Apesar de Tudo
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Vim postar esse capítulo, por que não aguentei mais segurar ele... :DD
Esse capítulo está ENORME mas tem presentinho no final! asuhaush
Espero que gostem, eu não tenho ideia se ficou bom... :S
Desculpem qualquer erro
Boa leitura!
Quando eu e Sungmin sentamos a mesa, Donghae e Eunhyuk sorriram pra gente feito dois bobos. Acho que o nosso sorriso de resposta foi exatamente igual. E então meus olhos desviaram para Henry e Ryeowook que conversavam sobre matemática. Sério Henry, isso é o máximo que pode fazer? Conversar sobre alguma matéria durante o almoço? Eu teria que interromper isso antes que eu mesmo fosse matar um dos dois que abrisse a boca pra falar sobre alguma função outra vez.
-Então, eu acho que o nosso cinema da semana passada furou total, não é? – eu falei e Donghae e Eunhyuk confirmaram com a cabeça. –Então acho que a gente devia ir amanhã, é melhor que ir na estréia, que é cheio como o inferno, vamos ver aquele filme que estreou e Donghae-hyung queria assistir! Não quer ir com a gente, Ryeowook?
-Sabe o que é, é que... – ele começou.
-Ah, hyung, seria tão legal se você fosse, assim eu não teria que ficar perto desses quarto... – e Henry lançou um olhar para nós quarto. É isso aí, Henry, aprendendo rápido.
-Eu... Bem, poderia ao menos ser sábado? Amanhã eu vou ter que ficar a tarde toda na escola, por causa do conselho e...
-Tudo bem, pode ser sábado, é até bom que nós podemos ver uma seção cedo e depois sair pra comer alguma coisa depois. – falou Donghae, que tinha entendido o que eu estava tentando fazer. Pela cara, eu não desconfiaria nunca que Donghae fosse tão perceptivo. –Seria legal, não seria, Hyuk? – ele falou cutucando o namorado.
-Claro, e depois a gente sairia pra beber alguma coisa... – Eunhyuk falou.
-Tudo bem, no sábado então. – eu falei sorrindo. Sungmin apenas concordou com a cabeça, sua boca cheia de comida. Henry também concordou com a cabeça pelo mesmo motivo.
-Tudo bem, no sábado então. – Ryeowook me imitou e Henry deu o maior sorriso do mundo. Eu tinha um bom pressentimento olhando os dois, parecia até que eles combinavam, agora que eu estava vendo os dois conversando. Ryeowook parecia tão tímido enquanto Henry tagarelava sobre qualquer coisa. Ryeowook parecia entretido com o que Henry falava, mesmo que agora ele estivesse tagarelando sobre sua falta de higiene e em como eu costumava brigar com ele por que ele não gostava de tomar banho. Sinceramente Henry, isso não é coisa que se diga pro garoto que está tentando conquistar, eu pensei, mas então eu vi Ryeowook rindo com ele. Aqueles dois iam dar certo, com certeza.
O resto do dia passou rápido, assim como a sexta-feira. O problema foi o sábado antes do horário que tínhamos combinado de ir pro cinema. Sungmin disse que ia me pegar e nós iríamos de carro. Já que Henry morava ali perto, pegamos ele também. Eunhyuk também estava de carro, então pegou Donghae e Ryeowook e nós nos encontramos no cinema às cindo horas da tarde. Eu, Sungmin e Henry chegamos primeiro. Enquanto nós dois checávamos que filmes estavam passando, de mãos dadas na frente dos cartazes, Henry ficava de longe olhando para a entrada do cinema, faltava roer as unhas de tanta ansiedade.
-Acalme-se Henry, eles não vão demorar muito. – eu falei, rindo da cara de Henry.
-Muito fácil pra você dizer... – ele falou, e foi interrompido pela chegada de um casal sorridente e um Ryeowook constrangido. O baixinho recém chegado se juntou ao Henry imediatamente, quase achei que eles fossem segurar mãos também, mas, pensei, nem sabíamos ainda se Ryeowook era gay. Pela cara e pelo jeito, eu diria que quase com certeza ele era gay, mas isso era para Henry descobrir, eu esperava apenas que ele não assustasse o garoto. Ele já parecia constrangido demais no meio de dois casais homo. Eu e Sungmin não estávamos escondendo nada das pessoas lá da escola. Eu sabia que era imprudente, mas simplesmente não podia ver Sungmin sem tocá-lo, como conseguiríamos esconder algo? Era humanamente impossível pra mim. E Sungmin parecia tão feliz. Era como se aquela felicidade perdida que irradiava de seu olhar tivesse voltado quase que totalmente. Eu não me atreveria a tirá-la dali.
-Vamos logo, o filme já está quase começando, e ainda nem compramos os ingressos! – brigou Donghae e nós corremos para comprar ingressos e pipoca e refrigerante. Entramos na sala e os trailers já tinham começado. A sala não estava cheia, pra dizer a verdade estava até mais vazia do que eu imaginava que estivesse, mas também, já tinha mais de uma semana que o filme tinha estreado.
Nós nos sentamos todos numa fileira só porque Sungmin e Donghae não queriam que a gente se separasse. Assim, estávamos sentados Ryeowook, Henry, eu, Sungmin, Eunhyuk e Donghae respectivamente na fileira. Ryeowook ficou quieto enquanto Henry tagarelou durante todo o filme, fazendo comentários sobre as cenas e as legendas que não diziam exatamente o que as pessoas diziam. Ele sabe inglês, então não precisava das legendas e acabava sendo muito crítico. Eu ouvia enquanto Donghae brigava com Eunhyuk. Pelo que eu estava ouvindo, Eunhyuk estava querendo beijar Donghae e ele queria prestar atenção no filme. Eu ria eventualmente do que eu escutava.
-Hyuk, por favor, fica quieto e deixe suas mãos na sua cadeira, eu quero prestar atenção no filme! – Donghae cochichou.
-Mas Hae, só um beijinho e eu fico quieto, por favoor... – Eunhyuk falou, acho que voltou a levar suas mãos a Donghae, por que eu ouvi barulho de tapas.
-Para Hyuk, você está me desconcentrando... A gente faz isso mais tarde. – ele falou.
-Então tá, mas mais tarde eu vou cobrar... – Eunhyuk falou e eu ri.
-O que foi Kyu? – perguntou Sungmin.
-Nada, Min... – eu falei, inclinando-me e lhe dando um selinho. –Vamos prestar atenção no filme. – eu falei, mas eu mesmo não prestei atenção em absolutamente nada do filme. Fiquei com a atenção em Henwook e Eunhae. Eu achava bem mais interessante do que prestar atenção no filme. Eu queria que Henwook desse certo, Henry merecia que Ryeowook gostasse dele, afinal, ele era um garoto bom, e ninguém podia dizer que ele era feio.
O filme estava na metade agora, e Eunhyuk ficava reclamando que o filme não terminava e que queria sair dali logo. Foi quando eu comecei a ouvir as investidas de Henry com Ryeowook. Eram sutis, e ele estava se saindo bem nisso. Primeiro, eu ouvi Ryeowook falando que o filme estava ficando meio assustador. Tentei prestar atenção no filme, de fato aquilo podia ser confundido com algo como assustador. Ryeowook parecia ser bastante sensível, e então Henry disse que se quisesse, ele podia segurar sua mão e apertá-la quando sentisse medo. É claro, essa é mais velha que a minha falecida tataravó, mas ainda funcionava, e muito bem. Ryeowook agarrou-se à mão de Henry como se daquilo dependesse sua vida, ouvi um muxoxo de dor vindo de Henry quando uma parte de suspense começou. Olhei para o lado e vi Ryeowook inclinando-se para o lado de Henry, ainda agarrado a sua mão, para não ver o que passava na grande tela. Henry viu o garoto curvando-se e levou sua outra mão à cabeça do mais velho, fazendo um carinho de leve em sua cabeça. Eu assistia-os como se eles fossem a tela do cinema. Até que Sungmin me cutucou e eu me virei pra ele.
-O que foi, Min? – perguntei, ligeiramente impaciente.
-Por que está olhando tanto pra eles? – ele cochichou.
-Por que eu quero ver quando algo acontecer... – eu falei ainda mais baixo, em seu ouvido, para que ninguém mais escutasse. Ele soltou a respiração, o que pareceu um gemido, eu sorri de lado, aquilo o tinha excitado. –Você também não quer que algo aconteça ali?
-E-Eu quero... Mas... – ele começou.
-Shii, depois nós conversamos, tudo bem? – eu falei, ainda em seu ouvido. Vi sua cabeça mexer em uma afirmativa, e então voltei a olhar para Henwook. Ryeowook estava com a cabeça encostada no ombro de Henry, enquanto o pirralho sorria de orelha a orelha. Não acredito que tinha acontecido algo e eu não tinha visto! Pelo sorriso de Henry e a cara envergonhada de Ryeowook, com certeza tinha acontecido algo...
Outra cena de suspense, Ryeowook tinha se encolhido e então Henry levantou o encosto de braço da cadeira entre eles e Ryeowook se aconchegou nos braços do mais novo como uma criança. Vi Henry dar um beijo na cabeça de Ryeowook, que estava agora contra seu peito. Eles eram tão fofos... Vi Ryeowook olhar pra cima meio assustado, ele encurvou uma sobrancelha, aquilo queria dizer que o que eu queria ver ainda não tinha acontecido, eu acho.
-Henry, por que... – ele perguntou, a voz muito baixa.
-Hyung eu... – Henry começou a tentar se explicar, mas houve um barulho muito alto no filme, não consegui deduzir o que era já que tinha ignorado totalmente a tela, e Ryeowook recuou contra o peito de Henry outra vez, tapando os ouvidos. Por que esse garoto tinha vindo até o cinema, se qualquer coisa o fazia tremer de medo? O filme nem era de terror!
-Henry, não quero mais ficar aqui... Vamos no banheiro comigo? – ele falou.
-Claro hyung. – Henry respondeu prontamente e eles se levantaram e foram ao banheiro. Que droga, como eu ia saber se eles iam se beijar ou não agora? A curiosidade estava me corroendo, mas eu fiquei sentado ali, esperando que eles voltassem logo. Quando já aprecia que tinha passado 10 minutos e nada deles voltarem, eu decidi ir inspecionar o que estava acontecendo.
-Min, eu vou no banheiro, já volto. – eu falei e ele balançou a cabeça e sorriu pra mim. Levantei e fui até o banheiro. Quando cheguei lá, ouvi a conversa deles, provavelmente não havia mais ninguém ali. Entrei no primeiro box do banheiro esperando que eles não tivessem me visto. Se eles tivessem me visto, com certeza comentariam, e já que não comentaram, eu respirei, aliviado e fiquei ali ouvindo o que eles estavam conversando.
-Henry... Eu não sei o que dizer... Eu não sei o que pensar... – falou Ryeowook, então eu acho que Henry tinha confessado pra ele.
-Hyung você não precisa me dizer nada agora... Eu só te falei isso por que não queria que você ficasse se aproximando tanto de mim sem saber do que eu realmente sinto. – ahw, o Henry não é uma fofura...
-Eu... Não é isso, você só me pegou de surpresa e... Eu realmente não sei o que dizer, mas Henry, não se preocupe com isso. Eu-Eu gosto de você também... Você é sempre tão gentil comigo e... – ouvi um estralo, será que Henry tinha beijado Ryeowook? Ahh, que droga, se eu abrisse a porta eles perceberiam que eu estava ali. –Henry! Aqui não...
-Mas foi só um beijo na bochecha, hyung... – ele riu.
-Vamos voltar para a sala, os garotos devem ter sentido nossa falta... – falou Ryeowook, e eu saí tão rápido do box que acho que eles não viram nem o meu vulto. Corri até a sala e então até o meu lugar, me joguei na cadeira ao lado de Sungmin e bebi o pouco de refrigerante que ainda restava no meu copo descontraidamente. Sungmin me olhou, levantou uma sobrancelha e perguntou:
-O que você está aprontando, Kyu?
-Eu? Nada, eu nunca estou aprontando, que horror, meu próprio namorado me incriminando... – eu falei tentando fazer um bico fofo, que eu tive certeza que funcionou quando vi Sungmin sorrir.
-Aham, sei. Espero que seja algo bom... – ele riu e voltou sua atenção ao filme. Acho que Sungmin e Donghae eram os únicos prestando verdadeira atenção ao filme ali. Henwook voltaram do banheiro e sentaram ao meu lado outra vez. Dessa vez, instantaneamente Ryeowook se aconchegou nos braços de Henry e eles ficaram lá, naquela fofura sem fim até o filme terminar. Nós saímos do cinema e fomos para um restaurante ali perto. Já era hora do jantar à essas horas. Jantamos no restaurante e depois Sungmin chamou todos para irmos para sua casa. Afinal os menores de 18 não poderiam beber no restaurante (isso me incluía, e eu queria muito beber, então dei a idéia discretamente). Fomos para a casa de Sungmin e então a ‘festa’ começou. Donghae e Eunhyuk se agarraram um no pescoço do outro que foi uma coisa de entrar se beijando e sair se beijando. Eles foram embora cedo por que não teria ninguém na casa de Donghae aquela noite, e todos sabíamos o que Eunhyuk estava louco pra fazer com Donghae (principalmente eu depois da conversa no cinema). Ficamos só eu, Sungmin e Henwook ali. Estávamos bebendo, Ryeowook tentava se controlar e controlar Henry também, por que os dois ainda teriam que voltar pra casa.
-Henry, já chega, você já bebeu demais... – Ryeowook falou tentando tirar o copo da mão de Henry, falhando miseravelmente.
-Não sei o que a mãe dele vai dizer quando ele chegar em casa bêbado... – eu falei para Sungmin.
-Eu não me responsabilizo por nada que acontecer a nenhum de vocês... – Sungmin se eximiu da culpa, levantando as mãos e fingindo limpá-las. Eu ri. Henry ainda não estava bêbado, senão ele já teria começado a chorar, eu conhecia bem demais aquele garoto. Ele estava fingindo que estava bêbado e enquanto isso, ficava se apoiando em Ryeowook, que não teve força suficiente para segurá-lo da última vez e eles caíram sentados no sofá. Henry então aproveitou a proximidade súbita e lhe deu um selinho de leve. Ryeowook arregalou os olhos e olhou para Henry surpreso. Henry apenas sorriu e lhe deu outro selinho. Eu estava adorando ser espectador daquela cena, até Sungmin puxar meu queixo.
-Hey, por que você está olhando pra eles assim? – ele perguntou, um bico brotando em seus lábios imediatamente. Ele ainda segurava meu queixo.
-Assim como? – perguntei, ele apertou meu queixo levemente.
-Com esse olhar de diversão... Até parece que quer estar ali... – ele fez bico de novo.
-Eu só quero estar onde você esteja, Min. – eu disse, sabia que ia derreter ele. Sungmin largou meu queixo e passou os braços pelo meu pescoço. Estávamos em pé, do lado da bancada da cozinha, observando os dois na sala da cozinha americana. Ele ficou na ponta dos pés e me deu um selinho, eu o segurei, passando os braços pelo seu torso e aprofundei o selinho. O beijo durou até escutarmos um barulho vindo da sala. Separamos do beijo e olhamos para a fonte do barulho, e vimos Henry e Ryeowook despreocupados com o barulho que fizeram ao cair no chão e empurrar a mesa de centro da sala. Eles estavam se agarrando no chão agora. Hey, agora mesmo eles não estavam tímidos por que Henry tinha dado um selinho em Ryeowook? Sungmin tinha me feito perder toda a diversão.
-Hey, você continua olhando pra eles feito um idiota! – ele brigou, virando meu rosto pra ele outra vez.
-É que eu queria muito juntar aqueles dois, mas agora que eles já estão juntos, a gente pode conversar... – eu ri, puxando ele e continuando o beijo que Henwook tinham nos interrompido.
-Hey isso não é conver-nnn... – ele começou, mas eu sabia que não ia resistir quando nossos lábios fossem colados, então o fiz. Depois de algum tempo de pegação, Henry e Ryeowook se levantaram do chão. Eu e Sungmin nos sentamos nos banquinhos do balcão e ficamos ali conversando.
-Sungmin, Kyuhyun... Bem, nós vamos embora. Vou levar Ryeowook em casa. – falou Henry.
-Eu levo vocês... – falou Sungmin já começando a levantar, mas Ryeowook parou-o.
-Pode deixar hyung, minha casa não é muito longe daqui, não queremos causar problemas. – falou o baixinho. Sungmin deu de ombros e deixou que os dois seguissem seus caminhos depois de levá-los até a porta.
-Então agora nós estamos sozinhos...? – eu perguntei.
-Você não deveria ir embora também, Kyu? Sua mãe vai ficar brava se chegar em casa no meio da madrugada... – ele falou.
-Falei a minha mãe que dormiria aqui hoje... – falei. E tinha falado mesmo, ela não tinha me olhado com uma cara muito boa, mas eu consegui convencê-la de que eu era um garoto puro e que na casa de Sungmin tinha muitos quartos.
-Você o que? – ele perguntou. –Você falou a sua mãe que ia dormir aqui sem falar comigo?
-Claro, ou você vai deixar seu namorado lindo, gostosão e intelectualmente superior dormir na rua hoje? – falei fazendo um bico.
-Claro que não! – ele exclamou. –Mas é só que... Esquece. – ele falou.
-Então o que você acha de bebermos mais um pouco pra comemorar a junção de Henwook! – eu falei.
-Henwook? – ele perguntou.
-Sim, Henry e Ryeowook, Henwook, entendeu? – eu ri.
-Ah, claro... – ele riu e foi pegar mais uma garrafa de vinho, já que tinham acabado com a primeira que abriu (e com mais algumas latinhas de cerveja). Nós bebemos ainda bastante até que Sungmin começou a dar sinais de embriaguez, então eu decidi que estava na hora de parar. Eu ainda não estava exatamente bêbado, eu não era derrubado facilmente.
-Já chega, Min, vamos parando por aqui antes que você fique muito louco e acabe com a pior ressaca amanhã. Ninguém quer isso né?
-Não... – ele falou, mexendo a cabeça para os lados e sorrindo. –É tão doce que você cuide de mim assim, mesmo eu sendo o hyung aqui... – ele sorriu mais.
-Claro que eu cuido de você, você é a pessoa mais importante do mundo pra mim. – falei dando um beijo em sua testa. Esse era o tipo de coisa que eu só admitiria se não estivesse em juízo perfeito, por isso desconfiei de que eu estivesse mais bêbado do que achava que estava.
-Eu te amo, Kyu. – ele falou, levantando do banquinho do balcão precariamente.
-Eu também, Min, eu te amo. – falei e nos beijamos. O beijo foi fogoso, luxurioso como nunca, acho que por que estávamos bêbados.
-O que acha de comemorarmos a junção de Henwook de outro jeito? – perguntou Sungmin próximo demais de minha orelha, um arrepio percorreu meu corpo e eu tomei seus lábios ainda mais vorazmente que antes. Levei-o até o sofá e ele balançou a cabeça, apartando o beijo.
-Vamos para o meu quarto... – ele falou segurando minha mão e encaminhando-nos até o maior quarto da casa. Senti um puxão e eu fui jogado contra a cama com aquela força que Sungmin possuía, mas que era completamente estranha ao seu eu sóbrio. Ele subiu em cima de mim, um joelho a cada lado de meu quadril e tomou meus lábios outra vez. Sei que o que vou dizer não é uma coisa muito legal, mas eu pensava em embebedar Sungmin mais vezes.
Suas mãos passeavam pelo meu corpo enquanto nossas línguas faziam uma dança sensual em nossas bocas, minhas mãos, até agora inertes aos toques, começaram a fazer o mesmo que ele fazia em mim. Peguei sua camiseta e puxei-a para cima, soltando nossos lábios apenas o tempo suficiente para que a camiseta passasse entre nós, voltando ao beijo logo depois. Minhas mãos percorreram agora sua pele exposta, o abdômen definido embaixo de minhas mãos estremecia com alguns toques, em puro deleite. Sungmin apartou o beijo e deixou um suspiro pesado escapulir. Abri meus olhos e ali estava uma das visões mais bonitas que eu já tinha tido até ali, Sungmin estava com os lábios entreabertos, a respiração estava pesada, os olhos semicerrados e minhas mãos passeando em seu abdômen. Apoiei-me em meus cotovelos e fiz com que girássemos, ficando por cima dele. Sungmin parecia ter voltado a si, as bochechas estavam vermelhas e ele virou o rosto para não me fitar.
-Se você não quiser que isso continue, é só dizer... – eu falei, tentando fazer a voz mais sedutora que conseguia. Vi que ele fechou os olhos ao sentir minha respiração contra sua orelha e então coloquei a língua pra fora, tocando aquela carne sensível levemente, ele forçou ainda mais os olhos fechados, eu estava sendo cruel, eu sabia que ele estava tendo uma batalha em seus pensamentos e queria que a parte que me interessava ganhasse, óbvio. –Sungmin...? – minha voz saiu ligeiramente rouca.
-Continue. – ele falou, voltando a olhar pra mim, seus olhos estavam tão negros, banhados pela luxúria, aquilo me excitou completamente, mais ainda que seu abdômen exposto e seu peito subindo e descendo com a respiração pesada. Eu fiz com que terminássemos de subir na cama, afinal ainda estávamos na ponta, e então voltei a beijá-lo. Em algum momento do beijo, ele segurou minha língua entre seus lábios e sugou-a vigorosamente, aquilo me deixou tão excitado que um gemido longo deixou minha garganta, meu amiguinho já estava latejando, Sungmin era tão excitante, a visão dele submisso, sob mim, com aqueles olhos cheios de luxúria e certeza, as mãos que já tinham arrancado minha camiseta como eu havia feito com a dele passeando em meu corpo despudoradamente. Enquanto sugava minha língua, seus dedos fizeram caminho até meu jeans e adentraram o cós ligeiramente folgado e apertaram minha bunda com vigor, outro gemido longo saiu de mim. Sungmin estava me saindo um namorado tarado de primeira, eu nunca reclamaria disso.
Pressionei seu quadril com o meu, nossas ereções crescentes pressionadas uma contra a outra e então foi a vez dele soltar um gemido, liberando minha língua. Eu dei-lhe um selinho, passando a beijar agora seu queixo e descer por seu pescoço. Deixei ali uma marca nada discreta e continuei descendo até chegar em seu mamilo direito, passando a língua por ele enquanto escutava a sinfonia de seus gemidos invadirem meus ouvidos. Enquanto brincava com aquele pedaço rosado de carne totalmente sensível, Sungmin não calou a boca.
-Kyuuhmm... – ele murmurou, enquanto passava os dedos pelos meus cabelos e segurava-os com força, me levando para cima de novo, fazendo com que nossas bocas se encontrassem outra vez para um beijo desesperado. Minhas mãos foram até o cós de sua calça e desabotoaram-na, descendo o zíper logo depois e puxando-a para baixo. Ele mesmo se livrou da calça e chutou-a para fora da cama, logo depois suas pernas envolveram minha cintura e isso causou uma pressão ainda maior entre nossas ereções. Eu investi uma única vez, vorazmente, contra ele enquanto ele gemia contra minha boca e continuava apertando o abraço que suas pernas faziam em meu quadril. Em segundos ele também estava roçando contra mim, me fazendo gemer junto com ele.
-Miiinnn... – foi o que escapuliu de minha boca quando ele decidiu fazer-nos girar, ficando em cima outra vez. Ele começou a fazer o mesmo que fiz com ele, enquanto beijava e sugava meu pescoço, ele desabotoou e abaixou o zíper da minha calça, puxando-a para baixo junto com a minha boxer. Desfiz-me das roupas e chutei-as para fora da cama, ele então parou e me deu uma boa olhada, se eu já não estivesse tão excitado, talvez eu tivesse sentido vergonha do olhar faminto que ele me lançou, mas aquilo só me excitou ainda mais. Ele deteve seu olhar em meu membro ereto e então lambeu os lábios. Sungmin podia parar de ser tão taradamente sedutor e excitante, ou eu ia passar a querer comê-lo toda vez que eu o visse, e isso não seria saudável pra nenhum de nós.
Ele abaixou a cabeça levemente, na altura do meu membro e colocou a língua pra fora, lambendo divertidamente a ponta e olhando atentamente a minha reação. O contato de sua língua quente com meu membro pulsante foi quase como um choque. Ele abaixou-se mais um pouco e lambeu da base à glande, me fazendo soltar um gemido baixo e arrastado. Como aquele garoto estava me deixando louco...
-Min... Por favor, só enfia tudo na sua boca... – eu falei, não me importando que palavras eu estava usando, eu não conseguia pensar em mais nada a não ser sentir aquela boca em volta do meu membro, me sugando violentamente, exatamente como ele fez quando o pedido saiu de minha boca. E então ele diminuiu o ritmo, e voltou a acelerá-lo, eu estava nas nuvens. Os gemidos saíam de minha boca sem que eu nem mesmo percebesse até que eu senti a falta daquilo que estava me deixando louco. Sungmin me olhava com um olhar quase inocente, se seus olhos não denunciassem quanta luxúria havia ali escondido. Ele avançou e nossas bocas se encontraram e logo se devoravam num outro beijo voraz. Fiz com que virássemos outra vez, Sungmin havia me deixado necessitado de verdade depois daquele showzinho que foi o boquete que ele me fez. Tirei a boxer que ainda cobria seu membro e ele gemeu quando eu segurei sua ereção e comecei a mover minha mão lentamente pra cima e pra baixo. Ele estremeceu ligeiramente quando minha outra mão fez caminho para sua entrada.
-Min... Você é virgem? – eu perguntei, no mesmo tom rouco que eu não conseguia mudar enquanto estivesse tão louco. Ele apenas confirmou com a cabeça, aquilo estava ficando mais interessante. Eu sorri e minhas mãos voltaram a percorrer seu abdômen, voltando para seu rosto. Coloquei três dos meus dedos dentro de sua boca e ele entendeu o que eu queria, começou a lambê-los, sugá-los e enchê-los de saliva. Quando julguei suficiente, retirei meus dedos de sua boca, o que produziu um baixo ‘pop’ e levei minha mão até sua entrada. Rocei um dos dedos ali, ele se remexeu e suas pernas envolveram minha cintura, aquilo ajudaria bastante. Um dos meus dedos venceu a barreira que o anel muscular produzia e então ele soltou algo entre um gemido de prazer e desconforto. Por enquanto seria apenas desconforto, mas logo ele estaria sentindo dor. –Isso vai doer, Min, você sabe disso, né? – ele balançou a cabeça de novo.
-Continue. – ele falou, e então comecei a mexer meu dedo dentro dele, fazendo-o se remexer também. Quando um segundo dedo entrou, ele soltou um genuíno gemido de dor. Então quando ele finalmente tinha se acostumado com a invasão eu comecei a mexê-los também, fazendo um movimento de tesoura para alargá-lo. Sabia que havia um ponto ali que o faria sentir tanto prazer quanto podia, então fiquei procurando até que ele soltou um gemido. –Aí, Kyuu, faça de novo.
-Com prazer... – eu falei, atingindo aquela região outra vez. Aproveitando que ele estava acostumado com aquilo, coloquei outro dedo e tentei atingir aquela região outra vez, mais um gemido. Depois de algum tempo terminando de alargá-lo, retirei meus dedos, o que o fez soltar um gemido de frustração. Ele abriu os olhos e me olhou com aqueles olhos escuros de prazer, o que me fez ir adiante sem pensar muito, penetrando-o devagar. Os gemidos vindos dele se misturavam aos meus enquanto eu me sentia cada vez mais apertado por ele. Minhas mãos, agora em suas costas enquanto eu me segurava com os cotovelos para não ficar totalmente em cima dele, faziam círculos e massageavam suas costas. Enquanto isso, suas pernas ao meu redor apenas faziam com que o espaço entre nossos quadris diminuísse ao mínimo possível. Esperei até que ele se acostumasse com o volume dentro de si, então quando ele balançou a cabeça, mandando continuar, eu o fiz.
Não demorou e nós estávamos seguindo um ritmo, enquanto eu procurava por aquele ponto que o faria gritar agora. Quando o encontrei, ele de fato gritou, gritou meu nome, o que me instigou a continuar acertando aquele ponto cada vem mais rápido e forte, como ele mesmo me pedia entre os gemidos que soltava. O som e o cheiro de sexo estavam dominando o lugar enquanto eu continuava a entrar em Sungmin e sair cada vez mais rápido.
-Kyuuumm eu estou... Eu vou... – e ele não precisou continuar para que eu soubesse o que estava acontecendo, afinal eu também estava quase gozando. Uma de minhas mãos foi até seu membro esquecido e comecei a masturbá-lo num ritmo mais rápido que o das minhas estocadas dentro dele, não demorou para que ele derramasse seu líquido quente em minha mão e em sua barriga. Ele soltou um gemido alto e praticamente gritou meu nome, mas eu ainda não tinha terminado. Continuei investindo dentro dele até que senti que não conseguiria segurar mais e me derramei dentro dele. O anel muscular que me circundava estava agora tão apertado que eu estava vendo estrelas enquanto gozava dentro de Sungmin, com um gemido longo e alto. Saí de dentro dele e me joguei ao seu lado, a respiração pesada e os olhos fechados.
Abri os olhos e vi Sungmin se encolhendo para mais próximo de mim, meus braços circundaram seu corpo e eu puxei-o para mais perto, puxei o edredom que cobria a cama antes, e agora estava todo embolado, e cobri nossos corpos.
-Boa noite Min. – eu falei.
-Boa noite Kyu. – ele falou, sem abrir os olhos. Em pouco tempo ele já estava dormindo, eu ainda observei-o por algum tempo antes de cair no sono também.
Notas finais
Eu quero saber o que acharam, é a primeira vez que eu posto um lemon e eu quero MUITO saber se gostaram!
:D
Beijos
Fale com o autor