Apocalipse - Fic Interativa
21 Um pouco antes do Fim do Mundo
Notas iniciais
Pessoal eu quero começar essa nota falando sobre o ocorrido do ultimo capitulo sobre a morte de um dos personagens....
Eu havia mandado várias mensagens ao criador e ele ficou mais ou menos um mês sem responder......depois me mandou uma mensagem dando uma idéia sobre a morte de seu personagem e como poderiamos usar isso no futuro....no mesmo dia ele me mandou uma mensagem me mandando para o inferno, tipo?????? what??????
Bom....então eu quero esclarecer a todos que ninguém será morto do nada.....eu, a B e a Babi que tem me ajudado muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito nesses ultimos dias tentamos da melhor maneira avisar as pessoas sobre o que acontece na fic....até porque isso é INTERATIVO.....
Bem, ficam os avisos de sempre.......
E por favor se alguém não aparecer o suficiente vocês já sabem.....estamos tentando ao máximo dar foco a todos porque estamos caminhando para um final e não podemos deixar pontas soltas......
Sobre a B....ela tem andado ocupada com o vestibular e precisamos entender isso.....
Eu não pude postar ontem porque passei mais de 5 horas andando de loja em loja fazendo bolhas nos pés para comprar roupas para um casamento hauahuahauhauahuaha
Mais estou aqui......
Só mais uma coisa hauahuahau ultrapassamos o limite de palavras por capitulo hauahuaha vou dividir esse em dois ok....mais vou postar os dois juntos ok.....
Beijos da J
Hospital Central de New York
Demetra chegou de forma determinada, mas a cada passo que dava em direção á sala de Charles seu coração parecia querer bater novamente. A estaca de madeira como ele havia pedido estava escondida por baixo do casaco preto e seus pensamentos vagavam atordoados por toda a mente.
-Senhorita não pode entrar sem ser avisada o doutor não......
Mas Demetra não deixou a moça continuar, não precisava ser avisada, não sabia como Charles estaria em sua sala.
-Volte para sua mesa, pegue suas coisas e vá embora mais cedo, tire o resto do dia de folga o doutor não vai precisar de você por hoje! Disse olhando profundamente para a assistente que foi facilmente hipnotizada.
Ao chegar na sala viu com grande desgosto marcas de sangue pelo chão, sinal de uma tentativa de luta e bem longe, próximo a janela um Charles ensanguentado.
-Vermelho não combina muito com você! Disse Demetra de forma fraca.
-Sempre achei que essa cor ficava melhor em você, tem a postura certa para usa-la! Falou o médico com um fraco sorriso segurando levemente as mãos da mulher.
-O que aconteceu aqui Charles?
-O de sempre, cheiro de sangue pulsando nas veias, o desejo descontrolado por ele, a cede que me toma a tanto tempo que as vezes não sei quanto tempo faz que já não sou eu mesmo!
-E o corpo?
-Está no necrotério, foi fácil leva-lo lá e será fácil levar o meu também!
-Charles, você sabe que não precisa ser assim!
-E você sabe que isso é uma mentira não é? Eu sempre tive problemas com controle Demetra, eu nunca me aceitei como sou, não posso continuar como um assassino, eu preciso de paz!
Demetra se sentou ao lado do homem que não parecia querer sair do chão, ela fez um gesto o puxando para seu colo em um sinal protetor, delicadamente começou a acariciar os cabelos do vampiro enquanto tomava coragem para falar o que precisava.
-Naquela época eu sentia muita dor, meu marido havia sido morto por um grupo de caçadores, eles haviam virado uma espécie de praga para nós, eu sei que você se lembra, você costumava admira-los.
Demetra olhou pela janela com cortinas discretas do grande escritório de Charles e foi como se a luz ofuscante do sol a trouxesse para aquela época.
-Eu usava um longo vestido de época marinho e você parecia mais um senhor feudal mais era apenas um alfaiate! Ela sorriu para o vampiro que ainda sofria com a ação do sangue humano correndo em suas veias.
-Você era linda!
-E você era muito galante! Charles se levantou do colo da vampira e a abraçou, o cheiro de sangue na sala era muito forte e ele podia ouvir seu nome ser chamado em uma área do setor de emergência, mas nada podia ser mais urgente que aquilo, eles se levantaram e Demetra se afastou um pouco escorando-se na janela, vendo a luz que não podia queima-la.
-Você sempre quis saber o motivo pelo qual eu o transformei! Disse a mulher encarando o momento mais difícil de sua vida.
-Sim, eu preciso saber!
-São seus olhos! Falou de forma simples enquanto o homem deixava um sorriso escapar entre os lábios.
-Meus olhos?
-Eles são idênticos aos olhos de meu marido, eu nunca encontrei ninguém no mundo em todos esses anos que tivesse esse olhar e por essa razão eu não podia deixa-lo morrer!
-Demetra eu................
-Não Charles, não há momento melhor para você saber a verdade, você não tem idéia do quanto me dói tirar sua vida, é como se tirasse parte de mim também!
O vampiro não sabia o que dizer, olhava para a jovem de ar marrento e roupas cheias de personalidade, Demetra era tão jovem e tão velha ao mesmo tempo, ele queria poder viver com aquilo, ele queria não precisar matar mais ninguém, mas sabia que era impossível.
-Eu sinto muito! Disse ele.
-Eu também! Demetra não conteve seus impulsos, era difícil demais dizer adeus, muito mais difícil dizer a verdade, ela o beijou como sempre quis fazer, ela o puxou com força pelos cabelos, seu beijo era extremamente voraz, e o vampiro retribuía toda aquela intensidade.
Demetra usou seu poder criando uma ilusão na mente confusa de Charles, ela o levou para aquela época onde os dois ainda eram mais jovens e ele havia sido criado e ainda amava um pouco seu poder.
Deitados na grama do jardim do grande castelo Demetra usava um vestido medieval com a mistura dos tons vermelhos e preto.
-Você combina com essa cor! Disse Charles para a vampira que sorriu.
-Obrigada meu senhor, infelizmente não posso dizer o mesmo, devo dizer que essa cor lhe engorda! Demetra riu enquanto Charles fazia um gesto de indignado enquanto jogava flores sobre a mulher.
-Sempre teremos esse momento não é? Perguntou o homem com um certo temor nos olhos.
-Sempre, não importa o que aconteça! Ela apertou a mão do rapaz enquanto olhava para o lindo céu azul.
Demetra sabia que era o momento, enquanto Charles ainda estava preso em suas lembranças a vampira puxou a estaca escondida e enquanto o beijava cravou a madeira afiada contra seu peito.
Não ouve dor, não ouve tristeza, apenas um vazio abraçou o homem enquanto seu corpo parecia secar, Demetra retirou o anel de Charles que o protegia contra o sol e levou seu corpo até os raios que tocavam o chão entrando pela janela, ele queimou rapidamente até sobrar apenas algumas cinzas.
-Adeus Charles, meu amigo, meu amor, minha lembrança, eu sinto muito por ser assim, sinto muito por não poder fazer diferente, mas você merecia o melhor e o pior de mim!
A vampira olhou por alguns instantes aquela sala até finalmente criar coragem para ir embora deixando uma grande parte do seu passado para trás.
(....)
Asgard
Semele cruzava aquele corredor, requintado em beleza, decoração e banhado a ouro, sem olhar para o lado, se quer cumprimentava as pessoas que ali se encontravam, o que era estranho para a jovem educada e fina, seus passos eram apressados podia sentir seu longo vestido roxo, de tecido leve e confortável, arrastar ao chão, não havia tempo para ser uma lady, a garotinha corria a sua frente, nervosa para lhe mostrar o caminho até os aposentos de Balder, filho de Odin com Frigg, sendo meio irmão de Thor, diferente de Loki – que é meio irmão do Deus do trovão – que foi criado próximo ao filho mais velho de Odin, Balder viveu com sua mãe durante toda a sua infância e adolescente, mas após sua morte, foi viver no reino de seu pai, se reaproximando de sua família e tentando criar laços com seus principais membros, a inimizade entre ele e Thor é grande, mas o Deus da sabedoria se esforça para conquistar o carinho do meio irmão e futuro rei; o deus da sabedoria requisitava a presença urgente da parceira de Thor, não havia dito nada de extraordinário em sua mensagem através da criança, mas dissera que vidas corriam riscos e que ele precisava lhe mostrar tudo, era esse o seu dever e era isso que seus poderes o indicavam a fazer.
Ao adentrar em seus aposentos, agradeceu a garotinha, que rapidamente correu dali, e observou aquele homem de pele pálida, barba espessa, cabelos negros como a noite e olhos azulados, ele se encontrava sentado em uma poltrona, mas se ergueu assim que Semele adentrou o ambiente e reverenciou o homem, ele se aproximou da jovem, com certa aflição em seu olhar.
- Semele, tenho uma mensagem divina que poderá mudar o curso do mundo, e apenas você poderá ser portadora dela, já que ela envolve não apenas você, meu meio irmão, mas outras pessoas que você ama, os reinos e a terra.
- Diga me, Balder, o que você viu? – Se sentindo um pouco desconfortável por estar sozinha com ele, sabia que Thor não gostava do homem, mas se ela era a única que poderia ouvir tal mensagem, ela teria que fazer um esforço e depois explicar a Thor a situação, e não podia negar sua intensa preocupação com as palavras do Deus da Sabedoria.
- Será mais fácil se me permitir mostrar o que vejo. – Ele deu um passo a sua direção, e Semele se afastou dois, o olhando meio selvagem, meio curiosa. – Prometo que não farei nada que possa machucá-la.
- Como você pretende me mostrar?
- Apenas me permita segurar suas mãos e relaxe, será mais fácil para nos conectarmos, e para ver tudo com clareza, como vejo.
Semele o olhou desconfiada, temia que suas habilidades fossem além disso, mas se lembrou de uma conversa que havia tido com Thor, na qual ele descrevera as habilidades de cada irmão – e as suas -, de certo modo, ela estava segura, e pelo motivo, ela teria que ser corajosa, mesmo se soubesse da existência de riscos. Ela se aproximou do homem com cuidado e estendeu suas mãos, ele com seus cuidados de cavalheiros a tocou, respirou fundo e fechou os olhos, e começou a pensar nas lembranças que o estavam atormentando-o e eram uma mensagem para Semele e seu mundo.
Ela podia ver como se fosse uma lembrança sua, tudo ocorria com uma realidade sufocante, os sons, as imagens, tudo ao seu arredor, ela sentia o vento, os objetos ... era real.
Ela via diversas imagens, aleatórias: pessoas correndo, fugindo de explosões, prédios caindo, carros sobrevoando e atingindo outros veículos, ela pode ver Loki andando acompanhado de uma horda de demônios comandado por um homem alto e loiro que sorria maliciosamente, Steve liderava Natasha, Sara e Moira para atacá-los, enquanto Tony, Hulk e Moira vinham por outro ponto estratégico, não muito longe, Klaus e seus híbridos atacavam os Salvatores, os Winchesters e Nikki, e ela pode ver de relance Clint se defendendo de alguns híbridos enquanto protegia Brooke; Tudo ficou negro e de repente, eram apenas escombros, humanos mortos, alguns esquartejados, outros sendo devorados por híbridos, outros sendo torturados por demônios, alguns apenas agonizando, saindo de um muro de concreto Pandora surgiu, ensangüentada, segurando a mão com força, podia se notar que faltava alguns dedos em sua mão esquerda, que estava enrolada em um pano, ela mancava e olhava ao arredor apática, os corpos de Charlie e Dean não estavam muito distante um do outro, o mesmo podia se dizer Ariel que estava sendo segurada por Tony em seus braços, ele que não permitia que ninguém se aproximasse, Tutti chorava no colo de Steve, que estava apático, Edu estava ao chão, os olhos arregalados, e sua cabeça desprendida do corpo, Annie olhava a tudo sem acreditar, via Alex se aproximar ensangüentado da cabeça aos pés com um olhar ensandecido carregava em seus braços o corpo desfigurado de Emily , Moira chorava desesperada em cima do corpo da irmã gêmea, os olhos arregalados dela, observavam diretamente o topo de um prédio onde Loki observava a cena, glorioso, o assassino da bruxa; Stefan estava sentado ao lado de Damon, observando a tudo sem palavras, viam Sam chorar desesperado, vendo Nikki e Dean morto, Natasha se aproximou do Winchester, tentando lhe dar apoio, foi quando seus olhos encontraram alguém desfalecido ao chão, morto por sua própria arma, nos braços da morta, Brooke segurava Clint como se ele fosse seu bem, seus olhos estarrecidos e seu coração partido, ele morrera por ela. Bruce estava desacordado, quase que em estado de coma, e bem longe do local onde a maioria dos Vingadores se encontrava. Por fim, ela se viu, os olhos arregalados, a cabeça desprendida do corpo, e a respiração lhe faltou ... Morta.
- O-o que foi isso? – Semele falou, já afastada do Deus, com uma mão em seu coração e outra na testa, estava descrente de tudo que vira, mesmo sendo totalmente real.
- O futuro, minha cara.
- Mas ... – Ela pensou, tentando se lembrar de Thor ali, mas não conseguiu se recordar da imagem de seu amado.
- O futuro de Mindgard se aproxima a isso, e quando tive essa visão, eu senti que ela pertencia a você e vi mais, contudo você não poderá mais ver isso, está afetada emocionalmente com as imagens.
- O que você viu exatamente? – Ela questionou, acreditando em tudo que o Deus dizia, mas ainda tentando manter os pés no chão.
- Que após esse ataque, o planeta terra será escravizado por um demônio chamado Noah, todos os sobreviventes irão se tornar seus escravos, novas regras serão criadas, morte e todos seus maus serão corriqueiros, e os humanos com habilidades, em demônios; Loki irá ser aprisionado em seu maior medo e Klaus, o híbrido, também terá seu fim, nas mãos de alguém que ele mais confia, e os vingadores, serão mortos em praça publica e em rede internacional, um por um, contudo ... o mundo estará perdido para sempre e com isso, os nove reinos, assim, todo o universo perderá o equilíbrio, e o fim estará próximo.
- Você quer dizer, o apocalipse? – Semele questionou descrente, jocosa.
- Exatamente isso. – O deus murmurou, pensativo. – Você é a portadora da mensagem, ainda a tempo de reverter esse futuro, de escravidão, novas leis e o fim de tudo que conhecemos e acreditamos.
- Mas ... – Semele murmurou, passando as mãos nos cabelos nervosa.
- Você pode salvar a todos que ama e os reinos, minha cara dama. Você só precisa alertar os humanos dos perigos que se aproximam, mudar o futuro e fazer o certo enquanto existe tempo ... Posso lhe garantir, o tempo é curto e esse ataque será entre amanhã e daqui duas luas, e após esse ataque, nada será como conhecemos.
- Mas como farei isso? Preciso partir de Asgard e ir até a SHIELD, mas ... mas se eles não me ouvirem? Se não acreditarem em minhas palavras? O que farei? É uma responsabilidade muito grande, eu preciso ... eu preciso saber como fazer isso. – Semele questionou mais para si do que para o Deus da sabedora, seus olhos encontraram os deles e o mesmo sorriu gentil.
- Seu coração tem a resposta.
Lutar, foi o que seu coração disse.
(....)
Base da SHIELD
Eduardo havia se refugiado na sala de treinamento, ele não queria ver a equipe chegando com Tutti, Annie e com elas seus problemas pessoais, ele só queria treinar suas transformações.
Muita coisa tinha mudado, ele já tinha o auto controle sobre suas transformações e era algo incrível, também não se sentia mais tão estranho ali na SHIELD, mas no fundo queria muito voltar para as florestas.
Seu celular tocou o tirando de seus pensamentos e ele atendeu com um grande sorriso.
-Megan?
-E ai peludo você continua na reserva ou foi abduzido por ets? Disse uma voz alegre do outro lado, Megan era uma garota jovem de longos cabelos castanhos, seus olhos tão negros como o céu sem estrelas e um jeito latino que só ela sabia ter, sua mãe era Mexicana e seu pai era um Xamã, nada mais perfeito para um lobo nascer, nos meses em que Edu andou pelo país em busca de respostas ela foi uma referencia para esquecer os problemas, uma boa amiga e assim como ele entendia os problemas de ser diferente.
-Não seja boba eu ainda sou mais forte que você!
-Não quando eu estou de mau humor, mas Edu preciso lhe falar uma coisa!
-O que aconteceu com o bando? O bando dos lobos fantasmas, assim intitulado por Victor era um dos maiores bandos que Edu havia visto, eles seguiam Victor por todos os estados em caçadas e transformações e ele próprio tentou viver entre eles.
-Caçadores vieram.......
-Ah não.....não me diga que......
-Victor está morto! A loba falou com um nó na garganta, ela tinha medo do que poderia ouvir em resposta aquilo que foi o verdadeiro motivo pela sua ligação.
-Quando foi isso?
-Foi a noite, nós estávamos dormindo.....não havia lua no céu, apenas nuvens e um tempo de chuva, os caçadores vieram em grande numero e vários de nós foram mortos, eu só sobrevivi porque Victor me ajudou, ele era como um pai para mim e ele deixou um recado para você!
Eduardo respirou fundo tentando conter a emoção, não conseguia aceitar que seu grande amigo, o homem que havia lhe ensinado tanta coisa havia morrido, e que provavelmente iria lhe passar uma missão mais difícil do que poderia suportar.
-O que ele disse Megan?
-Ele queria que você assumisse nosso bando Edu, ele confiava em você e sabia do seu potencial, eu sei que você vai conseguir, sei que é capaz, por favor Edu, nós estamos no Canadá agora, precisamos de sua ajuda eu não consigo sozinha! Foi difícil para Megan concluir a frase mais ela era uma garota forte e precisava ir até o fim.
-Eu só preciso de um tempo ok, prometo que entro em contato assim que estiver tudo resolvido aqui! Disse Edu segurando as lágrimas e o nó em sua garganta.
-Não demore Edu! Megan desligou e Eduardo ficou ali parado por alguns minutos, aquela sala de treinamento nunca pareceu tão vazia.
Ele se lembrou de momentos com o bando enquanto tentava lutar contra lua transformação mais isso só aumentava sua tristeza ao pensar em Victor, aquele homem de 40 anos que era um advogado bem sucedido até o dia em que fora assaltado e por se defender matou o meliante, ele não foi preso, tudo havia sido esclarecido, tinha sido legitima defesa, e na primeira lua a transformação surgiu.
Ele dedicou sua vida a ajudar pessoas como ele, aprendeu tudo o que precisava para ser um “Alfa” e agora era Eduardo que tinha que assumir essa missão.
Edu percebeu que alguém o observava parado na porta mais como estava com a cabeça baixa não viu logo de cara quem era.
-Edu? Você está bem? Disse a voz doce de Annie.
-Não sei como definir essa palavra! Disse o rapaz com um sorriso fraco.
-Edu o que aconteceu? Annie se aproximou com cuidado, seus últimos momentos com o lobo não haviam sido tão tranquilos, por mais que eles haviam conversado e tudo mais ainda havia uma magoa no ar.
-Não é fácil de explicar, muito menos agora!
-Está tudo bem Edu! Annie olhou para o rapaz com um pequeno sorriso enquanto segurava seu braço o que deu abertura para que ele a abraçasse, ele não quis saber dos problemas ou brigas ou relacionamentos que se envolviam ali, ele só queria um abraço nesse momento de dor.
-Eu estou aqui Edu, se acalma! Annie estava cansada, havia acabado de chegar de sua primeira missão, tinha sido algo emocionante e diferente e Clint havia sido um cara legal, mais apenas isso, nada demais, ela queria muito dormir por horas e esquecer os seguranças que foram mortos por sua equipe, mas naquele momento ela precisava muito apoiar aquele que um dia foi o cara mais especial de sua vida.
-É sério, é bom alguém me dizer porque os vestidos da Tutti estão no meu guarda roupas! Disse Emily furiosa com vários vestidos coloridos nas mãos fazendo Edu ficar um tanto preocupado com aquilo.
(....)
Em algum lugar em New York
Damon havia saído da Torre Stark enquanto Brooke ainda dormia, ele sabia que Pandora iria proteger a vampira e ainda tinha Demetra e o sem graça do Charles para qualquer eventualidade, apesar de que Charles estava no hospital fazendo um plantão e logo pela manhã ele ouviu Demetra falando com alguém no celular, provavelmente o médico idiota havia arranjado confusão demais, mesmo assim Damon tentava permanecer tranquilo com seus pensamentos, afinal os vilões da história permaneciam em silencio, sem contar que Klaus permanecia preso o que o deixava ainda mais tranquilo em relação á amiga, ele sabia que Elijah também estava por perto mais não iria se preocupar com ele agora.
Ele deu algumas voltas pela cidade e finalmente parou em um local especial, olhou para o celular algumas vezes mais ignorou aquela idéia idiota, pensou em Charlie voltando para casa e em si mesmo retornando um dia.
Damon olhou o cachecol mais uma vez e sorriu de si mesmo sentindo-se estúpido. Ele continuava guardando aquele maldito cachecol desde a primeira vez que vira Charlie, quando ela esqueceu aquilo no carro dele. Era outono e haviam folhas caindo por todos os lugares, ele lembrava bem daquilo, eles tinham corações partidos e estava frio o suficiente para desejarem si aquecer o mais rápido. E eles conversaram, e algo nela parecia apenas certo, apenas encaixado, e pela primeira vez ele pode esquecer Elena tempo o suficiente para não desejar lembrar mais, não que tenha sido fácil, Elena sempre viveria na mente dele assim como a época em que viveu com Katherine, ele jamais a esqueceria assim como Stefan também, e isso era o que mais o incomodava em ser um vampiro, tudo de um jeito ou de outro, acaba sendo eterno.
Ele encostou a cabeça no banco do carro e colocou o cachecol no banco de passageiro. Estava numa rua pequena de Nova York tentando ajustar-se aquela situação. Ele a vira com Dean e teve medo de perder algo, medo de perder o modo como as bochechas dela queimavam em vermelho quando falavam sobre os olhos dela, perder o modo como ela parecia uma criança preguiçosa se revirando na cama nas segundas de manha, perder o modo como ela sorrira para ele no primeiro dia, lhe dizendo que ele não era um monstro, o modo como o desafiara da primeira vez, o modo como ela conhecia todo o passado dele, porque ele tinha certeza que queria que seu futuro fosse ela, mas claro, Charlotte não era mais a menina inocente que fora abandonada pelo caçador galinha, Charlie agora era uma mulher muito mais forte, claro que ainda tinha seus problemas, como a incapacidade e ver a verdade e tentar fugir de todas as formas possíveis de uma escolha, afinal ele sabia que ela sempre teve medo de escolher errado e talvez, fosse exatamente o que estivesse fazendo agora.
Lá estava ele parado de novo. Naquele carro, olhando o velho cachecol favorito que ela esquecera, em uma rua pequena de Nova York, com a chuva molhando as vidraças. Foi quando o telefone tocou. Ele sabia quem era, She Will be loved, a musica favorita de Charlie não deixava mentir. Apertou o botão de atender.
-Pronto. -a voz talvez tenha soado impaciente, mas, essa não tinha sido a intenção, mas Charlie o conhecia, e Damon Salvatore estava longe de ser um cavalheiro.
-Onde você está? Disse de forma casual.
-Em alguma rua de Seattle, por que? Disse Damon prestando atenção no que parecia ser o barulho da nave que havia chegado com os agentes, eles deviam ter acabado de chegar e ele podia ouvir os risos de Dean falando alguma coisa sobre o vestido de Charlie para Sam que ria junto ao irmão.
-Porque senti sua falta, Damon.- e ele sabia o que viria depois disso, provavelmente uma promessa que o quebraria, estava cansado disso, mais não conseguia fugir.
-Eu senti sua falta também, Charlotte!
-Charlotte? O que está havendo, Damon? Está tudo bem?-houve minutos de silencio até que a coragem passou pelo corpo dele. Se ele mentisse agora a perderia para sempre.
-Eu estou com medo, Charlie! Sabia que era idiota dizer aquilo, provavelmente aquelas eram palavras que o Stefan falaria.
-Damon, você não tem medo de nada!
-Bem...eu tenho medo de perder você, sei disso agora, queria ter dito isso antes, porque da vez que quase morreu, parecia que eu tinha morrido de novo, se é que isso é possível!
-Eu tenho medo de perder você também, Damon, é complicado e é por isso que estou ligando! Charlie sabia que era o momento de resolver tudo.
-Pode me procurar caso me perca, Charlie, como já disse a mim sempre restará a imortalidade!
-E você vai estar lá? – ele sorriu instantaneamente com a única certeza que tinha, ele estaria.
-Esperando pelo nosso conto de fadas, e realmente gostaria de saber como isso termina! — ela afirmou baixo soltando uma risada sincera, esses momentos com Dean que havia vivido a fez pensar no óbvio, Dean sempre foi e sempre seria um caçador, ele iria precisar partir mais cedo ou mais tarde e ela não queria viver isso, esse foi um dos motivos do término deles da ultima vez e não queria que isso tornasse a acontecer, queria continuar com seu consultório em Mistic Falls, porque ter ido para New York também havia sido um erro, seu relacionamento com Alex não foi o que esperava, por mais que ele fosse um bom homem, talvez a questão não fosse ele, quem tinha os problemas ali era ela afinal.
-Simples, nos vivemos felizes para sempre no fim de tudo. Olhe, espere por mim, estou indo ver você, e é melhor o caçador não ter nenhuma estaca por perto, acho que chegou a hora de nós três conversarmos sobre tudo isso de uma vez por todas! Falou desligando o telefone e dando partida no carro, iria fazer uma ligação para a base e pedir um helicóptero o mais urgente possível, precisava ir a base e resolver sua história mesmo que para isso fosse iniciar uma guerra com os Winchesters.
(.....)
Base da SHIELD – Cela
Tutti foi revistada por dois guardas, que procuravam armas ou qualquer conteúdo que pudesse ajudar Gabriel a sair daquela cela, como uma agulha, como um dos guardas murmurou, contudo, apenas encontraram a cesta conteúdo alguns lanches, sucos em caixinha e doces, doce e gentil como sempre, deu a eles sanduíches e sucos e adentrou o ambiente, a imagem era um pouco incomum: todas as celas vazias e em plena escuridão, apenas uma se encontrava acesa, a do canto esquerda, a pessoa que nela estava encontrava-se ao chão fazendo flexões, o corpo suado e a blusa colada ao corpo fez Tutti abrir e fechar a boca sem saber ao certo como interrompê-lo.
- Eu lhe causo falta de ar, senhorita Tulipa? – a voz de Gabriel ressoou no ambiente e com um pulo, ele se pôs de pé, observando-a daquele modo malandro de sempre, ela se manteve estática e olhou de soslaio vendo que nenhum guarda havia adentrado o ambiente, conheciam as habilidades da jovem, sabiam que sem armas ele não fugia, logo ela podia nocauteá-lo. – Eu acho que lhe causo uma confusão lingüística.
- Eu só vim lhe trazer algumas coisas para comer, estão todos ocupados com suas tarefas, supôs que o agente encarregado não teria tempo e estava certa, então apenas vim lhe fazer esse favor. – Ela depositou a cesta em um espaço onde passasse a comida e ela foi depositando ali em pequenas quantidades o que ela levou, Gabriel não estava interessado nisso, olhava para o corpo dela mordendo os lábios, ela estava com suas roupas de agente, diferente de Natasha que apreciava um decote, Tutti mantinha seu zíper até o topo., ele ficou imaginando o que ela faria se ele o abaixasse, ele fechou os olhos por um momento, tentando controlar seus impulsos, mas não conseguiu, se aproximou feroz da grade o que a surpreendeu, ela tentou se afastar, mas ele segurou seu punho a mantendo ali, a centímetros dele.
- Me solte Gabriel, ou terei que fazê-lo por ti.
- Não consigo parar de pensar em você. – Ele disse em um sussurro, seu hálito quente tocando a pele de Tutti, ela não fez nada apenas olhou aqueles olhos verdes sem palavras, ele se aproveitou e prendeu sua outra mão na cintura dela, sentindo sua curva jovem e delicada. – Você não sai da minha cabeça e eu preciso te ter ... nem que seja por um momento, mas preciso suprir isso, ou cometerei uma loucura.
- É mais capaz de você fazer o último, já que você é louco. – Ela tentou se afastar, mas foi pior ele a puxou mais determinado e agora suas mãos estavam fixas em seu corpo também, a dele, perigosamente se alojava em sua cintura. – Me solte agora, ultima chance.
- Eu entendo porque o Steve não age. Porque ele está na mesma posição que eu nesse momento, ele sabe que você é uma garotinha, faltando apenas um passo para se tornar uma mulher ... – Sua voz sussurrou e sua mão desceu um pouco mais, encostando a lateral da coxa da jovem, e ela sentiu uma quentura desconhecida naquela área e suspirou, fincando suas mãos nas costas dele. – E que isso é uma grande obrigação para um homem, sendo que ele pensa muito nas responsabilidades e sentimentos, por isso não age, mas eu ... Só penso no prazer.
Ele a olhou, sua mão ainda fazia trajetórias perigosas em suas coxas, as delas mantinham se presas em suas costas e ela controlava o impulso de soltá-lo e o outro, de gemer, ela não gostava dele, nem um pouco, não era como Steve, ela o via e o queria, seu coração gelava e tudo parava, mas ela entendia seu sentimento por Gabriel, era recíproco ela o queria como homem e ele a desejava como mulher, a mão dele livre subiu um pouco e tocou a lateral de seu seio acariciando lentamente como se quisesse mostrar a ela que ele sabia o que fazer para enlouquece-la, ela mordeu os lábios, tentada a ser impulsiva.
- Se você me quer, do mesmo modo, e eu sei que quer, posso ver pelo seu olhar, me tire daqui só por essa noite, me leve a seu quarto e depois, pode me trazer de volta para cá, sou um homem de palavras. Não fugirei e nem farei nada que você não queira, agora ... se você não me querer, apenas diga e irei respeitá-la.
- E-eu ... eu te quero, desse modo. – Ele sorriu de lado, um pouco convencido. – Mas não quero que seja assim, só por uma atração e com um cara como você, errado e malicioso, eu quero que seja com alguém que me respeite como sou e vice –versa, eu posso ser doce e ingênua, e talvez me esqueça que os homens precisam de um incentivo maior as vezes, mas não serei esse tipo de garota, só buscando por um prazer, eu quero o pacote completo e você não é esse cara.
Tutti aproveitou a disposição da mão e deu um beliscão em Gabriel na altura de sua clavícula o que o desnorteou, em seguida, e sabendo que conseguiria tal gesto, acertou um chute na área intima de Gabriel, que caiu ajoelhado no chão e sem dizer mais uma palavra, ela saiu decidida do local, sentia uma quentura em todo seu corpo e uma vontade de tentar algo que nunca acreditou que sentiria; essa vontade vinha de sua impulsividade e de seus sentimentos, já que a todo momento que fora tocada por Gabriel, ela só pensava em outra pessoa, e agora ele queria que ela pensasse em si também.
(....)
Aposentos de Thor – Asgard
- Ele é um lunático. – Thor gritou com raiva e seu orgulho exacerbado, sem contar, sua raiva por saber que Semele havia se encontrado com Balder, sem sua presença. – Você não pode acreditar nessas histórias de contos de Fadas de Balder ...
- Thor, eu entendo sua opinião sobre Balder, mas ele não me mostraria isso sem ser verdade, Odin o renegaria e o expulsaria dos reinos; ele é um homem honroso e sério, mesmo você o achando orgulhoso e um traidor, ele veio até mim porque sabe que sou a ligação mais próxima dos humanos, já fui uma. Mesmo ele estando enganado ou tramando algo ... – Ela não acreditava nisso, mas precisava persuadir Thor, que olhava pela varanda de seu quarto, observando Asgard com o cenho enrugado e um olhar furioso. – É melhor eu tentar alertar os nossos amigos, só por garantia.
Thor ficou calado por breves segundos, olhou para Semele, pensativo e após um suspiro pesado, ele segurou seu rosto com delicadeza.
- Se é assim que deseja, minha dama, faremos desse modo. Iremos até meu pai, o grande Odin, e iremos pedir permissão para usarmos a ponte e irmos a Terra, avisar os nossos amigos do ocorrido, deixarei meus melhores guardas vigiando Balder contra qualquer tipo de plano malicioso e qualquer coisa Sif e meus amigos irão ao nosso encontro. Assim está bom para você?
Semele assentiu e sem hesitar beijou Thor, mas logo se afastou, abraçando o com carinho, mas sentindo seu coração apertado, ela sabia que estava afetada com as visões que vira, mas ela não podia esconder de si, que já tinha uma sensação ruim em si quando pensava em seus amigos na terra e seus confrontos, e agora com essa visão de Balder, ela tinha certeza que já estava pressentindo esse futuro, e não iria contra a sua intuição, mesmo que Thor negasse seu pedido de ir a terra, ela daria seu jeito, pelas pessoas que ama.
(....)
Em uma casa alugada no centro de New York
Elijah olhava para o grande sofá onde Brooke havia ficado alguns dias atrás quando ele a salvou no beco perto da boate, o perfume dela ainda brincava por entre as almofadas e isso o fazia sorrir como a muito tempo não fazia.
-Sempre perdido em seus pensamentos irmão! Disse Rebekah olhando de forma curiosa para Elijah.
-O passado e o presente tendem sempre a se fundirem na minha vida! Falou o vampiro colocando a taça sobre a mesa andando pelo salão tocando suavemente nas teclas de um belo piano de calda.
-É por causa dela não é? Disse Rebekah de forma astuta, mas Elijah não respondeu.
-Klaus nunca vai deixa-la ir até você irmão, ele já a impediu uma vez e devo dizer que foi muito doloroso! Falou Rebekah se lembrando de fatos que não queria lembrar, de coisas que Klaus as vezes lhe confidenciava e que por anos atormentava sua mente.
-O que quer dizer com isso? Disse Elijah preocupado.
-Apenas......não traga mais sofrimento para nenhum de nós! Disse a vampira deixando Elijah com seus pensamentos, ele se sentou no sofá sentindo o aroma da mulher sobre o tecido e relembrou alguns fatos do seu triste passado.
Flash Back On
Foram 03 meses de viagem, e nada, Klaus voltou para casa sem ter a sua maldição do sol e da lua destruída, estava mal humorado e irritado, só queria se alimentar do que encontrasse pela frente e ficar amargurado e resmungando sobre sua mais nova derrota. Elijah não, ele queria ir para casa, estava cansado disso tudo, de viajar de cidade em cidade para encontrar uma resposta que nunca vinha, ele prometeu a Klaus que o ajudaria no que fosse necessário, mas ele estava farto, ele nunca ficara tanto tempo afastado de Brooke, e ele não confessava isso, mas odiava essa distância, ainda mais quando ele sabia que ela estava sozinha com Rebekah e Kol, ele havia pedido que Finn ficasse de olho na jovem, mas tinha certeza que ele havia ficado de olho em sua namorada, Sage. Ele só queria se sentir em casa.
Ele deixou Klaus em um pub perto da entrada da cidade onde os Mikaelson estavam vivendo, o mesmo o convidou para umas bebidas e um pouco de sangue, mas Elijah negou, era sua chance de chegar em casa e ter um pouco do encanto de Brooke só para si.
Ele chegou através do bosque, andando calmamente, podia sentir o cheiro amadeirado que vinha das veias dela, o som de seu coração batendo lentamente e sua respiração calma e tranqüila, um som tomou conta do ambiente e algo afiado encontrou um tronco, ele saiu da floresta e viu a certa distância Brooke com seu vestido longo de tecido fino e que modelava seu corpo jovem e delicado, era vermelho sua cor predileta, ela portava um arco e flecha e já tinha uma nova flecha na mira, pronta para atirá-la no tronco de mira que um dos empregados estava a arrumar para ela; Brooke se preparava para um novo tiro, mas tudo mudou ... Seu coração acelerou e sua respiração congelou, ela virou o rosto levemente e seus olhos verdes encontraram os castanhos de Elijah, ele a olhou cordial e fez uma reverencia, sem pestanejar ela abriu um grande sorriso e começou a correr, como uma humana, enquanto uma empregada que a assistia treinar gritava que uma dama não devia correr ...
- Eu nunca fui essa coisa chata chamada de “dama”. – Ela gritou enquanto acelerava os passos segurando a bainha do vestido e no momento certo pulou nos braços de Elijah que a recebeu com um abraço apertado, ele a girou e ambos riram. – Que saudades senti! Você havia dito que seria apenas sete dias de viagem ...
- Tivemos que estender, espero que não tenha ficado chateada ao descobrir isso através de um pergaminho. – Elijah disse ao colocá-la no chão e voltando a sua postura cordial.
- Não, eu apenas destruí toda a sua coleção de livros e bebi os uísques finos do Nik. – Ela respondeu com aquele sorriso sapeca.
- Você nunca destruiria os meus livros, você os adora.
- Mas beberia o Uísque ... – Eles disseram juntos e começaram a rir, ele estendeu seu braço para caminhar ao lado da mesma em direção da casa. – Então, novidades?
- Foram os 03 meses mais entediantes da minha existência. – Ela respondeu o olhando com aquele brilho nos olhos, tão cheia de vida e encantos, ele podia girar o mundo e nunca encontraria uma jovem como ou melhor que Brooke. — Fui irritada por Rebekah, perturbada por Kol e ignorada por Finn, só tive atenção dos empregados, mas eles são pagos para isso, então não vale ... Teve dois bailes no condado, mas não pude ir em nenhum, não tinha par. – Ela murmurou, fuzilando Elijah que riu, ele era péssimo em bailes, mas se esforçava já que ela adorava dançar. – E comprei dezenas de vestidos e chapéus, e estou cada dia melhor no arco e flecha ...
- Você sempre diz que passou os momentos mais entediantes de sua vida quando viajamos, mas não parece que fora tão ruim, só normal.
- Garanto que se eu tivesse ido teria sido bem mais proveitoso. Eu não tinha com quem conversar, fiquei escrevendo cartas para você, mas não sabia para onde mandar, então as guardei.
- Quero lê-las.
- Não tem nada demais nelas, só inutilidades do momento, estava sozinha e precisava falar minhas besteiras e você sempre as escuta com tanto interesse ... – Ela murmurou rindo.
- Eu gosto das suas inutilidades.
- Mas não gosta da minha companhia em missões. – Disse ela, cutucando-o no ombro.
- Foi bom você ter ficado aqui, foi tedioso e perigoso a viagem.
- Eu entendo a sua proteção, mas eu não sou fraca. – Brooke parou e olhou com firmeza, ele sabia o tão forte que era, mas não queria que ela se envolvesse naquele mundo, se ela entrasse nunca mais conseguiria sair, e o irmão estava ficando cego pelo poder, poderia fazer coisas com ela que se arrependeria para sempre. – Eu posso encarar qualquer coisa por vocês ... você, principalmente.
- Porque eu principalmente?
- Você nunca vai saber. – Ela respondeu com um sorriso no canto dos lábios, ele a olhou cheio de perguntas e desejos, suas mãos desceram pelos seus braços e ela sentiu cada nervo sendo tocado pelos seus dedos mesmo que o tecido do vestido estivesse no caminho, ela mordeu os lábios sem desgrudar seus olhos dos deles, parecia que se observavam por uma eternidade, ele tocou suas mãos e ela sorriu, abaixando o rosto, ele ergueu seu queixo delicadamente, seus rostos a centímetros ...
- Atrapalho alguma coisa? – Aquela voz de sotaque pesado e dominador tomou conta do ambiente, Elijah e Brooke abriram os olhos e juntos viram Klaus com suas vestes mais belas e em mãos com uma caixa redonda de porte fino, ele estava com aquele sorriso característico, observando com atenção o casal. – Minha pequena Brooke, que saudades senti de você!
Ela se soltou dos domínios de Elijah e correu na direção de Klaus, o conforto era que ela não o havia abraçado com tanto entusiasmo, ela parecia um pouco entorpecida, mas Klaus rodou com ela e deu um beijo carinhoso em sua bochecha, Elijah virou o rosto, incomodado com a aproximação deles, quando voltou seu olhar viu como Niklaus o olhava, vitorioso.
- Olha o que trouxe de viagem para você, às mulheres em Paris só estão usando esse tipo de chapéu, imagine como as velhas muquiranas desse condado vão ficar ao verem você com a última moda Parisiense. – Klaus disse, abrindo a caixa e mostrando a ela um belo chapéu azul com um grande laço.
- Nik, é belíssimo! – Ela disse segurando o chapéu com cuidado e cheia de admiração.
- Como a dona dele, agora vá ... vá experimentá-lo, quero ter certeza que a beleza dele só irá aumentar a sua. – Ela se afastou, indo em direção do casarão. – Ah! Coloque aquele seu vestido azul para combinar com ele, vamos jantar com o prefeito. – Ele concluiu com o seu sorriso mais charmosa, ela sorriu de volta e encarou Elijah que disfarçou o ciúme com um sorriso falso, ela retribuiu, mas antes de entrar em casa ela suspirou, triste com toda aquela situação, mas tudo passou, a futilidade a dominava sempre. Ela nunca teve nada e Nik sempre lhe dava tudo que desejava ... Ela olhou o chapéu e mordeu os lábios, contendo um sorriso e correu para o seu quarto.
Ela nem imaginava a guerra de egos que se encontrava do lado de fora.
Klaus se aproximou de Elijah com aquele sorriso que o irmão mais velho tinha vontade de arrancar de seus lábios, principalmente quando tinha a Brooke envolvida, mas ele manteve sua posição cordial enquanto Klaus parou na frente do irmão e o observou.
- Você realmente achou que eu ia preferir um bar a ver a minha preciosa Brooke? – Klaus sussurrou, tendo certeza que só Elijah poderia ouvi-los, não seria a primeira vez a Brooke ouvi-los, ela era esperta, mas ainda era mais jovens do que eles.
- Eu estava cansado, só queria chegar em casa e descansar. – Ele respondeu com firmeza.
- E ver a Brooke. Você me acha um idiota, não é Elijah? – Klaus questionou com o cenho enrugado, e riu de modo jocoso. – Você realmente acha que eu não percebo os seus sentimentos por ela?
- Eu não tenho idéia do que você está falando.
- Tudo bem ... – Klaus disse debochado, ele tomou uma expressão seria e ficou a centímetros do irmão, olhando seus olhos com atenção. – Porque vou deixar algo bem claro agora para você, irmão: ela é minha Brooke, nunca será sua, nem em seus sonhos e pensamentos mais pessoais, compreendeu? Então, se você acha que em algum momento ela será sua, pode esquecer, ela é e sempre será minha, agora ou daqui a duzentos anos, e você sempre será o irmão dela, como é para mim. – Klaus começou a andar achando que havia dado a última palavra, mas parou bruscamente ao ouvir a voz do irmão.
- É ela quem decide a quem pertence, não você.
- E você acha que eu já não tomei providencias sobre isso, Elijah? – Klaus questionou e olhou o irmão com um sorriso sacana. – Ela é e sempre será minha.
Flash Back Off
Notas finais
Se alguém tiver alguma sugestão pode mandar, estamos aceitando tudo e gostamos muito da participação de vocês......
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