Apenas mais uma de amor
2 Capitulo 2
Assim que abriu a porta e me colocou em pé prendi a respiração com o que via, a suíte estava totalmente decorada para nossa primeira noite, pétalas de rosas vermelhas espalhadas pelo chão e pela imensa cama com os lençóis brancos, havia velas aromáticas espalhadas pelo quarto, e o cheiro parecia aguçar ainda mais meus sentidos.
Havia um balde de gelo com uma garrafa de champanhe e duas taças, um pequeno banquete com frutas, chocolates, e do lado esquerdo o banheiro onde uma enorme banheira parecia nos convidar para um banho relaxante.— É tão lindo meu amor. — disse encantada com tudo, Carlos Daniel veio até mim e segurou minhas mãos.— Quero que sua primeira vez seja muito especial amor meu, — ele sorriu com tanto amor e carinho que senti um frio na minha barriga — e principalmente nossa primeira noite juntos.— Já está sendo Carlos Daniel. — disse o puxando para um beijo carregado de amor e desejo.Minhas mãos subiram até sua nuca e meus dedos afundaram em seus cabelos tão macios, senti quando com certa relutância ele encerrou o beijo.— O que acha de brindarmos esse momento? — perguntou com um sorriso imenso no rosto.— Adoraria. — respondi com o mesmo sorriso.Ele pegou a garrafa e a abriu fazendo um "Ploc" ecoar pelo quarto, com calma ele serviu nossas taças e veio até mim.— Um brinde a nós, ao nosso amor, e a vida que vamos construir juntos.Brindamos e bebi um gole da bebida, sentindo as bolhas pinicarem meus lábios, gostei da sensação e dei outro gole.— Quer conhecer o restante da suíte? — ele perguntou colocando sua taça na mesa, segui seu exemplo e deixei a minha ali também, eu não queria estar alterada quando fizéssemos amor.— Talvez mais tarde, — sorri com malícia e me aproximei dele o abraçando, o olhando no fundo dos olhos — o que quero agora é só você.Carlos Daniel me puxou para seu corpo e colou sua boca na minha, seus lábios se moviam urgentes, minhas mãos subiram por seu corpo, e logo o livrei de seu paletó, o desejava mais que tudo.— Te amo Carlos Daniel... — disse entre sussurros enquanto ele descia com seus lábios por meu pescoço.Suas mãos deslizaram por meu corpo parando em minha cintura e me puxando para mais perto, sem parar de me beijar, seus dedos abriram o zíper de meu vestido e com um movimento rápido ele se amontoou em meus pés, o vi engoli seco enquanto me olhava apenas de lingerie.— Você é tão linda, — disse segurando meu rosto com as mãos — tão linda que me falta palavras.Outra vez nossos lábios se encontraram, e com rapidez ele abriu os botões de sua camisa a jogando para um canto qualquer do quarto.Minhas mãos deslizaram por seu peito nu, acariciando os pêlos que se formava ali e descia por sua barriga se escondendo dentro de sua calça, me assustei ao ver o tamanho do volume em sua calça.— Não sabe o quanto tive que me controlar durante esses meses Paulina, — ele sorriu e sussurrou em meu ouvido — percebe como me deixa apenas um toque seu?— Carlos Daniel... — gemi quando ele mordiscou o lóbulo de minha orelha.Com pressa o vi se livrar de sua calça sendo seguida pela cueca, não consegui evitar que meus olhos ficassem ligeiramente arregalados e meu rosto corado ao ver seu sexo saltar para fora.— Vem aqui. — Carlos Daniel disse me puxando, colando completamente nossos corpos quentes, ele me beijou profundamente, fazendo meus pensamentos virarem fumaça, enquanto ele desfazia o fecho de meu sutiã que logo estava junto ao vestido no chão.Seus lábios desciam por meu pescoço, mordiscava minha clavícula, e engoli seco quando suas mãos pararam em minha calcinha e a puxou para baixo, com um movimento ele me ergueu em seus braços, minhas pernas envolta de sua cintura, sentindo aquela parte tão grande dele roçar em minha carne.— Te amo demais Paulina. — ele disse me olhando profundamente e então voltou a me beijar, eu sentia meus lábios inchados, mas não queria de maneira alguma que ele parasse de me beijar.Tudo o que eu desejava era permanecer assim para sempre, nos braços dele, sendo abraçada e beijada por ele.— Eu sonhei com você assim, tantas vezes. — sua voz saiu embargada — E agora... Tenho medo de acordar a qualquer momento e tudo não passar de mais um sonho.O encarei sentindo um frio na barriga pela maneira que ele me olhava, com paixão, calor, e até mesmo deslumbramento.— Eu estou aqui Carlos Daniel.Sua mão subiu até meu rosto e eu o inclinei em sua palma, ele me acariciou e sorriu.— Meu amor.Seu rosto se inclinou até encontrar o meu, sua respiração quente, seus lábios a centímetros dos meus, engoli em seco e entrelacei os dedos em seus cabelos, sua boca cobriu a minha, primeiro com uma carícia inocente, mas logo se tornou urgente e desesperada, eu o puxei para mais perto, colando totalmente nossos corpos, os pelos em seu peito arranharam de forma prazerosa a minha pele tão sensível de meus seios, gemi em sua boca e ele abandonou meus lábios traçando uma linha até meu maxilar, depois seguiu com seus beijos até minha orelha, e logo depois descendo por meu pescoço mordiscando a curva de meus ombros.
Com calma ele me colocou em pé e se afastou arfando, os olhos negros.— Te amo tanto Paulina, — me beijou — amor meu.Dando um passo para trás, ele me observou com o olhar em chamas, admirando cada curva de meu corpo, cada detalhe... Não senti constrangimento ou vergonha, ao contrário, senti algo como um arrepio em minha coluna, e uma vontade de tê-lo que só aumentava.— Eu te amo Carlos Daniel. — minha voz saiu mais rouca que o habitual, carregada de uma sensualidade que eu mesma desconhecia.No mesmo instante Carlos Daniel colou seu corpo ao meu, fazendo um arrepio percorrer todo meu corpo, cada pedaço dele colado a mim, e aquela parte sua sendo exprimida entre nós me fazendo ter uma breve noção do tamanho do seu desejo.Sua boca não abandonava a minha, e quando percebi já estávamos deitados na imensa cama, seus lábios espalhando beijos por meu rosto, pescoço, intercalando com leves mordidas, a língua quente saboreando minha pele.Minhas mãos exploravam seu corpo, os ombros largos e firmes, os braços musculosos, a penugem que lhe cobria o peito... Gemi quando sua língua quente e úmida contornou meu mamilo e sua mão acariciou o outro, me contorci sob ele quando sugou meu seio, depois desceu com beijos até meu umbigo, seus dedos subiram por minha coxa e delicadamente pressionou o centro de minha agonia, mordi meu lábio com força e gemi.— Te amo... amor meu. — ele sussurrou beijando minha barriga, subindo com seus lábios até encontrar novamente meus seios e se dedicar um bom tempo ali.Eu respirava ofegante, tentando o trazer para mais perto, como se fosse possível...Ele se esticou sobre mim e segurou meu rosto, olhando-me no fundo dos olhos, afastou minhas coxas com os joelhos e se encaixou entre minha pernas, o abracei com força, e então ele me beijou, com amor, desejo, loucura... Seu membro pressionou o centro de minha feminilidade, deslizando para dentro de mim, abrindo caminho, prendi o fôlego e fechei os olhos com força, a sensação de estar sendo totalmente preenchida me fez gemer de dor.— Meu amor, — Carlos Daniel ficou completamente imóvel, abri os olhos e encontrei os dele, ele me olhava com ternura — eu sinto muito, prometo que vou devagar, e logo a dor vai embora.— Eu confio em você. — sussurrei, meus olhos cheios de lágrimas, não pela dor, mas por finalmente estar sendo amada por ele, por estarmos nos entregamos de corpo e alma — Me ame Carlos Daniel, me ame...— Sinto muito meu amor... — ele disse me deixando um pouco confusa, mas logo depois descobri o porque, com um movimento curto e preciso ele atravessou aquela barreira, cravei as unhas em suas costas e prendi a respiração enquanto sentia que ele me rasgava, ao menos era o que parecia, ele estava todo dentro de mim.— Vai passar amor meu.... — ele beijava meu rosto, meus olhos, meus lábios, meus ombros — vai passar.Ele manteve seu quadril imóvel por alguns minutos, a sensação de tê-lo dentro de mim era estranha e incômoda, mas aos poucos a dor foi cedendo e eu relaxei minhas mãos em suas costas.— Está tudo bem? — perguntou com os cotovelos apoiados no colchão, mantendo o peso de seu corpo, seus olhos brilhavam e exalavam amor, sentia como se meu peito fosse explodir de tanto amor.— Estou... — disse observando cada detalhe do seu rosto, ele parecia lutar contra algo pois gotas de suor brotavam em sua testa — eu te amo tanto...— Amor meu... — seus lábios cobriram os meus em um beijo lento e profundo, fazendo com que tudo em minha cabeça evaporasse.Ele moveu os quadris, devagar, com calma, doeu um pouco, mas aos poucos uma sensação nova ganhou espaço, seus movimentos lentos causavam ondas de desejo e prazer em meu corpo.Sentia tudo, seu corpo quente roçando o meu, os pelos de seu peito acariciarem meus seios, sua barriga contraída roçar meu ventre extremamente sensível... Poderia ficar assim pra sempre.— Você está bem? — perguntou mantendo aquele ritmo constante, lento, profundo, possuindo muito mais do que meu corpo.— Sim... — sussurrei absorta naquelas sensações sentindo algo crescer dentro de mim — Carlos Daniel...— Eu sei meu amor... Eu sei... — ele disse voltando a me beijar.Seus movimentos se intensificaram, suas investidas ficaram mais profundas e fortes fazendo eu o agarrar com força, nossas respirações se misturavam agitadas.— Amor... — gemi sentindo como estivesse caindo e em seguida flutuando, ele aumentou ainda mais o ritmo, e logo depois um explosão de cores reluziram em minhas pálpebras fazendo com que gritasse seu nome. Não existia mais nada além de Carlos Daniel, cravei minhas unhas em suas costas no mesmo instante que um gemido gutural saiu de sua garganta, o senti convulsionar sobre mim e me preencher, ele caiu sobre mim rendido, ambos ofegantes, o abracei com força.Seu corpo pesou sobre o meu e ele parecendo adivinhar se virou sobre a cama e me puxou para seu peito, ouvir o som de seu coração rápido e descompassado foi maravilhoso.Por alguns segundos ficamos assim, acalmando nossos corpos, e então ele inclinou levemente a cabeça para me olhar.— Paulina... — seus lábios se curvaram em um pequeno sorriso e ele acariciou meu rosto — minha mulher, minha esposa.— Eu te amo Carlos Daniel. — Como você se sente? — perguntou mudando a expressão, a euforia dando lugar a preocupação — Te causei muita dor?— Me sinto maravilhosa, amada, mulher, — admiti ganhando um leve rubor e sentindo meus olhos úmidos — jamais imaginei ser amada assim.— Meu amor, — Carlos Daniel me deitou no travesseiro e me beijou lento e profundamente — minha vida, te amo Paulina.
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