Apenas Uma Noite

4 Apenas Uma Noite?


Notas iniciais
Olá, me desculpem pela enorme demora, mas como o prometido, está aqui o último capítulo. Espero que vocês não tenham me abandonado. No final do texto, está o link da minha long fic Hinata (para quem não acompanha: o começo não é tão bom, mas melhora no decorrer dos capítulos) Perdão por qualquer erro.

Por meio de tropeços e com certa dificuldade, finalmente conseguiram entrar no carro.

Naruto apertava fortemente o volante enquanto conduzia o automóvel com maestria. Mal poderia acreditar que enfim realizaria seu maior desejo nos últimos dias, se deleitar com a bela Hina. Estava louco para ser o responsável pelos gritos e gemidos de prazer da jovem. Se sentia um adolescente pronto para perder a virgindade, e na opinião dele, aquilo era ridículo, pois era um homem muito experiente, diga-se de passagem.

Abriu um sorrisinho presunçoso, enquanto dava atenção a estrada. Mas então ficou sério novamente, porque não conseguia se sentir calmo e com tudo no controle. Como o loiro já havia dito, Hina era diferente. Sua técnica de conquista tinha falhado miseravelmente. Teve seu ego estraçalhado e em vez de ser em frente, ficou remoendo. E quando tentou retomar sua vida, porém foi surpreendido pela dona de olhos de lua. Ele poderia ter recusado ou se vingado, mas aceitou prontamente o beijo e a proposta da azulada. Não havia imaginado que estava tão necessitado. E dessa vez, ele mesmo pisou em seu orgulho, em nome do desejo que falou mais alto.

O Uzumaki tinha uma leve insegurança, aquele sentimento era novo para ele. Talvez agora entendesse os pobres mortais. Riu mentalmente pelo pensamento egocêntrico e arrogante.

O grande X da questão, era o fato de que com Hina, tudo era imprevisível e diferente. Mas de uma coisa tinha certeza, queria voltar a provar dos lábios doces e tomá-la para si. Após o sinal ficar vermelho, ele parou e mirou suas safiras no rosto feminino, do seu ângulo, ela estava de perfil.

A Hyuuga se sentia nervosa, torcia a barra do vestido discretamente. Era a primeira vez em sua vida que faria algo do tipo. Não sabia o que estava por vir, na verdade sabia e corou levemente com aquilo. Era só o que lhe faltava, ficar tímida numa hora dessas.

Na verdade, também era difícil para uma pessoa tão controladora quanto ela, não ter as rédeas da situação. Sua sempre previsível e pacata, na visão e Ino e Hanabi, chata; estava uma bagunça, de fato uma mudança radical.

Quando a perolada acordou na manhã de hoje, nem poderia imaginar que o dia seria uma perfeita montanha-russa. Anos de planejamentos e certezas jogados no lixo, não que se arrependia, como pensou que poderia. No entanto, depois daquela noite, teria resolver muitas coisas.

Se alguém lhe dissesse que faria o que fez e o que estava prestes a fazer, não acreditaria e acharia o sujeito louco. Mas como dizem “o mundo dá voltas” e o ditado se provou verdadeiro.

A azulada mordeu os lábios, iria se render aos desejos. Desfrutaria dos dos prazeres proporcionados pelo loiro sexy e safado. Ela sabia que ele não prestava, era um canalha nato, contudo, fazia tudo por livre e espontânea vontade. Não seria hipócrita de dizer que não entendia nada e foi enganada ou usada.

De fato, ela seria usada e também usaria, mas de uma forma deliciosamente diferente. Quem diria, a perfeita e certinha herdeira Hyuuga, faria sexo casual com um estranho. Era a primeira vez que pensava na ideia tão explicitamente. Corou levemente, entretanto, a palavra “estranho” gritou em sua mente. Sim, o homem ao seu lado, era um desconhecido. Ele poderia ser um assassino, porém algo lhe dizia que não e, por baixo de toda safadeza, existia alguém em quem ela poderia confiar. Se fosse só alguns beijos — e que beijos! — tudo bem. Todavia, eles fariam algo muito íntimo e disso a perolada precisava saber.

Depois de tanto refletir em um tempo consideravelmente curto, a jovem percebeu que o automóvel não estava mais em movimento. Sentiu o olhar quente lhe perfurando, ao olhar para seu lado esquerdo, o loiro a fitava intensamente. Tão intenso que poderia desmaiar. O olhar era faminto e desejoso, deixando claro que queria. E mordeu os lábios levemente e abaixou o rosto ruborizado, sem se dar conta de que o homem achava aquilo tentador demais. A azulada expirou e tomou coragem:

— Sabe o que eu percebi, não sei seu nome — ela agora o fitava, não poderia agir como uma menina tola e sim como a respeitada executiva e herdeira Hyuuga — qual o seu nome? E como você sabe que me chamo Hina? Que eu me lembre, nunca disse nada.

— Uau! Como pude me esquecer disso — ele devolvia o olha a ela, coçou a nuca um tanto constrangido — eu ouvi sua amiga loira te chamando por Hina, então logo deduzi. E que tal começarmos de novo? — ele propôs e estendeu a mão — eu me chamo Uzumaki Naruto.

Ela abriu a boca levemente, já tinha ouvido falar daquele nome. Sabia por alto que era um jovem empresário extremamente bem sucedido. Um verdadeiro prodígio, o que a maioria levaria a vida inteira para construir, ele conseguiu em poucos anos. E forçando um pouco mais a mente… não poderia ser! Ele era amigo de Sasuke?! A azulada conseguia se lembrar quando o cunhado, no caso ex-cunhado, tocou no nome Uzumaki Naruto. Ela teve leve curiosidade de conhecer esse amigo, visto que alguém “tão Uchiha” quanto Sasuke ter um amigo, era impressionante. Mas, acabou nunca sendo apresentada.

— Eu sou Hyuuga Hinata — a jovem aceitou o cumprimento.

— Hyuuga — os lábios masculino repetiram. Por isso ele teve a impressão de já ter vistos olhos parecidos — então devo supor que Hyuuga Hiashi é seu pai. Eu o conheci em um jantar de negócios.

— Sim, você está certo — a jovem confirmou e decidiu termina com sua dúvida — você é amigo do Sasuke? — arriscou.

— Amigo? Na verdade eu sou muito caridoso e faço um favor para Humanidade de aturar aquele Teme — ele sorriu brincalhão e a jovem o acompanhou — nós nos conhecemos na faculdade, sabe, dois japoneses na Inglaterra, não foi muito difícil acontecer uma aproximação…. — ele parou de repente, teve um estalo na mente. Hinata o encarou confusa — Ah! Não acredito! Você é noiva daquele Uchiha “perfeitinho” Itachi — o loiro gargalhou ao ligar os pontos, além do deboche ao se referir ao moreno. Ele, como um homem de negócios, sabia da histórica parceria dos Hyuugas e Uchihas. Naruto nunca foi alguém que gostasse de fofocas, mas era do conhecimento de todos que o herdeiro Uchiha se casaria com a herdeira Hyuuga. O próprio Sasuke chegou a comente superficialmente sobre.

— Ei, não fale assim do Itachi — a perolada censurou — e nós não estamos mais juntos, se ainda estivesse comprometida, eu nunca aceitaria sua proposta.

O Uzumaki apenas fitava a jovem.

— Mas eu achei estranho o fato de nós nunca termos nos encontrado, nem nas festas dos Uchihas, já que você é amigo do Sasuke — a perolada verbalizou.

— O Shikamaru, meu sócio, é quem geralmente vai nesses eventos — explicou — em relação aos Uchihas, o vovô Uchiha não gosta de mim, por “não ter nascido em berço de ouro”. Claro, ele tem que me aturar, mas eu não faço a menor questão.

Hinata prestava atenção. Ela sabia que Uchiha Madara era um homem “cheio de tradições”, todavia, nunca pensou que chegaria a tanto.

— Bem, mas nós não estamos aqui para perder tempo falando de Uchiha nenhum — Naruto segurou o queixo delicado e sussurrou ao pé do ouvido da jovem, fazendo com que ela tremesse levemente.

Ele tomou os lábios que tanto queria provar. Sua mão escorregou até a nuca feminina aprofundando o contato. Com a mão livre atrevida, tocou a parte interna da coxa feminina. Massageava do joelho até próximo da virilha o, Uzumaki apenas ameaçava.

Hinata suspirava entre os beijos, ela estava inebriada, segurava os fios loiros sentindo a macieis. Aquele homem sabia mesmo como agradar uma mulher, a Hyuuga nem sabia onde estava ou qual era seu nome no momento.

O loiro tinha certeza, iria acabar com todo seu desejo em apenas uma noite e tudo voltaria ao normal. Pelo menos ele queria acreditar nisso, visto que mesmo estando a beijando, não queria parar.

....

De fato, Hinata se surpreendeu muito, ao notar que o loiro morava em uma casa e não apartamento. Era uma casa grande e confortável, não gigantesca como a mansão Hyuuga, claro para um homem solteiro, seria no mínimo desnecessário.

O local era arejado, decoração moderna e tons claros mesclados com laranja, predominavam. Ela não teve muito tempo para prestar atenção em outros detalhes, pois logo sentiu braços fortes rodeando sua cintura.

Naruto deixou que Hinata seguisse na frente, enquanto ele estacionava o carro na garagem. Mesmo a jovem nunca estando ali, era muito fácil encontrar o caminho, então ele não se preocupou. Então, quando passou pela enorme porta feita de vidro, viu a Hyuuga esquadrinhando o local. Ele não perdeu tempo, retirou o terno de grife e atirou na poltrona ao lado e afrouxou o nó da gravata e por fim e mais importante, agarrou a cintura fina. A queria agora, não poderia esperar, precisava aplacar um pouco do desejo que sentia.

O Uzumaki usou uma das mãos para afastar os fios azulados, deixando exposto o pescoço alvo. Colou os lábios quentes na pele fria, dava alguns selinhos ente o pescoço e o ombro, enquanto isso, apertava ainda mais o aperto na cintura feminina e pressionava seu grande corpo ao pequeno e tentador.

Hinata tinha os olhos fechados desde o momento que sentiu os lábios masculinos numa área tão sensível, ela suspirava aproveitando. Se sentia tão quente, até ser girada e ficar de frente com o loiro. As mãos pequenas foram de encontro ao pescoço dele, já estava virando uma mania acariciar os fios dourados.

Naruto primeiro passou a língua entre os lábios superior e inferior da jovem até tomar sua boca num beijo. O loiro brincava com a língua explorando e conhecendo, sentido a textura. Estava bastante exitado, desceu as mãos até as nádegas macias e as apertou sem pudor nenhum.

Então a perolada parou o beijo devagar e com as mãos pequenas espalmou o peito forte dele afastando levemente.

— Você… bem — a jovem estava corada — poderia me dar um copo de água?

— Sim — ele respondeu ao pedido no mínimo inusitado naquele momento — eu já volto.

Hinata deu um tapa na testa pelo pedido idiota, mas respirou um pouco aliviada. Ela disse a primeira coisa que veio a mente para que ele parasse. Depois de toda euforia e ousadia, finalmente suas fichas caíram. Uma coisa era apenas pensar enquanto teoria, e outra diferente era pôr em prática, por isso quando sentiu o membro excitado contra seu ventre decidiu parar. É claro que a azulada iria continuar, não chegou até ali para desistir, entretanto, preferiu adiar um pouco. Ela nunca havia tido relações íntimas com outro homem, sem ser Itachi. Por isso sentia um pouco de insegurança. Mesmo decidindo muda sua vida, ninguém deixa de ser tímido em menos de vinte e quatro horas.

Ela ainda se encontrava próximo a porta então começou a andar e explorar mais o local, algo lhe chamou atenção, perto de um grande aparador: pá, luvas um pouco sujas de terra, um regador e mais outros equipamentos de jardinagem que a jovem não tinha a mínima ideia de qual utilidade ou o nome.

— Sua água — a voz rouca soou atrás dela.

Hinata tomou um susto, colocou a mão sobre o peito. Quando foi que ele apareceu ali? Parecia até que foi pega fazendo algo de errado. Ela ficou de frente para o Uzumaki e aceitou o copo que lhe era estendido.

— Obrigada — até que o líquido foi providencial no momento.

— Desculpe pela bagunça — coçou a nuca. A jovem havia reparado que ele fazia isso quando estava constrangido — eu usei e esqueci aqui — ele disse.

— Você tem um jardim — foi uma afirmação e não uma pergunta.

— Sim. Quer ver? — ele tinha um brilho diferente nos olhos.

A Hyuuga poderia jurar que viu as bochechas deles com um leve rom rosado. Mas foi tão rápido, que ela pensou ser alucinação.

— É claro — a azulada deixou o copo em cima do aparador.

Naruto não perdeu tempo, segurou a mão feminina e a guiou até o destino almejado.

Hinata prendeu o ar e abriu a boca levemente. O jardim era simplesmente lindo, começando pela grama verde e muito viva que combinava com as mais variadas flores, cores e tamanhos diferentes.

— É tão lindo — ela murmurou embasbacada.

— Dá muito trabalho, mas eu cuido delas todos os finais de semana — ele respondeu orgulhoso.

— Então por isso você mora numa casa — Hinata constatou — é difícil acreditar que você cuida desse jardim, não me leve a mal — confidenciou. Era difícil crer que que aquele homem de negócios, sexy e safado, gastava parte do seu tempo com jardinagem.

O Uzumaki apenas lhe dirigiu um sorriso.

....

— Minha mãe amava jardinagem e quando eu era criança, ela me obrigava a ajudá-la — ele sorriu com a lembrança — eu detestava, mas ela tinha métodos muito “persuasivos”.

Naruto e Hinata estavam deitados na grande confortável cama do loiro, porém não nus, ofegantes e suados. Ambos permaneciam vestidos, Hinata estava deixada sobre o travesseiro, enquanto Naruto com a cabeça apoiada na barriga feminina. A Hyuuga acariciava o cabelo rebelde dele e ouvia seus relatos.

— E depois que ela perdeu a batalha contra o câncer… — ele deu uma pausa, também sentiu o carinho em seu coro cabelo se intensificar — eu decidi deixar o apartamento que morava e comprar uma casa que tivesse espaço. Então eu encontrei essa casa com todo aquele espaço atrás e trabalhei criando um belo jardim, pois antes estava horrível.

Ele confidenciou a jovem, o loiro nunca tinha dito aquilo com todas as palavras para ninguém, nem nuca chegou a levar alguma mulher para aquela casa. O Uzumaki não sabia ao certo, apenas fez o que tinha achado melhor.

— Nada substitui uma mãe, não é? Minha mãe faleceu quando eu era muito pequena e me recordo que ela adorava criar quadros de flores prensadas, ela me pedia para “ajudá-la” — a jovem riu — os quadros dela eram lindos e não precisavam de ajuda, eu estragava tudo. E depois que ela se foi, eu continuei a fazê-los. Mas há um bom tempo eu não faço, na verdade, não faço nada que gosto, Ino tem razão — confessou.

— Ei — Naruto levantou a cabeça par fitá-la — ninguém pode substituí-las, mas eu tenho certeza que você tem pessoas importantes na sua vida, assim como eu tenho. Estou certo? Ela confirmou com um aceno — e por falar na sua amiga Ino, acredito que seja aquela loira, tenho que agradecê-la por fazer a boa ação de levá-la ao Ichiraku — ele mudou o rumo do assuntou para algo leve.

— Aquela Yamanaka ficará mais convencida do que é…

A perolada acordou por culpa dos insistentes raios solares que inundaram o quarto. Foi preciso alguns minutos para que ela organizasse seus pensamentos e memória. Eles passaram a noite toda conversando desde a infeliz coincidência sobre suas mães até sobre amenidades do cotidiano.

Hinata percebeu que Naruto era muito mais que um canalha que só queria levar mulheres para cama. Por debaixo da bela aparência, confiança e arrogância, existia um homem solitário e carinhoso, disposto a fazer todos a sua volta sorrirem, e só por isso, acabou sorrindo.

Ela abanou a cabeça e vasculhou o local percebendo que estava só, então viu aos pés da cama, uma toalha e alguns itens de higiene pessoal como sabonete e escova de dente. A azulada se espreguiçou e puxou os objetos, precisava mesmo tomar um banho e despertar realmente. Saber onde era o banheiro, foi tarefa fácil, visto que a porta se encontrava aberta,o loiro deve ter feito de propósito para que pudesse se localizar.

Naruto estava certo, com Hina tudo era imprevisível e diferente, a noite foi totalmente diferente do que ele pensou que poderia ser. E ele não estava frustrado, como pensou que ficaria. Não se faria de rogado, era óbvio que ainda sentia muito desejo e queria tomar a Hyuuga para si. No entanto, foi muito bom poder compartilhar algumas memórias e sentimentos.

Acordou primeiro que ela e preferiu deixá-la dormir, e depois de fazer sua própria higiene, deixou algumas coisas para que a Hyuuga pudesse fazer mais tarde. Então decidiu preparar o café da manhã que consistia em panquecas, ao estilo americano. Ele não era nenhum gênio da cozinha, mas se virara. Cozinhava com apenas uma calça de moletom, enquanto o peito estava desnudo, uma perdição para qualquer mulher.

Hinata terminou seu banho, mas não vestiu sua roupa, apenas usava uma toalha em volta do corpo fresco e cheiroso. Ela mordia os lábios, enquanto se banhava tomou uma decisão e estava segura dela. Saiu do quarto e seguiu o aroma delicioso, na opinião dela. Passou pelo corredor e pela sala de estar, até finalmente chegar a cozinha. E lá estava o safado ridiculamente sexy, cozinhando tão compenetrado, que não quis atrapalhar.

— Hina! — ele exclamou ao levantar seu olhar e vê-la na porta da cozinha, vestida com somente uma toalha que mal tapava suas curvas generosas — precisa de alguma coisa?

A perolada não disse nada, apenas deixou o pedaço de pano escorregar do corpo até o chão. Não foram nem dois segundos para que o Uzumaki estivesse a centímetros dela, analisando cada curva, contemplando toda beleza do corpo nu.

Ele a segurou pelo queixo e beijo sem qualquer resistência. Ambos queriam aquilo, o beijo era esfomeado, necessitado. O loiro mordeu os lábio femininos provocante e consciente do poder que tinha.

A jovem gemeu pelo ato. Também não deixou barato, suas pequenas mãos acariciaram o peito desnudo, contornando os músculos e causando arrepios nele.

Se num primeiro momento, Hinata preferiu recuar diante de uma investida do loiro, agora ela tinha muita certeza do que queria, a noite anterior serviu para lhe dar mais segurança e enxergar o homem de maneira diferente. A perolada acariciava agora as costas largas dele.

Naruto puxou os cabelos azulados para poder explorar o pescoço convidativo, ele arrastou os lábios dos pescoço até o ombro. Beijando e chupando a pele fresca pelo banho. Passou os braços pela cintura feminina e colou os corpos, sentia os mamilos eriçados pelo frio e excitação, em contato direto em sua pele.

— Eu não menti quando disse que você é a mulher mais linda que eu já conheci — o Uzumaki sussurrou sedutoramente próximo a orelha que fez questão de morder.

A perolada tinha os olhos fechados aproveitando as sensações e foi surpreendida ao ser erguida pelas nádegas. Instintivamente ela passou as pernas envolta do quadril estreito e os braços no pescoço masculino, para que pudesse ter sustentação. A Hyuuga se surpreendeu mais uma vez, pois pensou que seria levada para o quarto, mas o homem permaneceu na cozinha.

— Olhe para mim — ele pediu.

Hinata podia sentir o hálito quente batendo em sua face e como uma ordem, ela acatou prontamente. Fitou as safiras louca para se afogar no azul delas. Eram hipnóticas.

Naruto se controlava, queria possuí-la de forma selvagem. Contudo, não poderia agir como um moleque cheio de hormônios. Nunca sentiu tamanho desejo correndo por suas veias, não só pelo fato da mulher em seu colo ser bela e ter o corpo feito para pecar, no entanto, foi tão difícil conseguir tê-la ali e a dificuldade se tornara gasolina no incêndio. Pronta para queimar mais ainda.

Ele jogou praticamente tudo que havia encima da mancada, no centro da cozinha, no chão e, sem se importar. Depositou a jovem na beirada do móvel e voltou a beijá-la, chupando a língua dela, sentindo o sabor.

Hinata continuou acariciando o corpo dele e numa atitude ousada, escorregou as pequenas mãos do abdômen ao membro excitado, o loiro tremeu por isso. Ela alisava a extensão ainda por cima da calça.

Naruto encostou a cabeça no pescoço dela enquanto aproveitava o carinho, ele rosnava e respirava curto. Finalmente tocou os belos seios fartos e eles mal cabiam em suas mãos. Apertou os dois pedaços macios. A Hyuuga jogou a cabeça para trás, dando livre acesso ao homem que aproveitou para explorar. O loiro rapidamente abocanhou o mamilo direito, esfregava com os dentes levemente para não machucá-la, alternando entre sugar e roçar a língua. Com as mãos acariciava os dois seios, passando as mãos pelos contornos.

O Uzumaki empurrou a jovem pelos ombros, para que se deitasse completamente no balcão. Ele quase suspirou pela belíssima visão que teve. A azulada estava deitada com as pernas levemente flexionadas e os braços para o alto, se segurando na outra extremidade do móvel. Naruto pôde admirar perfeitamente cada curva do corpo belo, como se não bastasse ela o fitava em expectativa, as bochechas ruborizadas e a boca avermelhada pelos beijos entreaberta.

Seu nome era Uzumaki Naruto e mostraria que sua fama não era à toa, estava disposto a dar o seu melhor, para que a perolada jamais esqueceria.

Ele se afastou um pouco e pegou o pequeno e delicado pé esquerdo de Hinata. Chupou o dedão e massageava a planta e o peito do pé, também deu atenção aos outros dedos. E repetiu todo procedimento no pé direito.

As mãos grandes e ágeis avançaram pelas pernas torneada, seus lábios não esquecera de parte alguma, até finalmente chegar no local almejado: a intimidade pequena e depilada.

Hinata sentia seu interior pulsar e pedir por clemência, vibrava em expectativa. A respiração quente batia em sua virilha, ela mexia as perna procurando por alívio.

— P-por favor — o murmuro foi sofrego, ela nem reconheceu sua voz, por ter se apoiado no cotovelos, viu o sorriso dele. Maldito! Fez de propósito.

A resposta não veio em palavras, ele usou a língua em movimentos ritmados diretamente no pontinho de prazer. As mãos tocavam o grandes lábios. O homem alternava entre sucção e lambidas curtas. A língua foi direto para gruta e seus dedos entraram em ação, usou o polegar e seu indicador para torcer o clitóris já inchado.

— N-naruto — Hinata gemia sem controle e puxava sem piedade os fios loiros.

Ele intensificou os movimentos, enquanto ela tremia, estava tão perto, sentia seus pêlos arrepiarem e a queimação no ventre. E de repente a aflição deu lugar ao alívio e a sensação de relaxamento tomou todo seu corpo.

O Uzumaki sorveu grande parte do prazer dela. Sorriu satisfeito ao escutar os gritos e gemidos femininos. Ela estava totalmente preparada, a intimidade melada tanto pela mucosa natural, quanto pela saliva dele. Ele se ergueu e tentou sair, mas foi impedido pelo simples tocar que recebeu no pulso.

— Ei, eu preciso pegar… — foi interrompido.

— Eu sei — ela disse um pouco mole — mas não precisa, eu me cuido — a Hyuuga não queria perder tempo, além do mais, teve um relacionamento de sete anos, obviamente tomava suas precauções.

Naruto sorriu com todos os dentes aparentes, abaixou sua calça, como era a única peça de roupa que usava, estava completamente nu.

Hinata se sentou e novamente tocou no membro dele. O loiro a beijou mais uma vez. Ele a puxou para seu colo, andou mais um pouco e se deitou no chão por cima da perolada.

O chão frio tocou as costas dela, no entanto, ela mal sentiu. Pois estava tão quente e concentrada no homem sobre ela, o calor dele aquecia seu corpo.

O rapaz encaixou seu membro na entrada dela e a penetrou aos poucos e rosnou por isso. Aquele, sem dúvidas, era seu local favorito no mundo, naquele instante.

— Sabe, a vontade que eu tenho e de me afundar tão rápido em você e finalmente tentar diminuir um pouco desse desejo — ele sussurrava e tinha os olhos exóticos vidrados nele — mas eu quero que dure o máximo possível.

Hinata o beijou, dessa vez era ela quem brincava com o loiro. Sentiu ser preenchida e gemeu entre a boca quente dele.

Naruto teve que usar de todo seu controle ao ser envolvido pela carne apertada. Ela começou a se movimentar lentamente, sempre mantendo contato visual com Hina, geralmente não se importava com isso,entretanto, com ela tudo era diferente mesmo, tinha algo que lhe dizia para agir assim.

Acariciava o clitóris dela para dar mais prazer, enquanto seus movimentos ficavam um pouco mais rápido. Aquele momento foi sublime para os dois, sem problemas, sem magoas, sem obrigações. Não era um canalha e jovem empresário e nem a herdeira perfeita, eram apenas um homem e uma mulher. Simples. Contudo, por experiência própria, ambos sabiam que o “simples” muitas vezes se tornava difícil, complicado e longe de ser alcançado.

Então eles chegaram ao ápice e aproveitaram cada segundo naquele pequeno paraíso pessoal.

Naruto se deitou ao lado de Hinata, eles ficaram silêncio por algum tempo.

— Nossa, já deve ser tarde. Eu preciso ir — Ela levantou seu tronco.

— Espere! Tome pelo menos um café da manhã comigo — ele sugeriu — já deve estar frio, mas eu posso dar um jeito nisso — o loiro também se ergueu.

Hinata acenou.

— Bem, nós poderíamos nos encontrar amanhã — o loiro sugeriu novamente.

— E o que aconteceu com sua regra de “apenas uma noite”? — questionou.

— Tecnicamente nós nem tivemos uma noite, logo minha regra permanece intacta — ele brincou e sorriu e foi acompanhado.

— Por mim, tudo bem — apesar de ter zombado, a azulada estava feliz pelo convite, tinha que admitir, gostaria de encontrá-lo mais um vez.

Se engana quem pensa que os dois já se amavam loucamente e iriam se casar na próxima semana. Eles eram um homem e uma mulher que decidiram tentar algo que eles nem ainda sabiam o que era. Poderia dar certo, poderia não dar, todavia aquilo não interessava nem um pouco no momento. O mais importante era que ambos estavam sendo corajosos e dando uma oportunidade para um caminho novo.

Hinata

Notas finais
Os hobbies do Naruto e da Hina, realmente são jardinagem e flores prensadas, respectivamente. Eu espero que vocês tenham gostado. Amanhã é meu aniversário, me deem reviews de presente. Falando nisso, eu ganhei uma short fic de presente da SBFernanda. Leiam, vocês não irão se arrepender https://fanfiction.com.br/historia/671664/Um_Noivo_para_Minha_Irma/ Beijos, até a próxima.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!