Notas iniciais
Oiee espero que gostem :3

Foi quando tudo começou.

– Senhora... – Ouvia o som abafado por tras da porta. Estava com uma roupa de hospital em cima da maca. Não ouvia tudo o que o medico dizia. — ... Ela esta com uma doença... – Ele falou por mais alguns segundos e minha mãe começou a chorar.

O medico tenta acalma-la, chama algumas enfermeiras e logo depois entra na sala que estou.

Ele me enrrola um pouco mas depois fala o que gostaria de ouvir.

– Como você sabe, tens uma doença rara chamada sindrome de ondine.

Ja farta de enrrolaçao eu faço movimentos circulares com a mao para ele prosseguir

– Esta prestes a morrer. – Aquele medico me conhece dês de que nasci, por isso ele falou com tanta dureza. Não que eu não sabia que logo morreria, mas de qualquer forma foi um choque ouvir isso de um profissional. Mesmo antes de eu pensar em palavras auto-reconfortantes meus olhos ja estavam ardendo e meu rosto riscado com lágrimas.

O Dr. Dames meio sem ação me abraça. Era tudo o que eu mais precisava. Depois que me recompus ele me contou.

A síndrome de Ondine é uma doença que tenho dês de que nasci, é como se eu esquecesse de respirar, em relação a isso fico com falta de ar. Sempre durmo com uma mascara de ventilação, ao contrario eu morro.

~Depois de alguns dias~

Ja tinha falado sobre isso com a minha mãe, sobre que no dia que souber que não tem mais jeito, eu vou sair correndo e “terminar” minha vida. E foi isso que eu fiz.

Sai de casa e fui procurar alguém. Alguém para me prometer. Preciso que essa "promessa" seje cumprida

Naquele centro movimentado e frio, eu tento focar em alguém, mas minha visão esta ofuscada pelas lágrimas.

Um garoto, minha chance. Ando planeando isso à dias.

Lentamente eu caminho até ele, minhas penas estão tremulas.

– Preciso de sua ajuda.

Ele olha para os lados para ver se é com ele que estou falando, depois ele percebe que é com ele. – Como?

Sem nem mesmo eu notar solto um sorriso. Olho para suas mãos, para ver se era compromissado. Nenhuma aliança.

– Você tem namorada? – Nem mesmo eu acredito que estou fazendo isso.

Ele franze o cenho. – Não, porque?

– É que eu precisava falar com você, é muito importante mesmo.

– Você está me assustando.

Sem notar eu me vejo andando lado a lado dele, provavelmente o atrasando.

Ele toma um gole de seu café.

– Eu estou morrendo.

Ele brevemente se engasga. – O que disse?

– É isso mesmo. Por que acha que estou chorando?

O garoto estava ficando sem grassa. – Desculpe, meu nome é Annalee. E o seu?

– Alyson... – Ele fala baixinho.

Dou um longo suspiro. – Precisava falar com você com tempo. Se importa?

– Não, é claro que não... – Eu realmente não sei o que o Alysson esta pensando agora, deve estar pensando que sou ou estou louca. – Tenho uma pergunta.

– Fale.

– Porque você veio falar comigo?

– Achei você atraente. – Internamente mordo minha língua e coro ao mesmo tempo dele.

– Quantos anos tem? – Fala ele tentando desviar do assunto.

– 17 anos e você?

– Eu também. – Ele sorri.

Que situação eu me meti... estou completamente sem grassa.

– Gostaria de falar comigo mais vezes para que eu possa te explicar melhor as coisas?

Ele assentiu. Depois passou o nome para chamadas de video e o numero de seu celular.

– Obrigada. – Dei de ombros com um sorriso. – Nos falamos então.

Ele assentiu novamente. Eu me despedi dele e ele continuou o caminho dele com uma cara de duvida.

Certo, consegui já uma pessoa. Isso foi muito estranho.

~Mais tarde~

Após chegar em casa tarde, pois não posso correr, conforto minha mãe que está mais preocupada com minha morte do que eu, vou para meu quarto. Ele é quase o mesmo dês de quando tinha 9 anos, com as cortinas brancas e armário rosa, mas no momento tem vários rabiscos feitos por mim na parede, posters e pisca-pisca, e um espelho, para mim relembrar todo dia que não sou bonita. Dês de criança sou a magricela e pálida, dos cabelos escuros e escorridos, mas que no momento são rebeldes. Usava uma legging preta e um coturno, um cardigan com uma regata por baixo, e por causa do frio de hoje um sobretudo. Combinei com Alyson as 20:00 no chat em video. Ainda são 18:00 confesso que estou um pouco ansiosa, pois sempre me recusei a socializar, mas como estou morrendo — Uma lagrima cai do meu olho esquerdo, mas logo limpo com a manga. — vou aproveitar o que ainda resta. Ligo meu computador e ponho alguma música. Me deito na cama e começo a pensar na vida... — ou na morte. — começo a pensar demais... Demais... E voltei a chorar. Me levanto e troco minha roupa por um pijama quentinho. Tomo meus remedios, coloco minha mascara e deito na cama. E acabo adormecendo.

~no outro dia~

Bem cedinho, vou para a escola. Minha mãe queria contratar um professor particular para que eu não precise sair de casa, mas quero ter vida social sabe... quando chego, encontro meus amigos: Kell e Ren. Kell uma amiga não tão próxima, pois é muito pé no chão e as vezes acaba sendo sem sentimentos, e Ren meu amigo gay, ele tem um namorado chamado Taylor, mas estão de briguinha no momento. Kell fala comigo as vezes, e Ren também, pois está brigando com o namorado dele.

– Anna, você fez o... – Ren foi interrompido por um chute de Kell.

– Preciso do seu caderno agora! – Kell falou quase desesperada vindo até mim.

– Pra que?

– Você fez aquela pesquisa de historia?

Congelei, havia esquecido totalmente. – Nem eu fiz.

– Então foda-se, se eu me foder você tambem vai entao...

– Por que não me respondeu ontem? – Ren fala me abraçando.

– Eu dorm... – Lembrei que tinha marcado para falar com Alyson. – Puta que pariu! Eu dormi. — Rapidamente peguei meu celular e loguei na minha conta.

|Alyson Skyles| 5 mensagens não lidas|2 chamadas não atendidas|

|Ren Suev| 2 mensagens não lidas|

Nem abro a conversa com Ren, ele provavelmente estaria me perguntando sobre o trabalho.

Abro a conversa de Alyson.

“-Oi Anna...

– Anna?

–Está ai?

Bom, irei dormir agora

Amanha nos falamos então”

– Droga. – Falo em voz alta.

– Quem é esse magia amiga? – Ren fala com a voz entojada e pega o meu celular da minha mão abrindo a foto de perfil dele.

– Ninguem. – Pego o celular da mão dele.

Kell resolve ir jogar basquete nesse intervalo, então passei praticamente todo o intervalo com Ren, nem prestei atenção muito sobre o que ele falou, estava me explicando a briga com Taylor, seu namorado, fiquei apenas pensando em falar com Alyson, ele parece ser gente boa.

Agora só preciso fazer ele prometer.

Notas finais
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