— Não acredito que amanhã iremos embora. — disse com um suspiro observando o entardecer, estavamos sentados na varanda tomando um chocolate quente e nos despedindo daquela vista que nos últimos dias havia sido a única testemunha de nosso amor.
— Nem eu meu amor, — ele me abraçou e beijou o alto de minha cabeça — passou muito rápido.
— Sim, — sorri e me virei para olha-lo — nunca fui tão feliz como fui nessas últimas semanas. — suspirei e disse com o coração radiante de amor e felicidade — Sou sua esposa Carlos Daniel!
— Minha esposa. — ele beijou meus lábios e acariciou meu rosto — Minha amada, minha mulher, minha vida... Sou o homem mais feliz do mundo Paulina, amor meu.
— Meu amor... Te amo tanto. — disse e trocamos um beijo mais intenso.
— A única parte ruim de voltar pra casa é que não teremos mais momentos assim, — ele me olhou no fundo dos olhos — sem nos preocupar com nada, sem ninguém para nos atrapalhar, podendo nos amar a qualquer hora do dia...
— É, — disse sorrindo me recostando em seu peito — mas nós aproveitamos muito meu amor, essas duas semanas criamos um mundo só nosso, foi maravilhoso...
— Foi sim, — ele beijou meu pescoço me deixando arrepiada — foi muito maravilhoso.
— Carlos Daniel... — disse sorrindo quando ele continuou com seus beijos em meus ombros — já que vamos embora amanhã... O que acha de aproveitarmos mais um pouco daquela cama?
— Ah Lina... — ele sorriu abertamente — leu meus pensamentos.
Sorri e o puxei para um beijo demorado, Carlos Daniel me ergueu em seu colo, passei os braços em seu pescoço e as pernas ao redor de seu quadril, suas mãos apertaram minhas coxas e meu traseiro, gemi em seu ouvido.
Entre beijos ele nos levou para dentro, trancando a porta, e senti que o caminho até o quarto parecia longo demais, suspirei quando ele me deixou sobre a cama e se deitou sobre mim, beijando com veemência minha boca, me deixando sem ar. Meu corpo parecia brasa, e ele me despiu entre beijos e carícias.
Com uma certa adoração ele se afastou apenas o suficiente para me admirar, seus olhos pareciam faiscar enquanto me olhava, como se eu fosse algo extremamente valioso. Ele sempre me olhava assim, sobretudo quando nos amávamos.
— Você faz idéia do quanto é linda? — sussurrou com os olhos marejados — Te amo demais Paulina.
Eu o puxei para mim e o beijei ardentemente, o livrando de suas roupas o mais rápido que podia, nos beijavamos com urgência, com fúria, o desejo estampado em seu rosto e naquela parte grande e rígida que tocava meu ventre.
— Te amo tanto. — gemi quando ele desceu com seus lábios por meu pescoço sugando levemente ali, seguindo até o alto de meus seios.
Minha respiração se tornou mais pesada quando ele passou seu nariz pelo vale de meus seios, inspirando profundamente, levei uma de minhas até seus cabelos e os puxei levemente.
— Você gosta assim? — perguntou enquanto distribuía beijos ao redor de meus seios.
— Muito... — estremeci quando seu nariz contornou meu mamilo e seus lábios se fecharam sobre ele, sugando-o, choraminguei alguma coisa e ele mordeu levemente fazendo arranhar suas costas — minha nossa Carlos Daniel... Adoro quando faz isso.
— Amor meu — ele suspirou e fez o mesmo processo em meu outro seio, fazendo-me arquear as costas.
— Te amo Carlos Daniel. — arfei.
— Paulina — ele me olhou e sorriu.
Voltamos a nos beijar intensamente, meu corpo pulsava desesperado pelo dele, queimava de desejo, sempre que nos tocavamos parecia acender tudo dentro de mim, como se fossemos fogo e gasolina.
Sem deixar de me beijar ele se moveu e deslizou para dentro de mim, me preenchendo de amor. Mantínhamos os olhos travados um no outro enquanto nos movíamos, sentindo tudo, o amor, o desejo, a essência. Um sentimento tão forte e poderoso que explodi gritando seu nome e cravando minhas unhas em seus ombros. Um gemido gutural saiu dos lábios de Carlos Daniel, e ofegante ele desabou sobre mim, nossos corações pulsando rápido, ele beijou meus lábios e meus seios e seu braço se encaixou entre minha cintura e o colchão e nos virou na cama, me deixando por cima dele.
Me aninhei em seu peito tentando acalmar minha respiração, ele com delicadeza empurrou algumas mechas de meus cabelos para trás e acariciou suavemente minha bochecha.
— Minha linda, — ele sussurrou em meu ouvido — amo você.
— Te amo Carlos Daniel. — sorri o abraçando apertado — E amo fazer amor com você.
— Hmmm... — ele sorriu — isso é muito bom senhora Bracho, porque é o meu maior vício...
— Seu bobo — sorri beijando seu peito e voltando a me aninhar em seus braços.
— Amor, — sua voz se suavizou um pouco e ele me apertou mais contra seu corpo — eu estava pensando em uma coisa.
— Ah é? — perguntei erguendo meu rosto para olha-lo — Em que?
Ele me observou e sorriu, então acariciou minha bochecha com seu polegar.
— Nós não usamos nenhum método contraceptivo todos esses dias — ele disse me olhando fixamente e senti um frio em minha barriga, e logo depois me afastei de seu corpo me sentando na cama, ele se sentou também.
— É verdade, — disse e ele entrelaçou a mão na minha e sorri — eu nem havia me dado conta disso.
— Eu também não, — ele sorriu — até encontrar algumas camisinhas em minha mala.
— Ah... — disse mudando a expressão de meu rosto, eu sabia que Carlos Daniel queria mais filhos, mas ainda não havíamos conversado sobre isso, e se ele havia levado preservativos, talvez quisesse esperar mais um pouco.
— Ei, — ele ergueu meu rosto para olha-lo — o que foi? Por que essa carinha?
— Não é nada. — falei puxando um lençol para me cobrir.
— Paulina, — segurou meu queixo delicadamente — o que foi meu amor?
— Você não quer ter... filhos por enquanto? — perguntei engolindo seco, eu sempre quis ser mãe, e ter um filho com Carlos Daniel seria o presente mais lindo que Deus poderia me dar.
— Porque está perguntando isso meu amor? — ele sorriu e se inclinou para beijar meus lábios — Ter um filho com você, um filho nosso... Será uma alegria imensa. Um presente divino.
— Pra mim também Carlos Daniel. — falei sorrindo respirando aliviada.
— Já imaginou meu amor, um bebezinho nosso? Um fruto do nosso amor. — Carlos Daniel falou com um sorriso enorme no rosto, acariciei seu rosto e ele pegou minha mão e a beijou.
— Será muito amado. — disse com os olhos marejados.
— Sim meu amor. — seus olhos brilhavam.
— Mas, porque você trouxe então? — perguntei um pouco corada.
— Bom, eu não sabia se você iria querer usar, — ele disse me olhando — pensei que talvez quisesse esperar mais um pouco pra ter filhos. Mas, quando te toco eu me esqueço de tudo, meus pensamentos viram fumaça e só consigo pensar e querer você.
— Eu também me sinto assim. — disse sorrindo.
— Meu amor, — ele se inclinou me virando na cama ficando por cima de mim e me olhou profundamente — Agora que já descansamos um pouco e conversamos sobre nossos futuros filhos, que tal praticarmos mais um pouco?
— Acho uma excelente idéia. — disse entre uma gargalhada quando ele arrancou o lençol entre nós e se encaixou entre minhas coxas.
— Agora vou te levar mais uma vez ao paraíso senhora Bracho. — disse me beijando apaixonadamente.

***

Chegamos ao aeroporto de DF exatamente as 17:30 de uma sexta feira, o clima mais quente da cidade do México aqueceu meu coração, foram dias maravilhosos no Canadá, o frio, as paisagens, nossa lua de mel, tudo foi perfeito, mas estar em casa era muito bom.
— Suas mãos estão geladas meu amor. — Carlos Daniel disse assim que viramos o corredor, meus olhos buscavam duas crianças no meio da multidão.
— Eu estou ansiosa Carlos Daniel, — suspirei — e louca pra abraçar Carlinhos e Lizette.
— E tenho certeza que eles também estão. — ele sorriu e apertou a mão na minha.
Senti meu peito inchar de alegria e amor assim que avistei eles, os olhinhos atentos erguendo a cabeça para tentarem ver alguma coisa, Pedro segurava a mão de cada uma, e vi o sorriso se abrir no rosto delas quando ele me apontou.
— Olha eles lá Carlos Daniel! — falei sorrindo puxando Carlos Daniel para corrermos de encontro a elas, Carlinhos chegou primeiro em mim e me abaixei para receber um abraço apertado e cheio de amor.
— Mãezinha, eu estava morrendo de saudades. — ele disse com o rosto entre meu cabelos, o abracei apertado beijando seu rosto.
— Eu também meu amor, — falei segurando suas mãos para o olhar melhor — não via a hora de chegar.
— Mãezinha, — Lizette disse descendo do colo de Carlos Daniel e vindo até mim, a peguei em em meus braços abraçando-a apertado, eram meus filhos, meus amados filhos — que bom que voltou.
— Lizette, — beijei sua bochecha — senti tanta saudades de vocês.
— Sabe mamãe, — ela disse me olhando e acariciando meus cabelos — a senhora tá muito linda.
— Está mesmo mamãe, — Carlinhos disse sorrindo abraçado ao pai — tenho a mãe maiiiiis linda do mundo.
— Meu amores, — sorri abraçando os dois — eu amo muito vocês.
— E nós também amamos muito você mamãe.
— Senhora Bracho. — Pedro me cumprimentou com sorriso.
— Pedro, — respondi sorrindo com Lizette em meus braços — espero que as crianças não tenha dado muito trabalho.
— Elas estavam muito ansiosas pra chegarem logo senhora, — ele sorriu as olhando — passaram o dia me perguntando que horas iriamos vir buscar vocês.
— Bom, então vamos logo pra casa que vovó Piedade também deve estar muito ansiosa. — Carlos Daniel disse sorrindo segurando meus ombros.
— Ah senhor, ela está sim. — Pedro sorriu e ajudou Carlos Daniel com as malas.
Pouco tempo depois entravamos pelos portões da mansao Bracho, senti um frio na barriga assim que paramos em frente as escadas, Carlinhos e Lizette desceram do carro pulando de alegria.
— Chegamos meu amor — Carlos disse com um sorriso me olhando.
— Sim — suspirei, a primeira vez que entrei por aquela porta me sentia perdida, sozinha, com medo. Agora entraria com meu marido e com meus filhos.
La dentro vovó Piedade nos esperava com Adelina, Lalinha, Cacilda e todos os empregados da mansão.
Fomos recebidos com abraços, e boas vindas por todos.
Depois de ajudar Pedro com as malas, Carlos Daniel veio me chamar, eu estava na sala com vovó Piedade e Adelina que me contavam como estava Stephanie.
— Meu amor, vamos subir pra descansar um pouco antes do jantar? — Carlos Daniel disse parando ao meu lado e acariciando meus ombros.
— Seu marido tem razao minha filha, — vovó Piedade disse — vocês chegaram de uma viagem longa, vao la descansar que daqui a pouco Rodrigo chega com a Patrícia e o filhinho da Stephanie.
— Confesso que estou mesmo um pouquinho cansada. — sorri me levantando pegando a mao de Carlos Daniel.
Subimos para o andar de cima e Carlos Daniel me levou para a direção oposta a seu quarto.
— Carlos Daniel, pensei que iríamos para o nosso quarto. — falei quando seguimos pelo corredor.
— E estamos indo amor meu, — ele me olhou sorrindo e paramos na ultima porta do corredor — esse é o nosso quarto.
— Carlos Daniel! — disse surpresa entrando no nosso quarto.
Uma cama grande, a penteadeira com minhas coisas e um espelho, a enorme janela que tinha a vista para o jardim, a varanda, o closet...
— Nosso quarto minha vida — ele disse me abraçando por trás e beijando meus ombros.
— Eu adorei! — disse me virando e o abraçando.
— Vamos ser muito felizes Lina.
— Sim meu amor, — sorri ainda abraçada a ele — muito felizes.