Notas iniciais
Desculpe pela demora. Não foi revisado então paciência com migo (erro proposital) Ta meio enrrolado esse cap, buuut, pretendo escrever mais de acordo com comentarios

Depois que bate o sinal vou para a sala esperar, pego meu celular e abro a conversa com Alyson, chego até a escrever um "oi" mas na hora que escrevi a professora de matemática chega na sala, com aqueles saltinhos e saia lápis, ela é jeitosinha, mas tem uma pinta de prostituta, não que eu tenha preconceito com prostitutas, muito pelo contrário, apenas acho anti-ético uma professora "seduzir" seus alunos. De qualquer forma, iria tentar não prestar atenção em seus peitos e sim para a matéria.

Depois dos últimos alunos idiotas chegarem ela fecha a porta.

Ficar ouvindo aquela baboseira de números me deu sono, então ignorei os barulhos e fui cochilar, mesmo não podendo sem o meu aparelho.

Sempre fico com raiva e acabo perdendo o sono. Fecho os olhos e quando começo a cochilar eu fico sem ar e acordo, por que preciso usar a droga do meu aparelho. É ridículo.

Vou para casa sozinha, é deprimente isso. Ver todos os casais no ônibus, os garotos idiotas pegando nas coxas das garotas e tudo mais.
Ando até a porta de minha casa e abro ela e entro em casa, não sei por que, ver a casa sozinha me deixou mais deprimida.

Depois de uma hora minha mãe chega em casa e eu estou fazendo algo para comer na cozinha. Ela me deu um beijo no alto da testa e falou que podia ir para meu quarto por que ela levaria um lanche. As vezes me da dó, ela é muito boazinha comigo, faz tudo o que peço e o que não peço, para ela sou um bebezinho, e que essa droga de doença me deixa impossibilitada de fazer qualquer coisa.
Subi no meu quarto troquei de roupa e ligo meu computador e subo na cama. Fico esperando o computador ligar. Confesso que estou ansiosa para falar com ele, e tentando formular uma desculpa por te-lo deixado no vácuo. Droga de sono.

Ouço uma batida na porta e depois minha mãe entra com um prato com pão, outro com cookies e um copo de chocolate quente. Cara, como amo minha mãe.

– Estude, viu filha? — Me deu tristeza só de pensar se estaria viva até a próxima prova, mas isso não é coisa que se fale para uma mãe. Só pela aparência dela dava para ver que estava cansada e preocupada.

– Ta bom, mãe. — Na verdade, estudar está sendo uma escolha para mim, se eu quisesse, poderia parar de ir para a a escola, mas mesmo sem conversar com ninguém lá, é melhor do que ficar em casa sozinha o dia inteiro, provavelmente se isso acontecesse, ou minha mãe não trabalharia para ficar cuidando de mim, ou já teria me matado, na real.

Entro na conta de chamadas e mensagens e mando um oi para Alyson. Não deu nem dois minutos ele respondeu, até parecia que estava esperando por isso o dia todo... Não, não vou me iludir.

Pergunto a ele se ele pode falar agora, ele respondeu 'sem problemas'. Então eu involuntariamente passei as mãos no meu cabelo e fiquei repuxando minha roupa. Atendi a chamada e quando a imagem dele apareceu eu me senti estranha.

Ficamos nos olhando por um tempo até que ele falou oi... De novo. Respondi ele.

– Tudo bem?

– Sim, só um pouco cansada. — Menti, estava triste mesmo, na real. — E você?

– Bem também.

Sorri. Pequei meus cadernos e comecei a dar uma lida na matéria, ele estava fazendo o mesmo.

– O que você iria fazer aquele dia em que eu falei com você? Parecia um pouco atrasado.

– O que? — Ele estava distraído então o "o que" dele saiu mais como um gemidinho "o quêé" simplesmente pirei internamente.

– Aquele dia. Que falei com você, o que iria fazer ou aonde iria? Sem querer me intrometer.

– Aah — Ele passou a mão no alto da cabeça, arrepiando os fios do corte undercut. — Iria numa biblioteca... Pegar — Ele começou a olhar por volta e remexer nuns papéis e bolsas, então tirou um livro de dentro da mochila e mostrou pra câmera. — Isso.

Tento ler o título, algo como "O apanhador no campo de centeio"

– Para que? — Me arrependo de ter perguntado isso, soou meio idiota perguntar para alguém o que ela iria fazer com um livro. Mas ele não foi grosso igual as pessoas de minha escola, falando um "para ler ne?" ele falou que era pra escola, um trabalho e tal. O garoto mais educado que já conversei.

Depois de conversarmos um pouco e deixar de lado os estudos eu fico meio anciosa para começar um assunto mais complicado... Aquela droga de promessa, que vergonha de falar isso...
– Ally.. — Antes de terminar seu nome ele respondeu — Eu. — E ficou olhando para meu rosto na tela do computador dele.

– É sobre aquele assunto que te falei no centro...

– Sim.

Puxa, ele estava me deixando sem grassa.

– Então, como te falei... Eu estou nos meus últimos dias de vida.

Ele baixou a cabeça e assentiu.

– ... E meio que não 'vivi' o suficiente.

– E o que seria 'viver' para você? — E deu ênfase fala o 'viver'

– Bom... Me divertir, beber, fumar... Essas coisas de gente legal.

Ele ficou pensativo, pela cara dele, ele só se faz de garoto bonzinho, mas deve fazer tudo isso, tinha uma cara de 'bad boy'.

– Então queria que você... É claro, se você quiser e tiver tempo livre e tal... — Olhava para minhas mãos, encabulada. — ... me divertir, sair comigo.

– Ta me chamando para sair?

– Não me deixe sem grassa.

– Desculpe, prossiga.

– Só que preciso que me prometa.

– Seja mais precisa por favor. — E sorriu.

– Que me faça feliz esse tempo. -
Foi meio que um choque para ele, dava para ver, é meio que um peso sobre as costas cuidarfazer feliz uma garota quase morta. — Faria um GRANDE favor a mim.

– Vou pensar se sou apto a isso, não estou dizendo que não estou interessado... Muito pelo contrário! É só que é estranho...

– Te entendo.

– Amanha te dou uma resposta okay?

– Prometo que não vou te aporrinhar. — Então simpaticamente sorri, ao para quebrar o clima, e ele sorriu também e passou a mão no cabelo, essa mania estava me seduzindo, ele por si só já é sedutor, com o cabelo castanho claro cortado em undercut meio encaracolado, a pele branca com sardas e os olhos castanhos mel. Fiquei pensando por que raios ele não tinha uma namorada. Me perdi em pensamentos.

– ... Anna!

– Oi! Estava perdida em meus pensamentos. — Ele deveria estar falando faz uns 2 minutos.

– Só estava te convidando para ir na biblioteca comigo, quer?

– Ah claro, quando?

– Amanhã de tarde, pode ser?

Droga, tenho aula. Mas minto, vou faltar amanha, quem liga se vou passar de ano ou não? Vou morrer antes!

– Claro.

– Aonde podemos nos encontrar?

– Bom, se você me disser onde mora eu posso te buscar de carro. — Então deu um sorriso sarcástico misturado com safado e se ajeitou no sofá. Que garoto ousado!

Fiz minha voz mais melosa possível — Vai fazer isso mesmo?

– Se estou te chamando para ir, é lógico que vou! — Foi um bocado grosso, mas se neutralizou pelo sorriso simpático.

Passei um endereço de uma casa, mas não era essa a minha, não confiava 100% no moleque, era uma casa a dois quarteirões de distância da minha.

– Aly, está aí? — Uma voz feminina falou

– Sim, onde mais acha que estaria? — E revirou os olhos.

– Sei lá. — Então uma garota loira apareceu na minha tela, era linda, lascou um beijo na bochecha dele, e confesso que isso me deixou nervosa. — Quem é ela? — Falou imediatamente quando me viu no computador.

– Uma amiga, poderia sair por favor? — Falou com um tom de irritação na voz .

– Hupf, amiga — E revirou os olhos. — , fique um pouco mais com essa web cam ligada e não serão mais "amigos" — E fez aspas com as mãos. Garota medíocre, deu para ver, malícia tudo. Senti um bocado de raiva. Mas apenas sorri, o que soou muito falso.

Depois que a garota foi em bora eu fiquei mais aliviada, e confusa também.

– Quem era ela? — Pergunto.

– Ah, ela é a Key.

– Nossa, sei bem quem é. — E ri.

– Minha irmã. — Me senti um pouco aliviada, pois no primeiro dia ele me disse que não tinha namorada, e uma namorada não estava nos meus planos.

Ele passou a mão no cabelo nervosamente.

Ficamos um pouco em silêncio e eu comi o último cookie que sobrou no prato. Alyson pega um pedaço de pizza e coloca na boca.

– Estamos jantando juntos. — E sorriu maliciosamente. O que esse garoto tinha na cabeça em "cantar" alguém como eu? Enfim, o sorriso dele é lindo.

Minha mãe bate na porta e entra, trazendo meus remédios, tomei todos e o Alyson ficou me olhando. Depois que minha mãe saiu do quarto ele perguntou.

– Toma esses remédios todos os dias?

– Se eu quiser continuar viva, sim.

– aanh... Continuando... Isso pode ser considerado um encontro?

– Acho que não — Ri e dei de ombros — pois não nos encontramos, sei lá.

Ele pensou um pouco e sorriu.

Peguei meu celular e vi que Ren estava me mandando mensagem, no total trinta mensagens. Fui ver o que esse bicha quer.

Praticamente todas as mensagens era como "OMG OMG" e essas gírias todas, o assunto era Taylor, só. Que eles tinham voltado e tudo mais, fiquei sem amigos no recreio... De novo.
Conversamos mais um pouquinho e desligamos a chamada e fui jantar, mesmo sem fome, se eu não comer minha mãe tem um treco.

Parar de falar com Alyson me deixou totalmente deprimida, mais do que já estava. É gozado, por que estava totalmente feliz e rindo com ele, e quando vão, tudo volta ao normal ou pior. Tive vontade de morrer.

Notas finais
Bjs, comentem ❤
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.