Apenas uma Potterhead

12 First class day and another best friend - Part II


Notas iniciais
Hey, pessoal, como estão? Aqui está mais um capítulo, qualquer erro me avisem, e nem todas as informações sobre o universo de Harry Potter contidas nessa fic podem ser verdadeiras, eu pesquiso bastante, mas á vezes continua errado. Enfim, é isso. Boa Leitura :D

Capitulo 11 – Primeiro dia de Aula e mais um melhor Amigo – Parte II

POV Lyra

Quando chegamos na sala, não estávamos atrasados, haviam poucos alunos nas carteiras, eu e Nico sentamos no fundo da sala, de acordo com ele seria melhor, porque dormiríamos nos primeiros minutos de aula, não o contestei.

Quando o professor atravessou a porta, literalmente, percebi que o que Nico havia falado era verdade, Binns apenas se sentou na sua cadeira e pediu para abrirmos o livro na página 37, ele começou a ler e em dois minutos metade da sala estava dormindo e a outra metade estava ou distraída ou quase dormindo, a voz de Binns nos deixava tão entediados que eu nem sabia qual era a matéria que ele estava lendo, sem perceber acabo cochilando. Desperto com Nico me cutucando, levanto a cabeça e percebo que todos haviam despertado e estavam olhando para mim.

—Srtª Gryffindor, poderia responder a pergunta? – me questiona Binns com um leve tom irônico.

—Claro, anh... qual a pergunta? – escutei risinhos pela sala, mas nem me importei.

—O que Você-Sabe-Quem fez para ‘preservar’ seus poderes? – então essa era a matéria, a Segunda Guerra Bruxa, fácil.

—Ele dividiu sua alma em sete partes, as Horcruxes. – respondi.

—E quais seriam elas? – ele me pergunta, descrente de que eu poderia responder essa.

—O diário de Tom Riddle, o anel dos Gaunt, o medalhão de Salazar Slytherin, a taça de Helga HufflePuff, o diadema de Ravenclawn, a serpente de Voldemort e Harry Potter.

—20 pontos para Lufa-lufa. – Binns fala de mal gosto e continua a ler a matéria.

—Hey, mandou bem novata. – fala um garoto sentado na mesa da frente. – Desse jeito podemos conseguir a Taça das Casas esse ano.

Dei um sorriso de lado e virei minha cabeça na direção de Nico, batemos as mãos e começamos a tentar prestar atenção na aula, não que eu precisasse é claro, mas não quero o professor no meu pé.

Depois que a aula acabou pegamos nossas coisas e saímos da sala, no corredor que dava para a Grande Escadaria fomos parados pelo garoto que havia falado comigo na aula.

—Hey, novata! – eu e Nico nos viramos e eu arqueei a sobrancelha. – Eu e meus amigos gostaríamos de nos desculpar por não termos te recebido direito quando você foi selecionada pra nossa casa, ficamos receosos de que você não seria uma pessoa lá muito sociável e....

—Tudo bem, sem problemas, eu entendo. – o interrompi erguendo uma mão. – Nossa mente cria coisas quando não sabemos o que esperar.

Os amigos deles se desculparam comigo e logo eles já sumiram de nossa vista. Eu e Nico continuamos nosso caminho até a sala de Defesa Contra as Artes das Trevas, subimos as escadas até o terceiro andar e Nico me guiou até a sala e nos sentamos na penúltima fileira de cadeiras, acabo percebendo que nossa aula é com a Grifinória.

—Dessa vez não vai fugir de mim Potter. – um sussurro no meu ouvido me faz arrepiar. Viro para trás e dou um tapa no braço de Rafael que se assusta e senta na cadeira rapidamente (ele estava apoiado na mesa).

—Não me chame assim aqui seu idiota! – sussurrei gritando, se é que isso é possível.

—Ta, desculpa, retardatice minha. – ele fala levantando as mão em sinal de rendição. – Porque não veio falar comigo hoje de manhã? Nós precisamos conversar seriamente senhorita.

—Desculpe, você parecia ocupado demais. – falei irônica, não, eu não estou com ciúmes, só estou zoando com a cara dele. – E eu não queria atrapalhar sua conversa e entretenimento com os seus novos amigos.

—Ah, qual é, não fica assim. – ele fala parecendo frustrado. – Você também estava com novos amigos, e você também é amiga dos Potter/Weasley!

Eu conseguia ver Nico e Rose rindo, eles tinham percebido que eu estava brincando com ele.

—Eu sei seu idiota, tô brincando com você. – falei dando um tapa na cabeça dele.

—E ainda é agressiva! – ele exclama passando a mão onde eu havia batido.

—Bom dia alunos! – fala o professor entrando. Ele tinha aparência de 20 e poucos anos e tinha o cabelo... azul, Ted Lupin! Olhei para Rafa discretamente para não chamar a atenção de Rose e Nico, ele também me olhou, já havia raciocinado quem era. – Sou o professor Ted Lupin, pra quem não me conhece, — ele fala essa parte olhando para mim e para Rafa. – e leciono Defesa Contra as Artes das Trevas.

—Esse ano como devem saber, vocês terão os N.O.M.s, Níveis Ordinários da Magia, para cada disciplina em que obtêm aprovação o aluno recebe um N.O.M., que serve como indicativo das suas inclinações pessoais e das matérias que estudará para prestar os N.I.E.M.s, no sétimo ano. – ele continuou a falar. – Começaremos esse ano estudando os dementadores e a forma de espantá-los. É conhecido como uma das criaturas mais malignas que vagam pela terra, os dementadores são famosos por infestar os lugares mais escuros e imundos, esgotando a paz, a esperança e a felicidade do ar à sua volta. Se puder, o dementador se alimentará de sua alma o tempo suficiente para transformá-lo em um semelhante: desalmado e mau. Só o que sobrará em você serão as piores experiências de sua vida. Sua pior arma é o Beijo do Dementador, que consiste em ferrar suas mandíbulas na boca da vítima e sugar toda sua alma. Seu corpo continuará vivendo, porém sem consciência, sem memória... Enfim, sem a alma, que fica pra sempre perdida.

Uma mão se ergueu na frente da sala, uma garota da Grifinória.

—Como é a aparência de um dementador, professor? – ela questiona.

—O dementador mede aproximadamente dois metros e meio de altura, veste longas capas negras, que só deixam suas mão podres à mostra. Onde deveria ter olhos, tem apenas uma pele esticada que cobre as orbitas vazias. – Rafa responde no lugar do professor, o professor olhou para ele, assim como todos da sala, profº Lupin parecia um pouco surpreso.

—Isso! A descrição do Sr.º Collins foi perfeita, 10 pontos para Grifinória. – exclama o professor. – Alguém poderia me dizer a única forma de combater um dementador?

Junto comigo era possível ver a mão de Rafa, Rose e Nico levantadas. O professor observou a sala e cravou os olhos em mim.

—Srtª Gryffindor.

—A única forma de combater um dementador é conjurando o Feitiço do Patrono, ele conjura um animal de coloração branco-prateado que protege o bruxo que o conjura de dementadores e de outras criaturas. A forma do Patrono varia de bruxo pra bruxo, mas não determina sua força. O encantamento é Expecto Patronum, o bruxo deve estar pensando numa lembrança feliz, o Patrono é uma representação de felicidade, e por não ser um ser humano, o dementador não pode vencê-lo. – respondi automaticamente, eu li sobre o Patrono as férias inteiras, desde que vi no livro.

—Perfeito, 10 pontos para Lufa-Lufa! – Profº Lupin exclama alegre, faço um Hi5 com Nico. – Bom, para dever de casa vocês devem pesquisar sobre o Patrono, sobre as criaturas mágicas contra as quais ele pode combater e tentar produzir uma fumaça branca da ponta da varinha. Estão dispensados.

Arrumamos nossas coisas e saímos da sala, me virei e vi Rafa e Rose conversando, cutuquei Nico e apontei pra eles, fomos em direção aos dois.

—Rafa! – me apoiei no ombro dele. – Rose! Onde pensão que vão?

—Vamos pro Salão Comunal da Grifinória, guardar nossas coisa e encontrar os outros. – fala Rose gentilmente.

—Ok, depois nos vemos, Rafa quando der preciso falar como você. – vejo ele assentir e subir as escadas.

Eu e Nico vamos até o nosso Salão Comunal e deixamos nossas coisas nos quartos, encontramos as meninas sentadas em um dos sofás conversando, começamos a conversar até dar a hora do almoço e nós vamos em direção ao Salão Principal.

—Então, como está indo o primeiro dia em Hogwarts, Lyra? – pergunta Evy enlaçando seu braço ao meu.

—Mágico. – dei uma risada fraca. – E resumindo as três primeiras aulas, 50 pontos para a Lufa-Lufa, de minha parte, um Sonserino idiota sendo humilhado e o Feitiço do Patrono.

—Ainda bem, que você está se dando bem. – fala Ruby sorrindo e apoiada no ombro de Nico.

Continuamos a conversar e fazer brincadeiras durante todo o caminho, chegando ao Salão Principal, nos sentamos e começamos a comer, quando sinto Evy me cutucando na cintura.

—Que é criatura? – pergunto desviando da mão dela.

—Não olha agora, mas Alvo Potter não para de te olhar. – fala Ruby disfarçando um olhar em direção a mesa da Sonserina, enquanto leva um pedaço de pudim a boca. Pude ver Nico dar um sorriso malicioso quando olhou para a mesa da Sonserina e revezou o olhar dela para mim.

Virei a cabeça discretamente para trás e vi Alvo olhando para mim pensativo, ele percebeu eu e os outros o olhando e corando virou de lado para conversar com Scorpius. Virei para a frente e deixei meu cabelo cair para os lados, tentando esconder minha pele corada, sem perceber eu estava com um pequeno sorriso bobo no rosto.

—Ah, ela tá corada. – fala Ruby em tom sarcástico.

—Fica quieta! – peguei uma batatinha na mesa e joguei nela.

Nico, Evy e Ruby começaram a rir e eu me juntei a eles.

Depois de comermos nós fomos até a margem do Lago Negro e nos sentamos na sombra de uma árvore, ficamos lá até que tivemos que voltar ao castelo pegar nossos materiais e ir para a aula. Nós quatro teríamos Trato das Criaturas Mágicas.

Chegamos na Cabana de Hagrid e alunos da Sonserina do 5º e 6º ano começaram a chegar junto com os sextanistas e quintanistas da Grifinória e sextanistas da Lufa-Lufa. Antes que eu pudesse perguntar para Evy, Ruby ou Nico o porquê todos eles estavam aqui, a porta da cabana se abre e o meio-gigante Hagrid sai de dentro.

—Olá, já devem ter percebido que as turmas de 5º e 6º estão juntas, por ordem da diretora Minerva, estes dois anos irão ter as aulas de Trato das Criaturas Mágicas juntas. – fala ele sorridente, bom pelo menos eu acho, a barba tampava sua boca parcialmente. – Bom, sigam-me.

Hagrid nos conduzia até o círculo de pedras nos Terrenos, onde estavam agrupados filhotes de unicórnio, inteiramente dourados.

—A aula de hoje se trata sobre unicórnios. Por favor, garotos, fiquem afastados dos filhotes. – ele começa a falar. – O unicórnio é uma criatura mágica parecida com um cavalo que possui um chifre no topo da cabeça e é de classificação XXXX, que como vocês devem saber, significa “Perigoso/ Exige conhecimento especializado/ Bruxo perito pode enfrentar”. São assim como os hipogrifos, animais orgulhosos e desconfiados. Eles evitam contatos com bruxos, preferindo serem tocados por bruxas.

Eu, Ruby, Evy, Roxy, Rose e Alice rimos quando os garotos, incluindo Nico e Rafa reviraram os olhos e olharam feio para algumas garotas que estavam próximas dos filhotes dourados.

Evy, Roxy, Rose e Alice foram para mais perto dos unicórnios, para tentar vê-los melhor, enquanto eu e Ruby nos encostamos em uma pedra e os meninos vieram para perto de nós duas.

—Não vão tentar ver melhor os unicórnios? – pergunta Frank, apontando com a cabeça a roda de garotas em volta dos filhotes.

—Pra quê? Para ficar empurrando as outras meninas para ver algo que com certeza vamos ver de novo? – fala Ruby tirando a blusa de frio e a amarrando na cintura, ficando apenas com a blusa social branca. – Prefiro ficar aqui, é melhor.

—Concordo com ela, além disso são só unicórnios, fofos mas... não é lá muita coisa. Na minha opinião. – digo fazendo o mesmo que Ruby com a blusa e prendendo o meu cabelo em um coque desajeitado. Pude ver Alvo e Frank corarem quando nós duas fizemos isso, e também Scorpius desviar o olhar para o professor.

—Continuando! – Hagrid exclama chamando a atenção de todos. – Um unicórnio nasce completamente dourado, como podem ver, e por isso são mais facilmente encontrados. Sua pelagem começa a ficar prateada por volta dos quatro anos de idade, e apenas quando se tornam adultos adquirem um branco-puro. Eles são criaturas fascinantes e extremamente procuradas devido às propriedades mágicas que seu chifre, sangue e cauda possuem. O pó do chifre do unicórnio é utilizado em poções e a cauda, somente um fio, é usada para a confecção de varinha, compondo o núcleo, mas...

—Porque não usamos o sangue para fazer poções, professor? – pergunta uma aluna da Sonserina com uma voz irritante, Hagrid franziu o cenho e continuou a explicar.

—Jamais se deve matar um unicórnio e retirar seu sangue. – ele fala com a voz branda. – Um unicórnio é uma criatura pura e, que mesmo arisca, é indefesa. Mesmo assim, explicarei a vocês. O sangue do unicórnio é a “parte” mais mágica nele, porque pode salvar uma pessoa que esteja à beira da morte. Contudo, essa pessoa possuirá a partir dali, uma vida amaldiçoada. É preferível a morte, em minha opinião.

—Garotas, deixem os bichinhos! – ele exclama quando termina de explicar. – Quarenta centímetros de pergaminho sobre as propriedades mágicas dos unicórnios e porque, mesmo sendo indefesos, possuem a classificação XXXX! Boa tarde!

Ele fez um gesto com a mão indicando o castelo, e depois arrebanhou os unicórnios novamente para a floresta.

As meninas vieram para perto de onde eu, Ruby e os meninos estavam, elas estavam empolgadas na sua conversa e quando nos viram sorriram.

—Por que tiraram os casacos? – pergunta Evy com uma voz inocente.

—Está calor, como vocês não tiraram os casacos? – respondi e questionei, dando ênfase no não, levantando as mangas da minha camisa social.

—Estávamos ocupadas vendo os unicórnios, são tão fofos! – fala Rose indo para o lado de Scorpius e dando um selinho nele.

—Ah, que legal, vocês puderam chegar perto dos unicórnios fofinhos, incrível. – fala James com nenhuma empolgação e com ironia.

—Pare de ser fresco, desse jeito vou achar que você gostaria de ser menina. – falei dando um pequeno empurrão no ombro dele.

—Eu não, Merlin! Chega até a me dar arrepios! – diz James nos fazendo gargalhar.

—Ah, porque não James, você seria super-pegável! – exclama Fred com a voz mais, ahn... afeminada.

Entramos no castelo com o mesmo clima, de conversas e brincadeiras.

No resto do dia, acabei descobrindo que o horário de Nico é o mesmo que o meu, depois de Trato das Criaturas Mágicas, tivemos Feitiços onde aprendemos uma pequena iniciação dos feitiços não-verbais. Logo após foi a aula de Poções com a Corvinal, começamos a aprender a controlar melhor as formas e efeitos das poções. Depois de conseguir mais 60 pontos para a Lufa-Lufa, 30 meus, 30 do Nico, pela perfeita preparação da poção do Sono Simples; fomos para a aula de Estudos dos Trouxas e por último já a noite tivemos Astronomia.

Fomos para o Salão Principal onde encontramos Evy e Ruby, os três ficaram me enchendo o saco e me fazendo corar, falando sobre o Alvo e das ‘possíveis’ questões do porquê ele estaria me olhando hoje.

E bom, depois desse dia cansativo e introdutivo ao mundo mágico eu fui para o Salão Comunal da Lufa-Lufa, amanhã falaria com Rafa, subi as escadas com as meninas, para os dormitórios femininos e peguei meu pijama, entrando no banheiro para tomar um banho relaxante em seguida. Quando sai as meninas estavam terminando de arrumar suas coisas, nos deitamos e nos cobrimos.

—Boa noite, Ruby, Evy. – falei olhando para o teto e sorrindo.

—Boa noita Lyra. – as duas falaram em uníssono.

Fiquei pensando no dia de hoje e meus pensamentos voaram para Nico, ele se mostrou uma grande pessoa, tímido ás vezes, mas sempre alegre, e um pouco malicioso, soltei uma pequena risada inaudível, ele virou meu melhor amigo, além de Rafa, agora eu tenho dois melhores amigos, olhei para as meninas em suas camas, e duas melhores amigas.

Notas finais
Iai, pq vcs acham que o Alvo estava encarando a Lyra? Bjos da BiahIce :3