Apenas Uma Noite

3 Conquista...Ops...Fora


Notas iniciais
Olá, me desculpem pela demora. Eu tenho estado muito ocupada, mas prometo concluir a história. Capítulo dedicado à UzumakiHyuuga17 e Isa Uzumaki Chan. Meninas, muito obrigada, não esperava pelas recomendações. Perdão por qualquer erro.

Os segundos pareciam uma eternidade. O arrepio de sua espinha havia se espalhado por todo corpo, seus pêlos denunciavam. Por sorte, usava um blazer por cima da blusa social, assim escondia a reação causada pela voz, então, desconhecida.

A jovem olhava para frente, o corpo rígido. Deu uma olhada para Ino, que arqueou uma sobrancelha e depois piscou sapeca. Pela visão periférica, viu o estranho se sentar ao seu lado. A fragrância amadeirada, cara e de muito bom gosto, invadiu suas narinas.

– Eu quero duas Coladas de Morango. Uma para mim, e outra para bela senhorita — Naruto pediu ao barman.

Hinata finalmente o fitou. Deus! Aquele homem era lindo, a luxuria em pessoa. Loiro e alto, com certeza vinha de uma família com raízes alemães; assim como sua amiga. O rosto másculo com expressão despreocupada, ele bagunçava mais ainda os fios dourados. E o corpo forte, bem moldado no terno sob medida.

– Tchãozinho — Ino se levantou e piscou mais uma vez.

A azulada não acreditava que a Yamanaka iria lhe abandonar assim, com aquele homem. A Hyuuga olhou para a loira, mas a outra nem se importou e sumiu de suas vistas.

– Você nem me conhece e acha que tem o direito de decidir o que irei beber? — a azulada o encarou com o senho franzido, demonstrando irritação.

O Uzumaki sorriu pela hostilidade. A mulher era mais bela de perto e brava, beirava à perfeição. Os lábios pequenos e pintados de rosa, eram tão tentadores; ainda mais, quando ela falava. Apesar de tudo, ela era altiva, demonstrando estirpe. O corpo, e que corpo! As formas que mal poderiam ser escondidas pela roupa. Teve vontade de chupar e morder a pele pura, provar do sabor magnífico que ela possivelmente deveria ter. Entorpecê-la de prazer, ao ponde de fazê-la gritar e delirar, por causa das mãos, lábios e língua do loiro. E o principal, o que mais chamou atenção do Uzumaki: as duas orbes de lua, verdadeiras pérolas. Tão raras e especiais, eram doces e levemente melancólicas, assim como as suas safiras.

– Sim, eu não te conheço — ele falou com lástima — mas pretendo, Hina — deu um de seus sorrisos matadores, todos os dentes brancos e perfeitamente alinhados à mostra.

A jovem sentiu leve incomodo pelo sorriso do homem, que era o mais belo que já tinha visto; malicioso e inocente, ao mesmo tempo. Porém teve êxito ao disfarçar. Preferiu dar ouvidos ao seu cérebro, que continuava irritado, pelo abuso do homem.

– Eu nunca te vi por aqui — o loiro voltou a dizer, com uma pitada de curiosidade.

– Porque eu nunca estive aqui. Minha amiga quem me obrigou a vir — Hinata nem entendeu o motivo de ter dado satisfações ao homem.

– Então eu devo ser eternamente grato à ela — ele gracejou — por me dar a oportunidade de conhecer a mulher mais linda que eu já vi.

– Aposto que você diz isso para todas — constatou friamente.

– Sim, geralmente digo mesmo. Mas você tem algo… — o Uzumaki pensou por um momento — diferente. E você é realmente a mulher mais linda que eu já vi, faria inveja à Afrodite — o homem foi sincero em sua fala.

– Tsc — a Hyuuga estalou a língua no céu da boca. Ele parecia honesto, contudo, suas suposições não faziam diferença na atual situação dos acontecimentos.

O barman enfim trouxe os drinks. A azulada nem se lembrava mais deles, até então.

Aquela mulher era tão fascinante e difícil, um verdadeiro desafio. A perolada intrigava o loiro, ele por sua vez, estava disposto à conquistá-la. Em sua mente, claramente tinha o objetivo de desvendar a incrível mulher ao seu lado. Como ele havia dito, a jovem era diferente de tudo, agia de maneira diferente das outras mulheres que ele abordava.

– Beba — o loiro empurrou o copo até Hinata.

– Eu não bebo — ela tentou recusar.

– Eu sei disso — fez com que a azulada lhe desse atenção — assim que a vi, soube que você não tem esse hábito — a Hyuuga abriu a boca, tentando formular algo — e por isso, eu escolhi esse drink.

– O que tem nele? — a perolada questionou curiosa. As pequenas mãos seguravam o copo bonito.

– Abacaxi, gelo, leite de coco, morango, rum, suco de abacaxi — ele sibilou próximo ao ouvido dela, o hálito batia levemente no pescoço feminino — prove, quase não tem gosto de álcool. O rum tem sabor leve, é delicioso — informou fitando sugestivamente os lábios rosados.

A jovem acabou bebendo, precisava molhar sua garganta seca, pela investida do homem. Nossa! Era muito bom. Olhou para o Uzumaki que estava tão perto e demonstrava suas intenções claramente. O que estava acontecendo com ela? Precisava resistir.

– Eu conheço muito bem seu tipo: bonito, conquistador, legal; um verdadeiro Dom Juan. Mas eu tenho certeza que quando conseguir o que quer, o príncipe se transforma em sapo. Em suma, um canalha — ela dissertou.

– Uau! Não precisava ter jogado tão pesado — apesar da fala, o loiro não se sentia nem um pouco ofendido — na verdade, eu não sou esse monstro que você pensa. Eu apenas me divirto e também faço minhas companhias se divertirem. Nunca prometi nada ou enganei ninguém — ele se defendeu.

Hinata revirou os olhos pelo argumento do outro.

– Eu sou muito sincero, por isso digo: quero você, Hina. Quero te provar, será inesquecível — sussurrou sedutor, por fim, apertou a coxa esquerda da jovem, ainda por cima do tecido da saia lápis.

A razão se fez presente, a Hyuuga deu um tapa na mão do loiro.

– Escute aqui, me respeite. Eu não sei com que tipo de mulher você se envolve, mas eu não sou assim — mostrou a mão direita, na qual estava um belo anel — além do mais eu sou noiva.

– Me desculpe, eu não queria que você se ofendesse — Naruto foi sincero mais uma vez — você entendeu errado. Nenhuma das mulheres das quais me envolvo, considero vadias ou algo do tipo. Não sou nenhum machistas — ele respirou e continuou, agora maroto — bom, sobre seu noivo, eu não sou nem um pouco ciumento. Apenas uma noite, essa é minha única regra. Eu prometo uma noite inesquecível e cheia de prazer. Depois, você volta para sua vida como se nada houvesse acontecido.

Hinata estava em choque tentando digerir todas as informações. O pior era achar a proposta, no fundo, tentadora. E se odiou por isso, talvez estivesse convivendo tempo demais ao lado de Ino. A raiva tomou conta do seu ser, raiva de si mesma e do lindo homem ao seu lado. Enfurecida, se levantou do banco.

Naruto por sua vez, nunca esteve tão ansioso, suas mãos suavam um pouco. Rogava mentalmente, por uma resposta positiva. Contudo, foi surpreendido ao receber a bebida a base de rum e morango no rosto.

– Escute, eu nem que você fosse o último homem da face da Terra, eu teria algo com você — e assim, ela saiu aos passos duros do Ichiraku.

….

Uma semana, sete dias, cento e sessenta e oito horas, dez mil e oitenta minutos, havia se passado esse tempo longo, na opinião do Uzumaki, em que ele não conquistava ou se deitava com mulher alguma. Em hipótese alguma, isso já tinha acontecido com ele.

E tudo isso por causa dela: Hina.

Nunca, em toda sua vida, havia recebido uma recusa, nunca tinha sido rejeitado. Poucas vezes, em seus vinte oito anos, ouvira um não. Talvez esse não, fosse o primeiro em anos. Com certeza, sempre conseguir o que se quer, não foi tão bom assim. Estava muito mal acostumado, tinha consciência disso, no entanto, não se preocupava.

Ele sabia que estava se comportando como um menino mimado. Todavia, seu orgulho havia sido pisoteado. O grande sorriso não estava mais ali, apenas uma expressão fechada.

O loiro estava tão frustrado, era visível seu estado. Agora sempre sério e bebendo um pouco mais que o normal, nem de longe, lembrava o conquistador charmoso e divertido que era. Causou estranhamento em todos a sua volta. A secretária rosada, apesar de não perguntar nada, o fitava com aquelas grandes esmeraldas; como se ele não percebesse. Na certa, ela contou a Sasuke, que na mesma hora, havia efetuado um ligação para o seu número particular. O Uchiha que nunca foi gentil ou sutil, logo questionou o que se passava. Mesmo sendo melhores amigos, Naruto preferiu não dizer nada, o Uzumaki ainda não sabia o motivo de não dizer, mas o amigo respeitou seu espaço e não fez mais perguntas. Seu pai disse que se ele precisasse desabafar estaria disponível, Minato era o melhor pai possível. Seu sócio, Shikamaru, apenas lhe chamou de problemático. E Kakashi, ex-professor e um de seus homens de confiança, zombou “você está precisando transar”.

Quanta ironia, Naruto queria justamente transar. Voltar a sua boa e velha rotina de antes. Entretanto, não conseguia, pois se lembrava dela. Da mulher linda e altiva, que acabou com sua confiança. Se lembrava tão bem dos raros olhos perolados. Algo lhe intrigava, tinha a ligeira impressão de já tê-los visto, porém, ao mesmo tempo não. Era confuso, mas nunca havia visto olhos tão encantadores, sensuais e puros.

Balançou a cabeça, estava ficando louco. Quanta tolice, se deixar dominar por uma mulher que nunca mais veria na vida. Sentiu incomodado pela conclusão que teve. Entretanto, o sentimento que tinha predominado dentro de si, foi a raiva por estar tão vulnerável.

Se levantou com ímpeto, não queria mais ficar nessa situação, nem mesmo que visse Hina novamente, iria se importar. Estava decidido, voltaria a sua vida privilegiada e invejada por muitos. E para isso, já sabia como resolver.

….

Talvez aquela fosse a centésima mensagem que recebia de Ino. A amiga loira tentou até mesmo falar com ela no escritório e na mansão Hyuuga. Mas, Hinata não quis respondê-la. Sabia que estava sendo um pouco injusta, porém, descontava na amiga loira, a raiva que sentia.

A verdade era que a azulada se sentiu tão mulher, tão poderosa, nunca havia se sentido tão desejada pelo noivo, quanto naqueles minutos de conversa com o loiro. Apesar de abusado e safado, ela não poderia negar, o homem era lindo, sexy e extremamente sedutor.

Por mais que não dissesse em voz alta, por um segundo, teve vontade de aceitar a louca e luxuriosa propostas do loiro. Quis se entregar ao homem viril e descobrir se ele cumpriria suas promessas de prazer.

Esse era o real motivo pela raiva e irritação. Apesar de ser comprometida, de estar noiva de um homem maravilhoso, não foi impedimento para seus desejos profundos e pecaminosos. Estava se sentindo suja por isso.

Então bufou em descontentamento, ali deitada em sua confortável cama, com o celular em mãos. Como quase jogou todo um planejamento, uma vida inteira, por apenas uma noite?

Era algo inconcebível tanto moralmente, quanto pela perda de controle. Ela quase acabou com tudo que lutou muito para conquistar, só por um momento de prazer com um estranho.

Um estranho! Só agora se dava conta de que o loiro alto, era um completo desconhecido. Não sabia nem o nome, e muito menos o sobrenome.

Será que Ino e Hanabi tinham razão? Sua vida estava tão monótona, que quase se deixou ludibriar por um canalha, no qual viu por pouquíssimo tempo?

Frustração era o que melhor nomeava seu estado. Para uma pessoa tão certinha e controladora, se deixar levar dessa forma, era loucura total. Louca! doida! maluca! Excelentes adjetivos no momento. A perolada se autoflagelava mentalmente, até seu celular vibrar na palma da mão. Fitava o teto alto e branco, revirou as luas, ao pensar que poderia se Ino, mais uma vez. No entanto, ao ver o nome que estampava a tela, seu coração deu um leve pulo. Tomou um susto, como se estivesse sendo pega cometendo um crime hediondo.

Me encontre no restaurante de sempre às 20h00, meu anjo.

Seu noivo. Meu anjo, essa era a maneira como era tratada por ele. Sentiu mais raiva de si mesma, dessa vez por “traí-lo” Por que logo agora? Será que algo havia acontecido? Será que ele sabia de alguma coisa? Não. Impossível. Expirou fortemente, e só então se deu conta de que tinha prendido a respiração. Estava começando a acreditar que além de louca, estava ficando paranoica. obviamente, o moreno queria vê-la, haviam ficado mais de uma semana sem se encontrar. E como conhecia o avô e o pai de seu noivo, estavam pressionando o primogênito.

Respirou fundo mais uma vez, até respondê-lo.

Tudo bem, querido. Te encontrarei no horário combinado. Beijos.

….

Mesmo tentando responder, não sabia o porquê e o quê, seu noivo queria exatamente. Vestia um belo tubinho de decote arredondado e alças grossas, na cor preta. Para completar, calça escarpins nude e uma carteira na mesma cor.

Ao entrar no estabelecimento chique e tão frequentado por ela e seu noivo, foi recebida com extrema gentileza pelo funcionário.

Foi levada prontamente a mesa do homem que seria seu futuro marido. Itachi prontamente se levantou e a cumprimentou carinhosamente com um beijo na testa. Para, num gesto de cavalheirismo, puxar a cadeira para que ela se sentasse. A jovem agradeceu. Sempre era tão bem tratada. Uma onda de culpa lhe invadiu em cheio, teve vontade de contar para o moreno à sua frente.

– Eu fico impressionado, como a cada dia que se passa, você fica mais linda; como se fosse possível ser mais bela — o Uchiha galanteou.

– Obrigada — agradeceu baixo e com as bochecha rubras. O homem sempre lhe elogiava, ela por sua vez, sempre ficava tímida.

– Estive com saudades — o moreno confessou.

– Eu também — a azulada respondeu.

Hinata não estava sendo sonsa ou dissimulada. Sentia falta dele. Era muito grata e tinha enorme admiração pelo noivo. Itachi havia lhe ajudado muito, em como melhorar sua timidez, em gerir melhor seus negócios, em como lidar com pessoas desagradáveis e os urubus que tinha como sócios. Até mesmo ajudou na relação dela com seu pai. Resumindo, aprendeu muitas coisas que não são ensinadas em qualquer faculdade. Aprendeu até além do que Hiashi tentou lhe ensinar por toda vida e tinha falhado em grande parte.

Mas o principal, admirava a maneira como Itachi agia e era como pessoa: mais sábio do que os homens que conhecia, respeitoso com todos, um líder nato, inteligente, elegante e imponente. Era engraçado como algumas pessoas o temiam, ou como confundiam a seriedade dele, com frieza e indiferença. Coisa que estava longe de ser, o Uchiha era extremamente preocupado com tudo a sua volta. Itachi parecia não se importar, na verdade parecia gostar que os outros tivessem outra ideia do que ele verdadeiramente era. Como ele dizia “surpreender é uma grande vantagem”.

A Hyuuga resolveu tomar coragem:

– Eu fiquei tentando pensar em algum motivo, além de saudades, para que você quisesse me encontrar hoje. Eu sei que saudade é um motivo forte para um casal, mas sinto que esse não é a única razão. Por favor, me diga se estou certa ou errada? — a perolada foi perspicaz.

– Sim, você está certa — Itachi confirmou sereno.

A conversa foi interrompida, depois da chegada do garçom, de praxe, trazendo o cardápio e anotando os pedidos. Apesar de curiosa, Hinata não voltou a questioná-lo. Pensou que talvez ele desistiu de qualquer coisa que tinha em mente, até que no meio do jantar, que se seguia em silêncio, ouviu uma pergunta inusitada.

– Você é feliz? — a voz grave do lindo moreno de terno adentrou seus ouvidos.

Ela permaneceu quieta, tentando apurar se havia ouvido realmente aquilo. “Você é feliz?” felicidade, tão subjetivo. Sem dúvidas, o sentimento mais almejado e por todos e conquistado por poucos.

– Mas é claro. Eu tenho uma família, sou bem sucedida e abastada financeiramente — afirmou sem tanto entusiasmo, como deveria.

– Eu quero dizer, feliz de verdade — o primogênito Uchiha insistiu mais uma vez.

Ela não soube o que responder. Talvez apenas ignorou mais uma vez, seus sentimentos mais profundos. Apesar do sorriso que tentava formar, o brilho melancólico em seus olhos estavam acentuados, mais que o comum.

– Eu irei direto ao ponto: esse casamento não deve acontecer, nem esse noivado deve continuar — ele disse sem se alterar.

– Por quê? Você tem outra pessoa? — a Hyuuga indagou calmamente, bem diferente do que uma noiva nesse situação agiria.

– Não — o moreno deu um pequeno sorriso de canto — eu nunca te traí com outra — afirmou com convicção. E fez outra pergunta de volta — você realmente não sabe?

Ela continuava em silêncio.

– Eu não posso te prender e me prender numa vida vazia, num relacionamento fadado ao fracasso — o homem a fitava — por um tempo, eu cheguei a pensar que daria certo, mas não vai.

Itachi sempre sempre foi o herdeiro e filho perfeito. Dedicado aos negócios da família e preocupado com tudo. Era motivo de orgulho ao avô e pai. Um homem honesto e de fibra, fez os Uchihas prosperarem ainda mais. Muito inteligente desde sempre, soube do relacionamento que, em algum momento da vida, seria imposto à ele e a Hyuuga. Acabou cedendo, na época ele pensava que aquele era seu destino e só lhe restava aceitar. Foi uma grande surpresa descobrir que a primogênita dos Hyuugas, era tão doce e agradável. Ela parecia frágil e acabou despertando no moreno não só instinto de proteção, mas também vontade de ensiná-la algumas coisas e dividir um pouco do seu conhecimento. E por um bom tempo, como ele disse para Hinata, acreditou que essa relação poderia ser bem sucedida. No entanto, o próprio tempo, mostrou que não.

Nas últimas semanas, houve uma grande pressão, por parte do pai e principalmente do avô, para que ele marcasse a data do casamento. Mas dessa vez, ele não acatou nenhuma ordem, muito pelo contrário, o Uchiha acordou e analisou toda sua vida. Hoje, como um homem de trinta e dois anos, que geria uma empresa tão bem e seguro de si, não se deixaria ser manipulado, nem aos outros a sua volta.

Tanto a perolado quanto o moreno estavam em pé no momento, e nem se preocupavam se chamavam atenção.

– Escute, vou te dizer a mesma coisa que disse ao tolinho do meu irmão — ele apoiou as mãos nos ombros delicados — viva da forma que você quiser, faça o que você quiser. Meu anjo, não se importe com os outros.

Com exceção de Mikoto e de Sasuke, Hinata era a pessoa na qual Itachi mais se preocupava. Desenvolveu um profundo carinho por ela, e sempre teria independente de qualquer coisa.

– Itachi, obrigada — a perolada finalmente verbalizou, ao segurar as mãos masculinas encima de seus ombros.

– Não precisa me agradecer. Você sempre será meu anjo — o moreno se separou dela — agora vai.

Ela o fitou, antes de sair do local. Não tinha ido de carro, por isso, pegaria outro taxi e já sabia qual seria seu destino.

Como pôde ter sido tão idiota ou cega? Foi necessário que o próprio noivo, ex-noivo atualmente, lhe dissesse a verdade, para que pudesse acordar. Verdade esta, que sempre esteve na sua frente, mas se negou a ver. Foi uma grande covarde e insegura. E para quê? Que tipo de vida poderia ter, querendo agradar aos outros. E onde ficariam suas vontades e felicidade? Como o Itachi disse, seria infeliz.

Ela não parecia uma noiva que acabou de “tomar um fora”. Não estava sofrendo por perder o “futuro marido”, nem chorando inconsolável, como nos filmes. Muito benos tinha vontade de vestir seu moletom e comer sorvete. E tudo isso, só reforçando a ideia de que Itachi estava certo, como sempre.

Agora, mandaria toda sua sensatez para bem longe. E mergulharia de cabeça na loucura, sem se importar com o que aconteceria, sem se importar com as consequências. Apenas viveria. Nunca foi tão decidida e destemida assim.

Saiu do automóvel, quando as grandes letras que formavam Ichiraku, tomaram sua visão.

Ela estava ali, em busca de um homem que viu uma única vez na vida, quem nem sabia seu nome, nem se ele se encontrava ali. Era apenas um palpite e se ele não estivesse ali, pelo menos tentaria e não teria nada para perder mesmo.

Foi só entrar no recinto, não precisou procurar muito. Ela estava certa, encontrou a cabeleira loira e rebelde sentado à mesa, junto de uma mulher.

Conteve a vontade de revirar os olhos. Todavia, não seria motivo para desistir e voltar. Por isso, caminhou confiante até ficar de frente as costas largas.

Naruto se esforça para se manter atento a conversa, mesmo não precisar de muito esforço para deixar a mulher vidrada. Ele chegou ao bar bastante desanimado, esquadrinhou o estabelecimento, nada lhe chamou muita atenção. Se sentou na mesa de costume, até que a ruiva, Mei, o nome que ela se apresentou, resolveu se sentar com ele. A mulher era linda, sem dúvidas, em outros tempo teria adorado. Mas não estava achando tão interessante assim. Era muito fácil saber que ela o queria, algo faltava na ruiva, um pouco mais de rispidez, de mais desafio. O problema era que ela não possuía olhos raros e misteriosos, que o encantava e o faria querer desvendar. Tudo enxergava perfeitamente luxuria nada mais. Mei tinha uma postura levemente vulgar e forçada, não era elegante e natural. O grande problema era que Mei, não era Hina. O Uzumaki estava comparando tudo nela. O homem que saiu tão decido de seu escritório, via que não teria jeito. Se arrependeu de estar ali.

Ele perdeu sua linha de raciocínio, quando sentiu uma mão em seu ombro. Se virou rapidamente por puro reflexo. Então lábios esmagaram os seus. O loiro não entendeu muito bem o que se passava, ainda de olhos arregalados, viu ela. Hina era quem lhe beijava. Não pensou duas vezes em retribuir. Se levantou e segurou firmemente a cintura fina. Nem se lembrava de mais nada, apenas queria tomar aqueles lábios tentadores que tanto desejou.

Os fios loiros era espremidos na palma feminina. Hinata gemeu quando o contato foi aprofundado, sua cintura fora enlaçada possessivamente. Nem sabia onde estava com a cabeça, quando tomou uma atitude tão ousada assim. Definitivamente a mais ousada de toda sua vida.

O beijo era muito bom, a adrenalina pulsava por suas veias e fazia o coração saltear dentro do peito.

Para Naruto, mesmo tento beijado muitas mulheres, aquele beijo era diferente. Também se surpreendeu pela sintonia e encaixe perfeitos. Parecia que estava em outro lugar, até o ar faltar e os levar de volta a realidade.

– Sua proposta ainda está de pé? — Hinata foi incisiva.

– Mas é claro, Hina — o sorriso safado e sedutor estava ali, como se nunca tivesse morrido. Depois ele olhou para trás, onde a ruiva estava sentada e fitando a cena com a boca aberta — me desculpe, querida. Tenho negócios inacabados.

A azulada não poderia negar, a expectativa do que viria a seguir era grande. E o fato de agir como uma adolescente inconsequente, era muito bom, delicioso. Seu corpo tremia levemente.

O que Ino, Hanabi ou até seu pai diriam se soubessem da atitude que ela havia tomado? A Yamanaka comemoraria “Hina, finalmente vai provar outras variedades. Eu espero que você esteja com a depilação em dia” a perolada poderia ouvir a voz da loira em sua mente. Sua irmã mais nova, com certeza ficaria orgulhosa, por ela estar quebrando as regras, por nem de longe parecer uma Hyuuga chata. Ah, Hiashi iria querer interná-la num hospício. Depois com toda certeza, tentaria fazê-la mudar de ideia. Mas sinceramente, no momento não se importava com nada disso. Só queria se jogar de cabeça no desconhecido.

Já Naruto, se sentia como uma criança que desejou durante todo o ano um brinquedo, e finalmente o tinha ganhado dos pais, no presente de aniversário. Nunca esteve tão ansioso como agora.

Suas mãos formigavam, queria provar cada canto daquela pele leitosa. Transformar em realidade, seus sonhos eróticos e pervertidos, com a dona dos olhos de lua. Precisava se controlar, senão não conseguiria nem entrar em seu carro. O loiro segurou a mão macia da jovem, para que se apressassem até seu automóvel.

Ambos não sabiam exatamente o que iria acontecer, mas aquela noite seria inesquecível e poderia mudar as vidas dos dois.

Notas finais
Espero que vocês tenham gostado. Deixem um reviews, eles são muito importantes. Por favor, não me abandonem. O próximo será o último. Beijos