Apocalipse - Fic Interativa
14 Formando Equipes e Bolando Planos
Notas iniciais
Espero que gostem desse capitulo que fiz com a ajuda da nossa Maravilhosa B e uma nova aliada nesses momentos de dificuldade *.*
BABI HERDY ela foi simplesmente incrivel nesse capitulo......
Bom eu tenho 4 coisas importantes para avisar...:
PRIMEIRO: O video vai demorar um pouquinho por culpa de alguns contratempos em relação ao tempo e aos estudos da B então por favor tenham paciência com a gente *.*
SEGUNDO: Não deu para por todos os flash backs no mesmo capitulo eles são muitos e muito grandes então eu teria um capitulo imenso apenas com flash back então por favor aguardem com paciência e não me matem hehehehe por favor.....
TERCEIRO: Alguns personagens não foram colocados nesse capitulo por não se encaixarem a idéia principal então por favor não me matem ainda....no proximo eu vou repor isso ok....
QUARTO: O PRÓXIMO CAPITULO SERÁ FODÁSTICO hauahauhaau estou até pensando em posta-lo mais cedo hehehe talvez no domingo.....estou ansiosa por isso....
AVISO IMPORTANTE: Neste capitulo teremos algumas cenas de violência um tanto pesadas então por favor não me matem foi necessário para o andamento dos flash back ok?
Beijos da J
Fala aí galerinha do mal...Brincadeira. Hey, eu sei que tenho andando meio distante daqui esses dias, mas, é que tá uma correria de prova e preparação pro vestibular, então já sabem se eu sumir um pouquinho, não se preocupem eu não fui raptada por Klaki(Klaus e Loki) hauahauhau
Espero que as imagens abram dessa vez, porque por horas acho que o Nyah gosta de tirar uma com a minha cara hauhauau
Tô fazendo o video mas é complicado então não desejem que eu queime como o Crowley se ele demorar ou ficar muito ruim, embora eu ache a segunda opção be provavel. Vou parar de encher o saco de vocês e deixarem ler o capitulo em paz.
Beijinhos hauahua
Base da SHIELD
Um helicóptero se aproximava da SHIELD fazendo com que todos os agentes se mobilizassem pelos corredores para preparar sua chegada.
–O que está acontecendo aqui? Perguntou Theodora saindo de seu alojamento e se deparando com Maria que corria apressada também.
–Natasha acabou de retornar e trouxe um prisioneiro! Hill falou séria despertando a curiosidade da jovem.
O helicóptero pousou em segurança na base. Natasha desceu segurando o prisioneiro, seu cabelo esvoaçava com o vento. Caminhou até Fury.
–Ótimo trabalho agente Romanoff!
–Obrigada! Ela falou ainda séria.- Agora se me dá licença, tenho um homem a interrogar!
–Sinto muito Romanoff, mas quem vai fazer essa interrogação é Barton! Disse Fury fazendo Natasha parar, respirar fundo e depois continuar andando.
–Que seja então, isso vai demorar mais do que imaginei! Falou indiferente entrando novamente nas instalações da SHIELD.
Base da SHIELD Setor de Alojamentos
O quarto de Emilly poderia ser comparado ao Big Bang dando origem ao universo, era uma bagunça misturado a pouco caso e desleixo total, seus olhos vidrados em pôsteres de bandas e cantores de metal, tudo muito preto, muito gótico, meio morto, assim como seu coração estava a anos.
Seus pensamentos iam e vinham e no final acabavam no mesmo lugar, no dia em que tudo mudou em sua vida.
Flash Back On
Emilly caminhava pelas ruas com seu casacão azul marinho. Era uma tarde fria de outubro, o vento fazia seu cabelo negro cortar no rosto. Caminhou mais um pouco e chegou em casa. Subiu as escadarias e abriu a porta devagar. Arregalou os olhos e tentou segurar o grito que veio a sua boca instantaneamente.
Sua mãe, jogada ao chão, com tanto...sangue ao redor. Isso a fazia sentir vontade de gritar alto, de correr, de bater, de chorar. Naquele momento, seus sentidos se misturavam loucamente, numa sensação tão dolorida que ela nunca sentira na vida.
Correu pela casa desesperada a procura de seu pai. Corria tão loucamente que mal sentia suas pernas se moverem. Imensa foi sua dor, ao chegar na cozinha e constatar que seu pai também havia sido assassinado. Naquele momento, ela só conseguia pensar em uma coisa: “ Seus pais estavam mortos. E quem os matou teria de pagar, com a própria vida.”
Lembrou-se então de sua irmã e correu até o quarto da pequena, quando entrou ela sorriu diabolicamente enquanto seus olhos negros surgiam aterrorizando Emilly, mas a jovem nada pode fazer, o demônio enfiou uma faca na pobre criança e saiu por sua boca em uma nuvem negra, claro que na época Emilly não sabia o que era aquilo e foi tachada de louca por todos em seu bairro, alguns até sugeriam que ela havia matado sua família, afinal, ela era adotada.
Um dia ela viu alguma coisa sobre um recrutamento para uma área especial do governo, a SHIELD e viu ai sua possibilidade de libertação, pensou que se oferecendo para ser uma cobaia do governo poderia ter um fim rápido, mas depois que a experiência foi um sucesso ela aceitou e resolveu ser a melhor no que faz, assim terá oportunidades suficientes para acabar com seus inimigos.
Flash Back Off
–Ei Emilly está tudo bem com você? Perguntou Tutti surpreendendo Emilly que viajava em seus pensamentos.
–Quem deu permissão pra entrar aqui ô garota do açúcar? Disse a morena furiosa jogando uma almofada em Tutti que desviou e ficou do lado de fora.
–Natasha acabou de retornar a base e trouxe um prisioneiro com ela! Tutti quase gritava do lado de fora.
–Ótimo eles vão tortura-lo? Emilliy mantinha seu sorriso sádico habitual.
–Clint vai interroga-lo agora eu vim avisar você eu sei que você curte essas coisas de “vamos matar todos e queimar seus cadáveres”! Tutti falou com uma voz estranha imitando um personagem de filme ou algo assim, qualquer um com senso de humor iria rir, mas Emilly apenas revirou os olhos e soltou o ar de uma vez.
–Ok, vai indo, eu vou arrumar umas coisas aqui e já vou!
–Ok, só não demore ou Clint pode matar o cara antes de você chegar lá! Tutti saiu pelo corredor enquanto Emilly deixava um quase invisível sorriso surgir em seus lábios, era impossível não gostar de Tulipa.
Thomas sabia que não teria outra solução, os agentes vestidos de preto com o emblema da SHIELD o levavam por corredores e corredores, de longe ele viu uma sala cheias de computadores com muitos agentes trabalhando, tentou observar melhor mais levou um empurrão e continuou andando.
–Não tem nada aqui para você agora continue andando! Disse Hill com firmeza enquanto Teddy andava ao seu lado observando cada detalhe de tudo, aquilo não era um treinamento, era sério.
Chegaram em uma grande sala com apenas duas cadeiras e uma mesa e o homem foi amarrado a cadeira longe da mesa.
Clint entrou silencioso e sério enquanto do lado de fora Fury, Hill, Natasha, Tulipa e Teddy observavam a cena.
–Ei eu perdi alguma coisa? O idiota já está sangrando? Falou Emilly entrando com tudo na sala de observação fazendo Fury ficar irritado com aquela atitude sanguinária dela, Emilly nunca havia mudado e talvez nunca mudaria.
–Senhorita Foxer pode fazer o grande favor de levar esse documento até o laboratório onde os Vingadores estão? Preciso que Banner examine isso antes de qualquer coisa e eles já estão esperando!
–E se eu não quiser? Falou de forma desafiadora encarando Fury.
–Bem, então serei obrigado a colocar você naquela cadeira e não será Clint ali com você e sim eu e acredite, ninguém sobreviveu as minhas perguntas! Eles se encararam por um tempo até que Emilly desistiu, pegou o pacote e saiu da sala.
–Você confia demais nela Fury! Disse Hill de forma séria enquanto Clint dava o primeiro soco de direita no rosto de Thomas.
–Eu sempre confiei nos meus agentes Hill! Disse Fury com um pequeno sorriso fazendo Maria desviar os olhos meio sem graça, Tutti e Teddy apenas se entreolharam e riram, sendo despertadas por um grito de dor que vinha da sala.
*****
Emilly caminhava pelos corredores com seu típico mau humor enquanto os outros agentes a olhavam de forma estranha, ela chegou no laboratório onde viu Bruce Banner, Tony Stark e Steve Rogers juntos, por alguns segundos ela ficou parada na porta sem saber o que falar enquanto os três a encaravam.
–O que a trouxe aqui filha de Satã? Perguntou Tony zombando da jovem que usava suas típicas roupas pretas com sua maquiagem escura e seus colares com cruzes.
–Vim levar sua alma senhor Stark mais me lembrei de que não possui uma! Capitão Rogers isso chegou com o prisioneiro e a senhorita Romanoff, Fury quer que o doutor Banner examine antes de começar as investigações! Ela precisou se esforçar muito para falar enquanto Steve a encarava com seus olhos azuis, “ Mais que Diabos”, pensava Emilly que odiava bancar a garotinha bobinha na frente dos outros.
–Obrigado agente Foxer, vamos fazer o que ele pediu! Falou Steve enquanto Emilly ainda o fitava confusa.
–Você disse agente? Ela não é muito jovem para isso? Disse Bruce preocupado.
–Sou tão jovem quanto Tulipa, mas não vejo ninguém aqui questionando isso, agora se me der licença eu preciso ver o Clint arrancar a língua do prisioneiro! Ela falou com seu sorriso sádico deixando os homens com um olhar de confusão e riso.
–Ela disfarça bem! Disse Tony para os outros.
–Do que está falando Tony? Perguntou Steve que não entendeu nada enquanto Bruce já se preparava para ver a encomenda.
–Eu conheço aquele sorriso frio, é o mesmo sorriso de quem sente muita dor e solidão, eu já o vi no espelho várias vezes pela manhã! Tony se lembrava da época em que era jovem e seu pai o deixou sendo levado pela morte.
*****
Os gritos de Thomas eram ouvidos por todos na sala, Clint era bom mais não tinha conseguido nenhuma informação mais construtiva do que já tinham, ele queria saber onde a base da HIDRA estava, qual seu conhecimento sobre o segundo tesseract e quem estava no comando, mas nada era dito e ele não queria tomar medidas desesperadas.
–Não importa o que faça comigo, se ele descobrir acontecerá 10 vezes pior, eu jamais irei falar! Disse Thomas se lembrando da ruiva que o enganara e o levara para aquela situação.
–Você não me dá outra alternativa Thomas! Antes que Clint fizesse qualquer coisa Thomas conseguiu ativar um dispositivo implantado em seu dente molar para liberar um liquido contendo um veneno poderoso o matando em questões de segundos, ele jamais trairia seus idéias.
–DROGA!!! Gritou Clint vendo o homem se engasgar com o veneno diante de seus olhos, do outro lado do vidro Natasha também ficara surpresa mais jamais demonstraria isso.
–E agora o que faremos Fury? Perguntou a ruiva ao líder.
–Vamos ter que esperar os resultados de Banner, é melhor trazer todos para a base, precisamos nos reunir e dividir os grupos!
(...)
Mistic Falls
Damon livrou-se do cadáver com facilidade. Queimo-o em um lugar qualquer e saiu andando calmamente de volta a sua mansão. Abriu a porta devagar e teve uma surpresa. A loira estava sentada no sofá de couro de forma casual.
–Bom dia, Salvatore!- falou sorrindo e tomando um gole de whisky.
–Não vejo o que ele tem de bom, minha cara, o que está fazendo aqui, loira?
–Você deve estar se perguntando onde Klaus está, não deve? Falou Brooke de forma sínica enquanto girava seu copo nas mãos.
–Na verdade não! Ele a olha devagar.-Eu estava me perguntando o que você faz aqui!
–Sua receptividade me emociona Damon!-ela falou levantando-se.
–Não estou nos meus melhores dias e você está me enchendo, então se você tem algo a dizer sobre o Klaus, eu sugiro que diga logo!
–Nossa que bom que ficou feliz em me ver, Salvatore!-ela revira os olhos.
–Ok, Brooke estou dando pulinhos de felicidade por ver você! ela finalmente consegue arrancar um riso dele. – O que você quer? Diga a esse pobre vampiro, deprimido e resmungão! Ele ri de forma amarga sentando-se no outro sofá de frente para a jovem. -Minha nossa, estou parecendo o Stefan!
–Bem...algumas das minhas fontes me indicam que o Klaus pode estar em um lugar bem conhecido por todos a cidade que nunca dorme! Ela falou.
–Por favor, não diga Nova York!-ele a olhou. Não queria voltar lá nem tão cedo.
–Sim Damon, Nova York. Qual o seu problema? Você costumava adorar aquele lugar. A agitação, as garotas, as festas. Ir até lá só vai fazer você unir o útil ao agradável, a menos é claro que não esteja mais tão interessado em pegar um certo hibrido.
–OK. Nova York então! Disse Damon se sentindo mais uma vez traído pelo destino.
(...)
Apartamento na Cobertura na Torre Stark
O som ao máximo tocando AC/DC com sua musica Back in Black estrondava os vidros a prova de balas da cobertura de luxo do magnata.
–Isso é demais cara! Disse Dean com os olhos brilhando como um menino de 16 anos ao ver a coleção de discos e CDs originais de Tony guardados em uma estante de vidro próximo ao som.
“ Devo avisa-los de que os cientistas da ala leste da Torre estão enfurecidos com o barulho senhor Winchester” Disse a voz robótica de JARVIS como se gritasse ao aumentar o volume de sua voz programada.
–Ouviu isso Sammy, senhor Winchester, hoje é o dia mais feliz da minha vida, só está faltando a minha torta! Disse Dean com um sorriso maior que seu rosto fazendo Charlie rir e revirar os olhos assim como Nikki.
–Dean, Tony vai ficar furioso quando ver toda essa bagunça e pelo amor de Deus pare de abrir as garrafas de whisky você jamais conseguiria pagar um lacre dessas garrafas! Falou Nicolle enquanto Dean abria a terceira garrafa.
–Foi mal Nikki mais estou possuído! Dean ria e curtia o som fazendo Charlie se lembrar da época em que os dois eram adolescentes, do outro lado da sala Alex parecia perturbado.
–Ei Dean, lembra quando roubamos o estoque de whisky do Bobby? Disse Charlie rindo para o loiro que retirava o terno e puxava a gravata com dificuldade.
–Claro que lembro, nós colocamos a culpa no Sammy! Eles riram mais ainda enquanto Charlie foi ajudar Dean que estava quase se enforcando com a gravata.
–E foi por isso que eu levei a maior bronca do papai! Disse Sam e os três riram.
–Vocês já foram namorados não é? Perguntou Moira discreta.
–Sim, mas foi a muito tempo, quando os Winchesters ficaram presos na minha cidade, afinal eu sou uma bruxa também! Charlie falava enquanto desabotoava a sandália.
–É por isso que sempre me sinto enfeitiçado! Dean falou sorrindo e Charlie sorriu também, foi uma cantada, mas até que não tinha sido das piores.
–Não fique mal com essas coisas Alex! Disse Stefan para o caçador que o olhou de forma curiosa.
–O que você entende sobre isso Salvatore?
–Eu amei uma mulher uma vez, a mesma que meu irmão amou, aprendi que não importa o quanto você faça por ela, no final, a única coisa que fará a diferença será o que ela faz por si mesma! Disse Stefan se lembrando de um tempo não tão distante onde ele, Elena e Damon dividiam o mesmo sentimento entre si.
–Você é mais esperto do que parece!
–Acho que ter uns 150 anos ajuda um pouco, de qualquer forma não fique aqui desse jeito, eu superei, Elena superou e Damon, bem o Damon encontrou outro objeto de desejo! Disse ele rindo timidamente olhando para Charlie que revirava os CDs com Dean de forma descontrolada.
–Acho que no final eu fui o verdadeiro perdedor, nunca tive nada dela comigo, nem uma lembrança, apenas alguns momentos bons e falsos!
–Charlie é uma garota legal, ela só precisa se encontrar e isso leva um certo tempo!
–Ok eu vou tentar aceitar isso! Alex saiu ainda frustrado e foi até Rick que olhava ansioso para o céu da sacada do apartamento.
Alaric batia o pé freneticamente na Torre Stark, sentia-se cansado e ansioso ao mesmo tempo. Não tinha visto Natasha desde que chegou, já tinha levado Ariel ao altar três vezes e nada de exatamente bom tinha acontecido.
–Vai quebrar a perna assim, professor! Falou Alex, que também se sentia incomodado no lugar, onde aparentemente seu irmão mais velho tentava chamar a atenção de sua namorada. O que era irritante quando ele pensava no “Esquecê-lo é impossível quando eu ainda o tenho em minha mente.”
–Estou aflito, Alex. Aflito! Ele falava.
–Vamos até a S.H.I.E.L.D!
–Nos disseram para ficar aqui!
–E desde quando fazemos o que nos mandam professor? Alex riu sincero. -Vamos só nós dois, para não tumultuar lá, certo?
–Vamos! Alaric assentiu e os dois saíram de fininho. – Mais o que tem em mente, afinal não sabemos voar!
–Bom, olhe e aprenda professor, JARVIS, poderia preparar o helicóptero particular do senhor Stark para nós?
“Certamente senhor Winchester!” Alex riu, Dean estava feliz por ser chamado de “senhor Winchester” quando na verdade JARVIS se referia a ele, afinal era o seu sobrenome que estava registrado, ele apenas incluiu o comando a Dean e Sam, para facilitar o uso da casa.
Entraram no helicóptero de Tony, onde Alex pilotou até a base. Caminhavam por um corredor se perguntando onde os Vingadores estariam, andaram mais um pouco, quando Alex esbarrou em alguém, que andava apressadamente.
–Você não tem olhos! Berrou a garota erguendo a cabeça e ficando um pouco perplexa quando encarou os belos olhos azuis.
–Hey, gatinha, vai com calma aí, eu tenho olhos sim, e quem é você? Disse sorrindo.
–Não é da sua conta! Ela disse passando por eles triunfante. Mas, não foi uma boa resposta. Alex a segurou pelo braço.
–Sabe...eu odeio falta de educação! Ele mordeu o lábio inferior. -Deixe-me tentar de novo, sou Alexander Van Hans, agora, me diga seu nome!
–Emilly! Ela respondeu se amaldiçoando mil vezes por tê-lo feito.
–Agora, será que pode nos levar até os Vingadores. É importante!
–Claro que posso, mas, devo lhes dizer que Natasha está vagando por aí e Clint estava em um interrogatório bem macabro, não sei onde ele está agora, talvez esteja atrás da preferida dele, bom venham comigo! Alex acompanhou a garota, mas, Rick ficou parado.
–Hey professor, vamos?
–Você ...pode ir na frente...eu hum...te alcanço depois! Alex abriu um sorriso. Entendeu o que Rick queria dizer.
–Vai atrás da sua ruiva, vai!
Alaric caminhou apressado pelos corredores da S.H.I.E.L.D. Queria encontrar Natasha, beijá-la loucamente, ter ela, como teve em seu carro na festa de Tutti. Andou tanto e nada de Natasha. O pensamento já estava lhe deixando louco, ele queria ela ali, queria agora.
Parou subitamente em frente a uma parede de vidro. Do outro lado da parede uma garota loira. Era bastante alta, tinha pernas torneadas e chutava incansavelmente um enorme saco, igual aos dez que podia-se ver ao lado do que ela chutava, todos com a corrente quebrada. Ela parou, se encostou em uma das paredes e ficou observando a postura da garota. Tinha lábios rosados, traços angelicais e chutava com tanta vontade. Ele estava apenas em êxtase observando.
–Ainda bem que não sou só eu que fico excitado vendo-a chutar sacos! A voz fez Alaric despertar e olhar para o lado instantaneamente.
–Barton? Ele olhou assustado com a expressão diferente de Clint.
–Não faça essa cara para mim, ok? Sei bem no que você estava pensando antes de eu chegar. O nome dela é Theodora, foi criada aqui na base. Não me leve a mal Rick, sou profissional, mas...ela chutando isso...-ele puxou o ar.-...-Admita que você sabe do que eu estou falando!
–Agente Barton? A voz surgiu por trás de Clint que se virou meio assustado fazendo Rick sorrir, afinal alguém assustava o Gavião. A garota, em uma agilidade fenomenal já estava bem atrás dele com seu grande sorriso franco.
–Teddy!-ele ri para ela. -Já lhe disse para não chegar assim de surpresa!
–Minhas desculpas! -ela olha docemente para Alaric e sorri.- Olá, sou Theodora Carter!
–Alaric Saltzman é um nome complicado, então...você pode me chamar de Rick!
–Acho um nome muito bonito! -ela ri vendo-o corar. -Você pode me chamar de Teddy! Ela disse mordendo o lábio, fazendo-o olhar. Barton sorriu vagamente divertindo-se com a expressão de Rick.
–Vamos Teddy, Fury quer falar com a gente! -diz o arqueiro.
–Foi bom conhecê-lo Senhor Saltzman, nos vemos por aí!- ele não respondeu nada, apenas acenou levemente.
–Espere, é melhor você vir conosco Rick, Fury quer falar conosco sobre um mapa que Natasha conseguiu em sua missão! Rick ficou meio paralisado quando se lembrou da ruiva, mesmo assim os olhos da loira o fizeram voltar a realidade.
–Vamos senhor Saltzman? Disse a menina delicada.
–Bom já que estou aqui não é, vamos logo! Disse sorrindo saindo com os dois enquanto Clint apenas mantinha seu sorriso para o amigo.
–Ei Clint não devíamos chamar Annie também? Acredito que todos nós seremos convocados para essa reunião, você sabe como o Fury é meticuloso com as coisas! Falou Teddy fazendo Clint rir por um minuto e logo em seguida tendo uma ideia.
–Bom, então eu vou chamar Annie, afinal eu já tinha falado sobre essa missão com ela antes, e você leva o Rick para a sala, tudo bem pra você? Clint falou tentando fingir não existir outras intenções naquilo, mas Rick ficou vermelho.
–Tudo bem Clint, sem problemas, vamos Rick....ah desculpe eu não quis ser invasiva...eu....
–Tudo bem, pode me chamar assim, eu já disse isso antes!
–Ok então Rick, vamos a sala fica no próximo corredor á esquerda! Falou a moça enquanto Clint piscava de forma discreta para Rick saindo de fininho.
(...)
Um cervo mastigava um pedaço de grama há uns cinco quilômetros dali, o cheiro de seu corpo exalava pelo ar como cada pedacinho da folha que era triturado pela boca do animal deixando uma mistura de animalesca e de vegetação percorrer pelo ar. Brooke abriu os olhos com um sopro de ar saindo pesadamente de suas narinas e lábios, ela sentiu suas mãos tocando um pedaço de tecido e notou que estava deitada sobre ele, assustada olhou ao arredor se encontrando em um tipo de casebre desconhecido, foi quando ela notou a presença de dois homens, um que estava próximo demais dela, com cabelos em tom de areia batendo em seus ombros e olhos avelãs profundos, ele trocou um rápido olhar com o outro homem que estava em pé na entrada do ambiente, com cabelos negros até a altura dos ombros, tinha os braços cruzados sobre o peito e seus olhos castanhos a olhavam com uma preocupação enigmática. Automaticamente sua mente a lembrou dos últimos fatos ... Sua família destroçada, sendo a única sobrevivente se lembra de fugir enquanto aquelas criaturas animalescas e espantosas a seguiam pela floresta, quando menos esperava tropeçou em uma raiz e rolou ribanceira abaixo ... suas mãos foram na direção de sua cabeça e ela sentiu ... nada. Estava sem feridas, nem rastros de sangue existiam. Ela olhou suas roupas e a comprovação estava ali ... marcas de sujeira, manchas negras de queimadura e sangue, fora tudo real.
– O-onde estou? Brooke questionou encarando seriamente os homens.
– O que importa é que você se encontra em segurança! Disse o homem mais próximo, seus olhos verdes a observavam quase que como um predador, ela não se sentia confortável, é como se ela soubesse que havia algo de errado, e não com eles, e sim com ela.
– Eu sou Niklaus Mikaelson ... E aquele é o meu irmão mais velho, Elijah!
– Não precisa ter medo, Niklaus fala a verdade ao dizer que está segura! Elijah murmurou a olhando com compaixão, achava estranho dizer que não deveria ter medo, já que ela deveria, mas depois de tudo que ela passou, eles e o que ela era, seria o menor dos seus problemas. — Como você se chama? — questionou, se aproximando alguns passos e ela se encolheu um pouco, abraçando os próprios joelhos e olhando para o rosto de cada um deles.
– Brooke. Como eu parei aqui? – Ela questionou com firmeza, tentando não demonstrar medo, mas estava confusa, só se lembrava rolar ribanceira abaixo e bater a cabeça em uma pedra ...
– Nós a encontramos próxima a um lago, estava aqui e lá ao mesmo tempo ... – Niklaus murmurou como se quisesse dizer que ela estava querendo viver, mas bem próxima da morte. – Tinha uma ferida muito feia na cabeça e achamos prudente trazê-la conosco.
– Vimos o que aconteceu no seu vilarejo, nossa família estava próxima daquele caminho e precisávamos de um refugio e pensamos em nos abrigar lá, mas quando chegamos o lugar estava sendo destruído e não pudemos fazer nada, achamos melhor ir embora e fingir que não vimos nada, mas foi quando Niklaus a viu fugindo e decidimos ajudá-la. Nós sentimos muito por não poder ter feito nada pelo seu povo.
– Nossa família se estabilizou em um vilarejo próximo ao seu, se desejar, podemos levá-la para tentar encontrar algum familiar, amigo, ... – Elijah murmurou, mas Niklaus o olhou com certa estranheza, como se aquilo fosse uma mentira ou algo completamente fora dos planos, Brook estranhou e os observou com mais atenção, ouvia seus corações, ouvia suas veias pulsando, mas não as desejava, desejava daqueles que estavam no lago ...
– Todos morreram. – Ela disse em um suspiro. – Eu me escondi no feno do estábulo quando ouvi a gritaria, só sai de lá quando senti o fogo queimando a minha perna ... – Ela olhou para a perna e só viu buracos chamuscados em seu vestido. – I-isso está errado. Eu tinha queimado a minha perna, ela estava em carne viva ... – Ela disse em um suspiro nervoso sentindo seus olhos se encherem de lágrimas, ela se engasgou com a própria emoção, não era de chorar, o que estava acontecendo com ela próxima àqueles estranhos? – Eu não estou mentindo, eu juro, eu tinha queimado minha perna, e mãos, e quase fui mordida por aquele ser ...
– Nós sabemos que fala a verdade. – Elijah murmurou a olhando com atenção.
– O que está acontecendo comigo? – Ela questionou olhando em desespero para Elijah, como se ele fosse ter a resposta. Mas ele não a deu, seu cenho enrugou incomodado, Niklaus a olhou com um sorriso no canto dos lábios e uma voz feminina respondeu com certa arrogância.
– É a transição. – Era uma loira muito bonita, olhos azuis brilhantes e longos cabelos loiros, seus vestido vinho era de tecido fino e lhe caia muito bem, de repente, Brook se sentiu imunda com suas roupas em farrapos, pele imunda e cabelos desgrenhados.
– Rebekah, não foi assim que combinamos ... – Niklaus murmurou incomodado.
– O-o que? – Ela questionou em dúvida.
– Você é uma de nós agora, quer dizer, se você se alimentar a tempo ... – A jovem loira parou próxima de Elijah observando Brook de cima abaixo com desdém e ignorando o outro irmão. – Pelo amor de Deus, alimente-a logo e façam que a transição acabe. Odeio essa lamuria toda de humana virando vampira. E a vistam com algo limpo, melhor, eu cuido dessa parte, já que ela vai ficar conosco, que esteja limpa e arrumada pelo menos. — Rebekah olhou Niklaus com o mesmo olhar que dirigira a Brooke. – Você a escolheu, agora terá que lidar com tudo que isso implica.
Vampira? Ela já ouviu falar nessas criaturas demoníacas e poderosas, podiam destruir um vilarejo, eram forte e incontroláveis, podiam ... se vingar. Escolha? Brooke pensava e não entendia nada, ela era uma simples garota que mal tinha o que comer e onde viver, caçava animais para alimentar a família, lavava roupas para ganhar alguns trocados e as vezes pensava em largar tudo e fugir, para qualquer lugar que fosse longe o bastante de toda aquela miséria, doenças e pobrezas.
– Você está com fome? – Niklaus questionou com um sorriso convidativo. Muita, Brook pensou e o cheiro de sangue tomou sua narina, o trio virará um grupo de oito pessoas, todos despreparados para um ataque, estavam na lagoa tendo as roupas lavadas, com as veias e coração funcionando com perfeição ... Com um singelo balançar de cabeça, Niklaus sorriu e se levantou, indo para o outro cômodo, Elijah se manteve com um olhar pesaroso, o irmão mais novo não se demorou trazendo consigo um jovem muito similar a Brooke: sujo, com roupas destruídas e magro, a única diferença dos dois é que o jovem parecia catatônico, como se estivesse numa espécie de transe, Niklaus o colocou sentado próximo a Brooke, se ajoelhou entre eles e sem delongas mordeu o pulso do rapaz, Brooke gritou se encolhendo mais e fechando os olhos, mas o cheiro de sangue a fez olhar o rapaz ... Ele não reagia, e Niklaus segurava o pulso do rapaz próximo de Brooke.
– Morda e beba devagar ... – Ele disse em um sussurro com seu inglês pesado. – Você verá vai ficar tudo bem depois que você o fizer.
Brooke sabia que não tinha como ficar tudo bem depois que ela fizesse aquilo, ela viraria um monstro, mas havia algo na voz terna de Niklaus, algo no olhar de Elijah e uma vontade incontrolável de sobreviver que faziam com que ela não apenas desejasse aquele sangue, mas fazer a vida dela ter mais significado. Ela não ia morrer como um nada, ela tinha direito a ser tudo.
E num piscar de olhos ela se aproximou do pulso, e sem saber o que fazer ela mordeu com força o pulso espirrando sangue, ela tentou beber devagar, mas não conseguiu, quando percebeu estava empurrando o homem no chão, jogou a cabeça para atrás e as presas cresceram, seus olhos se tornaram uma mescla de preto com vermelho e ela mordeu o pescoço do homem.
– Ela tem um bom apetite ... – Niklaus disse de forma jocosa acariciando a cabeça da jovem, como se quisesse dizer-lhe que tudo ficaria bem. – Terá que competir com Rebekah ...
Brooke continuou a se alimentar, podia sentir que o corpo estava a secar, mas ela parou por instinto, ouvir algo há uma certa distancia que chamou sua atenção.
– Precisamos nos reagrupar, tem um vilarejo próximo desse que precisamos tomar e deixar nossa marca, juntem-se e se alinhem, não deixem um vestígio se quer em si do que aconteceu no vilarejo anterior. Vocês ai, já encontraram alguma pista daquela garota? – A voz disse com firmeza, Brooke podia ouvir o som da água, de crianças saltando na água e o ódio florescendo em si.
– Não, os vampiros não deixaram nenhum rastro e ainda conseguiram matar um de nós e levar o Brandon, aquele filha da puta idiota ...
– Não podemos deixá-la viver, ela é uma evidencia do acontecido.
Brooke ergueu a cabeça, a fúria tomando conta de seu peito, ela largou o homem no chão que deveria ser o Brandon e soltou um grunhido, com uma velocidade anormal ela ficou de pé e correu, mas foi segurada por Elijah que estava tendo dificuldade para controlá-la.
– Niklaus, me ajude. Ela não pode fazer isso. – Elijah disse entre os dentes, segurando Brooke pelos ombros enquanto ela tentava se soltar de si, ela olhou para Niklaus e sorriu ao notar o sorriso no canto de seus lábios.
– Ela merece essa vingança, irmão, não acha ...
– Não, e eu não vou participar disso ... Não faça isso, Brooke. – Elijah murmurou. – Você pode ser, não comece nesse mundo de maneira errônea.
Brooke o olhou, sabia que ele tinha razão, se vingar não a levaria a lugar nenhum, e como ela faria isso, mas seu instinto animalesco disse que sabia muito bem o que fazer, ela apenas sorriu e deixou que isso a dominasse. Seus pais apenas pararam quando ela se encontrou em frente do lago, o grupo de oito tinha doze pessoas agora, quatro crianças, seis homens e duas mulheres, eles estava se reagrupando, guardando roupas, alimentos, pedaços de carnes ... de humanos, Brooke agora sabia a diferença acabara de sugar o sangue de Brandon, que deveria ter sua idade. Uma criança que estava saindo do lago deu um grito no exato momento que Niklaus e um outro rapaz que ela nunca virá se juntará a ela, os três observando o grupo a espera do momento exato.
– Estavam me procurando?! – Brooke questionou de modo inocente, a cabeça virada para o lado de um modo animalesco e os olhos se tornando negros e as presas já a mostra.
Tudo aconteceu em uma velocidade absurda, os homens começaram a se transformar em feras, similares a lobos Brooke pensou, ela não sabia o que eles eram e o que podiam fazer ela só sabia que tinha que atacá-los e honrar a morte de sua família e amigos.
– O que você está fazendo aqui, Kol? – Niklaus disse em um sussurro para o rapaz com eles. – Você não apoiou a minha escolha ...
– E continuo não apoiando a belezura ai, mas uma coisa eu confesso, não perco uma boa luta com lobisomens ...
Brooke o olhou e voltou sua atenção aos lobisomens no exato momento que eles vieram atacar, ela mordeu, destroçou boa parte deles, via que Niklaus e Kol faziam o mesmo, de maneira mais limpa e organizada, ela fazia pela raiva, essa pequena distração podia ter lhe custado a sua vida, uma mulher apavorada bateu na cabeça da jovem com um tipo de metal, seus sentidos de vampira estavam aguçados, mas ainda muito humanizados, em milésimos um lobo pulou em cima de si, ela estava imobilizada, mas de repente alguém o atacou. Ela fechou os olhos sentido o sangue do lobo em cima de si, sentiu uma mão tomar a sua e a erguer, era Elijah, que a olhava com preocupação, em sua outra mão segurava o coração do lobo.
– Nunca se distraia em uma luta, entendeu? – Elijah murmurou e ela balançou a cabeça em afirmação. – Você podia ter morrido.
– Eu já não morri?! – Ela questionou sentindo os olhos se encherem de lágrimas ao constatar a verdade, ela olhou ao arredor vendo todos os lobos destroçados, as mulheres estavam agarradas as suas crianças e choravam em desespero, tentavam gritar, mas nada saiam ... estavam com medo, sozinhas, destruídas.
Kol se aproximou de uma das crianças, a menor, loirinha, magra, de olhos arregalados, a puxou com facilidade tirando da posse das mães, suas presas para fora só diziam uma coisa, ele ia continuar tudo. – Não! – Brooke gritou dando um passo, mas ele a olhou, ergueu ambas as sobrancelhas e ignorou mordendo a criança, ela não agüentou, saltou em cima do rapaz e grunhiu. – Deixem-os.
– Não, eles vão voltar com mais lobisomens para nos matar e não teremos paz, eles são comida, aproveite e se delicie. – Ele podia ter tirado ela de cima de si com apenas uma mão, mas era divertido tê-la em cima de si com seus irmãos a observando. – Agora se você se importa ... – Ele ergueu ambas as sobrancelhas como se quisesse dizer, sai de cima de mim, tenho que me alimentar.
– Ninguém vai tocar nas crianças e nas mulheres. – Brooke repetiu em um grunhido.
– E quem vai me impedir? – Kol disse soando irritado, ele a empurrou com força, ela voou na direção de um tronco de arvore, se ela fosse humana estaria partida ao meio, mas era uma vampira e se pôs de pé pronta para protegê-los, mas Elijah foi mais rápido.
– Volte para casa, Kol. Respeite a decisão de Brooke.
– Essa era a guerra dela, a decisão final pertence a ela, não é esse um dos nossos lemas. – Niklaus murmurou se aproximando de Elijah e apoiando a decisão de Brooke.
– Ela não é da família ... – Kol disse apontando para a jovem que se aproximou das mulheres e das crianças que olhava a menorzinha estirada no chão, sangrando e chorando.
– Agora ela é. – Elijah murmurou com firmeza, trocando um olhar com Niklaus.
– Vocês são uns imbecis por agregarem qualquer moribundo ferido. – Kol balançou a cabeça negativamente e deu o fora do lugar, ele esqueceria do ocorrido em questão de horas, mas Elijah sabia que ele tinha razão, não podiam salvar a vida de todos que surgissem no caminho deles, mas Niklaus tinha razão, Brook era diferente, ela merecia ser uma vampira.
– Ei, calma ... eu vou ...- Brooke pensava em ajudá-la, mas como, ela não conseguia ficar perto do sangue daquela garotinha sem pensar em devorá-la, foi quando ela olhou para aqueles olhos, inocentes e puros, viu uma das mulheres, desesperada em amor. E Brook se controlou, deu um passo e Elijah a segurou ... – Eu não vou machucá-la e se fizer, me tire daqui. Precisamos salvá-la.
Niklaus mordeu o pulso e deu a criança que rejeitou o que ele fizera, mas o sangue foi em seus lábios e a cura já começara. Brooke se sentou próxima a criança e acarinhou a cabeça da mesma, olhou para as mulheres e chamou as, a mais desesperada pegou a criança no colo, e a abraçou chorando e agradecendo por ela ainda estar viva, a outro agarrou as mochilas e bolsas, e começou a dar ordens para ir embora. A mulher se ergueu e Brooke também, ela ficou com medo evidente, mas Brooke fez nada, a mulher andou mais parou quando a criança segurou a mão da garota:
– Você é diferente deles. Brooke não conseguiu dizer nada.
– Obrigada. – A mulher disse abraçando mais a filha, a outra mulher fez um olhar de incompreensão como se fosse um absurdo agradecer uma vampira ou talvez o fato dela ter salvado a menina em vez de matar a todos.
– Ela vai ficar igual a mim?
– Não, porque você acha isso? – Niklaus questionou, confuso.
– Eu lembro de você me dando seu sangue e depois ... não lembro de depois.
– O que eu fiz com você foi totalmente diferente do que eu fiz com ela.
– O que você fez comigo? – Ela questionou por curiosidade com o mundo que ela agora pertencia.
– Eu dei meu sangue a ela com a intenção de regenerar os danos, quando eu dei meu sangue a você era com a intenção de transformá-la e para isso acontecer você precisava morrer. – Ele parou de andar e olhou para Brooke que havia feito o mesmo com um olhar assustado.
– Você me matou? – Ela questionou com o horror como se aquele homem que nunca a viu antes poderia ser capaz de matá-la.
– Era necessário para o processo ser completo e você já estava morrendo ... – Niklaus respondeu confuso.
– Então porque você não fez o mesmo que ela ... não me deu apenas o seu sangue para que eu continuasse ... – Ela não sabia como falar aquilo.
– Humana. – Elijah respondeu em um sussurro.
– O que eu sou é contra as forças da natureza, meus pais sempre contaram histórias de vampiros e lobisomens, filhos da noite e da lua ... são monstros.
– Somos poder. – Niklaus respondeu com certeza.
– Porque você me transformou? – Brooke questionou com firmeza, aquela garotinha indefesa e assustada se transformou em um fera em segundos.
– Porque você não merecia morrer.
– Não é você quem decidi isso ...
– Oh querida, é sim ... – Niklaus respondeu com um ar de superioridade com os dedos acariciando o rosto da jovem que em um ataque de raiva o empurrou para o lado e desandou a andar, Niklaus sorriu de canto observando-a caminhar, Elijah balançou a cabeça em negativa para ele, começaram com o pé errado com a jovem, isso tudo era novo para eles, mas de algum modo eles iriam conseguir fazê-la entender seu mundo e como viver neles, e aceitá-los como sua família.
–Você está bem Brooke? Disse a voz de Damon próximo ao ouvido da jovem enquanto o avião decolava no aeroporto da cidade vizinha a Mistic Falls indo em uma viagem sem escalas para New York.
–Estou sim Damon, só relembrando quem eu já fui um dia! Disse a jovem com um olhar perdido pela pequena janela do avião.
–Seja bem vinda ao meu mundo Brooke! Damon riu debochadamente entregando um vidro pequeno de whisky para a jovem.
–E que mundo é esse Damon?
–O mundo daqueles que são trocados por coisas consideradas mais importantes! Ele riu fraco e Brooke o acompanhou no riso.
(...)
Sam, que estava arrancando a gravata do pescoço e preparado para tirar a blusa, escutou o celular que começava a tocar, ele pegou o aparelho e faz uma expressão surpresa, como se aquele numero fosse o último que esperasse tocar.
– Ryan?! É você mesmo, cara?
– Sou eu, Sam, quanto tempo!
– Sim, sim. Como vai tudo? O que você tem feito? – Ele se sentou na beirada da cama e começou a se lembrar que a última vez que encontrara Ryan estava com Dean em uma caçada contra um grupo de demônios que faziam rituais para Lúcifer com sangue e carne de virgens.
– Só o de sempre, matando alguns demônios e continuo com a minha missão já conhecida por você e seu irmão ...
– Noah. – Sam murmurou e nesse momento entrou Nikki no ambiente, soltando os cabelos do belo penteado que estava usando, Sam ter pronunciado esse nome chamou sua atenção e a mesma se sentou ao seu lado chocada quando ele mexeu os lábios formando o nome de Ryan. – Conseguiu alguma pista?
– Bom, eu estou em Nova York, tenho algumas pistas aqui, ouvi de um demônio bem confiável que Noah está querendo ser o novo Rei do inferno, e adivinha, quer trazer o mesmo a terra, e não duvido nada, ele sempre sonhou alto.
– O que você acha de nos encontrarmos? Também estou em Nova York com Dean e Nikki, lembra dela?
– Claro, Nikki ... Mulher da pesada ela!
– Eu que o diga! – Sam disse com um sorriso envergonhado e Nikki riu dando um tapa leve em seu ombro. – Eu estou em uma missão muito importante nesse momento e acho que ela pode ser interessante para você ...
– Tem algo a ver com o Noah?
– Tem a ver com o mundo inteiro!
– De qualquer modo vamos nos encontrar, mas saiba que estou dentro. – Sua voz soou firme e decidida, Sam sorriu tendo certeza que ter um especialista em demônios no grupo seria um grande trunfo e para Ryan essa experiência seria ótima e uma boa oportunidade de encontrar e impedir Noah.
(...)
Central Park
Shane olhou Ariel comendo seu sorvete de morango. Olhava cada traço doce da menina com paciência. A moça sorriu abertamente.
–É um belo sorriso, Ary. Mas, por que esta usando-o?-perguntou ele sorrindo.
–Porque você parece uma criança de seis anos comendo sorvete de chocolate.- ela segurou o rosto dele e limpou o cantado da boca do rapaz, que antes estava suja de chocolate.
–Você também está suja Senhorita Turner! Ele falou olhando-a.
–Onde?- ela ergueu a sobrancelha.
–Bem aqui!- ele falou sujando o dedo indicador no seu sorvete e depois passando-o na ponta do nariz de Ariel.
–Não acredito que fez isso Senhor Hizer! Ela melou a bochecha do garoto.
–Ah, é guerra?- ele riu.
–Você quem pediu! Eles começaram a se sujar, como duas crianças no jardim da infância.
–Senhorita Turner, vou fazê-la pagar. Muahuahahaha – ele ri alto.
–Ary, devíamos ir para a base encontrar com o pessoal, não?- Shay pergunta olhando para a garota.
–Posso nos levar lá em um segundo! Disse Ariel e quando Shay abre os olhos eles já estão na base da S.H.I.E.L.D e Tony Stark estava os encarando com uma expressão nada boa.
–Oi Tony, Fury já disse o que queria? Perguntou Ary de forma doce mais pela primeira vez Tony se sentia tomado por uma raiva descontrolada, era uma cena chocante demais para ele, Ary usava uma camisa branca que com toda certeza pertencia a Shane, e um short que ele nunca havia visto antes, eles apareceram do nada no laboratório onde os outros estavam e o pior, os dois estavam melados de sorvete e caídos no chão, Shane se levantou ajudando Ary enquanto passava o resto do sorvete em seu rosto fazendo a menina rir.
Tony foi até Ary e a puxou pelo braço com uma certa força desnecessária.
–O que pensa que está fazendo? Onde vocês dois estavam? E porque você está vestida assim? Disse Tony falando baixo apenas para Ary que ficou morta de vergonha, primeiro por Tony desconfiar dela, segundo por todos estarem olhando para eles e terceiro por ter colocado Shane nessa situação.
–Eu...fui ver Shane..e ainda estava com o vestido....eu troquei de roupa, ele comprou o short pra mim, depois fomos ao Central Park tomar sorvete, só isso! Ela começou a falar quase chorando sem entender ao certo o porque de Tony a olhar daquela forma dura.
–Ela não teve culpa senhor Stark eu que a convidei para o sorvete me desculpe eu não......
–Eu não estou falando com você garoto! Tony soltou Ary e deu alguns paços em direção a Shane com uma raiva nos olhos.
–Eu não quero confusão senhor!
–Acho que é tarde demais para isso! Tony abriu um sorriso frio e continuou se aproximando de Shane que não se movia, mas antes dele chegar mais perto Bruce entrou na frente.
–Tony pare de ser infantil, todos nós aqui entendemos o que aconteceu, eles são amigos, são inocentes, não tem nada de mais nisso! Falou Bruce trazendo seu amigo para seu controle habitual.
–Tem razão Bruce, bem rapaz obrigado por distrair minha noiva enquanto os adultos tratavam de negócios! Disse Tony sorrindo para Shane de forma sarcástica.
–Claro senhor, sem problemas, sempre que ela precisar ser distraída depois de um momento difícil eu vou estar á disposição! Shane e Tony apertaram as mãos com sorrisos, mas no final a hostilidade entre eles ficou declarada.
–Steve pode me fazer um favor? Disse Ary tímida enquanto enxugava as lágrimas evitando olhar para Tony, estava chateada com ele por tudo, precisava respirar.
–Claro Ariel, é só pedir!
–Quero falar com Tutti, eu sei que ela está aqui, eu queria tomar um banho e pedir algumas roupas emprestadas! Falou enquanto o sorvete pingava do seu rosto.
–Eu levo você! Disse Tony.
–Não, pode deixar eu faço isso, quero mesmo falar com Tutti! Falou Shane dando um paço a frente enquanto Ary apenas fechou os olhos e estendeu os braços em direção aos dois.
–Parem, eu vou com Steve, quero que fiquem aqui e me esperem! Disse Ary lançando um olhar irritado para os dois sussurrando um “homens”.
Bruce olhava para os dois com os braços cruzados.
–Seus idiotas, Tony nós já conversamos sobre isso, Ary vai acabar ficando com medo de você, é isso o que você quer? Quer ser um monstro também?
–Bruce eu nunca vivi isso antes....eu....
–Não se desculpe comigo, se desculpe com ela, e você Shane, o que pensa que está fazendo? Sei que não teve uma vida normal como todos nós, mas não acho que ficar para cima e para baixo com uma mulher comprometida seja algo correto!
–Eu não quero atrapalhar a vida de ninguém eu....eu só quero que ela seja feliz....eu...
–Então deixe ela ser feliz e seja feliz também, com outra pessoa! Bruce colocou a mão no ombro do menino que respirou fundo e sem dizer mais nada saiu da sala.
–Ele está afim dela Bruce, eu sei disso, e as coisas não são nada boas assim, Ary é ingênua, ela pode cair nesse papo furado de amor eterno, flores e chocolates! Disse Tony passando a mão nos cabelos pela primeira vez com medo.
–Como você a fez acreditar? Você a seduziu, você se tornou tudo para ela então não banque o idiota ok?
–Você está se saindo um bom pai Bruce, por acaso você e Moira estão pensando sobre isso? Bruce apenas riu para o amigo, mas sabia que suas palavras iriam fazer a diferença em sua vida.
Steve andava pelos corredores com Ary que tinha uma expressão confusa e triste, era difícil para ele ver alguém tão inocente e doce sofrer daquela forma, Ary amava Tony e Tony amava Ary e na opinião dele as pessoas que se amam devem ficar juntos.
–Bom esse é o quarto da Tulipa como você se lembra da ultima vez que esteve aqui!
–Obrigada Steve, eu....
Ary tentou falar mais não conseguiu apenas suspirou fundo.
–Não fique assim ok, Tony é um bom homem e está com medo de perder você! Disse Rogers de uma forma calma mais Ary arregalou os olhos encarando o Capitão com grande surpresa.
–Medo? Eu não sabia que Tony tinha medo, principalmente de me perder! Falou sentindo o rosto corar, Tony nunca havia demonstrado esse lado dele.
–Ary, quando um homem ama muito uma mulher ele a quer ao seu lado o tempo todo, ele sonha com ela e quando ele vê o seu amor nos braços de outro homem, bem ele fica louco, Tony confia em você, ele só agiu daquele jeito porque estava com medo, medo de não ser mais o que você deseja!
–E porque ele simplesmente não diz isso para mim? Perguntou a menina confusa.
–Porque ele é Tony Stark e não podia ser diferente! Os dois sorriram, Ary entendeu o que Steve quis passar para ela e ficou mais aliviada, ela amava Tony e não queria perde-lo também.
–Ary? Disse Tutti abrindo a porta e levando um susto ao ver o estado da antes noiva agora quase mendiga.
–Oi Tutti! Ary ia abraçar a menina mais Tutti desviou dela.
–Meu Deus você está horrível! Disse rindo de toda aquela meleca grudada na loira.
–A é você vai ver volte já aqui! Ary entrou correndo atrás de Tutti que gritava e ria como uma criança, Steve deixou as duas amigas rindo e voltou para a sala de reuniões, os momentos felizes poderiam ser poucos agora.
(...)
Madison – Dakota do Sul
Velho Sanatório abandonado
O homem andava pelas repartições com um grande sorriso nos lábios, os gritos de dor e sofrimento emanavam por todos os lados.
–Quem é você? Disse Noah para um outro rapaz apavorado.
–Eu...eu...fiquei sabendo que Crowley quer você morto! Disse o rapaz meio incerto.
–Ótimo, isso é muito bom! Falou Noah para os demônios que o acompanhavam.
–E po..por..por que senhor?
–Porque quando somos caçados é porque incomodamos alguém de forma real, agora rapaz, porque veio até mim?
–Crowley está no inferno agora, ele está sendo questionado por todos, ninguém mais crê no poder dele! Disse o jovem tremendo enquanto os outros riam de sua cara de assustado.
–Então você é um traidor? Disse Noah ainda sorrindo indo em direção a uma das celas onde vários cães do inferno estavam presos.
–Não...eu só não quero acabar como um perdedor, somos todos demônios aqui não é? O jovem riu enquanto os outros se olhavam seriamente.
–Não sei o que sabe sobre demônios meu rapaz, mas eu pedi por isso, eu desejei ser assim, eu nasci do meio da merda do inferno e me tornei um deus, fui treinado por Alasteir, lembra dele? Nosso melhor torturador, não sei o que pensa sobre demônios mais nós não nos urinamos como você está fazendo agora! Ele fez um sinal e os outros demônios seguraram o rapaz pelos braços enquanto Noah se aproximava da cela com os cães.
–Não, por favor, eu....eu sei sobre o que procura, sei sobre sua fonte de energia!
–E o que sabe sobre ela? Disse Noah de forma tranquila.
–Vai me poupar? Disse o rapaz.
–Sim!
–É uma promessa?
–É uma maldita promessa, agora fale! Mesmo sendo um demônio Noah não poderia quebrar sua palavra.
–Existe um grupo em New York chamado SHIELD, eles procuram pela fonte também, dizem que seu poder é ilimitado e é capaz de fazer coisas assombrosas, ouvi dizer que eles possuem bruxas, elas podem ser a chave para encontrar o objeto!
–Ok, isso sim é uma informação valiosa, isso vai ser ótimo! Ele fez um sinal para um de seus homens que golpeou o jovem enquanto um outro abria o portão dos cães.
–Você prometeu, vai desonrar sua palavra? Você não pode!!!! Disse o rapaz desesperado.
–Prometi que eu não o machucaria, mas não disse nada sobre eles! Falou rindo enquanto os cães devoravam o garoto.
(...)
Café do Joe’s New York
Demetra se encontrava sentada em um café, bebia um cappucino, quando no fundo queria uma cerveja bem gelada, mas precisava manter o foco. Estava há três meses caçando o Klaus e só achou pistas furadas e o nada ... Ninguém sabia onde estavam e Charles foi o único que tinha algo mais coerente, algo que ela já ouvirá de outros lábios e que possivelmente não era apenas um boato. Pensava em entrar em contato com uma conhecida que mantinha Klaus por perto, mas foi interrompida quando seu celular começou a tocar berrando “Highway To Hell”:
– Fala Alex, como anda tudo por ai? Ela bebericou o café.
– Nem tão bem como gostaria que estivesse, precisamos de seus serviços, Demetra! O rapaz respondeu de maneira séria, o que fez a demônio se sentar mais tensa na cadeira.
– Não me diga que Klaus deu sinal de existência?
– Não, ... ainda. – Ela se sentou largada na cadeira e ela bufou. – Contudo temos ameaças iminentes e Fury está chamando a todos, sua chegada o quanto antes será muito apreciada!
– Preciso passar em um lugar antes, mas chego logo ai! Se despediram e logo Demetra partiu decidida a fazer o que tinha em mente.
Deu três batidas na porta e esperou, conhecia o comportamento dele e sabia que nesse horário ele estaria em casa, se alimentando para voltar ao seu trabalho, se sentiu observada através do olho mágico e sorriu debochada, erguendo uma mão em aceno. Charles abriu a porta, surpreso em vê-la no mesmo dia 2x.
– O que você está fazendo aqui?
– Precisamos conversar! Ela entrou na casa, sem pedir licença ou esperar um convite, tirou a jaqueta de couro e se sentou nos banquinhos do balcão da cozinha enquanto Charles tinha uma expressão do tipo “Okay, pode entrar”. Ele fechou a porta, mas manteve uma certa distância da vampira, com os braços cruzados e expressão tensa.
– Acho que não, eu já lhe disse tudo que sei sobre o Klaus!
– Eu não estou aqui pelo Klaus! Ela respondeu, revirando os olhos.
– Isso é uma novidade, sua obsessão por ele é tão grande que ás vezes acho que você ainda continua viva apenas para se vingar dele! Ok, foi longe demais, contudo Demetra apenas sorriu cínica e o observou com atenção.
– Você quase feriu meu pobre coração de garota morta, você já foi mais gentil, Charles, e educado ... Essa casa não tem bebida não? O que tenho para propor vai precisar de muito álcool em seu corpo!
– Serve cerveja?
– Era exatamente isso que eu queria, e um bilhão de dólares! Ela sorriu seguindo o com o olhar, ele pegou as cervejas da geladeira e a entregou, abrindo a tampa, se sentou ao seu lado e bebericou. Como era estranho estar nessa situação ... ao lado de Demetra, como se nada tivesse acontecido. Ele respirou pesadamente e a olhou, pronto para o que ela tinha a falar.
– O que você quer?
– Que você venha comigo para um lugar conhecido como SHIELD, creio que já deve ter ouvido falar certo?
– O-o que? Bem...sim, mas o que vampiros tem haver com isso?
– Você ouviu bem, eu quero que você venha comigo para SHIELD e me ajude na minha nova missão com os Vingadores e alguns amigos de nossos “negócios”!
– E o que eu tenho a ver com isso?
– Simples, todos eles tem algum amigo e aliado, e eu quero ter o meu ... Por isso você veio em mente!
–Eu tenho um trabalho aqui!
– Você tem uma distração, e você sabe muito bem disso, você sabe que esse ‘mundinho” que você está vivendo não te pertence, você merece muito mais ...
– Eu salvo pessoas!
– Eu também, e de maneira bem mais eficiente do que com agulhas e remédios!
– Você tem outro propósito com isso tudo!
– Eu sempre tenho, sou uma mente maligna, como você sempre disse, mas quem não tem ... Você também pode ter os seus! Ele a olhou surpreso e ficou tentado a aceitar, ele realmente tinha questões a serem resolvidas e talvez uma troca pudesse ser feita.
– O que eu faria lá? Além de salvar vidas com meu sangue e luta?
– Me ajudaria com o que fosse necessário em relação ao Klaus, eu não confio na SHIELD e tenho certeza que no momento que eles colocarem as garras nele, não o matarão e eu quero ter certeza que ele seja morto, pelas minhas mãos! Ela disse raivosa, apertando a cerveja com um pouco de força, mas suspirando ao ver os olhos azuis de Charles lhe encarando com dor.
– Eu não acho que isso vá acontecer ...
– Porque não? Ela questionou já esperando pelo obvio. – Ele pode ter sangue de Deus, mas se tem algo que aprendi é que se anda e respira, tem como matar!
– Lembra de Brooke?
– Mas é claro que me lembro, a Bonequinha de Luxo dos Mikaelson! Ela disse com deboche, mas no fundo sentia pesar, ela era uma boa amiga, que seguiu o caminho errado para si.
– Ela sabe de coisas sobre o Klaus, coisas que vão além do conhecimento de nós dois juntos e ouvi boatos que ela vai impedi-lo de construir o império dele, mas dá maneira dela ...
– Por deus! Ela vai tentar convertê-lo ao amor. Vou vomitar!
– Não ...
– Ela vai matá-lo? Charles concordou e Demetra o olhou em choque.
– Isso é impossível!
– Bom, vampiros não mentem quando bebem, é isso que você sempre disse, e eu ouvi isso de um vampiro bem bêbado em um pub de Chicago, então ...
Demetra ainda não acreditava, era impossível que aquela jovem de olhar angelical, porem destemido tivesse mudado seus sentimentos tão profundos em relação a Klaus em apenas 20 anos, ela se lembrou daquela noite, onde ela se encontrou com Brooke e Elijah em um famoso bar de Jazz, ela era amiga de Brooke a décadas, tinham muitas coisas em comum, mas acabaram por se separar por um pequeno detalhe: Demetra queria Klaus morto e Brooke, o queria vivo.
– Eu sinto muito! Demetra disse, bebericando seu uísque. Brooke revirou os olhos e observou Demetra com um olhar debochado.
– Você não sente, pelo contrário, está vibrando de alegria por finalmente eu ter visto quem ele é realmente!
– Só falta o bonitão ai perceber o mesmo! Demetra murmurou, e Brooke se incomodou um pouco com a intimidade e mandou um olhar feio a ela, mas nada disse.
– Ele é meu irmão!
– E daí? Demetra deu de ombros.
– Preciso respeitar suas decisões, por mais terríveis que sejam! Ele concluiu, olhando Brooke com pesar.
– Ele por acaso já respeitou, sei lá, os seus sentimentos por exemplo? É, Demetra sabia das coisas, e Elijah ficou de pé, olhando friamente para Demetra.
– Como Brooke disse, você não sente ... Então não entenderia os meus sentimentos, se as senhoritas me dão licença, irei ao banheiro!
Brooke o observou se afastar e olhou furiosa a Demetra.
– Não faça isso nunca mais!
– O que? Falar a verdade? Demetra disse em choque. – Ele é um idiota por ter sempre obedecido o irmão feito um cãozinho ... Menos mal que ele ainda tem chance de te conquistar já que Klaus ta fora do caminho e do seu coração!
– Não é assim, Elijah não tem sentimentos por mim dessa forma e se tivesse, ele teria problemas! Ela mordeu os lábios e bebericou o uísque em seguida.
– Não me diga que ...? Qual é B, você precisa esquecer esse idiota.
– É difícil esquecer o cara que você ama, sei lá, desde que você o viu ...há uns 700 e lá vai anos! Brooke revirou os olhos e a olhou pensativa. – Mas você não saiu da Escócia para me ouvir lamuriar sobre o Klaus, o que você tem em mente?
– Depois dessa sua declaração, tudo que eu ia pedir vai ser negado!
– Tente, talvez eu mude de idéia! Ela bebeu de novo o Uísque e Demetra suspirou, sabendo a resposta.
– Eu quero que você me ajude a destruir o Klaus!
– Deme ... – Ela murmurou pesarosa.
– Ta vendo, eu sabia que você ia vir toda “Deme’ para cima de mim!
– Eu sinto muito, mas ... eu aprendi algo sobre vingança: quando ela é sua, só você deve resolver. Eu não posso interferir, além do mais, a idéia de matá-lo me causa muita dor!
– Porque você ainda o ama!
– Eu as vezes acho que ele me enfeitiçou para isso sabe!
– Um dia talvez tenhamos o mesmo propósito e você sabe onde me encontrar.
– Eu creio que esse dia nunca chegará. Demetra a olhou entristecida, e pediu outro copo de bebida enquanto Brooke cumprimentou Elijah que havia retornado.
Demetra olhou Charles e ainda não acreditava em suas palavras, aquela jovem tão decidida jamais iria repensar sobre aquela atitude.
– Mais do que nunca preciso de você e seus contatos! Demetra murmurou, segurando a mão dele. – Eu preciso que você encontre Brooke McCall, ela vai nos levar direto a Klaus, assim ajudaremos a SHIELD, o mundo e ao meu propósito!
– E o que eu ganho com isso? Porque até agora eu só perco, perco minha paz, perco meu dinheiro no consultório, preciso ganhar algo aqui.
– A verdade. Ela disse em um suspiro, irritada com essa situação! — Eu te digo tudo que você quiser saber sobre o porquê de eu ter o transformando! Ele abriu os lábios, mas ela concluiu. – Mas só quando eu tiver o que quero!
– A cabeça de Klaus. Isso pode nunca acontecer!
– Mas você sabe que eu sou uma mulher de palavras.
Charles afastou seus olhos dela e foi em direção a janela, bebericando a cerveja enquanto se recordava da primeira noite como vampiro.
– Eu te disse que iria ser horrível na primeira alimentação, mas a segunda já não foi bem melhor? Demetra disse atrás da porta do banheiro e ouviu um vomito como resposta. – Ou não. Ela sussurrou.
A porta foi aberta e saiu um Charles de dentro, com a camisa ensanguentado e uma expressão de cansaço, ela olhou o banheiro e viu tudo imundo, tudo que ele comerá fora colocado para fora, ela revirou os olhos, odiava esses humanos bonzinhos que tinha nojo de se alimentar de sangue, ele ia acabar morrendo.
– Depois eu limpo o seu banheiro, eu só preciso descansar! Ele se deitou no sofá, com a mão na cabeça. – Só um pouco!
– Você precisa se alimentar!
– Por favor, não agora, eu vou acabar morrendo de tanto vomitar se eu colocar mais sangue ... Ele disse com uma expressão enjoada, mas ela não podia deixá-lo daquele modo, pálido e com olheiras profundas, ele estava morrendo, então ela ia fazer algo que tinha grande significado aos vampiros, algo pessoal, algo que ela nunca fez antes, ela mordeu o próprio o pulso e o colocou em seus lábios antes que ele dissesse algo, ele queria, ele sugou o sangue dela e a mesma ficou a acariciar seu rosto.
– Se sinta muito sortudo, não é todo dia que uma vampira sexy como eu divide sangue com alguém como você! Ele nada disse, apenas continuou a sugar o sangue dela.
– Você vai ver, vai se tornar mais fácil agora, eu sou uma mulher de palavras, Charles, nunca mentirei para você. Nunca!
Charles olhou para Demetra, o sol se despedindo daquele dia e fazendo reflexo no belo rosto da vampira, ela terminou a cerveja e ele suspirou:
– Eu sei.
– Então, qual é o veridito?
– Deixa eu só fazer as ligações necessárias ...
– Eu te ajudo com as malas, então ... Demetra se levantou de um pulo e ele não negou o favor, ela veio até ele e com um olhar timido que não combinava com ela, beijou a sua face e sorriu:
– Muito obrigada, você não vai se arrepender.
Eu espero, ele pensou.
(...)
Apartamento da Cobertura – Torre Stark
Eu acho que o Tony vai ter uma sincope nervosa quando chegar e ver o estado da “Torre” dele. – Murmurou Danny, se sentando em cima do balcão e se servindo do melhor Uísque que encontrou naquele lugar, observou Pandora que não deu sinal de vida, e manteve sua cabeça apoiada na mão. – Ta em estado catatônico ou morreu mesmo?
– Ahn, oi? – Pandora despertou do transe que estava e viu Danny a olhando com as sobrancelhas erguidas, ela bebericou o uísque esperando vida vinda de Danny. – Desculpa, eu estava longe ...
– Eu notei, Charlie notou, Nikki notou, Stefan notou ...
– Sério? – Ela questionou, se mostrando interessada.
– Não, mas te peguei. Desconfiava que tinha a ver com o Salvatore bebê e não é que sempre tenho razão? – Pandora voltou a olhar para o nada e Danny cutucou seu ombro se sentando do seu lado. – Anda desembucha!
– Que? Não. Não vou te incomodar com os meus problemas.
– Essa sua cara de que “meu gatinho de estimação morreu e estou chateada” está me incomodando, então desembucha para a minha felicidade interna. Ô, até te dou uísque. – Ela encheu um copinho para Pandora que aceitou educada, mas não bebeu.
– Eu sinto que o Stefan está distante de mim ...
– De novo esse papo?
– Mas é a verdade, ele anda distante como antes, no primeiro mês foi tudo maravilhoso e incrível, mas de repente ... tudo voltou a como antes e eu não sei se o problema sou eu, se é ele, se Elena ressurgiu dos mortos, realmente não sei.
– Vou falar uma coisa obvia, mas que talvez te surpreenda: já tentou conversar com ele sobre?
– O que? De jeito nenhum! Ele não agüenta mais me ouvir falar sobre isso. – Pandora murmurou com uma expressão de espanto. – Ai é que ele vai me chutar mesmo ...
– Bom, se for para ele te chutar que seja com uma explicação pelo menos, não acha? – A idéia de ser chutada por Stefan doeu e ela bebericou o Uísque e olhou para Danny, esperando sua opinião. – Converse com ele.
– E se ele der a desculpa de sempre? “Estou seguindo em frente aos poucos, Pan, você precisa ter paciência.” – Ela disse fazendo uma imitação quase idêntica de Stefan.
– Bom, então você insiste e mostra que você não ficará nessa para sempre. Ou ele segue em frente e se entrega de vez ao mulherão que você é, ou, dolorosamente você sai da vida dele e vai tentar seguir sua vida para o mais longe possível da dele.
– Você sabe que falar é mais fácil do que fazer, né? – Ela argumentou voltando a beber o uísque.
– Sim, por isso sou a conselheira oficial da equipe. – Pandora a olhou sem entender, e Danny sorriu de lado. – Eu me indiquei a tal posto, mas é sério, converse com ele. É serio, não tem como você resolver essa situação ai, olhando para o nada feito o tutacamon, vai lá e lute pelo seu homem, sem medo.
–É sem medo! – Disse Pandora se enchendo de coragem.
–É! Vai lá ...
– Isso ai, sem medo. Valeu pelas dicas, Danny. – Danny apenas acenou observando uma Pandora nervosa sair do ambiente, ela balançou a cabeça negativamente com um sorriso nos lábios enchendo mais o seu copo.
– Isso ai, boa sorte e resta mais uísque para mim ...
(...)
Cody — Wyoming
Eduardo estava na cidade agora, havia comprado comida e algumas roupas novas, quando entrou na loja pensaram que ele era um mendigo, então disse que era um Universitário fazendo pesquisas sobre a reserva para todos concluírem o porque do seu estado.
–Bom dia forasteiro, vai querer o pedido do dia? Disse a garçonete que aparentava ser bem jovem, talvez uns 16 ou 17 anos, provavelmente seu maior sonho seria que um estranho viesse e a levasse embora, mas isso provavelmente nunca aconteceria.
–Bom dia, por favor, quero dois especiais, um misto quente, um copo de 500 ml de suco de laranja com maça, algumas torradas e muito molho por favor!
–Mas alguma coisa? Perguntou a moça com um olhar de riso.
–Sim, há, pode me trazer um pedaço daquele bolo de sobremesa, ou melhor me trás dois! Falou Eduardo calmamente enquanto a moça o olhava totalmente chocada.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!–Isso é mesmo sério? Perguntou.
–Claro,e por favor não demore eu estou com muita fome! Eduardo começou a revirar sua mochila enquanto a garçonete saia chocada para o balcão entregar o pedido ao cozinheiro que olhou igualmente assustado.
–Isso é sério? Disse o cozinheiro.
–O bonitão ali disse que é! O homem se virou sussurrando um “malucos” e foi fazer o pedido.
–Ei garçonete! Chamou Eduardo com a mão erguida fazendo a jovem abrir um enorme sorriso.
–Pode me chamar de Giselly ok?
–Tudo bem Giselly, por favor tem algum telefone que eu possa usar aqui, meu celular não tem sinal!
–Claro é só ir ao balcão e deixar 10 dólares para o Phill, ele é o dono da linha! Disse a jovem ainda sorrindo o mais próxima do rapaz que pode, afinal Edu era jovem, com um corpo definido e um olhar tímido, qualquer garota iria quere-lo e ela estava na lista.
–Obrigado! Ele foi até o telefone, na verdade seus créditos haviam acabado e do jeito que ele comia iria precisar de todo o dinheiro que Stefan haviam emprestado para pagar as refeições.
–Alô?! Disse o rapaz meio confuso com o barulho do outro lado.
–Oi, EDUU!!! Gritou Tutti do outro lado enquanto parecia estar sendo atingida por alguém.
–Está tudo bem ai? Ele não tinha certeza se estava fazendo a coisa certa ou não, ligar para Tutti poderia desencadear assuntos que ele não estava pronto ainda para abordar.
–É a Ary, ela está aqui comigo, vamos nos reunir daqui a pouco precisamos falar sobre coisas sérias, o Alex tentou falar com você a manhã toda.
–Eu não tenho crédito ok, por isso não completa a ligação, eu estou em outro estado, mas como eu iria ai, estou longe pra caramba! Disse o rapaz enquanto ouviu mais gargalhadas do outro lado.
–Bom isso a gente pode resolver! Falou Tutti sorrindo.
–Mas eu.....
–Oi Edu, á quanto tempo! Disse Tutti a poucos paços dele assim como Ary que sorria.
–Mas....isso é....eu não....meu Deus! Falou passando a mão na cabeça atordoado.
–Sou um anjo seu bobinho, isso é só um truque, resolvi que vou aprender a usar meus poderes! Falou Ary sorrindo.
–Ok então, eu desisti de entender vocês á muito tempo!
–Há qual é Edu, você se transforma em lobo e vem dizer que nós somos estranhas? Tutti sorria abertamente, no fundo sentia um misto de sentimentos confusos dentro do peito ao rever o cara que havia beijado a 3 meses atrás.
–Ei garotão está tudo pronto e.....
A garçonete voltava com os pratos com dificuldade indo até a mesa e quando se virou viu as duas garotas ao lado do rapaz, seu sorriso morreu na hora assim como o de Tutti.
–Bom agora entendo o porque de tanta comida! Falou meio sem graça deixando Edu envergonhado também.
–Bom já que estamos aqui, vamos comer! Disse Tutti indo até a mesa assim como Edu meio constrangido e Ary que usava um roupa emprestada de Tutti.
–E então Edu, vai voltar com a gente? Perguntou Ary enquanto Tutti bebia o suco e encarava a garçonete.
–Bom, se eu disser não vocês vão me levar do mesmo jeito não é? Disse ele fazendo as meninas responderem um “SIM” alto e ensaiado.
–Bom então não tenho escolha! Falou o rapaz sorrindo mordendo seu lanche, por um momento se lembrou de como sua vida era comum e até meio cruel antes, seus problemas como lobo começaram quando ele era apenas uma criança e isso não foi bom.
Flash Back On
"-Mãe o papai vem hoje ??? Disse animado era sua festa de aniversário. A mãe parecia hesitar, mas responde com uma certa tristeza.
– Sabe como é filho seu pai tem que ficar no emprego mais um pouco! Eduardo ficou triste com isso, era pequeno, queria muito o pai por perto, mas o homem sempre fora estranho, sempre sumia a noite, as vezes passava semanas fora, ele não parecia demonstrar muito afeto e isso perturbava o garoto que via seus amigos com seus pais.
Já no final da festa o pai de Edu chegou com um sorriso frio no rosto.
–Nossa a festa já acabou? Nesse exato momento o filho não aguentando mais explode.
–NOSSA É ISSO O QUE VOCÊ SEMPRE DIZ PAI, QUANDO NÃO VEM AS COISAS QUE EU TE PEÇO VOCÊ SEMPRE TA NO TRABALHO E TRABALHO PRA CÁ E TRABALHO PRA LÁ PAI VOCÊ NUNCA VEIO EM UMA SÓ FESTA DE ANIVERSÁRIO MINHA...-depois ele não se lembra de nada só de uma dor e de acorda amarrado em um colchão e sua mãe falando em algo envolvendo a morte e nessa hora ele sente medo e foge, do lado de fora da casa apenas uma lua cheia ilumina o lugar.
Flash Back Off
–Você está bem Edu? Perguntou Tutti preocupada.
–Estou Sim Tutti, é só que fiquei pensando aqui e descobri que nunca fui tão amado como agora! Falou timidamente, fazendo as meninas sorrirem e abraçarem ele.
–As vezes eu também me pego pensando em como as coisas mudaram em minha vida, me lembro do dia em que Dean e Sam apareceram no convento! Disse Ary sorrindo.
Flash Back On
Ary sempre olhava para aqueles portões com olhos grandes, curiosos e temerosos de uma garota de 16 anos, ao mesmo tempo que ela gostaria tanto de ir embora dali e se desafiar a viver uma vida nova e fora de regras, ela tinha medo, não conhecia nada e nem ninguém daquelas paredes, como ela sobreviveria? O que deveria fazer? Quem ela seria? Não podia ser apenas Ary, teria que ter um passado e presente novos, ser uma pessoa diferente para não apenas se proteger, mas quem quer que entrasse em sua vida ... era ai, nesse pensamento que seus olhos se distanciavam do portão e ela voltava para dentro do convento. Ela não podia fazer isso consigo, com essas pessoas – que ainda nem existiam – e muito menos com a Madre Grayce, a quem amava imensamente. Ela voltou-se para dentro da capela e se sentou no segundo banco, olhou a imagem de cristo na cruz e ficou ali, sem saber o que fazer, ela sempre rezava quando tinha esses pensamentos, mas hoje ela não se sentia a vontade para isso, na realidade, se sentia estranhamente vigiada e havia também essa sensação, de que algo ruim estava para acontecer afundando seu peito.
Respirou fundo e fez uma prece simples, olhou para aquela imagem que tanto amava e fez o sinal da cruz, pedindo que aquele mal estar fosse embora e que ela pudesse ter uma noite de paz, se ergueu do banco indo em direção da saída em passos contidos, ia ler um bom livro e dormir mais cedo, talvez hoje não seja o seu dia, foi quando as portas da capela foram abertas em um estrondo e dois rapazes adentraram com expressões aflitas, ambos tinham armas em mãos e suas expressões diziam que algo estava errado ali, Ary gritou e repousou as mãos nos lábios, temendo que fossem ladrões, mas o rapaz mais alto e de cabelos negros se compadeceu e seus olhos caíram de modo pesaroso sobre ela,
– O-o que vocês querem? Por f-favor, essa é a casa de D-deus, respeitem. Não há nada para ser roubado aqui e se tentarem, terão que passar por mim– Ela disse de forma insegura e dando passos em falsos para atrás, foi quando o loiro de pele morena e olhos avelãs cintilantes fez uma expressão de choque, mas essa expressão jocosa se transformou em algo assustado e parecia ver algo que Ary não podia.
– Sam, agora! – Ele gritou.
Sam, o mais alto, pulou na direção de Ary e a jogou no chão no exato momento que um homem, que surgirá do nada no ambiente iria agarrá-la, Dean assoviou e o mesmo o olhou, o cumprimentando e mostrando seus olhos negros, demônios, bufou Dean e acertou um tiro nele, mas haviam outros, Ary gritava apavorada com aqueles homens que surgiram do nada, com aqueles rapazes armados e com o tal de Sam em cima de si.
– Saia de cima de mim.! Saia de cima de mim! – Ela gritava, mas Sam tentava protegê-la dos tiros e quase ataques dos demônios sobre si, quando tudo se silenciou ele olhou cuidadoso, vendo que fora um bom escudo a ela e que o lugar estava livre de demônios, Dean, seu irmão se aproximava, enquanto Ary se colocava de pé, arrumando suas vestes e acertando um tapa em Sam, que pensava que fosse agradecer-lhe. – Nunca mais toque em mim, seu imundo! E o que diabos acabou de acontecer?
– Para um freirinha você tem a boca bem sujinha ... – O loiro murmurou a olhando melhor ele sorriu no canto dos lábios. – E é bem bonitinha também.
Ela estendeu a mão pronta para acertar-lhe um tapa, mas uma mão a segurou, ela estava pronta para acertar um tapa nervoso em Sam, mas foi surpreendida por um puxão e o olhar assustado dos rapazes, ela tentava se desvencilhar daquelas mãos, mas era puxada com grande facilidade, Ary gritava e pedia que lhe soltassem, mas o homem apenas ria, ela reparou que os homens estranhos surgiram novamente, era um trio que tinha suas vestes danificadas por tiros, e seus olhos enegrecidos.
– O-o que está acontecendo?
– Ary, você irá para o lugar onde pertence, pode ficar tranqüila, está em total segurança. – O demônio que a segurava disse, ela tentava se desvencilha, mas ele a segurava com mais força, ela trocou um olhar com Sam que olhava para tudo assustado, não sabendo o que fazer, Dean estava pronto para pular em cima deles e atacar feito um animal, ele não sabia para que queriam a garota, mas não a perderiam, ela não merecia esse futuro para si.
– Eu não vou a lugar algum. – Ary disse sombriamente.
– E como você pretende sair daqui, coisinha preciosa? – Disse o demônio do seu lado direito, ela o olhou com um sorriso debochado escondido nos lábios.
– E quem disse que eu irei sair daqui? – O demônio começou a fazer uma expressão enjoada como se fosse vomitar, mas de repente, uma fumaça negra saiu daquele corpo humano, e em seqüência o mesmo foi ocorrendo com os outros homens, Ary caiu no chão e se desligou de tal feito, não entendo o que havia acabado de fazer, chorava sem sentir, Sam veio até em si, mas a mesma o olhou de modo hostil, mas estendeu a mão, ele o ajudou e Dean olhou ao arredor, tendo a certeza que aquelas demônios foram vaporizados dali.
– Eu acho que vocês tem muito a me contar. – Ela disse timidamente, cruzando as mãos sobre o peito.
– Sim, mas antes ... Eu sou Dean Winchester e esse é meu irmão Sam. – Sam sorriu de modo afetuoso e Dean guardou sua arma. – Acho melhor cairmos fora daqui antes que outros voltem ...
– Não posso, eu preciso ficar no convento.
– Eu creio que isso não seja mais possível ... – Sam pausou, não sabendo como chamá-la e se sentindo muito mal educado por isso.
– Ary, pode me chamar de Ary. – Ela disse olhando tímida para o jovem e em seguida para Dean. – O que eram aquelas criaturas?
– Demônios. E eles te querem por um motivo, e se você dá valor a quem ama, vai nos obedecer e ir embora imediatamente daqui, depois que lhe contarmos tudo que sabemos sobre você e eles, fica por sua conta o que fazer do seu futuro. – Dean disse de modo seco e direto, Sam não gostou, mas viu que isso causou uma mudança considerável na jovem que limpou as lágrimas e concordou.
– Vamos e não me esconda nada, eu mereço saber de tudo!
Flash Back Off
Ary decidiu ficar no convento e nunca se arrependeu da decisão, descobriu que sua presença protegia as freiras e não ao contrário, ela tinha poderes e agora mais do que nunca iria usa-los.
(...)
Apartamento 235 -Torre Stark
Ao perceber que todos haviam dispersado das obrigações, Moira decidiu voltar para o seu apartamento, no qual Sara estaria e poderiam conversar sobre a situação com seriedade, ela caminhava tranqüilamente pelo corredor com as mãos afundadas nos bolsos e adentrou o apartamento, ia chamar pela irmã avisando seu retorno, mas petrificou onde estava ao ouvir um murmúrio estranhando vindo do quarto da irmã, ela se aproximou um pouco da porta e viu duas sombras, por um momento ela pensou que a irmã estivesse em encrenca, as sombras pareciam próximas, como se estivessem travando uma luta, Moira se aproximou da porta com um feitiço na ponta da língua para afastar quem fosse, mas travou ao ver Loki beijando apaixonadamente sua irmã, ela prendeu a respiração e se escondeu, observando por uma pequena cena a irmã dizer juras a Loki que sorria, de modo sincero, e sua irmã também ... ela estava feliz, nos últimos dias ela estava extremamente feliz e ela até suspeitasse que tinha alguém envolvido nisso, mas o Loki ... Depois de tudo que ele fez?! Ela pensou com rancor e de repente se recordou: depois de tudo que ele fez. Ele as salvou, ele a protegeu, ele ... ele se importa com ela. Moira não agüentava aquela informação toda, Loki estava se despedindo da irmã e em um milésimo desapareceu, Moira viu a irmã se movimentar para sair do quarto, usando apenas uma camisa e shorts de pijama, Moira correu e saiu de casa e entrou, batendo a porta:
– Voltei. – Disse ela com as mãos tremulas e a voz um pouco embargada, um segredo, ela tinha um terrível segredo que sua irmã não dividiu com ela, e ela sabia muito bem onde isso ia parar.
– Então, como foi o casamento?
– Teve um começo e um fim, nada de meio, muitas coisas aconteceram e no fim, tudo ficou como antes, no final Tony fugiu! Moira murmurou enchendo um copo de água e colocando açúcar dentro, precisava se acalmar, ela se virou para a irmã com um sorriso singelo, ela tinha que guardar o que viu para si se era assim que a irmã queria, mas ela ... – Então, conseguiu fazer o que ... quer dizer, eu não lembro o que você tinha que fazer.
– Arrumar o quarto e sim, arrumei, menos a cama, acabei deitando para descansar um pouco. Você acha que teremos que viajar? – Ela questionou mordendo os lábios.
– Não faço idéia, estava pensando em ir para a SHIELD, eles ficam escondendo coisas demais de nós! Moira se virou, com medo de ter deixado na cara, mas Sara nada disse, então ela continuou, tentando arriscar um pouco mais. – Como você está?
– Bem, ótima ... quer dizer, nossas vidas nunca estiveram tão boas não é? – Disse ela, mastigando um biscoito de uma fina caixa, presente de Tony.
– É, o que quero dizer é como você está em relação a voltarmos a trabalhar depois do que houve com o Loki? – Moira questionou cuidadosa e viu a expressão da irmã mudar de tranqüila para tensa.
– Ele é passado, o que aconteceu naquela mansão não importa, só o agora, e agora temos que salvar o mundo novamente e tentar pegá-lo, e garanto que dessa vez ele não escapará.
– Você falando assim ... O que aconteceu com a minha irmãzinha delicada e gentil?
– Ela foi torturada de todas as formas possíveis naquela mansão ao ver você sofrendo. Isso não vai acontecer mais, nunca mais. Então estou pronta para o que tiver que fazer. – Sara disse abraçando Moira e dando um beijo na irmã que foi tomada por lembranças. Ela transando com Klaus, não foi a força e ele não foi violento com ela, pelo contrário ele fora até gentil, mas ela só fez isso para poder livrar a irmã de tal feito, ele queria um pedaço de carne, conseguiu, mas Moira ele não teria, ela não suportaria. Sara sempre tentava de algum modo estar ali pela irmã, ela precisava disso e nunca mais ela passaria por aquilo novamente e se pudesse tiraria aquelas lembranças e acontecimento da vida de Moira, que agora olhava Sara e se lembrava de tudo, e temeu que a irmã de algum modo estivesse em uma situação similar a sua.
Flash Back On
Ela podia se recordar do dia como se tivesse sido há segundos atrás, o cheiro de cigarro, bebida e suor. As suas costas encontrando o chão com violência e ela podendo sentir os arranhões e roxos se formando em sua pele, músculo, ... o corpo daquele homem se sobrepondo ao seu com violência, ela tentando usar todas as suas habilidades, mas de algum modo ele a impedia, ele era um demônio, deveria ter um meio, mas ela não podia desistir ... nunca. Tudo em sua mente estava em câmera lenta, mas não acontecia assim, seu grito era alto e embargado em choro, as lágrimas desciam pelo seu rosto e ele gargalhava, rasgando lentamente as suas roupas cantarolando alguma canção que ela anulará de sua mente naquele momento ... Ao ver as lágrimas dela fez uma expressão de pena, e lambeu seu rosto o que deu ânsia em Moira, que gritava, mas nada nem ninguém podia ouvi-la ali no meio do nada. Ela tentava afastá-lo de si, com seus poderes com sua força, mas não conseguia, travou suas pernas o máximo possível, mas ele era mais forte, e abriu suas pernas se encaixando em si, tirou sua calcinha com um puxão só e ela fechou seus olhos e esperou, a dor, a sua vida esvaindo lentamente, abriu os olhos e ele meteu seu membro com força o suficiente para ela gritar, mas ela não se moveu, era uma boneca, sem vida. Ele investia nela sem descansar por um segundo, ele gozava dentro de si por uma, duas vezes e Moira só pedia para morrer, mas nunca terminava ele sempre tinha uma idéia nova, uma posição diferente, uma forma para causar-lhe mais dor e a morte nunca vinha, foi quando ele parou ... o sol estava prestes a raiar, ele saiu de cima de si, sorriu e sumiu. Moira não se demorou, e saiu do ambiente, e andou seguindo o rumo de sua casa, não falava, não pensava, nem olhava, apenas seguia o caminho sentindo o sangue escorrer por suas pernas, os roxos brotarem em seus corpo e ódio a tomar.
Entrou dentro de casa e se trancou em seu quarto, só falou um momento, através da porta, avisando a irmã que não teria aulas, não estava pronta para falar sobre isso, não agora ... Assim que todos foram embora ela se enfiou embaixo do chuveiro e ficou lá ... e teria ficado para sempre se pudesse.
Flash Back Off
– Você sabe que qualquer coisa pode contar comigo, não é? – Moira questionou, acariciando os cabelos de Sara do modo que fazia desde que elas eram crianças, colocando atrás da orelha com um sorriso reconfortante.
– Sempre, irmã, sempre.
Moira sorriu e saiu do ambiente, ela ainda estava nervosa, mas se tranqüilizaria depois de um bom banho e tentaria esquecer tudo aquilo, e ela era boa em esquecer, momentaneamente. Sara se encostou no balcão da cozinha e respirou fundo, se sentindo mal pelo que estava a fazer com Moira, mentindo para ela sobre algo tão bom que estava a sentir. Seria amor? Não sabia, só sabia que estava feliz e queria dividir isso com a pessoa que mais amava em sua existência, sua irmã, mas não podia ... Ela era sua irmã e que a apoiava em tudo, mas não nisso ... Era Loki, o vilão de todo o mundo e ela estava, transando com ele e se apaixonando pelo mesmo? Isso era errado! E ela notara agora o tão errado que era quando percebeu que sua irmã não tinha idéia do que estava acontecendo ...
Ela olhou para aquela cozinha vazia e silencio e se lembrou da sua própria quando era criança, que era bem diferente daquela.
– Sara, me ajude com a arrumação da mesa. – Disse sua mãe com um avental bonito, já que ela adorava esse tipo de adorno, Sara, pequena e sorridente correu para ajudá-la, Moira surgiu na cozinha terminando de fazer um rabo de cavalo e já foi ajudar a irmã mesmo não tendo sido chamada. Adorava ajudar a irmã, não importasse o que fosse, nesse momento um trovão tomou conta do seu e a porta da cozinha se abriu, chegando o pai das meninas, encharcado assim que ele repousou o guarda chuva foi tomado por um maremoto de abraços, das filhas e um beijo da esposa, era uma fotografia da família americana. Ele lavou as mãos e terminou de ajudar a esposa com o jantar, questionando sobre o dia dela e contando um pouco do seu, enquanto as filhas arrumavam a mesa com toda atenção e afeto possível.
Se sentaram para ceiar, rezaram antes de comer, agradeceram pela comida e a família maravilhosa que tinham e sorriram conversando sobre o dia que as meninas tiveram no colégio e o que fizeram de bom. As meninas riam com as piadas do pai e se deliciavam com a comida da mão e seguravam as mãos ... o tempo todo, essa era forma delas de dizer que sempre estariam juntas em tudo na vida uma da outra e que nunca, jamais, mentiriam ou omitiriam algo uma da outra.
Silenciosamente Sara começou a chorar na cozinha do Dr. Banner, as mãos nos lábios para abafarem o choro e o olhar perdido no chão, o que ela estava fazendo com a sua irmã e consigo mesma? E sem ser visto, Loki observava o sofrimento da garota sentindo uma dor incompreensível em seu coração.
(...)
Asgard
A terra necessitava de sua presença novamente, ele não podia negar esse chamado, o perigo se aproximava, e ele podia sentir isso em cada pedaço do seu ser, “Loki”, ele pensou, e não foi por achar que o mesmo estava envolvido, mas sim, por sentir falta da companhia do irmão, aquele que o ouvia em momentos de dúvida e pesar, ele abriu seus olhos e observou o horizonte da varanda de seu castelo, respirou fundo sabendo a dor que causaria a sua família e amigos, a distância iria atingi-los novamente, e seria uma viagem, como as outras, que não teria retorno garantido, mas eles compreenderiam, ele era um guerreiro, era por uma razão honrosa. Semele estava próxima de si, seus olhos enigmáticos o observavam com atenção como se soubesse a confusão de emoções que estavam a preenchê-lo, ela revelou o porque de sua presença: receberá um chamado de seus amigos, Mindgard se encontrava em perigo. Semele abraçou Thor apreensiva:
– Precisamos fazer algo, meu amor. Nossos amigos precisam de nossa ajuda. – Ela disse com os olhos inundados de emoção. – Pandora, Charlie, Damon, Stefan, não posso deixá-los sozinhos ...
– E não deixaremos, iremos imediatamente para Mindgard. – Thor respondeu segurando o rosto de sua namorada e depositando um beijo delicado em sua testa. – Eu jamais deixarei seus amigos em perigo e se Mindgard precisa de mim, estarei a disposição sempre.
– Devo responder a mensagem imediatamente, dizendo que estamos a caminho ... – Ela se afastou, com um olhar nervoso, mas Thor a puxou pelo braço a surpreendendo com um apaixonado beijo, ela sorriu sentindo o ar lhe faltar. – O porque disso?
– Quero que fique tranqüila e se lembre que estou aqui com você. Não fique nervosa e nem se apresse em seus atos, iremos para Mindgard e daremos o nosso máximo por nossos amigos. Não mande mensagem alguma, vá se despedir de nossos amigos e se alimente, você precisa estar forte para o que nos espera!
– Meu amor sabe de alguma coisa que eu não sei? – Semele questionou, era incrível como aquela jovem enigmática se transformará em uma dama com postura e olhar superior, ela o entendia através de um olhar e Thor não acreditava ser possível amar tanto alguém como ele a amava.
– Não, fique tranqüila. – Ele mentiu para acalmá-la, não podia revelar seus sentimentos em relação ao que se aproximava, sem delongas, ela se afastou indo se despedir de seus novos amigos e ele partiu, em direção do trono onde seu pai se encontrava.
– Desejo algumas palavras com o Senhor meu pai e rei de Asgard! – Thor disse com sua voz firme e atitude presente, Odin observava o filho sabendo que algo estava por vim, como ele, já sentia que perigo se aproximava de Mindgard, perigo nunca antes enfrentado e se conhecia bem o filho, ele estava ali para falar sobre isso ...
– Perigo se aproxima de Mindgard ...
– Sim, meu pai. — Thor respondeu respeitoso.
– E é por isso que você, meu filho, está aqui. – Odin pausou, observando com atenção a expressão de desconforto de Thor ao ver que o pai o conhecia tão bem. – Está pronto para essa guerra que se aproxima?
– Como todo aquele que nasceu para guerrear, sim, meu pai.
– Você não está pronto para essa guerra.
– Como o senhor pode saber? – Ele questionou, tentando controlar sua eminente raiva, mas com seu olhar gritando isso.
– Porque sinto algo que vai além dos nossos conhecimentos, não está preparado, e nem Mindgard e se veio aqui pedir a minha permissão para deixar seus compromissos em Asgard para lutar está guerra já aviso que ela está negada.
– Pois bem, não vim pedir permissão alguma, vim me despedir.
– E suas obrigações como príncipe de Asgard? As deixará assim? – Odin bradou, se erguendo um pouco de seu trono.
– Mindgard precisa de mim.
– Asgard também.
– Não entendo, meu pai, se fosse outro momento o senhor estaria me agraciando por tal atitude de bravura.
– Eu só agracio atitudes coerentes, essa é imbecil, e meu filho não é um.
– Eu preciso ir, e o senhor não pode fazer nada contra isso. – Thor disse, dando a entender que o assunto estava encerrado. – Eu gostaria de poder ir embora em bons termos com o senhor.
– E eu gostaria que você ficasse conosco. Eu estou velho, Thor, estou velho e cansado de vê-lo entrando e saindo de guerras que não lhe pertencem, não quero perder meu único filho, não posso vê-lo morrer sem casar, ter herdeiros e ser feliz.
– Eu sou feliz fazendo o certo, lutando por um mundo que precisa de mim ...
– Tudo bem, mas eu estou aqui, lutando para tê-lo conosco e está sendo em vão, está vendo? É como suas lutas em Mindgard, nunca terão fim e você é quem sempre perde.
– Sinto muito pela sua falta de fé em minhas decisões e em Mindgard.
– E eu mais ainda por vê-lo se afastar de suas verdadeiras raízes.
Thor compreendia o pai, mas ao mesmo tempo, não, desejava que ele o entendesse e aceitasse suas decisões, seriam seus erros e do seu modo ele concertaria, ele subiu os degraus de ouro, o pai o observou um pouco surpreso com atitude e sem dizer nada um ao outro Thor beijou a testa do pai, ambos trocaram um olhar e cúmplices disseram através dos olhos o quanto se amavam, então Thor seguiu seu caminho, decidido a fazer o que achava que era certo e esperando que seu pai um dia o entendesse como ele entenderia o seu por completo.
(...)
Base Secreta da SHIELD – Sobre algum lugar do céu de New York
Fury se mantinha a frente da grande mesa olhando para Bruce que parecia nervoso, ele havia falado com Moira por telefone e mandado um jato a pedido de Fury para trazer os outros que permaneciam na Torre Stark.
Maria Hill observava cautelosa enquanto Teddy chegava na sala trazendo Alaric, ela se lembrava dele da primeira vez em que esteve na base, os dois pareciam rir e ela se incomodou um pouco com aquilo, será que só ela ainda via Teddy como uma garotinha assustada?
Tony estava sentado de um lado da mesa com seus pés sobre a mesma enquanto Shane permanecia sentado do outro lado encarando o bilionário, ele tentava entender o que fazia Ary gostar tanto do Tony.
–Como vai Romanoff? Disse Rick se aproximando de Natasha de forma discreta.
–Muito bem professor, pensei que ficaria em Mistic Falls depois de tudo o que aconteceu com o mundo? Perguntou a ruiva sorrindo.
–Isso chegou a passar pela minha cabeça mais então me lembrei do que realmente é importante! Falou o homem com seu sorriso olhando para Natasha que também sorriu de forma presunçosa.
–É mesmo, e o que é?
–Salvar o mundo! Disse o homem saindo deixando Natasha com cara de paisagem.
Do outro lado da sala Steve parecia preocupado, suas lembranças em relação a HIDRA eram as piores que poderia ter, quantos amigos ele havia perdido? Quantos soldados haviam morrido? Quantas pessoas inocentes não tinham perdido suas vidas por culpa dessa maldita organização?
–Você está bem Rogers? Disse Clint chegando com Annie que parecia séria, mas feliz por participar.
–Só remoendo lembranças do meu passado com a HIDRA! Falou com um sorriso fraco.
–Você ainda luta com as perdas não é? Disse Annie triste fazendo Clint se sentir mal, no fundo ele sabia que Annie falava da irmã.
–Sim, e eu sempre vou lutar contra isso, quando amamos as pessoas e elas são arrancadas de nós de forma brutal não conseguimos aceitar! O Capitão fechou os olhos como se quisesse apagar alguma imagem ainda presa em seus olhos.
–Sinto muito por ela! Disse Annie surpreendendo Clint, ele não estava acostumado a ver Annie tão madura.
–Também sinto muito por sua irmã, espero que entenda tudo isso um dia! Falou Steve com um pequeno sorriso.
–Eu já entendi é só que.......
Ela olhou para Clint por um momento e se sentiu mal, não o odiava mais, apenas queria odia-lo, pois toda vez que olhava em seus olhos se lembrava da irmã, se lembrava do demônio e daquela noite triste. Ela saiu andando em direção a Teddy e Emilly que se sentava de forma relaxada na cadeira.
–O que foi Annie? Perguntou Teddy com seu olhar gentil que se desviou da amiga por um momento e se focou no professor de história de Mistic Falls, sim, ela havia feito muitas perguntas sobre ele enquanto andavam pelos corredores.
–Hummm, vejo que alguém aqui está se apaixonando! Disse Emilly de forma debochada.
–Não é nada disso Emilly, eu só achei que o Rick é um cara legal, só isso, para mim ele é como todos os outros!
–Claro que é! Continuou Emilly debochando de Teddy que ignorou a morena e puxou uma cadeira para Annie.
–E você Annie? Está bem com Barton?
–Ele é um bom homem, mas acho que “bem” não é a palavra certa! Disse Annie se sentando ao lado das meninas enquanto o grupo que havia ficado na Torre chegava.
–Se continuar se forçando para odiar Clint assim você vai acabar fazendo sexo selvagem com ele! Falou Emilly rindo alto fazendo Annie ficar super vermelha com aquela piada boba e Fury olhar feio para as três enquanto Emilly fazia um gesto de “tudo bem ok?” para ele que respirou fundo e continuou escrevendo algo no monitor a sua frente.
–E então o que acharam da minha Torre? Perguntou Tony para Dean que sorria como um bobo mais parou imediatamente olhando sério para Sam que estava ao seu lado.
–Nós adoramos senhor Stark, é uma Torre incrível! Falou Sam meio sem graça.
–Realmente é, principalmente a sua coleção de CDs e vinis da hera do Rock, aquele álbum do AC/DC foi o melhor não acha Dean? Falou Nikki de forma debochada fazendo Tony fechar a cara encarando Dean.
–Minha coleção do AC/DC? Sério? Vocês mexeram nisso? Falou o empresário olhando por cima de seus óculos escuros.
–Ei relaxa ok, não foi nada demais, pelo menos não roubamos seu helicóptero! Disse Dean alto indicando Alex que agora conversava com Charlie já que até aquele momento não tinha conseguido ficar muito com ela.
–Isso é sério? Meu helicóptero particular? Qual é o problema de vocês?
–Relaxa Tony pelo menos eles não beberam seu whisky importado! Falou Pandora com um sorriso que tentava esconder.
–É verdade Tony, fomos nós! Disse Danny abraçando a nova amiga pelo pescoço e rindo sem parar, elas ainda estavam meio “altas”, assim como Dean mais ele conseguia disfarçar melhor.
–Pelo amor de Deus não me digam que alguém transou no meu quarto? Falou Tony olhando para todos, enquanto Stefan tentava disfarçar sua cara de riso.
–Não me diga que....
–Não foi no seu quarto, foi na cozinha! Todos olharam para o vampiro enquanto Pandora ficava vermelha sussurrando para Stefan algo como “nós combinamos em não falar”.
–Me desculpe por isso Stark é que nós brigamos, e discutimos e precisávamos fazer as pazes, espero que não se importe eu não tinha a intenção de desrespeitar sua casa!
–Olha aqui seu sangue suga eu....
Mas Tony foi interrompido com a chegada de Tutti, Ary e Eduardo, os três riam e traziam em mãos um grande pedaço de torta e Ary tinha o seu e mais um guardado em uma vasilha de plástico.
–Ah meu Deus não me diga que isso é o que eu estou pensando? Falou Dean com um enorme sorriso.
–É sim Dean, eu vi isso e sabia que você queria então, eu trouxe! Ary sorriu para o caçador de seu modo inocente, ela não sabia exatamente quando ele havia se tornado tão especial assim como Sam.
–Obrigado anjinha! Dean abraçou Ary pegando sua torta, Tony queria falar com ela mais estava com medo de dizer alguma bobagem.
–Você já foi em um parque de diversões? Perguntou Ary olhando diretamente para Tony com aquele jeito inocente que só ela tinha, do outro lado da mesa Shane sentia seu estomago revirar por dentro sem saber ao certo o porque.
–Não me lembro bem, por que? Perguntou o magnata sorrindo percebendo que Ary não estava mais chateada com ele.
–Eu queria andar em uma roda gigante, Eduardo contou histórias sobre rodas gigantes e Tutti também já andou, nós podemos ir? Seus olhos brilhantes esperando a resposta dele como se fosse a coisa mais importante de sua vida.
–Claro Ary, tudo o que você quiser! Falou sorrindo beijando a menina de leve.
–O que é aquilo? Perguntou Hill olhando pela grande janela de vidros largos que tinha como vista a pista de pouso.
–É um pequeno avião comercial, mais porque ele está aqui? Falou Sara olhando pela janela prevendo o pior já que o avião parecia descontrolado.
–MOIRA, PANDORA, PRECISAMOS POUSA-LO AGORA!!! Gritou Sara fazendo as Bruxas se aproximarem enquanto todos os outros se levantavam e iam até a janela.
Dentro do avião Brooke tentava se lembrar de como usar os controles daquilo.
–Eu pensei que você soubesse pilotar isso! Falou Damon fingindo não estar apavorado enquanto a garota lutava com os comandos.
–Que diabos Damon, ou me ajuda ou cala a boca, eu não consigo me concentrar assim! Ela apertava tudo o que via pela frente tentando achar o trem de pouso. O avião se desequilibrou e fez uma manobra perigosa dando uma volta em circulo e mirando o chão.
–Vamos morrer!!! Gritou Damon.
–Acho que isso é meio redundante, já estamos mortos! Eles fecharam os olhos mais ao invés de acontecer uma explosão o avião foi descendo devagar, como por magia.
Ele tocou ao chão e com sua visão de vampiro Damon conseguiu ver Stefan acenando para ele de dentro de um grande complexo superior na base revestido por janelas de vidro que provavelmente era a sala de reuniões da SHIELD.
–Da próxima vez que pensar em roubar um avião não me envolva nisso! Disse sério para a garota que arrumava os cabelos.
–E da próxima vez que matar o pilo eu sugiro que saiba fazer o trabalho dele! Falou e saiu andando deixando Damon olhando-a por trás.
–Nem pense nisso Damon, nem pense nisso! Falou a jovem ainda de costas enquanto o vampiro apenas ria.
Ryan olhava para todos com os punhos cerrados, havia um demônio entre eles e ele não podia fazer nada a respeito disso.
–Ei garotão não faça nenhuma bobagem ok? Disse Dean olhando para o amigo que parecia nervoso.
–Sei que sou novo aqui mais não estou acostumado a ignorar meu instinto e nesse momento o meu grita para exorcizar aquela vadia! Disse Ryan com um ódio fora do normal.
–Ei cara você acabou de chegar aqui deixe a Danny em paz! Falou Tutti nervosa com as mãos na cintura e seu rosto sujo de doce.
–E quem é você garotinha? Falou o rapaz rindo da menina que ficou ainda mais nervosa.
–Eu sou a garotinha que deu uma surra no seu amigo a três meses atrás! Falou se lembrando da surra que havia dado em Dean enquanto treinava.
–Ok, não precisamos relembrar isso certo! Dean sorriu sem jeito enquanto Ryan parecia rir agora.
–Bom eu vou reconsiderar a lance com a demônio desde que ela fique na dela certo?
–Como quiser, você não faz mesmo o tipo dela! Tutti falando e saiu andando de forma indiferente.
–Ok, ok, chegamos, a reunião já pode começar! Falou Damon entrando com tudo enquanto Brooke revirava os olhos.
–Brooke? O que faz aqui? Perguntou Stefan feliz ao ver sua amiga, despertando a atenção de Pandora.
–Vim matar Klaus! Falou fazendo todos ficarem em silencio por algum tempo.
–Será que vamos ter problemas? Disse Steve para Rick que estava agora ao seu lado.
–Acho que nos tornamos uma equipe maior do que imaginei! Falou Rick olhando para todos aqueles rostos na sala quando Demetra invade a sala na presença de outro homem, aparentemente normal, mas os vampiros se encaram e o clima fica um pouco tenso.
–SHIELD esse é o doutor Charles, ele é um vampiro como eu! Demetra falou calmamente mais o homem ficou nervoso, não estava acostumado a ser ele mesmo na presença de pessoas comuns.
–Ei não fique mal ok cara, eu sou um lobisomem, a loirinha sentada com o cara de óculos é um anjo, temos experiências cientificas logo a esquerda...( falou enquanto Tutti, Emilly e Teddy acenavam com a mão), aqueles com cara de ratos de academia são os Winchesters, caçadores de criaturas como nós, temos a demônio ali também e não podemos esquecer as Bruxas, logo ali, elas acabaram de salvar o haviam dos vampiros, foi demais garotas, e bem temos a Charlie....( disse ele enquanto Charlie se soltava dos braços de Alex chamando a atenção para si dando uma pequena voltinha)...ela é um anjo e bruxa ao mesmo tempo sem contar que também é formada em medicina, o que é muito útil aqui, bem seja bem vindo! Eduardo falou sorrindo com seu jeito simpático e amigo de ser, só ele sabia o que era se sentir excluído e não gostava daquilo.
–Obrigado pelos esclarecimentos! Falou Charles.
–Bom senhores, agora que realmente todos estão entre nós, e alguns rostos novos também estão presentes, quero falar sobre algumas descobertas que andamos fazendo nos últimos tempos! Falou Fury de forma séria.
–Nós descobrimos uma ramificação da antiga organização chamada HIDRA da segunda guerra mundial, o Capitão Steve Rogers participou disso e sabe bem do que eles são capazes! Falou Hill enquanto Rogers olhou sério para todos que observavam a tela onde imagens da guerra e de alguns ex. agentes surgiam.
–Bem e o que isso tem haver com vampiros? Falou Damon sério encarando Hill com seu sorriso sínico.
–Bem senhor Salvatore esse não é nosso único problema!
–E o que mais anda acontecendo? Perguntou Dean olhando curioso para Bruce que mostrava um pedaço de papel que parecia um mapa.
–Bom, nós todos sabemos que o segundo tesseract foi detectado no Caribe, mas não sabemos ao certo sua localização, então Natasha foi até a Russia em uma missão para descobrir algo sobre isso, e descobriu que a Hidra está atrás dessa fonte também, ela conseguiu um mapa, mas depois de examinar suas coordenadas chegamos á conclusão de que ele é falso! Falou Nick despertando a curiosidade dos agentes da SHIELD.
–Bom, ainda não sei o que vampiros e demônios tem haver com isso! Falou Sam ainda confuso.
–Bom, graças ao trabalho mal feito de todos aqui ainda temos Loki, Klaus e Crowley para deter! Fury foi duro com eles mais era necessário, ao ouvir o nome de Loki Sara sentiu uma corrente elétrica percorrer seu corpo.
–Mais Crowley está no inferno agora! Falou Danny se lembrando de todas as investigações que andou fazendo durante todo esse tempo.
–Sim, mas existem outros demônios em atividade, a SHIELD criou uma área só para monitorar esse tipo de situação! Ryan pensou logo em Noah, ele provavelmente estava envolvido nisso.
–Ok e os vampiros?
–Bem Stefan, vocês iram ajudar com Klaus, ele agora está totalmente poderoso com o sangue de Thor correndo em suas veias e estamos preocupados com o que ele pode fazer! Disse Clint que já conhecia um pouco o teor da reunião.
–Bom agora o que queremos é dividir vocês em três grupos, cada grupo encarregado de uma missão! Fury falava apertando um botão que mostrava um esquema na tela.
Hidra
Clint — Annie — Natasha — Maria Hill — Emily — Teddy — Alaric — Eduardo — Tutti – Steve
No Caribe
Tony — Ary — Shane – Danny – Sara – Bruce – Moira – Stefan – Pandora
New York
Damon — Dean — Sam — Nikki — Charlie — Alex – Charles – Brooke – Demetra – Ryan
–Você gosta mesmo desses esquemas não é Fury? Disse Tony fazendo alguns rirem e outros ignorarem.
–Os vampiros e os caçadores ficam em New York para procurar pistas sobre Klaus, qualquer viagem que seja necessária será feita com os jatos da SHIELD, Charlie você será nossa sobrenatural em campo ok? Disse Fury enquanto Charlie acenava com a cabeça para o homem, feliz por não precisar sair de sua atual cidade.
–Bom, as bruxas irão para a ilha, acreditamos que aparelhos de localização não funcionam lá então vocês acharam o tesseract, Ary você como anjo tem poderes curativos, vai cuidar dessa parte, Stefan e Danny serão á força de vocês assim como Tony e Bruce irão fazer a parte da inteligência e procurarão por alguma base ou algo do tipo no lugar, e Shane faz a parte da sobrevivência, já que viveu a vida toda em uma ilha! Os nomeados concordaram com a cabeça.
–E para vocês agentes fica o encargo de lidar com a HIDRA, incluindo Eduardo e o professor Alaric que tem um vasto conhecimento sobre a guerra citada momentos antes, bem todos estão de acordo? Ouve vários murmúrios pelo local mais aparentemente todos haviam aceitado.
–Preparem os biquínis queridas, vamos para o Caribe! Disse Tony rindo para Moira e Sara que apenas riram de forma descrente enquanto Bruce olhava feio para o amigo.
–Não esqueça que eu vou estar lá também! Disse Bruce sério.
–Eu não vou esquecer pai! Disse Tony rindo enquanto todos os outros pareciam procurar um lugar para ir.
(...)
Paris – França
Os olhos verdes encaravam o mapa friamente. Ele tinha a graça e majestade de um tigre. Tão frio e contido. O olhar felino continuava a encarar seu foco. A bela ilha que surgia no mapa fazia- o rir como um garotinho.
–É exatamente isso. Exatamente isso o que preciso!- falava o homem ainda com os olhos fixos.
–Senhor?- a voz se aproximou.
–O que deseja Histon?- ele sorriu de canto.
–Senhor, já mandei que preparassem os mísseis para a queda do avião!- falou o homem com seriedade.
–Excelente, meu caro. É muito bom ver a eficiência dando o ar da graça por aqui! -ele olha serio para o homem. –Lembre-se, quero que atinja o avião de modo a deixá-los vivos!
–Não seria mais fácil matá-los senhor?-o homem questiona e olha a expressão irônica do chefe.
–Claro que sim, mas, eu prefiro o caminho que machuca mais!- disse voltando os olhos para o mapa.
Senhor, me diga senhor, como sabe que eles enviaram um avião para a ilha? Perguntou o outro curioso mais discreto.
–Simples, eu já enfrentei Niki Fury antes, eu sei como ele joga e estou preparado para derruba-lo!
–E porque não vamos deixar uma equipe na ilha para intercepta-los, caso alguém sobreviva a queda?
–Porque aquela ilha esconde algum poder estranho, todos os homens que mandamos lá a procura do cubo foi morto e seus navios foram explodidos, não sei o que é mais sei que não vou confrontar, vou apenas deixar os Vingadores resolverem isso para nós e depois quando tudo estiver pronto nós apareceremos e pegaremos o que é nosso!
–É um excelente plano senhor! Disse o rapaz com um leve sorriso fazendo o homem rir brindando-se com sua própria vaidade.
–É por isso que eu estou no comando aqui Histon, se a Russia depende-se de vocês para se reerguer e se tornar a potencia que nasceu para ser morreria no primeiro passo, agora fique no seu posto e se prepare, agora é só uma questão de tempo!
Notas finais
Me digam que as imagens abriram...Please. E não me odeiem, porque eu amo vocês hauahua
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