Notas iniciais
Olá, eu sei que demorei, mas estava ocupada escrevendo uma one-shot e mais um capítulo da minha long fic. Enfim, conheçam a nossa Hyuuga. Perdão por qualquer erro.

Os raios solares começavam a lhe incomodar, ela franziu o rosto por isso. Estava deitada de bruços, no entanto, deu um suspiro e se virou, ficando da barriga para cima. Abriu suas pálpebras revelando suas lindas e raras pérolas, herança genética. Os olhos eram tão azuis, que ao entrarem em contato com a claridade, pareciam brancos.

O cômodo era grande, cores claras como creme e lilás predominavam. O quarto digno de uma princesa, a princesa da família Hyuuga.

Ela era belíssima, exótica e delicada. A pele lisa e sem qualquer imperfeição, as orbes duas luas, estatura pequena e o corpo curvilíneo, que fazia qualquer homem querer se perder. Cabelo negro-azulado e quase sempre, estampava um sorriso doce, na face serena.

Hinata tinha a vida perfeita: além de linda, era rica, pois vinha de uma família de prestígio, uma das mais importantes do país. Era elegante e fina, resultado das aulas (quase regime militar) de etiqueta e bons modos, que fora submetida há anos. Conhecia de tudo um pouco: política, economia, artes e culturas de outros países; sendo filha de quem era, precisava ser culta.

E o principal, na visão das mulheres e mídia, em geral: vivia um relacionamento estável, cerca de sete anos, com um dos homens mais cobiçados do país: Uchiha Itachi. Também herdeiro de uma família tão importante quanto a sua. A família Hyuuga e a família Uchiha, tinham uma relação de longa data. Além de serem parentes muito distantes, tinham uma forte parceria comercial e empresarial. Nada mais natural, que seus herdeiros se unirem através do matrimônio e estreitarem ainda mais os laços, entre os clãs.

Itachi aos vinte e cinco, pediu Hinata, com então dezoito, em namoro. Apesar da diferença de sete anos, o casal convivia muito bem. Na verdade, por causa da experiência do outro, aprendeu muito com ele. Não tinha do quê reclamar, Itachi sempre foi muito atencioso e cavalheiro consigo. Além de ter sido o primeiro e único homem que ela já teve, existia muito respeito entre os dois.

Há pouco mais de dois meses, sua condição de namorada, foi trocada pelo status de noiva, num jantar com os Hyuuga e os Uchiha. E claro que aceitou sem pensar duas vezes, era o óbvio, o certo a se fazer. Praticamente durante toda sua vida, era algo subentendido, mesmo seu pai não "lhe exigindo" ou "pressionando", ela sabia, que um dia ou outro, o filho mais velho dos Uchiha, entraria pela porta da Mansão Hyuuga, propondo compromisso.

Apesar de ter todos os motivos para ser mimada e arrogante, Hinata tratava grande parte das pessoas, muito bem, independente de condição social ou financeira. Sempre muito educada e gentil, dirigia sorrisos aos funcionários da empresa e da mansão Hyuuga. E isso, só lhe tornava única e com brilho especial.

A jovem se espreguiçou para afastar a vontade de continuar dormindo, antes de enfim se levantar da cama grande, macia e convidativa.

Precisava resolver muitas coisas naquele dia.

....

O café da manhã, naquele dia em especial, foi servido no jardim. Todos a aguardavam, a família Hyuuga, era composta por: Hiashi, seu pai; Kurenai, sua madrasta, Hanabi, irmã mais jovem e seu primo Neji.

– Bom dia — Hinata saudou educadamente à todos.

Neji acenou levemente com a cabeça. O primo era bastante contido e protetor consigo. A jovem o considerava um verdadeiro irmão, pois foram criados juntos, desde que os pais de Neji morreram. Apesar de no início, com seu jeito sério, o Hyuuga parecer odiar a prima, com o tempo a relação melhorou muito. Anos depois, com mais discernimento e maturidade, a azulada percebeu irmão usava uma faxada para esconder suas dores, porém, vinham cicatrizando lentamente.

– Bom dia, Hina — a ex-Yuuhi, atual senhora Hyuuga, lhe respondeu.

Por ser madrasta, as pessoas poderiam ter uma ideia errada, acerca de Kurenai. Entretanto, a mulher e a perolada se davam muito bem. Ambas já foram professora e aluna, por meio disso, Hiashi conheceu a morena. A relação deles demorou muito a acontecer, primeiro porque o Hyuuga era orgulhoso e não queria admitir seus sentimentos, depois mesmo após se declarar; a mulher foi relutante, pois não queria que pensassem ser interesse ou que as filhas dele não aceitassem. Contudo, o amor que os unia, era perceptível. Além disso, tanto Hinata quanto Hanabi, deram apoio. E a filha mais velha não poderia negar, sua professora fez muito bem ao pai. Trouxe de volta a luz do lar, que depois da morte de sua mãe, havia se apagado.

– Eu tive a ideia do café da manhã, ao a livre. Espero que não se importe — sempre que tomava uma decisão, comunicava a Hinata, como se devesse uma explicação.

– É claro que não, essa casa também é sua — sorriu gentilmente.

– Tire essas porcarias do ouvido! — seu pai, com o costumeiro tom sério, brigou com a irmã.

Se por um lado, Hanabi era orgulhosa como qualquer Hyuuga, por outro, fazia aquilo que tinha vontade, sem seguir o "padrão Hyuuga".

– Qual é?! — a mais jovem resmungou. Só então se deu conta da irmã ali — Bom dia, irmã — o tom e atitude, mudaram radicalmente, de geniosa à meiga.

Ela poderia ser dura com qualquer um, mas jamais com a sua querida irmã mais velha. A amava demais e fazia questão de demonstrar. A menina conviveu pouquíssimo tempo com a mãe, no entanto, das poucas lembranças que tinha, Hina e a mãe, eram muito parecidas, tanto físicamente, quanto em personalidade.

– Olá, meu amor — Hinata disse, enquanto acariciava os fios castanho da mais jovem. Se sentou no local disponível, ao lado da menor.

– Bom dia — e por fim, o patriarca lhe respondeu.

Por mais que, na grande maioria das vezes, com seu jeito sério e distante, Hiashi não demonstrasse, amava suas filhas. Elas eram as coisas mais importante de toda sua vida. O homem tinha plena consciência, que após o falecimento da esposa, havia sido negligente com suas meninas e muito exigente, principalmente com Hinata. Todavia, após fazer uma autoavaliação de si mesmo, decidiu mudar algumas coisas em sua vida. Como demonstrar mais seu afeto, apesar de ser difícil, visto que, foi educado a vida inteira para o contrário. E também passar mais tempo com a família, do que na empresa. Valorizar os laços acima de tudo.

– Seu projeto tem gerado bons resultados. Devo ressaltar, além do esperado — deixou o jornal que lia em cima da mesa e fitou a filha — estou orgulhoso — a voz ficou levemente embargada, mas tratou de se recompor — e sua mãe também estaria.

Hinata não esperava isso, sua boca abriu levemente em espanto.

Vida perfeita?.... Grande piada! Absolutamente ninguém, têm uma vida sem imperfeições. Essa era apenas a visão que as pessoas em geral tinham. E a própria jovem, tentava ter.

A perolada sentia uma necessidade imensa de agradar seu pai, de que ele sentisse orgulho. Por vezes, deixou de fazer o que tinha vontade.... já nem lembrava o que realmente tinha vontade de fazer.

Na sua cabeça, só existia uma meta: ser uma boa herdeira. Quando pequena, era muito tímida (essa característica, ainda permanecia, mesmo em menor escala) insegura e frágil. Seu pai mostrava seu descontentamento, por isso. Então, depois que sua mãe faleceu, e ela viu como Hiashi tinha sofrido, prometeu a si mesma, fazê-lo feliz.

Hoje em dia, era alguém muito dedicada, responsável, e acima de tudo, metódica. Sempre agia conforme as regras. Detestava perder o controle da situação, planejava tudo que podia.

Depois da fala de seu pai, sentiu como se um grande peso houvesse saído de suas costas. Corou levemente, antes de agradecer.

– O-obrigada — gaguejou um pouco.

A refeição aconteceu sem mais interrupções:

– Não me esperem para o jantar. Depois da empresa, jantarei com a Ino — Hinata informou.

– Tsc, Ino... — Neji estalou a língua e revirou os olhos, ao pronunciar o nome de certa loira.

A atitude tão incomum do primo, fez a jovem sorrir. Quando se tratava de sua melhor amiga, o outro Hyuuga, sempre agia assim. Toda implicância, era fruto do namorico de adolescentes, que a Yamanaka e o Hyuuga tiveram. Hoje, não existia mais sentimento romântico algum, de nenhuma parte. De fato, havia restado certo carinho e muitas farpas trocadas, um com o outro. Pelo que a azulada soube, o moreno estava com uma tal de Tenten. E Ino, bem..... sempre acompanhada.

....

Os altos altos tilintavam pelo piso negro e reluzente. Ela andava confiante e sexy. Antes que a secretária pudesse avisar, a loira atrevida entrou na sala ampla e chique, que ela mesma havia decorado.

– Hina! — exclamou ao ver a amiga revisando alguns papeis — não precisa sair daí — informou, logo apoiou as mãos na mesa e se inclinou, beijando a bochecha da amiga.

A azulada nem se surpreendia mais, com a forma que a loira entrava em sua sala.

A Hyuuga e a Yamanaka, se conheceram num internato para meninas. Muitos não entendiam, como pessoas tão opostas, poderiam ser amigas. Ino era extrovertida, expalhafatosa e ousada, mas também companheira e extremamente leal. Só queria o melhor para Hinata.

– Alguma novidade na sua vida, mais que emocionante? — a loira questionou irônica.

– Não, Ino. Tudo como sempre — ela ignorou. Sabia muito bem onde a Yamanaka queria chegar.

– Você só vive enfurnada nesse prédio. Mais precisamente nessa sala, modéstia à parte, que eu decorei maravilhosamente bem.

– Obrigada, novamente, por isso — a perolada abriu um pequeno sorriso. Tentou esquivar do assunto, contudo, a outra era muito insistente.

– Eu me lembro que você adorava dançar. Por que não volta a fazer aulas? — Ino questionou com ar inocente, que estava longe de possuir.

– Eu já te disse, preciso me focar na empresa, iria me atrapalhar. Além disso, eu gosto do que faço — Hinata afirmou mantendo a calma.

– Eu não estou questionando o fato de você gostar disso aqui — girou o dedo, sinalizando o local — mas você poderia ter mais tempo para se divertir.

– Mas eu me divirto — tentou ser convincente, para que a amiga enfim parasse.

– Está vendo?! — apontou para a perolada — você está parecendo o chato do Neji. O problema é que você sempre faz as mesmas coisas. Deveria sair, dar uns beijo em alguns gatinhos — sugeriu marota.

– Ino! — a Hyuuga se espantou — se esqueceu?! Eu sou comprometida com o Itachi. Jamais faria algo assim.

A loira revirou os olhos. Se existia alguém que conhecia Hinata e esse "relacionamento", esse alguém era Yamanaka Ino. Ela e a azulada eram amigas há anos, confidentes e conheciam uma a outra. À primeira vista, a Yamanaka poderia parecer uma fútil (e ela tinha consciência disso, mas não se importava), porém, era muito mais que uma loira burra. Conhecia o ser humano como ninguém. Hinata poderia enganar os outros e a si mesma, mas não à ela. Por isso, que mesmo aparentasse brincadeira, falava muito sério.

– E como eu poderia me esquecer do casamento das famílias Hyuuga e Uchiha? — ela fez questão de frisar os sobrenomes poderosos e não propriamente os nomes dos noivos — e como você sabe o que quer de verdade, se a vida toda, só teve o Itachi? — apoio o cotovelo na mesa e descansou o queixo na palma da mão.

– Meu relacionamento com o Itachi é ótimo. É claro que o amo — tentou convencer mais a si mesma do que sua
sua amiga.

– Você deveria experimentar outros. Deve ser muito chato comer o mesmo arroz com feijão, o mesmo papai e mamãe.

Hinata teve que rir do disparate, na sua opinião, da loira.

– Sim, eu devo imaginar. Como você me disse "estou adorando servir de modelo" — imitou o tom de voz da loira — o pintor, o tal Sai, não duvido que esteja adorando também.

– Aí Hina, como você está desatualizada. O Sai é passado. Nós realmente não damos certo juntos. Mas já estou em outra: um ruivo lindo de profundos olhos cor de jade. Ela é advogado, muito sério, todavia, ótimo na cama. Nós nos damos muito bem.

– Eu torço para que dê certo — e era totalmente sincero. A perolada queria que a amiga fosse feliz.

–Eu também. Um dia te apresento ao Gaara. Mas vamos, vou te levar a um lugar diferente.

– Foi bom você ter dito, porque estou com fome — acariciou a a barriga lisa — mas que lugar é esse? -questionou desconfiada.

– É o Ichiraku. Nem adianta fazer essa cara, é um dos lugares mais badalados da cidade e você nunca foi.

– Ino, sem chances. Aquilo é um bar, não quero beber, quero comer — a Huuga reclamou.

– Não se preocupe, lá é servido rámem — a loira fez uma cara pidona — vamos, sim?!

Ninguém jamais deveria subestimar o poder de persuasão, daquela Yamanaka astuta. Ela conseguiu arrastar a amiga para o lugar.

O estabelecimento era bonito, Hinata tinha que reconhecer. Entretanto, sentia desconforto, em locais com muitas pessoas. Ao contrário dela, Ino tinha um sorriso no rosto, pegou na mão da outra até chegarem no balcão, onde se sentaram.

– O que as senhoritas vão querer? — rapidamente foram atendidas pelo barman.

– Deixa eu ver — a loira colou o indicador no lábio inferior — quero animar as coisas, uma tequila. E você, Hina?

A Hyuuga se encontrava indecisa, nunca gostou muito de beber:

– Talvez..... — antes de completar, foi interrompida.

– Eu escolho para você, Hina.

Ela sentiu a presenta marcante atrás de si. Uma voz rouca e sexy, preencheu seus ouvidos, causando um arrepio que se alastrou pela espinha.

Notas finais
Espero que vocês tenham gostado. E deixem um review, eles são muito importantes para que o autor tenha vontade de continuar. É muito desanimador, ter tantos leitores e poucos comentários. Beijos, até o próximo.