Teddy olhava feio para a garota de cabelos negros que apenas deu de ombros.
–Será que vocês podem parar de falar como se eu não estivesse aqui? Annie estava sentada na cadeira em frente a um espelho enquanto Tutti fazia uma chapinha nos cabelos da garota.
Depois de mais de duas horas olhando ansiosa para o espelho e apertando as mãos suadas Annie saiu do quarto e começou a andar de encontro a sala de treinamento.
Por todos os corredores que passava os agentes que estavam acostumados com sua imagem um tanto depressiva ficaram surpresos, ela estava realmente linda.
–Você está meia hora atrasada! Disse Clint de costas mexendo em algumas flechas especiais.
–Desculpe....! Annie falou com a voz fraca e um pouco trêmula, estava se amaldiçoando eternamente por agir daquele jeito estupido, Clint Barton era o cara que havia lhe ensinado a lutar, e não podia haver nada mais físico que um combate mano a mano, então porque essa bobagem agora?
–Tudo bem eu vou descontar depois obrigando você a aumentar seus exercícios pela manha! Ele ainda estava de costas e isso facilitou a aproximação dela que parecia ter chumbo nos pés.
–Eu odeio exercícios pela manhã! Disse se sentindo um pouco mais confiante enquanto ele sorria preparando seu arco negro.
–Bom você pode usar o meu arco hoje e amanhã eu providencio um......
Mas Clint não conseguiu terminar a frase, se virou e pela primeira vez enxergou algo além da garotinha rebelde e sem família, ele notou o castanho claro dos cabelos macios dela, ele notou os olhos azuis grandes e expressivos, ele notou as curvas delicadas de cada parte daquele corpo e se odiou por isso.
Como podia pensar em algo assim? Ela era tão jovem, ele a protegia ali, não podia ser diferente, ele....ele havia amado a irmã dela....isso não parecia certo.
–O que foi? Fiz algo errado? Disse Annie percebendo o olhar frustrado de Clint.
–Da próxima vez que vier treinar venha com suas roupas habituais, isso tudo acaba dificultando o nosso trabalho aqui, isso não é uma colônia de férias! Ele falou seco pegando o arco e entregando nas mãos de Annie que sentiu um amargo na garganta e uma dor no peito inconfundível.
–Sinto muito, eu só queria mudar....melhorar....esquecer! Disse lutando contra um tremor que percorreu toda a extensão de seu corpo enquanto Clint se posicionava atrás dela segurando seus braços para que conseguisse uma postura boa o suficiente para acertar um alvo localizado a vinte metros á frente.
–Está tudo bem Annie, eu só estou nervoso depois de tudo o que aconteceu, quero que leve seu treinamento a sério, quero que aprenda a se defender quando outra pessoa não poder ajuda-la!
–Ele sentiu um tremor percorrer o corpo dela enquanto a ajudava com a postura, suas palavras sussurradas quase ao ouvido dela provocaram sensações na menina que até então eram desconhecidas, ela engoliu em seco rezando para que aquilo acabasse logo e ela pode-se voltar para seu quarto onde queimaria aquela roupa junto com a idéia idiota de chamar a atenção de Barton, era óbvio que ele ainda se preocupava com sua irmã, a quem ela queria enganar?
–Eu....eu não estou bem....vamos deixar isso para outro dia eu....
Ela se afastou dele de uma só vez, jogou o arco com força na mesa e fazia o possível para não tremer, tentou passar por ele sem encara-lo mais Barton estava confuso, ele a puxou segurando-a firme pelos braços fazendo-a encara-lo.
–O que está acontecendo com você Annie? Porque está agindo assim? Mas Clint sabia que na verdade ele também estava se sentindo mal, estava não apenas preocupado mais havia alguma coisa ali dentro, algo desconhecido e perigoso e quando ele encarou os olhos azuis da jovem entendeu tudo, tudo o que não queria entender.
–Me deixe ir eu estou com pressa! Annie falou firme se puxando com força passando por Clint que a puxou de volta enquanto ela aproveitava o impulso dando um golpe de direita nele que foi facilmente bloqueado enquanto ela erguia a perna para um chute mais ele previu isso e a segurou com o intuito de derruba-la mais Annie foi mais rápida e o segurou pela camisa fazendo com que ele caísse também.
No final os dois estavam no chão, Annie sentindo o fino tatame abaixo de sua cabeça e todo o peso de Barton acima de seu corpo.
Clint a encarou fascinado, pela primeira vez viu Annie de uma forma diferente, ela parecia tão adulta com aquele olhar, tão misteriosa e ao mesmo tempo tão apavorada com tudo.
Annie sabia que estava tremendo, e sabia que ele sabia disso e ficou vermelha por não ter experiência alguma com essas coisas, ela tentou se levantar mais ele não se moveu e ela sabia que o peso dele não a deixaria sair dali, então ela apenas aceitou sentindo seu coração bater extremamente rápido de encontro ao peito dele e quando ele levou uma das mãos para retirar uma mecha de seus cabelos do rosto ela deixou uma pequena exclamação de falta de ar surgir, ele sorriu ao ver os lábios da jovem tremendo, a muito tempo não ficava tão próximo de alguém tão cheio de sentimentos e sinceridade nos gestos, ali não haviam truques, não havia uma mulher cheia de si jogando um jogo perigoso com ele, havia apenas uma menina experimentando talvez suas primeiras emoções relacionadas a envolvimento.
Sem pensar no que poderia acontecer, sem pensar em mais nada e nem ao menos entendendo o porque Clint a beijou e pode perceber pelo beijo que Annie não tinha nenhuma experiência com aquilo, talvez Eduardo tivesse sido o primeiro a beija-la e eles não ficaram muito tempo juntos.
Clint a puxou com força prendendo-a em seus braços enquanto parecia que ela ia desfalecer, ele a beijou com força, invadindo sua boca com a língua sem pensar duas vezes, se ela estava disposta a viver aquela emoção não poderia ter medo dele.
Annie não conseguia respirar, seu coração não acreditava no que estava acontecendo, mal conseguia respirar ou fazer qualquer outra coisa, estava em estase.
Clint era um homem experiente que nunca havia vivido nada parecido com isso, sem perceber ele tocou nas costas da menina por baixo da blusa deslizando a mão até na cintura e com a outra mão apertou com força uma de suas pernas, Annie ficou com medo, lembrou do que Emily falou sobre sexo e que não estava nem um pouco preparada para isso, será que ele iria querer transar com ela? Se ele queria isso era bom ou ruim? Ela ficou muito confusa, nunca havia sido tocada assim, foi com muito esforço que o empurrou percebendo que ele se afastara um pouco e saiu correndo sem dizer nada deixando Clint para trás.
Ele havia se afastado ao perceber que havia tocado Annie daquela forma e não queria assusta-la, o beijo já havia sido demais para ela no momento. Ele passou a mãos sobre os cabelos confuso, iria conversar com ela sobre isso depois, pediria desculpa por ter se aproveitado dessa forma, não podia iludi-la desse jeito e não podia continuar sendo seu treinador, ele precisava passar esse trabalho para alguém que não fosse se envolver com ela, alguém que fosse melhor que ele, porque naquele instante ele estava se sentindo o melhor e o pior cara do mundo.
(...)
Lado Leste da Ilha
Sara caminhava pela floresta, amparando Tony que andava com dificuldade, arrastando um pé e meio ofegante, a queda que Hulk o causara realmente o machucara, aparentemente seu tornozelo estava bem inchado, ele deve ter torcido ao cair e sentia dores nas costelas, provavelmente tendo fissurado algumas, mas sem o equipamento necessário, medicamentos e suas habilidades, nada podia ser feito pela bruxa, assim, Sara só podia carregá-lo de um lado ao outro, ouvir seus resmungos e torcer que encontre alguém antes que acabe matando-o (acidentalmente).
– Maldito mosquito! – Batendo com força no próprio rosto, e esmagando o inseto na mão.
– Você já disse isso ... umas sete vezes desde que entramos nessa floresta, Tony. – Ela murmurou sentindo peso do corpo de Tony começar a pesar o seu próprio corpo, a sua vontade era de largá-lo ali e descansar... há uns 20 quilometros de distancia dele, mas ao vê-lo com aquela expressão de bilionário em perigo que necessita de ajuda, ela fica inundada de pena e o aproxima mais de seu corpo, o ajudando como se fosse uma criança indefesa e Tony, é claro que adora, ele é enlouquecido por Ary, mas não se tornara cego depois que ela entrara em sua vida. – Precisamos encontrar um lugar para passarmos a noite, já está escurecendo e não acho prudente ficarmos desprotegidos no meio do nada ...
– Bom, não vejo muita diferença ... Estou sem minha armadura, sem a capacidade de andar sozinho e você sem seus poderes, de qualquer modo, estamos ferrados. Pelo menos ainda sou bonito, quem sabe as nossas belezas nos salve de alguns índios canibais? – Questionou de modo irônico.
– Eu tenho certeza que não vamos ... será que tem índios canibais aqui? – Ela questionou ficando subitamente irritada, e Tony apenas riu gostosamente. – Não teve graças.
– Índios talvez não, mas cobras com certeza ... – Tony murmurou parando de andar bruscamente ao ver uma cobra cruzar o caminho na frente deles, ao ver o bicho de mais de um metro Sara berrou e num ato descontrolado pulou no colo de Tony, que a segurou sem dificuldades, apenas dando um grunhido. Eles observaram imóveis a cobra se afastar e ouviram o som de corujas dominarem o ambiente ... É, eles estavam ferrados, melhor, Tony estava.
– Ei, você está me segurando. – Ela murmurou em choque, saindo de seu colo e o empurrando para longe, o mesmo cambaleou, mas se manteve de pé, com um sorriso sapeca nos lábios. – Você me enganou, seu energúmeno! – Ela disse, batendo em seus braços e peito enquanto o mesmo ria e segurava os braços da jovem. – Eu podia ... eu podia ...
– Formular uma frase em inglês, mas perdeu essa capacidade depois de ter visto meu belo rosto? – Ele disse como se complementasse a frase da jovem, ela bufou, e acertou um tapa na cara dele, e ele se voltou a ela e sorriu. – Calma bruxinha, eu realmente estou sentindo dores no meu pé, mas posso ter exagerado um pouco sobre as costelas e a respiração.
– Você é um idiota. – Sara grunhiu. – Eu estou morrendo de dores nos meus braços e pernas te carregando por horas e é tudo mentira? Cadê aquela cobra? Porque eu tenho o jantar dela bem na minha frente.
– Você precisa relaxar ... – Tony disse com um olhar debochado.
– E você precisa pagar. – E na impulsividade ela acertou um chute na canela de Tony, esquecendo que acertara exatamente a perna no qual o tornozelo estava inchado, Tony deu um grunhido e caiu mole no chão. – Pode parar de gracinha, eu não caio mais nessa. – Ela disse emburrada, cruzando os braços.
– Sara, é sério ... eu acho que você piorou a minha situação aqui. – Ele disse com dificuldade, se sentando e observando o tornozelo que parecia ter dobrado de tamanho. – Eh, é oficial, vou perder a perna. – Sara olhou de soslaio e viu que o tornozelo dele realmente estava ruim, ela mordeu os lábios e se aproximou dele furiosa.
– Se você se aproveitar de mim mais uma vez ... – Disse ela em tom de aviso.
– Eu prometo que lhe recompensarei, bruxinha. – Disse ele com um sorriso cativante.
– Como? – Ela questionou, ajudando-o a ficar de pé e o apoiando em seus ombros.
– Bom, a minha companhia já é um ótimo meio de recompensa, não acha? – Ela o olhou seria deixando bem claro que não, desagradado ele continua. – O que você acha de alguns milhões de dólares?
– Acho manipulador, mas aceito.
– Você é uma das minhas ... Ai! Mosquito maldito ... – Ele disse acertando um tapa no braço esquerdo e Sara revirou os olhos.
– E lá vamos nós de novo ...
[Em outro momento, já de noite]
– Eu não vou dormir ai dentro, é perigoso, escuro, frio, e deve estar lotado de bichos, como aquela cobra que vimos lá fora. – Tony disse, com os braços cruzados e um olhar contrariado, ele estava parado na entrada de uma pequena gruta, enquanto Sara o observava na outra ponta, desagradada com a atitude dele. O frio estava de matar, como ele iria querer dormir em outro lugar além daquele?
– Eu não vou dormir nessa floresta, prefiro matar um milhão de cobras a ter que passar frio ai fora ...
– De qualquer forma passaremos frio ai dentro.
– Não sei porque.
Ela só precisou de alguns pedaços de madeiras, e duas pedras, em minutos uma pequena lareira estava acesa, e a cara de resmungão de Tony havia sumido e ele se encontrava sentado ao seu lado esquentando as mãos enquanto Sara enfaixava seu pé inchado com um pedaço da sua camisa e uma erva que havia encontrado na floresta que iria ajudar no inchaço.
– Você é boa com essas coisas, sabia? – Tony disse, mexendo as mãos. – Se eu tivesse que depender minha genialidade para parar de sentir dor, eu morreria.
– Não precisa exagerar, você encontraria um jeito; você sempre encontra. – Ela disse arrumando as ervas dentro dos pedaços de pano o olhando com atenção.
– Nem sempre para tudo. – Ele disse se lembrando da situação que se encontrava com Ary e Shane, ele tinha confiança na jovem e em si mesmo, mas sabia que quando se ama, nós humanos, somos capazes de tudo e um pouco mais, logo ele suspeitava que Shane faria de tudo para conquistar Ary, era só uma sensação, que ele queria lutar contra, mas que lhe dominava agora. – As vezes eu queria ser um bruxo sabe, mexer o nariz e conseguir resolver tudo ...
– Bom, eu não resolvo tudo mexendo o nariz. – Sara disse com uma expressão engraçada.
– Mas eu resolveria. – Ele disse rindo, em seguida ele deu de ombros. – Eu só queria que fosse mais fácil sabe?
– O que?
– Amar.
– Ah ...- Ela murmurou, se lembrando de Loki que deveria estar em algum lugar desse mundo, distanciado dela e sem saber onde a mesma se encontra. Ela sentia sua falta, mesmo sem notar. – Eu te entendo.
– Você está apaixonada?
– Oi? – Ela questionou surpresa, sentindo um frio tomar cada pedacinho de si; se estivesse bebendo algo, teria cuspido na cara dele. – Não, não, eu? Não.
– Sim, você está. – Tony disse com simplicidade e continuou a falar. – Então você entende ...
– Você e Ary nasceram um para o outro. – Sara disse com sinceridade, mas foi um pouco egoísta, queria tirar o foco de si. – Acho que esse tipo de duvida é comum na vida de qualquer pessoa, mas você, de todos, não deveria sentir isso ... Ary é doida por você.
– Eu também sou doido por ela, mas será que é para ser? – Ele questionou olhando a chama com atenção. – Quer dizer, aquele garoto tem razão, ela nunca viveu a vida dela, como ela pode saber o que é amor, eu posso, mas ela ... talvez, eu devesse, sei lá, deixá-la viver, e se ela visse que ...
– Não. – Sara disse, interrompendo-o. – Se você pensa nisso, em deixá-la ir para ela ser feliz quer dizer que você realmente a ama, você não merece correr esse risco.
– Mas será que ela merece estar comigo sem conhecer o mundo?
– Já passou pela sua cabeça que talvez ela queira que seja assim? – Ela murmurou, sorrindo de lado.
– Já lhe disseram que você é muito inteligente ? – Tony questionou com seu habitual charme. – E bonita?
– Um cara ai disse ...
(...)
Segunda Sala de Treinamentos 2 andar SHIELD
Steve permanecia em sua sala socando violentamente os sacos enquanto um Clint perturbado entrava ainda se sentindo perplexo.
–Steve eu queria pedir um favor a você!
–Pode dizer Barton! Disse o loiro olhando fixamente para o objeto a ser golpeado.
–Eu quero que assuma os treinamentos da Annie, eu não posso fazer mais isso! Ele falou sério mais o loiro apenas sorriu de leve deixando Clint irritado.
–E o motivo seria essa marca de batom no canto da sua boca?
–Você é mais esperto do que parece! Clint não quis discutir o óbvio, ele sabia que era impossível esconder aquilo e acabou aceitando humildemente sua situação.
–Só porque vim de um tempo antigo não significa que não entendo as coisas, Annie sempre admirou você, é um protetor natural Clint, você cuidou dela em um momento difícil, aceitou sua fúria sobre si sem se importar e deu o melhor treinamento que um agente poderia receber, então não ache estranho ela gostar de você!
–Assim como Tulipa gosta de você? Falou o Arqueiro curvando as sobrancelhas.
–Isso não tem nada haver com o assunto agora! Disse o Capitão estourando outro saco com sua força mais dessa vez quase pegou em Teddy que entrava na sala.
–Desculpe Teddy eu não quis machucar você eu....
–Tem gente demais me machucando ultimamente! Falou a menina sem deixar Steve terminar.
–O que está acontecendo Teddy? Perguntou Clint enquanto a menina colocava um saco novo no lugar do que havia sido destruído e começava a chuta-lo com toda a sua raiva.
–Homens, vocês estão acontecendo! Disse simples dando outro chute. –Sabe, estamos no meio de uma guerra, temos a HIDRA matando nossos agentes, temos seres sobrenaturais querendo escravizar a raça humana e ainda temos nossos amigos presos em uma ilha com perigos desconhecidos e, no entanto, temos uma garota chateada na biblioteca...Disse olhando para Steve se referindo a Tutti.....-Uma garota mal, trancada no quarto com medo de ter feito bobagem...-Disse olhando para Clint se referindo a Annie....-E temos a mim, socando sacos feito uma louca por ser idiota demais e achar que alguém poderia preferir a mim no lugar da......Ela parou e olhou para os dois atônitos....-Tanto faz, o que importa é que sou uma boba! Disse por fim olhando para Rick que entrara na sala para fazer uma esteira, gostava de correr e isso o animava muito mais ao ver a jovem sempre surgia um misto de alegria misturado a incapacidade e de certa forma sufoco.
–Oi! Ele disse para ela.
–Oi! Disse Teddy enquanto arrancava o saco do lugar com a força do chute.
–Finalmente te achei, o que pensa que está fazendo aqui? Disse Emily surgindo do nada quebrando o clima tenso do lugar.
–Estou estourando os sacos da sala porque?
–Porque Annie precisa de você garota, ela está sei lá, estranha! Disse Emily enquanto todos a olhavam de forma confusa.
–Que foi? Não estou preocupada com ela só quero que ela pare de ouvir aquelas musicas melosas, aquilo está me matando! Emily levitou e saiu do corredor dando uma olhada em Steve que apenas sorriu para ela.
–No fundo habita um coração ali! Disse Rick olhando para Teddy que sorriu suavemente, não queria se expor demais.
–Clint, Annie não precisa de mim e você sabe disso! Naquele momento Eduardo entrou na sala tomando o que parecia ser um suco.
–Ei Edu, preciso de você agora! Disse Teddy sorrindo para o amigo que riu abertamente da forma que ela havia falado.
–Sou todo seu Teddy!
–Annie precisa se animar e Tutti também, nós poderíamos fazer alguma coisa sei lá!
–Ótima idéia, que tal a gente ir para a ala das piscinas? A Annie adora piscinas, vai ser perfeito e a gente passa na cozinha e pega os doces da Tutti ela vai adorar! Falou o rapaz muito mais feliz do que estava momentos antes.
–E eu levo as musicas porque se depender de vocês eu vou enlouquecer! Emily estava escorada na porta com sua típica expressão de tédio.
–E quando vai ser isso? Perguntou Rick para Teddy.
–Foi mal gente, essa reunião é só para os jovens que não tem medo de demonstrar seus sentimentos ok? Disse encarando os homens presentes pegando no braço de Edu e saindo do lugar se sentindo incrível enquanto os três ficavam parados pensando em suas palavras.
(...)
Lado Sul da Ilha
Ele estava fascinado, demorou alguns minutos para a jovem, Tâmara de acordo com ela, começasse a conversar com ele, de inicio era só alguns gestos com a cabeça, depois resmungos, algumas palavras monossilábicas e agora eram textos completos. Ele dissera brevemente quem ele era em seu mundo, mas evitou falar do outro cara, pela curiosidade da jovem, ela iria querer vê-lo, e para o próprio bem dela, era melhor isso não ocorrer, então ele perguntou sobre ela e sua vida e estava impressionado. Ela nunca saiu daquela ilha, e muito menos teve algum contato com seres humanos, logo era impressionante ela falar inglês tão bem, mesmo que em alguns momentos enrole com algumas palavras, ela era uma jovem muito inteligente, esperta, corajosa, e porque não ousar dizer, bela. Ele não conseguia tirar os olhos de Tâmara que caminhava ao seu lado na direção do lago próxima a caverna, iriam preparar algumas coisas para comer e já deixar pronto para o jantar, de acordo com ela, a noite seria fria e seria difícil manter uma fogueira acesa ali.
– Eu vivo aqui há muitos, muitos anos, conheço essa ilha de olhos fechados, e é meu dever proteger todo esse lugar, seus arredores e principalmente minha verdadeira morada, o oceano. – Ela disse, olhando na direção do lago que estava a frente deles, Bruce a observou discretamente se lembrando da cauda que surgirá no corpo da jovem ao saltar ao mar e sorriu de lado, fora uma das coisas mais lindas que já vira em sua vida. Uma sereia, era isso que ela era, uma espécie que pertencia a um enorme folclore, era real e estava ao seu lado; ele estava sem palavras para tudo que aquela jovem significava para si. – Desculpa por mais cedo, eu não estou acostumada a ficar tão próxima de humanos, na realidade, nunca conversei com um ... sempre os temi e preferi a distancia, e sei que se me conhecessem não iriam me respeitar por eu ser o que sou.
– Eu sei que vai parecer rude, mas não interprete, por favor, mas porque você decidiu me salvar? – Bruce questionou, cheio de curiosidade.
– Não sei, eu só senti que era o certo a se fazer. — Os dois se olharam por breves segundos, e Tâmara sentiu uma quentura em seu rosto, ela se virou seguindo na direção do lago e Bruce sorriu tímido. – Você come peixe?
– Sim, claro ... porque?
– Porque é o que teremos hoje para almoço e jantar ... e talvez para o resto de sua estadia. – Ela disse de um modo fofo que o fez rir, ela sentiu a quentura se intensificar e escondeu um sorriso por trás de suas mãos. – Tudo bem, eu já volto, não se mexa.
Ela o olhou incisiva e em seguida deu uma corridinha, entrando no lago, deu um mergulho e suas pernas se transformaram na belíssima causa, mas antes que Bruce pudesse dizer qualquer coisa ela desaparecera nas águas, ele então olhou ao arredou, se sentindo um pouco inútil, ele decidiu adiantar o trabalho da jovem, pegou uns pedaços de madeira e começou a tentar acender uma fogueira ... Não sucedendo nem na primeira ou na trigésima oitava tentativa, ele parou apenas quando viu as pernas de Tâmara em seu campo de visão, ele corou e ficou de pé meio atrapalhado e nesse momento ele acabou por acender o fogo, Tâmara gritou apavorada e saiu para longe de Bruce, ele explicou que era para a fogueira, mas ela não voltou, foi em direção ao lago e se jogou lá; Assustado e sem saber o que fazer, ele acendeu a fogueira e colocou os peixes, que ela acabou por largar ali próximo a fogueira e lentamente ele se aproximo do lago vendo a jovem observar a fogueira com certo receio.
– O que ser aquela coisa? – Ela questionou, apontando com receio para a fogueira.
– É uma fogueira, é feita de pedaços de madeira e fogo, serve para iluminar os lugares, aquecer no frio e cozinhar comidas, o que eu pensava que você fosse fazer com os peixes ...
– Cozinhar? Eu não sei ... o que é isso.
– Uau, uma mulher que não sabe cozinhar, me sinto muito útil agora. – Ele sorriu, mas ela continuou a olhar o fogo, curiosa, mas ainda temendo. — Como pretendia comer o peixe?
– Com a boca, oras. – Ele deu uma gostosa risada, e ela riu junto, sentindo as bochechas corarem, ela se mexeu na água e sua cauda se movimentou, ele ficou hipnotizado pela beleza da jovem sereia e não conseguiu resistir a tentação de questionar.
– Ok, isso vai parecer muito estranho, mas ... posso tocar sua cauda?
– O que? – Ela questionou assustada, se afastando consideravelmente dele.
– Desculpe, eu sei, é tolice ... É só que é muito bonita, eu nunca vi alguém como você antes, e ...
Ele falava a verdade, ela percebeu, seu olhar gentil e a energia boa que ele emanava passava essa segurança a jovem, que receosa de principio se tornou destemida e se aproximou dele, assentindo com leveza, ele entrou no lago e delicadamente tocou na cauda escamosa e brilhante da sereia; ela nunca havia sido tocada antes, nem como humana, muito menos sereia, e era bom, era como sentir emoções, sendo que mil vezes acentuada. Eles trocaram um olhar, e ele sorriu, ela correspondeu, se sentindo um pouco inebriado ele se afastou, voltando para o lugar onde a fogueira e os peixes se encontravam, desconfortável, Tâmara saiu do lago, estranhando a atitude dele, mas mesmo assim ela se sentou ao seu lado, bem próxima de seu corpo, e afastada da quentura do estranho fogo e ficou a observá-lo cozinhar os peixes, achando que isso não ficar bom.
– Posso tocá-lo? – Ela questionou, e Bruce, estabanado derrubou o peixe e acabou queimando a mão, ele gemeu sentindo dor e ela mordeu os lábios, não entendendo o que ocorrera.
– Desculpa, eu não entendi ... – Ele disse se fingindo de desentendido, franzindo o cenho.
– Você quis tocar minha cauda, quero poder tocar você; Nunca vi um humano tão de perto e achei que poderia ...
– Tudo bem. – Ele respondeu, se sentindo nervoso, temia que ela acabasse por fazer algo inapropriado, mas não ela observou o rosto dele com atenção e tocou delicadamente suas bochechas e riu, ele sentiu elas corarem, mas não se afastou, muito menos Tâmara que continuou a explorar o rosto dele ... Nariz, sobrancelha, testa, olhos, queixo, lábios ... Tocou sentindo como eram macios, mas Bruce segurou seus dedos, e em seguida sua mão, e por fim beijou-a como um cavaleiro do século passado, ela riu não compreendendo.
– É assim, que nós homens, mostramos nossa devoção a uma mulher em nossas terras.
– É belo.
– Costumava ser, eu ainda sou das antigas, mas boa parte não é ...
– Gosto das antigas. – Ela disse observando seus olhos castanhos claros, se encolhendo mais próxima a ele, observando os peixes cozinharem presos a um espeto de madeira.
– Eu também.
Eles comeram, Tâmara gostara tanto do peixe cozido que fora pescar mais , para ter mais pedaços para comer e dividir com Bruce, eles exploraram o perímetro da caverna, pegaram algumas frutas que Tâmara disse não serem perigosas a sua vida, comeram, beberam água e se alimentaram de mais peixe; Bruce fez outra fogueira na caverna e teve que impedir Tâmara de se queimar três vezes, já que ela queria muito tocar o fogo, e acabaram por decidir dormirem ... Mas no meio da noite, não conseguindo dormir, ela se levantou e se deitou ao lado de Bruce, observando o adormecer, ela fechou os olhos e se sentiu mais relaxada, protegida, como há muito tempo não sentia, ele acabou por abrir os olhos e se surpreendeu com a cena, só horas haviam passado, mas como ela podia estar tão apegada a ele ... ele não sabia, mas sentia que era recíproco, ele queria mostrar o seu mundo a ela, do mesmo modo ela, e ambos não sabiam porque, timidamente, ele se aproximou mais dela e voltou a dormir, torcendo que o dia seguinte, ele encontrasse seus amigos e apresentasse sua mais nova amiga especial.
(...)
Torre Stark
O final do dia estava abafado e calorento, os caçadores e os vampiros se encontravam na sala principal da Torre de Tony Stark, por mais que o magnata odiaria saber disso quando retornasse da ilha (ou se) o seu lar se tornara um tipo de QG para eles, já que assim eles tinham um ponto de encontro confiável, um lugar para se proteger, graças ao JARVIS, e um centro de reuniões.
O tema de hoje era como neutralizar o principal aliado de Klaus, Peter, o dono da boate Six, que fica ao norte de Manhattan, e é um dos maiores point’s de jovens americanos procurando por badalação e paqueras, e clãs de vampiro, que procuram sangue fresco; o lugar, que é financiada pelo híbrido, de acordo com as anotações encontradas na agenda do mensageiro John, morto por Brooke.
– Ok, precisamos encerrar essa discussão. – Disse Sam com uma voz firme e autoritária conseguindo calar a discussão que ocorria ali. — Já que isso não nos levará a nada; precisamos de um plano para colocar em pratica agora. – Sam murmurou, e o grupo concordou com sua afirmação, alguns como, Brooke, Damon e Alex apenas reviraram os olhos, já estavam cansados de tanta ladainha e queriam partir logo para o ataque.
– Bom, então faremos de modo democrático: quem concorda em irmos em grupo para a boate e encurralarmos o Peter lá, levantem a mão, os que não concordam levantam as duas mãos e os que acham que todos os planos discutidos são viáveis, mantenham as mãos abaixadas. – Charlie murmurou, o grupo se manteve em silencio, concordando com o que a jovem disse.
– Falou e disse, anjinha. – Murmurou Damon debochado.
– Ok ... – Ela disse, ignorando o comentário do vampiro e o fuzilando. – Se manifestem agora.
Se não fosse por, Ryan, Sam e Alaric a primeira opção teria vencido por unanimidade; Vendo que estava tudo decidido Dean terminou sua bebida e já ficou de pé junto a Alex que sorriu vendo que o irmão já pensava como ele, e estava pronto para a missão.
– Eu ainda acho um risco seguirmos o primeiro plano. – Rick murmurou, cortando o silêncio que se formara, Sam o ouvia com atenção, assentindo. – Ele conhece bem a boate e as redondezas, e garanto que já deve ser do conhecimento de Klaus a morte de John; ele vai estar preparado para isso e para a nossa presença.
– Nós também. – Murmurou com coragem Dean. – Ganhamos em número e armamento.
– Eu entendo o que Rick quer dizer ... – Damon murmurou, notando que uma nova discussão iria começar. – Podemos estar em número maior, mas mesmo assim ele tem a vantagem do lugar e do conhecimento de outros fatos de suma importância a Klaus.
– Precisamos montar grupos homogêneos que estejam preparados para ataques específicos. – Nikki murmurou, ela era ótima em estratégia, e nesse lado do plano Sam se tranqüilizou um pouco. – Precisamos de um bode expiatório, alguém que vá entrar no lugar e chamar atenção de Peter ...
– Damon e eu podemos fazer isso. – Brooke murmurou com um sorriso animado.
– Porque vocês dois? Porque não nós dois, por exemplo? – Alex questionou, querendo mexer com Charlie, e vendo que um olhar de ciúme caiu sobre os dois e a morena não gostou nada do comentário. – Eu acho que faríamos uma ótima parceria.
– Pois é, mas eu e Damon somos muito melhores juntos, desculpa ... – Ela disse com um olhar de desprezo e um sorriso debochado. Charlie se sentiu vitoriosa e sorriu para Alex que se sentou, frustrado. – Bom, essa parte do plano está resolvida.
– Se não fosse por um detalhe muito importante, barbie ... – Damon murmurou, a olhando com seriedade. – Se você estivesse nessa missão.
– Não entendo ... eu estou, oras. – Ela disse, de repente sua expressão se abriu como se ela compreendesse, ela abriu os lábios. – Não. Não, Salvatore, você não vai me deixar fora dessa.
– Na realidade, já deixamos. – Ao dizer o verbo no plural a jovem olha ao arredor vendo os rostos de culpados de Dean, Sam, Alaric, Alex e Damon, que sorria abertamente. – Concordamos que você é um perigo para a missão, então ... não, você vai ficar bem bonitinha aqui junto a Demetra e Nikki.
– Ei! Não, eu não vou ficar aqui com elas. – Disse Nikki com desgosto. – Sem ofensas.
– Não me ofendi. – Demetra disse, tranqüila, dando de ombros.
– Mas eu sim. – Brooke murmurou ficando de pé. – Eu não vou ficar nesse apartamento, enquanto eu podia ser útil lá fora.
– Brooke, entenda, você já ajudou muito hoje destruindo o mensageiro do Klaus, mas como você mesma disse, você deixou uma mensagem a Klaus com aquelas mortes e nesse instante ele está aguardando o paradeiro de quem as fez, e ele sabe que foi você. – Alaric murmurou com seriedade. – Se você for, ele vai estar lá te esperando e sabemos que não será uma cena muito bonita quando vocês se encontrarem ... E perdemos mais um aliado não é algo muito bom para o momento, por isso estou aqui, vou auxiliar Damon nessa missão, e você vai ser uma vampira boazinha e ficar aqui. – Brooke se sentou, emburrada e com os braços cruzados, odiava Alaric, ele sempre tinha razão e era tão sério com suas sobrancelhas grossas e olhar doce, ela olhou para Damon e revirou os olhos.
– Você e Demetra são os nossos elementos surpresas. – Charles murmurou, as observando com seus olhos azuis profundos gentis. – Vocês farão falta na missão, mas para o grupo, é melhor que vocês se mantenham no anonimato por essa noite.
– E o que eu tenho a ver com isso? – Nikki questionou com raiva.
– Bom, as garotas não precisam de uma guarda costa, mas o seu propósito é praticamente esse, vigiar qualquer aproximação estranha e nos avisar. – Sam disse, mas ele era um péssimo mentiroso, ela revirou os olhos e sabia que ele a estava protegendo do perigo iminente da missão, e preferindo que ela ficasse na encolha com as garotas, ela não disse nada, depois discutiria com ele. – Então vocês três ficarão aqui, qualquer situação estranha, nos comunicar e cair fora daqui, irei informar Nikki melhor sobre isso, enquanto Damon e Alaric irão para a boate, circular o perímetro a procura de vampiros e do tal Peter; eu, e Charles estaremos espreitando a saída, esperando apenas um aviso de Damon, que será ouvido por Charles, para atacarmos e por fim, Charlie, Alex e Dean ficarão dentro da boate, de olho em Damon e Alaric, a espera do mesmo aviso.
– Acho que é só isso. – Charles disse, pensativo. – Vou me preparar, encontro vocês na garagem em meia hora, tudo bem? – Sam e Dean concordaram.
– Me espera, quero falar com você antes, Charles. – Demetra disse, e com sua velocidade vampirica se juntou ao rapaz, saindo da sala.
– Vamos pegar o equipamento, irmãozinho. – Dean disse com ironia para Alex que sorriu de lado, e acompanhou o irmão. – A noite será bem divertida, se é que você me entende.
– Não, ninguém entendeu, Dean. – Charlie murmurou um pouco irritada, passando entre os dois Winchesters e caminhando com passos firmes. – Vou me arrumar, encontro vocês em vinte minutos na garagem, se houver atrasos, eu vou com Damon, já aviso ...
– Uh, você fez o meu dia, anjinho. – Damon disse sem humor, afundando as mãos nos bolsos e observando Charlie sair do ambiente, os Winchesters também saíram do ambiente, enfurecidos com a atitude de Charlie e decididos a não perderem um segundo se quer.
– E você arruinou o meu. – Brooke disse, com os braços cruzados o encarando séria. — É sério mesmo? Vou ter que ficar aqui com o projeto de caçadora e alcoólatra que odeia caçadores?
– Não exagere. Não vai ser tão ruim assim. – Ele ergueu ambas as sobrancelhas e sorriu. — Vamos resolver isso e voltaremos antes que você note, ai poderemos sair para beber alguns drinks e comemorar essa vitoria.
– Odeio me sentir descartada. – Brooke disse, revirando os olhos. – Eu sei que vocês tem razão, eu seria o lado fraco e atrairia atenção imediata, mas ... é o Klaus.
– Bom, Demetra está na mesma situação que você e aceitou numa boa, e vamos ser sinceros, as razões que ela tem contra ele são bem mais fortes que a sua ... – Brooke abriu os lábios, mas ele fez um sinal com o dedo para ela se calar. – E você sabe que é verdade.
– Tudo bem ... você tem razão. – Ela disse bem contrariada.
– Meu Deus, o mundo vai realmente acabar. Você concordando comigo ... – Damon murmurou, em seguida segurou o ombro dela com delicadeza e um olhar preocupado. – Fica de olho, qualquer coisa entre em contato, ok?
– Você falando assim até parece que se preocupa comigo. – Brooke disse com um sorriso leve nos lábios.
– Não, eu só estou fazendo o que o Stefan faria, ele ficaria muito chateado se descobrisse que você perdeu a cabeça enquanto eu bebia um whisky. – Ele começa a se afastar do ambiente e Alaric o acompanha, mas antes de sair do campo de visão da garota, ele a olha daquele seu jeito maroto. – E Brooke ... tenta se comportar, ok?
– Farei o meu possível, pai. – Ela faz uma careta para ele e o mesmo ri, saindo do local e Brooke com um sorriso sapeca, se deita no sofá, rindo de maneira sonhadora.
– Você precisa parar com isso, Sam. – Nikki disse segundos após deixar a sala principal, seguindo-o pelo corredor na direção da biblioteca, onde ele e seus irmãos haviam guardados seus equipamentos.
– O que? – Ele questionou um pouco confuso, a olhando.
– Me proteger como se eu fosse uma donzela indefesa. – Ela murmurou afundando as mãos nos bolsos da calça.
– Mas você é a minha donzela indefesa. – Ele parou na sua frente e beijou seus lábios com carinho, mas ela franziu o cenho ainda incomodada pelo ocorrido na reunião.
– Você fez isso durante esses 03 meses de viagem, sempre me tirando das missões consideradas perigosas e me dando uma tarefa mais leve e tranqüila. – Ela o olhou seria, envolvendo seu pescoço com seus braços. – Sam, eu posso encarar qualquer empreitada, e você precisa confiar no meu taco. Me proteger não é garantia que estarei viva quando você voltar.
– Não fale assim. – Sam disse, enrugando o cenho perigoso, sua mente foram inundadas de lembranças de seu passado, Jéssica presa no teto de seu quarto com o estômago com uma feia ferida e em seguida explodindo em chamas. – Eu só quero ...
– Me proteger. – Nikki disse com um sorriso leve, Sam sorriu assentindo. – É a verdade Sam, você pode me proteger da forma que desejar, mas se tiver que ser, será. Não faça mais isso, tudo bem? Eu sei o que é perder as pessoas que amamos e querermos protegê-las ao máximo, mas também precisamos entender que se a vida quiser irá arrancá-las de nós.
– Eu queria entender isso, mas não consigo.
– Um dia você irá, e para iniciar essa longa caminhada, na próxima missão eu irei e ficarei ao seu lado, assim você se sentirá mais seguro e tranqüilo. Ok? – Ele concordou, mas já imaginava uma outra desculpa para mantê-la longe de confusão e de Rick, mesmo que não quisesse confessar que esse era o motivo maior para mantê-la ali. – Agora me explique o plano de proteção as vampiras poderosas.
Sam segurou a cintura de Nikki a mantendo perto de si e começou a explicar tudo, voltando a caminhar ao lado da jovem que o observava e guardava as informações com cuidado em sua mente.
(...)
Parte Central da Ilha
–Ei Pan olha o que eu achei! Danny voltava para o local do “acampamento” delas trazendo peixes em uma grande folha de bananeira.
–Deus, estou salva! Falou a bruxa rindo acendendo a fogueira com pedras lisas.
–Não contavam com a minha astúcia não é? Disse a demônio rindo.
–Onde aprendeu a fazer isso?
–Meu pai era um ótimo pescador, eu aprendi muito com ele nos anos em que vivemos juntos, antes de sua morte no acidente que o levou e levou minha mãe também!
–Sinto muito Danny, sei que aquilo que aconteceu com você no passado foi muito doloroso, eu realmente não saberia viver assim!
–Quando você desiste e se joga nas profundezas não há nada que possa fazer para se sair bem, no final o inferno entra dentro de você de um jeito que não tem volta!
As duas ficaram em silêncio por alguns minutos olhando para a pequena fogueira enquanto os peixes assavam lentamente.
–Ok não quero ficar aqui sentindo pena de mim mesma! Disse a demônio se levantando de uma vez do chão.
–O que vamos fazer então?
–Podemos brincar de adivinhação, ou podemos falar sobre os super gatos ao nosso redor!
–Que gatos? E não sei se é bom falar sobre homens enquanto permanecemos aqui totalmente isoladas! Disse Pandora pensando em Stefan que estava perdido em algum lugar daquela ilha imensa.
–Ainda sim eu quero falar sobre eles, hum que tal o Tony?
–Comprometido! Disse Pandora revirando os olhos.
–Não estamos aqui para julgar isso e sim os atributos físicos, por exemplo, Steve Rogers, gato, forte, alto, e com aquela carinha de menino abandonado, eu adoro, agora a sua vez e não vale falar do Stefan!
–Bom, que tal Eduardo? Gato, forte, sexy, com aquele peitoral definido e aqueles olhos profundos que escondem seu mistério pessoal, ele é muito fofo! Disse Pandora se lembrando de suas conversas com Eduardo na casa dos Salvatore enquanto eles lutavam contra Crowley, Loki e Klaus.
–Boa pedida, mas eu acho ele muito jovem, prefiro os mais velhos como Alaric ou até mesmo Bruce! Disse se lembrando do cientista.
–Que tal fazermos uma lista dos 10 mais gatos? Disse Pandora animada se levantando e pegando um graveto para ela e outro para Danny.
–Ok, vamos ver quem tem o melhor gosto para homens! As duas riram e começaram a escrever no chão.
(...)
Brooke vestia sua jaqueta de couro marrom, e sorria convencida, havia roubado ela de Damon, achava que ficava muito melhor em si do que nele, mesmo que ele discordasse; ela se olhou no espelho aprovando seu look: a jaqueta, uma blusa vermelha de decote simples, uma calça de couro preta e uma bota de cano alto preta de salto fino, era isso mesmo que ela queria, observou sua maquiagem simples e só ajeitou o rímel enquanto arrumava os cachinhos largos que havia feito com baby liss.
– Aonde você pensa que vai assim? – Danny questionou com um tom de choque.
– Ahn ... sair?! – Brooke respondeu com deboche, olhando através do espelho para a caçadora que a observava como uma mãe, com olhar sisudo e braços cruzados. – Por favor, mãe. Eu me comportei tão bem nessa semana, só matei três vampiros e tenho a pretensão de matar mais um em alguns dias.
Danny revirou os olhos adentrando o quarto, que ela notou que pertencia a Tony e Ary, e Brooke, abusada como ela estava usando as coisas de Ary, ela balançou a cabeça negativamente e Brooke sorriu de lado.
Demetra chegou no ambiente com sua velocidade vampira e sorriu de lado ao ver Brooke toda produzida, a mesma a olhou sorridente fazendo pose de modelo e começou a ver que Deme também estava toda arrumada; maquiagem e cabelos feitos, usava uma calça jeans e uma blusa decotada de paetês dourados e uma ankle boot de camurça preto.
– Eu ouvi algo sobre homicídios? – Ela questionou com um sorriso sapeca, se deitando na cama de casal, Danny revirou os olhos, vencida.
– Ok, pelo visto vocês não pretendem ficar em casa.
– Não me diga que você percebeu, como foi que você chegou a essa conclusão? – Brooke murmurou sarcástica com um sorrisinho de lado. – Não se preocupe, eu pretendia dar um pulo num barzinho que tem aqui perto, beber e dançar um pouquinho, e voltar antes da meia noite para não me transformar em abóbora.
– Eu pensei na mesma coisa. – Demetra disse musicalmente.
– Sei, e vocês nem combinaram isso? – Nikki questionou, seria.
– Não. – Brooke e Demetra disseram em uníssono e de modo angelical.
– Qual é, Nikki, não tem nada de mal em um passeiozinho rápido, ficar aqui dentro é castigo demais para a gente, já que não podemos ajudar produtivamente, que tal um pouco de diversão inapropriada e proibida? Vem com a gente, por favor.
– Não sei, Sam vai ficar enfurecido de não nos encontrar aqui.
– Meu deus, quem foi que te possuiu? – Brooke disse de modo chocada e Nikki a olhou, ofendida.- A velha que mora a dois quarteirões daqui e vive com 50 gatos e uma tartaruga?
– Ela tem razão, você já foi mais descolada e destemida.
– Deve ser a idade. — Nikki respondeu cheia de si, fuzilando a amiga vampira.
– Não sei não, eu tenho 700 e pouquinhos anos e continuo jovem como uma garotinha de 17 anos.
– Ok, eu vou com vocês, mas precisamos voltar antes das onze da noite, entenderam?
As vampiras comemoraram com aplausos e gritinhos animados e Nikki revirou os olhos, rindo e alegando que ia se trocar.
Ao chegarem na boate as três mulheres atravessaram o ambiente, olhando ao arredor a procura de um bom lugar para ficar e conseqüentemente chamando a atenção de diversos rapazes que as olhavam descaradamente, boa parte com malicia, outros apenas admirando a beleza delas.
Decidiram por ficar no balcão, era mais perto da bebida e dali tinham um campo de visão do lugar privilegiado, a pedido de Nikki, pediram vodka e brindaram àquele momento e começaram a comentar sobre os rapazes dali. Alguns minutos se passaram até que um cara se aproximou de Demetra, Brooke notando o clima deu espaço ao rapaz, mas percebeu pelo olhar da jovem que tinha algo errado, mas não se manifestou.
Demetra olhou bem para o rosto daquele homem e se lembrou dele, não vinha nome em mente, mas se lembrava dele, da época de casada, tal lembrança lhe causou um enjôo momentâneo e rapidamente o dispensou, não aceitando de cara tal resposta o cara insistiu, e acabou sendo expulso por Nikki e Brooke que se colocaram de pé e protegeram Demetra, que estava bem incomodada, ele foi embora com uma expressão irritada, chegando a empurrar um cara no meio da pista de dança.
– Que idiota! – Nikki disse, voltando a beber sua vodka
– O que ele queria além de entrar em suas calças? – Brooke questionou, olhando o lugar que o rapaz seguiu e para a amiga, que continuava tensa.
– Nada, só isso mesmo, mas não estou interessada, então mandei ele para o inferno, mas pelo visto não foi o bastante para ele.
– Homens, sempre querendo aquilo que não pode ter. – Brooke murmurou, balançando o copo de bebida.
– Chega desse papo de homens idiotas, e vamos dançar. – Nikki diz batendo o copo na mesa, animada. Demetra nega, mas Brooke se anime e tenta levar a amiga, acabam por convencê-la e as três vão para a pista.
Elas dançam ao som de uma música eletrônica sexy, sorrindo e se divertindo, de longe pareciam amigas de longa datas para um e para outros, bom, um bom prato de jantar.
Um cara se aproximou de Nikki, dançando com ela de forma sensual, ela estava ali para se divertir, e não com ele, então ela o afastou, ele não insistiu e foi para outro lugar.
Brooke notou que era observada por um carinha, amigo do cara que deu emcima de Demetra mais cedo, boa coisa ele não deveria ser, então apenas revirou os olhos e continuou a dançar com os olhos fechados, apenas sentindo a musica.
Nesse meio tempo Demetra e Nikki foram ao banheiro, Demetra foi usar o vaso e Nikki ficou para arrumar a maquiagem.
– Temos que ir embora em meia hora. – Nikki disse conferindo o relógio.
– Mãe, para de ser careta. – Disse Demetra, rindo. Nikki balançou a cabeça negativamente, sorrindo, e tudo aconteceu muito rápido. O cara que havia dançado com ela adentrou o ambiente e trancou a porta com um pedaço de ferro e com um movimento só agarrou Nikki pelo pescoço e a prensou na parede. Ela gritou, sentindo o ar começar a faltar, enquanto ele sentia o cheiro que emanava do seu pescoço.
– Eu quero o seu sangue, ele tem o cheiro mais delicioso que senti. – As presas surgiram nos dentes do homem e Nikki se sacudiu na parede, tentando se soltar, sentindo o ar faltar e seus pés sacudirem no ar. — Prometo que isso será tão prazeroso para você quanto para mim.
A boca do homem se aproxima do pescoço dela e dá uma pequena mordida, mas de repente ele é tirado com força de cima de Nikki e é jogado contra a pia, ele tenta revidar, mas Demetra é rápida, acerta um chute na cara dele, o que deixa o tonto, com um movimento ela arranca a traquéia dele e olha para Nikki, preocupada.
– Você está bem? – Segurando os braços da amiga, e notando que um pouco de sangue escorre de seu pescoço.
– Estou sim, ele só mordeu um pouco, nem houve muito contato. – Ela disse, ainda nervosa sentindo o coração bater como uma britadeira em seu peito. – Precisamos ir embora, garanto que ele não é o único vampiro aqui.
– Toma coloque isso no pescoço. – Demetra disse rápido, colocando alguns papeis higiênicos na ferida e levantando a gola da blusa da caçadora para esconder a ferida. – Vamos achar a Brooke agora.
Brooke voltou para o balcão e está bebendo um copinho de vodka, com uma expressão pensativa, assim que ela repousa o copo na mesa um outro cheio aparece, ela olha surpresa e se depara com o cara que está a observando por mais ou menos 15 minutos, ela revira os olhos com desgosto.
– Desculpa, eu não bebo nada que estranhos me dão. Mamãe me ensinou bem, sabe? – Ela respondeu sem sorrir, apenas com sarcasmo e pedindo outra bebida para o bartender, que a serve na hora. O rapaz ri e se aproxima do ouvido dela, a mesma fica incomodada, mas não se mexe.
– Talvez você perca muito se não beber esse copo, Brooke. – Ela o olha lentamente e vê que suas suspeitas se confirmam, ele é um vampiro, ela podia sentir o cheiro intenso de sangue vindo de sua boca e a maneira que seu coração batia, mais lento que de uma pessoa com problemas cardíacos sérios, e ele a conhece, logo deve ter algum envolvimento com Klaus, o que fez seu coração acelerar. Ela bateu o copo na mesa, e olhando para o homem, ela pegou o copinho, observando a bebida ... 25 ml de verbena, isso ia doer.
– Muito obrigada pela bebida, Demetra, acho surreal essas situações, eu quietinha no bar e você surge, todo charmoso e com propostas indecentes. – Ela torcia que Demetra estivesse com sua audição em dia, ou ela estaria encrencada.
– Apenas beba. – Ele disse, a centímetros de seus lábios. Ela o olhou desafiadora e sabia que depois que bebesse aquilo ela estaria ferrada, agüentava 15 ml apenas, 16 ela já entrava em colapso, imagina 25 ...
ela bebeu em um gole só e sentiu cada pedaço da sua pele rasgar e se dissolver, ela abaixou a cabeça e abafou um grito em sua garganta, enquanto as lágrimas desciam por seu rosto.
– Ei, calma. Vou te levar lá fora. – O cara disse, segurando a sua cintura e a puxando para perto. – Ela ficou enjoada, cara, vou levar ela lá para fora. – Ele disse ao bartender e começou a carregar Brooke que ia com a cabeça abaixada, tentando ao mesmo andar com os próprios pés que pareciam moles e sem ossos.
Brooke apagou por alguns minutos, não sabia como, mas estava em um beco, sentada ao chão, fechou as mãos e sentiu a terra penetrando sua pele, tudo lhe doía, desde a cabeça até o último dedinho do pé, não conseguia se mexer sem que sentisse aquela sensação de que tudo em si estava se desintegrando, sua visão estava turva e sua respiração estava fraca, mas pode ouvir a voz do homem que a dopara.
– Sim, eu estou com ela. Sim, eu tenho certeza, já conferi a foto umas 4x e cara, é ela. – Ela sentiu o homem se aproximar e tocar seu rosto, ela não pode fazer nada, mas viu seu rosto melhor, o que lhe deu uma sensação sanguinária enorme. – Sei onde fica, e posso me encontrar com você em menos de ...
De repente a voz do homem sumira, apenas um grito tomou conta do ambiente, e Brooke apenas viu o corpo do homem cair a sua frente, sangrando compulsivamente na região no qual seu coração estaria, sem conseguir controlar seu corpo, acabou por desmaiar, no exato momento que lhe pegaram no colo.
(...)
Lado Norte da Ilha
Shane coçou os olhos mais uma vez, acordado tentando não dormir, tentando ignorar o sutiã a sua frente. Olhou Ariel que o encarava. Ela tinha a blusa rasgada e o sutiã a mostra, ele não pode evitar de olhar, não conseguiria.
–Ary...-ele desviou os olhos dela. Sabia que não era certo ficar encarando-a como um maníaco pervertido tarado.
–Onde estamos afinal?- a menina perguntou inocente. O frio da noite fazia o cabelo dela cortar no rosto. A pele clara estava iluminada a luz da lua.
–Eu não sei Ary, em algum lugar da Ilha. Olhe...vista isso, sim?- ele tira a camisa e entrega para a garota. Além do frio, ele não queria ficar olhando o busto dela o tempo todo, era tentador e imoral demais para ele.
A menina vestiu a camisa rápido e voltou a encará-lo mais uma vez.
–Shay, nos perdemos dos outros. Temos que encontrá-los, eu...eu...não sei onde o Tony pode estar. Já tentei procurar por alguns lugares da Ilha enquanto você dormia...mas...
–Saiu de perto de mim enquanto eu dormia?- Shane olhou Ary com um certo desapontamento. Era uma regra de soldados não deixar seu companheiro sozinho. Mas, Ariel não era um soldado, e ele não era o companheiro dela, então...não tinha o direito de se sentir daquela maneira, e sabia disso.
–Sim, eu fui procurar Tony e os outros. -a menina respondeu inocente, fazendo o jovem abaixar a vista. – Algum problema?
–Não, não.- ele sacudiu a cabeça.- Veja só, acho que estamos no topo, eu consigo ver quase toda a praia daqui. Vamos começar a procurá-los, ok? Amanhã de manhã faremos isso!
–Não Shay, vamos agora!
–Ariel, está de noite e pode ser perigoso!
–Shane, nós salvamos o mundo. O que pode ser perigoso numa ilha deserta?- ele bufou baixo e a encarou.
–Ok, Ariel. Vamos agora. – olha a praia e diz. – As árvores são muito ruins para o Tony voar com a armadura, ele não conseguiria fazer isso muito bem...hum....-coça o queixo. — ...Para a esquerda!
–Tem certeza?- Ariel perguntou encarando o loiro.
–Nossa esquerda é a direita do Tony, se ele caiu na praia. Pessoas perdidas sempre seguem seu lado direito, isso claro, supondo que ele seja destro.- Ary parou e encarou o loiro mais uma vez.
–Como pode saber de tudo isso?
–Passei muito tempo isolado numa Ilha, Ary, me sobrava muito tempo para ler.
–Eu tinha esquecido disso Shay, me desculpe. Deve ter sido horrível fiar naquele lugar.- ela fala complacente.
–Não era tão ruim assim, ao menos eu nunca tive de dividir nada com ninguém. — fala mostrando o sorriso branco. — Vamos?
–Shay...acha que o Tony está bem?- ela pergunta. O garoto se aproxima e arruma uma mecha de cabelo dela.
–Ary, ele é o Homem de Ferro. Ele vai ficar bem. Vamos achá-lo, tudo bem? Apenas se acalme um pouco. Escute, se quiser ir atrás do Tony agora, iremos, mesmo com tudo escuro e não o que podemos encontrar dentro da mata, ok? Eu farei o que você quiser!
–Obrigada Shay!- a menina ri e o abraça.
Eles andaram pela floresta densa até chegar na Praia. Ariel sentou no chão exausta e o garoto sentou ao seu lado. Apreensivo e olhando a expressão de Ariel, o garoto queria dizer como se sentia estranho, queria dizer o que vinha sentindo nos últimos tempos, mas, a coragem não lhe vinha.
–Ariel...preciso lhe dizer algo.- a menina o encara com os olhos ternos.
–Ary eu...eu...-ele segura uma concha e a entrega. – Coloque isso no ouvido.
–O que?- a menina pergunta confusa, mas, o obedece. Instantaneamente ela sorri.- É o som do mar.
–Não Ary.- ele diz corando.- É o som da sua circulação. Do seu sangue pulsando. E bem... tenho certeza que ela está pulsando forte agora. Mas, tenho certeza que não tão quando meu coração, quando você está por perto. – ela o encarou perplexa.
– O que está tentando me dizer?
–Estou tentando lhe dizer, Ariel, do meu jeito nerd e distorcido, que estou apaixonado por você. Estou tentando lhe dizer que se eu fosse um anjo, desistiria de minhas asas por você....que...
–Shay...- a menina tentou argumentar algo mas, ele pós o indicador na boca dela.
–Por favor, não diga nada. Eu sei que você ama o Tony, eu nunca gostaria de interferir nisso ou de fazer algo que a magoasse, por favor, não pense isso. Estou apenas lhe contando porque com você é algo difícil demais de segurar. Não quero que tenha que pensar sobre isso, não quero que fique se sentindo mal por isso. Me deixe apenas ficar aqui por perto, sendo seu ponto de apoio, sendo seu ombro para chorar, sendo nada significantemente importante. Apenas me deixe aqui, me deixe por perto, me deixe ser seu nada. Porque é isso no fim das contas Ariel. Porque eu daria tudo para seu apenas seu nada!
–Eu.....me...me desculpe Shane..eu preciso entender tudo isso....eu....
Ela saiu andando para mais perto do mar deixando Shane um pouco afastado se sentindo péssimo por falar sobre isso nesse momento, mas seu coração já estava bem mais leve agora.
(...)
Em algum lugar de New York
Brooke foi abrindo os olhos lentamente, se sentia péssima, com um pouco de tontura e suja. Sentiu um forte cheiro de sangue e ao olhar para o lado viu uma jovem aparentemente hipnotizada com um sinal de mordida no pescoço.
Ela estava fraca pela verbena, ela precisava se fortalecer e como ela mesma havia concordado com Damon que vampiro que é vampiro bebe sangue humano não se fez de dramática.
Foi até a jovem e mordeu seu pescoço sorvendo cada gota de sangue.
–De volta aos velhos tempos não é? Disse uma voz masculina a suas costas fazendo com que ela se virasse para encarar o homem mostrando suas presas.
–Porque estou aqui? Disse tentando controlar as transformações visíveis de sua face enquanto soltava o corpo desacordado da jovem.
–Porque estou tentando salvar sua vida!
–Não preciso de proteção Elijah, preciso matar Klaus! Ela falou enquanto o vampiro que estava do outro lado do ambiente chegou até ela em segundos ficando cara a cara limpando uma gota de sangue que escorria pelos lábios da loira.
–Você está na minha presença Brooke, não precisa mentir para mim!
–Você me sequestrou no meio da noite Elijah não pense que com isso eu vou confiar mais em você, pelo que sei do nosso passado Klaus poderia estar vindo para esse apartamento agora mesmo! Disse ela sorrindo encarando aqueles olhos que um dia lhe fizeram tão bem.
–Brooke....eu nunca quis.....
–Não termine....não fica bem para um homem da sua idade, não me iluda Elijah eu não sou mais uma garotinha assustada! Ela acariciou o rosto do vampiro que lhe trazia tão boas lembranças.
–Você nunca foi uma garotinha assustada! Ele sorriu se afastando um pouco, aquela presença sempre mexera demais com ele.
–Sabe Elijah é justamente isso que eu gosto em você! Ela falou andando em direção a porta.
–O que Brooke? Ele perguntou enquanto ela abria a porta de costas para ele se limitando apenas a sorrir e se virar em um perfil conhecido para ele.
–Você sempre viu o pior de mim como ele realmente é! Ela riu e fechou a porta vislumbrando por um ultimo minuto o olhar brincalhão do vampiro que lutava para demonstrar sentimentos.
(...)
Boate Six
Damon e Alaric já haviam circulado toda a boate, do segundo ao primeiro andar e vice-versa, nenhum sinal de vampiro, lobisomem ou híbrido, o que era muito estranho, fizeram essa ronda mais de 3 vezes só por garantia, mas acabavam sempre chegando a mesma conclusão: Klaus sabia do acontecido com John e alertou Peter.
– Mas que droga! – Disse Damon, visivelmente irritado parando na barra de metal observando o público dançando na pista no primeiro andar, seus olhos identificaram Charlie em um ponto da pista dançando com Alex e Dean, os três fingiam dançar, mas dava para ver que uma discussão calorosa ocorria ali, enquanto Charlie fazia seu trabalho e olhava de soslaio o ambiente. – Droga duas vezes ... porque mesmo que eu fui sua dupla?
– Não sei, foi você quem me ligou e me colocou nessa missão. – Alaric disse se apoiando nas barras e seguindo o olhar do amigo e percebendo o que estava a acontecer. – Charlie ... como sempre.
– Não é nesse sentido. – Damon disse, entortando os lábios.
– Impossível, você só pensa nela nesse sentido. Só se ... você decidiu seguir em frente. –Ele disse em forma de afirmação e Damon ergueu as sobrancelhas, sorrindo.
– Me dê uma medalha de honra ao mérito por tal feito. – Damon murmurou e Alaric ficou o observando, vendo como ele fingia ser algo, mas no fundo tinha um coração justo e apaixonado. – Nem pense em vim com esse papo de que eu fiz o certo e que está orgulhoso de mim, Brooke já disse isso e quebrei o antebraço dela ... Não que quebrar o seu fosse ser algo desprazeroso. – Damon concluiu com aquele sorriso malicioso dele.
– Bom, eu estou orgulhoso, pode quebrar meu antebraço, vai valer a pena pelo motivo. – Damon fez um gesto com a mão indicando que não ia fazer nada e Alaric continuou. – Não entendo o porque do “droga duas vezes” e reclamar por ser minha dupla.
– Porque a Charlie não a voz da razão, eu a acordei para a vida e sabe o que ela fez? Aquilo. – Ele apontou para onde o trio se encontrava, ainda dançando e entre uma conversa. – Em vez dela se distanciar e tirar um tempo para si, não ... ela continua enfiada no redemoinhos de relacionamentos dela.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!– No fundo você queria que ela viesse atrás de você depois de “acordada” para vida, não é?
– Vai se ferrar, Alaric. – Ele disse pausadamente, olhando Rick e revirando os olhos. – Talvez eu tenha tido essa expectativa, nas primeira hora, mas depois ... eu só queria que ela notasse o tão tola ela está sendo se entregando assim a um amor que ela não sente e ficar dividida a sentimentos que ela não consegue definir; eu já estive nessa posição e não é nada bonita.
– Você só quer que ela seja feliz. – Damon se pegou concordando mentalmente com Rick, era isso que ele queria, que ela fosse feliz com quem quer que fosse, mas que ela deixasse de viver essa turbulência amorosa indecisa, ele havia caído fora para o bem dela e para o seu também, ele revirou os olhos e olhou sério para Alaric.
– Eu só quero que mudemos de assunto e voltemos ao trabalho, pode ser? – Ele murmurou com um sorriso debochado, se afastando da barra de metal. – Vamos arriscar, vamos ao bar questionar sobre o dono e fazer aquilo que faço melhor ... – Alaric fez uma expressão não muito feliz. – Ser mau.
(....)
Oeste da Ilha
A fogueira fazia um som crepitante e aquecia Stefan e Moira de modo insignificante aquela noite fria, mas era o que tinha para aquele momento, então eles teriam que se acostumar pelo bem de suas sobrevivências. Não haviam encontrado muitas coisas para comer, apenas algumas pequenas frutas, que já haviam comido, e Stefan estava cada vez mais fraco, sem sangue, ele sentia como um doente em seu estado terminal, Moira, bravamente, havia oferecido o próprio sangue, mas Stefan se conhecia e sabia que não era seguro se aproveitar assim de sangue humano; ele se mantinha recostado no tronco de uma arvore, olhando ao seu arredor, em busca de qualquer som ou aproximação suspeita, enquanto Moira dormia ou tentava ...
– Pensando no meu sangue? – Moira questionou escondendo um sorriso no canto dos lábios, ele negou com um sorriso gentil. – Você está olhando tão fixamente para mim que já me imagino como um pedaço de filé suculento aos seus olhos. – Ela riu e Stefan acabou por rir também, não conseguindo não imaginar aquela cena.
– Não é assim que funciona para nós vampiros ... Não sentimos fome como os humanos, mas nos alimentamos para controlar uma fraqueza, por exemplo, contudo é o sangue que nos dar força e vida, quando sentimos o cheiro de sangue, é incontrolável, é como se cada célula do nosso corpo acordasse e gritasse por alimento, precisamos nos alimentar e não pensamos muito em nossos atos, só percebemos o que fazemos quando a culpa nos toma e o corpo morto está a nossa frente.
– É por isso que você não quer meu sangue ... tem medo de acabar me matando.
– É ... – Stefan disse em um suspiro. – Não sou o vampiro mais controlado da região.
– Mas é menos que o Damon e o Klaus juntos.
– Essa sua comparação não é muito justa, eu arranco membros, Damon corações e Klaus foge dos ideais normais.
– É, erro meu. – Moira disse com um sorriso sem humor.
– Fica tranqüila, vamos encontrar os outros logo e acharemos alguma fonte de alimento animal para mim, como você disse, só estamos em uma área desabitada. – Stefan disse em um sussurro confiante e em seguida sorriu, ao vê-la ficar pensativa. – E logo logo você estará nos braços de Bruce novamente.
– Espero que ele esteja bem. – Ela encolheu, abraçando os próprios joelhos.
– Ele está bem, e se estiver com sorte, estará com Pandora!
– Está tudo bem entre vocês? – Moira perguntou direta, não era do tipo de dar voltas, ainda mais numa situação daquela; os dois sozinhos, no meio do mato, precisavam aproveitar a intimidade e privacidade para conversarem sobre o que quisessem sem ter olhos e ouvidos intrometidos. – Eu andei reparando que ela anda meio tristonha e você meio distante ... vocês estão brigando?
– Nada demais, só o de sempre. – Ele disse, dando de ombros. – Eu ainda estou preso a meu passado e me afastando cada vez mais do meu presentefuturo com Pandora; eu não quero agir assim, mas não consigo mudar esse meu comportamento, e ela tem notado isso e reagido ... Nós conversamos, ela me entende, mas eu preciso entendê-la também, ela não vai me esperar para sempre; eu preciso mudar, mas como?
– Você não a ama?
– Claro que sim. É só que ... – Ele pausou e Moira olhou com atenção. — Eu passei por tanta coisa com Katherine, Elena, entre lutas, guerras, perdas, ... que eu não consigo saber como seguir em frente depois disso tudo, o que fazer com esse receio, pavor e temor de que tudo vai se repetir? Eu sei que com Pandora é diferente, ela é muito especial, mas não estou pronto para passar por tudo isso de novo; a culpa é minha.
– Mas quem disse que tudo será como antes? Nada acontece duas vezes, Stefan.
– Não, mas comigo aconteceu. – Ele disse com um sorriso sem humor. – Eu não quero que Pandora entre para o hall de garotas que amei e perdi por causa de quem sou, por minhas escolhas e decisões, eu quero que tenhamos um futuro diferente.
– Então faça esse futuro ser diferente. – Stefan a olhou, sua resposta era óbvia, mas verdadeira, era tudo questão de ponto de vista.- Você ainda ama a Elena?
– Não, sempre vou me importar com ela e ter um afeto especial, mas não a amo mais.
– Katherine?
– O que você acha? – Stefan respondeu soando muito como Damon e Moira sorriu de lado.
– Pandora?
– Eu já respondi essa pergunta ... – Moira o olhou séria, e ele entendeu. – Eu a amo.
– Então diga isso a ela, não tenha medo de gritar isso ao mundo e todos saberem que você seguiu em frente, e está feliz, então lute por esse amor. Esqueça os traumas, os dramas, as guerras, isso tudo só serviu de base para esse momento; o que vocês tiverem que enfrentar será juntos, eu vejo que Pandora é muito madura, ela não vai fazer como a Elena e sair em busca dos próprios desejos e fugir, ela vai ficar e lutar com você a batalha que for. Então faça o mesmo por ela.
Stefan se calou por um tempo, analisando aquelas palavras tão verídicas. Damon sempre lhe dizia isso, mas ele era tão frio e passional, que ele o ignorava, achando errado seus pensamentos, mas ela dissera o mesmo, Moira tinha razão; ele precisava desligar o passado, por mais difícil que fosse para ele; ele precisava tentar, não seria fácil, mas ele precisava tentar ... por Pandora. Aceitar que tudo aquilo de uma forma o fez crescer como pessoa, mas que não afetaria seu futuro de modo negativo e sim positivo. Como não sabia? Mas tentaria, errando ou acertando. Como ele queria poder estar com ela, abraçá-la e dizer isso, que ele iria aprender em cima de seus erros e acertos, e lutar para fazer certo com ela, porque valia a pena e ela era a garota para ele, sua garota ... Seus olhos caíram em Moira e ele notou seus olhos perdidos nas chamas, havia algo errado em seu olhar.
– Você não parece muito bem. – Ele disse em um sussurro.
– Estou pensando no Bruce.
– Então, você realmente não está bem, deveria estar sorrindo em vez de estar prestes a chorar.
– É que esse papo sobre a Pandora me fez lembrar como estou sendo uma péssima namorada. – Moira disse ainda observando o fogo, pensativa. – Nós ... nós ainda não transamos. – Stefan ergueu as sobrancelhas com a afirmação, Moira o olhou e ele a observou pensativo. – Eu sei, é estranho eu falar esse tipo de coisa, mas é verdade ...
– Você não quer? – Ele questionou, indo pelo caminho mais obvio, ela negou então ele foi pelo caminho menos óbvio. – Ele não quer.
– E-eu não consigo. – Ela disse pegando um graveto do chão e brincando com ele entre os dedos. – Eu não sou mais virgem, se é isso que você está pensando, eu só ... não consigo por outros motivos.
– E o Bruce não sabe disso, já tentou algo, e você o rejeitou, mas tem medo que ele acabe perdendo o interesse e partindo para outra ou ache que você não o quer por sei lá, ele ser mais velho do que você. – Stefan deduziu, a observando, Moira não respondeu e ele viu que era isso. – É, isso é complicado.
– Ele nunca faria isso, ele é um dos homens mais doces, seguros e cavalheiros que conheci em toda a minha vida, ele vai compreender a situação quando eu contar, mas toda vez que penso em falar disso com ele, eu não consigo, sinto um nervosismo, um medo que ele comece a me olhar de maneira diferente ... eu queria me libertar dessa dor e poder sabe, seguir em frente, como você, mas nunca poderei, isso é algo que estará sempre em mim.
– Posso saber o que a impede? – Stefan questionou cuidadoso, Moira o olhou e pensou, era tão difícil falar sobre isso com as pessoas, ela sentiu o mesmo nervosismo que a atacava nesses momentos, só havia falado disso com Sara, e pensar em outra pessoa sabendo ... era um alivio assustador, Stefan era um ótimo amigo, tão inteligente e sincero, ele saberia como ajudá-la com suas palavras.
– Ninguém sabe disso, apenas Sara. Eu fui e-estuprada por um demônio há alguns anos atrás. – Stefan a olhou surpreso, e se sentindo um pouco culpado por ter questionado tal pergunta, mas viu que Moira falava de uma maneira tão firme e segura que ele deixou ela continuar. – Desde então não consigo manter um relacionamento sexual com nenhum dos namorados que tive ... mas com Bruce, é diferente, eu confio nele, gosto de sua companhia e sinto que estou pronta, eu quero isso ... mas não consigo, eu lembro daquele dia e ... – Ela fecha os olhos, tentando controlar as emoções.
– E você nunca conversou com ele sobre isso?
– Não, e eu sei que não adiantaria, o problema sou eu.
– Você precisa tentar, se você não conversar com ele, o mesmo continuará confuso e acreditando nas próprias conclusões que podem ser muito perigosas. – Stefan murmurou, com o cenho enrugado. – Você precisa de um tempo.
– Eu não vou pedir um tempo a ele. – Um pouco chocada com a afirmação.
– Não quero dizer isso, mas no sentido de que talvez você precisa, sei lá, fazer uma terapia, colocar isso para fora de algum modo, talvez com ele mesmo, talvez seja isso, você precisa sentar e conversar com ele sobre, e explicar o que você sente, seus medos e que precisa do apoio dele. Você não pode se forçar e muito menos ficar sentindo que está pronta e não está, quando for para acontecer, irá, e será quando você menos esperar, mas antes você precisa conversar com ele.
– É, talvez você tenha razão ...
– Converse com ele, explique seus medos, receios e peça ajudá-a ele, e não apenas compreensão.
Um silêncio caiu entre eles, Moira ficou pensativa as palavras de Stefan, ela o olhou e encontrou seus olhos claros brilhando em sua direção, graças a fogueira, ela sorriu e ele retribuiu o gesto.
– Foi bom ter caído nessa ilha com você, sabia?
– Divido da mesma sorte que você. – Ele murmurou com um sorriso leve.
(...)
Boate Six
– Eu acho que somos os seres mais sobrenaturais desse ambiente. – Disse Charlie, olhando para as suas costas, fazendo uma dancinha no mesmo lugar mais próxima de Alex possível e evitando qualquer tipo de contato ou troca de olhar de Dean que fazia de tudo para chamar sua atenção; ela estava se esforçando ao máximo para não magoar Alex, sempre que Dean estava por perto isso ocorria e ela precisava evitar isso, pelo bem de seu relacionamento ... mas qual era o ponto disso tudo mesmo? Ela se questionava mentalmente, olhando de soslaio Dean e Alex, sentindo seu coração bater forte e fraco ao mesmo tempo. Decidiu se focar na missão. – Não há um vampiro nesse lugar, sinto que essa missão vai dar em nada.
– Faço suas as minhas palavras. – Alex murmurou, olhando ao arredor e fixando seus olhos em Dean e Charlie. – E vamos ser sinceros, a boate é bem decepcionante, bem caidinha e sem graça, não acha Char? – Charlie assentiu, mas não deu muita atenção enquanto Dean fazia uma cara de riso com o apelido que Alex dera a namorada.
– É, Alex, isso explica muito sobre a ausência de vampiros em uma boate no qual o dono é um vampiro. – Dean murmurou sem paciência, não agüentando mais fazer aquela dancinha ridícula e só pensando em se deliciar com uma garrafa de uma cerveja geladinha. – A gente não pode, sei lá, fazer outra coisa?
– Temos que esperar o sinal do Damon. – Charlie disse pela terceira vez, impaciente, Alex e Dean reviraram os olhos e se encararam
– E diabos de sinal será esse? – Alex questionou, olhando Charlie e por fim seu irmão. – Não podemos temos super audição nem nada desses artifícios sobrenaturais.
– Damon é sutil feito o Dean, lhe garanto que vamos notar que é hora de trabalhar quando ... – Uma movimentação afobada envolvendo gritos começa a ocorrer no segundo andar da boate, exatamente o lugar onde Damon se encontrava com Alaric. — ... algo assim acontece.
– Vamos então ... – Alex começou ir na frente e Charlie ia, mas parou ao ver o sorriso canalha de Dean.
– O que foi, Winchester?
– Gosto de ver como ainda se lembra de minha “sutileza”. – Ele disse a palavra cheia de significado.
– Cala a boca, Dean, e vamos logo. – Charlie começou a se locomover, passando por entre os jovens, sendo seguido por Dean de perto.
(...)
Ala das piscinas SHIELD
Annie chegou praticamente empurrada por Teddy, estava usando um biquíni azul que iluminava seus olhos e destacava o castanho dos cabelos.
Viu Eduardo dentro da piscina olímpica jogando agua em Tutti e pensou mil vezes em ir embora.
–Eu não estou bem Teddy é sério, os últimos acontecimentos foram loucos demais! Disse abraçando o próprio corpo.
–Por isso precisa agir como alguém da sua idade pelo menos uma vez, Annie, foram três meses de treinamento pesado e ódio gratuito, você acabou de transformar toda a raiva em paixão pelo seu professor em pouco tempo e está perdendo o cara mais legal que eu já conheci por não saber o que quer.....então para....respira....e segue em frente! Teddy abraçou a amiga enquanto Emily fazia um som que mais parecia alguém vomitando.
–Ei se não gosta de nós pode ir embora Mortícia Adams! Disse Teddy para Emily que apenas riu debochada virando uma garrafa de vodka com tudo bebendo quase a metade da mesma.
–E deixar todo esse álcool com vocês? Nem pensar garota rabo de cavalo! Teddy ficou vermelha, ela adorava usar rabo de cavalo, achava que aquilo valorizava seus cabelos longos.
–E você Tutti pare de se entupir de doces e se liberta também, você é uma garota incrível e se o Steve não consegue entender isso o problema é dele, vocês dois já fizeram coisas juntos, já trabalharam juntos, ele gosta de você, só está sem coragem porque tem medo, principalmente agora que a HIDRA surgiu novamente!
–Você tem razão Teddy mais as coisas não são simples assim, você tem esse “probleminha” com o professor de história mais não quer lutar por ele, quer apenas que ele esqueça a Natasha e corra atrás de você, muito adulto de sua parte! Disse Tutti comendo alguns confeitos.
–Como se fosse fácil esquecer a Natasha! Disse Edu rindo.
–Ei sei tarado!!! Emily apenas riu enquanto Tutti afundava o lobo na piscina.
–Ok então todos vocês estão ferrados por culpa de alguém, isso é tão deprimente! Emily estava do lado de fora da piscina ao lado das garrafas.
–Deprimente é alguém de preto e botas em uma piscina, e prefiro mil vezes ter problemas com amor do que não ter amor nenhum! Teddy falou e todos ficaram tensos por um minuto, mas Emily apenas riu dizendo um “foda-se” para Teddy.
–Annie eu queria falar com você eu.....
–Tá tudo bem Edu, eu entendi as coisas, eu estava mal, eu perdi muito e isso me abalou mais não tenho o direito de descontar tudo em você, e sobre o beijo, dane-se, nós não estávamos namorando então tudo bem! Annie sorriu para o rapaz enquanto ele parecia mil vezes mais aliviado, Tutti também parecia explodir de felicidade enquanto tomava um sorvete de morango com calda de caramelo com pedaços de frutas por cima.
–Bom então se é assim, amigos? Disse Edu estendendo sua mão para Annie que sorriu e segurou a mão do rapaz.
–Amigos! Mas antes que ela disse-se qualquer coisa ele a pegou no colo e mergulhou com tudo na piscina jogando agua em todas as meninas.
Algumas horas se passaram enquanto Edu brincava competindo quem era mais rápido com Teddy enquanto Tutti e Emily disputavam quem bebia mais sem passar mal, Emily ganhou de olhos fechados, estava na terceira garrafa quando Tutti desmaiou temporariamente.
Annie nadava muito bem mais todo aquele momento era só uma distração dos verdadeiros pensamentos que assombravam sua mente...Eduardo....HIDRA....Clint.
–Gente eu vou nessa, se ficar mais aqui vou acabar enrugando! Ela saiu dando um thauzinho para todos enquanto amarrava uma saída de praia na cintura.
Andou pelos corredores deixando a agua cair sem se importar, chegou em seu quarto e percebeu que a porta estava aberta, ficou preocupada com aquilo, mas depois de respirar fundo entrou de uma só vez se deparando com Clint com uma expressão confusa, triste, preocupada e interessada, tudo ao mesmo tempo.
–Preciso falar com você! Disse ele olhando seriamente para Annie que apenas encarou aqueles olhos tão familiares.
(...)
Em algum lugar do céu
–Você acha certo falar com o receptáculo dessa forma? Disse Emanuel ao lado de Roma que mantinha seu olhar fixo na terra exatamente onde Dean estava.
–Acho que alguns de nós precisam lutar! Falou olhando para o anjo pela primeira vez.
–Essa guerra não é mais nossa irmão, Miguel não anda mais entre nós, os outros estão mortos e os humanos procuram todos os dias formas novas para se auto destruírem, deixe-os! Emanuel colocou a mão sobre o ombro do anjo.
–Eu já fui um deles, Crowley tirou tudo de mim, nenhum anjo se ergueu ao meu favor e minha dor foi tão devastadora que até mesmo Deus chorou!
–Dean Winchester é um problema para nós, ele sempre foi, veja o que aconteceu com Castiel!
–Castiel foi um dos soldados mais honrados que eu conheci, o de maior coração!
–E agora ele não está mais entre nós!
Ouve um grande momento de silencio, mas nada que fosse dito mudaria a fé de Roma nos humanos.
(...)
Barracão abandonado nas proximidades de New York
–Bom...agora vamos desde o inicio! Qual o seu nome?
–So-oou....o a-agente....Duncan, Edgard Duncan! Disse o rapaz enquanto seu sangue escorria até seus pés, estava pendurado como um pedaço de carne no açougue, vários ferimentos pelo corpo nu.
–Muito bom agente, agora me diga, como encontro o tesseract? Perguntou Noah de forma tranquila enquanto brincava com a lamina em suas mãos.
–Não está....co...com a SHIELD.....está em uma... uma.... ilha, a HIDRA...eles estão mais próximos do cubo! Disse o rapaz com o pouco de energia que ainda lhe restava.
–E agora senhor o que pretende fazer? Perguntou um demônio ao lado do agente.
–Acho que vamos precisar de protetor solar! Noah riu alegremente contrastando com o ambiente fúnebre.
–E o que faremos com esse ai? O demônio balançou o rapaz nas correntes fazendo com que as mesmas cortassem ainda mais os pulsos dele derramando ainda mais sangue.
–Você foi útil, mais útil do que a maioria, mas sabe como esse negócio funciona, não podemos amolecer porque sempre terá alguém para ferrar com a gente, você acredita em Deus rapaz? Perguntou Noah enquanto Duncan tentava se manter consciente com muito esforço.
–Sim eu acredito!
–Ótimo, dizem que ele dá um bom lugar as pessoas que morrem com muito sofrimento, então vou lhe proporcionar um lugar no céu! Ele sorriu entregando sua lamina ao outro demônio.
–Tire a pele dele e mande de presente para a SHIELD, sobre a ilha, bem vamos resolver isso da melhor forma possível, e depois se ele ainda estiver respirando, queime-o assim como todo o lugar, lembre-se, nada de vestígios, não queremos caçadores atrás de nós! Noah saiu do lugar em busca de mais informações enquanto os gritos agudos e desesperados de Duncan invadiam o lugar e logo depois o silêncio total.
–Deve ter desmaiado.....fracote! Noah riu enquanto entrava em um carro preto seguido por seus homens.
Notas finais
Ela já falou tudo neh? :P
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