Notas iniciais
Bom, acho que deu pra perceber que eu estou mais frequente com a postagem, mas sinto informar que talvez o próximo capítulo demore um pouco mais, pois estou terminando outras fanfics que deixei em aberto e que precisam apenas de um final e de trabalhos imensos de faculdade ultimamente, mas juro que vou fazer de tudo para postar o mais rápido que conseguir... Por enquanto é isso, Boa leitura!

Fora apenas um encostar de lábios, um selinho até a ruiva se separar e olhar profundamente nos olhos do azulado. O mesmo ainda estava imóvel devido ao ato da ruiva, mas por dentro aqueles sentimentos que ele pensava estarem esquecidos voltaram mais fortes do que nunca.

– Erza...

– Desculpa – ela arregalou os olhos – Eu não devia ter feito isso, eu não sei o que deu na minha cabeça e ainda mais você falando do passado e...

– Eu ainda te amo, pode parecer difícil de acreditar, mas eu nunca deixei de te amar.

– É realmente muito difícil acreditar nisso – disse aproveitando a deixa e se distanciando dele – Até parece que eu não sei que você tem uma noiva, e para querer se casar você deve ama-la muito.

– Desde que o meu relacionamento com a Ultear começou, eu ainda não disse nenhuma vez que a amava, parece estranho, mas eu não em sinto a vontade de dizer aquilo que não sinto.

– Então por que vai se casar com ela?

– Eu sei que você nunca gostou dela, mas a Ultear me ajudou muito quando eu estava internado, foi por causa dela que eu consegui sair da minha depressão e voltar a viver normalmente, acho que devo algo a ela.

– E casando você acha que vai pagar essa dívida?

– Está com ciúmes Scarlet? – disse sorrindo – Por que o meu noivado com a Ultear te irrita tanto?

– Bom... Err... Você quer se aproximar da Wendy e... Eu só não gosto dela, não quero vê-la perto da minha filha.

– Um pouco impossível, já que a Ultear é diretora na escola em que a Wendy começou a frequentar e do jeito que te conheço não vai mudar a menina de escola por causa das memórias que tivemos naquele colégio.

– Vamos deixar de papo furado, vou pegar a Wendy e leva-la para casa, quem sabe ainda dá tempo de pedir uma pizza pra nós comermos quando eu chegar em casa.

– Se você quiser eu as levo para casa.

– Como sabe que eu não vim de carro?

– Desde o acidente dos seus pais eu me lembro de você dizendo que nunca encostaria em um volante, a não ser que a sua vida dependesse disso.

– E quanto essa carona vai me custar? Se te conheço bem, você nunca faz algo sem ter um propósito por trás.

– Sei lá, quem sabe eu ganhe outro beijo quando te deixar em casa – ele sorriu ao ver a ruiva corar – Ou quem sabe simplesmente saber onde você está morando e poder sempre saber onde te encontrar caso eu queira ver a Wendy... ou você.

– Ok.

Assim que foram até o quarto do azulado encontraram Mystogan com Wendy vendo um álbum de fotografias do qual Jellal tinha um ciúme imenso e assim que viu o que o irmão tinha em mãos foi logo se aproximando do mesmo.

– O que você está fazendo com isso Mystogan? Eu já não te disse para não mexer nas minhas coisas.

– Eu só estava mostrando para Wendy como era a Erza quando mais nova, ela estava curiosa e como eu sei que você guarda esse álbum aqui, achei que não faria mal algum.

– Tudo bem, mas não mexa mais nas minhas coisas sem me dizer.

– Jelly você está bravo com o Tio Myst? – perguntou a pequena – Desculpa se eu fiz ele mexer nas suas coisas, prometo que não faço mais isso.

– Não se preocupe Wendy, a culpa não é sua, eu só fiquei nervoso.

– O que tem de tão especial nesse álbum? – perguntou a ruiva se aproximando de Mystogan – Eu também quero ver.

– Er... Erza, eu...

– O que foi? Não vai me dizer que é pornografia?

– Não, mas... Ah! Olhe por si mesma.

Assim que Erza pega o álbum em suas mãos e se espanta ao ver que eram fotos dela e de Jellal, desde que eram pequenos até pouco antes de se separarem, mas não foi isso que a preocupou, mas sim o fato de que algumas daquelas fotos ela estava abraçada ou até mesmo beijando o azulado.

– Wendy, você viu todas as fotos?

– Sim mamãe, eu vi o álbum mais de uma vez, adorei ver como você era, mas não sabia que você gostava do Jelly.

– Er... – ela respira fundo e encara o azulado – Mystogan, você tem três segundos para fugir antes que eu acabe com a sua vida.

– Por que? Eu não disse nada, só mostrei as fotos para a menina e se for culpar alguém, culpe o Jellal, foi ele quem guardou esse álbum como se fosse uma bíblia e não deixa ninguém chegar nem perto.

– Porque guardou isso Jellal?

– Podemos falar disso outra hora? – falou olhando para Wendy – Então, vamos comer aquela pizza Erza? Eu estou com fome.

– Ah, claro! Vamos Wendy.

– Mas a gente não ia jantar aqui?

– Quem sabe quando o velhote lá em baixo morrer a gente consiga comer aqui sem riscos de sermos envenenadas, que tal? Mas enquanto isso não acontece, nós vamos comer uma pizza enorme!

– Oba! O Jelly e o tio Myst podem ir?

– C-claro – disse sem graça.

– Obrigado pelo convite pequena, mas eu tenho que trabalhar amanhã cedo e já está na minha hora de ir pra casa, quem sabe vocês não possam jantar juntos hoje e sábado eu te levo para conhecer a minha casa e nadar na piscina?

– Você tem uma piscina? – os olhinhos dela brilharam – Que legal! Eu quero ir muito na sua casa tio!

– Então está combinado, o Jellal vai levar você e sua mãe lá.

– Desculpa Mystogan, mas sábado nós temos que sair com a Lucy, é aniversário dela.

– Ah é mesmo, então nos vemos no domingo? Eu não vou perder de jeito nenhum o aniversário da Lucy ou o Natsu é capaz de matar todo mundo por não estar lá.

– Tem razão, então até mais Mystogan – ela voltou-se para o outro azulado – Vamos Jellal?

– Claro, vamos... Deixe-me guardar isso primeiro – ele foi até o closet e abriu o cofre, colocando lá o álbum e assim que o fechou voltou até a ruiva – Agora podemos ir.

– Guardou em um cofre? Isso é sério?

– Meu irmão te disse que era importante.

– Não pensei que fosse tanto ao ponto de colocar em um cofre.

– Eu não quero que ninguém destrua, meu pai já tentou uma vez, não quero correr o risco disso acontecer de novo.

Os três desceram as escadas e se dirigiram para fora da mansão, Erza notou que Zeref não havia tido nem mesmo o trabalho de sair do mesmo lugar desde que ela subira para o andar de cima, mas achou melhor assim não queria falar com ele novamente.

Entraram no carro do azulado e ficaram em silencio por alguns minutos, a ruiva já havia explicado como chegar na casa dela e ele não encontrou dificuldade em saber onde ficava. Enquanto estavam em um silencio ensurdecedor, a ruiva se esticou e ligou o radio, e trocando imediatamente a música do pen drive assim que escutou uma melodia calma tocando.

– Não acredito que você ouve essas musicas de frescos.

– Eu não gosto, mas a Ultear adora e sempre que entra no meu carro coloca esse tipo de música.

– Hum...

– Pode colocar a música que quiser, eu não me importo muito com a rádio, as vezes eu até saio sem ligar o som.

– Então vamos animar isso – disse mexendo no rádio e apagando muitas músicas sem o azulado perceber e substituindo-as por outras, enfim colocando uma música eletrônica para tocar – Bem melhor assim.

– Sabe mamãe, nós parecemos uma família de verdade, vendo vocês parece que são casados – disse a pequena sorrindo e fazendo os dois maiores gelarem.

– De onde você tirou essa ideia Wendy? O Jellal tem uma noiva e eu e você já somos uma família.

– Mas para ser uma família de verdade precisa de um papai e você mesma e a tia Lucy me disseram que a noiva do Jelly é uma bruaca.

– Wendy!

– Você e a Lucy estão conspirando contra a Ultear? Erza que tipo de coisas você diz na frente da menina?

– Jelly já que a sua noiva é uma bruaca porque você não larga ela e fica com a minha mãe, vocês pareciam namorados nas fotos que o tio me mostrou.

– Sabe Wendy... Como eu posso dizer isso?

– É simples filha, eu não gosto dele e ele não gosta de mim, fim desse assunto.

– Mas mamãe...

– Eu já disse fim desse assunto Wendy!

– Calma Erza – ele suspirou e pegou na mão da ruiva sem desviar o olhar da pista – Ei deixe a menina te pelo menos uma vez a sensação de ter uma família, eu sei que vocês são tudo uma para outra, mas às vezes deve faltar a presença de um pai pra ela.

– A mamãe já namorou uma vez, eu até que gostava dele, ele era legal comigo, mas a mamãe terminou com ele faz pouco tempo.

– Você o que? – disse freando – Quem era ele Wendy?

– O nome dele era Rouge, e ele era muito gentil, mas ele e a mamãe brigaram feio quando ela disse que nós íamos nos mudar.

– Quando pretendia me contar que teve alguém Erza? E que essa pessoa convivia com a Wendy?

– Não acha que seria informação demais para um dia só? E tem mais, você pode ficar noivo e eu tenho que ser mãe solteira pelo resto da vida?

– É diferente, esse cara te tocou e... Argh não consigo pensar em alguém te tocando.

– Lembre do Simon e você vai conseguir pensar rapidinho.

– Não brinque com fogo Scarlet...

– Vocês estão discutindo? – perguntou a azulada.

– Não – responderam os dois juntos.

– Pois pareciam estar discutindo, e quem é Simon?

– Pergunte para o “Jelly”, ele era o melhor amigo dele.

– Pergunte para sua mãe, afinal ela teve muita intimidade com ele – disse o azulado com sarcasmo na voz.

– Você sabe que eu nunca tive nada além com ele.

– É, mas e com esse tal de Rouge? Vai me dizer que ficaram só de mãos dadas o tempo todo.

– Está com ciúmes Jellal? – ela sorriu se lembrando que o mesmo a dissera antes.

– É Jelly, você está com ciúmes da mamãe?

– Estou sim, pronto, felizes?

– Pra falar a verdade eu estou – disse a pequena – Isso quer dizer que você gosta da minha mãe, e se você gosta dela eu gosto de você.

– Wendy! – A ruiva a repreendeu – Isso é coisa que se diga?

– Mas nas fotos que eu vi com o tio, vocês pareciam namorados, estavam até se beijando em algumas fotos que eu vi.

– Er... Explica você Jellal.

– Você é a mãe, explique você.

Ela suspirou – Wendy aquelas fotos fazem muito tempo que foram tiradas e naquela época o Jellal e eu tivemos um namorinho sem importância e...

– Sem importância? Conta outra Scarlet, nós éramos loucos um pelo outro e você chama aquilo de namorinho sem importância? – Ele se virou no banco e olhou para a pequena – Sabe Wendy o que essa cabeça dura da sua mãe está tentando dizer é que naquela época nós nos amávamos bastante, mas não deu certo por culpa dela.

– Culpa minha?

– Sua sim, foi você que se mudou e não me disse nada, então a culpa é sua.

– Filha a culpa foi desse idiota aqui – apontou para o azulado – Ele era o maior galinha e me traiu, por isso não deu certo, a culpa foi toda dele.

A pequena começou a rir – Vocês dois parecem casados, bem que o tio Myst disse que vocês dois eram como cão e gato, mas no fundo sempre se entendiam por que se amavam.

– Aquele filho da mãe disse isso? Eu vou matar o Mystogan!

– Até parece que ele disse alguma mentira Erza, sempre soubemos que éramos assim.

A ruiva arregalou os olhos, aquele idiota estava concordando com o irmão e a filha sobre isso. Quem foi que disse que ela ainda o amava? Mas ela estava se sentindo um pouco diferente desde que o viu, achava que iria mata-lo quando o reencontrasse, mas estava acontecendo tudo exatamente fora de seus planos, parecia até que eles estavam continuando de onde pararam e que esses dez anos que se passaram foi apenas um piscar de olhos e que nada aconteceu.

O azulado percebeu que a ruiva ficou incomodada com o que ele dissera, deveria ter ficado calado, mas era a mais pura verdade, como ele ficaria calado diante de tal fato e o fato era que ele ainda a amava e estava adorando escutar a boca da Wendy que eles pareciam casados.

Continua...

Notas finais
Ahhh Que isso?! Wendy cada vez gostando mais do nosso Jelly! Er-chan até o Myst tah jogando na sua cara que o Jelly te ama mulher, que ele nunca te esqueceu, será que você vai tomar alguma atitude? Espero receber comentários! Bjss