Apenas Um Pesadelo
15 Capítulo 14
Notas iniciais
Boa leitura!
p.s. desculpem o capítulo mal revisado e pequeno.
Terminei de enfiar a última peça de roupa dentro da mochila, eu estava de saída, não aguentava mais nenhum dia sem notícias de Brian... Olhei mais uma vez o celular, marcava “5 de janeiro” e nenhuma chamada perdida ou mensagem.
– Você vai mesmo ir embora? Ás vezes ele perdeu o celular ou... – Fe tentava contornar a história enquanto eu passava a mochila para o ombro.
– Kim também não atende minhas ligações! Algo aconteceu com Matt e estão tentando me esconder... Brian não me liga há 5 dias, e não retorna nenhuma das minhas ligações, eu estou indo pra lá hoje!
– Então quer dizer que ela não desistiu da ideia? – ouvi a voz de meu pai que me observava por cima do ombro de Fernando.
– Não, eu tentei de tudo, mas conhece sua filha. – ouvi o barulho da buzina e deduzi que Thiago tinha chegado.
– Minha carona chegou, não se preocupem o ônibus para em frente à casa de Brian. Eu ligo com noticias! – corri até meu amigo o abraçando e depois pulei para meu pai. – Obrigada pela viagem!
Passando pela sala me despedi de meu irmão e da esposa do meu pai, e já fora, praticamente me joguei para dentro do carro de Thi... Ele me levaria à rodoviária como tínhamos planejada há um dia.
– Como você está? – perguntou o sufista dando partida no carro.
– Tô bem, na verdade, muito preocupada e querendo matar o Brian. – ele riu fraco e eu recostei no banco observando a paisagem passar feito borrão.
Na véspera de ano novo Brian tinha me telefonado às onze da noite para que passássemos a virada juntos, ele estava sozinho, mas se encontraria com os garotos de madrugada. E no outro dia eu não tive mais notícias suas.
Liguei para Kim, mas a mesma não me atendeu também e foi quando a possibilidade de que algo tivesse acontecido com Matt me passou pela cabeça... Brian sempre super — protetor deveria estar tentando me proteger de alguma situação.
– Chegamos. – a voz me despertou e num pulo abri a porta do carro, me debruçando para abraçar Thiago.
– Obrigada por tudo! Espero você na minha casa qualquer dia desses. – ele assentiu me dando um beijo a bochecha e eu sai do carro rapidamente.
Temia que acabasse sendo mal interpretada por sair avoada daquele jeito, mas ele com certeza entenderia que minha única preocupação no momento estava longe demais... Que meu coração agia por um só.
Mal cheguei e soube que era hora de embarcar, na fila a ansiedade me consumia eu só queria chegar o mais rápido que podia na cidade. Dentro do ônibus acomodei-me em meu assento perto da janela e de pronto tornei meu olhar para fora, dado graças quando o ônibus saiu do lugar.
Eu tinha passado a noite sem dormir assim como todos os outros dias, e em especial essa madrugada telefonei de minuto em minuto para Brian, me corroendo por dentro quando a chamada era enviada para caixa postal direto. Um sentimento consumista crescia dentro de mim e eu precisava ver o moreno frente a frente para ter certeza de que nada grave havia acontecido.
Adormeci com imagens traumatizantes de um possível acidente com Brian passando por minha cabeça, e algo me dizia que se algo lhe acontecesse então eu não seria mais capaz de aguentar...
Acordei quando chegamos a rodoviária, eu tinha mentido sobre o ônibus parar em frente à casa de Brian, mas sabia que só assim para que meu pai não fizesse objeções sobre eu ir embora. Teria que andar algumas quadras até a casa, mas isso não era problema, eu faria o caminho em minutos.
Parei em frente à casa ofegante e sedenta por água, notei as janelas fechadas e nenhum sinal de alguém por ali... Toquei a campainha com uma última esperança presente, se não tivesse ninguém ali eu iria ao hospital.
Estava encostada ao portão quando a porta se abriu, revelando um Brian descabelado, descuidado e visivelmente mais magro... Lancei-lhe meu pior olhar e continuamos a nos encarar por um tempo até ele ver a mochila em minhas costas e descer para abrir o portão.
Quando a única barreira que nos separava se abriu eu pulei para abraça-lo o apertando com todas as forças possíveis, ele fedia a cigarro e bebida e eu nem gostaria de saber o que tinha feito durante o tempo de sumiço... Sem perceber liberava algumas lágrimas presas durante todo o tempo em que estive preocupada, e mal percebi que o moreno chorava também, mais do que eu, soluçando feito condenado.
– O que aconteceu Brian? – perguntei com a voz embargada nos separando, ou pelo menos tentando.
– Morreu. – só ouvi a pequena palavra sair num sopro de sua boca e eu senti as pernas adormecerem imediatamente ao mesmo tempo em que ele me arrastava para dentro.
Segurei a respiração sentindo o nó na garganta tornar-se insuportável e as lágrimas passaram a jorrar violentamente enquanto eu me agarrava ao corpo do moreno querendo que essa dor passasse.
– É mentira, ele não pode ter morrido! – exclamei um pouco alto batendo com a mão fechada em seu ombro e só então percebi que já estávamos no sofá da casa.
– De quem você tá falando? – indagou confuso perdido em suas próprias lágrimas.
– Do Matthew porra! – exclamei um pouco mais alto soluçando e livrando seus braços de minha cintura.
– Não, ele não morreu... Foi a Bru... A Bruna morreu. – dito isso ele enfiou a cabeça entre as mãos e eu me de liberdade para abraça-lo num consolo.
Senti um alívio tremendo ao saber que o motivo do choro não era Matt, mas sim a prima Bruna, aquela que eu tanto odiei... Ao que parecia ela significava muito para Brian e não havia nada que eu pudesse fazer para tirar essa dor dele a não ser permanecer ali, o abraçando ternamente.
– Ela sofreu uma overdose. – sussurrou baixinho caindo aos poucos e deitando a cabeça em minhas pernas.
– Por que você não me ligou? Eu teria vindo pra cá na hora! – seu olhar vago permanecia na mesa de centro repleta de garrafas de bebida e cinzeiros lotados de cigarro.
– Eu não queria falar com ninguém, eu só precisava... Eu amava tanto ela. – senti o coração arder com tal afirmação, não era ciúme, era um sentimento desconhecido... algo como a inveja.
– Sinto muito... Se eu pudesse tirava toda essa sua dor e guardava pra mim. – confessei acariciando seus cabelos e ele virou repentinamente me encarando.
– Você tá aqui, é tudo que eu preciso. – sorri e depositei um beijo em sua testa.
– Por isso você não ligou todo esse tempo? – ele assentiu se levantando e sentando ao meu lado. – Eu sei que não é o momento, mas quase me matou de preocupação!
– Não era a intenção... Eu tinha tanta coisa na cabeça, e não podia simplesmente ligar no meio da madrugada falando que estava no hospital enquanto eles tentavam salvar ela.
– Tudo bem... Só promete me ligar quando isso acontecer outra vez.
– Prometo.
Passamos algum tempo em silêncio depois disso, de certa forma era bom, reconfortava...
– Você pode passar essa noite aqui?
– Sim, só preciso ligar para minha mãe avisando que cheguei. – ele pareceu se animar um pouco com minha resposta. – Então o que você acha de ir tomar um banho enquanto eu arrumo essa bagunça... – apontei para mesa e ele sorriu amarelo.
– Obrigada. – disse antes de levantar e partir para o corredor.
Comecei com os cinzeiros, levei todos para a lavandeira e deixei dentro do tanque, as garrafas de bebida vazias joguei fora e depois seguir para seu quarto verificar qual era o estado que se encontrava; este estava repleto de garrafas de cerveja, mais um cinzeiro transbordando no criado-mudo além da cama desarrumada. Repeti o processo com as garrafas e o cinzeiro, depois abri a janela para que a claridade entrasse e arrumei a cama... Ao final parecia que eu estava em outro quarto.
– Uau. – virei para encarar de onde vinha a voz e encontrei Brian, apenas de bermuda, olhando embasbacado para o quarto.
– Não precisa agradecer, só de você ter tomado banho eu já me sinto melhor. – ri ao final da frase e ele fez um bico, andei até ele bagunçando seus cabelos molhados.
– Se eu tivesse melhor até fazia algo pra gente comer, mas to de ressaca ainda... – resmungou enquanto se arrastava para cama.
– Tudo bem, vou pedir uma pizza. – já ia sair do quarto quando ele me puxou e caímos juntos na cama.
– Não, fica um pouco aqui... Tava com saudade. – sorri me virando para ele e passando a mão por seu rosto.
– Às vezes é difícil acreditar nisso tudo. – murmurei baixo.
– Eu sei, parece que essa não é minha vida, é como se eu tivesse numa realidade distante. – assenti cabisbaixa sentindo sua mão se enroscar no meu cabelo em uma carícia gostosa. – Mas por enquanto somos só nós dois e o resto do mundo.
– Que resto? – indaguei enquanto dedilhava seu peitoral.
– Exatamente.
De repente era assim que eu queria continuar para sempre, naquela companhia, naquela cama, naquele momento... Meu coração estava leve como uma pena, não havia agonia, nem angustia, algo bom perdurava. Um pequeno sentimento de felicidade e cumplicidade inflamava em meu peito... Brian.
Notas finais
Aliás, tem capa nova pra fic, deem uma olhadinha e me digam o que acharam...http://fanfiction.com.br/historia/228858/Apenas_Um_Pesadelo/
Beijos da Shadows!
E me adicionem no animespirit: http://animespirit.com.br/crazyshadows
p.s² já estou postando a fic no animespirit pra quem quiser, aqui a o link:
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