Apenas uma Potterhead

19 End of the Game


Notas iniciais
Helllllooooooo leitores! Vou nem me desculpar pq sei vcs n vão aceitar minhas desculpas, e não, eu não fiquei nos EUA esse tempo todo que sumi, infelizmente. Mas eu fui sim no parque da Universal :3:3 É tudo muito lindo, tudo muito maravilhoso e perfeito, menos os preços, uma capa de uniforme custava mais de 100 dólares ;-;-;-;-;-;-;-; Recomendo. Mas agr, aqui mais um cap pra vcs 2706 palavras de acordo com o Word, espero que isso me redimida pelo menos um pouco. Ei, e olhem dia 2 de fevereiro a fic completou um ano, eeeeehhhhhh, tô atrasada? Não, imagina, nem um pouco. Bom no cap de hj tem coisa muito fofa, e vai fazer vcs felizes, a não ser se algum(a) de vcs shiparem a Lyra com o Adam....... BOA LEITURA!!!!!

Capítulo 18 — Fim do Jogo

I'm falling, I'm falling apart

I'm falling, I'm falling apart

I'm falling apart

—Falling Apart (Papa Roach)

A torcida gritava com euforia, pulava e balançava cartazes quando o time de Quadribol da Grifinória entrou em campo. Os jogadores deram uma volta ao redor do campo, montados em suas vassouras, quem estava nas arquibancadas podia ver os jogadores quando os mesmos passavam, e algumas garotas suspiravam quando algum dos garotos do time dava um sorriso e piscavam para o público.

A torcida da Grifinória ocupava quase todas as arquibancadas, sendo um time ganhador da Copa de Quadribol há anos sua fama era imensa. Mas ainda se podia ver, envoltos por vermelho e dourado, alunos se vestindo de amarelo e preto, a maioria Lufanos, mas se podia ver que haviam alunos de outras casas torcendo para a casa do Texugo.

“E o time adversário... LUFA-LUFA!”

POV Lyra

Respirei fundo e montei em minha vassoura, dando um impulso com os pés e decolando, logo atrás dos outros jogadores do time. Enquanto dávamos a volta ao redor do campo eu observei os torcedores, era quase toda Hogwarts torcendo para a Grifinória, mas ainda se podia ver os que torciam para a Lufa-Lufa. Enquanto observava vi duas pessoas com chapéus de cabeça de leão, me aproximei de Luke e apontei para as duas pessoas discretamente.

—São os gêmeos Scamander? – Perguntei.

—Sim. Como sabe? – Luke me questiona de volta.

—James e Fred me falaram deles. – Menti e voltei minha atenção aos torcedores.

Quando aterrissamos, Madame Hooch se aproxima e dita as principais regras para nós. Adam e James, os capitães dos times, dão um passo à frente e apertam as mãos, juro que de onde estava pude ver os nós dos dedos dos dois garotos ficarem brancos. Madame Hooch se afasta e sopra o apito, jogando as goles no ar e Adam, Carl e Dominic – nossos artilheiros — voaram atrás, depois foram liberados os balaços, assim como os bastões para rebatê-los, um dos quais eu peguei rapidamente, rebatendo um balaço que vinha em minha direção, o redirecionei para John, um dos artilheiros da Grifinória, que foi defendido por Vince, o outro batedor deles; o balaço ia em direção a Carl e Luke o defendeu.

Nós continuamos nesse jogo de rebate e revida até o pomo de ouro resolver aparecer e James e Daniel irem atrás dele, na maior velocidade que conseguiam, mas a pequena bola de ouro foi perdida de vista outra vez. O jogo estava sendo narrado por ninguém mais, ninguém menos que o filho do antigo comentarista dos jogos de Quadribol de Hogwarts, Steve Jordan. E assim como o pai, o mesmo tinha certo favoritismo em relação a Grifinória, sempre fazendo comentários positivos sobre sua casa. Mas isso não me incomodava, até me deixava alegre, nunca tive a oportunidade de ver Lee Jordan narrando um jogo pessoalmente, então isso já era algo.

Quando o placar já era de 50 a 60 para Grifinória, o pomo de ouro foi visto de novo, mas dessa vez apenas por Daniel, que foi atrás do pomo velozmente, sendo seguido por James, num ato de desespero para pegar o pomo. Os apanhadores a perderam de vista de novo. Um sinal foi tocado, mais dez pontos para Lufa-Lufa. Pude ouvir um assobio, me virei e olhei para Adam, assim como o resto do time, nosso capitão deu um aceno positivo com a cabeça, indicando que o novo plano já poderia ser posto em ação.

A oportunidade perfeita me foi dada quando um balaço vinha em minha direção, olho ao redor e vejo Fred distraído defendendo outro balaço que ia na direção de James, deixando a lateral do apanhador da Grifinória livre para um ataque meu. Segurei o bastão firmemente e me preparei para o impacto; parecia que tudo a minha volta estava em câmera lenta, meu braço fazia um arco de baixo para cima, colidindo com o balaço, a colisão mandando a bola de Quadribol direto para James, infelizmente (ou felizmente), a bola foi interceptada por Vince, indo para nenhum lugar específico.

James me encarou com os olhos arregalados e balançou a cabeça estupefato, eu apenas levantei meus ombros, me fazendo de inocente. Podia ouvir as vaias da torcida, mas tentei ignorá-las, respirei fundo e fui atrás do balaço, que atingiria Adam e a desviei, mandando-a para Fred, que só teve tempo de desviar o corpo, se debruçando em sua vassoura.

Ouvi o grito de Roxy, comemorando minha tacada, e ri comigo mesma; me impressionava com o relacionamento desses dois. Fiz uma finta e avistei Luke com o campo aberto para acertar um dos artilheiros grifinórios, exclamei seu nome e joguei meu bastão para ele, já que o mesmo estava sem. O moreno mergulhou no ar e o bastão fez contato com um balaço, quando a bola chegava perto do artilheiro, o mesmo desviou e continuou seu caminho, com uma goles presa em seus braços; Luke jogou o bastão para mim de novo e eu direcionei o balaço, que atingiu a parte de trás da vassoura do artilheiro, fazendo-o se desequilibrar e soltar a goles, a mesma ia em direção ao gramado, mas foi apanhada por Dominic, seguindo para os aros da Grifinória agora e o nosso artilheiro marca o gol, mudando o placar para 70 a 60.

Todo o time e a torcida comemoraram, direcionei meu olhar para Nico, Ruby, Evy e Rafa nas arquibancadas e meu sorriso se abriu ainda mais, quando voltei minha atenção ao campo pude perceber uma troca de sinais entre James e Fred. Logo após os ânimos se acalmarem, vi James se posicionar em um ponto mais alto, procurando pelo pomo. Havia acabado de rebater um balaço em James quando o mesmo se desviou, sendo atingido na perna, e mergulhou no ar, ele foi seguido por Daniel. Rapidamente vasculhei o campo com o olhar e não vi o pomo à vista, franzi o cenho e arregalei os olhos quando percebi o que o Potter mais velho estava fazendo.

—Daniel, é uma *finta de Wronski! – Gritei em plenos pulmões para nosso apanhador.

Ele ficou confuso durante uns segundos, mas se recompôs e diminuiu a velocidade, voltando a vasculhar o campo, em procura da pequena e ágil bola dourada. Me deu um aceno de cabeça, o qual eu retribuo e voltei me concentrar em rebater quantos balaços conseguisse nos Grifinórios.

Depois de mais 20 minutos de jogo, todos prenderam a respiração quando viram Daniel aumentar sua velocidade e ir atrás de algo reluzente, no meio do campo; James, obviamente foi atrás dele, aproveitei e joguei um balaço nele, fazendo-o se distrair e quase se desequilibrar. Todos estavam concentrados nos dois apanhadores e um silêncio se abateu no meio do campo, por estar muito distraída, não percebi o balaço rebatido por Fred vindo em minha direção, quando meus sentidos me alertaram sobre a bola já era tarde demais, eu havia sido atingida pelo balaço na lateral e me desequilibrei da vassoura. Tudo ao meu redor começou a se movimentar rapidamente, eu estava caindo, podia sentir uma dor excruciante em meu braço esquerdo, o vento nublava meus sentidos e eu podia ver o gramado do campo cada vez mais próximo, mas logo eu perdi a consciência.

ϟ

Minhas pálpebras pareciam pesar uma tonelada, meu corpo estava dormente e eu sentia uma pontada em meu braço esquerdo e em minha cabeça, incomodava cada vez mais até que eu senti algo líquido ser colocado em minha boca e descer por minha garganta, tinha um gosto terrível e amargo, quase fazendo-me regurgitar o estranho e desconhecido líquido.

—Ela vai ficar bem? – Pude escutar uma voz perto de mim, essa voz eu reconheceria mesmo sob tortura, era Rafael. A dor parecia diminuir cada vez mais até ser quase imperceptível.

—Não se preocupe, ela só fraturou o braço, mas se não fosse por seu amigo poderia ter sido pior. – Uma outra voz se manifestou, essa eu não conhecia.

—É tudo minha culpa, se eu não tivesse mirado nela... – A voz rouca de Fred se fez presente e com um pouco de esforço eu pude abrir meus olhos, um de cada vez e lentamente.

—A culpa não é sua, Lyra fica bem distraída de vez em quando. – Revirei meus olhos com esse desnecessário comentário de Rafael.

—Também lhe amo, Olhos Azuis. – Comentei ironicamente e vi todos ao meu redor – Rafael, Fred, Alvo, Evy, Ruby, James, Nico e o resto da 3ª geração – Por favor, me digam que eu não levei um balaço do Fred por nada.

—Não se preocupe, Menina de Ouro, eu consegui deixar o Potter para trás. – diz Daniel entrando pela porta do que eu acreditava ser a enfermaria do castelo, junto com o resto do time da Lufa-Lufa, abri um sorriso com a nova informação.

—Em minha legítima defesa, Lyra tinha jogado um balaço em mim. – James argumentou, todos riram e meus colegas time me desejaram melhoras e também me agradeceram pela estratégia. Adam se aproximou da maca em que eu estava e deu um sorriso de lado.

—Espero que esteja bem, não sei o que aconteceria se você tivesse atingido o chão. – Ele disse e pegou em minha mão. Engoli em seco e olhei ao redor rapidamente, apenas para me prender no olhar de Alvo e soltar minha mão da de Adam, tentei disfarçar meu gesto por tentar me ajeitar melhor na cama.

—Estou bem, parece que só foi uma fratura no braço esquerdo. – Murmuro e dou um sorriso tímido.

—Madame Pomfrey disse que você seria liberada amanhã. – Evy informou aliviada. – Te deu uma poção que vai consertar o osso fraturado e que vai aliviar a dor.

—Bom. – Se intrometeu Lincon. – Sentimos muito, mas acho que nossa casa está nos esperando no Salão Comunal para a comemoração da vitória. Não se preocupe, Lyra, vamos guardar algo pra você. – Ele piscou para mim divertidamente e os meninos se despediram, saindo da enfermaria.

O resto do pessoal ficou conversando comigo durante um tempo, sempre questionando se eu estava bem ou se sentia alguma dor, Fred deve ter se desculpado umas dez vezes. Lily me contou que Rose havia dado um grande sermão no Weasley, na frente de todo o time, gargalhei com essa informação. Quando a hora do jantar se aproximava todos se despediram e Rafael fez um drama, dizendo que deveria ficar e ficar de olho em mim, já que éramos como irmãos e ele deveria tomar conta de sua irmãzinha. Roxy apenas revirou os olhos para o exagero do loiro e o mandou calar a boca, pegando-o pelo pulso e saindo da sala, acenando para mim na saída.

ϟ

Fazia alguns poucos minutos que eu estava sozinha e entediada na enfermaria e para me entreter praticava alguns feitiços básicos. Parei quando escutei o barulho de passos, pensei que poderia ser Madame Pomfrey, me trazendo mais poções, mas me enganei, pois quem apareceu foi Alvo com uma bandeja de comida nas mãos e com um sorriso no rosto.

—Não deveria estar no Grande Salão? – Questionei ceticamente.

—Achei que seria uma pouco entediante você jantar sozinha, então vim comer com você. – O Potter mais novo se aproximou e puxou uma pequena mesa, colocando a bandeja em cima.

—Acho que Madame Pomfrey deve ter algumas objeções sobre o que eu posso comer no momento ou não. – Comentei enquanto pegava um copo de suco de abóbora.

—Encontrei com ela no caminho, ela estava voltando do escritório da Minerva e tivemos uma conversa, então não se preocupe, não tem nada nessa bandeja que esteja fora das suas restrições, no momento. – Ele explicou e pegou o copo de suco da minha mão, dando um gole e depois me devolvendo. Coloquei minha mão em cima da área do meu coração, fingindo estar ofendida, mas meu falso ato foi cortado quando não senti meu colar em meu pescoço. Comecei a me desesperar e a procurar o colar pelos travesseiros. – O que foi?

—Meu colar, ele não ‘tá comigo, eu nunca tiro ele. – Respiro fundo tentando me acalmar, mas falhando miseravelmente. – Eu não posso perde-lo, é a única coisa que meus pais me deram. – O desespero tomava cada vez mais conta de mim e lágrimas começavam a se formar em meus olhos.

—Hey, hey. Tá tudo bem, calma. Olha pra mim. – Alvo se aproximou de mim e tomou meu rosto em suas mãos. – Vai ficar tudo bem. Escuta, em horas de desespero parece que aquilo nunca vai se resolver, mas isso não é verdade, a única coisa que você tem que fazer é pensar na solução, olhar por outro ângulo.

—Como assim? – Pergunto, olhando profundamente em seus olhos verdes.

—Somos bruxos! – Ele sussurra exclamando (?). – E é completamente normal às vezes esquecermos alguns feitiços. Mas, agora, respira fundo e pensa no simples e único feitiço que pode trazer o colar para você. – Ele sorri docemente para mim e eu faço o que ele me pede.

—Accio colar. – Murmuro, de olhos fechados, fazendo o movimento necessário com a varinha.

—Às vezes, você só tem que se acalmar para, finalmente, achar a solução. – Ele reflete e solta meu rosto de suas mãos, deixando que eu veja meu colar levitando e vindo em minha direção, eu pego o colar rapidamente e o examino, não vendo nenhum arranhão e suspiro de alívio. – Posso...?

—Claro. – Dou a ele um sorriso e me viro levemente, deixando-o colocar o colar em mim. – Obrigada, muito obrigada mesmo, Alvo, eu não sei o que faria se tivesse perdido ele.

— Sei como é, já tinha perdido meu livro preferido, eu não ia a lugar algum sem ele quando era criança, me... ajudava a afastar pesadelos. Um dia, eu o perdi, mas meu pai me acalmou e me disse para pensar logicamente, eu era um bruxo e já havia aprendido vários feitiços, mesmo estando no primeiro ano. Então eu pensei, e me lembrei do feitiço, convoquei o livro e ele veio, depois disso foi um grande alívio, e agora sempre tento pensar nas possíveis soluções antes de me desesperar. – Ele me contou, enquanto brincava com meus dedos.

—Seu pai deve ser incrível. – Comento, deixando meu lado fangirl falar por mim durante um momento.

—Ele é, mas em certas horas ele nunca está por perto, embora eu desejasse que ele estivesse. – Alvo explica abaixando a cabeça.

—Bom... – Olho para a bandeja de comida e tento mudar de assunto. – Acho melhor comermos, antes que a comida esfrie mais ainda. – Pego a bandeja e a coloco em meu colo, puxando Alvo para se deitar comigo na cama, dando espaço para ele.

Começamos a comer e a conversar sobre coisas banais, rindo e às vezes jogando um pedaço de fruta no outro e tentando pegar com a boca, durante uma de nossas conversas me lembro de algo e começo a sorrir.

—O que? – Alvo me olha e questiona. – Tem comida no meu cabelo?

—Não, é que você me contando a história, seu pai te ensinando lições de vida quando você era uma criança, me lembrou de um livro trouxa que eu gosto, só isso. – Respondi e expliquei.

—Qual?

—O nome é “Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos”, em uma parte do livro, o garoto conta para a protagonista uma história da vida dele, a moral no final foi algo que o garoto levou pro resto da vida, mas ele não acabou seguindo esse “ensinamento”. – Faço um sinal de aspas com minhas mãos e como um pedaço de torta.

—Qual era o “ensinamento”? – Alvo me imita e me pergunta.

—Que amar é destruir e ser amado é ser destruído. – Contei e olhei para Alvo, vendo-o refletir sobre isso.

—Não acho que isso seja verdade. – Alvo não me deixa sequer perguntar o porquê. – Pois, o amor sempre vai ter dar algo pelo que lutar, mesmo que você ache que não tem nada, o seu amor por alguém vai te fazer levantar e lutar até o final.

—Por que sempre que passamos muito tempo juntos e sozinhos nós filosofamos? – Caçoo do que ele disse.

—Vai ver é um indicio de que nós vamos ensinar tudo isso ao mundo. – Ele entra na onda e começa rir.

—Vai ver....

Depois dessa conversa nós terminamos de comer e ficamos deitados durante um tempo, até Madame Pomfrey aparecer e expulsar Alvo, dizendo que ele deveria me deixar descansar e que o mesmo já deveria estar em seu Salão Comunal, pois o jantar já havia acabado. Ela o deu um passe para que Filch não desse detenção a ele por andar nos corredores depois do tempo devido e Alvo se despediu de mim, me dando um beijo na testa e acenando rapidamente ao atravessar a porta.

Eu estou caindo, caindo aos pedaços

Eu estou caindo, caindo aos pedaços

Eu estou caindo aos pedaços

Notas finais
*Finta de Wronski - A finta de Wronski é o movimento mais perigoso e, consequentemente, um dos mais famosos do quadribol. Consiste em um dos apanhadores voar mais alto e mergulhar, de forma a atrair a atenção do outro apanhador, que acha que o adversário viu o pomo de ouro. O objetivo é fazer o apanhador-alvo seguir o realizador da finta, até que o realizador se desvia do chão, surpreendendo o alvo, que colide com o solo. Viktor Krum usou essa finta na Copa Mundial de Quadribol de 1994, no livro Harry Potter e o Cálice de Fogo. Bom, é isso, o que acharam? Vomitaram arco-íris com a cena Alra? Acham que eu preciso melhorar algo (além da demora pra postar *~le subconsciente*)? Quaisquer erros que encontrarem é só me falar que irei consertar. Comentem, favoritem se gostaram e recomendem se acharem que merece :3:3 Bjos mágicos e gelado da BiahIce