Notas iniciais
Oie Gente Linda.......
Serei breve nos avisos hoje não é um bom dia para mim, minha cachorra morreu e eu não me sinto bem.......
AVISOS IMPORTANTES
Quem não foi citado aqui ou foi pouco citado por favor nos desculpem.....não se assustem com mortes ou coisas do tipo...isso já foi avisado no capitulo passado ok.....
beijos da Juh e boa leitura

Noite do Leilão – Rússia

Stark olhou para os lados sentindo os olhos arderem. Tudo o que ele queria fazer naquele exato momento era prensar Ariel em uma daquelas paredes e agarrá-la do modo que conseguisse.

-Tony, tudo bem?-a loira o olhou suar frio. Não era a primeira vez que ele exibia ela em publico daquela maneira, mas, era a primeira vez que ela se encontrava tão sensual. Tão mulherão, tão...ele não sabia nem descrever.

-Tony!- a menina chamou sua atenção novamente, desta vez com uma cotovelada de leve.

-Desculpe Ary, eu estava...hum...checando o local. O que disse?-ele a olhou devagar ela poderia pensar em brigar ou desmenti-lo mas, aquele olhar perdido tinha ficado tão lindo nele que ela não conseguiu pensar em nada ruim para dizer.

-Vamos...querido...- essa última palavra ela sussurrou no ouvido dele, logo após de lhe morder no lóbulo da orelha, fazendo cada centímetro do corpo do bilionário se arrepiar.

-Vamos querida. -ele assentiu com um sorriso malicioso no canto dos lábios, que foi enxergado por Sara de longe.

-Sara...tudo bem?- Steve faz a bruxa acordar de seus devaneios.

-Sim, tudo sim Capitão!

-Não é o que parece...- ele deu o braço a jovem que o pegou rapidamente.

-São apenas devaneios Capitão...me entende? Ficar voltando entre flashbacks, ecos e percepções recentes. É uma situação um tanto incomoda!

-Eu entendo bem como é isso, Sara. Uma luta do seu passado com seu presente.- ele lembrava de Tulipa e de seu sorrisos sinceros, de seu cheiro agradável. Ao mesmo tempo lembrava-se de Peggy, da força dela, de sua coragem e de como Teddy, de algum modo a trazia de volta para a vida dela.- Essa maldita luta que permanece dentro de você. Mas...não vamos falar sobre isso, certo? Vamos fazer o que deve ser feito.-ri fraco.

-Claro. -ela olha em volta tentando se libertar dos pensamentos.

-Não é nada bonito ficar olhando outros homens quando se está acompanhada, senhorita. – Strucker riu de leve e passou a mão pela cintura de Tulipa, fazendo-a arfar de susto.

-Não é bonito ficar assustando pessoas por aí.-ela deu dois passos se libertando dos braços dele.

-Na verdade, isso está muito bonito do meu ângulo, muito empolgante se é que posso dizer assim. Sabe...esse vestido lhe caiu muito bem, realçou suas curvas...-ele se aproximou.-... e com todo respeito, lhe dá bastante liberdade de movimento.- ele se pôs por trás dela.- Aqui...pode socar livremente. -subiu a mão de leve pelo braço dela que estava estática com o toque.- Aqui...pode chutar bem. Tem bons chutes, só precisa treiná-los.- subiu a mão pela lateral da coxa dela, que lhe deu um leve empurrão.

-Não se aproxime de mim.-falou baixo.-

-Minha nossa Senhorita Reed, eu odeio ser indelicado mas, essa sua negação subiu meu tesão para um novo patamar.- ele falou se aproximando.- ela deu um giro e bateu na face dele com uma certa força.

-Algum problema aqui, senhor.- um dos seguranças da festa olha feio para Tulipa, ela quase o olhou perplexa, Gabriel era o mal, não ela.-Vi a moça lhe bater, quer que eu tome alguma providencia?

-Tudo sobre controle meu rapaz, não foi nada. Eu apenas tenho minhas tendências sadomasoquistas, sabe como é.- ele sorriu abertamente para o homem e voltou a envolver a cintura de Tulipa, que sorriu forçado para ele. Como aquele maldito homem conseguia ser charmoso e insuportável ao mesmo tempo.

Dean olhava ao redor desconfortável com a roupa que usava. Ele preferia mil vezes sua velha jaqueta àquele maldito terno azul marinho, mesmo que esse combinasse perfeitamente com o lindo e sexy vestido azul de Charlie.

-Char...está tão...- ela não o deixa terminar e encosta seus lábios nos dele, prendendo o lábio inferior do homem.

-Eu sei Dean, eu sei.

-Minha nossa, como vou me concentrar no trabalho com você desse jeito?-ele riu baixo.

-Não olhe para mim e ficará tudo bem.-ela ri de volta.

-Muito engraçado. Só porque sabe que isso é impossível.

-Impossível, é?-ela ri baixo e depois ergue a sobrancelha.- Eu não estou vendo o Damon...aonde ele...- Dean bufa e a encara.

-Vai ver ele foi para o lugar onde deveria, o inferno.

-Dean...

-Dean nada Char. Poxa, tudo estava indo perfeito e você tinha que falar no maldito do vampiro. Caramba, não dá para deixar ele quietinho na “morte” dele, não?

-Dean, vamos nos concentrar, certo? Então...sem ceninhas.-o caçador ficou olhando a nova mulher na sua frente, que parecia decidida e firme.

-Ok.-ele disse fitando o pequeno lago que havia perto da mansão onde a festa acontecia.

- Vamos logo!- ela o puxou.

Nikki ia bem em seu disfarce. O que aparentemente desagradava Sam. Ela realmente tinha que dançar daquele jeito para os homens do lugar? Certo, certo. Aquilo era um disfarce, mas, o jeito que ela estava se movimentando, aquilo era desleal demais, até para ele.

-Nikki, eu acho que chega!-ele sussurrou no chegando perto dela na pista de dança e sussurrando em seu ouvido.

-O que?- ela continuou se movimentando devagar. Sem dar muita atenção.

-Nikki, eu disse chega, ok? Vamos observar um pouco e ser menos observados, tudo bem?

-Não Sam, vem dançar.

-Nikki, eu. Disse. Chega.- ele falou bruto. Nicole não se lembrava de ver Sam daquela maneira em momento algum de sua vida. Ela arregalou os olhos para ele sem entender o que tinha acontecido com o “Seu Sam.”

De longe, Danny e Ryan observavam a pequena discussão do “casal”.

-Patéticos!- Danny falava com um sorriso debochado no rosto, enquanto Ryan permanecia sério ao seu lado.

-Mal amada.-ele sussurrou de canto.

-O que disse, benzinho?- ela inclinou-se para ele de forma sensual empinando os seios, forçando-o a olha-los.

-Não me chame assim. E se afaste de mim.- ela virou e cruzou os braços.

-Aff, além de péssimo ator você ainda é broxa.- ela sorriu de canto.

- Retire o que disse.- ele a olhou bravo.

-Retiro nada.- ela desafiou e de repente eles pareciam duas crianças.

-Retire agora.- ele a segurou pelo braço.

-Me obrigue.- ela sacudiu a cabeça. Foi a gota d’água. Ryan odiava ser desafiado, odiava que duvidassem dele. Puxou o demônio para um beijo avassalador.

Ao centro do salão, Theodora olhava tudo atentamente, os olhos de águia treinados para observar o que quer que fosse.

-Vê alguma coisa?- Alaric perguntou tentando ignorar vestido convidativo da moça e focar no trabalho.

-Ladrão. Ladrão. Maníaco. Estuprador. Assassino. -ela dizia apontando para pessoas distintas no salão.- Mas, nada do nosso cara.

-Como faz isso?- ele perguntou.-

-Isso o que?- Ela disse arrumando uma mecha do cabelo. Ele estava encantado. Nunca vira alguém daquele jeito. Teddy conseguia parecer uma bonequinha vestida de mulher fatal.

-Nada.-ele riu tímido.

-Alaric...- ela o chamou com a voz falha. Ele a encarou com atenção.

-Me beije agora.-ele a olhou sem entender o que aquilo queria dizer.

-O que?

-Confie em mim.-ela sussurrou.

-Ok.- ele a puxou pela cintura e uniu seus lábios. O cheiro de Teddy, o toque dela em sua nuca, a pele dela, ele não lembrava de ter conhecido sensação parecida com aquela. Enorme foi sua tristeza quando a jovem o largou.

-Agora...me...explique...-ele disse ofegante. A menina não respondeu apenas ergueu um pequeno pen drive que pegara.

-Temos as informações que precisávamos.- ela sorriu vitoriosa.- Agora vamos observar e acabar nosso trabalho.

Nessa hora foi apresentado ao palco o dono da festa. Ele brilhava e cintilava em um lindo terno de cetim branco.

-Olá, senhores!-falou em voz agradável.

(...)

Velha Cabana Abandonada New Jersey

Haviam se passado várias horas desde o momento da prisão na velha cabana abandonada em New Jersey, uma boa parte da escada de madeira havia sido arrancada por Brooke.

Cada aproximação de Klaus era interrompida com ataques violentos e golpes contra o coração.

-Vai continuar nisso até quando Brooke? Disse Klaus retirando o ultimo pedaço de madeira do peito.

-Enquanto houver madeira nessa casa! Brooke estava exausta, o suor escorria por sua testa, mesmo com seus poderes vampíricos ela não conseguia mais se fortalecer, a derrota era eminente.

-Eu só quero me desculpar! Disse o homem com um olhar quase infantil.

-Você tem idéia de quantas dores, de quanto sofrimento estão envolvidos nisso? Perguntou á loira enquanto o cabelo caia bagunçado sobre o rosto.

-Posso faze-la esquecer tudo, podemos voltar a vida de antes! Ele sorriu se aproximando lentamente.

-Quer me hipnotizar agora? Isso, faça isso e jogue no lixo o ultimo pedaço da sua dignidade! Ela falava de forma desacreditada, aquilo era irreal demais.

-Eu só quero que volte a ser como antes! Disse ele olhando pela janela decrepita.

-Como era com Elijah? Ela alfinetou enquanto ele arrancava o parapeito da janela com as mãos.

-Você sempre preferiu ele não é? Sempre o bom e gentil Elijah, que diabos, porque todas as malditas mulheres da minha vida sempre preferiram ele?

-Ele sabe dançar melhor que você! Brooke não aguentou e deixou um pequeno sorriso escapar por entre os lábios, assim como Klaus que riu abertamente, se lembrou da primeira vez em que questionara os sentimentos da vampira de forma tão aberta.

-O que mais ele faz melhor que eu? Disse o vampiro ficando sério novamente.

-Ele é verdadeiro e delicado e jamais me machucaria por interesses pessoais! Ela falou simples se sentando no que ainda restava da escada.

-Eu sempre a desejei, sempre fiz tudo por você, porque não consegue ver isso?

-Porque você não consegue amar ninguém Klaus! Brooke se levantou de um impulso e quase se jogou contra o vampiro, eles estavam a centímetros de distancia agora, seus corações tomados por vários sentimentos diferentes, ele a segurou pelos ombros e a puxou para mais perto sentindo seu perfume enquanto Brooke lutava contra um desejo impar de chorar.

Sem dizer uma única palavra ele a puxou pelo pescoço para um beijo cheio de sentimentos presos ali, cada palavra não dita, cada olhar perdido no tempo, cada lembrança boa ou ruim estavam ali.

-Klaus pare eu não.....

Ele a sufocou em seu mar pessoal de emoções impedindo-a de nadar, impedindo-a de flutuar sobre as aguas, agora mais do que nunca ele exigia aquilo que era seu por direito.

-Klaus......pare....

Mas o vampiro estava longe de ouvir, ele acariciava suas costas puxando-a com força fazendo a vampira tremer incontrolavelmente, Brooke estava perdida, confusa, totalmente no escuro.

Havia o ódio, havia cada lembrança do seu passado negro e o desejo de matar aquele homem, no entanto, suas mãos acariciando seus seios por baixo da blusa era algo perturbador demais para enfrentar.

Ele a pegou em seus braços e a colocou sobre um velho sofá abandonado naquele lugar, tão cheio de histórias para contar quanto os vampiros.

-Pare Klaus! Ela disse decidida como se desperta-se de um sono profundo, com uma das mãos livres usou o velho abajur na pequena mesa ao lado do sofá para acertar o vampiro com um golpe certeiro.

-Chega de jogos Brooke, nós já fizemos isso antes e você sabe muito bem quem perdeu, eu estou cansado, cansado de tudo, de lutar contra todos, principalmente contra suas lembranças, você me pertence e isso é tão verdade que a faz ficar presa nesse lugar comigo, eu estou enlouquecendo aqui e não quero que dificulte as coisas para mim!

-Você me da nojo Klaus! Ele foi até ela com sua velocidade vampírica, a jogou contra uma parede e depois contra outra, um forte tapa cortou a face da mulher e depois a prendeu contra uma mesa de jantar empoeirada, Brooke não conseguia respirar direito, ele jogava todo o seu peso contra ela enquanto a puxava pelos cabelos com força.

-Eu já fiz isso uma vez, posso fazer de novo!

-Você é um monstro, eu só queria liberdade, não queria mais fazer parte dos seus jogos!

-Você não entendeu que não pode me deixar? Ele arrancava a blusa da vampira com violência enquanto tentava fazer o mesmo com as próprias roupas.

-Eu odeio você! Ela disse enquanto era vencida pelas lágrimas.

-Eu também me odeio! Klaus parou por um minuto abraçando Brooke pelas costas enquanto ela chorava sem conseguir se controlar, ela agarrou os braços dele que de uma hora para outra mudaram de inimigos para protetores e ficou assim por mais tempo do que gostaria.

Ela vivia um conflito interno único, algo que nunca pensou ser possível, depois de limpar os olhos ela simplesmente aceitou o inaceitável.

-O que está fazendo? Perguntou ele curioso enquanto ela retirava o resto das próprias roupas.

-Tomando uma atitude idiota, inconcebível, atroz, vulgar e que provavelmente eu me arrependerei pelo resto da minha existência!

Ela abraçou o homem beijando de forma sufocante, se entregando sem querer se preocupar se alguém a julgaria por isso, eles estavam nus, estavam sozinhos e agora ele fazia parte dela mais uma vez.

Depois de algumas horas deitados no chão enquanto Klaus acariciava as costas da jovem ele se viu vendo-a de uma forma diferente.

-Vista-se! Disse até meio seco para quem havia acabado de transar com seu possível “grande amor”, mas ela se vestiu confusa mais sem discutir olhando curiosa para ele.

-O que pretende agora? Mas ele nada disse, apenas acariciou o rosto da jovem e num único movimento cravou suas presas em seu pescoço sorvendo cada gota de sangue do corpo da mesma, sabia que mesmo fazendo isso ela não morreria.

Só depois que Brooke desmaiou foi que Klaus parou, foi até a porta da velha casa e viu que um novo dia se iniciava, jogou o corpo desmaiado da mesma para fora da cabana, afinal, sem sangue, sem barreira mágica.

-Logo Damon virá, ele vai cuidar de você amor, esse é meu pedido de desculpas! Disse Klaus fechando novamente a porta.

(...)

Castelo de Raul em Moscou – Russia

Clint observava os agentes disfarçados entrarem no grande castelo com seus trajes chiques.

-Isso é ridículo, por que eles entram em ação e nós que somos os verdadeiros agentes ficamos do lado de fora? Disse Emily nervosa enquanto Alex que permanecia ao seu lado sorriu.

-Eu não sabia que você queria ser uma das acompanhantes da noite, se soubesse disso teria me oferecido para leva-la, afinal também sou rico! Disse o rapaz enquanto Stefan ria dos dois assim como Annie que tentava fingir que nada estava acontecendo entre ela e Clint, no entanto, era quase impossível.

-Porque Shane e Edu não foram indicados para essa missão e ficaram mofando na base? Falou Annie para Natasha que estava arrumando suas armas.

-Eles não vieram porque são muito jovens e descontrolados para isso, Shane não domina muito bem seus poderes assim como Edu e eles não podiam entrar no hall dos milionários porque são jovens demais para isso, por exemplo, uma coisa é a Tulipa bancando a adolescente ingênua e sexy, outra coisa seria você acompanhando Gabriel, afinal, você não estaria seguindo um papel e sim sendo você mesma! Natasha falou de forma simples mais Annie não gostou muito daquilo, odiava se sentir apenas uma adolescente despreparada.

-Ok, já chega de perder tempo aqui, Natasha e Stefan vão cobrir a ala leste, precisamos chegar até o deposito e ver se existe algum tipo de armamento nuclear escondido, eu ficarei no alto dos prédios, Annie você vem comigo, não vou arriscar deixa-la aqui em baixo sozinha, Alex e Emily dão cobertura a Natasha ok? Falou Clint com toda a sua experiência enquanto os agentes apenas assentiram com a cabeça.

-Será que o pessoal lá dentro está se saindo bem? Disse Annie preocupada com suas amigas.

-Elas são agentes, vão saber lidar com qualquer problema que possa surgir pelo caminho! Falou Natasha meio ríspida, ela não queria se preocupar com as meninas, tinha que manter sua mente fixa na missão e apenas nisso, até porque Rick estava lá dentro com Teddy extremamente sensual.

-Bom, eu não sou um agente mais posso me infiltrar com facilidade em qualquer lugar, quanto mais rápido essa missão acabar melhor para mim, quero voltar e descobrir como andam as coisas com Pandora e Brooke, sempre que Damon fica sozinho acaba fazendo bobagens! Falou Stefan e Alex apenas riu, também estava em um momento difícil ali, Charlie estava naquela festa altamente sedutora enquanto seu acompanhante era Dean, aquilo era tão injusto.

-Acho que vão começar o leilão agora! Disse Emily prestando atenção nos murmúrios ao redor.

-Ótimo, essa é a melhor hora para corrermos! Disse Clint fazendo um sinal para todos enquanto corria para sua posição no alto das instalações de onde poderia ter uma visão privilegiada.

Foi anunciado que o leilão iria começar em 10 minutos e que todos os convidados deveriam se posicionar em seus lugares, a partir de sua escuta, Steve avisou aos agentes da SHIELD, que estavam em posição em seu esconderijo fora do castelo, que Raoul iria surgir a qualquer instante e que cada movimento deveria ser observado e gravado, um dos agentes garantiu a Clint que as câmeras – que ele havia hackeado para as imagens surgirem na tela dos computadores do esconderijo deles – iriam funcionar com perfeição e que tudo estava sendo gravado.

Os heróis, tanto no esconderijo como no castelo se posicionaram e só esperaram o tempo passar, aguardando para aparição de Raoul, nenhum deles iriam dar lances no que quer que fosse que Raoul fosse leiloar, o que evitava que ele acabasse por descobrir quem era aquelas pessoas por de trás daqueles disfarces de empresários famosos e riquíssimos, apenas Tony estava ali como ele mesmo, o que garantia duas coisas: ou Raoul iria cometer uma loucura ou ia atuar muito bem.

A luz se acendeu de repente no palco e um homem charmoso e usando um belíssimo terno branco surgiu ao palco, sendo aplaudido por todos os convidados, enquanto ele acenava e sorria, como um candidato a presidência.

- Então esse é o Raoul! – Tony exclamou, sorrindo simpático ao aplaudir enquanto Ary observava o homem com atenção. – Pelo menos ele tem bom gosto para roupas ...

- Tony ... – Ele a olhou e a mesma fez um gesto com os dedos para ele se calar, temendo que o mesmo acabasse por falar alguma besteira, ele não levou a mal, riu e beijou a bochecha da noiva, que sorriu.

- Boa noite, distintos convidados e convidadas, espero que a noite esteja sendo prazerosa e deliciosa como eu almejei desde o momento que imaginei e projetei esse encontro de negócios. – Ele pausou, observando os convidados, e sorrindo com muita simpatia, Danny revirou os olhos e cruzou os braços, e Ryan riu, ele não podia negar que quem era ela sempre o incomodaria e seria uma barreira entre eles, contudo, ele estava adorando o bom humor e sarcasmo da jovem, era hilário, ainda mais num evento como aquele. – O momento mais aguardado da noite chegou e darei a inicio ao leilão de 05 peças distintas que pertenceram a esse castelo ao qual vocês irão ficar hospedados durante essa noite. Começando com o primeiro objeto uma cômoda de mogno de 1514, que pertenceu a primeira senhora desse lar, Lady Cassandra de Kourkova. – Dois senhores vestindo smoking adentraram no ambiente com a cômoda em mãos, e pousaram no meio do palco. – O lance inicial é de 50 mil.

- Que cômoda cara ... – Dean murmurou para Charlie que observava a mesma com atenção. – Nem o meu bebê (impala) custou isso na época que era jovem.

- Pois é, mas garanto que o que está dentro dela, vale isso. – Charlie disse astuta, sussurrando em seu ouvido. – Observe: não acha que ali cabe uma arma ou um dispositivo?

- Eu acho que caberia duas de você, porquê não uma arma? – Ele murmurou observando o objeto em leilão com atenção e Charlie revirou os olhos, com um sorriso no canto dos lábios.

Depois de uma disputa acirrada entre 8 cavalheiros, a cômoda foi vendida para um senhor grisalho de olhos profundamente azuis, que não pareceu nem um pouco surpreso por ter conseguido tal móvel; o leilão continuou, um candelabro, um armário, um conjunto de vasos e um quadro foram leiloados, e uma hora mais tarde, com disputas acirradas para compra dos produtos, o leilão foi dado como encerrado e todos os convidados começaram a dispersar, Steve voltou a falar pela escuta, querendo saber qual seria o procedimento e seguindo o comando de Clint, ele direcionou as duplas de heróis para seguir cada um dos 05 compradores, para saber em quais quartos eles ficariam, e de algum modo colocar neles o pequeno dispositivo gps criado por Tony para essa missão:

- Assim saberemos cada passo deles enquanto usar aqueles ternos, o que provavelmente será algo que ocorrerá nessa noite e no dia seguinte, tempo suficiente para a SHIELD colocar agentes atrás deles para prendê-los e pegar as armas. Missão a cumprir, vão.

(...)

Base Secreta da SHIELD

Shane se sentia tão confuso ali sozinho e deixado fora da missão que não sabia nem por onde começar, Tâmara havia acompanhado Moira e Bruce para o apartamento deles, o que no fundo acabou sendo bom para melhorar o aceitamento entre os três sobre as coisas que haviam acontecido na ilha.

Pensou em Ary e em seus olhos azuis confusos, queria tanto que desse certo com ela, mas Ary amava Tony, sempre amou e sempre amaria, ela estava fadada a isso no dia em que ele se interessou por ela. Tony não costumava ser o tipo de homem que perdia alguma coisa, principalmente se tratando de mulheres.

-Pensando na loirinha? Disse Edu surgindo no corredor da base com um super lanche de bacon.

-Qual é o problema seu e da Tutti? Vocês já fizeram redução de estômago? Disse Shane enquanto o amigo ria e mordia com gosto o lanche.

-Vou explicar de uma forma bem simples, eu sou um lobisomem, eu me transformo em um criatura com digamos, o dobro da minha força física atual e isso consome muita energia, eu preciso sempre estar comendo para me fortalecer, e nos dias de lua agora que consigo controlar minha transformação preciso de mais alimento ainda, se não corro o risco de perder o controle, bem, acho que Tutti deve ter alguma deficiência de açúcar no corpo, você por ser uma experiência devia saber bem como essas coisas funcionam, as vezes, alguma coisa pode ter saído errado na transformação dela e por isso precisa se alimentar basicamente de doces, para manter a energia e com isso ela não engorda porque queima tudo muito rápido, tipo um metabolismo acelerado! Edu foi falando enquanto Shane parecia impressionado com o conhecimento do amigo.

-Cara, e eles dizem que caras fortes não tem cérebro, você me impressionou agora! Disse Shane fazendo o lobo rir.

-Mas e ai cara, você estava ou não pensando na loira?

-Ariel não gosta de mim, ela ama aquele play boy metido a besta e não vai larga-lo por nada, eles vão se casar e ter filhos e eu vou ficar aqui sendo o bobo da corte deles!

-Ou pode investir em outra loira, vamos lá Shane, qual é, Tâmara gostou muito de você e acho que é a garota perfeita para um cara nerd e sensível!

-Valeu muito Edu, me sinto bem melhor agora, sou nerd e sensível! Shane fez um sinal de positivo com o dedo fazendo o lobo rir do olhar sério do menino.

-Ei você não devia se sentir mal por isso, a Tâmara é a maior gata e ela gostou de você, percebe o quanto isso é importante?

-Ela poderia ter se apegado ao Rick se ele tivesse beijado ela naquela hora!

-Você sabe que o Rick está mais enrolado com Natasha e Teddy do que gostaria e não vai querer outra garota no meio disso!

-Nossa isso é tão injusto, porque esses caras tem tanta mulher enquanto eu não tenho ninguém?

-Porque as garotas são bobas, elas preferem homens mais velhos por achar que eles vão entende-las melhor, veja no meu caso, a Annie me deu um fora e agora estamos desse jeito estranho, francamente gosto muito dela mais não vou ficar esperando ela se decidir!

-Você acha que ela tem alguma coisa com Barton?

-Até você percebeu isso? Bom, então acho que realmente ela deve ter não é, mas o caso é que não quero magoa-la e não quero me magoar, quando toda essa loucura de HIDRA, e SHIELD e demônios acabar quero voltar para minhas viagens solitárias e procurar uma alcateia para conviver melhor entre lobos!

-Você é um cara legal Edu, acho que devíamos ouvir musicas antigas e ver filmes de terror!

-Podíamos invadir o quarto das meninas e roubar sutiãs o que acha? Disse Eduardo com um sorriso brincalhão no rosto que acabou contagiando Shane.

-Isso é tão universitário, to dentro!

-Legal, também podíamos espalhar alguma coisa, fazer algum tipo de pegadinha com elas, tipo pegar os vestidos da Tutti e colocar no quarto da Emily, ou roubar o violão da Nikki e trocar pelas garrafas de Whisky da Danny!

-Isso vai ser o caos!

-Isso vai distrair nossos pensamentos depressivos, vamos, temos muita coisa pela frente! Eles riram e continuaram andando pelo corredor.

(...)

Cabana Abandonada em New Jersey

Damon havia passado a noite toda procurando uma forma de quebrar o feitiço, mas nada havia sido encontrado, Pandora também pesquisou e tentou tudo o que conhecia mais nada deu certo, assim como Demetra e Charles que passaram a fazer pesquisas e procurar por pessoas por toda a cidade e cidades próximas.

Ele precisava de respostas e talvez a única forma de encontrar isso fosse indo até Brooke e Klaus, talvez de alguma forma aquele ser desprezível pode-se ajudar.

Pegou seu carro e dirigiu por algumas horas até o local isolado e para sua surpresa o corpo de Brooke estava jogado do lado de fora.

Desceu do carro praticamente correndo e foi até a jovem que permanecia inconsciente e visivelmente fraca e sem sangue.

Com certo receio viu a roupa de Brooke meio rasgada deixando parte de seu sutiã a mostra, o que não o confortou de nenhum modo.

-Ela parece tão tranquila enquanto dorme! Disse a voz de Klaus pela porta escorado em seu batente com um sorriso frio no rosto.

-O que fez a ela? Disse Damon sem olhar para o homem, apenas se preocupava em pegar a jovem em seus braços.

-Eu salvei a vida dela, salvei-a de mim! Falou o vampiro de certa forma triste.

-Como conseguiu tira-la dai?

-O sangue Damon, o sangue era a chave, se eu derramar todo o meu sangue também poderia sair...mas......

-Mas neste caso você perderia o poder que conseguiu com Thor não é?

-Exato, fico feliz que pelo menos alguém além de mim tem cérebro suficiente para entender meus dilemas pessoais!

-Você não é tão complexo assim Klaus!

O vampiro riu abertamente enquanto Damon se preparava para sair de lá.

-Ei Salvatore, me faça um favor, cuide dela por mim!

-Eu cuidarei dela por ela Klaus e não por você!

-Pensei que você não tinha coração, pensei que não se importa-se com ninguém além de si mesmo! Klaus falou fazendo Damon olhar para ele com seu sorriso sínico e olhar penetrante.

-Dizer que não se importa é apenas uma forma de proteger as pessoas de si mesmo, não espere por mim Klaus!

-Não espero por ninguém, nem mesmo meus irmãos!

-Vê a diferença? É exatamente sobre isso que estou falando, dizer que não se importa e realmente não se importar, se eu estivesse ai dentro Stefan já teria reunido as doze bruxas sagradas de Salem!

-Talvez você tenha razão Damon, mas eu ainda tenho meus meios!

Damon não ficaria ali para descobrir os meios de Klaus, isso provavelmente poderia trazer problemas futuros aos Salvatore e principalmente a Brooke.

Ele entrou no carro depois de acomodar a vampira com muito cuidado no banco da frente, ele iria passar no hospital antes de ir para a Torre Stark, assim quando ela acorda-se poderia se alimentar direito e contar realmente o que aconteceu.

(...)

Castelo em Moscou – Russia

-Você ouviu o capitão, boneca. – Gabriel sussurrou próximo ao ouvido de Tutti, que havia acabado de desligar a escuta, e observava Steve do outro lado do salão, ela parecia triste ao vê-lo com Sara, como se desejasse estar em seu lugar, como sempre, ela afastou tais pensamentos,– Vamos atrás do cara de nº 03, quem sabe assim teremos uma chance de termos ... – Ele se colocou na frente da jovem, que o olhou irritada, enquanto ele tocava seu queixo com intimidade. – privacidade.

- Só se eu estiver morta. – Ela disse seca. – Agora se você me dá licença, eu tenho uma missão a cumprir ... – Ela começou a se afastar, sentindo ser seguida por Gabriel, que provavelmente estava com aquele sorriso convencido nos lábios. Ela ainda estava enfurecida com Fury por ele ter a colocado exatamente com esse homem, mas ela não podia ser ingrata, Gabriel se esforçou para cumprir seu papel no trato, falou com homens importantes, descobriu informações sobre as armas de Tony, e até mesmo alguns detalhes sobre os roubos, Tutti tinha que confessar, ele era um filho da mãe traidor, mas com uma persuasão magnífica.

Ela havia deixado a carranca de lado, e se reaproximado dele assim que um empresário junto a sua acompanhante surgiram em seus caminhos, ela voltou ao seu papel de acompanhante sexy, ingênua e tipo líder de torcida dos filmes americanos, assim que Gabriel conseguiu despistar o cara, eles voltaram para suas missões, quase perdendo o homem de nº 03 que estava subindo uma longa escada com sua acompanhante, provavelmente prontos para irem para seus quartos. Tutti sugeriu uma idéia e não achando ruim, Gabriel aceitou.

Ao chegarem no ponto exato, no segundo andar, assim que o homem cruzou o corredor com sua acompanhante, Gabriel surgiu – fingindo não estar completamente sem ar – e questionou se ele havia visto sua acompanhante, começou a descrevê-la, e o homem que falava russo, não compreendia nada, o que foi ótimo para dar tempo suficiente de uma afobava Tutti vir nervosa pelo corredor, e derrubar uma taça de champagne no homem que começou a xingar em seu idioma, ela começou a pedir desculpas em russo, e sem que ele notasse ela colocou o dispositivo no bolso de seu terno, se afastou de Gabriel fingindo que nunca o vira – aquele homem não os conhecia mesmo – e ela seguiu seu caminho, parando apenas ao virar o corredor, podia ouvir Gabriel se aproximar e assim que eles estavam juntos, se afastando do lugar, Tutti religou a escuta e avisou a Steve que a missão estava completa, ele aproveitou e questionou se tudo estava bem, Tutti apenas olhou Gabriel que sorriu de lado para ela e a mesma desligou a escuta, achando justo ignorar Steve.

- Enfim, sós ... – Gabriel disse, tirando com delicadeza a escuta do ouvido, Tutti se encontrava em frente a uma grande janela, observando a paisagem que disponha na vista do quarto que foi dado a eles. Ela odiava a idéia de dormir no mesmo quarto que aquele homem, nem queria dirigir a palavra a ele, mas teria ... ela não iria dividir a cama com ele e era o momento para ser a dominante da situação, ela pensou decidida, se virou e Gabriel se encontrava a 10 centimetros de distancia de si, ela abafou um grito e prendeu a respiração, não gostava de se sentir encurralada, muito menos por um cara como ele, grosseiro, nojento, indelicado ... – O que foi, Tutti? Parece que viu um fantasma. – Ele murmurou, tocando o rosto dela e a mesma segurou sua mão com força a afastando.

- Não. Me.Toque. – Ela murmurou fria, virando a mão dele, o homem apenas riu fazendo gemidos falsos de dor, se divertindo com o esforço da jovem de lutar contra ele. Ele o empurrou com apenas uma mão e ele se afastou dois passos dela.

- Qual é, Tutti ... Vamos tornar essa noite interessante. Que tal a fecharmos com chave de ouro, huh? Eu, você, essa cama ... – Ela acertou um tapa em sua face, com uma expressão chocada e ele sorriu. – Masoquismo? Eu gosto.

- Eu nunca, jamais ficaria com um cara como você. Nojento, estúpido, grosseiro, frio, ruim ... – Ele a olhava com uma expressão jocosa, passando as mãos no rosto e analisando a jovem que o olhava agressiva. – Você é o último cara com quem eu ficaria na face da terra. – Ela disse com os dentes trincados, e ele congelou, olhou para ela com a cabeça levemente virada, como se estivesse descrente de ter ouvido isso, ela o observou um pouco tensa, se sentindo nervosa e ansiosa, sem saber porquê, ele deu um passo em falso, firme, violento, olhando diretamente para os lábios dela, mas parou ... Ela continuava sem saber como agir, tudo que ela falara fora tão direto e pesado que ela nem acreditava que podia ter saido dos seus lábios, decidida, ela começou a andar, arrumaria outro lugar para dormir, não conseguiria fechar os olhos com aquele homem ali ...

Assim que ela passou por ele, Gabriel a segurou pelo braço, mas rapidamente ela deu um giro, tão perfeito quanto uma bailarina, acertou um chute nas partes intimas dele e graciosamente deu um soco na face do homem, que caiu no chão gemendo, finalmente sentindo dor.

- Olha só ... a borboleta está aprendendo a voar. – Ele disse, com uma risada debochada, admirando Tutti caído ao chão enquanto a mesma abria a porta do quarto. – Vejo que você aprende rápido.

- E vejo que você é ótimo professor, mas péssima pessoa, espero que você seja muito feliz ... no inferno. Boa noite. – Ela saiu do quarto com firmeza, batendo a porta atrás de si.

Gabriel se jogou de vez no chão, rindo de forma divertida, ele estava fascinado com a capacidade daquela jovem de aprender, ser destemida e capacitada a tudo que lhe fosse dado, ele a queria cada vez mais, e não iria perdê-la tão fácil assim, nem que ele tivesse que jogar o joguinho dela.

Tutti andava pelo corredor, bufando de ódio, não sabia ao certo o que estava a fazer, mas se sentia sem saída ali, ou ela ia para lá ou passaria a noite no corredor, o que poderia causar problemas a missão, então para não levantar suspeitas ela achou melhor seguir a primeira opção, passava rapidamente pelos corredores, sentindo a adrenalina do momento ainda tomar, no momento que parou em frente a porta, sentiu seu estômago afundar, ela podia estar cometendo um tremendo erro, mas se via sem saída ali, e talvez, só talvez, ela precisava daquela tentação para saber ao certo o que ainda estava a sentir, ela bateu algumas vezes na porta, e a mesma não se demorou a abrir, um Steve Rogers, sem terno e gravata, surgiu na porta e ficou surpreso ao ver Tutti a sua frente, corada, nervosa, com lágrimas nos olhos, decidida, contudo belíssima.

-Tulipa ... – Ainda mexia com ela ouvir seus lábios pronunciando seu nome com tanto carinho e sensualidade. – Está tudo bem? Gabriel lhe fez alguma coisa?

- Não, mas ele pode vir a fazer, e para evitar problemas para mim, para ele e SHIELD ... posso ... posso passar a noite aqui? – Ela questionou, erguendo um pouco a cabeça e tentando soar o mais madura e destemida possível, sem sentimentos ali, ela queria mostrar isso, apenas profissionalismo, mas ela se derreteu todo ao ver um Steve afetuoso e preocupado abrir aquele belo sorriso e dar espaço para ela entrar.

- Sinta-se em casa, Tutti.

(...)

Em algum lugar no céu.

O céu parecia mais escuro que o normal naquela noite, os anjos estavam apreensivos e Roma observava a terra como fazia ultimamente.

-Não está pensando em ir até lá novamente! Disse um anjo se aproximando de Roma.

-Eu preciso por um fim nisso agora, talvez se deixarmos isso para depois seja tarde demais!

-Roma, você não é tão poderoso quanto um anjo nascido anjo!

-Eu sei Mizael, mas não posso fugir agora!

-Você pode morrer, sabe que aquele demônio não é como os outros, ele viveu com Alasteir!

-E Alasteir foi morto por um humano, então não posso me acovardar agora Mizael, não posso negar minha ajuda, se Crowley sair do inferno ao muito pior poderá surgir com ele!

-Acha que ele seria tolo o suficiente para isso? Questionou o anjo enquanto Roma empunhava sua espada.

-Acho que todos são tolos o suficiente para cometerem erros irrecuperáveis! Foram as ultimas palavras do anjo antes de mergulhar em direção ao seu destino.

Noah se sentia confortável em sua base, Klaus havia desaparecido mais isso não preocupava o demônio, quanto menos aliados para dividir seus lucros melhor, sua preocupação poderia ser maior em relação a Loki, como um deus poderoso podia atrapalhar ainda mais seus planos, mas no momento Loki estava preso em seu desejo de vingança e isso já o deixava cego o suficiente para perceber o que acontecia ao seu redor.

Ele percebeu que havia um murmúrio vindo da plataforma central, algo estranho estava acontecendo então foi até lá o mais rápido possível.

-Vejo que você perdeu o pouco juízo que tinha Roma! Disse Noah sorrindo para o anjo parado a sua frente com uma expressão séria.

-Vim aqui para impedi-lo! O anjo não pensou duas vezes e partiu para cima de Roma enquanto os outros demônios evitavam olhar para o anjo, mas Noah apenas sorriu estalando os dedos fazendo um enorme circulo de fogo surgir em volta deles, prendendo de certa forma os dois ali.

-Acho que agora somos só eu e você! Disse o demônio rindo enquanto o anjo percebia que o fogo a sua volta queimava sendo alimentado pelo óleo santo e que ele não poderia sair dali.

-Este será o embate final!

-Não Roma, as coisas só estão começando agora, pena que você não vai estar aqui para ver o que vai acontecer! Então tudo aconteceu muito rápido, o anjo lançou sua espada contra o demônio mais este desviou do ataque e sem que ninguém visse ele puxou uma lamina angelical e cravou contra o peito do anjo.

-Co-como....como você possui.....uma arma do céu? Disse Roma enquanto suas forças o deixavam.

-Você não é o primeiro anjo que eu mato caro amigo! Disse o demônio sorrindo.

O anjo caiu no chão enquanto uma forte luz surgia e em volta de seu corpo o contorno de asas queimadas surgiam.

-Tirem esse corpo daqui, atirem-no ao mar! O demônio deu uma ultima olhada no anjo morto e depois voltou para seus afazeres, desta forma ele sabia que os anjos pensariam duas vezes antes de ataca-lo novamente.

(...)

Tony estava cansado, tirava sua gravata dando um longo bocejo, sabia que as missões haviam ocorrido como os conforme, havia conseguido colocar com facilidade o dispositivo na gola do terno do sujeito de nº 02, enquanto lhe dava um abraço de boa noite, tudo sairá perfeito e agora era só esperar os primeiros raios do dia para tudo se desenvolver como planejado por Fury. Ele se sentou na cama, arrancando os sapatos do pé, enquanto podia ouvir a movimentação no banheiro, Tutti estava tirando sua roupa de “acompanhante” e se arrumando para dormir, como ele havia adorado aquela noite, ver aquele lado desconhecido de Ary só o fazia ter certeza que ela era a mulher de sua vida, cheia de mistérios e surpresos, tinha certeza que seria surpreendido por ela até os seus 70 anos ... Ele riu com tal pensamento, lembrando daquela jovem sexy e dominante, que conquistou a todos os homens e fazia questão de mostrar que pertencia a Tony, mas ao mesmo tempo, ele via em seu olhar aquela jovem doce, ingênua e pura, que só quer um abraço e um beijo na testa e se sentir amada, e como ele a ama ...amava, ele pensou boquiaberto vendo Ary sair do banheiro usando uma camisola sexy de tom branco, ela parou na porta fazendo uma pose sensual e o olhando daquele modo que dizia basicamente isso: tire suas roupas e seja meu.

— A-ary ... o que é isso? – Tony questionou, ainda surpreso, ele ficou de pé, a observando com mais atenção enquanto a jovem se aproximava dele com passos calmos e sensuais. – Não que eu esteja reclamando, mas você não odeia esse tipo de ... roupa?

- Eu resolvi experimentar, ver como ficava em mim, o que eu sentiria, o que você sentiria ... – Ela disse de modo calmo, repousando suas mãos no rosto dele e deslizando a outra pelo peito do homem que não poderia negar o tão excitado estava. – Então, o que você achou?

- Eu a-achei de muito bom gosto, mas não combina com você ...

- Sério? – Ela murmurou em um muxoxo, fazendo biquinho, ele negou com a cabeça e ela sorriu maliciosa. – Isso é bom, assim a brincadeira é mais divertida ...

- Que? Ahhh ... – Ary pulou no colo de Tony sem que ele esperasse, sua sorte é que ele segurou os quadris dela conseguindo suportar seu peso, mas mesmo assim acabou por cair na cama a levando junto, os dois começaram a rir da situação, Ary pela primeira vez não se sentia nervosa, pelo contrario, toda aquela personagem criada para si lhe dera uma confiança e uma sensualidade que ela nunca sentira antes, ela se sentia mulher ... Ela jogou os cabelos para trás e se sentiu admirada por Tony que tocou seu rosto com afeto, mas deu um tapinha leve em seu quadril, os dois voltaram a rir, e ela mordeu os lábios, se sentindo excitada pelo momento, ele sabia mexer com ela ... E ela também sabia brincar, sabia o que o excitava, sabia do que ele gostava, mas o que funcionava entre eles não era apenas o sexo, e sim o amor que um transmitia ao outro durante isso ... Eles se beijaram, se tocavam, sentiam o que um o outro mais gostava e utilizava disso, curtia isso, e se amavam, antes tinham medo que esse amor não chegasse a lugar algum, que um fosse magoar o outro, mas por algum motivo, naquela noite, entre tantas, eles tinham certeza que podiam ser homem e mulher um sem outro, ser quem quisesse: um bilionário playboy, que esconde seu jeitão afetuoso e preocupado, ou uma jovem pura e ingênua, que guarda uma diabinha em seu ser, mas se amariam sendo essas pluralidades, sempre, e essa era a certeza que eles levaram daquela noite ...

(...)

New York

Ela ouvia o som de carros cruzando avenidas, conversas paralelas por todas as partes em que ela se focasse, algumas mais altas, outras eram apenas sussurros, mas foi com um grito, que ela não sabia se era real ou inconsciente que ela abriu os olhos, se vendo em um dos quartos de hospedes da Torre de Tony, ela se sentou com muita rapidez e tudo rodou, mas ela foi amparada, ao olhar viu o rosto de Klaus.

- O que você está fazendo aqui?

- Nossa, você realmente pensa pouco de mim. – Ela fechou os olhos reconhecendo aquela voz, era Damon, ao abrir os olhos o viu, e sorriu no canto dos lábios. – Não existe outro lugar no mundo que eu estaria, a não ser aqui, Brook, com você ...

- Desculpa, eu estou um pouco desorientada, mas isso foi uma demonstração de afeto? – Ela questionou, com um sorriso jocoso.

- Não, nunca. – Damon respondeu, fazendo uma careta, e a jovem riu, mas se sentiu tonta denovo, repousando a mão na testa. – Ei, calma, deve ser isso ... – Ele passou a mão em seu antebraço e Brooke olhou uma agulha que estava ligada a uma bolsa de sangue que estava passando sangue para o seu corpo. – Charles nos sugeriu fazer a transfusão de sangue, em vez de eu dar um pouco do meu sangue a você; ele está impressionado e até um pouco enojado, com a quantidade de sangue que você precisou até agora para aguardar ... 8 bolsas, é um recorde, loirinha.

- O que aconteceu? – Brooke questionou, arrancando a agulha e se sentindo bem melhor, como se todo o mal estar tivesse ficado naquela agulha.

- Klaus aconteceu; quando eu cheguei lá, sem um plano aparente e querendo apenas saber como você estava, eu a encontrei, na varanda, inconsciente, e sem um pingo de sangue, eu gritei pelo Klaus e ele apenas me olhou, respondendo que era o que tinha que ser feito ... e que você vai entender o porque dele ter feito isso. – Damon ergueu ambas as sobrancelhas, e seus olhos desceram na direção da região dos seios dela. – Eu só quero entender isso.

Brooke olhou para os seios e notou sua blusa rasgada que mostrava seu sutiã vermelho, ela grunhiu abaixando a cabeça com certa vergonha e Damon observava a cena com aquele sorriso cinico.

- Não se preocupe, em sempre acabo vendo as minhas amigas nua ... – Damon respondeu com seu deboche e Brooke lhe acertou vários tapas nos braços e peito. – Ok, vou avisar ao doutor que a paciente não precisa de regalias, ela já está bem.

- Você vai surtar quando eu contar o que foi isso. – Ela respondeu, ele a olhou ainda com aquela expressão jocosa. – Foi o Klaus.

- Bom, se serve de consolo, você fez um estrago nele também.

- Na realidade, isso não foi a forma dele responder aos meus ataques, era outro tipo de ... ataque. – Brooke disse, se lembrando não só daquele ataque, mas do primeiro, o que foi o mais doloroso e o que irá carregar em seu coração para sempre.

- Ele ia ...- Damon murmurou, compreendendo. – Brooke, ele abusou de você?

- Não ... hoje. Ele ia, mas ele ... ele estava descontrolado por causa da minha negação aos pedidos de desculpa ...

- Bom, você tem fortes razões.

- Acho que ele tem as razões dele, para isso ... – Ela apontou para a blusa rasgada.

- Não, nada explica o ato de um abuso, ele é um maluco, descontrolado e doente, que acha que as coisas e pessoas pertencem a ele, e que se há uma negação, ele força ... você não tem culpa dos atos impulsivos dele.

— Tenho sim. – Brooke murmurou, abraçando os joelhos, se lembrando daquele dia, dos motivos, das palavras não ditas e ditas. Damon a olhou, pronto para reforçar o que disse, mas seus olhos prenderam nos azuis de seu amigo, inundados de emoção. – Eu nunca contei isso a ninguém, que Klaus abusou de mim, porquê ... porquê eu descobri que amava o Elijah, eu era uma boba, ingênua e apaixonada, me via num mundo de riquezas no qual eu era a bonequinha deles, e de repente sinto esses sentimentos por Elijah, lembro que minha dama de companhia disse para eu contar a ele, de um modo afetuoso e doce, que ele não resistiria, que ela notava os olhares dele para mim e que era recíproco, seriamos felizes juntos, para sempre, eu pensava iludida, então eu decidi contar, coloquei meu melhor vestido, e fui ... – Ela parou de contar, sentindo as lágrimas descerem por seu rosto, Damon olhava para o nada, se olhasse para a amiga, ele faria uma loucura por ela. – Mas nunca consegui chegar ao quarto dele. Na metade do caminho Klaus me interceptou, com aquele sorriso dele, eu disse que falaria com ele depois, mas ele me impediu, me pegou pelo braço como se eu tivesse feito algo errado e me levou para o escritório dele, e lá ... ele gritou, disse que nunca iria ser do Elijah, que a dama de companhia contou tudo a ele, por dinheiro, é claro ... e que ele ia fazer aquilo, para mostrar a mim a quem eu pertencia. Eu despertei a ira dele.

- Ele sempre foi um doente.

- Ele não era, ele sempre foi inseguro, afetuoso e gentil, mas depois que ele descobriu quem ele era, e começou sua busca por poder, ele ... ele ficou insano. Ele me destruiu, eu sei que sempre vou amar aquele Klaus, aquele que quis me transformar por sentir que eu merecia viver, aquele que ficava encantado com cada novo gesto e história que eu tinha a contar, mas esse ... eu ... eu o repudio e matá-lo, não vai tirar essa dor de mim, não vai tornar nada fácil, nem para mim, nem para ninguém, é inútil tudo isso. – Brooke disse, em um suspiro, olhando para Damon deixando as lágrimas caírem de seus olhos pesadamente.

- E o Elijah? – Brooke gelou, e Damon enrugou o cenho, pensativo. – Ele sabe disso que o Klaus fez? Ele sabe dos seus sentimentos?

- Não, nunca ... ele nunca poderá saber disso, entendeu Damon? – Brooke respondeu firme. – Klaus sempre ameaçou matar o irmão caso eu contasse sobre o abuso e ... e se acabássemos ficando juntos, isso nunca aconteceria, porquê ele não sente o mesmo por mim, mas ... se ele ficar sabendo, já é motivo suficiente para Klaus matá-lo, então não, ele não sabe e nem nunca saberá.

Brooke se calou, olhando desolada para os próprios pés, Damon comovido a puxou para perto de si, a abraçando, e ela não chorou, apenas o abraçou, afundando seu rosto em seu peito, sentindo-se protegida naqueles braços amigo, enquanto ele pensava em como ela era forte, em guardar aquilo tudo para si e continuar a viver, sendo aquela jovem feliz e sarcástica, e ao mesmo tempo tão cheia de amor, amando Elijah, mas renegando tal amor para protegê-lo de Klaus ...

Ela merecia ser feliz e Damon faria que isso acontecesse, mesmo que para isso, ele tivesse que ir contra todos os pedidos da amiga, ele beijou a cabeça dela e sorriu de lado.

(...)

Hospital de New York

Charles semicerrou os olhos observando o sangue ser retirado da veia da jovem, ele havia passado no hospital para resolver alguns problemas, ele sabia que Damon estava cuidando dos problemas com Brooke e Demetra havia ficado na Torre Stark fazendo pesquisas com Pandora sobre uma forma de tirar Brooke da cabana. Aquilo devia ser apenas uma doação corriqueira de uma doadora qualquer, mas estava tornando-se uma tortura terrível para ele. Meia noite, a fome lhe batendo, o hospital praticamente vazio. Ele desviava os olhos da garota desconhecida, para evitar a necessidade de atacá-la ali mesmo, ainda assim ele podia ouvir da válvula átria marcar o compasso dos batimento da jovem.

-Terminamos por hoje douto?-a moça perguntou observando a presa do médico em acabar com aquilo logo, Charles era um homem bonito e interessante principalmente pelo fato de ser um médico o que o tornava um bom partido, era difícil uma jovem não se interessar por ele.

-Terminamos sim, senhorita...-ele olhou para a ficha dela pausadamente.- Senhorita Harper.

A moça levantou da maca onde estava e fitou o médico. Aproximou-se dele e sussurrou em seu ouvido.

-Que pressa é essa em se livrar de mim. – ele inalou o cheiro dela profundamente e desejou com todas as suas forças que ela não tivesse feito aquilo.

-Senhorita Harper, penso que deveria ir para casa agora. – ele falou baixo tentando manter uma distancia confortável da mulher.

-Está com medo de mim Doutor Fitzgerald?- ela o puxou pela gola da camisa azul.

-Na realidade, Senhora Harper, tenho medo do que eu posso fazer com a senhora. – ela abriu um enorme sorriso malicioso nos lábios e voltou a observá-lo.

-Adorei essa hipótese, doutor.- ela falou beijando os lábios dele. Charles deixou se tomar pela sensação do beijo a beijava com calma até o momento em que seu instinto o dominou e ele mordeu o lábio dela. O gosto do sangue foi suficiente para fazer a cabeça do homem girar. Ele a olhou de novo, mas, dessa vez não a enxergou como a Senhora Harper, mãe solteira de dois adolescentes, que vinha fazer doação de sangue desde que ele se mudara para a cidade. Não. Agora ele enxergava-a apenas como um enorme saco de sangue, pronto para alimentá-lo.

O dedicado Doutor Fitzgerald tinha sumido e agora a única coisa que restara era o Charles matador, o Charles assassino, o Charles louco por saciar uma sede insaciável. Ele a encarou e novo e sentiu prazer com a reação de susto da mulher. Saltou em seu pescoço antes que ela pode-se, correr ou gritar. Ele a drenou inteiramente. Com tanta força que a cabeça da mulher caíra longe do corpo. Charles parou sentindo o corpo tremer, a sensação de se alimentar sempre fora estranha demais para ele, como se o mundo girasse e ele não conseguisse acompanhar suficientemente rápido. Ele sentiu-se cambaleando até cair com e bater com a cabeça em algo que julgava ser sua mesa.

O médico abriu os olhos, ainda sentido a cabeça rodar, olhou para o lado e viu o corpo morto ao seu lado. A cena foi o suficiente para fazer sua cabeça girar mais, para ele desejar sua própria morte mil vezes. Foi aí que ele lembrou de algo. Demetra. Pegou o celular o mais rápido que pode e discou o número da vampira.

-Alô.- a voz dela respondeu cansada e ele pode ouvir murmúrios que eram provavelmente de Pandora.

-Preciso de sua ajuda.... -ele falou com a voz tremula.

- O que deseja, Charles?-ela questionou.

-Fiz algo sem volta e só seu ódio pela minha espécie pode me ajudar agora.

-O que fez, Charles?- a voz dela pareceu alterada nessa hora.

-Por favor, é algo difícil de explicar mais eu trai minha ética, por favor...venha ao meu consultório e traga a estaca mais afiada que tiver, por piedade, você disse que ajudaria se eu precisasse! -disse desligando o telefone e encostando a cabeça novamente, enquanto o sangue que havia consumido parecia querer lhe voltar.

(....)

Torre Stark apartamento de Bruce Banner

Moira acordou naquela manhã se sentindo diferente, tudo era novo para ela, olhou para o lado e não viu Bruce mais sentiu o cheiro do café vindo da cozinha e imaginou que ele estava tentando fazer algo por ela, ele era especial e ela sabia disso, apesar dos problemas que os dois haviam vivido ela tinha escolhido superar e seguir em frente, não queria viver como uma pessoa amargurada, queria se libertar disso, dos seus medos, das sensações de impotência e aflição, e ele estava lá para segurar sua mão e guia-la nesse processo.

Tâmara sentia-se confortável na casa de Bruce, tinha um pouco de receio isso era fato, mas não por se sentir desconfortável e sim com medo de atrapalhar esse momento verdadeiro entre o casal, ela tinha sido o mais honesta possível com Moira, queria que a bruxa entendesse todos os seus pontos de vista e sentimentos, afinal, quando ela e Bruce ficaram juntos na ilha ela não sabia do compromisso do cientista com a bruxa e mesmo se soubesse, não entendia como ele funcionava no mundo dos humanos. A sereia encarava Bruce, que se esforçava para fazer um café da manhã, era engraçado, ele lutava com uma frigideira para virar as panquecas que teimavam em não desgrudar do fundo enquanto Moira se esforçava para não corar ao olha-lo pela primeira vez naquela manhã, abraçou Bruce depois de um certo tempo enquanto ele equilibrava um prato com panquecas um tanto deformadas cobertas excessivamente com calda de chocolate fazendo Tâmara rir.

-Dormiu bem?- Bruce perguntou virando-se e encarando a bruxa.

-Foi uma das melhores noites que eu já tive! Moira respondeu beijando-o timidamente, Bruce sorriu para ela enquanto Tâmara resolveu ajuda-lo pegando o prato e colocando-o sobre a mesa.

O soar da campainha atrapalhou os três naquela pequena rotina de café da manhã.

-Deixa que eu atendo. -a sereia se ofereceu e saiu andando. Abriu a porta e sorriu largamente ao ver o sorriso branco de Shane, ele parecia tímido mais quando viu a jovem sorrindo sentiu-se muito mais corajoso.

-Bom dia, Tâmara.- ele sorriu.- Vim te chamar para darmos um passeio, o que acha?

-Um...um o que?-ela o encarou ainda na porta.

-Para eu lhe mostrar a cidade. – ele riu paciente. – Sabe, lhe mostrar as coisas.

-Ah...tudo bem, vamos......

-Vamos a onde? Disse Bruce da cozinha olhando para o rapaz na porta que pareceu perder um pouco da coragem.

-Shane me convidou para ver a cidade! Disse Tâmara sorrindo.

-Espero que cuide bem dela, Tâmara ainda não conhece muito bem o nosso mundo, então não abuse ok? Disse Bruce e Moira se sentiu feliz, aparentemente Bruce adotava uma imagem mais paternal e isso seria bom para todos ali.

-Não se preocupe senhor, não pretendo me demorar muito! Shane falou sério olhando para o cientista de forma segura, ele nunca havia convidado uma moça para sair além de Ary e ainda não era uma coisa “romântica”, era mais na amizade, só que com Tâmara ele queria que fosse diferente.

-Bom, então divirtam-se! Disse Bruce voltando para a cozinha com Moira ao seu lado.

-O que vai me mostrar? Perguntou Tâmara curiosa.

-Bem...não conheço a cidade tão bem, mas, vi coisas muito bonitas desde que cheguei, vou tentar lhe mostrar isso.- ele falou caminhando ao seu lado. Em um gesto inocente, a sereia segurou a mão do rapaz que sorriu para ela assentindo o ato ainda mais inocentemente.

-E você era de onde?

-Bem...me criei em uma ilha em algum lugar que eu nem realmente conheço, me trancaram lá por eu ser um monstro. -ele sorriu fraco.-

-Shane, você não é um monstro. É o melhor humano que eu conheci...-ela falou olhando para ele.- Trancaram você porque não puderam ver isso, porque são bobos, porque eu teria ficado com você por perto e mantido seu sorriso meu, só meu. É a única coisa no mundo que eu me importaria em dividir com minha raça, seu sorriso. – ele abriu uma pequena risada no rosto. Sabia que Tâmara não dissera aquilo porque o amava, ou porque tinha algum interesse nele, mas, apenas por ser gentil. Afinal, como se ama um monstro? Se nem a própria Ariel fora capaz de amar.

-Obrigado Tâmara, é muito gentil da sua parte me dizer isso. Vem, já sei onde irei levá-la.- disse e caminhou em direção a um projeto que salvava golfinhos, que Alex lhe apresentara em certa ocasião.

(....)

Cabana Abandonada New Jersey

Klaus sabia que aquela boa ação iria lhe custar muito caro, sabia que ninguém iria se importar em quebrar o feitiço já que Brooke não estava mais lá.

Ele andou por todo aquele pequeno espaço que tinha, viu pedaços da blusa de Brooke espalhados pelo sofá e sorriu, pensou na loira nua em seus braços, recordou os momentos a dois que tiveram, momentos de felicidade antes do seu ato estupido de possui-la contra sua vontade.

Ele nunca se perdoaria por isso, mais também não deixaria ela saber sobre sua culpa, sua dor. Lembrou-se também de alguns momentos do passado, momentos pequenos que foram de extrema importância para ele.

Flash Back On

5 anos haviam se passado desde que Brook havia entrado para a família Mikaelson, sua presença ainda era indesejável por Rebekah, que odiava ter que dividir a atenção dela com Klaus, e Kol, que simplesmente odiava a jovem, Finn não tinha nada contra ela, desde que a mesma não se intrometesse em sua vida, na maior parte do tempo, ele gostava dela, e a via como uma jovem muito inteligente mesmo perto das suas condições humanas simplistas. Ela havia vindo do nada, viveu mediocremente em um casebre com sua família de mais de 08 membros e sua maior fonte de alimentação eram esquilos e corujas, e quando tinha sorte, cervos. Suas roupas eram farrapos, sua pele grossa como uma lixa e seus cabelos loiros desgrenhados e mal cuidados; Seu inglês e leitura eram pobres, mas era boa caçando, tanto que como vampira, era ótima para encontrar presas. A família mudava de vilarejo a vilarejo, nesse ano haviam partido de um navio para uma região na Itália e estavam a enriquecer, os Mikaelson eram todos irmãos, menos Brook que era apresentada como prima, sua semelhança com Rebekah não negaria isso.

Aquela Brook, miserável e sem futuro estava no passado, agora Brook sabia ler, falar inglês perfeitamente, se portava como uma lady na presença de humanos ou vampiros, conhecia tudo sobre o mundo ao qual pertencia e aos outros: bruxos, lobisomens, demônios, ... era ótima caçando, tinha um caráter forte e os Mikaelson sofriam com sua teimosia e orgulho, não tinha dificuldade nenhuma em aprender coisas novas e era inegável que se tornará uma belíssima dama: seus longos cabelos loiros viviam soltos com algumas tranças ao arredor, seus vestidos sempre costumavam ser em cores fortes como azul ou vermelho e seus olhos verdes tinham um brilho diferente. Ela não confiava nos Mikaelson, e no inicio de sua vida como vampira sua tentativa de assassinato contra eles aconteciam com muita freqüência, até que um dia ela percebeu que precisava deles para crescer e se transformar em alguém e aos poucos foi abrindo as barreiras de seu coração, e mesmo não confiando e confessando, ela é afeiçoada aos jovens Elijah e Klaus.

O primeiro a protege e apóia suas decisões, passa a maior parte do tempo ensinando-a sobre o mundo deles, sobre literatura, sobre o mundo dos humanos e se diverte muito com o humor peculiar dela, já Klaus, bom, ele não consegue ficar longe dela e fica admirado com a aprendizagem ligeira da jovem, e o brilho nos olhos dela com a cada novo acréscimo em sua vida o fascinava, mesmo que ela vivesse protegida por um muro ele sempre tentava se aproximar e entendê-la melhor, vivia desenhando-a e a forma que encontrou para se aproximar foi ensinando-a desenhar.

Com as novas conquistas a família conseguiu, no novo mundo europeu, comprar uma belíssima casa, uma das mais belas de todo o condado, a modernidade os tomou e o luxo era prioridade na vida dele, mentira, o sangue sempre seria.

Brook redescobriu o que viver sendo tocada pelo sol, depois de algumas amizades de Klaus com bruxos, eles criaram um feitiço que permitia que qualquer vampiro andasse a luz do sol, desde que usasse um determinado objeto enfeitiçado, Klaus comprou um anel com uma pedra de rubi e o fez ser enfeitiçado, dando-o a Brook que agora podia sair de dia, algo que ela já não fazia nesses cinco anos, com medo disso durar pouco, ela vivia na rua, apreciava as crianças correndo, passeava pelas quintadas, entrava em livrarias, e passava a maior parte do seu tempo no parque próximo a sua casa, vendo a paisagem belíssima adornada de arvores e lagos, isso a lembrava de seu lar e a confortava muito.

- Uma moeda pelo seu pensamento. – Niklaus murmurou, se sentando ao lado da jovem no banquinho, ela o olhou e sorriu de leve, havia aprendido em suas aulas de modos que sorriso atraia a simpatia das pessoas e não sua habitual expressão rabugenta. – Você finge bem gostar da minha presença.

- Você deveria ver o meu esforço para fingir gostar de suas piadas, eu merecia um premio em dinheiro por tal esforço muito bem feito. – Brook murmurou, seu inglês mais encorpado do que antes, sua voz ganhou um tom firme e inegavelmente sensual.

- Você deveria usar um desses chapéus ou guarda sois ... – Ele sussurrou observando um dama cruzando com seu marido, ela portava um guarda sol delicado e usava um chapéu da moda, Brook entortou os lábios. – As damas os usam e você deve ser uma, e também, seria mais fácil para se misturar, ouvi comentários de alguns vizinhos que acham estranho você sair por ai, sem proteção desse violento sol e sem uma companhia masculina.

- Essa última parte é a que mais te animou, não estou certa? – Brook questionou cheia de sarcasmo.

- Não nego, mas também me entristece, garanto que se você pudesse escolher iria preferir Elijah a mim. – Ele respondeu cheio de sinceridade, e evitando a olhar, odiava que vissem suas fraquezas e odiava sempre revelar seus sentimentos a Brook e ela sempre os destruir de algum modo.

- Está enganado. – Ela respondeu o observando com atenção, ele a olhou surpreso, seus olhos arregalados e com uma esperança fazendo nó em sua garganta. – Eu escolheria o Finn sem pestanejar.

- Você adora como ele nota a sua existência e se importa com ela, e a trata como um anjo. – Niklaus murmurou de modo jocoso, e Brook riu, ele adorava quando ela ria, era raro quando ela fazia isso com ele, ela sempre agia de forma cuidadosa com ele, e isso o entristecia, ela era tão livre com Elijah, tão ela ... mas depois que ela voltara a poder andar com o sol em sua pele, ela deixou de evitá-lo ou afastá-lo, pelo contrário, ela começou a agir assim, o que o assustava e o deixava a flutuar.

- Isso quando ele não está me paparicando com presentes e me perseguindo a todos os cantos que vou, e dizendo que não tem nada melhor a fazer. – Brook murmurou, ele a olhou e sorriu no canto dos lábios.

- Culpado.

- Tudo bem ... Eu gosto da sua companhia.

- Não parece às vezes.

- É a minha maneira de me proteger, Nik. – Ela disse em um suspiro, e voltou seu olhar ao lago, ele a olhou encantado, ela o chamou de Nik, só Rebekah o chamava assim, mas nos lábios dela soavam muito melhor. – Eu não quero perder mais ninguém, então às vezes é mais fácil ser rabugenta e afastar a todos e não ser nada para ninguém, do que ser importante e de repente, perder tudo ... denovo.

- Bom, seu plano não deu muito certo.

Ela o olhou e pela primeira vez ela viu em seu olhar algo diferente, como se ela não soubesse e só estivesse notando agora o tão importante ela era para ele e isso a comoveu, e ela se viu se saber o que fazer. Mesmo que ele evitasse demonstrar, ele era louco pela sua família e faria de tudo para que nada os separasse, mas ela não sabia que suas tentativas de mantê-lo distante de seus sentimentos haviam dado errado.

Ela tocou o rosto dele e sorriu daquele modo quente e humano que só ela sabia, ele sorriu de leve e ela segurou seu braço.

-Vamos ...

- Aonde? – Ele questionou, confuso.

- Você vai me comprar aquele chapéu e um guarda sol, você tem razão, eu preciso me encaixar.

- Bom, então vamos. Só irá lhe faltar o cavaleiro. – Ele murmurou segurando o braço dela com gentileza, Brook sorriu e o olhou com afeto.

- Não, o cavaleiro eu já tenho.

Flash Back Off

-Pensando na loira vulgar? Klaus ouviu aquela voz mais não acreditou.

-Loki? Veio rir da minha situação aqui?

-Um pouco, mas não gosto de ve-lo assim, ainda desejo mata-lo com minhas próprias mãos e não observar sua transformação em algo seco e sem vida!

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-E o que pretende então? Klaus estava curioso, sabia que Loki não havia superado o problema que ele teve com o vampiro por causa de Sara, mas no momento ele queria destruir seus inimigos e não podia perder um aliado.

-Vim aqui para salva-lo! Disse Loki de forma simples enquanto Klaus apenas sorriu amargamente.

-Bom caro amigo devo dizer que fico emocionado com sua boa vontade mais estou preso a um feitiço aqui e não posso sair!

-Bom meu caro amigo, acho que você ainda não entendeu com quem está falando, eu sou um deus e não um mero vampiro preso a convenções e problemas de sangue!

Os dois se entreolharam por alguns minutos, havia uma enorme tensão no ar, os dois pareciam desconfiados, Loki se controlava para não abandonar Klaus ali que apesar de ser muito poderoso ainda era um vampiro preso a questões de vampiros.

-Então me surpreenda deus de Asgard! Klaus falou entediado se escorando em uma velha parede da cabana.

-Como quiser! Loki entrou tranquilamente dentro da cabana abandonada e sorrindo para o vampiro colocou sua mão no ombro do mesmo, em menos de um milésimo de segundo os dois estavam no porta aviões onde Noah se encontrava.

-Como fez isso? Perguntou Klaus curioso.

-Simples, eu também sei trabalhar com magia, quebrar um feitiço tão primário como esse foi muito fácil, creio que as vezes vocês me subestimam demais, agora se me derem licença preciso descobrir onde minha bruxa foi parar! Loki desapareceu deixando Klaus com uma expressão feliz e preocupada, ele devia tomar mais cuidado em relação ao deus, afinal, ele não era tão fraco quanto ele imaginou, seu ponto fraco ainda continuava sendo a bruxa.

(....)

Em algum lugar do céu de Moscou

O clima no avião da SHIELD parecia tenso demais para ser classificado apenas como desagradável. Todos pareciam preocupados, tensos ou inseguros quanto a alguma coisa. Eles cumpriram sua missão com prontidão, algumas falhas técnicas e alguns problemas com os seguranças do local mais Barton e sua equipe conseguiu recuperar a maior parte das armas antes que a compra fosse totalmente efetuada, tudo foi reenviado para os E.U.A diretamente para as Industrias Stark e outras para a base militar dos Fuzileiros, Gabriel entregou alguns nomes mais Raul conseguiu fugir sem problemas, ele tinha um helicóptero o aguardando acima do castelo em uma base de lançamento secreta, mesmo assim a maior parte do trabalho foi bem feita, Annie conseguiu derrubar alguns seguranças de Raul com grande precisão o que fez Clint ficar muito orgulhoso em relação ao treinamento que vinha passando para a jovem, Stefan conseguiu salvar a vida de Natasha quando um tiro foi disparado em direção a ela bem no rumo da cabeça, ele correu em sua velocidade vampírica e puxou a mulher antes de ser atingida, o grupo que estava dentro do castelo conseguiu colocar rastreadores em vários chefes de organizações criminosas locais e de fora além de abrirem as portas para a passagem do grupo de Clint, Emily até tentou parar o helicóptero voando perto dele, mas Steve ordenou que ela voltasse pois poderia colocar outras pessoas em risco a começar pelo piloto, tudo havia sido resolvido da forma que precisava ser, no entanto, grande parte ali, tinha olhares perdidos no vazio, olhares inseguros ou em alguns casos um coração partido. Entretanto estavam segurando-se em tudo o que lhes machucava e confundia, porque tinham um foco e porque aprenderam que ser herói é por vezes, lutar contra as coisas que se orgulham.

Ariel esticou o braço segurando a mão de Tony em uma das poltronas. O milionário sorriu com o gesto e acariciou levemente o rosto da noiva.

-Eu amo você, estou feliz que as coisas estejam indo bem! A garota sussurrou de leve para ele.

-Eu amo você mais que tudo, Ary. Nem imagina o quanto, sinceramente nunca imaginei que sentiria algo assim, mas quer saber, até que não é tão ruim! Ele assentiu com a cabeça e a loira sabia que era verdade o que o homem dizia. Afinal, desde o começo, ele se mostrou apto a desistir de tudo por ela.

-Aff, doçura demais.- Danny murmurou baixo de uma outra poltrona enquanto revirava os olhos.

-Quieta.- Ryan, que estava posicionado ao seu lado, pedira para ela parar. Ele ainda se sentia eufórico pelo beijo, tomado pela confusão do porque havia feito aquilo, afinal, ia contra todos seus princípios éticos e morais, ela era um demônio, tudo aquilo que ele abominava, tudo aquilo que representava seus medos, a morte de seus familiares, suas dores, suas lembranças de quando fora possuído.

-Hey...não me mande ficar quieta. Apesar que dá última vez que você me calou, foi bem gostoso...- ela falou com um sorriso malicioso, passando de leve a mão pela perna dele que a afastou instantaneamente.

-Não. Me. Toque. -falou pausadamente enquanto o flashback dos últimos acontecimentos ainda lhe passava pela cabeça.

-Nossa, que grosso você viu?

-Escuta, porque você não vai fazer uma coisa mais interessante além de torrar minha paciência?-ele falou enfurecido. Não exatamente com Danny, mas, consigo mesmo por ter feito o que fizera. Danny se moveu irritada e caminhou até Teddy, Annie e Nikki.

-Caçador idiota.-falou revirando os olhos.

-Junte-se ao grupo.-Nikki falou ainda brava pela maneira como Sam agira. Ele nunca havia sido tão bobo e estúpido com ela e isso a irritara muito naquele momento. Enquanto isso, Teddy parecia completamente aérea, como se tivesse no sétimo céu. O gosto dos lábios de Alaric ainda estava nos dela e mesmo que tivesse sido um toque de segundo ela ainda podia imaginar o cheiro dele e seu toque gentil.

-Teddy ?- a voz de Annie despertou a loira.

-Oi?

-Você estava em transe. Pensando no professor é?

-Não ...eu só...que idéia Annie. -se levantou da poltrona e caminhando para um lugar vazio. Ao lado de Natasha, Alaric a observava em silencio. Alguma coisa naquela garota estava mexendo com ele de uma forma avassaladora, era difícil para ele, no começo achou que daria certo viver uma aventura louca com Natasha, afinal a agente não se apegava a ninguém, não queria se envolver afetivamente, ela era uma mulher forte e independente, Teddy era diferente, era doce, gentil e precisava ser conduzida de alguma forma, talvez ele pode-se ser essa pessoa, talvez ele precisa-se disso.

Enquanto pensamentos rondavam a mente de Alaric, Sam esforçava-se para dormir e esquecer a briga que tivera com Nikki, tentava também ignorar Dean, que cantarolava Kansas baixinho enquanto fitava Charlie, encolhida em uma poltrona sorrindo para a tela do celular. Ela estava focada na última mensagem que recebera.

Eu vi você antes de sair e posso dizer que estava perfeita, Char. Eu estou bem, está tudo bem. E ah...senti sua falta.” Damon não costumava ser paciente ou simpático, mas, aquele sms parecera tão sincero para Charlie que mesmo em um jato, ela resolveu responder.

“Tá tudo bem por aqui também. Já estamos no caminho de volta. Fico feliz que esteja bem, Damon.” A resposta lhe foi quase imediata.

“Espera, você ta me mandando mensagem do jato? Sabe o quanto isso é perigoso??? Tem noção do que eu faria comigo mesmo se acontecesse algo com você Charlotte???” ela sorriu devagar da preocupação dele, claro que se tratando de Damon poderia ser uma grande piada sarcástica, ergueu levemente os olhos e percebeu que Dean a fitava.

“Ok, vou parar, falo com você quando chegar aí”

“Ok. Hey, eu amo você.”

Ela apenas não conseguiu responder a última mensagem, não que a reciprocidade não fosse verdadeira. Ela era, era até demais, Charlie tinha certeza disso, quando chegasse em terra iria falar seriamente com ele e com Dean, precisava resolver a bagunça que era sua vida, precisava parar de jogar com os sentimentos das pessoas que ama. Olhou para Dean, voltou a cabeça e a encostou na poltrona, suspirou lentamente e fechou os olhos.

-Hey, tudo certo por aqui?-Alex falou sentando-se rapidamente ao lado de Emilly.

-E porque não estaria?-a garota perguntou ainda resistindo ao charme e olhos azuis do rapaz.

-Nada.- ele virou para frente e permaneceu calado.

-Vai ficar quieto mesmo? A presença de Alex com aquele sorriso bobo irritava profundamente Emily, ela apenas mantinha os braços cruzados sobre o peito e fitava emburrada a janela.

-Parece que essa abordagem funciona melhor com você. -ele virou para frente e a garota ignorou. Não daria o braço a torcer tão facilmente assim.

Clint caminhou até onde Annie permanecia sentada, ele olhou para Nikki que sorriu e saiu deixando os dois a sós.

-Você foi muito bem nessa missão! Disse tranquilo para a garota que sorriu.

-Obrigada, foram muitas emoções por uma semana! Ela parecia tímida, isso sempre acontecia quando estava ao lado dele, era estranho, e confuso, ela não sabia ao certo como agir.

-Isso é só um começo, você escolheu esse caminho e precisa suporta-lo com coragem! Clint falou de forma séria, queria deixar bem claro que ela precisava se cuidar.

-Eu sei disso, sei que é um caminho difícil, mas depois de demônios matarem minha irmã, deuses tentarem destruir o mundo, vampiros, bruxas, lobos e todo o resto eu achei que precisava ser o que sou agora!

-E o que você é agora? Perguntou Clint curioso.

-Sou uma Agente da SHIELD! Ela falou confiante levantando-se e indo em direção as garotas novamente deixando um Clint orgulhoso para trás.

-Pensando em mim?-a voz sexy e gentil de Gabriel falou próxima ao ouvido de Tulipa, fazendo cada célula do corpo da garota acordar.

-Nos seus sonhos, talvez.- ele sorriu de canto e sentou-se ao lado dela

-Own...nos meus sonhos você faz bem mais do que pensar em mim, garota.- ele sorriu maroto, daquela maneira que Tulipa odiava, não por ser um sorriso irritante, mas, por ser sexy demais para ignorar.

-Qual o seu problema? Você é um cara mal, eu sou a mocinha, nós não interagimos ok? Ele riu abertamente da jovem que por alguns segundos sentiu vontade de rir também mais abriu um pacote de biscoitos que havia levado e se afundou nele.

-Será que tudo em você é doce? Disse Gabriel roubando algumas bolachas, ela se movimentar para responder, quando a voz de Steve anunciou o pouso do avião.

Notas finais
Gente é isso, estamos quase no especial de Natal......se alguém tiver alguma idéia e quiser dividir pode deixar sua opinião ai pra gente ok.....beijos e até o Próximo