Apenas Por Você
2 Capitulo dois– meu novo colega de quarto.
Notas iniciais
Os quartos de todos nós localizavam-se no mesmo andar, e os dos instrutores em um andar a cima. Nós dois entramos no nosso quarto que ficava no fim do corredor, oque proporcionava das janelas a vista da praia. O Nakata correu e jogou a sua mala em cima da cama que ficava mais próxima da janela.
– eu prefiro ficar perto dela, se não se importa. – ele falou enquanto abria a mala e olhava em volta.
– tudo bem – larguei a minha mala em cima da cama também e analisei o quarto. Não era grande, tinha um banheiro, varanda e tv. – pelo menos essa fica mais perto da tomada.
– eu não trouxe nada a não ser meu celular, então vou usar pouco ela.
– nem computador? Nada? – perguntei enquanto abria as gavetas da cômoda ao lado de minha cama, vendo se tinha espaço para as minhas coisas.
– meus pais não deixaram...
Ele soltou um suspiro, se jogou na cama e ficou olhando para o teto. Ficamos em silencio por alguns minutos enquanto eu arrumava as coisas. De longe podia-se ouvir o som das ondas. Ah cara, eu amo a praia. Depois de um tempo ele se levantou em um salto oque fez eu me assustar um pouco.
– cara, ta muito quente aqui... Acho que vou tomar um banho. – ele caminhou em direção do banheiro enquanto tirava a camiseta e jogava no chão. Uma coisa que me deixou chocado é que ele era muito, mas muito branco. Ele apareceu na porta soltando um pequeno sorriso.
– hey, aqui tem uma banheira! – ele me encarou e seu sorriso sumiu. – oque foi? Que cara é essa?
– ah nada, é que você sorriu. Sinceramente? Você fica melhor assim.
Não soube dizer se a expressão dele era de surpresa ou de vergonha, mas em seguida que falei aquilo ele ficou levemente corado e fechou a porta do banheiro. Não entendi muito essa atitude dele e resolvi ignorar. Enquanto ele estava no banho eu liguei o meu notebook e fui procura-lo no face, bom, agora éramos amigos, achei natural adiciona-lo. Felizmente não foi difícil achar ele.
– hey, me aceita no face, acabei de te adicionar – falei pra ele assim que ele saiu do banheiro.
– eu já disse que não estou com internet aqui, e meu o celular que eu estou não é desses tecnológicos. – falou ele depois de um tempo. Ele parecia fazer de tudo para não se aproximar de mim. Eu não sabia o porquê.
– aqui, usa o meu – sorri virando o notebook para ele.
Ele suspirou, pegou o mesmo e depois de um tempo já tinha me adicionado. Logo depois sentou-se na cama e pegou um Nintendo da mochila.
– satisfeito?
– sim, muito. – virei o notebook para mim novamente e comecei a olhar o seu perfil.
Fiquei com uma grande curiosidade e fui ver os relacionamentos dele. Vai que ele já tenha namorado alguma menina bonitinha? Pensei comigo mesmo enquanto a pagina carregava. Me surpreendi primeiramente porque ele tinha um grande histórico de relacionamentos, o nome mais recente era Matheus. “pera... isso é um nome masculino.” Continuei a olhar todos os nomes.
– sim eu sou gay. – eu levei um grande susto quando vi que ele estava parado ao meu lado olhando para a tela. Quando foi que ele chegou ali??
–ah... Você me assustou! – tentei agir naturalmente, mas estava um pouco desconfortável com a situação. – olha só! Já ta na hora que os instrutores disseram pra gente descer e ir para a praia.
– fique a vontade. Eu vou ficar aqui mesmo.
Depois de insistir muito, consegui que ele fosse à praia com o grupo. A vista era maravilhosa e o lugar que ficamos não estava muito lotado. Eu obviamente entrei no mar, mas ele ficou o tempo todo sentado em uma cadeira na sombra.
– não vai entrar? A agua esta ótima. – sentei na areia ao seu lado e o encarei.
– não vou. Eu odeio a sensação de ficar molhado com a agua do mar. Prefiro ficar aqui. Além do mais é uma bosta pegar sol e ficar queimado depois.
Assim que ele terminou a frase o seu celular tocou. Ele pegou e olhou quem o estava ligando e rapidamente atendeu.
– porque você esta me ligando? – ele atendeu de um modo um tanto quanto bravo, pelo jeito não gosta muito da pessoa ou... – eu já disse a você que estou na praia... ah pouco me importa, nós não vamos nos encontrar mesmo. É eu disse não Matheus, vou desligar.
Matheus era aquele nome em que eu vi nos relacionamentos dele. Seja oque for que tivesse acontecido entre os dois, não foi algo bom para ele o tratar assim, tão ríspido ao telefone.
– ahh... – levantei-me e o puxei pelo braço obrigando-o a me seguir. – vamos, eu vou te tacar na agua pra você esfriar essa cabeça.
– esfriar a cabeça? Ei, Tiago! Você não ousaria...
Antes que ele pudesse argumentar ou fugir, o joguei no mar. No inicio ele ficou extremamente furioso e me xingou inúmeras vezes. Fiz ele parar de falar tocando agua nele e ele revidou. Acabou que se tornando uma pequena guerra, mas pelo menos ele acabou sorrindo.
–-x--
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