Acordei pouco depois das 8 da manhã, o silêncio e o frio das montanhas trazia paz e aconchego. Estávamos rodeados de uma floresta, em um chalé maravilhoso, e tínhamos duas semanas inteiras apenas para nós dois.

Minhas costas estavam coladas no peito de Carlos Daniel, suas mãos haviam encontrado um caminho entre o roupão e abraçavam minha cintura, seu toque era quente e macio.

Acariciei seus braços e ele beijou minha orelha sussurrando um bom dia cheio de amor, todo meu corpo se arrepiou. Sorri e aproveitei seu abraço.

— Espero que algum dia consiga acordar antes de você. — disse me aconchegando em seu corpo.

— Hum... — ele beijou meus cabelos — eu adoro te observar dormir, é tão linda meu amor.

Sorri e com um pequeno movimento senti aquela ereção matutina, Carlos Daniel beijou minha nuca e me apertou contra ele fazendo-me senti-lo mais.

Meu corpo inteiro se arrepiou, e eu estava bem desperta agora.

— Carlos Daniel... — suspirei quando sua mão subiu até meu seio e o acariciou suavemente fazendo meus mamilos ficarem entumecidos, instintivamente arquei as costas, empurrando meu quadril contra o seu, senti toda sua excitação contra mim.

— Estou aqui meu amor... — ele disse me virando na cama ficando sobre mim enquanto buscava meus lábios, sua língua acariciou minha boca, abriu caminho, me beijou calmo e profundamente, senti que cairia se não estivesse ali deitada naquela cama.

Minha mão deslizou por seu peito, sentido seus pêlos macios nas pontas de meus dedos, nossos lábios não se separavam, se moviam sem pressa saboreando um do outro.

— Te amo... — disse ofegante quando nos separamos, ele me olhou e sorriu e voltou a colar sua boca na minha, jamais me cansaria de ser beijada por ele.

Com pressa ele se livrou de seu roupão e do meu, beijei sua garganta, um som rouco saiu de seus lábios, minhas mãos acariciava suas costas largas, apertava seus ombros.

— Paulina... — meu nome saiu em um suspiro de sua boca.

Afastei minhas coxas e ele se encaixou entre elas, minha respiração estava ofegante, e estremeci quando ele me beijou e seu membro deslizou para dentro de mim.

***

Minha cabeça estava sobre seu peito, e eu ouvia o bater descompassado do seu coração enquanto tentava recuperar o fôlego, suas mãos me mantinham firme contra seu corpo.

— É uma ótima maneira de começar o dia. — ele disse ainda ofegante.

Apoiei meu queixo em seu peito e o fitei, ele sorria.

— Certamente. — respondi sorrindo.

Ele acariciou meu rosto e colocou uma mecha de cabelo atrás de minha orelha.

— Você é tão linda, — sua voz suavizou — te amo muito Paulina.

— E eu amo você Carlos Daniel, — disse me erguendo para beija-lo — obrigada por me fazer tão feliz.

— Eu que agradeço por isso vida minha. — ele me beijou.

Ficamos mais alguns minutos ali entre beijos, troca de carinho e aproveitando aquele momento tão nosso.

— Agora, o que acha de tomarmos um bom café? — ele beijou minha cabeça — Estou morto de fome, você tirou todas as minhas forças.

— Carlos Daniel..! — o adverti entre um riso sentindo meu rosto quente.

— Adoro te ver assim meu amor, — ele sorria — fica tão linda corada desse jeito.

— Seu bobo! — sorri me levantando de seu peito puxando o lençol para me cobrir, estava frio — E só pra você saber, eu estou com muita fome também.

Ele sorriu e se sentou me puxando para um beijo cheio de carinho, e então se levantou completamente nú, corei outra vez quando ele me viu observando cada detalhe seu.

— Amor... — ele sorriu — se continuar me olhando assim não vamos sair desse quarto antes do almoço.

— Ah... É que... — suspirei o olhando — você é tão lindo.

— Agora você que está me deixando sem jeito. — ele disse com o rosto vermelho enquanto ia até o banheiro, poucos minutos depois ele voltou vestindo uma calça e pegou uma camisa no armário — Eu vou preparar nosso café, e antes que você me questione, eu sei cozinhar, vovó Piedade nos ensinou.

— Eu não imaginava mesmo meu amor. — disse sorrindo me levantando ainda enrolada no lençol.

— Ainda vai descobrir muito sobre mim, — ele tocou meu nariz e sorriu — te amo.

O beijei e ele foi preparar nosso café da manhã, abri o armário e peguei uma camisa de manga longa bem quentinha, uma calça jeans, e com a luz da manhã pude admirar melhor o quarto, suspirei quando vi a paisagem lá fora através da enorme janela, as enormes montanhas no horizonte, os vales campestres, aquele lugar parecia um sonho.

O cheiro de café fez minha barriga protestar por comida, então fui até a cozinha, ainda olhando os detalhes daquele chalé.

— O cheiro está maravilhoso, — disse me apoiando na bancada admirando Carlos Daniel fazer panquecas — estou morrendo de fome.

— Já está quase pronto meu amor, — ele veio até mim segurando uma colher e me beijou — você vai gostar.

— Aposto que sim. — sorri.

— O que acha de darmos uma volta pelo parque depois do café? — perguntou me olhando enquanto virava mais uma panqueca, o cheiro estava realmente maravilhoso.

— Acho uma ótima idéia! — respondi animada — Eu estava olhando a paisagem lá fora, que lugar lindo Carlos Daniel!

— É sim meu amor, — ele disse levando o prato com as panquecas para a mesa — escolhi esse lugar porque é tranquilo, aconchegante, transmite paz, e nós dois precisamos nos desligar de tudo por uns dias.

— Tem razão meu amor, — o ajudei pegando a garrafa com café e uma bandeja com pães — precisamos mesmo, passamos por muitas coisas nos últimos meses.

— É, mas agora estamos juntos, — ele me beijou quando colocou o leite na mesa — e jamais imaginei que chegaria a ser tão feliz.

— Eu também Carlos Daniel, — sorri e ele puxou a cadeira para mim — as vezes acho que meu coração vai explodir de tanta felicidade!

— Me sinto exatamente igual. — me olhou enquanto se sentava e servia café para nós dois.

— Parece muito bom. — minha boca salivou quando ele me serviu com a panqueca, logo provei um pedaço — Hummm... Está deliciosa Carlos Daniel...

— Experimenta com isso, — ele jogou um líquido escuro em cima da panqueca, parecia ser mel — isso é maple syrup, é feito da seiva de uma árvore canadense... Parece mel, mas é menos doce e tem um sabor mais forte.

Provei um pedaço e o sabor de ambos juntos explodiu em minha boca, era muito bom.

— Hummm...

— É bom né? — ele sorriu enquanto comia — Eu também gosto do sabor.

— Você conhece muitas coisas Carlos Daniel. — disse bebendo um pouco do café.

— Meus pais costumavam viajar muito comigo e Rodrigo, — ele sorriu pensativo — todos os anos saíamos para algum lugar, aproveitávamos muito. As vezes me julgo por não fazer o mesmo com Carlinhos e Lizette.

— Sempre tem tempo para mudar. — disse segurando sua mão.

— Sim, — ele sorriu — e agora que tenho você, acredito que vamos ter muitos momentos assim, quero ser mais presente com as crianças...

— Fico muito feliz com isso Carlos Daniel, elas precisam de você. E por falar nelas, antes de sairmos vou ligar pra casa, disse pra vovó que ligaria todos os dias, e ontem acabei me esquecendo.

— Eles vão entender, sabem que estávamos ocupados com assuntos mais importantes. — seus lábios se curvaram em um sorriso.

— Aí Carlos Daniel... — disse com os olhos ligeiramente arregalados — é melhor ligar logo então.

— Antes de sairmos ligamos pra casa. — ele sorria — Agora tome seu café e coma bem, precisamos recuperar nossas forças e temos um passeio longo pelas montanhas.

Apenas sorri enquanto o olhava, tomamos nosso café com calma, tínhamos todo o tempo para nós, sem correria, sem hora marcada, e eu sabia que sentiria muita falta de tudo aquilo, então aproveitaria cada segundo, cada momento que teríamos ali, sendo só nós dois, apenas um para outro.