Notas iniciais
Demorei mto? Foi mal, mas os trabalhos finais estão me sobrecarregando ainda mais quando se descobre na mesma semana que tem um irmão que é quase da sua idade e que mora muito longe! Vida agitada? Um pouco, mas estou esperando ansiosamente pelos comentários que até agora eu estou adorando apesar de poucos... Boa leitura.

O resto do trajeto até a casa da ruiva foi silencioso, Jellal percebeu que ela havia comprado um apartamento perto de onde trabalhava e ficou satisfeito ao perceber que não era um lugar difícil de se chegar e que ambas estariam seguras e que se precisassem de alguma coisa teriam vizinhos por perto.

– Estão entregues – disse parando o carro.

– Finalmente, vamos Wendy.

– Ei, espera – o azulado desceu do carro assim que viu a ruiva descer e a segurou pelo braço assim que a mesma passou pela sua frente – Nem mesmo um obrigado ou quer subir para tomar um café?

– Obrigada, e nós ainda não sabemos em que caixa está a cafeteira, quando souber eu te aviso – ela já estava se virando quando sentiu ele apertar seu braço – Não vai me soltar?

– Eu posso subir? Eu pago a pizza já que fiz vocês perderem o jantar.

– Eba! Deixa mãe, assim eu mostro pro Jelly as minhas bonecas e...

– Não, mas quem sabe outro dia... Já foi demais para um dia só não acha?

– Ok... Mas ainda temos assuntos a terminar Erza.

– Eu sei – disse se soltando – Até qualquer hora Jellal.

– Até... – sem esperar ele a puxou com tudo para si e colou seus corpos – Eu me esqueci de uma coisa – e assim selou os lábios de ambos rapidamente – Agora estamos quites.

– Que eu saiba você disse que não me beijaria até me merecer...

– Eu sei, mas eu não sou muito forte nas minhas convicções quando se trata de você.

– Vocês vão ficar se agarrando aí ou a gente vai entrar e comer pizza?

– Wendy! – a ruiva se espantou e empurrou o azulado de perto de si – Nunca mais faça isso Jellal.

– É Jelly, deixe pra fazer isso quando você estiver sozinho com a mamãe, eu não preciso ficar assistindo.

– Wendy! Isso é coisa que se diga?

– Mas foram vocês que se beijaram, eu não fiz nada.

– Pode deixar princesa, eu só vou agarrar a sua mãe quando você estiver de costas pra nós.

– Você quer namorar a minha mãe Jelly?

– Acho que ela me mataria antes disso acontecer princesa.

– Também acho, ela é bravaaaa.

– E eu não sei.

– Vocês dois podem parar de falar de mim como se eu não estivesse aqui, eu estou escutando sabiam.

– Tudo bem, estou indo, sábado nos vemos no aniversário da Lucy, já que com certeza ela vai inventar uma comemoração intima para umas quinhentas pessoas como faz todos os anos – ele disse se virando e entrando no carro, mas antes que desse a partida abriu o vidro e gritou para a ruiva – E Erza, eu não vou levar a Ultear, ela e a Lucy não se gostam, então fique tranquila que a minha atenção vai estar focada em você a noite toda.

– Ora seu... – A ruiva não pode terminar de se pronunciar, pois o mesmo já havia arrancado com o carro e a deixado para trás – E você mocinha teremos uma conversinha em casa sobre o que você anda falando na frente de estranhos.

– Se o Jelly fosse estranho mamãe, você não teria o beijado.

– E eu se fosse você não diria isso para ninguém, ele tem uma noiva Wendy, e eu não quero nada com aquele sujeito.

– Não foi o que o tio Myst me disse.

– O que ele te disse?

– Não vou dizer, se quiser pergunte para ele, eu não vou fazer fofoca.

– Wendy...

(...)

– Bom dia Er-chan!

– Bom só se for pra você Lucy.

– Que bicho te mordeu mulher? O que rolou no jantar ontem?

– Ah, você quer dizer a pizza que eu e a Wendy comemos antes de dormir?

– O que houve? Você não foi ao jantar na casa do Jellal?

– Resumindo: Eu cheguei, quase voei na goela do Zeref, adorei ver o Mystogan e ele adorou ver a Wendy, eu e o Zeref discutimos, Eu fui para um quarto com Jellal, discutimos, nos beijamos, discutimos, ele me levou para casa, discutimos, ele me beijou e foi embora antes de discutirmos de novo.

– Espera aí! Você e o Jellal se beijaram? Me conta, como foi isso? O que você sentiu?

– Bom primeiro fui eu que beijei ele, não sei o que me deu na hora, me pareceu que ele estava me desafiando a beija-lo, então eu o fiz, e depois de discutirmos no carro e a Wendy dizer que parecíamos casados me abalou de algum jeito, aí nos despedimos na porta do meu prédio e ele me beijou de surpresa.

– Me diz mulher o que você sentiu? Isso é o que mais me importa.

– Me senti como a dez anos atrás, senti aquele friozinho na barriga, minhas mãos suavam, eu me senti nervosa perto dele e a porcaria do meu coração disparou assim que eu encostei os meus lábios nos dele.

– Você ainda ama aquele bobão, não acredito que namorar com o Rouge não te ensinou nada.

– Rouge era um egoísta, e também fingia que gostava da minha filha, mas queria mesmo era manda-la para um internato, mas o incrível é que o Jellal parece mesmo gostar dela.

– Erza... O que mais vocês dois conversaram, ou melhor, discutiram?

– Sabe Lucy, ele me mostrou algo estranho, umas marcas... alguma vez você já ficou sabendo de que ele queria tirar a própria vida? De ser internado?

– Er... Era para eu não te contar, o Natsu me fez prometer que não te diria, mas...

– Desembucha.

– Depois que você foi para Crocus o Jellal entrou em uma depressão, pelo que o Natsu me disse tiveram que interna-lo para que o mesmo não tentasse se matar novamente, ele achava que você nunca mais voltaria e que era melhor morrer...

– E por que você nunca me disse isso, você é minha amiga, sabia que eu estava sofrendo em Crocus sem ele.

– Mystogan e Natsu não deixaram, parece que o Jellal não queria que você soubesse o que ele tentou fazer, não queria te ter de volta a base da pena, não queria que você o achasse um fraco que não suporta nem mesmo a perda da namorada.

– E aquele imbecil preferiu se ferir e esconder isso de mim a me ter de volta? O Mystogan sabia onde eu estava, ele devia ter me dito algo.

– Ele me disse que até tentou, mas você não queria saber nada relacionado ao irmão dele.

– Parece que ele estava certo, eu sou uma turrona mesmo.

– E ele um imbecil, por não ter aceitado a sua gravidez, e pelo pai dele ter te dado dinheiro para abortar, por nem pensar em como você se sentia.

– Argh! Chega! Eu me esforcei tanto para esquece-lo durante todo esse tempo e quando eu volto só falamos nele, não, vamos trabalhar por que aquele babaca não é o centro do universo.

– Ei e a Wendy? Você vai busca-la hoje.

– Vou sim, depois vou deixa-la na casa da minha tia durante a tarde.

– Ótimo, você vai me ajudar com a pequena comemoraçãozinha que eu estou planejando para o meu aniversário.

– Lucy com você nada é no diminutivo, por que eu devo achar que no seu aniversário vai ser diferente esse ano?

– É... Erza pensa comigo, esse aniversário tem que ser o melhor de todos, afinal eu vou dizer para o homem que eu amo que estou grávida!

– Com você falando parece até que isso é algo inédito, quando eu disse essa mesma coisa para aquele babaca você já sabe o que me aconteceu.

– Mas o Natsu não é o Jellal, e eu sei que ele quer um filho, estamos tentando a quase um ano e agora finalmente aconteceu, com você foi acidental, vocês não queriam isso.

– Tem razão, cada caso é um caso e o meu foi o pior de todos.

–Sabe Er-chan estou pensando em convidar o Simon para o meu aniversário, o que você acha?

– Que você quer ver o circo pegar fogo, o Jellal e o Simon não se suportam e o babaca do Jellal é um dos melhores amigos do Natsu, ele não vai faltar ao seu aniversário.

– Tem razão, mas ele tem que superar, você está solteira e ele está noivo, ele tem que ver que você também pode se relacionar com alguém.

– E justo com o Simon? Ele não conversa comigo desde que eu terminei com ele por que disse que estava apaixonada pelo Jellal e ele acidentalmente nos pegou juntos na minha casa.

– Esta bem, você me convenceu, sem Simon – a loira suspirou – A Levy vai me matar por não ter arranjado um pretendente pra você.

– Eu queria vê-la, eu soube que ela vai se casar.

– Sim, ela estava esperando que você chegasse a Magnólia para te convidar para ser uma das madrinhas dela de casamento, mas ela não sabia se você tinha alguém.

– E qual o problema em eu estar solteira?

– É que se você estivesse solteira, você faria par com o Jellal na cerimonia, já que ela não suporta a Ultear.

– Quando ela decidiu isso e não me informou?

– O noivo dela é amigo do Jellal.

– E quem é o maldito noivo da Levy?

– Gajeel Redfox.

– Não acredito! Aquele brutamontes cheio de piercings? Aquele imbecil que uma vez chegou até a bater na Levy?

– Ele mesmo, ele mudou bastante, está mais sociável e agora é gentil com a Levy, pelo menos só com ela.

– Não acredito que ela vai se casar antes de mim, eu fiquei mesmo pra titia, a única da nossa antiga turma do colégio a estar solteira.

– E a única com uma filha.

– Por enquanto, você e o Natsu já cuidaram disso...

– Só nós duas sabemos disso, e tem outra você está solteira por que quer, eu sei que está cheio de homens caindo aos seus pés, o seu cunhadinho querido era um dos que babava por você.

– Mystogan? Até parece, nós somos como irmãos.

– Isso por que ele sabe que não se deve mexer com a mulher do irmão.

– Eu não sou mulher daquele miserável.

– Não negue que você já foi um dia Er-chan, e bem que queria ser de novo.

– Argh! Chega dessa conversa sem sentido, eu vou trabalhar e ser mais útil do que ficar de papo furado com você Lucy.

– Até mais, e se quiser almoçar com a Wendy hoje fique a vontade, o Natsu vem almoçar comigo hoje e bem... Quero o escritório mais vazio possível, se é que você me entende.

– Ok, devo demorar patroa?

– Fique fora até uma e meia e eu lhe serei muito grata.

– Como quiser.

(...)

– Mystogan, eu estou indo no colégio e depois vou almoçar, você me cobre caso o velho dê pela minha falta?

– Claro, você vai almoçar com a Ultear hoje para compensar o seu piriri de ontem?

– Não, vou tentar a sorte de ver a Wendy saindo do colégio, e se eu realmente for um homem de sorte a Erza pode ir busca-la.

– Sorte? Você vai ter sorte se a Ultear não te pegar conversando com ela, isso sim.

– Caramba, tinha me esquecido dela, e agora o que eu faço?

– Liga para o escritório da Lucy e chama a Erza para almoçar, diz que vai estar esperando em algum restaurante ou coisa do tipo.

– E você acha que a Erza iria de livre e espontânea vontade almoçar comigo? Eu preciso da Wendy para me ajudar, de todo o “acaso” para encontra-la acidentalmente e poder falar com ela, ainda mais depois que eu deixei ela falando sozinha ontem depois de ter a beijado.

– Você o que? Como?

– Eu estava deixando elas em casa quando aconteceu, mas antes disso ela tinha me beijado no quarto de hospedes lá de casa.

– E a Wendy?

– Ela só viu o segundo beijo, mas acho que ela não ficou nada desapontada de ver a Erza comigo, parece que eu já ganhei um ponto com a minha filha.

– Sabe que eu te olho e ainda não consigo te ver como uma figura paterna, é estranho demais.

– Conforme-se, aquela coisinha linda é só minha. – disse sorrindo.

– Que “coisinha linda” é só sua, meu amor? Posso saber? – disse uma voz fria atrás do azulado.

Continua....

Notas finais
Gostaram? Odiaram? E aí fantasminhas leitores continuam acompanhando? Espero que sim para duas dessas perguntas... Bom, espero que eu possa postar logo, o próximo capítulo está praticamente pronto e muitas surpresas os aguardam ainda... Bjss até a próxima!