Apenas mais uma de amor

12 Capitulo 12 - Lar


Carlos Daniel

Paulina estava radiante, seus olhos brilhavam e um sorriso lindo iluminava seu rosto. Meu peito batia rápido apenas por a ver ali em nossa casa, em nosso novo quarto, onde seria nosso refúgio de amor e cumplicidade.
Fiquei parado perto da cama observando-a, ela olhava cada detalhe, abriu os armários e a cada nova descoberta um sorriso surgia em seus lábios.
Vi seus olhos umidecerem quando viu a foto de nosso casamento na mesinha ao lado esquerdo da cama, e do lado direito uma apenas sua que tirei alguns dias antes de nos casarmos quando estávamos no jardim.
Por fim ela veio até mim com aquele sorriso que era capaz de me incendiar por dentro.
— É tudo tao lindo Carlos Daniel — ela rodeou os braços em volta de meu pescoço e olhou em meus olhos — você pensou em tudo meu amor.
— Quero começar tudo novo com você Paulina — disse deslizando as pontas de meus dedos por seu rosto.
— Eu te amo — ela disse inclinando-se para me beijar, a beijei lentamente, explorando cada centímetro de seus lábios.
— Amor meu — disse me afastando apenas o suficiente para respirarmos, colando nossas testas — agora o que acha de nos deitarmos um pouquinho?
— Acho uma excelente ideia — ela sorriu e me beijou levemente antes de me puxar até nossa cama.
Descansamos um pouco deitados juntinhos, Paulina cochilou por alguns minutos em meus braços enquanto a acariciava, mas logo a chamei para nos arrumarmos para o jantar, tomamos banho juntos entre beijos, promessas, risadas e muito controle de minha parte.
Me vesti e aproveitei para me sentar na cama e admirar minha Paulina a se arrumar. Seus movimentos suaves enquanto se maquiava, a maneira como mexia nos cabelos fazendo um coque que deixava seu pescoço a mostra, aqueles pequenos gestos seus que incendiava meu coração e me fazia querer gritar ao mundo o meu amor por ela. Engoli em seco várias vezes me controlando para não a jogar naquela cama e estreia-la como queria.
Ela ergueu o olhar no espelho encontrando o meu e sorriu, e céus, como amo aquele sorriso.
— Podemos descer meu amor — ainda sorrindo ela se virou ficando de frente a mim — Rodrigo e Patricia ja devem ter chegado.
— É bem provável, — sorri me levantando e indo ate ela esticando minha mão — está linda meu amor.
Ela sorriu timidamente e pegou minha mão se levantando, a puxei para mais perto.
— Nao vejo a hora desse jantar acabar e poder te ter como quero. — falei olhando-a no fundo dos olhos, ela corou e eu sorri.
— Eu também — seus olhos pareceram faíscar, senti aquele desconforto crescer pela necessidade de a ter.
— Ah meu amor... vamos descer que estou ficando numa situação difícil aqui.
Ela sorriu e me beijou levemente, depois passou os dedos por meus lábios limpando qualquer vestígio de seu batom e descemos para encontrar nossa família.

— Boa noite — dissemos juntos assim que entramos na sala onde vovó Piedade estava com Rodrigo e Patrícia, meu irmão e minha cunhada se levantaram sorrindo e vieram até nós para nos cumprimentar.
— Ah, aí estão os pombinhos — Rodrigo brincou me dando um forte abraço.
— Rodrigo, como é bom te ver. — disse com um sorriso.
— Nao sabe a alegria que sinto em te ver tao bem meu irmão.
— Me sinto outro homem Rodrigo. — disse sorrindo sem me importar de esconder o tamanho de minha felicidade.
— E voce cunhada!? — Rodrigo sorriu abertamente olhando Paulina e a abraçou — Esta estampado em seus rostos o quanto estão felizes.
— Estamos sim Rodrigo, — Paulina disse me olhando — muito felizes.
— Carlos Daniel, — Patrícia disse — é maravilhoso ver vocês juntos.
— Patrícia, — disse a abraçando — mais uma vez, obrigado por tudo.
— E você Paulina, quando penso que nao consegue ficar mais bonita... — ela sorriu abraçando a amiga e segurou suas mãos a olhando — está tao linda Paulina.
— Ah Patrícia, — vovó Piedade sorriu vindo ate nós — é o amor que a fez ainda mais linda, Paulina e Carlos Daniel estão radiantes, e nós os Brachos também.
— Tem toda razao vovó Piedade.
— Agora ganhei mais uma nora-neta, — vovó sorriu segurando a mão de Paulina e Patrícia — e agradeço a Deus por ter colocado mulheres tão lindas e maravilhosas na vida de meus netos.
Paulina e Patrícia abraçaram minha pequena avó, e fechei os olhos por alguns instantes agradecendo a Deus por minha família.
Carlinhos e Lizette chegaram correndo.
— Tia Patrícia, o Raimundinho esta dormindo la no meu quarto, a Adelina vai ficar la com ele. — Carlinhos disse.
— Ele estava bem cansadinho mesmo.- Patrícia disse olhando Carlinhos.
— Mãezinha, quando vamos jantar? Estou com fome. — Lizete disse segurando a mao de Paulina.
— Agora você é a senhora da casa minha filha — vovó Piedade sorriu quando Paulina a olhou sem saber o que dizer.
— Bom, — ela sorriu timidamente e me olhou — então ja podemos ir, confesso que tambem estou com fome.
— Claro, chegaram de viagem e nao comeram nada.
— Então... — Paulina acariciou os cabelos de Lizette — vou pedir para colocarem a mesa.
A observei sair com as crianças atrás, e um sorriso bobo surgiu em meus lábios.
— Meu irmão, fico muito feliz que esteja tão contente e em paz, — Rodrigo disse segurando meu ombro — você e Paulina merecem toda a felicidade do mundo.
— Rodrigo tem razão Carlos Daniel, — Patricia completou — passaram por tantas coisas para finalmente estarem juntos.
— E agora essa casa, a fábrica, e todos os Brachos vão ter paz e muita alegria — vovó veio ate mim e segurou minha mão — Porque Paulina é um anjo que Deus colocou em nossas vidas.
— É sim vovó, o anjo mais lindo que ja vi — sorri apaixonado — a amo como jamais imaginei ser possível.
— Eu sei meu filho, — vovó envolveu minha mão nas suas — e ela te ama da mesma maneira.
— E pensar que cheguei a... — disse deixando a frase a morrer, me partia o coração ao lembrar que duvidei dela, que por alguns momentos até mesmo senti raiva dela.
— Deixe isso no passado Carlos Daniel, — vovó me deu um sorriso — todos nós erramos com ela, mas agora a temos conosco para sempre, somos sua família, e todos a amamos. E nunca mais aqueles lindos olhos verdes vão ficar tristes.
— Tem toda razão vovó. — sorri e me inclinei para beijar seu rosto — Nosso amor é mais forte que tudo.
— Claro que é meu filho.
— E sem falar que são lindos juntos. — Patrícia disse abraçada a Rodrigo.
— Quase tão lindos quanto nós não é meu amor!? — Rodrigo sorriu a abraçando.
— Quase — Patrícia riu concordando com o marido.
Logo Paulina voltou e fomos para a mesa, o jantar transcorreu perfeito, Rodrigo nos colocou a par sobre a fábrica, estávamos decolando nos negócios, tendo lucros que a um ano atrás imaginávamos impossível, a cada dia conseguíamos novos clientes e ja começávamos a pensar na ideia de abrir uma filial no interior.
Depois do jantar fomos ate a sala, Rodrigo e eu bebemos uma taça de vinho enquanto Patricia e Paulina falavam de Raimundinho, vovó Piedade observava tudo com um sorriso radiante no rosto. Paulina sempre abria um sorriso quando Patrícia contava sobre algo que Raimundinho fez.
Carlinhos e Lizette nao desgrudavam de Paulina, pareciam nao acreditar que a mae nao iria mais embora, nunca mais. Não demorou muito e Lizette acabou dormindo encostada em Paulina que acariciava seus cabelos.
— Ah minha princesa... — Paulina disse olhando ternamente Lizette — acabou dormindo sentada. Vou leva-la para a cama.
— Deixa que levo meu amor — disse indo ate elas e pegando Lizette nos braços, ela suspirou e se aconchegou escondendo o rostinho em meu pescoço.
— Ja esta tarde, melhor irmos tambem Rodrigo, — Patrícia disse olhando as horas — vou pegar o Raimundinho.
— Ja estamos chegando dona Patrícia, — Adelina disse descendo as escadas com o bebê nos braços — ele acabou de acordar, tão bonzinho que nem chorou.
— Ele é mesmo muito bonzinho, — Patrícia disse pegando Raimundinho que sorriu ao ve-la — quase nao chora.
— E é muito lindo também. — Paulina se levantou para acariciar a cabecinha do bebê que sorriu.
— É sim dona Paulina, — Adelina disse olhando o neto cheia de amor — me parte o coração saber que Estephanie está perdendo esses momentos.
— Eu também Adelina, — Patrícia respondeu olhando o menino em seus braços — Estephanie queria tanto o filho.
— Tenho certeza que logo ela irá se recuperar. — Paulina disse olhando as duas.
— Deus te ouça dona Paulina. — Adelina disse erguendo as mãos.
— Bom, então vamos meu amor? — Rodrigo falou indo ate a esposa e pegando o menino.
— Vamos, ja esta tarde e Paulina e Carlos Daniel devem estar cansados.
— Claro — Rodrigo riu — Boa noite a todos, e mais uma vez, parabéns Carlos Daniel e Paulina.
— Obrigada Rodrigo
— Bom eu vou colocar Lizette na cama, ela esta ficando pesada — sorri me despedindo de meu irmao e minha cunhada e subi para o quarto de Lizette.
Assim que coloquei minha princesinha na cama e a cobri ela abriu seus grandes olhos azuis.
— Cadê a maezinha? — perguntou me encarando com um beicinho.
— A mamãe esta se despedindo do tio Rodrigo e da tia Patrícia e já vem dar um beijo de boa noite em você.
— Ela nunca mais vai embora não é papai? — perguntou com um bocejo.
— Nao meu amor, — disse acariciando sua bochecha rosada — a mamãe vai ficar pra sempre com a gente.
— Que bom papai, porque eu nao gostava quando ela sempre ia embora dormir no hotel.
— Eu também nao meu amor. — sorri — Mas agora volte a dormir, amanhã vamos ter o dia todo juntos, e vamos brincar bastante com Carlinhos e a mamãe.
— Vamos mesmo papai? — perguntou com expectativa.
— Vamos sim — disse beijando sua cabeça — boa noite Lizette.
— Mas papai, e o beijo de boa noite da mamãe? — perguntou franzindo a testa.
— A mamãe ja esta aqui — Paulina disse entrando no quarto antes que eu respondesse.
— Finalmente maezinha, — Lizette se sentou na cama para abraçar a mãe — pensei que nao viesse me dar boa noite.
— Ah meu amorzinho, a mamãe nao iria conseguir dormir sem te dar um beijo — Paulina sorriu e beijou sua bochecha — boa noite meu amorzinho, durma com Deus e com os anjinhos.
— Boa noite maezinha — ela voltou a se deitar e a cobrimos juntos, lhe dei mais um beijo e acho que antes de sairmos do quarto ela ja estava dormindo outra vez.
— E o Carlinhos? — perguntei segurando sua mão.
— Nos esperando para desejarmos boa noite a ele. — ela respondeu com um sorriso.
— Eu te amo senhora Bracho — falei segurando delicadamente seu rosto e beijando seus lábios.
— E eu a ti — ela sorriu.
De mãos dadas fomos ate o quarto de Carlinhos, ele estava lendo uma de suas histórias em quadrinhos e vi seus olhos brilharem quando nos viu entrar em seu quarto.
— O que foi Carlinhos? — Paulina perguntou se sentando ao seu lado na cama quando ele abriu um sorriso que iluminou seu rosto.
— É que eu gosto muuuuuiiiito de ver vocês dois juntos — ele disse apertando os olhinhos dando mais ênfase a sua frase.
— E de agora em diante vamos estar sempre juntos Carlinhos. — falei bagunçando seus cabelos, ele sorriu.
— Mamãe, eu estou muito feliz que a senhora esta aqui pra sempre.
— Eu também estou Carlinhos, — Paulina beijou sua testa — e te amo muito Carlinhos.
— E eu amo muito você mamãe.
Eu observava Paulina com as crianças e agradecia a Deus por te-la comigo, nao poderia pedir nada mais, tinha uma família maravilhosa.
— Boa noite meu filho. — Paulina beijou sua bochecha e se levantou.
— Boa noite mamãe.
— E eu nao ganho um beijo? — perguntei fingindo estar zangado.
— Claro que sim papai, — meu filho se inclinou e me deu beijo na bochecha e me abraçou para sussurrar em meu ouvido — eu também te amo muito papai.
— Ah Carlinhos, — disse o olhando profundamente — também te amo meu filho, boa noite.
— Boa noite papai

— Agora somos só nós dois minha vida — disse quando finalmente chegamos em nosso quarto e puxei Paulina para meus braços.
— É — ela suspirou passando os braços ao redor de meu pescoço — eu e você.
— Acho que te amo mais que ontem — disse a olhando no fundo dos olhos.
— Ah é? — ela perguntou sorrindo
— É sim, e amanha te amarei mais que hoje, e depois mais que amanhã, e assim por toda minha vida — disse entre beijos que distribuía por seu rosto.
— Seu bobo — ela sorriu — eu te amo tanto Carlos Daniel
— Meu amor — a olhei por alguns segundos observando cada detalhe de seu rosto e então a beijei profundamente.