Nao evitei soltar um suspiro aliviado quando tranquei a porta e olhei Paulina ali, parada ao lado da cama. Apenas a luz fraca da luminária iluminava o quarto, e ela estava linda e desejosa.
— Você nao faz ideia do quanto é linda — falei me aproximando a puxando pela cintura para colar seu corpo ao meu, ela sorriu e olhou em meus olhos.
— Você sempre me diz isso — ela disse com um sorriso um pouco sem jeito.
— Porque é a verdade, eu amo cada pequeno detalhe seu.
Acariciei seu rosto perfeito, seus lábios macios e tão deliciosos, ela fechou os olhos por um instante e sua respiração se tornou agitada, desci com as pontas de meus dedos por seu pescoço e vi sua pele se arrepiar com meu toque.
— Te amo tanto Paulina — disse subindo minha mão por sua nuca soltando seus cabelos que lhe cobriu os ombros, engoli em seco e enterrei meus dedos em seus fios sedosos — nossa, como te amo.
Ela nao me disse nada, apenas me olhou transmitindo tudo com aquele olhar, sentia meus batimentos cardíacos irregulares e empurrei seus cabelos para o lado, expondo seu pescoço o qual o beijei suavemente, arrancando um gemido baixo de sua boca.
Com calma a virei de costas, beijei novamente seu pescoço gracioso, sua nuca, seus ombros, e me dediquei a abrir o zíper de seu vestido azul claro, a vi ofegar quando ele se amontou em seus pés e a deixei apenas com uma única peça de roupa.
Deslizei minha mão por sua coluna, sentindo a maciez de sua pele quente em meus dedos, a envolvi com meus braços e beijei delicamente suas costas, ela apertou com força meus braços em volta de sua cintura e colou seu corpo totalmente ao meu, estremeci sentindo minha virilha pulsar no mesmo ritmo frenético de meu coração.
A virei novamente de frente a mim, me afastei alguns centímetros para a admirar, e tive que respirar fundo, seus cabelos caiam na altura de seus seios, sua respiração agitada, seu rosto estampado de desejo.
— Mesmo se passasse o resto de minha vida te admirando nao seria o suficiente — falei engolindo seco, ela estremeceu, seu olhar preso ao meu.
Com um passo ela colou em mim, suas mãos espalmaram meu peito sobre o paletó que ela logo o tirou e jogou no chão, com pressa ela desabotou minha camisa e logo o toque macio de suas mãos percorreram meu peito, ela engoliu em seco, e em um piscar de olhos me livrei de toda minha roupa. Seus olhos pareceram faíscar quando viu a dura ereção saltar de meus quadris.
— Percebe como me deixa? — perguntei sentindo a pressão em minha virilha aumentar ainda mais apenas com seu olhar.
— Estou... tendo uma noção — sussurrou com a voz carregada de desejo.
Sem mais conseguir esperar a tomei em meus braços e a levei para cama, me dediquei a beijar cada pedacinho de seu corpo, arrancando gemidos que pareciam inflar ainda mais meu desejo, mas eu queria ama-la com calma, lentamente, até nós dois chegarmos a exaustão.
A livrei de sua calcinha delicada, percorri com os nós de meus dedos sua perna, subindo por sua coxa, me concentrando em cada reação de seu corpo com meu toque.
Beijei-lhe o pescoço, sua clavícula, deslizei minha língua em sua pele, saboreei seus seios, mordisquei um mamilo e a vi se contorcer inquieta enquanto afastava suas coxas. Me acomedei entre suas pernas, sentindo sua pele quente e tão convidativa.
Ela acariciou minhas costas, meus ombros, beijou minha garganta arrancando um gemido rouco, pressionei meus quadris de encontro ao seus e ela arranhou levemente minhas costas, aquilo foi meu fim, precisava urgentemente estar dentro dela, com um movimento deslizei para seu interior tão úmido e quente.
— Paulinaa... — gemi quando estava totalmente dentro dela, e ela mordiscou levemente meus ombros.
— Te amo — ofegou quando me movi lentamente, entrando e saindo de sua umidade.
Ficamos assim por algum tempo, nos amando com calma, saboreando um do corpo do outro, arrancando gemidos,
sentindo cada reação, cada pequena carícia.
— Oh Carlos Daniel... — ela gemeu meu nome se contraindo ao meu redor, arrancando qualquer controle que estava tentando ter, com uma estocada forte parei dentro dela, seus lábios tremeram de prazer e ela me olhou em suplica.
— Não... por favor nao pare... — choramingou me puxando para beijá-la.
— Não vou parar meu amor, — disse sugando sua boca — morreria se parasse.
E então iniciei os movimentos mais fortes, menos paciente, sentindo a urgência de me libertar dentro dela e a trazer comigo.
Seus gemidos se tornaram descontrolados, suas mãos percorriam desenfradas minhas costas, apertava com força meus ombros, mordia meu labio, senti seus músculos pulsarem em minha ereção, ela gemeu meu nome sendo levada pelo êxtase do prazer e eu a segui, me derramando dentro dela, caindo rendido em seus braços, tentando controlar minha respiração.
— Minha gostosa — falei baixinho beijando seus seios, ela gemeu e sorri encaixando minhas mãos em suas costas e nos virando na cama deixando ela deitada sobre meu peito.
— Eu adoro ficar assim com você depois que fazemos amor — ela disse quase num sussurro se aconhegando em mim, abraçando muito mais do que meu corpo.
— Eu também meu amor, — falei beijando o alto de sua cabeça — nao existe lugar melhor no mundo
— Eu te amo — disse se inclinando para me beijar e depois voltou a se deitar em meu peito.
— Estamos em casa meu amor — sorri ao constatar a realidade, tinha Paulina comigo, em nossa casa, com nossa família, e não havia nada e nem ninguém para atrapalhar nossa felicidade e nosso amor.
— Sim, — ela suspirou aliviada e deslizou as pontas de seus dedos por meu tórax, acariciando os pêlos de minha barriga, uma carícia despretensiosa, mas que me causou um arrepio e fisgou em minha virilha — parece um sonho
— Mas é real, — disse a puxando para cima de mim repetindo a frase para que eu mesmo acreditasse — tudo isso que estamos vivendo é real
— Carlos Daniel — ela olhou em meus olhos quando sentiu minha já evidente ereção — já esta assim meu amor?
Sua bochecha ganhou um leve tom rosado e seus olhos se arregalaram ligeiramente, e eu a admirei alguns segundos ali sobre mim enquanto desejava que ela nunca perdesse aquele rubor que a deixava tão linda.
— Apenas pra você, — sorri a vendo com os olhos cheios de desejo quando segurei sua cintura e a pressionando contra meus quadris — tudo pra você.

Acordei um pouco antes das 9:00.
Nossa primeira manhã em nossa casa, a claridade do dia tentava atravessar as cortinas, Paulina estava completamente colada em mim, dormindo tranquila em meus braços, e eu sabia que ela iria se assustar com as horas, provavelmente todos ja tinham acordado e tomado o café da manhã, fiquei alguns minutos com ela ali, velando seu sono, sentindo sua respiração, o calor de seu corpo, aproveitando daquele momento tão unicamente meu e que eu amava.
— Amor meu — a chamei depois de algum tempo beijando seus cabelos e acariciando seu rosto — hora de acordar
— Hmmm — ela resmungou sonolenta me fazendo sorrir
— Eu sei que esta maravilhoso aqui meu amor, mas já esta bem tarde.
— Vamos ficar aqui só mais um pouquinho- ela disse me abraçando apertado.
— Tudo bem, mas se demorarmos muito as crianças vão acabar vindo aqui bater na porta — falei a aconhegando melhor em meus braços.
Ela abriu os olhos e observou o quarto por alguns instantes um pouco confusa, e então se sentou na cama rapidamente.
— Ai Carlos Daniel! — disse com os olhos arregalados — Estamos em casa!
— Sim amor, — sorri me sentando também — se esqueceu foi!?
— Nossa, por um momento me esqueci completamente, — ela me olhou cheia de amor e seu riso ecoou alto — pensei que ainda estávamos no chalé, em nossa lua de mel, onde éramos apenas nós dois.
— Ah amor, — falei acariciando sua bochecha — não imagina o quanto queria isso. Amo nossa família, mas queria ter mais alguns dias apenas com você.
— Eu tambem Carlos Daniel — ela olhou meu peito e o acariciou — e você me deixou mal acostumada, me acordando com beijos, me deixando dormir até tarde, levando café da cama...
— Fazendo amor a cada manhã — falei a puxando para beijá-la.
— Amoor... — ela relutante se afastou quando apronfundei o beijo — é melhor a gente levantar, você mesmo disse que as crianças podem vir aqui, e elas já devem estar impacientes com a nossa demora.
— Com certeza estão — sorri a beijando mais uma vez — mas ja lhe digo que está sendo uma tortura sair dessa cama agora.
Ela soltou aquela risada que me fazia esquentar por dentro e me beijou antes de levantar e ir para o banheiro, precisei apenas de alguns segundos para ir atrás dela, ela escovava os dentes e segui seu exemplo, depois tomamos um banho rápido e nos arrumamos para descer.
— Bom dia... — Lalinha nos cumprimentou assim que descemos as escadas, ela estava com o espanador nas mãos e parou o que fazia ao nos ver.
— Bom dia Lalinha
— Demoraram a descer, todos ja tomaram o café da manhã.
— E onde estão? — perguntei.
— Estão no jardim, a dona Piedade e as crianças.
— Lalinha, pode levar nosso café ate o jardim? E e minha esposa vamos fazer companhia a vovó.
— Claro que sim senhor — ela disse se virando e saiu.
— Nao se importa nao é vida minha? — perguntei
— Claro que nao — Paulina sorriu e segurou minha mão, a levei ate meus lábios e a beijei, e de mãos dadas fomos encontrar vovó.
As crianças vieram correndo quando nos viram, Paulina abraçou e beijou cada uma, e depois de prometer que iria brincar com elas mais tarde elas saíram correndo para voltar a brincar.
— Ah... ai estao vocês — vovó sorriu quando nos viu, ela estava sentada com seu livro nas mãos — pensei que nao iriam mais sair daquele quarto.
— Estávamos muito cansados da viagem vovó — lhe cumprimentei com um beijo em seu rosto.
— Sei bem o cansaço que vocês estavam... — ela sorriu com uma certa malícia o que deixou minha amada esposa completamente corada e eu sorri discretamente.
— Bom dia vovó — Paulina a cumprimentou segurando sua mão e depois nos sentamos um ao lado do outro.
— Ja tomaram café? — perguntou
— Lalinha vai nos trazer aqui — respondi
— Eu estou tao feliz meus filhos, pedi tanto a Deus para que ficassem juntos, e agora vocês estão aqui.
— Eu também estou muito feliz vovó- Paulina disse com um sorriso.
— E eu mais ainda. — a olhei cheio de amor.
Lalinha e Adélia levaram nosso café e ficamos o resto daquela manhã com vovó Piedade, lhe contamos sobre a viagem, e Paulina narrou deslumbrada sobre as paisagens do Canadá.
Eu apenas observava apaixonado a minha esposa, aproveitando ao máximo dos momentos como aquele, com minha velha avó, minha amada esposa e meus filhos brincando no jardim.