Apenas uma Potterhead

13 Talks and Provocations


Notas iniciais
Desculpem a demora, final de aulas, então estava tudo confuso. Gente uma leitora muito diva do outro site em que posto, deu a ideia para o shipp de Alvo Potter e Lyra Black e Pam, pam, pam... Alra! Esse vai ser o nome do shipp. E bom obrigada a todos os comentários e favoritos. :D Eu amo vocês S2 Na capa do capitulo temos respectivamente da esquerda para direita >> Lyra e Alvo. Sem mais demora. Boa Leitura.

Capitulo 12 – Conversas e Provocações

POV Lyra

Acordei com os raios solares entrando pelas frestas das cortinas nas janelas, bocejei e esfreguei meus olhos. Olhei para as camas das meninas e elas também estavam acordando. Levantei e fui me arrumar, peguei o uniforme e fui fazer minhas higienes matinais.

Quando as meninas ficaram prontas nós descemos as escadas e nos encontramos com Nico, fomos para o Salão Principal e nos sentamos na mesa da Lufa-Lufa, mas antes que eu pudesse abrir a boca fui puxada para trás.

—Eu vou roubá-la por hoje, tudo bem? – pergunta Rafa colocando o braço ao redor do meu pescoço.

—Tudo bem, só não vai levar ela pra sempre. – fala Ruby irônica.

Rafa me puxa e me faz sentar na mesa da Grifinória ao lado dele e de James, coloco minha cabeça na mesa e fecho os olhos. Pude sentir os olhares me queimando, mas ignorei.

—Parem de encarar eu ‘tô com sono. – resmungo levantando a cabeça e a apoiando na mão, pegando suco de abóbora e tomando um gole.

—Você está parecendo o James desse jeito. – fala Lily rindo junto com os outros.

—Somos feitos um para o outro, fazer o quê? – James diz e coloca os braços ao meu redor, pego a mão dele e torço o seu braço. – Ai, ai, ai.

—Só nos seu melhores sonhos e nos meus piores pesadelos, Potter. – falo no ouvido dele.

—Acho melhor você manter distância dela James, se não até as férias de Natal você vai estar cheio de hematomas. – aconselha Alvo pegando minha mão e fazendo eu parar de torcer o braço de James, ele se senta em meio a mim e o irmão. – Por precaução.

Ouço uma tosse da mesa de trás, que no caso é da Lufa-Lufa, e viro minha cabeça em direção a ela, vendo as três pessoas que agora chamo de melhores amigos abrindo sorrisos maliciosos, franzo o cenho confusa e eles olham para minha mão, eu ainda estava de mãos dadas com Alvo, arregalo os olhos e viro para frente, soltando a minha mão e fazendo uma cortina com o cabelo.

—Qual suas aulas hoje, Lyra? – pergunta Rafa.

—Ahn... – pego meu horário na minha mochila e o olho. – Tenho Estudo dos Trouxas.

—Eu e Rose também. – Rafa afirma.

—Eu também tenho. – fala Alvo me fazendo encará-lo.

—Não sabia que gostava dos trouxas. – falo.

—Gosto de aprender sobre eles, e tem muita coisa que você não sabe sobre mim. – ele diz abrindo um sorriso sem mostrar os dentes, revelando covinhas, eu amo covinhas.

Começamos a conversar, assim como todos na mesa e sem percebermos deu o horário da aula, nos levantamos e nos despedimos dos outros que iriam para suas aulas. Chegamos na sala e nos sentamos esperando o professor chegar, Rose estava falando para mim sobre seu namoro com Scorpius e me mostrou o anel de compromisso que ele deu para ela, era prata e tinha uma pedra pequena verde em cima. Depois da aula de Estudo dos Trouxas nos separamos ficando somente eu e Rafa, indo para a sala de Poções.

—Então, o que está achando daqui? – Rafa me pergunta.

—É incrível! Muito mais do jamais imaginamos, Rafa. – respondo empolgada.

Rimos e continuamos a conversar, acabei contando de ontem quando praticamente enfrentei aquele garoto da Sonserina na aula de Transfiguração. Depois de termos todas as aulas de manhã fomos almoçar e eu me sentei novamente na mesa da Grifinória, após o almoço eles me levaram até o Lago Negro, e nos sentamos em uma árvore, Roxy e Alice me falaram que sempre ficam aqui quando querem descansar ou não tem nada para fazer. Hoje nossa tarde era livre então não nos preocupamos com aulas.

Todos estavam entretidos numa conversa e eu só estava observando, entediada olhei para a copa da árvore, havia galhos bem seguros para ficar, levantei e os outros nem perceberam, subi na árvore e fiquei olhando o céu deitada em um galho qualquer.

—Alguém viu a Lyra? – ouço a voz de Fred.

—Ela ‘tá ali. – Rafa diz e eu tenho certeza de que ele está apontando para mim.

Olho para baixo e vejo todos me encarando, reviro os olhos e fico de ponta cabeça com minhas pernas me segurando no galho da árvore.

—O que foi nunca viram alguém subir numa árvore? – questiono sarcástica.

—Você sumiu de repente. – Lily explica.

Coloquei minhas mãos no galho e tirei minhas pernas, ficando pendurada, mas logo soltando do galho e caindo em pé no chão, recomeçamos a conversar e eles perguntam sobre nossa vida antes de descobrir que éramos bruxos e contamos, apenas omitindo a parte que sabemos praticamente a vida dos pais deles inteira e que somos potterheads.

—Sua tia era um pesadelo. – afirma Alvo com os braços apoiados nos joelhos. – Porque não saiu de lá antes?

—Sei lá. – respondi o olhando e depois direcionei meu olhar para o Lago Negro. – Talvez porque eu não tinha coragem o suficiente, ou eu tinha medo do que poderia acontecer se eu fizesse isso, e quando o prof.º Longbottom apareceu na minha porta eu soube para onde iria e que não importasse o que acontecesse eu iria estar em um lugar incrível.

—Até agora eu não entendi por que você foi para a Lufa-Lufa, — Hugo começa a falar. – quer dizer, você é uma Gryffindor, descendente de um dos fundadores das casas, porque não veio para a Grifinória?

—Ela é corajosa como um Grifinório, mas o coração dela é tão puro quanto o de um Lufano. – Rafa responde no meu lugar, me olhando ternamente, abro um sorriso em sua direção, o qual ele corresponde.

—Vocês dois namoram? – pergunta Lily, me pegando de surpresa, não só eu como todo mundo.

—Claro que não, Lily, de onde você tirou essa ideia? – a respondo me recompondo.

—O jeito que vocês dois agem um com o outro, e também o modo como se olham. – ela comenta.

—Nos amamos como irmãos apenas. – Rafa explica passando o braço pelos ombros de Lily.

Todos voltaram a conversar e eu me deitei na grama fitando o céu pro entre as folhas das árvores, era bonito de ver, os raios mais visíveis e dando um certo efeito de luz a tudo ao redor. Pude sentir alguém se deitar ao meu lado e suspirar.

—O que tanto olha? – pergunta a pessoa, que no caso é Alvo, olhando na mesma direção que eu.

—Estou apenas admirando. – respondo com um sorriso de canto, pude sentir a mão dele perto da minha e comecei a ficar nervosa, mas disfarcei o máximo possível. Virei minha cabeça, agora olhando para o rosto dele.

—Parece preocupado, algum problema? – o questionei, vendo ele suspirar novamente e me encarar também.

—Meus pais. – o encaro confusa. – Eles não mandaram nenhuma carta até agora, e estavam um pouco tensos nessas férias, eu, Lily e James até perguntamos mas meu pai falou que apenas era alguns problemas no Ministério, que logo seriam resolvidos. Eu não acredito muito nisso, é algo a mais.

—Bom, pode não ser nada de mais, paranoia sua, com tudo que seus pais e seus tios já passaram, — volto a olhar para cima. – é normal que você e seus irmãos fiquem preocupados, mesmo com a Guerra Bruxa tendo acabado. Nunca se sabe se todo o mal foi erradicado, ás vezes ele está lá, apenas esperando para acabar com tudo, felicidade, famílias... sonhos.

—Isso foi profundo. – diz Alvo com um leve tom de riso.

—Filosofei? – perguntei abrindo um sorriso olhando os olhos verdes que não saem da minha cabeça.

—Filosofou. – responde Alvo e logo nós dois começamos a rir.

Depois desse pequeno desabafo de Alvo, iniciamos um diálogo que durou por horas e eu acabei descobrindo que ele não é igual ao Alvo em que eu criei na minha cabeça, ele é engraçado e educado, ás vezes participa de algumas marotagens que Frank, James e Fred fazem, mas nunca foi pego, ele não fica com todas as garotas, sendo isso completamente o contrário do que eu imaginava, ele já namorou duas vezes e me disse que terminou com elas porque as duas estavam com ele apenas por fama e por ele ser filho do famoso Harry Potter.

—Uou, mais atiradas do que as meninas da minha antiga escola. – digo um pouco surpresa, nós dois já havíamos sentado e estávamos apoiados no troco da árvore.

—Eu me surpreendo com o tanto que as pessoas podem ser hipócritas, até chegar ao ponto de passar o resto da vida com alguém só por imagem. Mas... desviando desse assunto, onde você morava antes de vir para Hogwarts? – ele me questiona.

—Em Londres, era legal, até a parte de que eu era a excluída da escola, se não fosse por Rafa...

—Espera aí, você? Excluída? Você é a pessoa mais incrível que eu já conheci aqui em Hogwarts, você fez comentários irônicos com todos os alunos e professores prestando atenção em você no Salão Principal. – ele exclama com os olhos arregalados, mas depois percebe o que acabou de dizer e tenta se corrigir. – Quer dizer, você é extrovertida, bonita, inteligente e....

Ele estava cada vez mais se enrolando com as palavras e um tomate já deveria estar com inveja de mim, do tanto que eu estava vermelha de constrangimento, olhei para o sol e vi que ele estava quase se pondo.

—Acho melhor nós entrarmos, está ficando tarde e eu tenho que fazer alguns deveres, aposto que você também. – ele também vê o sol quase se pondo.

—Onde estão os outros? – ele pergunta olhando ao redor, vendo que só nós dois ainda estávamos ali.

—Acho que já entraram, é melhor nós fazermos isso também.

Nos levantamos e seguimos em direção ao castelo, ainda conversando, admito ainda estava um pouco corada por causa daquela conversa, mas tentava esconder deixando meus cabelos tampando meu rosto parcialmente. Paramos perto das portas do Salão Principal e nos despedimos, indo em direções diferentes, antes de chegar ao próximo corredor escuto Alvo me chamando.

—Lyra! A propósito, parabéns pela aula de Transfiguração, foi uma bela execução de feitiço, para, sabe... um iniciante. – ele fala com as mão nos bolsos da calça e com um sorriso de lado.

—Melhor do que um veterano, não é? – Questiono irônica, antes de virar o corredor e deixá-lo para trás.

Quando cheguei no Salão Comunal da Lufa-Lufa, Ruby e Evy me puxaram para o canto mais afastado de todos e começaram a me olhar com olhares maliciosos.

—Antes de vocês começarem a falar alguma coisa eu vou ao dormitório e pegar meus materiais para fazer as tarefas. Com licença. – dei as costas para elas e subi as escadas rapidamente entrando no quarto e fechando a porta.

Fui até o baú ao pé da minha cama e peguei livros, pergaminhos, uma pena e um tinteiro. Quando estava voltando em direção à porta vi meu reflexo no espelho que se encontrava na cômoda de Evy, minhas bochechas ainda estavam coradas por causa da minha conversa com Alvo, e agora se avermelharam mais ainda. Respirei fundo e ignorei, voltando ao Salão Comunal. Havia bastante gente, conversando e fazendo deveres, assim como eu iria fazer, se duas pessoas que eu chamo de melhores amigas permitissem.

Coloquei meus materiais na mesa, com mechas de meu cabelo tampando a ruborização de minhas bochechas, olhei em um pergaminho, onde eu havia anotado as lições, comecei pela de Transfiguração.

—Não pense que vai escapar. – fala Ruby sentando a minha esquerda e Evy a direita. – Nós passamos nos jardins um tempo atrás, e sabe o que vimos?

—Aposto que algo bem insignificante. – falei em um fio de voz irônica.

—Nós vimos você e Alvo Severo Potter, conversando, bem pertinho um do outro. – diz Evy pausadamente, reviro os olhos.

—Primeiro, nós dois só estávamos conversando, segundo, não precisa dizer o nome dele inteiro, sei quem ele é e terceiro, nem estávamos tão perto um do outro. – eu falei enumerando nos dedos, continuando a pesquisar no livro.

—Ah, qual é! Tava rolando um clima, nós vimos e vocês estavam de mãos dadas hoje de manhã. Admite, pelo menos que você está gostando dele. – quando Ruby afirma isso eu me engasgo com minha própria saliva.

—Agora passou dos limites. Quer saber, vão pra um hospício, se tratem, tirem essa ideia da cabeça e depois venham falar comigo. – imponho, pegando meus materiais e colocando na mochila, saindo do Salão Comunal e indo em direção a biblioteca. – Francamente, eu nem conheço ele direito.

Subi as escadas que se movem e fui até o terceiro andar, entrando pelas portas e aspirando o cheiro de livros velhos, estava tudo silencioso, apenas com alguns cochichos e sons de penas escrevendo em pergaminhos.

Depois de meia hora escrevendo em pergaminhos, eu terminei as tarefas escritas, como estava no lugar mais fundo da biblioteca comecei a treinar alguns feitiços, tanto os pedidos nas aulas quanto outros que eu já deveria ter aprendido. Fiquei na biblioteca até dar a hora do jantar, na verdade, foi por causa da Madame Pince, que me expulsou querendo fechar a biblioteca. Voltei ao Salão Comunal que já estava vazio, todos já deviam estar no Salão Principal, subi as escadas até os dormitórios e guardei os livros, pergaminhos e etc. Suspirei descendo as escadas e fazendo um coque desleixado em meu cabelo, fui caminhando calmamente e sem pressa até o Salão Principal.

Felizmente, ninguém me viu entrando, bom eu acho que não, me sentei na mesa da Lufa-Lufa, ao lado de Nico, e em nossa frente estavam Evy e Ruby que me encaravam como se perguntassem: “Tá mais calma agora?”, apenas revirei os olhos e comecei a comer. E nesse silêncio entre nós quatro, Nico decidiu quebra-lo.

—Onde esteve desde que saiu do Salão Comunal?

—Na biblioteca, fazendo os deveres e treinando alguns feitiços. – respondi revirando com o garfo um pedaço de alface.

—Ai, quer saber chega. – fala Evy exasperada. – Desculpa, Lyra, eu não achei que você ia ficar chateada por nós duas termos falado aquilo, desculpa.

—Prometemos só falar alguma coisa quando você admitir que gosta dele, ou que pode estar rolando algo entre vocês dois. – Ruby completa, me olhando indecisa.

—Tá bom eu desculpo vocês, mas olha, promessa é dívida. – digo com um sorriso de canto no rosto e vendo elas relaxarem um pouco.

—Que merda tá acontecendo? – Nico perguntou nos olhando estranho.

—As duas preciosas pessoas aqui – falei indicando Ruby e Evy com as mãos. – estavam insinuando que eu estou afim do Alvo e que estava rolando um clima entre a gente hoje.

—Mas isso é meio óbvio. – Nico exclamou. – Vocês dois estavam de mãos dadas hoje de manhã.

—Nós nem nos conhecemos direito, acreditem, isso não vai acontecer. – digo como se estivesse falando com crianças de 2 anos. – E se, repetindo, se, acontecer, de eu e o Alvo, sei lá, começarmos a namorar...

—E casarem e tiverem filhos... – Ruby começou a falar, mas logo se calou com meu olhar fulminante.

—Começarmos a namorar, etc. eu vou pedir desculpas a vocês e pulo no Lago Negro á noite. – completei minha fala.

—Feito. – Ruby me olha com um sorriso maroto. – Mas, lembre-se Lyra, promessa é dívida.

—Além de me interromper, rouba minha fala, que menina atrevida. – reclamo brincando.

Com isso demos início a uma conversa cheia de brincadeiras e risos.

—Ei Lyra. – diz Evy. – Qual é o nome do seu amigo, aquele que veio com você?

—Rafael Collins, por quê?

—N-nada não, só curiosidade. – ela responde rapidamente, corando.

Hum, tem algo a mais nisso, e eu vou descobrir. Olhei para a mesa da Grifinória e percebi Rafa encarando Evy e quando me viu o olhando direcionou o olhar para Fred que provavelmente contava alguma piada, pois logo todos ao redor riram. Decidi falar com Evy sobre isso depois, nos levantamos e fomos para o Salão Comunal e subimos para nossos dormitórios.

Nos trocamos e ficamos conversando besteira, chegou uma hora que Evy e Ruby me aconselharam nos feitiços, já que ninguém me ensinou, quando deu 23:30 apagamos as luzes e nos deitamos, pude ouvir as respirações lentas das meninas, peguei meu caderno de desenhos e comecei a desenhar Alvo, sentado nas raízes da árvore que estávamos mais cedo, dei mais detalhes em seu rosto e colori apenas seus olhos, olhos verdes que se encaixam perfeitamente nele. Quando deu 00:20 guardei o caderno e encostei a cabeça no travesseiro, adormecendo rapidamente.

Notas finais
Mais uma vez desculpa pela demora, mas férias, tuts, tuts. Me sigam no Twitter, vou começar a postar alguns pequenos trechos dos próximos cap. quando não saem, para vcs ficarem com gostinho na boca, me sigam lá: @BiahDark Bjos da BiahIce e até a próxima.