Apenas Por Você
3 Capitulo tres- um encontro inesperado.
Notas iniciais
Nós voltamos para o hotel mais para o final da tarde. Depois de o Thiago ter me jogado na agua, eu consegui escapar dele e fiquei sentado na sombra pelo resto da tarde. Eu não parava de pensar no fato de o Matheus estar justamente na mesma praia que eu. Não me leve a mal, pelo jeito que o tratei, é apenas que o nosso relacionamento não era nada sólido. Algo baseado apenas em diversão e prazer, pode-se dizer. Resolvi acabar logo com aquilo, antes que oque eu sentia por ele pudesse mudar, mas acabei tomando essa decisão tarde de mais.
Sai do banho enrolado em uma toalha e me sentei a cama, procurando na minha mala algo para vestir.
–Quantos você tem? — ele apontou para o meu peito – são só estes ou você tem mais?
Ele falava de meus piersigns. Eu tinha visível dois na minha boca, e um no meu mamilo direito — fora os que você pode ver, — eu coloquei o dedo em minha boca fazendo sinal de silencio – o resto é segredo.
– oqueee? – ele se ajoelhou na cama me encarando com uma cara de criança curiosa – agora eu quero sabeeer.
– pode esquecer. – falei, terminando o assunto. Peguei uma roupa e voltei para o banheiro, vestindo-me.
Logo depois ele foi para o banho, saindo sem camiseta. Eu realmente, realmente não queria encarar. Mas o físico dele chamou a minha atenção. Não era completamente definido, mas era certamente o abdômen de alguém que se exercita às vezes. Fiquei olhando discretamente em silencio enquanto ele procurava e colocava uma camiseta.
– ta a fim de dar uma volta? – ele perguntou, sentando-se em minha cama.
– até gostaria, mas não podemos sair daqui. Se os coordenadores nos pegarem estamos ferrados, não estou a fim de causar problemas. Por enquanto.
– mas eles nem precisam saber que saímos – ele sorriu e me imitou, colocando os dedos em seus lábios em sinal de silencio. Cara, ele era sexy, tenho que admitir.
Acabamos por sair do hotel, e caminhamos por um tempo até o centro da praia que estava cheio. Demoramos um pouco para achar um bar que não estivesse tão cheio e fosse agradável. Encontramos um na rua da praia e sentamos em uma mesa na rua, escutando as ondas do mar.
– você bebe? – perguntou ele enquanto chamava alguém para fazer o pedido.
– sim. – Aos poucos o quiosque começava a encher, havia bastante pessoas da nossa idade. Pareciam estar se divertindo.
Uns cinco copos depois nós dois já estávamos rindo sem motivo. E sinceramente não me lembro nem da metade das coisas que conversamos. De repente escutei uma voz conhecida ao meu lado.
– eu disse que ia te encontrar aqui!
Virei-me e dei de cara com a pessoa que eu menos tinha vontade de encontrar.
– Matheus...
– haa como eu tava com saudades de você baixinho! – ele me abraçou e bagunçou meu cabelo. Sua voz soava um pouco torta e percebi que ele havia bebido um pouco na mesma hora. – hun, e esse ai, quem é? Um novo namoradinho? – ele riu.
– é meu amigo. Por favor, pode me soltar? – eu o empurrei. Só queria que ele fosse embora.
– nossa... Como você esta rude hoje em? ei amiguinho do Nakata, posso roubar ele um segundo?
– ha... sim.
Assim que ele disse isto eu o encarei com um ar de raiva. Mas não teve jeito, Matheus me puxou e fomos para o lado de fora do quiosque. Ele me pressionou contra uma parede e me encarou.
– porque você sumiu assim do nada? – sua mão percorreu o meu rosto e a outra entrelaçava a minha cintura, trazendo-me para mais próximo dele.
Nossos rostos se aproximavam cada vez mais. Droga, eu não conseguia resistia a aqueles toques e acabei por deixar que ele me beijasse. Minhas mãos automaticamente o tocaram no peito, enquanto ele agarrava e acariciava o meu quadril. Em minha mente eu me forçava a parar, mas meu corpo simplesmente não escutava. Nos separamos para buscar mais ar e ele então sussurrou em minha orelha enquanto subia suas mãos em minhas costas por de baixo de minha camiseta.
– vamos para a casa em que estou...
Eu ri, não por estar feliz, mas sim por perceber o quão idiota eu era por dizer sim. Voltei para o bar e expliquei para o Thiago que iria passar a noite com o Matheus. Por incrível que pareça ele entendeu. Disse que me cobriria e que no passeio a praia de manha ele falaria que eu não estava me sentindo bem. Subi no carro do Matheus e fomos para a casa. Chegamos lá e não falamos nada, ele me jogou na cama e começou a me beijar. Suas mãos tiraram a minha camiseta e minha calça, ele começou a movimentar sua mão sobre minha cueca. Enquanto beijava meus mamilos ele me tocou diretamente e inconscientemente acabei por soltar um gemido. Com raiva de mim mesmo por ceder assim tão facilmente eu o empurrei e abri o zíper de sua calça. Comecei a movimentar a minha mão primeiro lentamente enquanto o encarava serio, assim que ele desviou seus olhos dos meus e apresentou uma reação por conta de minha mão, abaixei meu rosto e deixei quem meus lábios o tocarem e pressionarem contra seu membro. Coloquei minha língua então, para fora, lambendo de baixo para cima, até chegar a glande, onde dei a volta completa com minha língua, deixando que ele sentisse o piersigns que eu tinha nela.
–você é muito bom nisso... Mas já é o suficiente... – ele puxou o meu rosto e sorriu.
Suas mãos voltaram a me tocar e enquanto ele movimentava a sua mão pelo meu membro, o senti introduzir dois de seus dedos dentro de mim. Eu já não podia mais controlar minha voz então a deixei que saísse.
–ah... Você está tão molhado aqui em baixo... Ei, fica de quatro pra mim...
– e-eu não vou... haaan...
– vamos... Olhe, meus dedos estão sendo sugados, eu quero te foder forte dessa vez... – ele pressionou os dedos em um ponto que fez o meu corpo inteiro se contorcer de prazer. Com ele as coisas eram tão mais intensas do que com qualquer outro. Apenas de ouvir a sua voz, sussurrando em meu ouvido, eu perdia toda a resistência de meu corpo, por mais que eu não quisesse. Virei-me e fiquei de quatro, assim como ele pediu. Lembrei-me que havia uma época em que eu me constrangia a fazer algo como isso, mas agora, já não importava mais. Ele segurou minha cintura e me penetrou tão rápido e forte, que o meu gemido nessa hora foi praticamente um grito. Seu ritmo não foi muito diferente disso, ele puxava os meus cabelos e movia-se com estocadas rápidas. Meus braços tremiam e eu sentia meu corpo inteiro queimar. Em minha mente eu me xingava por cada gemido descontrolado que soltava, os quais infelizmente não podiam ser contidos. Nós dois tivemos um orgasmo ao mesmo tempo e depois disso, permaneci deitado, recuperando o folego.
– quer um cigarro? – perguntou ele sentando-se ao meu lado e nos tapando com um lençol.
– não. Parei com isso faz um tempo já... — continuei deitado de constas a ele. E sem falar mais nada, adormeci.
–-x—
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