Apesar de Tudo
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Mas tem mais presentinho no final! :D
Eu sou tãão boazinha (ahaaam)
Viram a capa nova? A 'BTRmylove' fez pra mim, fiquei tão feliz *---*
Desculpem se tiver erros
Boa leitura!
Quando acordei, Sungmin ainda estava ali em meus braços, confortavelmente aconchegado enquanto sua respiração pinicava meu peito. Nós dois estávamos sujos, suados e fedidos, e a cama estava um caos. Eu adorei ver aquela cena. Sungmin mexeu-se um pouco, eu levei uma mão até sua cabeça e fiz um cafuné nele.
-Kyu...? – ele perguntou incerto.
-O que foi Min? – perguntei.
-Você está aqui mesmo... – ele falou, suas mãos procurando meu corpo e então tateando-o sem nenhum pudor. Ele ainda estava com os olhos fechados.
-Claro que estou... – eu ri.
-Então não foi um sonho o que aconteceu noite passada? – ele perguntou, a voz era inocente como a de uma criança perguntando a mesma coisa aos pais. Mesmo que agora suas mãos estivessem roçando lentamente em minhas nádegas. Sungmin era um tarado até sem perceber.
-Min, você está mesmo acordado? – perguntei.
-Claro que estou... – ele deu um sorrisinho de lado. Hey! Esse sorrisinho é MINHA marca registrada... Minha raiva passou instantaneamente quando ele começou a roçar seus dedos em meu pênis.
-Sabe Min, eu estava pensando em tomar um banho... Nós estamos sujos e nojentos. – eu falei em seu ouvido. Ele sorriu de novo, levantando da cama e indo até a porta do banheiro. Eu tinha visto Sungmin nu ontem, mas estava escuro e apenas a luz da rua e da lua me ajudavam a distinguir suas curvas. Agora, com ele ali, em pé na porta do banheiro me olhando, me esperando enquanto tentava se esconder ligeiramente no portal, ele parecia tão mais sexy e lindo. Levantei e fui até o banheiro, onde ele já tinha entrado e ligado o chuveiro para que a água esquentasse. Abracei-o por trás e comecei a distribuir beijos em seu pescoço.
Nós tomamos banho (e fizemos outras coisas) e Sungmin fez lámen e nós comemos. Voltei para casa antes do almoço e então o fim de semana passou se arrastando. Tentei escapulir para ir à casa de Sungmin no domingo, mas minha mãe me fez ficar em casa por que ela receberia visitas.
O resto da semana, e do semestre, passou bastante rápido. Os três casais gays da escola já tinham virado assunto do passado, ninguém ligava mais pra gente, então nós apenas curtíamos a companhia uns dos outros durante os intervalos. Tínhamos virado amigos inseparáveis, inevitavelmente. Lembro-me que, no começo da relação de Henwook, Ryeowook ficou meio receoso de assumir que estava saindo com Henry para todo mundo. Eu e Sungmin sabíamos por que tínhamos visto, Eunhae também sabiam, mas por que nós contamos. Mas depois de algum tempo vendo que Eunhae e eu e Sungmin não dávamos a mínima pros outros, e os outros também não davam mais a mínima pra gente, ele decidiu assumir.
Com o final do semestre vieram as provas, não foi tão difícil assim passar por elas, acho que por que eu estava quase todo santo dia na casa de Sungmin e ele me ajudava a estudar. Quando finalmente começaram as férias de meio de ano, aí sim que a minha freqüência na casa de Sungmin se tornou constante. Diária. Algumas vezes chamávamos Eunhae e Henwook para passar a tarde e a noite com a gente, enquanto bebíamos e fazíamos bagunça no apartamento do mais velho. Eram noites divertidas. Algumas vezes eu até dormia lá, mas não muito, por que minha mãe estava de marcação pesada em cima de mim. Ela havia decidido que não me deixaria fazer muita coisa, então eu tinha que contornar suas regras algumas (muitas) vezes. Num dia desses, eu voltava pra casa feliz por ter passado mais um dia inteiro com Sungmin, sem ter muito o que fazer a não ser aproveitar a companhia um do outro. Abri a porta de casa, avisei que tinha chegado e antes de pensar em tirar os sapatos, meu pai estava me olhando com a pior cara de todas as que eu já o tinha visto fazer.
-Você não mora mais nessa casa. Pode fazer suas malas e se mudar para qualquer lugar. Não quero ver sua cara amanhã. Só tenho uma filha agora. – ele falou simplesmente, saindo da minha frente, provavelmente para se trancafiar em seu escritório.
-Kyuhyun! – minha mãe foi até mim, eu tinha calçado minha pantufa e estava passando pelo balcão que ligava a sala com a cozinha. Ela me abraçou e eu percebi que ela estava chorando.
-Não se preocupe, mãe, eu vou para a casa de Sungmin... – falei enquanto ela soluçava, passando as mãos em meu rosto.
-Eu tentei impedi-lo, tentei fazer com que não descobrisse, mas você passando todos os dias na casa dele, e ele encontrou um bilhete que eu tinha tirado de uma de suas calças do uniforme antes de colocar pra lavar e... – ela tentava se explicar. Minha mãe tinha feito muito mais por mim do que eu achei que fosse fazer, depois daquela nossa primeira conversa.
-Mãe, tudo bem... Não foi sua culpa, eu devia ter sido mais cuidadoso, mas ele acabaria descobrindo mesmo e... – eu falei, ela soltou um soluço alto, me interrompendo enquanto eu a ajudava a sentar e ia pegar um copo de água. –Mãe, eu vou arrumar minhas coisas e ir para a casa de Sungmin, não vou poder levar muita coisa...
-Eu o levo lá, pegue tudo o que conseguir... – ela falou, conseguindo se recuperar rapidamente. –Ande antes que seu pai saiba...
-Mãe, pode deixar que eu o levo até lá, assim a senhora não precisa se indispor com o papai. – Ara falou, eu a olhei agradecido. Ara sabia usar seu bom senso na maioria das vezes. –Anda Kyu, vai arrumar suas coisas, eu cuido da mamãe.
-Obrigado Ara. – eu falei simplesmente, correndo escadas acima para arrumar minhas coisas. Peguei meu notebook, com carregador e tudo e enfiei-o na mochila, coloquei mais algumas roupas e então fui procurar uma mala para colocar outras roupas.
Peguei meu celular e tentei discar o número de Sungmin o mais rápido possível enquanto ainda colocava roupas do meu guarda roupas numa mala grande de viagem.
-Oi Kyu! – Sungmin me atendeu animado. –Já está com saudade... – aposto como ele havia feito aquele bico fofo típico. Aquilo me desconcentrou por alguns segundos.
-Sungmin, eu preciso te falar uma coisa muito séria. – eu comecei. –Meu pai descobriu sobre nós, me expulsou de casa. – eu falei enquanto ouvia um pequeno ofego abafado.
-Kyu, o que vamos fazer agora? Seu pai é tão rigoroso e... Venha pra cá, você fica aqui até seu pai pensar nisso direito.
-Tudo bem, eu estou arrumando minhas coisas, daqui uns 20 minutos eu estarei aí. – falei.
-Não quer que eu vá aí te pegar? – ele perguntou, preocupação ainda transbordava em sua voz.
-Não precisa, Ara vai me levar aí.
-Estarei esperando. – ele falou. –Eu te amo Kyu.
-Também te amo Min. – falei, eu estava realmente precisando das palavras de Sungmin naquele momento, mas desliguei o telefone rapidamente e continuei fazendo minha mudança apressada.
Coloquei a maior parte do meu guarda roupa em duas malas de viagem e Ara me ajudou a levá-las até seu carro. Chegamos à casa de Sungmin e ele esperava por nós na porta do apartamento. Ajudou-nos a colocar as malas pra dentro e chamou Ara para jantar conosco, mas ela preferiu voltar pra casa logo.
-Como ele descobriu? – ele me perguntou enquanto íamos para a cozinha para ele terminar de preparar o jantar.
-Parece que ele desconfiou comigo vindo todos os dias a sua casa e achou um bilhete que minha mãe tinha tirado de um uniforme que ela foi lavar. – falei.
-Ele deve ter ficado uma fera... – ele falou fazendo uma careta.
-Tanto que ele nem gritou comigo, só falou que não queria ver minha cara amanhã naquela casa. Acho que eu ferrei tudo com ele... Eu gostava do meu pai, mesmo ele sendo muito rigoroso, eu sempre achava que isso o fazia um homem forte e digno para cuidar de uma família. Mas então...
-Não me diga que vai começar a odiá-lo... É seu pai...
-Mas não consigo mais sentir a admiração que eu sentia por ele antes. Ele está se esquivando de mim, fingindo que isso não existe. Isso não é a atitude de um homem digno ou de um homem forte... – me expliquei. –Ele disse que não teria mais um filho. Eu não tenho mais um pai.
-Kyu... – Sungmin nem conseguia dizer nada, talvez estivesse penalizado por mim. Fui até ele e abracei-o enquanto ele usava aquele avental lindo rosa e cozinhava.
-Você é a minha família agora. – falei.
-Ainda tem sua mãe e sua irmã... – ele falou, o tom levemente severo. –Só por que deixou sua casa não quer dizer que não tem mais contato com ninguém...
-Tudo bem, eu posso incluí-las na nossa família... – eu ri e ele me bateu com a espátula que usava para mexer algumas coisas que estavam na frigideira. –Eu te amo.
-Eu também te amo Kyu. Agora sai daqui que eu preciso terminar isso. – ele falou e continuou me batendo.
-Ai, tudo bem, eu já to saindo... – falei. –Seu bruto. –ele me mostrou a língua. –Faça isso de novo e eu não te largo mais hoje! – eu briguei.
-Senta aí Kyu... – ele falou, virando as costas pra mim. Eu sentei e fiquei observando-o.
Esperei ele terminar de fazer nosso jantar e ajudei-o a colocar a mesa. Comemos conversando qualquer coisa que não tivesse a ver com o que tinha acontecido hoje. Depois assistimos TV até tarde da noite, um filme bom atrás do outro.
-Min, eu ‘tô com sono... – eu murmurei em seu ouvido enquanto ele mudava de canal para ver se tinha algum outro filme passando. –Vamos pra cama?
-Mas Kyu, vai começar a passar A Fantástica Fábrica de Chocolate... – ele falou, parando no canal.
-Eu já vi esse filme milhões de vezes... – eu ronronei enquanto me aconchegava contra seu peito, sim, eu estava fazendo o papel de ‘Sungmin’ no relacionamento, mas só por que eu estava com muito sono. –E aposto que você também. – tentei fazer a melhor cara de gatinho abandonado.
-Aish, tudo bem... – ele falou desligando a TV. –Eu também estou com sono, mas eu queria ver A Fantástica Fábrica de Chocolate...
-A gente assiste outro dia, sim?! – eu falei levantando preguiçosamente do sofá e puxando-o comigo.
-Ok. – ele falou dando de ombros, deixando que eu o levasse pelas mãos até seu quarto... Nosso quarto. Isso soava bem pra mim.
Andamos até o quarto e eu nem fiz questão de ligar a luz, apenas avistei o contorno da cama e logo eu estava me jogando nela, levando Sungmin junto. Apenas me fiz confortável e abracei Sungmin como um bichinho de pelúcia contra o meu peito. Ele soltou uma risadinha e se aconchegou. Não demorou muito para eu cair no sono, porém no meio da noite senti meus braços ficarem vazios.
-Min? – perguntei. Achei que tudo o que tinha acontecido ontem pudesse ser apenas um sonho, que eu podia estar acordando em casa, apenas com a falsa impressão de que teria adormecido com Sungmin em meus braços. Porém logo veio a confirmação de que aquilo tudo fora realidade.
-Tudo bem, Kyu, eu estou aqui... – ele falou, voltando a sentar na cama e puxando minha cabeça para o seu colo. –Só precisava de um copo d’água.
Eu sinalizei com a cabeça que tinha ouvido o que ele falou e, ainda de olhos fechados, senti ele me afagando os cabelos. Eu estava precisando daquilo, acordar no meio da noite me deixou desnorteado e abalado com o que tinha acontecido nas últimas horas. Meu pai havia me expulsado de casa. Eu não devia fazer tanto alarde por isso, mas eu estava genuinamente chateado e desolado por isso. Não sei como seriam os próximos dias sem acordar e ver minha mãe cozinhando alguma coisa, mesmo que o mais depressa possível por que ela tinha que correr para o trabalho. A faladeira de Ara também me faria falta, aquela garota não se calava um segundo, a casa vivia cheia com a sua voz. Só não me sentia tão mais desolado por que era na casa de Sungmin que eu estava.
-Min, acha que meu pai vai ficar chateado pra sempre? – perguntei.
-Não sei Kyu... – ele falou sinceramente. –Mas ele é seu pai, devia dar um tempo pra ele e depois ir conversar. Pais e filhos não deviam brigar assim...
-Eu sei... — abri os olhos e virei o rosto para encará-lo. –Não queria que isso tivesse acontecido. Seria melhor mentir para ele o resto da vida do que... Isso... – desabafei.
-Tenha calma, talvez com o tempo isso se ajuste. Apenas dê um pouco de tempo à situação. – ele falou segurando meu rosto. Eu levantei ligeiramente enquanto ele me dava um selinho. –Agora vamos voltar a dormir. O que acha de chamarmos Eunhae e Henwook pra cá amanhã? Assim a gente se distrai. – ele falou. Tinha contado a ele e aos garotos como eu os denominava, e acabou que todos começaram a usar.
-Tudo bem... – eu falei e sorri para ele. Ele voltou a deitar e eu voltei a agarrá-lo, como se ele fosse o único pilar que me mantinha são. Ele me agarrou de volta e voltamos a pegar no sono.
O outro dia foi só bagunça. Os garotos vieram e eu contei a eles que eu moraria com Sungmin de agora em diante.
-Vocês vão oficializar o casamento quando, einh? – Eunhyuk riu da própria piada, o que fez todos caírem na gargalhada também, não tanto pela piada, mais por sua risada. A risada de Eunhyuk era estranhamente contagiante.
-Não é isso... – falou Sungmin tentando parar de rir. E então ficou muito sério. –É uma coisa mais séria... – e então todos pararam de rir.
-Meu pai descobriu sobre mim e Sungmin e me expulsou de casa. – eu falei e então eles se entreolharam.
-Nossa... – foi o que Donghae deixou escapar. –Caramba, se você precisar de um ombro amigo, você sabe que tem um monte aqui...
-Obrigado, Hae, mas eu preciso só desses... – eu ri, passando os braços pelos ombros de Sungmin, abraçando-o por trás.
-Ouun que fofo... – Ryeowook deixou escapar enquanto todos voltavam a rir.
De tarde, Ryeowook se dispôs a fazer um bolo que ele tinha aprendido a receita recentemente, e devo dizer que fiquei com um pouco de inveja de Henry, que tinha um garoto tão bem dotado nas artes da cozinha. Sungmin não era ruim, mas os doces de Ryeowook eram excepcionais.
-Acho que vamos ter que sequestrar o Ryeowook pra cozinhar pra gente... – eu falei enquanto enchia a boca com um pedaço do bolo.
-Hey, está dizendo que eu cozinho mal?! – brigou Sungmin fazendo Eunhyuk se engasgar com o bolo que estava comendo quando começou a rir. Donghae correu para acudi-lo.
-Não é isso, é só que Ryeowook cozinha melhor... – eu falei, tentando concertar. Não pareceu adiantar. Sungmin bufou e virou as costas pra mim. –Min, não fica assim, eu adoro quando você cozinha... Principalmente quando coloca aquele avental rosa...
-Não ligo mais pra você, fica aí com o Ryeowook, vá morar na casa dele, se gosta tanto que ele cozinhe pra você... – Sungmin falou, apenas colocando outro pedaço de bolo na boca. Sua cara estava extremamente fofa naquele instante.
-Hey, não coloca o MEU Wookie no meio da briga! Kyuhyun não está autorizado a nem chegar perto dele... – Henry falou, agarrando Ryeowook pela cintura e inflando as bochechas. Estavam todos fazendo complô de fofura contra mim, aquilo era tão injusto.
-Minnie, você sabe que eu não quis dizer aquilo, só quis elogiar o Ryeowook, por que esse bolo está definitivamente muito bom... – eu falei e Donghae e Eunhyuk concordaram freneticamente com a cabeça, as bocas cheias. –Tá vendo, todo mundo achou... – eu fui até ele e agarrei-o pela cintura. –Me perdoa, vai...
-Eu não conhecia o lado fofo do Kyuhyun... – riu Donghae, eu dei uma olhada bem mortal a ele. –Tudo bem, retiro o que eu disse, você é o mesmo de sempre...
-E então...? – eu perguntei.
-Aish... Tudo bem, eu te perdôo... Mas com uma condição... – ele falou me analisando.
-Eu faço qualquer coisa! – eu falei imediatamente.
-Você vai lavar as louças de hoje... – ele falou. Eu olhei-o e ele sorriu com toda a sua fofura reunida num sorriso, eu não agüentaria.
-Tudo bem. – eu falei dando de ombros. Não seria um preço tão grande assim a pagar, já que Ryeowook já tinha lavado tudo o que sujou fazendo o bolo.
Depois da pausa para o lanche, nós assistimos a um filme, jogamos vídeo game (eu ganhei de todos, muito óbvio) e já passava das 10 da noite quando os garotos foram embora. Depois de algum tempo, a campainha tocou.
-Quem será a essa hora...? – perguntou-se Sungmin, que estava sentado na mesa da cozinha, estávamos conversando enquanto eu cumpria a minha promessa e lavava as louças. Eu o vi saindo da cozinha e indo atender a porta. Depois ouvi as vozes de Eunhae. Sequei minhas mãos apenas o suficiente para não sair pingando pelo chão da casa e fui até a sala conferir.
-O que aconteceu? – perguntei.
-Nós ficamos trancados para fora de casa... – Donghae falou.
-Como assim, os dois...? – perguntei, aquilo não estava fazendo sentido.
-Íamos dormir na casa de Donghae, mas quando chegamos lá, não tinha ninguém e Donghae não saiu com chave... – Eunhyuk explicou.
-Acho que não lembraram que eu não tinha saído com a chave e não deixaram nada aberto ou a chave em algum lugar. Fomos à casa do Hyuk, mas todos já estavam dormindo e preferimos não acordar ninguém... – Donghae terminou.
-Então nós viemos saber se tem algum problema a gente ficar aqui essa noite... – sorriu Eunhyuk, aquele sorriso gengival que sempre me fazia sorrir junto. Acho que faria qualquer um sorrir junto, mesmo sem perceber.
-Tudo bem, mas nada de sexo na minha casa... – eu falei, como se a casa fosse minha. Todos riram e Sungmin ficou me olhando.
-Esse Kyuhyun se acostuma muito rápido em ser o dono da casa... – falou Eunhyuk.
-Yah, eu ainda sou o dono da casa! – brigou Sungmin. –E faço minhas as palavras dele...
-Tudo bem, Hae, a gente ainda pode dormir no carro... – Eunhyuk falou num tom sério e depois riu da cara de Sungmin e de Donghae, que de fato eram hilárias. –Eu estou brincando!
-Hyuk, você está começando a me assustar... – riu Sungmin.
-Você acostuma rápido quando tem que conviver com ele... – falou Donghae.
-Você não parece estar tão acostumado assim, hyung... – falei. Donghae corou levemente enquanto me enxotava de volta para a cozinha.
-Yah, volte para as suas louças! – ele brigou.
-Tudo bem, já estou indo... – eu ri enquanto ia para a cozinha.
A noite toda passou assim, uns provocando outros enquanto ainda não tínhamos sono e ficávamos assistindo TV. Depois de algum tempo Eunhae quiseram ir dormir.
-Coloque eles no quarto mais longe do nosso, assim se eles fizerem qualquer coisa vai ser mais difícil de escutar... – eu ri da cara que Donghae fazia. -Eu não sou idiota, hyung, sei por que vocês iam dormir na sua casa essa noite...
-Aish, você é tão... Você é o mais novo, não devia ficar falando essas coisas e... – Donghae brigou.
-Não se perturbe com ele, até parece que você não conhece a figura... – riu Eunhyuk. –Aliás, aposto como ele mesmo quer fazer umas coisas bem barulhentas no quarto com Sungmin e não quer que a gente escute... – esse infeliz, dava vontade de fazer Sungmin gritar a noite inteira, só por causa do comentário. Relaxa, Kyuhyun.
-Então vamos ver quem é que faz mais barulho... – eu sorri de lado, minha marca registrada, enquanto eu captava uma expressão de medo nos rostos de Donghae e Sungmin. Eunhyuk também estava sorrindo marotamente.
-Vamos ver... – ele falou, puxando Donghae para o quarto.
-Hyuk, espera! – Donghae falou, mas foi em vão, ele já era puxado corredor a dentro pelo pulso.
-Kyuhyun! – Sungmin brigou comigo. –O que foi isso! Você está disputando com Hyukjae... Isso...?
-Min, foi só pra irritá-los, não vamos fazer se você não quiser... – eu falei, meu sorriso ‘marca registrada’ já estava em meu rosto de novo enquanto eu me aproximava de Sungmin e tirava o controle de sua mão, desligando a TV e jogando-o no sofá. Agarrei seu pescoço com uma das mãos e tomei seus lábios num beijo que ele primeiramente rejeitou, mas não resistiu e apenas me deixou continuar, passando a responder instantaneamente a todo toque que eu lhe dava. Coloquei-o contra a parede mais próxima e pressionei seu corpo com o meu, meus lábios descendo pelo ângulo de seu rosto e lambendo-lhe o pescoço. Ele soltou um ofego.
-Vamos para o quarto logo... – ele falou baixo, enquanto eu sorria contra a sua pele.
Quando passamos pelo corredor, percebi que Eunhyuk tinha entrado no primeiro quarto que viu, e esse era o logo ao lado do nosso. Agora tanto fazia mesmo, nós estávamos competindo, então deveríamos ouvir... Passei pela porta do quarto e puxei Sungmin, fechando-a atrás dele e comprimindo seu corpo contra a madeira. Outro beijo fogoso e então Sungmin já estava esquecido do que tinha começado aquilo tudo, eu tinha certeza, por que começou a ofegar e a levantar minha camiseta enquanto passava a mão pelo meu abdômen e peitoral. Sungmin podia parecer tímido e frágil para quem visse, mas definitivamente isso mudava totalmente depois de alguns beijos e toques nos lugares certos.
Passei uma das mãos por suas coxas, ainda coberta pela calça de moletom que ele estava usando, e segurei o elástico do cós, puxando-o para baixo, fazendo a calça cair em seus pés. Minha mão voltou a acariciar sua coxa nua agora, chegando mais embaixo e puxando-a. Ele enlaçou-a em meu quadril e, com um impulso da outra perna, agarrou-se com as duas pernas em meu quadril. Segurei-o e levei-o até a cama, fazendo-o deitar ficando em cima dele. Puxei sua camiseta e joguei-a em qualquer lugar do quarto. Foi aí que ouvimos um gemido alto, e eu aproveitei a distração de Sungmin para retirar minha camiseta e começar a desabotoar minha calça. Quando senti os dedos de Sungmin assumirem o trabalho de me despir, olhei-o e ele estava sorrindo.
-Não me prive de um pouco da diversão... – ele reclamou fazendo um bico, que eu prontamente mordi, depois iniciando um novo beijo sedento. Outro gemido foi ouvido. E esse foi claramente de Donghae. Enquanto eu me distraía com o barulho, Sungmin aproveitou para abaixar minhas calças, suas mãos passeando pela boxer que eu usava. Um ofego baixo escapuliu de minha boca enquanto eu procurava o contato com a pele de Sungmin. Meus lábios foram até sua clavícula, desci beijos até seu mamilo direito e comecei a sugá-lo e a massageá-lo com minha língua. Minhas mãos encontraram o cós da boxer de Sungmin e eu abaixei-a sem muita cerimônia, deixando seu membro exposto para o meu propósito. Desci com a minha boca pelo corpo definido de Sungmin enquanto o sentia ofegando, sabendo para onde eu iria e o que eu iria fazer. Quando alcancei sua virilha com a boca, passei o nariz por sua extensão, um contato leve, suave, borboleteado. Apenas aquilo tinha feito com que ele gemesse, não queria nem ver quando eu começasse o show de verdade. Abocanhei seu membro sem preliminares, o que o fez soltar um grito, talvez de surpresa. Eu ia mostrar pra Eunhyuk quem era o macho alfa da casa. Sim, eu tinha feito daquilo uma disputa séria.
Enquanto eu tratava o membro de Sungmin como o melhor picolé de todos os tempos, ele soltava ofegos e gemidos altos, ele era barulhento como o diabo, na cama. Quando estava perto de gozar, ele começou a falar coisas desconexas enquanto suas mãos procuravam meus cabelos e apertavam-nos, forçando minha cabeça contra sua ereção ainda mais. Eu ouvia barulhos vindos do quarto ao lado, mas meus ouvidos não captavam nada deles, apenas tinha a consciência de que existiam.
-Kyuuhhhmmm eu vou... – ele nem pôde terminar de falar e já tinha gozado em minha boca. Engoli tudo o que ele tinha expelido e ele me puxou de encontro a sua boca outra vez. Suas mãos largaram meus cabelos e foram retirar minha boxer. –Eu quero você em mim, agora!
-Não precisa pedir duas vezes... – eu falei enquanto esticava o braço para alcançar a gaveta do criado mudo, onde estava o lubrificante. Abri-o e coloquei um pouco do conteúdo do frasco em minha mão, rapidamente cobrindo meu membro com aquela pasta gelada. Só aquilo tinha me feito soltar um suspiro, não quero imaginar quando eu entrasse em Sungmin. Aproveitei os dedos ainda melecados e adentrei-o com um, logo colocando outro. Enquanto Sungmin suspirava com a preparação, ouvi alguns gemidos, alguns bastante altos, vindos do quarto de Eunhae. Eles iam ver o que era fazer barulho quando eu entrasse em Sungmin. Terminei de preparar Sungmin e, sem hesitar, penetrei-o com força, ouvindo o que eu tanto queria ouvir, aquele grito cheio de luxúria e desejo que ele soltava quando eu o penetrava.
Começamos a achar um ritmo quando Sungmin envolveu uma de suas pernas em meu quadril, a outra eu estava segurando para cima para aumentar a possibilidade de contato. A flexibilidade de Sungmin algumas vezes me assustava, e me excitava sempre. Os gemidos estavam altos e carregados de luxúria, vindos de ambos os quartos. Eu não queria nem saber o que os vizinhos iam falar de nós depois. Tudo o que eu queria saber era se eu estava atingindo o ponto certo dentro de Sungmin naquele momento, e parecia que sim, já que seus gemidos estavam altos demais e seus olhos quase revirados de prazer. Seu membro estava pulsante outra vez, segurei-o e comecei a fazer movimentos rápidos, masturbando-o sempre mais rápido que minhas investidas. Ele soltou um último grito alto e arrastado enquanto se liberava outra vez, dessa vez nos sujando. Eu não agüentei mais muito, seu anel muscular apertando meu membro ao sufoco e então eu me liberei dentro dele, gemendo alto e arrastado. Não me importando se estávamos sujos ou qualquer coisa, eu apenas me deitei ao seu lado, puxando-o enquanto ele entrelaçava nossas pernas e seu braço passava por meu abdômen, cabeça em meu peitoral. Afaguei seus cabelos enquanto ele caía no sono, apenas murmurando um ‘boa noite’ e um ‘eu te amo’.
Quando acordamos, eu e Sungmin tomamos um banho (dessa vez apenas um banho mesmo) e fomos para a sala. Encontramos Eunhae na cozinha.
-O que estão fazendo aí? – perguntou Sungmin, fazendo-os virarem para nós.
-Ah, a gente achou que podia retribuir o favor fazendo o café. – falou Donghae. –Só não garanto que vá estar tão bom quanto a comida de Ryeowook.
-Tudo bem, eu não estou com vontade de cozinhar hoje, mesmo... – Sungmin falou sentando numa cadeira da mesa da cozinha.
-Hey, Kyuhyun, como vamos decidir quem ganhou ontem? – perguntou Hyuk com aquela cara de bobo.
-Não sei, acho que eu e Sungmin ganhamos... – eu falei, sorrindo para Sungmin que fazia uma carranca. –O que foi, Min?
-Nada... Você fica aí se aproveitando... – ele falou baixo.
-Você não pareceu odiar tanto quando estávamos na cama ontem... – eu falei, um sorriso maroto brotando em meus lábios enquanto ele começava a me dar tapas me mandando calar a boca sobre nossa vida pessoal.
-Tudo bem, tudo bem... Vou aceitar a derrota só por que Sungmin é escandaloso... – Eunhyuk falou, Sungmin ficou vermelho como um pimentão e se escondeu em meu peito, que a segundos atrás ele estava batendo.
-Cala a boca, Hyuk! – ele reclamou contra meu peito. Eu ri dele.
-Não se preocupe, Min, você não foi o único escandaloso ontem... – eu falei olhando para Donghae que também começou a esconder o rosto.
-Vocês podem parar com essa conversa, por favor?! – falou Donghae com raiva.
-Tudo bem... – eu falei dando de ombros. –O que temos para o café?
-Lámen. É a única coisa que nós achamos que sabíamos fazer... – riu Eunhyuk.
-Então vamos comer...? – perguntou Donghae, trazendo uma panela enquanto Sungmin pegava a louça para comermos.
Passamos a manhã conversando e depois assistindo TV. Eles foram embora pouco antes do almoço. Depois disso, as férias foram monótonas, por assim dizer. Minha mãe e Ara visitavam a gente algumas vezes, os garotos vinham para as noitadas, eu e Sungmin estávamos vivendo uma vida de recém-casados e tudo estava bem. Até as férias infelizmente acabarem.
Notas finais
É muito importante pra mim saber o que vocês estão achando, do que estão gostando, do que estão odiando, essas coisas... xP
Vou parar a chatice
Beijos!
Fale com o autor