Notas iniciais
Oiee Gente Maravilhosa....!!!!
Estamos aqui de novo para alegrar os seus corações hauhauah
Bom esse capitulo não ficou tão enorme para facilitar suas vidas hauahuahauah fiquei com medo de deixar os capitulos cansativos então vamos por partes ok......
AVISOS IMPORTANTES.....:
PRIMEIRO: O de sempre....Se por acaso seu personagem não aparecer ou tiver uma participação pequena por favor não nos culpem....a questão é simples....muitos personagens acabam não tendo espaço em todos os capitulos porque ficariam capitulos MEGA GIGANTES e eu nem sei se existe uma capacidade máxima para a quantidade de palavras hauhauahauhauahauah
SEGUNDO: É só uma dica.....Por favor não enlouqueçam se por acaso seu personagem aparecer beijando loucamente outra pessoa ou em uma cena de sexo descontrolado huahauahau
Temos uma proposta de mexer um pouco nos casais para criar uma expectativa diferente....
Não significa que o seu par não será mais o seu ok.....
É só uma forma de mexer um pouco nas coisas......lembrem-se
Sexo as vezes é só sexo.......O importante é como cada personagem vai lidar com isso depois.....
Bom obrigada por tudo e agradeço desde já a todos aqueles que curtem tanto a nossa fic e mais uma vez OBRIGADA Babi você é demais........
Beijos da J

Sala de Reuniões da SHIELD


Charles encarava o nada enquanto conversas paralelas rondavam a sala de reunião da SHIELD. Ele podia ouvir a artéria de cada um pulsar com vontade ali, o cheiro de sangue subia forte por suas narinas, eram Damon e Brooke que bebiam sangue, aparentemente do tipo A-.

–Está bem?- Demetra perguntou sentando ao lado do médico, que cerrava os punhos com uma força desnecessária.

–Sim. Não se preocupe.- ele falou gentilmente sentindo a voz cortar.

–Usou sua maldita técnica de novo, não usou?-ela o olha sério.- Charles, ela vai destruir você.

–Eu que me destruiria por dentro se tivesse que matar. O que aconteceu foi horrível, eu não quero ter que colocar sangue humano na minha boca nunca mais Demetra.- ele falava sério e Demetra pode ver o rosto do vampiro começar a mudar de feição.

–Damon...- ela chama.- Traga sangue, por favor.

–Demetra, eu não vou beber.- ele murmura baixo, mas, aparentemente as garotas que conversavam próximo a eles ouviram.

–Não toma sangue humano?- Tulipa perguntou devagar, olhando o vampiro ficar mais pálido.

–Não, isso seria absolutamente monstruoso e desnecessário. – Demetra revirou os olhos. Desnecessário era ele passar por aquilo.

–Então caça animaizinhos como o Stef? – Danny perguntou debochando, enquanto Stefan lhe lançava um olhar fulminante do outro lado da sala.

–Não, senhorita. Eu não caço. Não posso descontar nos animais a maldição ao qual fui condenado. – ela falou olhando para Demetra.

–Rouba sangue do hospital? – Damon falou dando uma risada debochada.

–Senhor Salvatore, com todo respeito... Eu posso ser um monstro noturno de natureza assassina e imoral, mas, nunca, em hipótese alguma... duvide da minha ética profissional, isso é só o que resta da minha honra.- ele tentou se levantar e sair andando, mas, a fraqueza o fez cambalear, precisando se apoiar na mesa de reuniões da SHIELD.

–Honra.- Damon ri.- De quê serve tanta honra se fica desmaiando por aí?

–Pare com isso já Damon. – Tulipa fala séria em defesa do doutor. – Afinal Charles, como você ainda está vivo?

–Ele faz autotransfusões.- diz Deme impaciente.

– O que?- Stefan ergue a sobrancelha, chamando a atenção de todos, que ainda não tinham prestado muita atenção na conversa.

– Eu tiro meu próprio sangue. Células se multiplicam com velocidade, se estiverem em boas condições, é como autofagia, não é nada bonito mas, me impede de sair por aí matando pessoas.- ele fala para todos os olhares curiosos.

–Por...porque se sente tão fraco então? – Ariel pergunta complacente com o olhar de dor do homem.

–Diga a eles Charles, diga o lindo e vergonhoso trabalho que você tem feito. – Demetra fala irritada, não queria ver o médico se machucar daquela maneira.

– Misturo verbena ao sangue antes de bebê-lo, me deixa mais fraco e é menos provável que minha sede machuque alguém.

–Isso parece dolorido. – falou Emilly que pela primeira vez sentiu pena de alguém.

–É um sintoma. Mas, o que são pequenas dores em um bom resultado, certo?- ele pergunta tentando abrir um sorriso.

–Ele tem nojo de sangue.- Demetra diz brava. Os vampiros do lugar o olham surpresos.

–Isso é a coisa mais ridícula que já ouvi.-Brooke ri alto.

–É ridículo mais é verdade.- o homem fala com os olhos fechados. Precisava sair dali e fazer sua transfusão rápido ou desmaiaria. – Cada vez que tomei sangue na minha vida, no caso na minha morte, passei dias em êxtase, vomitando e tendo enjôos.

–Isso é porque ele sente a culpa. Porque nunca conseguiu desligar a maldita humanidade. – Demetra estava irritada com Charles, odiava a idéia que ele tinha de mundo e o modo como deixava isso influir em sua vida.

–Isso é pelo meu amor a vida Demetra.- ele a olha sério, ignorando o mundo a sua volta.- Pelo meu respeito por ela. Isso é porque amo o que faço, e minha função é ajudar pessoas, não matá-las. Isso é porque respeito o direito de cada um de permanecer vivo.

–Essa é a coisa mais altruísta que eu já ouvi. – Theodora deu passos para perto do médico. – Mas... você não pode ficar desse jeito, vai acabar.

–Eu ficarei bem Senhorita loira dos olhos encantadores.-ele ri fraco.- Agora senhores...me dão licença por um momento...eu preciso colocar sangue nesse corpo.

–Não devia se importar tanto com ele assim senhorita Carter, no final, são todos monstros! Disse Ryan olhando para os vampiros que o encararam por alguns minutos.

–Nós vamos partir para a cidade pela manhã, não devemos criar confusões aqui! Disse Sam para o amigo enquanto Nikki olhava séria para Ryan que não conseguia desviar seu olhar de Danny.

–Tudo bem, mas todos aqui sabem quem são aqueles que eu vou proteger! Disse o caçador sério olhando para os Winchesters e para Nikki que eram suas únicas referencias ali. No final cada um acabou indo para o seu próprio alojamento tentando esquecer um pouco os horrores que viviam ultimamente.


(...)


Alojamento de Stefan e Pandora


Stefan abriu a porta com ajuda de sua rapidez vampirica, puxou Pandora para dentro e fechou a porta empurrando-a na parede de um modo selvagem, a fazendo gemer, logo voltou a beijar seus lábios com paixão, descia suas mãos por suas curvas e a fazia sorrir se excitando com seus toques, ele beijou seu pescoço e ela riu sentindo cosquinhas e ele sorriu, adorava esse lado angelical e doce dela.


– Está afim de uma ducha? — Ela disse em sussurro sexy, olhando para seus olhos verdes e beijando seus lábios rapidamente, ele abriu a lateral do vestido lentamente mostrando a pele nua da jovem apenas coberta pela delicada e sexy lingerie, que ficou a mostra assim que o vestido caiu ao chão, ele a tocou e a mesma sorriu se arrepiando por completo. Stefan sorriu no canto dos lábios e andou um passo fazendo a se encostar novamente na parede, ela deu um pulo e prendeu suas pernas na cintura dele e voltou a beijá-lo o atiçando para uma resposta positiva, mesmo que ele estivesse parecendo distante dali.


– Eu preciso fazer uma ligação antes, mas que tal você ir se “aquecendo” para mim? – Ele murmurou cheio de significado tirando o sutiã dela, a mesma sorriu de modo sapeca, ele deu um giro e ela se desprendeu de seu colo, e saiu andando livremente até o banheiro.


– Bom, só não demore, saiba que quem perde é você mesmo ...


– Não demorarei. – Ele disse com um sorriso leve, vendo Pandora parar na metade do caminho tirar a calcinha e tacar em sua direção, ela riu e correu para dentro do banheiro, encostou a porta ... Stefan começou a abrir a camiseta, para ficar mais confortável, começou a tirar o celular do bolso e se virou, nesse instante a água do chuveiro foi ligado e era impossível se ouvir qualquer coisa no banheiro, e foi nesse momento que Stefan foi atacado, uma mão perfurou seu peito segurando firmemente seu coração e a outra agarrou seu pescoço e em milésimos ele estava encostado com violência na parede da sala de estar, seus pés fora do chão e seus olhos sendo dominados pelo breu ...


– Procurando por mim, Stefan? – Aquela voz. Ele a conhecia muito bem, ela havia atormentado suas noites de sonos por meses, mas o que ele estava fazendo ali ... Ele nunca fora idiota, não estaria ali sem um propósito, como ele sempre dissera: estava sempre a dois passos de todos seus inimigos, mas o que ele poderia querer de Stefan? Ele não era nada comparado ao que ele se tornara. — Você vai me ouvir com atenção e sem fazer gracinhas, um movimento em falso seu e eu arranco a cabeça daquela bruxinha adorável e destruo cada lembrança boa dela que você tem em sua mente.


– Klaus ... – Stefan disse com dificuldade.


– É bom saber que você ainda se lembra de mim, amigo. – Ele murmurou com aquele sorriso convencido e ar cordial, soltou Stefan que caiu ao som, sentindo sua pele se regenerar nervo por nervo, músculo por músculo e que dor insuportável que era, ele iria demorar horas para se recuperar totalmente, não podia nem pensar em atacá-lo ou avisar Pandora do que estava ocorrendo, ele estava fraco e Klaus não era do tipo que mentia ... Se ele estava ali, era para matar ou ganhar. – Vejo que você seguiu em frente, caro amigo, e tenho que dizer que evoluiu de gostos, de uma doppelganger insignificante partiu para uma poderosa bruxinha, para mim todas são insignificantes, mas para você deve ser um grande premio, não é?


– O que você quer de mim? – Stefan questionou, se sentando no chão de taco fechando os olhos para agüentar a dor e a vontade incontrolável de arrancar a cabeça de Klaus ao ouvi-lo falar de Pandora daquele modo.


– Preciso de sua ajuda, meu amigo. – Klaus disse, se servindo de um copo de Uísque ainda com aquele sorriso, ele se aproximou de Stefan o entregando um copo e ficando com o outro, ele aproveitou e ergueu o Salvatore o colocando de pé e na sua frente e mantendo seus dedos firmes no ombro do rapaz.


– Eu nunca fui seu amigo. – Stefan disse entre os dentes, sentindo a pele do ombro se abrir quando disse isso.


– Sim, fomos. Você que não aceita nossa irmandade, a considera desumana e acaba por não aceitar quem realmente é e fica vivendo essa vida patética de vampiro que quer ser humano ... Você poderia ser tão grande se me permitisse ajudar.


– Você já fez isso, ou não se lembra o que me fez fazer com Elena e seus amigos? – Stefan questionou com rancor.


– Mas vai dizer que não foi para melhor?! – Klaus murmurou com aquele olhar e sorriso de satisfação. – Olhe ao seu arredor e observe o que conquistou: um grupo de elite, missões importantes para salvar o mundo de perigosíssimos vilões, logo eu, e uma bruxa particular muito sensual. Você pode muito mais, é só desligar ... – Ele disse com firmeza e um olhar dominante.


– Não fale da Pandora ...


– Uh, o Stefan que eu conheço sempre vai estar ai, não é? – Ele apontou para a cabeça do Salvatore e sorriu de modo maldoso. – Por isso eu estou aqui, preciso do meu velho amigo Stefan para uma missão muito importante e não adianta vim com esse papinho de que não vai fazer isso e aquilo ... Você vai fazer e pelos mesmos motivos que dá última vez, por causa do coração do seu querido irmão e do coração da sua namoradinha, sendo que agora ela é outra e menos frágil, o que pode ser um beneficio para nós, quem sabe ela gosta de você.


– O que você quer, Klaus? – Ele disse pesaroso, ele queria ganhar tempo, mas sabia que não teria como dar voltas em Klaus, se ele queria algo, ele conseguiria, e se não, Pandora, Damon e ele morreriam e de algum modo ele conseguiria o que quer.


– É um trabalhinho bem simples que tenho certeza que você irá apreciar, e muito. – Klaus pegou o copo de bebida de suas mãos e o repousou em uma mesa, tirou de dentro de sua jaqueta uma foto e mostrou a Stefan que a olhou, de inicio ele não acreditou no que via, mas aos poucos foi vendo que era verdade: aquele rosto de boneca, olhos azulados profundos, os cabelos loiros empretecidos pela fotografia ser antiga, aquele longo vestido dos anos 20, sua mão envolta da cintura de Klaus, ambos sorrindo encantados para a foto, Stefan se lembrou, foi ele que tirará aquela foto ... – Eu a quero.


– Brooke ... Ela não morreu? – Stefan questionou com um ar de dúvida, era o combinado, Brooke e os Salvatore tinham um acordo, até segunda ordem ela estaria morta, no momento certo ela ressurgiria e acabaria com Klaus e sua família. Klaus não gostou da mentira, deu um soco na parede e seu olhar mudou de dominante a agressivo.


– Você realmente acha que eu a perderia de vista? Eu tenho dois vampiros a seguindo desde o dia que ela me deixou ... – Ele respirou fundo, notando que havia falado demais.


– Então porque eles não a levam até você? – Stefan questionou, vendo onde isso ia parar, na verdade sentiu até vontade de rir já que Brooke estava naquela base a metros de distancia de Klaus, talvez ele não fosse tão “divino” assim, talvez realmente ouve-se uma forma de derrota-lo.


– Porque eles estão mortos a três meses, aparentemente, a minha doce Brooke descobriu ou se cansou de ser seguida pelos meus empregadinhos ... Eu preciso dela, e você irá encontrá-la.


– Eu não tenho a menor idéia de onde ela possa estar! Ele tentava esvaziar sua mente e não pensar na vampira e sua chegada a SHIELD bem emocionante.


– Pense bem Stefan, eu sei o quão amiga ela é sua e principalmente de Damon, então não brinque comigo. Eu a quero, você tem dois dias para encontrá-la e capturá-la, assim que você o fizer, me ligue, sei que ainda tem meu nome para qualquer eventualidade, assim eu lhe darei as coordenadas e você as cumprirá como sempre, ou ... – Ele faz um sinal como se estivesse cortando uma cabeça.


– Porque você a quer agora?


– Porque ela merece uma explicação! Disse Klaus desaparecendo deixando Stefan preocupado, ele estava no meio de uma missão e assim que o sol nascesse ele e Pandora estariam partindo para o Caribe, mas ele precisava avisar aqueles que iam ficar sobre a ameaça de Klaus.

(...)


Alojamento de Alex e Charlie


–Você confia nos novos aliados? Disse Charlie deitada sobre o peito de Alex enquanto o mesmo acariciava os cabelos da morena, provavelmente eles não iriam conseguir dormir, teriam que ficar e lutar contra algo irreal.

–Não sei, as garotas da SHIELD parecem tão jovens, tenho medo que seja demais para elas, você viu como Annie parecia diferente do que a conhecemos a três meses atrás? Falou Alex enquanto acendia a luz do abajur discreto ao lado da cama.

–Sim, mas fiquei feliz em ver mais um caçador e um vampiro médico, Dean já havia falado sobre Ryan para mim antes, ele gosta muito do cara porque ele não perdoa demônios! Alex se mexeu um pouco desconfortável na cama ao ouvir o nome de Dean, ele ainda estava com os pensamentos na conversa animada de Charlie e Dean na Torre Stark.

–Também gostei do médico, ele parece sério e responsável e pelo menos não tem a aparência de um adolescente, ás vezes fico me sentindo velho com tantos rostos jovens aqui! Os dois riram suavemente enquanto Charlie depositava um beijo suave naqueles lábios tão atraentes e convidativos.

–Também gostei da vampira, ela parece corajosa, achei que ela e Damon fizeram uma dubla explosiva, qual é mesmo o nome dela....á é Brooke, muito criativo não acha? Será que esse é mesmo o nome dela? Ele falou pensando longe enquanto Charlie se levantou de uma vez revelando seu corpo perfeito coberto apenas por sua melhor lingerie da Victória Secrets fazendo o caçador morder os lábios por um minuto.

–Então você também achou ela incrível?

–Sim, achei ela extremamente corajosa, roubar um avião e andar por ai com Damon não é para qualquer um! Charlie não sabia o que mais a incomodava, se era o interesse de Alex na novata, ou o fato de Damon estar tão feliz ao lado dela, isso a incomodava profundamente.

–Ei, onde pensa que vai? Disse ele ao ve-la se dirigindo a porta.

–Vou pegar um pouco de agua, esqueci de trazer quando viemos para o quarto, isso é meio estranho, eles deviam ter uma cozinha mais perto dos quartos!

–E você vai sair daqui assim?

–Tem razão! Charlie pegou seu robe praticamente transparente e jogou por cima do corpo ficando ainda mais sexy e saiu sem olhar para a expressão incrédula do homem em sua cama.

Andando pelos corredores enquanto apertava o robe com força se lembrou de quando conheceu Damon, de como foi quente o relacionamento dos dois, ele a queria, ele a desejava, mas no inicio ela não acreditava em suas palavras, no final, ela queria esquecer Dean e ele queria esquecer Elena.

–Ai, que droga! Disse a morena ao trombar com tudo em algo que parecia uma parede, mas na verdade era Dean.

–Ei Charlie você virou sonambula agora ou está procurando o caminho do meu quarto?

–Não seja idiota Dean! Disse ela para o loiro que sorriu, ele estava vestido do jeito que sempre gostou, sua jaqueta velha que fora usada por seu pai, a arma carregada com sal presa na calça, o jeans velho e desbotado, as botas sujas e aquela atitude de BadBoy que sempre teve estampada no rosto.

–Ainda bem que Fury deixou a gente buscar nossas roupas, eu já estava sentindo falta desse seu desleixo todo! Charlie riu olhando Dean que apenas sorriu malicioso.

–Nem me fale, eu já estava sentindo falta desse seu modelito, se bem que esse conjunto eu ainda não conhecia! Charlie puxou o robe instantaneamente vendo que Dean mantinha o olhar fixo em seu corpo.

–Eu comprei esse conjunto quando estava com Damon! Falou sem pensar e o caçador mudou de uma expressão de deboche para um ar de frustração e raiva.

Dean aproveitou que o corredor estava vazio e empurrou Charlie contra uma das paredes prensando-a contra seu corpo e o aço frio.

–Eu amei você em uma época em que o amor poderia ser minha maior perdição, eu desejei você como nenhum outro homem aqui desejou, eu jamais vou conseguir explicar todo esse sentimento preso na minha garganta, mas eu estou cansado de jogos Charlie, e você agora está mexendo com algo além da minha compreensão, você está com meu irmão, entende isso? Dean prendia a jovem que começava a deixar lágrimas escaparem de seus olhos, como ela iria dizer que não amava Alex, por mais maravilhoso que ele fosse ela nunca sentiria por ele o que sentia por Dean ou Damon, era uma coisa louca, ela precisava escolher e sabia isso, mas não conseguia.

–Dean eu.....

–NÃO CHARLIE, você não entende o quanto me dói não poder jogar você em um desses quartos e transar com você como sempre fizemos? Isso me machuca, eu te amo, eu desejo você mais estou ficando velho e cansado e não vou te esperar para sempre! Dean soltou Charlie que quase caiu no chão, ela não conseguia falar, nada saia de sua garganta, ele foi embora e ela escorreu até o chão.

Depois de alguns minutos ali de dizer a pelo menos seis agentes que estava bem Charlie conseguiu se levantar, foi se aproximando da cozinha e estava louca por um copo de agua quando se deparou com outro rosto familiar.

Ela teve vontade de rir, como era possível se chocar com seus fantasmas todos ao mesmo tempo.

–Você andou chorando? Perguntou Damon preocupado.

–Nada que um copo de agua e uma aspirina não resolvam!

–Adorei sua lingerie, eu me lembro desse conjunto, foi daquela vez que.....

–Damon, por favor, estou cansada de ouvir vocês falando sobre a minha calcinha! Disse Charlie sentando-se a mesa com as mãos na cabeça.

–Ok, nada de calcinhas então, mas quer saber de uma coisa, eu não dou a mínima para essa sua escolha entre amores do passado, presente e futuro! Disse ele de forma debochada.

–É sério isso? Vindo de uma pessoa que me faz juras eternas, me faz parecer que isso que sente é mentira, é isso Damon? Seu sentimento por mim é uma mentira?

–De forma alguma Char querida, o que sinto por você é eterno! Disse o vampiro dando um gole em sua bolsa de sangue.

–E então?

–Você não é eterna, eu vou te amar para sempre, como amei Katherine e principalmente como amei Elena, e talvez como poderia amar um outro alguém, mas você irá morrer um dia e eu ficarei sozinho novamente, eu a desejo e as vezes banco o louco porque sou um idiota possessivo que jamais gostou de perder algo, me desculpe por isso, eu sei que é uma mulher incrível e não merece ser tratada como objeto, mas sou um homem, Dean é um homem e Alex também é, e por isso nós competimos, faz parte da nossa natureza, mais isso não lhe dá o direto de nos usar!

–Damon eu não queria magoar ninguém!

–Isso é impossível Charlie, você já está magoada! O vampiro se levantou dando um beijo no rosto da morena que permaneceu em silencio o vendo partir.


(...)


Alojamento de Tony e Ariel


–Você está bem Ary? Disse Tony enquanto permanecia sentado próximo a pequena janela da base com seu copo de whisky, cortesia de Clint Barton que possuía algumas garrafas escondidas.

–Estou sim Tony, só não estou com muito sono no momento! Falou á menina que se trocava no banheiro, ela era muito tímida e não conseguia se trocar na frente dele mesmo depois de tanto tempo morando juntos.

–Eu fiquei preocupado com você sobre, bem, sobre o que aconteceu mais cedo! Disse ele tirando a camisa e jogando-a sobre as costas de uma cadeira, não importa-se quantas vezes Ary visse aquilo, ela sempre sentia um frio na barriga quando ele agia de forma sensual.

–Ary não precisa ficar assim, estamos juntos a um bom tempo não é? Disse Tony se levantando e indo até a menina que permanecia na porta do banheiro olhando tímida para ele.

–Tony, eu fui criada em um convento por 20 anos, eu nunca vi um homem sem roupa antes, eu fico constrangida e eu me sinto mal por.......

Ela mordeu os lábios, Tony amava quando ela fazia isso, era seu toque especial, inocente, quase imperceptível.

–Se sente mal por ainda não ser oficialmente a senhora Stark não é? Ele falou dando um beijo no rosto de Ary enquanto ela apenas fitava o chão.

–Me sinto traindo tudo o que aprendi sobre família e união, eu não quero desrespeitar os ensinamentos da irmã Grayce!

–Vai dar tudo certo ok? Disse o homem próximo ao ouvido da jovem fazendo-a arrepiar, ela tocou o peito nú dele com as mãos sentindo o calor que emanava de sua pele.

–Preciso de agua, quer alguma coisa Tony? Perguntou Ary indo rápido em direção a porta antes que mudasse de idéia.

–Não senhora Stark, eu já tenho tudo o que preciso! Ele disse rindo enquanto Ary saia pela porta.

Ary saiu andando por aqueles corredores que não eram tão estranhos, ela ainda tinha as lembranças de alguns meses atrás em sua cabeça, lembranças de quando era apenas uma garotinha assustada com medo dos homens e agora era a noiva de Tony Stark.

–Ariel? Disse uma voz trazendo a jovem de seus sonhos.

–Shane? O que está fazendo acordado ainda? O rapaz riu com a forma preocupada que ela falava, sempre amiga, sempre como uma irmã e no fundo isso o incomodava um pouco.

–Precisava de um pouco de ar, não gosto de ficar nesses alojamentos, eu já fiquei preso na SHIELD por tempo demais!

–Sinto muito, eu também passei a minha vida inteira no convento! Falou Ary se lembrando das freiras e de Grayce.

–Ei o que eu te falei sobre esse olhar?

–Shane eu.....

–Não, nada de “Shane eu”, você tem andado triste demais ultimamente!

–Eu me sinto uma.......uma........

–Uma o que Ary? Disse o garoto meio confuso vendo Ary ficar com uma expressão difícil e com o rosto totalmente vermelho.

–Me sinto uma perdida! Disse Ary com uma expressão de dor mais Shane não aguentou e caiu na gargalhada.

–Ary por favor, você é um anjo, é a garota mais doce que eu conheço e a menina mais meiga e sensível e totalmente inocente, se você fosse uma “perdida” já teria percebido que...............

Mas Shane não conseguiu terminar, ele queria muito dizer, mas não conseguiu, apenas engoliu suas palavras fitando a menina com seus grandes olhos azuis.

–Você não é uma perdida só porque está morando com Tony, você tem o maior coração que eu já vi e isso é o que importa! Shane falou abraçando a menina, era tão difícil para ele ignorar aquela camisola fina, a curva da cintura dela, o perfume de morango dos seus cabelos loiros, era tão difícil manter suas mãos no lugar certo.

–Obrigada por tudo Shane, me sinto bem melhor agora!

–E fique feliz, quando amanhecer nós iremos para o Caribe e tudo dará certo! Eles sorriram enquanto Tony se aproximava deles.

–Ary acho que vou querer um pouco de agua também! Disse Tony olhando para Shane, na verdade ele não queria, mas se lembrou que o alojamento do rapaz ficava no meio do caminho e resolveu não bobear.

–Então vem comigo Tony eu ainda não fui na cozinha! Falou Ary tranquila.

–Ótimo, e você garoto cobaia, não vai querer nada? Disse Tony sarcástico para o jovem que apenas mantinha seu sorriso.

–Não senhor, eu já tenho o que preciso aqui! Disse rindo enquanto Tony abraçava Ary.

–Bom, então boa sorte! Tony puxou Ary que deu um thauzinho para Shane que por um instante a tinha em seus braços e agora era obrigado a ve-la nos braços de outro.


(...)


Alojamento de Brooke


Só havia uma coisa que tornaria aquela noite menos torturante: álcool, muito álcool. Revirou suas coisas e se amaldiçoou internamente por não ter levado nem mesmo uma cerveja.

Ela cruzava o corredor, olhando por cada fresta de porta que passava, curiosa e irritada por não achar uma cozinha, um quarto de alojamento destrancado com estoque de bebida escondida, ela continuou a caminhar e sentiu um cheiro a certa distancia muito familiar; dois lances de escada abaixo, vira a esquerda, depois a direita, faz um zig zag sinistro e tcharam ... tequila. Sua bebida favorita. Ela seguiu todo esse caminho em passos leves e delicados, não queria chamar atenção de ninguém, queria a bebida só para si, era uma das poucas coisas que era exclusivamente egoísta.

Ela entrou no ambiente, e o breu dominava o ambiente, eram altas horas e o sereno da noite arrepiava-lhe a pele, viu poucas luzes iluminando o que seria uma sala de treinamento da SHIELD, e por um segundo acreditou que seu olfato havia lhe enganado ...


– O que você está fazendo aqui? – Questionou uma voz masculino, firme, antipática e bêbada. Ela olhou para o alto e sorriu, aquele sorriso que Klaus e Damon odiavam, seu sorriso de dama indefesa e delicada que jamais receberia um não de um cavaleiro.


– Acho infeliz demais beber sozinho. – Com sua hiper velocidade Brooke subiu uma corda propositalmente prendida ali, passou pelas barras de metal em forma de muro e se sentou ao lado do famoso Gavião Arqueiro. – E as pessoas costumam comentar esse tipo de comportamento como auto depressivo e preocupante.


– Porque você está aqui mesmo? Melhor, quem te convidou para ficar aqui, porquê pela última vez que havia notado eu estava aqui sozinho bebendo e sabe, desejo continuar assim.


– Por que? – Ela questionou com a cabeça virada de lado e com aquele sorriso irritante nos lábios.


– Porque você quer minha bebida e sinceramente, não estou afim de conversar com ninguém, principalmente com você.


– Que grosseria, você nem me conhece. – Brooke murmurou repousando os braços na barra de metal e olhando a sala de treinamento, era bem grande, com vários equipamentos e enormes janelas que davam uma vista do céu negro repleto de nuvens.


– Você iria querer conversar com uma pessoa que não conhece e que ainda quer roubar a sua tequila? – O Arqueiro murmurou bebericando a tequila de um pequeno copo.


– Talvez eu queira te conhecer melhor. – Brooke murmurou olhando diretamente para as grandes janelas, olhou para o Arqueiro e encontrou seus olhos esverdeados a encarando.


– Bom, eu não dou a mínima para quem você é. – Ele voltou seu olhar para garrafa enchendo a mesma com o liquido e voltando a beber.


– Ok, essa doeu ... – Brooke murmurou, o olhando com atenção, que alma amargurada, ela pensou, nem ela conseguia ser assim, e olha que com todos seus recursos vampiricos, desligar sua humanidade não seria difícil. – Você não deveria falar assim com uma vampira de 725 anos. – Ela murmurou sombria, ele a olhou de canto de olho, o que a fez sorrir, vendo que o homem ficara curioso.


– Isso tudo? – Ele não conseguia ainda crer que uma pessoa podia querer viver tanto assim. Quantas coisas será que ela virá no mundo, aprenderá ... quantas perderá? Ela, de todos, entenderia-o profundamente, ele pensou com o cenho enrugado.


– Sei de muitas coisas, vivi épocas incríveis, outras apavorantes, vi coisas que estão em livros e outras que não ... e sei fazer muitas coisas também. – Ela concluiu com um sorriso malicioso, muitos diriam que ela era atirada, mas no fundo, ela gostava de se divertir e o Arqueiro não era um cara a se jogar fora: humano, de porte forte, olhar expressivo, rosto charmoso e o que dizer daquele corpo? Brooke poderia se divertir por dias com ele, era só ele querer.


– Me mostra. – Ele disse, se virando em sua direção, mostrando pela primeira vez interesse na jovem, ele notou seu sorriso, belo e afetuoso, todos seus perfeitos e brancos dentes ficavam a mostra, mas ele sabia que ali haviam presas, sua pele era morena, seus olhos esverdeados profundos eram arrasadores e seus cabelos longos avermelhados lhe davam um charme único; Ela era muito bonita, e se ele a encontrasse em qualquer lugar jamais suspeitaria das suas vivencias e de sua história. Ela valia a pena ser conhecida.


– Só se você dividir essa tequila comigo. – Ela disse com um sorriso no canto dos lábios, ele empurrou um copo para a mesma e o encheu de tequila, brindaram a nova amizade.


Eles conversaram, se provocaram por muitas vezes, bebiam e bebiam, mas o Arqueiro precisava confessar, se sentiria mal se não tivesse dado uma chance àquela viva e adorável jovem a entrar em sua vida. Entre inutilidades e curiosidades do mundo e vivências que ambos passaram, Clint notará um fato: ele não sabia o nome dela.


– Como você se chama? – Ele questiona.


– Interessado em mim agora, Arqueiro? – Ele sorriu de lado, meio emburrado, meio encabulado, encheu o copo dela como se quisesse dizer: cala a boca e me responde. – É melhor você continuar assim, sem saber. Vamos dizer que estou lhe protegendo de meu passado. Se Klaus descobre que você sabe sobre mim, o mínimo que for, ele pode acabar com a sua vida e daqueles que você ama.


– Eu não tenho mais ninguém. – Ele murmurou amargurado e bebendo a tequila.


– E aquela garota, Annie, não é? – Ele concordou e ela continuou. – Eu meio que ouvi algo sobre ela ser sua aluna, mas ter uma história complicada com você.


– Damon maldito! – Brooke sorriu de leve e Clint balançou a cabeça negativamente. – É uma longa história.


– Temos toda a minha imortalidade para você me contá-la, mas o tão breve que você seja, melhor para ambos. – Clint não se sentia a vontade para falar sobre Alice e Annie com ninguém, mas ele estava bêbado e se sentindo tão a vontade com a jovem que quando notou havia lhe contado tudo, incluindo seus anseios e temores em relação ao crescimento de Annie.

– Ah, não acredito! – Brooke disse, segurando a garrafa, sacudindo-a e a mirando chateada.- Acabou? Sério? Ah, não ... tem ainda ali, olha! – Ela colocou a garrafa bem na boca e começou a beber, Clint começou a rir daquela cena engraçada, mas se assustou quando a jovem se desequilibrou e quase caiu, se não fossem pelas mãos de Clint segurarem a cintura da jovem, que meio tonta o olhou. – Opa! Acho que quase me espatifei!


– Bom, acho que não iria te causar muitos danos né, imortal? No máximo um osso quebrado, um músculo distendido ...- Clint argumento, ainda segurando-a firme, mas tirando a garrafa de suas mãos.


– Nem isso, sou muito resistente. – Ela respondeu com um sorriso convencido.


– Menos a bebida ... – Ele disse abafando uma risada.


– E a homens charmosos. – Ela murmurou com um sorriso sapeca nos lábios, ele a olhou compreendendo de imediato o que ela queria, parecia uma péssima idéia, ela uma vampira e ele um humano, e depois de tudo que ele passou com Alice, ele não deveria, mas ela estava ali, toda sexy, mordendo os lábios e se aproximando dele com aquele olhar cheio de significado, ele notou que não a soltou desde que ela quase caíra, ela ria de um modo contagiante e seu jeito de ser o agradava, ele a queria, era errado, mas ele gostava assim, sem pensar, ele a beijou de um apaixonado, a jovem se afastou com sua velocidade de vampira e sentou em seu colo acariciando a sua nuca e depositando-lhe um novo beijo, apaixonado e cheio de mordidas nos lábios e chupões no pescoço, se dependesse deles, tudo aconteceria ali mesmo, mas de algum modo eles foram se arrastando até o alojamento de Clint entre agarrações, risadas, e até mesmo atuação, passaram Tony e Ary em determinado momento e fingiram (muito mal) que estavam apenas caminhando, mas assim que viraram o corredor Clint espremeu Brooke na parede com um beijo.


Eles transaram por todos os cantos do alojamento, como a jovem havia dito ela sabia fazer coisas que outras não e Clint poderia dizer que aquela seria uma das noites que ele jamais esqueceria, queria ter aproveitado mais com a jovem, mas estava muito cansado graças a bebedeira e acabou por desmaiar de sono, Brooke, ainda tinha uma semi resistência graças ao seu lado vampiro e o observou dormir, era perturbador e estranho, mas ficou fascinada com a beleza do homem e se lembrou de sua história, ele não conseguia dormir a exatos 03 meses desde que sua ex, Alice morrerá, ela sabia que sua mente estava sobrecarregada de pesadelos e ele merecia paz, e ela poderia dar-lhe isso, tocou seu rosto e imaginou um belo campo com um amanhecer belíssimo, buscou em sua mente uma imagem de Alice, sorrindo e a colocou portando um belíssimo vestido branco, ele a esperava, encantando e surpreso por sua presença, Brooke fez com que Alice dissesse tudo aquilo que Clint precisava ouvir: que ele não tinha culpa e que ela o perdoará, e por fim pediu que ele não desistisse de Annie, que ela precisava de uma família e que ele nasceu para isso, para salvá-la da desgraça e para ser alguém na vida da garota, Brooke conseguiu colocar Annie no sonho, tranqüila e receptiva a Clint, ela o abraçava e agradecia por tudo e emocionava o homem, então a vampira saiu da mente do Arqueiro, beijou sua face e viu como aquela expressão tensa se transformará em paz. Ela vestiu suas roupas e saiu silenciosamente do quarto.


(...)


Alojamento de Sara e Moira


–Mais uma vez do inicio agora, porque diabos você não está em um quarto com Bruce? Disse Sara com os braços cruzados sobre o peito meio irritada pela presença de Moira ali, ela tinha duas razões sérias para isso, a primeira porque Loki não iria poder falar com ela durante a noite e a segunda era porque durante esses três meses Moira viveu um namoro meio distante com Bruce, apenas mãos dadas nada de sexo e isso preocupava Sara, ela sabia que os traumas da irmã iriam assombra-la por muito tempo.

–Você sabe como eu me sinto em relação a isso Sara, é difícil para mim e Bruce não está me forçando a nada, ele é um homem perfeito! Moira olhava pela janela com o olhar distante, sabia que Bruce a desejava muito nos últimos meses mais sempre fora sensível em relação á vontade dela, no fundo Moira queria muito também, mas tinha medo, medo da dor, medo do horror que sentiu naquele dia.

–Moira, você já falou com ele sobre isso?

–Não e não quero falar!

–Ele sabe que você é uma bruxa pelo amor de Deus, se ele pode aceitar isso aceitará o seu problema, ele vai ficar do seu lado! Sara foi até a irmã e mexeu em seus cabelos com delicadeza.

–Vocês duas estão bem? Disse a voz de Bruce vindo da porta com seu ar tímido que fazia Moira rir.

–Estamos sim Bruce, bem vou deixa-los conversando, preciso de um pouco de ar! Sara saiu fazendo um sinal pelas costas do cientista para a irmã que significava algo do tipo “fale com ele”.

–Não fique preocupada Moira, vai dar tudo certo e voltaremos dessa ilha o mais rápido possível! Disse o homem se aproximando da menina e beijando suas mãos, o contato dos lábios dele contra a pele da jovem a fez arrepiar, era um misto de desejo e insanidade temporária.

–Bruce eu queria.....

Mas ela apenas soltou o ar frustrada por não conseguir falar, Bruce sabia que Moira precisava dizer algo mais não iria força-la a isso.

–Quando estiver pronta ok? Disse o homem segurando o rosto da jovem entre as mãos depositando um beijo quente nos lábios trêmulos da mesma, Moira nunca imaginou que um dia baixaria a guarda para alguém novamente, nunca pensou que um homem iria conseguir ser tão importante para sua vida.

O beijo dos dois foi se intensificando, Bruce apertou o quadril da jovem apertando-a contra o próprio corpo, ela soltou um gemido baixo com um misto de excitação e aflição, os pensamentos dela fluíam numa velocidade que ela nunca pensou ser capaz. Bruce ia acariciando as costas da jovem enquanto a beijava com intensidade e carinho, Moira se sentia energizada por aqueles toques tão profundos e íntimos, o homem foi levando-a com gentileza até a cama próxima a janela, suas mãos começaram a deslizar pelas pernas de Moira passando por dentro da delicada camisola, mas antes de chegar a cama Moira o empurrou com todas as forças que tinha, como se estivesse sendo despertada de um sonho, eles ficaram ofegantes por alguns minutos olhando um para o outro intensamente.

–Me....me desculpe...eu não....eu.....

–Não diga nada ok, está tudo bem Moira, eu não quero forçar nada ok? Quando quiser eu estarei esperando por você! Ele sorriu e beijou o rosto envergonhado da menina.

–Bruce você é o melhor homem que eu já conheci! Disse Moira fazendo Bruce ficar vermelho de vergonha.

–Você é que é uma mulher maravilhosa capaz de ver algo de bom em alguém como eu! Disse Bruce olhando para os próprios pés enquanto Moira sorria ainda perturbada pelos acontecimentos de minutos atrás.

–É impossível não ver o óbvio! Disse sorrindo para o homem.


(...)


Teddy estava adorando passar aquele momento da noite com Rick, eles deveriam estar descansando, mas ela não conseguia se despedir e ir para seu alojamento, e pelo visto, ele também não, oportunidades não faltaram, mas sempre tinha um novo assunto, agora ele lhe contava sobre a história de sua época de jovem, havia entrado nesse assunto graças a algumas matérias que havia prestado na faculdade e que Teddy achou fascinantes, incluindo uma centrada na história medieval do mundo. Aquele momento tinha tudo para ser perfeito, se Natasha não estivesse de frente para eles, sentada em uma mesa com uma luz acesa em cima de si enquanto ela lia anotações da missão do dia seguinte, enquanto eles conversavam em um sofá em um local pouco iluminado por aquela luz, ela esporadicamente mandava olhares para eles, mas apenas Rick notava, ele já estava ficando incomodado com a atitude dela, mas nada falaria, não queria causar uma tensão entre eles e nem envolver Teddy nisso.


– Eu tenho certeza que você não era esse nerd todo, e sim que você conquistava o coração de todas as suas colegas só com esses seus sorrisos ... – Teddy disse, sentindo as bochechas corarem pelo seu elogio, mas manteve um sorriso leve nos lábios.


– Também não era assim ... – Rick disse, um pouco envergonhado sentindo os olhos verdes de Natasha lhe penetrarem, mas continuou a olhar Teddy.


– “Também” é a palavra chave, ou seja, haviam algumas jovens ... – Ela disse, tentando descobrir mais sobre o professor.


– Não, havia uma, em particular, mas não deu muito certo ...


Foi a gota d’agua, Natasha deixou escapar uma risada irônica e continuou a ler suas anotações como se não estivesse escutando a conversa dos dois, mas agora era tarde demais para fingir, Teddy e Rick a olhavam com atenção, o último controlando a sua vontade de puxá-la pelo braço e questionar qual é o seu problema.


– Natasha, não entendi muito bem essa sua risadinha ... – Ele disse amistoso, a agente os olhou e sorriu de lado.


– É que eu pensei em algo em relação ao que você acabara de dizer, e achei “engraçado”, só isso.


– Agora fiquei curioso, o que? – Rick questionou e Natasha olhou para os dois e balançou a cabeça negativamente.


– Nada, é algo pessoal seu, acho que não condiz com o momento.


– O que não condiz com o momento é a sua presença aqui, mas como estamos em um lugar publico, tenho que aceitar isso, agora a sua ironia, não ... então me diga, o que você pensou?


Teddy olhava de Rick a Natasha, sentindo um nervosismo ao ver que aquela conversa estava se transformando em discussão e ela era culpada, e nem sabia como havia chegado àquilo.


– Eu pensei que todos os seus relacionamentos não dão certo, e você sempre culpa a outra pessoa, mas eu sei que não é bem assim, certo? É meio que uma válvula de escape para você.


– Você, mais do que ninguém, sabe que não é bem assim.


– Não, para mim é sim. – Natasha disse com uma certeza debochada que fez Rick se mexer incomodo.


– Eu acho melhor nós ... – Teddy começou a falar, mas foi interrompida por Rick.


– Desembucha Natasha, o que você quer dizer realmente com isso?

– Oras, que você sempre termina seus relacionamentos com um motivo e depois diz a todos que não deu certo, porque você era a pessoa perfeita mas o seu par não condizia com sua perfeição.


– Não, você se enganou, esse foi o seu papel, ou você já se esqueceu do que me disse em Mystic Falls? – Rick murmurou com uma expressão seria e pensativa, Natasha olhou para Teddy e se sentiu subitamente incomodada com a presença da jovem ali e começou a se questionar porque estava a colocar lenha naquela discussão, ela era a errada, ela deveria ter ficado quieta.


–Teddy tem razão, mas em vez de vocês saírem, saio eu. – Ela se ergueu, e começou a caminhar para a saída, mas Alaric fora mais rápido e se meteu a sua frente, segurando sua mão, instintivamente ela deu um giro prendeu Alaric em suas costas, ele gemeu de dor e com um movimento rápido ela o derrubou ao som.


– Rick! — Teddy gritou, correndo até ele, enquanto o mesmo acariciava o braço que latejava de dor. – Natasha, o que você fez?


Ela não disse nada, apenas ficou a olhar Rick que a observava de maneira pesarosa, mas ainda havia aquele interesse e paixão; ela podia sentir, mas não podia se entregar, ele não, ele não merecia entrar no mar de confusões dela, e seguiu para a saída.


– Vai, sai daqui, é isso que você sempre faz, foge quando é colocada contra a parede com a verdade na sua cara.


Teddy não sabia o que estava acontecendo, mas estava começando a entender e sentia um incomodo brotar em seu peito observando o professor lutando pela ruiva guerreira.


– Eu não quero falar sobre isso, Alaric.


– Agora é Alaric ... Natasha, você foi quem quis assim. — Rick disse e Natasha o olhou com o cenho enrugado, ela sabia, a culpa era dela pelo seu sofrimento, e lá estava ele, a olhando daquele modo. Teddy os observava e entendia: eles se gostavam, mas tinha mais nessa história, então ela observou Rick se afastar dela e caminhar na direção de Natasha que o olhava desconcertada, Teddy então, se encolheu e nada disse, sabia que não a ouviriam, então saiu do ambiente, sentindo os olhos cheios de lágrimas e o coração se despedaçando, mas porque? Não tinha idéia, mas correu pelo corredor, querendo alcançar o seu alojamento o quanto antes.


–Natasha, você disse que não queria nada comigo, que foi algo de uma noite apenas ...


– E foi. – Natasha disse de maneira fraca, mas tentando passar confiança, ela olhava para as mãos dele, tentando evitar um contato entre eles.


– Então porque você está agindo assim? Como se eu tivesse afastado você, como se eu não quisesse nada com você ...


– Porque é mais fácil assim. – Ela respondeu e evitou o olhar, sabia que amoleceria e não podia acontecer isso.


– Mas você sabe que não é assim para mim ... – Ela não resistiu e o olhou, sua mão foi na direção do rosto dela, mas a mesma a segurou com força, Alaric esperou que ela fosse tacá-lo no chão novamente. – Eu ainda te quero.


– Eu também. – Ela disse em um suspiro, e em questão de milésimos era ela que estava prensada na parede mais próxima e os lábios de Rick tocavam os seus com paixão e desejo, como na última vez, e como ela sentia falta deles e nem sabia, Rick a segurava bem próximo de si e a ruiva prendeu suas pernas na cintura dele, ele aproveitou e a levou para a mesa, a deitando ali mesmo, ela beijou o pescoço dele enquanto arrancava sua blusa fora, ele aproveitou e começou a abrir o uniforme dela pela lateral, ela mordeu os lábios, sentindo as mãos quentes dele lhe tocar e com um sorriso malicioso ele apagou a luz da sala e o resto só poderia ser ouvido e sentido por eles ...



(...)


Antiga sala de treinamento (Atualmente desativada)


Com todas aquelas despedidas e nervosismos com as missões que se aproximavam, Edu reclusou-se em uma sala de treinamento, uma das mais afastadas de toda a movimentação do pessoal dos vingadores e SHIELD, assim ele poderia ter um pouco de paz para se controlar emocionalmente e com suas habilidades.

Ele havia passado os últimos meses nesse incessante treinamento, controlando sua raiva, seus diversos sentimentos e sua fúria lupina, e ele continuava a falhar na maioria das vez, mas havia crescido em algumas áreas ...

Ele respirou fundo e fechou os olhos, começou a sentir as unhas crescerem lentamente, a pele do braço repulsar, os músculos se estenderem e reduzirem, os ossos a se mexerem, abriu os olhos e sentiu a pupila diferenciada, sua visão estava mais apurada como seu olfato e audição, foi ai que ele ouviu uma respiração, nervosa e surpresa, alguém estava próximo, ele se virou e viu Annie, escondida atrás de uma viga, ao se notada ela saiu de trás do lugar enfiando as mãos nos bolsos.


– Oi.


– Oi. – Ele disse, vendo sua mão voltar ao estado humano normalmente, Annie observava com certa curiosidade, mas aflição no olhar. – Com o tempo se acostuma ... De inicio é assustador, doloroso, mas com o tempo... continua doloroso, mas menos assustador.


– Ah ... – Ela disse se aproximando discretamente dele. – E como tem sido, as transformações?


– Normais, melhoraram em algumas áreas, mas continuam difíceis, dolorosas, ... isso nunca vai mudar, eu só estou tentando deixar mais fácil.


– Se você precisar de ajuda ... – Ela encolheu os ombros, falando suave.


– Não preciso. – Ele disse cortante, enquanto recolhia alguns pesos e colocava em uma caixa, havia perdido a vontade de treinar, não estava pronto para ser observado por Annie em sua atividade de tortura.


– Desde que você chegou não tivemos chance de conversar, eu só queria saber como você estava, mas tudo bem, eu entendo ... – Annie disse, se virando para sair do ambiente, Edu olhou para ela com o cenho enrugado, ao mesmo tempo que ela lutava por ele, ela desistia, isso era frustrante demais na garota. Foi ai que ela parou de andar e o olhou irritada. – Quer dizer, eu não entendo, eu não sei porque estou me sentindo mal se a culpa não é minha ...


– A culpa não foi sua? Sério? – Ele questionou sentindo uma quentura subir em sua face.- Depois que Alice morreu , você me afastou. Eu entendo, perder alguém que ama e que é da sua família dói, mas eu estava lá por você, e você me afastou, me chutou para fora da sua vida, e eu tive que aceitar, e agora você quer virar a culpa para mim?! Não caio nessa!


– Seu idiota, você beijou a Tutti, e isso não conta? – Annie questionou sentindo a raiva lhe tomar, deu um passo na direção de Edu, que a olhava irritado.


– Ela me beijou ...


– Tanto faz! – Ela murmurou na defensiva, dando de ombros.


– Tanto faz nada, analise os fatos, Anna. Eu estava lá, fazendo o que o capitão picolé não estava: protegendo a tutti daqueles homens nojentos e tarados, a garota estava bêbada e quase fazendo um stripper, tentei tirá-la de lá, e do nada ela me beija; a culpa não foi minha.


– Mas você deixou acontecer ... – Annie disse, sentindo uma tristeza por ele ter lhe chamado de Anna e toda a sua rebeldia estava voltando a se instalar em si, ele estava agindo como o Clint, só ele tinha razão e ela era a errada.


– Você queria que eu fizesse o que? Desse um soco na garota? – Edu tacou o peso na caixa, o que a partiu no meio, Annie estremeceu levando a mão no coração.


– Calma, você não precisa destruir a SHIELD, seu grosseiro estúpido!


– E você precisa parar de achar que o mundo gira em torno de você e seu sofrimento. – Ele se aproximava dela com passos firmes enquanto ela dava passos em falsos para atrás. – Sua irmã morreu, supere. Clint te deu uma nova vida, uma chance de se defender e o mundo, ele está sendo uma família para você e sabe o que eu tenho? Nada, e nem por causa disso trato os outros como porcaria ou as culpo por erros meus.


– Você foi longe demais. – Annie disse se virando para sair do ambiente, mas Edu a agarro pelo ombro com força, ela gritou e ele a empurrou de encontro a parede, ele a segurava com força e olhava com fúria, seus olhos ficando amarelados, Annie o olhou assustada, segurava um grito na garganta e lágrimas nos olhos. – Me solta!


– Eu estou cansado de você sempre fugir.


– E eu não quero ficar perto de você. – Ela gritou e ele continuou a segurá-la. – Você está me machucando, me solta, Eduardo, por favor!


Ele olhou para o ombro dela e viu um pouco de sangue ali, ele a soltou e a mesma escorregou pela parede, ele assustado, se aproximou dela, tentando ajudá-la a se erguer, mas a mesma engatinhou para o lado, tentando ficar longe dela, Edu olhou a assustado, magoado por sua ação e se sentindo um lixo por sua atitude, ela se levantou com dificuldade e saiu correndo dali, enquanto Edu gritava fraco para ela perdoá-lo, mas a mesma nada disse, cruzou o corredor agarrada a seu ombro e chorando amargamente, passou por um Clint que ficou preocupado ao ver suas lágrimas, mas decidiu não segui-la temendo que fosse piorar a situação.


– Eu sou um monstro ... – Edu esbravejava angustiado, estava se auto depreciando com palavras tacando os pesos e qualquer coisa que achasse contra a parede, se assustou quando quase acertou um peso em Tutti que estava parada ali, o olhando com pena.


– Ai, Edu ... – Ela se aproxima, mas ele dá um passo para atrás.


– Não, não chegue perto de mim, eu vou machucá-la, d-do mesmo modo que fiz com a Annie. – Ele disse choroso, Tutti não podia deixá-lo assim, dane-se ser machucada, ela precisava ajudar seu amigo, ele ainda deu um passo para atrás, mas Tutti foi mais rápida e o abraçou com força, ele lutou contra, mas acabou aceitando e afundando em seu ombro em um choro amargo.

Os dois ficaram sentados no meio do tatame por longos minutos, em um momento Edu parou de chorar e parecia mais calmo e Tutti arriscou questionar o que houve e ele lhe contou tudo.


– Eu vou conversar com ela. – Tutti disse, já se mexendo para ficar em pé, mas ele a segurou para se manter ali.


– Não, ela não vai te ouvir, de tempo ao tempo.

– Cansei dessa história dê tempo ao tempo... – Tutti disse encolhendo os ombros e com o cenho enrugado.


– Ta falando do Steve, né?


– É, né. Se eu fosse como a Charlie, acho que estaria numa posição melhor, tendo vários homens a lá carte e não gostando apenas de um que nem ao menos sabe que existo. – Ela olha Edu com tristeza. – Pelo menos você teve algo com a Annie, e eu nem nada tive com Steve, só espero uma chance ... Por isso, não dê tempo, corra atrás dela.


– Você deveria fazer o mesmo pelo Steve.


– Eu estou cansada da indecisão dele, e sinceramente, mais cansada ainda de correr atrás dele.


– Então você vai desistir dele? – Edu questionou a olhando com atenção, Tutti deu de ombros, entristecida.


– Não, mas eu vou dar uma chance para mim ser feliz.


– É, eu acho que vou fazer isso por mim também. – Edu disse pensativo. – Annie não é muito diferente do Steve, eu creio ... ela gosta de mim e quer estar comigo, mas está confusa com seus sentimentos e tudo que a cerca, ela precisa de tempo, e eu não sou relógio ... Eu acho que a gente merece isso, sabe?


– O que? – Tutti o questionou com um sorriso angelical e olhos brilhantes


– Ser feliz.


(....)


Alojamento de Pandora e Stefan


A manhã havia chegado e assim que todos estivessem prontos ela partiria para uma ilha misteriosa. Pandora estava preocupada, durante a noite toda e ainda pela manhã Stefan não parecia bem, parecia nervoso, ansioso com alguma coisa.

Ela guardava na mala algumas ervas raras e uma boneca de pano feita por sua mãe, as lembranças invadiam sua mente e ela lutava para se libertar.


Flash Back On


A pétala da rosa flutuava entre seus dedos, desvencilhando-se de seu aperto, acariciando sua pele. A pequena garotinha mantinha-se vidrada no estranho acontecimento; há dias ela conseguia fazer tal feito, e, mesmo assim, suas novas habilidades nunca deixavam de impressioná-la.

– Pandora! — sua mãe mantinha o rosto duro, a mandíbula semicerrada e decidida, enquanto andava em sua direção, os seus pés descalços molhando-se de encontro a grama do jardim — Para dentro. Agora.

A ruivinha sabia quando discutir com sua mãe; e aquele, certamente, não era o momento para tanto. Ela deixou a pétala cair aos seus pés, uma nova flor formando-se instantaneamente com tal ação. A pequena, no entanto, não tinha mais tanto entusiasmo para ficar surpresa com o que se desenvolvia aos seus olhos.

– O que eu te disse sobre magia? — a mais velha sussurrava, por mais que não houvesse mais ninguém ali para escutá-las, enquanto fechava a porta da cozinha. A menina cruzou os braços de encontro ao peito.

– "Não a faça fora de casa." — ela revirou os olhos, bufando levemente ao mesmo tempo. Ela era muito esperta para uma garotinha de 6 anos — Mas eu estava no jardim... Que faz parte da nossa casa.

A mãe expirou lentamente, ajoelhando-se em frente a filha. Ela pousou as mãos em suas têmporas, seu cenho franzindo-se com tal ato.

– Lembra-se dos contos que lhe conto sobre Salém, pequena? — ela disse enfim, fazendo a outra arregalar os olhos, assustada. Imagens de bruxas sendo queimadas na lareira, homens ferozes violentando jovens, gritos ressoando pelos ares e fogo nas casas sempre apareciam na imaginação da ruivinha quando ela ouvia falar de Salém... E não era algo que ela gostava de se recordar com muita frequência.

– Teremos o mesmo destino se descobrirem o que somos. — a mais velha voltou a falar ao perceber o olhar temeroso da garotinha, colocando uma de suas mexas ruivas atrás da orelha esquerda — Pessoas irão querer nos machucar, minha querida. Homens com más intenções; seres sobrenaturais que não se importarão se sairemos vivas ou mortas dos desafios que eles nos colocarão, querendo que o ultrapassemos para o seu próprio divertimento e poder. — os olhos da mãe aguaram-se com o pensamento — Eu e seu pai só queremos o melhor para você, Pandora. E não suportaríamos se, por nossa história e tradição, você se machucasse em seu caminho. — ela forçou-se a sorrir para a filha — Prometa-me, pequena. Prometa-me que só treinará suas habilidades dentro de casa. E que jamais usará os seus poderes para o bem, ou mau, alheio.

A garotinha adentrou nos olhos lacrimejosos da mãe. Apesar de pequena, ela era muito sensível; e ali, nas orbes claras da matriarca, ela encontrou tudo aquilo que mais temia em sua vida. Temor, tristeza, nervoso... Ela tinha certeza de que aquela promessa significaria o mundo para a mãe; e que, quebrando-a, seria o mesmo que rasgar o seu coração.

Pandora não queria arriscar-se. Afinal, e se, um dia, ela precisasse ajudar aqueles que amava: amigos, entes queridos... Ou até os seus próprios pais?

Mas ela sabia que aquelas palavras eram indispensáveis para a mais velha. E que não teria muitas opções em relação ao caminho que teria que seguir, dali em diante.

– Prometo. — ela respondeu fracamente, forçando um meio sorriso em seus lábios. A mãe riu, abraçando-a fortemente...

Mal percebendo que, enquanto isso, ela cruzava os dedos nas próprias costas.


Flash Back Off


–Ei Pan vamos nos reunir na plataforma em meia hora ok? Disse Danny surgindo na porta do quarto.

–Ok! Disse ainda meio perdida.

–Você está bem Pan? Perguntou a demônio meio preocupada.

–Sim, só preocupada, vai passar! Falou a bruxa sorrindo, percebeu que naquele momento ela mantinha os dedos cruzados, afinal, não se pode abandonar velhos hábitos.



(...)


Pelos corredores da SHIELD


Brooke não agüentava mais aquele lugar, estava cada vez mais perdida, entrava em uma sala pensando que era um lugar e descobria um novo universo, estava ficando irritada com tantas portas, corredores e pessoas, só queria encontrar um rosto conhecido e não esperava que fosse ser justamente ele que lhe daria aquele encontrão.


– Hey! Eu sei que anormalidade é o nome do meio da SHIELD, mas eu não sou invisível. – Ela disse mexendo nos cabelos nervosa, ao ver que era Clint, que a olhava assustado e segurava seus ombros a amparando suas bochechas coraram. – Ah, é você ...


– É, sou eu.


– Eu pensei que vocês já teriam partido para a missão de vocês no Caribe.


– É daqui a pouco, estou só conferindo os últimos detalhes ... – Um silêncio caiu entre eles e Brooke olhou para o nada incomodada principalmente ao notar Damon ali no corredor com um sorriso malicioso e dando tchauzinho de modo irônico, ele sabia. – Então, é ... sobre ontem a noite ...


– Eu sei, foi algo do momento, você estava bêbado, eu estava bêbada ... acabou acontecendo, mas entendo, foi um erro e prometo não pensar em formas de matá-lo enquanto dorme por causa disso. – Ela sorriu e suas palavras feriram Clint, ele nunca faria algo assim com ela e nem ninguém mais.


– Não, eu nunca iria nem sequer pensar em algo assim, eu só queria saber porque você nem se despediu de manhã? – Isso se ela tivesse saído de lá de manhã, mas era melhor ele achar assim, esse era um dos segredos de Brooke, ela não conseguia dividir a cama de outro homem depois de Klaus.


– Eu não queria te atrasar. – Ela disse confusa com as expressões de Damon que variavam entre: você é uma vadia e humm, boa saída com essa resposta. – Para quem bebeu metade da garrafa de tequila você aparenta estar ótimo, diferente de mim, já que mudei de classe sobrenatural e agora sou uma zumbi ambulante.


– Eu acho que essa foi uma das melhores noites de sono que tive depois da ... – Ele não precisou continuar, Brooke assentiu e ele se calou. Dera certo, ela pensou, ele estava em paz, só precisava acreditar nisso para o efeito ser duradouro.


– Será assim por diante, você verá.


– É, eu espero ... Vou tomar uma aspirina, você pode achar que aparento estar bem, mas estou morrendo de dor de cabeça, diferente de você que está perfeita. – Ele disse com sinceridade. Uau, que mudança!, ela pensou e sorriu tímida, ele pensou em tocar-lhe o rosto, ou dizer algo mais sobre como havia sido boa a noite, e que se vivessem em outra situação ele iria querer repetir, mas achou melhor guardar para si, ela já tinha suas próprias confusões sentimentais, como ele. – Sobre ontem ...


– É melhor não. – Ela disse, como se soubesse o que ele acabara de pensar. – Momento errado, lugar errado.


– Discordo, acho que tudo foi no momento certo, só não estamos prontos.


– É ... – Brooke sorri e se aproxima dele dando lhe um beijo na bochecha. – Boa sorte na missão.


– Você também, e cuidado.


– Eu terei e tenha também. – Ela começou a se afastar e mordeu os lábios, ao sentir que os olhos dele a seguiam.


– Ei ... – Clint gritou, ela se virou surpresa. – Clint Barton. – Ela o olhou com estranheza, ela sabia seu nome, então porque ... então ela entendeu o que ele queria dizer e sorriu, sentindo seu coração acelerar. – Eu não ligo para o que esse tal de Klaus pode vir a fazer comigo, por você vale a pena.


– Brooke McCall. – Ela disse, sorrindo, ele retribuiu o gesto e ela deu um tchauzinho, voltando a se afastar, ao ficar próxima de Damon ele acenou para Clint com sua cara mais irônica e virou o corredor com a amiga que lhe acertou um soco no estomago.


–Ai, isso doeu, Brooke.

– Desculpa, estava tentando fazer cosquinhas em você, só que não. – Disse ela trincando os dentes.


– Acho então que você vai apertar minhas bochechas quando eu dizer o que penso ...- Ela o olhou e ele continuou. — Brooke conquistando o coração de humanos, chega a ser insuportável andar com você, sabia, seu imã de testosterona ambulante. – Ela revirou os olhos e ele sorriu de lado.


– Cala a boca, Damon.


– Ei ... – Ele disse, soando serio, ela o olhou e o mesmo estava parado, com aquela expressão incomoda por estar prestes a dizer algo serio e sincero, ela se preparou. – Você fez o certo, ter o deixado ir, ele tem razão, você não está pronta ... – Ela olhou para o lado, sentindo um nó na garganta.


– Quando estarei então?


– Não sei ... – Ele disse dando de ombros, repousou o braço no ombro dela e com um sorriso sacana completou. – Quem sabe se você me der uma chance ...


– Argh, vou vomitar ...


(...)


Asgard


Semele andava aflita, por mais maravilhoso que fosse viver em Asgard ela sentia que tinha algo errado, ela pensava em Pandora sua amiga de momentos difíceis, pensava em Charlie e suas idas ao Grill e em momentos loucos com Elena e os Salvatore, agora estava ali, a uma distancia considerável impotente, isso a fazia se lembrar do inicio de sua vida como vampira.


Flash Back On


Ele estava longe. Era o momento perfeito para escapar. Andrew estava morto, e a culpa era exclusivamente dela. Semele ainda tinha lágrimas nos olhos, isso sem os sentimentos aumentados após a transformação. Ela não queria ser transformada, mas essa história de vampiro acabou vindo bem a calhar, pois podia correr tão rápido quanto aquele lobo que a perseguia.

Um lobisomem que, por algum motivo desconhecido por ela, odiava vampiros e qualquer coisa relacionada a eles; simplesmente aparecera na cabana e os atacara. Andrew podia ter feito coisas terríveis no passado, como lhe contou, mas ele havia mudado. Tanto que a ajudara quando estava perdida na floresta após a fuga do casamento arranjado e da sua família terrível.

Foram apenas algumas semanas, mas ela sentia que o Andrew era muito melhor que a sua família, e não reclamaria se passasse a morar com ele. Isso até aquele lobo estúpido aparecer.

Ela secou algumas lágrimas, porém, mais tomaram o lugar. Não via para onde estava correndo. Era tudo verde, uma floresta enorme sem saída aparente. Já conseguia ouvir os passos do lobo atrás de si. Ele a perseguia após descobrir que ela tinha sangue de vampiro no corpo quando morta. Por sorte, havia demorado a descobrir isso. Mas ela estava com sede.

Sede. Sangue.

–Ah! – ela gritou brevemente ao ser agarrada pelos braços.

–Quem é você? – perguntou o homem que a havia segurado.

Era um vampiro. Como ela. Porém, mais velho, provavelmente; muito mais velho ao levar em conta a sua força para segurá-la em meio a uma corrida.

Outros dois apareceram. Uma mulher loira com feições delicadas e olhar feroz e um outro de cabelo de uma cor entre o castanho claro e o loiro escuro.

–Quem é você? – repetiu o vampiro, sem soltá-la.

–Se...Semele – falou.

Eles estavam vestidos com as roupas comuns da época, porém mais luxuosas que o vestido que ela usava.

–Aquele idiota do Andrew... – resmungou a loira.

Ouviram o lobo se aproximando.

–Não julgue-a, Rebekah – disse o vampiro de cabelo castanho claro. – Ela não parece ter escolhido isso.

Semele encarou o vampiro que a segurava. Ele era estranho. Parecia alheio ao que seus companheiros diziam. Ele devia ter percebido seus olhos vermelhos.

Sede. Muita sede. Sangue.

–Acabe com ele, Nik – disse Rebekah. – Não precisamos de mais escória como ele por aqui.

–Elijah? – Nik chamou o outro e ambos atacaram o lobo.

Elijah apenas segurou o lobo enquanto Nik arrancava-lhe o coração agilmente. Ele não precisava que o outro vampiro segurasse o lobo. Com certeza não.

–Vamos ajudá-la a conseguir uma caça. Rebekah pode ajudá-la. Considere-a uma especialista no assunto – disse Nik.

–Não considero dessa forma, Niklaus – debochou Elijah.

Niklaus revirou os olhos.

Eles a ajudaram a caçar pela primeira vez. Depois? Sumiram para sempre. Não sem antes mostrar como os vampiros se divertiam. Ela devia ficar demasiado enjoada com a quantidade de sangue na sua frente, mas seus sentimentos estavam selados.

Não para sempre, mas por um bom tempo.


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Flash Back Off


(...)


Pelos corredores da SHIELD


Annie andava pelos corredores se sentindo meio confusa, os outros haviam acabado de partir e pela primeira vez em semanas ela se sentia novamente sozinha. Depois de sua conversa com Eduardo ela não sabia mais o que pensar, seu braço ainda doía mais nada que um bom curativo não desse jeito.

–Ei Annie o que está achando dessa idéia do Fury de nos colocar nessa missão? Perguntou Emilly surgindo do lado da garota que se surpreendeu com a presença da amiga, mas depois se lembrou que Emilly costumava levitar nos corredores para nunca ser percebida.

–Não sei o que pensar ao certo, estou feliz por umas coisas....já por outras, nem tanto!

–Ficou sabendo do lance entre o Gavião e a Vampira? Aquela pergunta fez a jovem parar abruptamente com uma expressão indefinida fazendo Emilly sorrir pelo resultado que conseguira.

–Isso não é da minha conta! Falou dando os ombros e deixando Emilly para trás que ria da atitude da menina.

Annie continuou andado agora com os punhos cerrados, ela nem imaginava o porque de estar assim, isso era tão idiota, Clint era um homem adulto que namorou sua irmã e que agora ajudava ela a permanecer na SHIELD, ele era seu professor, seu protetor, só isso. Seu coração parou por alguns segundos ao se lembrar do ultimo treino, do quanto se sentia estranha quando ele a prendia no tatame, o quanto ficar próximo a ele era doloroso, mas ela sabia que essa dor vinha da raiva que sentia pela morte de sua irmã, não poderia ser por outra coisa.

–Está tudo bem Annie? Disse a voz de Teddy vindo do seu lado direito, a jovem usava uma roupa habitual para os treinos e parecia muito alegre com seu rabo de cavalo e um suco de laranja.

–Está sim, eu só não consegui dormir muito bem! Disse de forma cansada.

–Eu entendo, essa coisa sobre a missão tem mexido com todo mundo, mas sabe, eu queria te dizer uma coisa que fiquei sabendo! Falou Teddy rindo ficando meio vermelha, ela era muito tímida em certos assuntos.

–Ah por favor...não me diga que você também vai me falar sobre.....

–CLINT E BROOKE? Claro né, ele tipo acabou de conhecer essa garota e rolou o maior momento quente entre eles ontem a noite, isso não te incomoda?

–E porque deveria me incomodar? Ele pode ficar com quem ele quiser!

–Calma Annie, só queria saber se não está chateada por ele ter namorado sua irmã antes e bem, faz pouco tempo que ela morreu, só queria saber se você não ficou magoada por ela! Falou Theodora explicando a situação a Annie que finalmente se deu conta de tudo.

Emilly não havia falado com ela por pensar bobagens sobre os dois, ela queria magoa-la porque esse era um assunto relacionado a sua irmã, e esse era o motivo para Teddy falar com ela, a amiga estava preocupada com a aceitação de Annie sobre esse caso.

–Aposto que eles só tiveram uma noite e mesmo que ele namore ela não é da minha conta, afinal ele não tinha nenhum compromisso sério com minha irmã! Annie saiu andando em direção a sala de treinamento, queria ficar sozinha por um tempo, mas sentiu um frio percorrer a espinha quando viu que Clint estava lá.

–Oi! Disse ele com um sorriso.

–Volto outra hora ok! Annie deu meia volta e tentou sair mais Clint não queria que a conversa acabasse daquele jeito.

–Espera eu queria falar com você sobre essa missão, quero que saiba que se precisar de mim eu vou estar aqui para ajuda-la! Disse o homem com um sorriso sincero.

–Não se preocupe comigo Clint eu me viro sozinha! Annie ia se virar e sair logo da sala mais Clint a segurou pelos ombros mantendo aquele contato visual difícil de suportar.

–Você no momento é a pessoa mais próxima que tenho viva e vou protege-la querendo ou não ouviu?

–Você não tem só a mim! Disse Annie olhando para o chão e se amaldiçoando por ter dito aquilo.

–Do que está falando?

–Brooke! Disse ainda sem entender porque aquilo apertava tanto sua garganta.

–Você....soube? O Arqueiro parecia meio preocupado.

–Sim, as noticias correram rápido demais por aqui! Falou meio sem graça, sabia que aquele assunto não era de sua conta.

–Eu amei Alice, amei mesmo, mas ela se foi e eu aceitei isso, eu sei que para você é mais difícil porque ela era sua irmã e o seu amor era infinitamente maior, mas eu também sofri e espero que aceite meu envolvimento não apenas com Brooke, mas com qualquer garota que eu possa conhecer ok? Ele disse limpando uma lágrima que teimava em escorrer do rosto de Annie, ela não entendia porque aquilo estava acontecendo, apenas balançou a cabeça positivamente e começou a andar em direção a porta.

–Ei e não pense que eu não vi esse seu ferimento, se quiser falar comigo sobre isso depois eu estou aqui ok? Disse ele preocupado, não queria que Annie sofresse de alguma forma mais sabia que isso era impossível, ela mais uma vez acenou com a cabeça e saiu da sala quase correndo.

(...)

Plataforma de Decolagem da SHIELD

O avião partiu deixando um ar de mistério para trás, os agentes estavam prontos para começar a sua busca pela HIDRA. Steve se sentia mal por tudo o que havia acontecido em seu passado e tinha medo que um dia isso volta-se a se repetir, ele havia perdido a família, os amigos e seu grande amor por culpa da ambição de outros.

–Você está bem Capitão? Perguntou Teddy meio apreensiva, no fundo ela tinha certeza que todas as mulheres se sentiam assim perto dele, Steve transmitia uma coisa boa, algo que no fundo todos precisam.

–Estou sim Carter, obrigado por perguntar, e você como se sente entrando em ação? Perguntou o homem esboçando um pequeno sorriso fazendo a menina corar, Rick falava com Damon e Alex do outro lado da plataforma e se sentiu mal ao se lembrar dos últimos momentos com Teddy, ele havia a deixado em uma situação constrangedora por culpa de suas brigas com Natasha, ele precisava se desculpar por isso.

–Me sinto preocupada, tenho medo de não conseguir proteger meus amigos quando precisarem de mim! Falou a jovem com um olhar doloroso.

–Vai dar tudo certo ok? Steve colocou a mão sobre o ombro da jovem que sorriu tímida enquanto ele a puxava para um meio abraço de lado, uma coisa boba de um garoto do Brooklin, coisa que combinava muito com Steve.

–Com ciúmes da garota Rick? Disse Damon vendo a forma que Rick olhava para Teddy.

–Eu não tenho esse direito! Rick falou e saiu do lugar deixando o vampiro com um olhar malicioso.

–Deixe-o em paz Damon, nós estamos aqui para encontrar Klaus e pelo nervosismo do Stefan pela manhã acho que ele viu alguma coisa, só estava com medo de falar! Disse Brooke se aproximando.

–Bom, se tratando do Klaus qualquer coisa que venha dele é apavorante, mas acho que deveríamos começar as buscas pelos locais que ele constumava ir, sei que você e Demetra sabem de muitos lugares assim não é?

–Klaus fez parte do meu passado Damon, e sim eu conheço muitos lugares e sinceramente foi uma boa idéia a sua! Brooke deu um leve sorriso, não queria dar espaço demais a Damon mais era difícil ignora-lo.

–Eu sou assim Broo, um poço de idéias geniais e diabólicas! Falou dando uma gargalhada fazendo a loira rir também.

O avião decolou levando os escolhidos e alguns agentes para a proteção da nave, Tony disse que não era necessário expor mais pessoas mais a SHIELD é assim, não consegue confiar em ninguém, nem em si mesma.

–Bom espero que esteja pronta para isso! Disse Danny olhando para fora do avião pela pequena janela.

–Bom eu não me sinto pronta mais não tem outro jeito! Sara que permanecia sentada ao lado da demônio olhava triste para a janela também, se sentia mal por deixar Loki para trás sem nem ao menos ter tido tempo para explicar sobre tudo o que estava acontecendo.

Sentando ao fundo ia Shane com seus olhos curiosos registrando cada detalhe do avião, a direita Tony e Ariel conversavam sobre a vontade dela de ir a um parque de diversões e na frente deles estavam Stefan e Pandora que parecia muito aflita, no fundo ela sentia uma sensação de perigo no ar. O avião saiu do chão e as horas de viagem até o Caribe se iniciou, tudo parecia tranquilo, mas ainda sim havia algo estranho no ar.

–Ei, Moira você está sentindo isso? Perguntou Pandora se levantando após a decolagem e indo até a outra bruxa.

–Sim, é um presságio estranho, algo diferente eu ainda não sei o que isso significa! A bruxa apertou a mão firme de Bruce e se sentiu mal, como se algo pode-se por em risco o relacionamento deles.

–Estão vindo!!!! Disse Tony se levantando rápido indo até uma ala reservada para sua armadura, ele ligou um dispositivo e rapidamente a armadura do Homem de Ferro se ajustou ao seu corpo.

–Quem está vindo? Perguntou Bruce esfregando as mãos tentando se controlar, mais uma forte inquietação se formou dentro dele.

–Não é quem e sim o que, são misseis, é melhor se prepararem para o impacto, soldado abra a porta! O soldado da SHIELD pareceu ficar um pouco nervoso assim como Ary que estava preocupada com Tony.

–Você não vai sozinho lá fora Tony! Disse Ariel mais era tarde demais ele já havia pulado.

Tony voava entre os misseis tentando despista-los, usando seus pequenos misseis de calor ele conseguiu derrubar um, mais quando ele pensou estar começando a ganhar o jogo outros 6 misseis surgiram do nada, eles estavam sobrevoando o oceano agora e ainda sim misseis surgiam, provavelmente devia haver algum porta aviões ou coisa do tipo por ali.

–Droga!!! Um míssil veio em sua direção e faltava pouquíssimo para atingi-lo quando misteriosamente ele mudou de direção e explodiu no ar, do lado de dentro da base ele viu Shane com seus olhos brilhando e uma onda elétrica passando por seu corpo, com seus poderes o garoto havia acabado de salvar sua vida.

Eles só não contavam com outro míssil que obrigou Tony a fazer uma manobra extremamente evasiva que resultou em uma explosão bem ao seu lado de dois misseis explodindo ao mesmo tempo.

Ele perdeu um pouco o controle sobre sua armadura, a explosão fez os sistemas entrarem em conflito, ele começou a cair e por alguns momentos pensou que seria o seu fim, respirou fundo e fechou os olhos, quando abriu, uma cena irreal estava bem diante de seus olhos.

–Não devia se entregar tão rápido! Disse Ary sorrindo enquanto suas asas voavam livres envolta deles.

–Depois que conheci você passei a acreditar em Deus! Tony conseguiu abrir a mascara da armadura enquanto Ary já conseguia ver a ilha, era realmente lindo.

–Merda!!! Disse Tony olhando para trás.

–Tony isso não foi nada romântico!

–Olhe para a nave Ary, você precisa me deixar cair, tem que ajudar eles! Tony falou sério enquanto Ary olhava para trás, viu a nave pegando fogo enquanto Stefan e Shane tentavam ajudar os agentes a pular com os paraquedas, as bruxas faziam feitiços para manter o controle de Bruce, mas o homem estava péssimo, ele começava a sentir as ondas de sua transformação pulsando em suas veias.

–CORRAM!!! Gritou Bruce enquanto seu corpo se transformava rapidamente.

–Eh... pra onde? Disse Danny olhando para a nave.

–Pula, e leva a Pandora com você! Disse Stefan puxando a demônio pelo ombro que acenou com a cabeça.

–Eu não vou deixar você Stefan! Disse a bruxa mais não teve muita escolha Danny já ia puxando a menina para fora.

–Eu vou ficar até tirar todos daqui! Stefan falou sério enquanto Danny pulou levando Pandora.

–BRUCE SE ACALME!!!! Disse Moira aflita enquanto Bruce terminava sua transformação, a nave caia com uma velocidade incrível.

–Ei HULK!!! Gritou Ary do lado de fora com Tony nos braços, Shane não pode deixar de rir, a fera grunhiu mais reconheceu Tony que deu um thauzinho para o amigo verde, então sem dizer nada Ary jogou Stark nos braços do monstro que o segurou de uma forma desajeitada.

–AGORA PULA HULK! Ary viu Bruce pular abraçado ao bilionário que apenas soltou um grito que se perdeu na distancia.

–A atitude deixou você louca Ary? Disse Shane rindo para a amiga.

–Bruce quando está transformado é a pessoa mais forte e resistente daqui, ele vai proteger Tony enquanto eu tento pousar essa nave antes que ela......

Mas Ary não teve tempo de por em prática seu plano, a nave que caia já bem próxima a ilha misteriosa explodiu no ar fazendo um forte barulho e espalhando uma fumaça negra misturada a fogo por todo o céu.

(....)

Sala de Treinamento da SHIELD

Tulipa olhava séria para a parede de alpinismo, sabia que tinha que continuar treinando, respirava fundo e olhava mais uma vez para seu equipamento, sempre se sentia mal quando tentava fazer aquilo, mas já havia passado por coisas bem piores.

Flash Back On

"Tulipa sentia seu corpo doer, ela já estava naquele lugar a mais de oito horas. Havia se tornado uma refém. Estava ansiosa e nervosa ao mesmo tempo. Tentava se confortar olhando para Hill, sua tutora. Vários cientistas estavam a sua volta e aqueles frascos cheios de químicas que ela nem sabia o que era. Aquilo a assustava. Ela era apenas uma garota de doze anos que queria fazer a diferença e ser especial para alguém. Tutti estava em uma maca comum, mas seus pés e suas mãos estavam amarrados impedindo que ela desistisse de tudo. Os cientistas pararam de conversar entre si e voltaram a dar atenção para a garota. Hill que estava ali ao seu lado segurando sua mão teve que ser retirada dali. Poderia ser perigoso para ela. Assim que eles a retiraram de lá, os cientistas começaram a injetar um soro em sua veia do braço. A garota não fazia ideia do que era aquilo. Mas quando começou a sentir o efeito, foi como um inferno. Seu corpo doía como se queimasse de dentro para fora. Ela queria gritar de dor, mas não conseguiu. Maria Hill queria voltar àquela sala e retira-la de lá, mas não era possível. Aquela era a primeira vez em que Tulipa foi submetida a uma experiência. E a garota rezou naquele momento para que também fosse à última. Seu corpo tremia de dor, os cientistas não podiam fazer nada a não ser esperar aquilo passar e ver o resultado. Eles se afastaram do corpo dela e tinham a atenção no monitor onde calculava os batimentos cardíacos dela. Seu coração estava além do possível. Quando Tutti pensava que não poderia ficar pior, aparecia uma dor mais forte e fazia com que lágrimas caíssem de seus olhos. Seu peito doía, como se seu coração fosse sair do lugar. E aos poucos a dor foi desaparecendo junto com sua consciência. Ela foi se afastando daquele mundo aos poucos, rezando para que aquilo acabasse logo. Tentou pensar em seus pais que perdera há seis anos. Mas não ajudou. Ela fechou os olhos e a escuridão veio logo depois. Os cientistas e a plateia da SHIELD não sabiam o que fazer naquele momento em que o monitor marcava o falecimento do coração da garota. Maria pela primeira vez deixou de ser durona e chorou ao ver aquela cena. Todos chocados. E foi assim que se passaram dois minutos. Ninguém tinha coragem de olhar para o corpo falecido. E então o monitor voltou a apitar freneticamente com as batidas do coração da garota. Tutti se levantou em um pulo daquela maca, respirou fundo e olhou em sua volta se perguntando o que havia acontecido com ela."


Flash Back Off


–Bom, depois de tudo isso é moleza! Respirou fundo e seguiu em frente.


(...)


Motel Porto Seguro av. 3 com a Medson

O quarto era simples, Dean não queria contar com o dinheiro dos outros, seu irmão era rico mais isso não o fazia rico também e tudo o que ele não queria nesse momento era ficar em um apartamento vendo Alex e Charlie brincando de casinha.

Dean lavava o rosto com um ar preocupado, se lembrou da primeira vez que conheceu Ary e de como ela parecia confusa e perdida, agora ela estava em uma busca perigosa em uma ilha cheia de mistérios.

–Não precisa se preocupar com o anjo Winchester, ela tem a graça de um dos mais poderosos do nosso mundo! Aquela voz grave fez com que Dean desse um giro rápido e pegasse sua arma na mesa mirando subitamente contra o cérebro do seu suposto inimigo.

–Quem é você? Disse o caçador olhando para os lados na expectativa como se espera-se um ataque de outros seres mais ninguém surgiu, apenas o silêncio.

–Você precisa se concentrar em Crowley, ele está tentando sair do buraco onde foi lançado! Disse o homem de expressão sincera, seus olhos aparentemente bondosos, suas roupas formais como um cidadão americano típico.

–Quem é você? Dean perguntou com menos fúria, abaixou a arma bem devagar e permaneceu encarando os olhos do homem, por um momento pensou em seu amigo Castiel que costumava fazer isso no passado, em um breve segundo sentiu saudades do amigo e das coisas que haviam acontecido.

–Sou um anjo, estou aqui para ajudar mais não posso interferir muito, depois de todo o caos que o mundo sofreu com a interferência de Zacariah, Rafael, Gabriel, Lúcifer, Castiel, não posso correr o risco de acabar como eles, somos soldados Dean, estamos aqui para lutar, mas não lutamos sem um propósito maior, queremos enfrentar os inimigos certos e nesse momento são os demônios!

–O que quer exatamente? Perguntou o loiro.

–Quero que impeça Crowley de se fortalecer assim como Klaus fez, também existe um outro demônio tentando ganhar o poder infinito para destruir Crowley, seu nome é Noah, tenho certeza que você já ouviu falar dele, além disso, se Noah vencer e atingir seus objetivos não será nada bom para a terra! O anjo deu meia volta e olhou pela janela do quarto alugado por Dean já que Sam estava em um quarto com Nikki, ele podia ver além daquelas ruas, podia ver no céu o olhar desgostoso de seus irmãos que não queriam interferir, mas ele sabia que precisava ser feito.

–Espera, qual o seu nome? Dean tentava processar as informações recebidas e gravar aquele rosto em sua mente, tinha medo que fosse uma armadilha mais o anjo parecia confiável, se bem que em sua vasta carreira como caçador ele sabia que ninguém era confiável.

–Sou Roma! Disse o anjo desaparecendo no ar.

(...)

Porta Aviões da HIDRA Em algum lugar do Oceano

–Senhor Strucker a nave foi abatida com sucesso! Disse o jovem de cabelos loiros bagunçados pelo vento do Oceano, o som das gaivotas sobre o gigantesco Porta Aviões Russo roubado pela HIDRA a mais de 20 anos de uma área protegida pelo atual governo não fazia diferença para o rapaz, a única coisa que o atraia no momento era a visão da fumaça misturada a fogo e pedaços da nave com o emblema da SHIELD.

–Isso é perfeito Histon! Disse o homem com seu sorriso perverso enquanto uma grande movimentação se formava por toda a plataforma de lançamento, não pelos lança mísseis mais sim pelos agentes da SHIELD que caíram no mar antes da explosão e que acabaram sendo capturados pelos inimigos.

–Senhor Strucker os agentes inimigos já estão na plataforma! Disse um outro homem com uma cicatriz enorme na face que ia até a boca.

–Obrigado Hanz, prepare os soldados e desça a plataforma comigo! Hans fez um positivo com a cabeça e desceu as escadas levando alguns homens consigo, Strucker foi até os prisioneiros que permaneciam em silêncio e apreensivos.

–Todos de joelhos agora!!! Gritou Hanz empurrando alguns dos homens para o chão, um dos agentes tentou se defender mais foi golpeado com força na cabeça.

–Muito bem rapaz qual é o seu nome? Disse o homem de forma tranqüila para o que parecia ser o mais jovem e ferido.

–Sou David!

–Muito bom, e qual é o objetivo da SHIELD nessas águas? Perguntou ainda tranqüilo.

–Como se o senhor não soubesse, acha que sou idiota? Falou o rapaz fazendo seus companheiros rirem, eles sabiam que seu futuro seria a morte ou talvez algo pior, no entanto não iriam se entregar assim, mas Strucker apenas deixou seu sorriso diabólico florescer mais uma vez.

–Levem-no para a sala 3 e matem o resto! Antes que os outros agentes pode-se reagir, soldados da Hidra dispararam contra suas cabeças a munição de suas armas.

–NÃO VAI CONSEGUIR SEU DESGRAÇADO, NÓS VAMOS VENCER, OS VINGADORES VÃO......

O rapaz levou um forte golpe na cabeça e caiu desmaiado sendo facilmente levado por Hanz.

–Agora é só uma questão de tempo! Falou o homem olhando para um ponto distante onde podia-se ver uma pequena ilha.

–Sim Gabriel! Falou um homem com um manto negro se destacando entre os outros, seus cabelos penteados para trás, suas vestes com tons de cinza, preto e verde, o brilho perverso nos olhos denunciava a alegria em pisar no sangue dos mortos no chão.

–Loki, é bom ver um aliado, a propósito, sua dica sobre a ilha foi magnífica, a HIDRA iria demorar anos para descobrir sobre esse novo tesseract e sua ajuda foi de grande auxilio para nós! Falou Gabriel sorrindo para o deus.

–Espero que façam valer minha ajuda derrotando a SHIELD e seus agentes! Loki sabia que Sara estava naquela nave, mas ela também sabia que ele não era bom, Loki nunca fora e nem seria bom, ele tinha um objetivo de vingança e iria leva-lo até o fim.

–Você sabe que está em um caminho sem volta não sabe?

–Eu sempre estou em caminhos sem retorno Gabriel, mais o que mais me preocupa é a vinda de Thor para a terra, se ele fizer isso irá atrapalhar muito meus planos! Loki olhou para a vista alem do oceano, no fundo imaginava os mares de Asgard e como gostava de admirar a beleza de seu planeta natal.

–Aceite um conselho de um sábio garoto, seu irmão está preso em sua casa afinal ele é o futuro rei de lá, então acho que se sua casa estivesse em perigo seu pai jamais permitiria que Thor retorna-se, e Thor jamais iria abandonar a própria casa aos infortúnios! O homem sorriu vendo que Loki tentava digerir aquelas palavras com sabedoria, por mais que aquela idéia o irrita-se precisava fazer algo a respeito.

–Bom Gabriel acho que terá de cuidar dos negócios sem mim, preciso fazer uma visita a minha família amada! Loki sorriu de forma fria para o homem e em seguida desapareceu.

(...)

Base Secreta da SHIELD


O alarme central começou a soar por toda a parte, os agentes corriam pelos corredores com suas armas e uniformes enquanto Clint gritava na frente deles.


–Todos para a área de lançamento, uma nave desconhecida está sobrevoando nosso espaço aéreo, isso não é um treinamento, repito, isso não é um treinamento!

Annie ouviu o alarme e saiu de seu quarto, olhou para aquele tumulto e se misturou aos agentes, de longe viu Teddy e Emily que corriam com um certo receio nos olhos.

–Onde pensa que vai isso não é brincadeira! Disse Eduardo surgindo perto dela.

–Isso não é brincadeira desde Mistic Falls Eduardo, eu sou uma agente agora! Falou Annie acompanhando o fluxo de pessoas até chegar a plataforma.

Um forte vento soprava e não havia sinal de ataque até que Steve olhou para cima e localizou a nave inimiga bem próxima.

–A nave solicitou algum tipo de pedido pelo rádio? Perguntou o Capitão a Natasha que estava ao seu lado junto de Hill e Fury.

–Não, nós já tentamos comunicação em 6 idiomas diferentes e nada!

–Vejam.....parece....parece.....É UMA PESSOA!!!! Gritou Teddy horrorizada ao ver que um homem estava sendo jogado para fora da nave.

–Ele está vivo e é um dos nossos Capitão!!! Disse Tutti que possuía uma visão privilegiada devido ás experiências que lhe foram feitas, sendo capaz de enxergar até no escuro.

–Emily é com você agora!!! Disse Steve olhando sério para Emily que não conseguiu discutir com ele, apenas saiu voando de um único impulso e chegou até o rapaz amarrado e amordaçado.

–Ei não me olhe assim gato eu não sou um anjo! Disse Emily piscando para o rapaz que estava banhado no próprio sangue. Eles chegaram na base e ouve uma grande comemoração organizada por Tutti pelo trabalho de Emily que apenas revirou os olhos e mostrou o dedo do meio para a menina.

Annie se aproximou do rapaz e reconheceu aqueles olhos azuis, era David, um dos jovens agentes que ela havia conhecido na base antes.

–Ele pertence aos agentes que foram para o Caribe com o outro grupo! Disse Annie preocupada enquanto Steve puxava a mordaça da boca do rapaz.

–A nave caiu, fomos atacados.....uma explosão.....misseis....a HIDRA.....Gabriel.....Gabriel Struker, ele....ele.....

Mas o rapaz não conseguiu dizer mais nada, enquanto entregava uma fita pequena aparentemente de um gravador perdeu suas forças e morreu enquanto Annie permanecia com as mãos em seu peito, no mês passado ele havia convidado para ir ao Central Park e foi um dos seus melhores dias desde que chegara ali.

–Annie vai ficar tudo bem ok! Disse Tutti mais a garota parecia em choque.

–Annie....vai dar tudo certo....nós....

–NÃO ME TOQUE!!!! Gritou para Eduardo que se afastou da menina sendo seguido por Tutti que não gostava de ve-lo assim.

–Vamos analisar o conteúdo dessa fita, se Struker está envolvido nisso a situação pode ser muito pior! Disse Fury se afastando com Hill e Natasha que lançou um olhar preocupado em direção ao jovem agente morto.

–Vamos Annie, não a nada aqui para ser visto! Disse Clint se aproximando da jovem que permanecia agachada no chão ao lado do corpo.

–Esperem....que barulho é esse? Disse Teddy com um ar confuso enquanto todos tentavam se concentrar em um barulho ritmado.

–Isso...isso é.....

Disse Rick que assistia a cena de longe, mas antes que ele chega-se a uma conclusão sobre o barulho o lugar foi tomado por uma forte explosão.

Palavras não seriam suficientes para expressar o tamanho do horror daquele momento, havia sangue para todos os lados, o corpo de David havia explodido em mil pedaços e alguns agentes haviam se ferido no meio disso.

–Será que a gente pode descer agora? Disse Tutti agarrada a uma das mãos de Emily que havia voado no momento exato levando Tutti e Teddy que estava mais perto dela, na verdade ela nem precisava ter levado Tutti mais se preocupava com a garota a sua maneira.

–Garota você é muito medrosa! Emily desceu rapidamente dando uma sensação de queda a suas amigas e fingiram não se incomodar mais que no fundo ficaram apavoradas.

No chão Steve permanecia deitado sobre o corpo de Annie como uma forma de proteção, ele se levantou sem nenhum arranhão e viu o olhar petrificado da garota sobre o que havia sobrado de seu amigo.

–Annie você está......

Clint não conseguiu falar com ela, Annie desmoronou e foi apoiada pelos braços do Arqueiro antes que qualquer coisa fosse dita, o homem a pegou no colo com cuidado e saiu preocupado para a ala da enfermaria, ela não estava bem.

–VOCÊS PRECISAM OUVIR ISSO! VENHAM IMEDIATAMENTE A SALA DE COMANDO! Disse uma voz alta no megafone que provavelmente pertencia a Fury.

Todos correram para o lugar indicado e Fury fez a gravação falar.


“ Olá caro Niki é mesmo uma honra falar com você novamente, devo dizer que esteja se perguntando o que aconteceu com seus outros agentes....bem, eles não tiveram tanta sorte assim.....caso seja esperto ouvirá o dispositivo explosivo no colete do seu agente mais provavelmente uma hora dessas ele já explodiu em mil pedaços.”

“Bom, quero que saiba que seus favoritos ainda estão vivos e estão na ilha, mas se mandar alguma equipe atrás deles eu matarei a todos um por um sem questionar ok, e agora só para finalizar essa ligação deixo você ao som de uma de minhas musicas favoritas.....o grito dos meus inimigos”

Então ao fundo mesclado a um som de ópera o que parecia ser a voz de David gritava enlouquecida ao fundo, era angustiante e cruel.

Hill desligou a fita e ouve um grande momento de silencio.

–E agora o que faremos? Disse Steve preocupado com todos, e péssimo pela HIDRA estar de volta!

–Vamos limpar a plataforma, vamos cuidar dos feridos, e vamos nos preparar para o ataque, quero a cabeça dele em uma bandeja! Disse Niki Fury passando por todos muito sério mais ainda sim apavorado.

Notas finais
Gente mais uma vez falando sobre o video....nossa Maravilhosa B anda em semanas de provas e com problemas na net mais nada que um pouquinho de paciência não resolva ok...
E quem quiser sugerir um beijo ou uma cena quente entre algum personagem fique a vontade......Fica a pergunta.....
Quem você gostaria de ver junto em uma cena?????