Apenas mais uma de amor
3 Capitulo 3
Nem em meus sonhos mais íntimos imaginava que o ato de fazer amor seria assim, tão intenso, tão maravilhoso e cheio de sensações.
Carlos Daniel me olhava cheio de amor, e eu da mesma maneira. Seu corpo em cima do meu me dava uma visão maravilhosa, podia observa-lo e acaricia-lo enquanto ainda sentia meu corpo sobre o efeito daquele intenso momento.
— Me sinto o homem mais feliz do mundo. — Carlos Daniel disse deslizando suavemente as pontas dos dedos em meu rosto.
— E eu a mulher mais feliz. — sorri e ele me beijou.
— Te amo tanto Paulina.
— Meu amor...
— Quero ficar assim com você pra sempre. — Carlos Daniel disse se deitando ao meu lado e me puxando para seu corpo me envolvendo em seus braços.
— Eu também, — me aconcheguei em seu corpo me sentindo tão amada e protegida — não quero sair de seus braços nunca mais.
— Você é maravilhosa meu amor, — ele começou a dizer deslizando a mão pela extensão de minhas costas — e tão receptiva ao meu tocar, tão desejosa... Me enlouquece Paulina.
— Eu digo o mesmo de você meu amor, — disse corando — não imaginava que era possível sentir tudo isso, tão forte, intenso e... gostoso.
Carlos Daniel se inclinou para me olhar e corei ainda mais.
— Não imaginas o quanto está linda assim, — ele sorriu e seus olhos percorreram minuciosamente todo meu corpo, sua mão subiu por meu rosto e ele contornou meus lábios inchados, e então desceu por meu pescoço, meus ombros, meus seios, onde eu sabia que havia marcas de seus beijos tão intensos, todo meu corpo se arrepiou — te imaginei tanto assim, com os cabelos bagunçados pelas minhas mãos depois de termos feito amor, o rosto corado, sua pele clara marcada pelas minhas carícias, seu corpo pedindo por mais...
— Eu te amo Carlos Daniel. — disse subindo minha mão até sua nuca, ele sorriu e me beijou.
— Meu amor, te amo tanto, e não estou conseguindo controlar a vontade de te ter de novo. — ele disse apertando o corpo contra o meu me fazendo sentir aquela parte de seu corpo ja tão rígida e grande.
— Então não se controle, — sussurrei o puxando para mim — eu quero você, quero que me faça sua, que me ame... Dizem que a segunda vez é sempre melhor que a primeira.
Carlos Daniel sorriu e me beijou ardentemente.
— É sim meu amor, vai ver como será melhor, ainda que sinta um pouco de desconforto no começo, quero apenas te dar amor e muito prazer.
— Eu te amo.
Com calma ele começou a distribuir beijos pela extensão de meu pescoço, minhas mãos deslizavam por suas costas largas, e meu corpo ja clamava pelo dele.
Com avidez ele desceu os lábios até meus seios e se dedicou em me enlouquecer com suas carícias tão intensas, sua boca os sugava, lambia e mordiscava suavemente aquela parte que descobri ser tão sensível com seu toque, arquiei minhas costas para que ele tivesse total acesso ao meu corpo, eu mesma não me reconhecia, estava totalmente entregue a ele.
Minhas unhas arranhavam suavemente suas costas, e com urgência ele buscou meus lábios, queria senti-lo dentro de mim outra vez, e então afastei minhas pernas para que ele se encaixasse entre elas.
Sua mão desceu por minha coxa a puxando para cima, senti seu sexo pressionar o meu e ele moveu os quadris sem me penetrar, iniciando um vai e vem que estava me enlouquecendo.
— Adoro que esteja tão pronta pra mim. — ele disse mordendo meu lábio inferior, gemi em sua boca quando ele apertou seu sexo contra o meu.
— Carlos Daniel... — apertei minhas mãos em suas costas, e ele colocou um braço em baixo de meu corpo, segurando minha nuca e me beijando com urgência e paixão.
— Meu amor... — ele dizia enquanto voltava a beijar meu pescoço, meus ombros — te amo tanto!
Dessa vez Carlos Daniel não foi com tanta preocupação, ainda que houvesse cuidado e carinho, suas carícias eram mais intensas, e quando seu corpo se fundiu ao meu seus movimentos se tornaram mais fortes e longos, meu corpo tremia com suas investidas, minhas mãos buscavam apoio em seus ombros largos, meus lábios buscavam os seus a todo instante, e eu só queria que ele me desse mais daquele prazer tão inebriante.
Chegamos ao abismo juntos, em plena harmonia, nossos corpos se amavam como nossos corações, e cansados acabamos por adormecer abraçados, ainda sem acreditar que seríamos assim pelo resto de nossas vidas.
Acordei às oito da manhã, eu estava abraçada a Carlos Daniel, minha perna em volta de sua cintura, seus braços me mantendo presa em seu corpo, minha cabeça repousada em seu peito. Sorri e o abracei mais forte, não havia melhor lugar no mundo que seus braços.
Carlos Daniel beijou minha cabeça e apertou os braços ao meu redor, ergui meu rosto e o encontrei me observando com um sorriso imenso.
— Bom dia meu amor. — minha voz saiu rouca e sorri percebendo que acordaria todos os dias assim, ao seu lado.
— Bom dia minha rainha. — sua voz grave fez meu corpo arrepiar.
— Achei que ainda estivesse dormindo. — disse voltando a me recostar em seu peito, era bom demais estar assim com ele.
— Acordei agora a pouco, — ele me manteve em seus braços — e está tão bom assim que não me atrevi a sair daqui.
— Eu também estou adorando ficar assim com você. — sorri.
— Se quiser pode dormir mais um pouco, nosso vôo saí ao meio dia, e não dormimos quase nada essa noite.
— É verdade, — sorri — mas não me sinto cansada, talvez durma no avião.
— Tem razão meu amor, — ele beijou minha cabeça — teremos tempo no vôo. Agora acho que deve estar com fome!?
— É verdade, — meu riso ecoou pelo quarto seguido do seu — não comemos quase nada ontem.
— Só nos alimentamos do nosso amor. — sua voz era suave e terna.
— Eu preciso tomar um banho antes. — disse um pouco sem jeito me sentando, havia vestígios de minha primeira vez aderido em nossos corpos e nos lençóis da cama bagunçada.
— Eu tenho uma idéia muito melhor, — ele disse se sentando também, o lençol manchado escorregou pelo seu corpo amontoando em seu colo — vou pedir para trazerem nosso café, e enquanto isso tomamos um banho juntinhos. — ele me olhou com malícia.
— Acho uma boa idéia, — sorri e senti meu rosto quente — confesso que estou gostando cada vez mais em ficar com você.
— Então, — ele se levantou completamente nú, e a visão que tinha era de um verdadeiro deus grego esculpido, prendi a respiração o admirando — vamos?
Apenas assenti com a cabeça, me levantei, Carlos Daniel segurou minha mão e seus olhos outra vez percorreram meu corpo, entramos no box do banheiro e ele ligou o chuveiro, a água quente caiu sobre nós e engoli em seco quando vi sua excitação tão evidente.
— Não consigo controlar essa vontade que tenho de você, — ele disse segurando-me pela cintura e me beijando profundamente — me tens rendido aos seus pés Paulina.
Senti sua ereção pressionada contra meu ventre, e beijei seu pescoço molhado, seu peito tão másculo, suas mãos apertavam minha carne, desciam por minhas costas, exploravam pontos que me enlouquecia.
— É maravilhoso estar com você, — ele disse segurando meu rosto entre as mãos e olhando no fundo de meus olhos — poder te tocar, te beijar, sentir teu corpo ao redor do meu...
— Meu amor... — disse e ele me beijou, movendo sua língua na minha com urgência.
— Jamais imaginei que seria tão feliz como fui nesses últimos meses, e tenho certeza que nossa felicidade só irá aumentar.
— Eu também Carlos Daniel, — sorri — me sinto completa com você, protegida e amada.
Com um movimento Carlos Daniel me levantou em seus braços, fazendo com que minhas pernas envolvessem sua cintura.
A água quente que caía sobre nós aumentava ainda mais o desejo. Eu segurava firmemente em seus ombros enquanto ele me beijava em todos os lugares que era possível alcançar.
Me arrepiei completamente quando ele me encostou na parede fria, ele sorriu e com uma mão guiou seu sexo para o meu, com um movimento curto de seus quadris ele deslizou pra dentro de mim, fechei os olhos com força, era diferente a sensação de fazer amor assim.
— Meu amor, está tudo bem? — perguntou tirando os fios de cabelo que estava grudado em meu rosto, abri os olhos e encontrei os deles me olhando com carinho.
— Está sim, — sorri e o beijei — eu quero mais...
— Paulina... — ele gemeu quando insinuei meu quadril em sua direção, fazendo-o deslizar mais fundo.
Com uma mão ele segurou minha cintura, e a outra apoiou na parede, e então iniciou os movimentos fortes que me faziam o apertar contra mim, seus lábios sempre buscando os meus, nossos corpos unidos e sendo envolvidos pela água quente que caía, me sentia embriagada pelo prazer que Carlos Daniel me dava, mordia levemente seus ombros, puxava seus cabelos e gemia em seu ouvido. O agarrei com força e o beijei quando chegamos juntos ao fim, respirava com dificuldade e ficamos agarrados e unidos por alguns segundos até que Carlos Daniel me colocou em pé, senti minhas pernas bambas, e ele sorriu me abraçando em baixo do chuveiro.
— Minha vida, — disse sorrindo ainda ofegante — fazer amor com você é maravilhoso, indescritível... Te amo amor meu.
— Carlos Daniel, — disse um pouco sem jeito — não imaginava que seria assim.
— O que? — ele perguntou um pouco confuso.
— Fazer amor, eu estou gostando demais, — corei ao dizer — e você é tão perfeito, tão paciente e carinhoso comigo...
— É porque te amo minha vida, — ele sorriu acariciando meu rosto — e quero que você se sinta completa comigo, quero ser seu amigo, companheiro, seu amante...
— Você já é tudo isso Carlos Daniel. — disse com os olhos lacrimejando — Te amo tanto.
Nos beijamos com cumplicidade e amor, então terminamos nosso banho entre beijos e carícias, vestimos um roupão e tomamos nosso café, estávamos famintos e em pouco tempo comemos tudo que havia nós levado. Quando terminamos não tínhamos muito tempo para irmos para o aeroporto, comecei a me maquiar enquanto Carlos Daniel arrumava nossas coisas, vesti uma calça jeans, uma blusa gola alta e um casquinho preto, calcei uma bota, estava frio na cidade do México.
Carlos Daniel rapidamente se vestiu, uma calça jeans, sapatos pretos e uma camiseta manga longa azul marinho que o deixou maravilhoso, eu teria que me acostumar em ter um marido tão lindo.
— Está maravilhosa meu amor. — ele disse com um sorriso me abraçando.
— Digo o mesmo de você. — sorri.
— Podemos ir? — ele me olhava deslumbrado — Sei que odeia chegar atrasada, e se sairmos agora chegaremos com bastante tempo.
— Bom, — sorri — então vamos!
Ele me beijou e pegou duas das malas maiores, e eu peguei minha bolsa e a mala menor e caminhamos para a porta, antes olhamos para o quarto que testemunhou nossa entrega e sorrimos com a certeza de que nosso futuro seria cheio de amor e alegria.
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