Apesar de tudo... estou de volta!
7 Sobre ontem...
Notas iniciais
O resto do trajeto até a casa da ruiva foi silencioso, Jellal percebeu que ela havia comprado um apartamento perto de onde trabalhava e ficou satisfeito ao perceber que não era um lugar difícil de se chegar e que ambas estariam seguras e que se precisassem de alguma coisa teriam vizinhos por perto.
– Estão entregues – disse parando o carro.
– Finalmente, vamos Wendy.
– Ei, espera – o azulado desceu do carro assim que viu a ruiva descer e a segurou pelo braço assim que a mesma passou pela sua frente – Nem mesmo um obrigado ou quer subir para tomar um café?
– Obrigada, e nós ainda não sabemos em que caixa está a cafeteira, quando souber eu te aviso – ela já estava se virando quando sentiu ele apertar seu braço – Não vai me soltar?
– Eu posso subir? Eu pago a pizza já que fiz vocês perderem o jantar.
– Eba! Deixa mãe, assim eu mostro pro Jelly as minhas bonecas e...
– Não, mas quem sabe outro dia... Já foi demais para um dia só não acha?
– Ok... Mas ainda temos assuntos a terminar Erza.
– Eu sei – disse se soltando – Até qualquer hora Jellal.
– Até... – sem esperar ele a puxou com tudo para si e colou seus corpos – Eu me esqueci de uma coisa – e assim selou os lábios de ambos rapidamente – Agora estamos quites.
– Que eu saiba você disse que não me beijaria até me merecer...
– Eu sei, mas eu não sou muito forte nas minhas convicções quando se trata de você.
– Vocês vão ficar se agarrando aí ou a gente vai entrar e comer pizza?
– Wendy! – a ruiva se espantou e empurrou o azulado de perto de si – Nunca mais faça isso Jellal.
– É Jelly, deixe pra fazer isso quando você estiver sozinho com a mamãe, eu não preciso ficar assistindo.
– Wendy! Isso é coisa que se diga?
– Mas foram vocês que se beijaram, eu não fiz nada.
– Pode deixar princesa, eu só vou agarrar a sua mãe quando você estiver de costas pra nós.
– Você quer namorar a minha mãe Jelly?
– Acho que ela me mataria antes disso acontecer princesa.
– Também acho, ela é bravaaaa.
– E eu não sei.
– Vocês dois podem parar de falar de mim como se eu não estivesse aqui, eu estou escutando sabiam.
– Tudo bem, estou indo, sábado nos vemos no aniversário da Lucy, já que com certeza ela vai inventar uma comemoração intima para umas quinhentas pessoas como faz todos os anos – ele disse se virando e entrando no carro, mas antes que desse a partida abriu o vidro e gritou para a ruiva – E Erza, eu não vou levar a Ultear, ela e a Lucy não se gostam, então fique tranquila que a minha atenção vai estar focada em você a noite toda.
– Ora seu... – A ruiva não pode terminar de se pronunciar, pois o mesmo já havia arrancado com o carro e a deixado para trás – E você mocinha teremos uma conversinha em casa sobre o que você anda falando na frente de estranhos.
– Se o Jelly fosse estranho mamãe, você não teria o beijado.
– E eu se fosse você não diria isso para ninguém, ele tem uma noiva Wendy, e eu não quero nada com aquele sujeito.
– Não foi o que o tio Myst me disse.
– O que ele te disse?
– Não vou dizer, se quiser pergunte para ele, eu não vou fazer fofoca.
– Wendy...
–
(...)
–
– Bom dia Er-chan!
– Bom só se for pra você Lucy.
– Que bicho te mordeu mulher? O que rolou no jantar ontem?
– Ah, você quer dizer a pizza que eu e a Wendy comemos antes de dormir?
– O que houve? Você não foi ao jantar na casa do Jellal?
– Resumindo: Eu cheguei, quase voei na goela do Zeref, adorei ver o Mystogan e ele adorou ver a Wendy, eu e o Zeref discutimos, Eu fui para um quarto com Jellal, discutimos, nos beijamos, discutimos, ele me levou para casa, discutimos, ele me beijou e foi embora antes de discutirmos de novo.
– Espera aí! Você e o Jellal se beijaram? Me conta, como foi isso? O que você sentiu?
– Bom primeiro fui eu que beijei ele, não sei o que me deu na hora, me pareceu que ele estava me desafiando a beija-lo, então eu o fiz, e depois de discutirmos no carro e a Wendy dizer que parecíamos casados me abalou de algum jeito, aí nos despedimos na porta do meu prédio e ele me beijou de surpresa.
– Me diz mulher o que você sentiu? Isso é o que mais me importa.
– Me senti como a dez anos atrás, senti aquele friozinho na barriga, minhas mãos suavam, eu me senti nervosa perto dele e a porcaria do meu coração disparou assim que eu encostei os meus lábios nos dele.
– Você ainda ama aquele bobão, não acredito que namorar com o Rouge não te ensinou nada.
– Rouge era um egoísta, e também fingia que gostava da minha filha, mas queria mesmo era manda-la para um internato, mas o incrível é que o Jellal parece mesmo gostar dela.
– Erza... O que mais vocês dois conversaram, ou melhor, discutiram?
– Sabe Lucy, ele me mostrou algo estranho, umas marcas... alguma vez você já ficou sabendo de que ele queria tirar a própria vida? De ser internado?
– Er... Era para eu não te contar, o Natsu me fez prometer que não te diria, mas...
– Desembucha.
– Depois que você foi para Crocus o Jellal entrou em uma depressão, pelo que o Natsu me disse tiveram que interna-lo para que o mesmo não tentasse se matar novamente, ele achava que você nunca mais voltaria e que era melhor morrer...
– E por que você nunca me disse isso, você é minha amiga, sabia que eu estava sofrendo em Crocus sem ele.
– Mystogan e Natsu não deixaram, parece que o Jellal não queria que você soubesse o que ele tentou fazer, não queria te ter de volta a base da pena, não queria que você o achasse um fraco que não suporta nem mesmo a perda da namorada.
– E aquele imbecil preferiu se ferir e esconder isso de mim a me ter de volta? O Mystogan sabia onde eu estava, ele devia ter me dito algo.
– Ele me disse que até tentou, mas você não queria saber nada relacionado ao irmão dele.
– Parece que ele estava certo, eu sou uma turrona mesmo.
– E ele um imbecil, por não ter aceitado a sua gravidez, e pelo pai dele ter te dado dinheiro para abortar, por nem pensar em como você se sentia.
– Argh! Chega! Eu me esforcei tanto para esquece-lo durante todo esse tempo e quando eu volto só falamos nele, não, vamos trabalhar por que aquele babaca não é o centro do universo.
– Ei e a Wendy? Você vai busca-la hoje.
– Vou sim, depois vou deixa-la na casa da minha tia durante a tarde.
– Ótimo, você vai me ajudar com a pequena comemoraçãozinha que eu estou planejando para o meu aniversário.
– Lucy com você nada é no diminutivo, por que eu devo achar que no seu aniversário vai ser diferente esse ano?
– É... Erza pensa comigo, esse aniversário tem que ser o melhor de todos, afinal eu vou dizer para o homem que eu amo que estou grávida!
– Com você falando parece até que isso é algo inédito, quando eu disse essa mesma coisa para aquele babaca você já sabe o que me aconteceu.
– Mas o Natsu não é o Jellal, e eu sei que ele quer um filho, estamos tentando a quase um ano e agora finalmente aconteceu, com você foi acidental, vocês não queriam isso.
– Tem razão, cada caso é um caso e o meu foi o pior de todos.
–Sabe Er-chan estou pensando em convidar o Simon para o meu aniversário, o que você acha?
– Que você quer ver o circo pegar fogo, o Jellal e o Simon não se suportam e o babaca do Jellal é um dos melhores amigos do Natsu, ele não vai faltar ao seu aniversário.
– Tem razão, mas ele tem que superar, você está solteira e ele está noivo, ele tem que ver que você também pode se relacionar com alguém.
– E justo com o Simon? Ele não conversa comigo desde que eu terminei com ele por que disse que estava apaixonada pelo Jellal e ele acidentalmente nos pegou juntos na minha casa.
– Esta bem, você me convenceu, sem Simon – a loira suspirou – A Levy vai me matar por não ter arranjado um pretendente pra você.
– Eu queria vê-la, eu soube que ela vai se casar.
– Sim, ela estava esperando que você chegasse a Magnólia para te convidar para ser uma das madrinhas dela de casamento, mas ela não sabia se você tinha alguém.
– E qual o problema em eu estar solteira?
– É que se você estivesse solteira, você faria par com o Jellal na cerimonia, já que ela não suporta a Ultear.
– Quando ela decidiu isso e não me informou?
– O noivo dela é amigo do Jellal.
– E quem é o maldito noivo da Levy?
– Gajeel Redfox.
– Não acredito! Aquele brutamontes cheio de piercings? Aquele imbecil que uma vez chegou até a bater na Levy?
– Ele mesmo, ele mudou bastante, está mais sociável e agora é gentil com a Levy, pelo menos só com ela.
– Não acredito que ela vai se casar antes de mim, eu fiquei mesmo pra titia, a única da nossa antiga turma do colégio a estar solteira.
– E a única com uma filha.
– Por enquanto, você e o Natsu já cuidaram disso...
– Só nós duas sabemos disso, e tem outra você está solteira por que quer, eu sei que está cheio de homens caindo aos seus pés, o seu cunhadinho querido era um dos que babava por você.
– Mystogan? Até parece, nós somos como irmãos.
– Isso por que ele sabe que não se deve mexer com a mulher do irmão.
– Eu não sou mulher daquele miserável.
– Não negue que você já foi um dia Er-chan, e bem que queria ser de novo.
– Argh! Chega dessa conversa sem sentido, eu vou trabalhar e ser mais útil do que ficar de papo furado com você Lucy.
– Até mais, e se quiser almoçar com a Wendy hoje fique a vontade, o Natsu vem almoçar comigo hoje e bem... Quero o escritório mais vazio possível, se é que você me entende.
– Ok, devo demorar patroa?
– Fique fora até uma e meia e eu lhe serei muito grata.
– Como quiser.
–
(...)
–
– Mystogan, eu estou indo no colégio e depois vou almoçar, você me cobre caso o velho dê pela minha falta?
– Claro, você vai almoçar com a Ultear hoje para compensar o seu piriri de ontem?
– Não, vou tentar a sorte de ver a Wendy saindo do colégio, e se eu realmente for um homem de sorte a Erza pode ir busca-la.
– Sorte? Você vai ter sorte se a Ultear não te pegar conversando com ela, isso sim.
– Caramba, tinha me esquecido dela, e agora o que eu faço?
– Liga para o escritório da Lucy e chama a Erza para almoçar, diz que vai estar esperando em algum restaurante ou coisa do tipo.
– E você acha que a Erza iria de livre e espontânea vontade almoçar comigo? Eu preciso da Wendy para me ajudar, de todo o “acaso” para encontra-la acidentalmente e poder falar com ela, ainda mais depois que eu deixei ela falando sozinha ontem depois de ter a beijado.
– Você o que? Como?
– Eu estava deixando elas em casa quando aconteceu, mas antes disso ela tinha me beijado no quarto de hospedes lá de casa.
– E a Wendy?
– Ela só viu o segundo beijo, mas acho que ela não ficou nada desapontada de ver a Erza comigo, parece que eu já ganhei um ponto com a minha filha.
– Sabe que eu te olho e ainda não consigo te ver como uma figura paterna, é estranho demais.
– Conforme-se, aquela coisinha linda é só minha. – disse sorrindo.
– Que “coisinha linda” é só sua, meu amor? Posso saber? – disse uma voz fria atrás do azulado.
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Continua....
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