Nossa noite não podia ser melhor, estávamos juntos naquele lugar tão especial para nós dois, o lugar onde consumamos nosso casamento, onde nos amamos pela primeira vez.

Paulina deslizava as mãos por meu peito enquanto recuperavamos o fôlego depois de termos feito amor mais uma vez. Eu acariciava suas costas e sentia sua pele se arrepiar onde a tocava, tinha notado que nos últimos dias ela estava mais sensível e seus seios estavam levemente mais arredondados. Ela estava ainda mais linda assim.

— Meu amor?! — ela me chamou com a voz baixa e rouca.

— Sim minha vida. — respondi aconchegando-a em meus braços.

— Não vamos dormir em casa, e nem avisamos a vovó.

— Ela sabe que estaremos bem, — sorri — nao se preocupe minha vida, só vamos aproveitar esse momento a sós.

— Carlos Daniel, — ela apoiou o queixo em meu peito e me olhou com um sorriso — sera que seremos sempre assim?

— Assim como? — perguntei tirando uma mexa de cabelo de seu rosto, colocando-o atrás da orelha.

Ela suspirou e voltou a se deitar em meu peito.

— Assim, cheios de desejo... e paixão, loucura...

— Claro que vamos meu amor — sorri e senti um calor em meu peito — porque nos amamos, e a cada vez que te tenho quero mais e mais, e meu amor por você só aumenta a cada dia...

— Eu te amo Carlos Daniel, e espero que sempre sejamos assim, — seus dedos desenhavam circulos em meu peito — mas é que as vezes me sinto um pouco... insegura

— Insegura? — perguntei agora confuso e me endireitei na cama me sentando a trazendo junto comigo.

— Não me entenda mal meu amor, — ela me olhou quando notou meu desconforto — não é quanto ao meu amor por você e nem o seu por mim

— Então o que a deixa insegura Paulina? — perguntei ainda um pouco tenso imaginando que talvez ela nao estivesse tao feliz quanto imaginei com nosso casamento.

— É em relação ao... — sua voz baixou e ela desviou o olhar ganhando um rubor nas bochechas — sexo

— Ao sexo? — perguntei franzindo a testa realmente confuso e preocupado — Você não se sente segura fazendo amor?

— Aí Carlos Daniel, — ela sorriu nervosa e ficou ainda mais vermelha — não é nada disso, acho melhor deixarmos esse asunto pra lá, é só bobagens da minha cabeça.

— Amor, — falei segurando seu queixo e ela me olhou — pode me contar o que quiser, sou seu marido e nada me importa mais do que você.

— É que... — ela baixou seu olhar — eu não tenho tanta experiência e, fico com medo de não estar sendo tão bom pra você quanto é pra mim

Seu rosto estava vermelho e seus olhos úmidos, Paulina nao fazia ideia da besteira que estava dizendo, mas percebi que ela estava realmente incomodada com aquilo.

— Amor, — ergui seu queixo para que me olhasse — não acredito que isso sequer passou pela sua cabeça, não depois de tudo que passamos, depois de nos amarmos como hoje, você realmente se preocupa com isso?

— É que você me faz me sentir nas nuvens, e é tao maravilhoso, tão mágico... tão prazeroso

— E por acaso acha que nao me sinto assim tambem? — sorri deslizando a ponta de meus dedos por seus lábios — Nunca senti nada parecido como quando estou com você. Me sinto como se a minha vida inteira estivesse esperando por você, porque nunca me senti tao completo, tão amado e feliz... Posso ter tido outras experiências meu amor, mas nenhuma delas se compara a você

— Nao esta dizendo isso... — ela estava dizendo mas a interrompe colando meu dedo em seus lábios

— Quanto a isso vida minha, nao tem o porque se preocupar, você me satisfaz Lina, em todos os sentidos, e não estou falando pra te deixar feliz, ou acalmar seus pensamentos errados, — sorri e ela sorriu também, uma lagrima fina escorreu de seus olhos até sua bochecha a qual limpei com meu polegar — estou dizendo porque é a mais pura verdade

— Ah Carlos Daniel, — ela suspirou aliviada e me encarou — eu fico tão feliz com isso, porque o que temos é tao lindo

— Sim Lina, é lindo, — a puxei para mim e a beijei suavemente — é puro, é renúncia, entrega, desejo, paixão, amor. ..

— Te amo Carlos Daniel — sua voz saiu baixa quando acariciei seu nariz com o meu

— Eu amo você Paulina, — a beijei mais uma vez — e sou teu de corpo, alma, coração... sou completamente seu, apenas seu

— E eu sou completamente sua

A envolvi em meus braços a colocando sentada sobre mim, subi com minhas mãos por seu corpo, deslizando entre suas curvas, nossos olhares estavam conectados e a sentia se arrepiar com meu toque.

— Você é maravilhosa Paulina — disse segurando seu rosto delicado, beijei cada pedaço de sua face, seus olhos, seu nariz, contornei seus lábios tao macios com os meus antes de os possuir, a beijei devagar, deslizando minha lingua em seus lábios antes de pedir passagem em sua boca, um gemido baixo escapou de sua garganta quando suguei sua boca e aprofundei o beijo, suas maos segurando firme meus ombros como se temesse cair.

Paulina tao entregue, tao receptiva, tao desejosa que acabei soltando um riso enquanto beijava seu pescoço.

— Qual é a graça? — ela perguntou deslizando as maos por meu abdômen

— Estou pensando que eu que devia estar preocupado em estar te satisfazendo na cama — sussurrei em seu ouvido e suguei o lóbulo de sua orelha, suas unhas deslizaram suavemente em meu tórax me fazendo gemer

— Seu bobo — ela disse divertida e se inclinou para sussurrar em meu ouvido — você sempre acaba com minhas forças

— E você nao gosta assim meu amor? — perguntei deslizando minha mão entre nós até chegar em sua intimidade a qual pressionei delicamente

— Siiim — ela gemeu fechando os olhos e estendendo a palavra — eu adoro assim.

A acomodei melhor para acaricia-la por um tempo ali, e quando pressionei com um pouco mais de força ela beijou meu ombro sugando minha carne e mordendo levemente, quase explodi com seu gesto

A beijei mais uma vez, sentia sua umidade em minha pele e minha ereção pulsou dolorida querendo estar dentro dela, ela envolveu os braços em volta de meu pescoço, puxou meus cabelos, e ergueu seu corpo levemente, apenas para me enlouquecer com os movimentos que fazia com os quadris fazendo nossas intimidades esfregarem uma na outra.

— Paulinaaaa — gemi com os dentes cerrados sentindo todo meu corpo tremer de prazer

— Ah meu amor — sussurrou, seus olhos estavam cheios de amor e desejo e eu só podia me sentir grato por a ter.

Nossos toques, nossos beijos, carícias, seu corpo quente acomodando o meu, a maciez de sua pele contra a minha, o cheiro, o amor... tudo tão intenso e verdadeiro que me fazia querer chorar.

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— Daqui algumas horas vai amanhecer — sua voz saiu risonha e cansada, eu estava deitado com a cabeça recostada entre seus seios enquanto ela acariciava meus cabelos com umas das mãos, e estava maravilhoso ali recebendo aquele carinho

— Sim, — sorri e beijei levemente seu seio antes de me deitar no travesseiro e a puxar para mim, ela se acomodou em meu peito e com uma mão estiquei o cobertor sobre nós, ela bocejou e beijou delicamente meus lábios — boa noite minha vida

— Boa noite amor meu — seus braços se apertaram em meu corpo e poucos minutos depois estavamos em um sono profundo.