Notas iniciais
Atualizada! Boa leitura porque esse capítulo tá... quente hahaah

Uma coisa era sonhar com Jon em cima de si e completamente nu, outra totalmente diferente foi enxergar um homem nu pela primeira vez. Já matara sabe-se lá quantos homens e nunca tirou a roupa deles para verificar uma curiosidade sexual. Definido por causa do treinos no pátio da Fortaleza Vermelha, ele exibia um corpo desejado por qualquer mulher. O que inquietava a lobinha no momento se chamava descontrole. Jon conseguia conduzi-la sem dificuldades, beijando o seu pescoço lentamente e conseguia sentir os dentes entrando em sua pele. Um lobo. A língua deixava um rastro molhado por onde passava, sua respiração quente ia até nuca da pequena loba e foi o suficiente para se arrepiar.

– Nem começou, lobinha – sussurrou ao pé do seu ouvido, ela prendeu a respiração ao sentir os dedos longos naquele lugar estonteante e incrivelmente molhado. Tão gostoso... – Sempre quis saber se ficaria molhada ao sentir meu toque, — gemeu surpreendida ao sentir os dedos do lobo massagearem a região – agora tenho certeza, pequena.

Com a respiração irregular e gemidos constantes, Arya abria cada vez mais suas pernas dando passagem livremente para os longos dedos do lobo. Agia instintivamente, não precisava pensar naquele momento e isso a assustava bastante. Ele tomou seus lábios calmamente, chupando sua língua como se tivessem todo o tempo do mundo para fazê-lo. Parcialmente. Um receio apareceu no coração da lobinha, era pequeno mas a fez pensar sobre o que faziam. Surpreendeu-o quando tirou seus dedos daquele lugar, fitou-a como se estivesse sendo rejeitado e insegurança apareceu em seus olhos acinzentados tão profundos.

– Não sei se devemos – era a única frase que formou, estava imersa em uma confusão – As consequências serão grandes e atrapalhará-la os planos do...

– Está pensando em meu pai?! – a fúria invadiu os olhos do lobo mas a voz permanecia calma. Falsamente serena. Arya negou imediatamente, não era isso que sentia – Então o que é?

Vocês são tão parecidos, como não pensar?

Era isso que gostaria de falar e não podia. Arrependeu de ter feito aquilo com Jon, merecia tudo de bom e não o rejeitava, é claro. Só não sabia a causa do problema em sua confusão interna.

– E se eu... você sabe... – tentou organizar as palavras, sabia que tinha esse risco mas ainda sentia que não era aquele o agente causador da sua confusão. Os olhos acinzentados do lobo se acalmaram, parecia estar compreendendo o medo comum de todos que resolvem transar sem ter chá da lua por perto — ...tem tanta coisa em jogo...

– Você não disse para abandonarmos o jogo, lobinha? – perguntou gentilmente, se aproximando rapidamente do corpo nu da menina encolhida na cama. Arya assentiu lentamente, não tinha como abandonar e Jon também tinha essa noção – Ninguém sabe o que acontece em Bravos, porque não vamos morar lá?

Um sonho tão gostoso de se imaginar, exceto três dragões adultos passando por toda Essos sob o comando do Rei Rhaegar Targaryen. Ele também sabe disso. Não sabia o que fazer, Winterfell é um destino descartado antes de cogitado.

– Porque três dragões irão nos pro...

O Lobo-Dragão pareceu estar perdendo a paciência quando se jogou em cima dela, aproximando os rostos. Jon queria ver o que se passava no olhos da pequena loba, queria a verdade que nem ela sabia qual era. Mas a fúria do dragão havia se instalado rapidamente nos olhos cinzentos tão ansiosos, dominadores e... mas o que?

Tentou fechar as pernas para evitar que a mão dele entrasse novamente, perderia o controle em uma fração de segundos e Arya sempre priorizou possuir o controle de tudo. Foi em vão, Jon era muito mais forte que ela e suas pernas logo jaziam abertas... mas não pretendia usar a mão, para a surpresa dela. Seu membro pulsava fortemente quando encostou em suas partes íntimas completamente molhadas, ela tentou recuar ao sentir levemente a ponta passar por seus lábios inferiores. Não fez muito efeito, logo o Lobo-Dragão já estava voltando ao domínio ao imobilizá-la e ao perceber que os olhos do lobo estavam em fúria, prendeu a respiração.

Uma das mãos agarrou o seu seio direito, colocando o mamilo rosado entre os longos dedos. Voltou a sentir o membro ereto encostar... onde não deve.

– Não importa, Arya – sussurrou ao seu ouvido, não estava tão tranquilo quanto antes – Cheguei até aqui e não desistirei, não fugirá de mim. Acha que irei deixar você ir, ainda mais com os seus peitos perfeitos e pronta para ser deflorada por mim?

Fúria.

Ele sabe.

– Me forçaria? – perguntou intrigada, aquele não era o seu gentil irmãozinho. O que havia acontecido com ele?

– Não, Arya – respondeu consciente mas ainda em fúria, não se afastou um centímetro seguer e seu membro continuava pronto para penetrar a lobinha virgem – Não me rejeite, se quiser pode até pensar que sou ele.

Arregalou os olhos, não era para tanto.

Sentiu tanta vergonha por fazer o seu lobinho sofrer intensamente por causa dos pensamentos cruéis instalados em sua mente. Admitia que pensou em Rhaegar quando gemeu e isso a causou tanto sofrimento que algumas lágrimas surgiram mas não caíram.

– De onde tirou isso?

– Não importa agora.

A sensação que teve ao vê-lo se afastar e procurar suas roupas, a fez sentir como uma fracassada que não sabia nem proporcionar prazer para um homem, para o mais importante deles. Nunca pensou que fosse tão terrível sentir uma rejeição sexual como aquela, sim, Arya também se sentiu rejeitada porque negou a hipótese que ele havia formado. Gostaria de falar que não era aquilo que ele pensava, sobre o quanto era idiota por ter afastado de si e, principalmente, o seu desejo óbvio por ele. Queria com todas as forças... mas não consegui.

Sua língua estava presa, algo novo e que não deveria estar acontecendo em uma hora como aquela.

Sem olhar em seus olhos, Jon se vestiu rapidamente e saiu da cabine sem nenhuma hesitação.

Chorou por ser tão estúpida e infantil, o sofrimento a corroía e uma humilhação inexplicável também começou a crescer e confundi-la cada vez mais sobre como funcionava o sexo, a intensidade que provocava nas pessoas. Eu comecei com isso. Não conseguia pensar mais nada além disso, sobrando apenas o seu choro silencioso e as peles que se agarrava.

Esperou que ele voltasse mas, depois do choro, dormiu profundamente.

(...)

Jon simplesmente não acreditava no que acontecia, foi do paraíso ao sétimo inferno em questão de segundo. Afastou dela por motivos práticos, pernas abertas e pronto para penetrá-la não o deixou pensar direito no que poderia fazer futuramente. Juntou toda a sua força de vontade e se vestiu rapidamente, não queria nem mesmo encará-la e sentia os seus olhos lacrimejados em suas costas.

Mexeu muito com ele, não tinha como negar a perturbação crescente ao se lembrar dos olhos repletos de inocência e hesitação no ato sexual, era um instinto que todos tinham e se surpreendeu quando Arya se encolheu como um cachorro assustado. Nunca viu algo assim vindo dela. O estopim da situação foi quando percebeu que a lobinha pensava em Rhaegar Targaryen em um momento decisivo, deixando-o enraivecido com ela. Poderia forçar a transa e ter o prazer que sempre quis, se envergonhava quando cogitou a ideia no momento.

Mas não tinha muito o que falar com ela.

Sentindo a chuva em seu rosto, Jon estava sentado no convés imerso na melancolia que se tornou sua vida, perdeu tudo para o pai e não conseguia ficar inteiramente em fúria com ele. Devia tanto ao homem que se envergonhava de reivindicar Arya como se fosse uma propriedade a ser disputada.

Mas ela é uma propriedade.

Pelo menos era assim que pai e filho pensavam e disputavam de modo implícito.

– Algo errado, Príncipe Jon? – perguntou um criada ocupada em manter o braseiro queimando e aquecendo-o.

– Minha vida é uma merda – respondeu suspirando. Era a única pessoa que se disponibilizou conversar com ele, que não disfarçou nem um pouco pois estava cheio de tanta tristeza contida – Tenho tudo e ao mesmo tempo, nada.

– Vossa Alteza sabe que não podemos ter tudo na vida, não? – sábia demais para tão pouca idade.

– Descobri quando nasci – respondeu dando de ombros – Qual o seu nome?

– Anzelaci, se lhe agrada – ela está dando em cima de mim? Por mais que esteja frio, a mulher mostrava parte dos peitos quando se debruçava no braseiro estrategicamente – Suponho que brigou com a Princesa.

– Não – sim – De vez em quando temos discussões, é normal e logo tudo estará bem.

Duvido.

– Creio que sim, tenho tantos irmãos que nem lembro quantos são – filha de puta – Enfim, alguém tem que avisar o Príncipe sobre uma mensagem trazida por um dragão verde e dourado – O que?! Levantou tão rápido que até a criada recuou alguns passos.

– Selo do dragão? – perguntou iniciando o seu desespero, principalmente depois da tal Anzelasi assentir imediatamente mostrando nervosismo – Quem está com ela?

(...)

Dormia profundamente enrolada nas peles como se estivesse dentro de um casulo... até sentir um movimento repentino por baixo das peles, acordando a pequena loba imediatamente. Nenhuma vela acesa pôde ajudá-la a enxergar o que acontecia e pensou que fosse um sonho esquisito, sempre os teve por causa da sua conexão com Nymeria, não seria diferente agora. Sonolenta, fechou os olhos e deu as costas para o movimento causado por aquela fase de que está acordada ainda dormindo.

Até o momento que uma mão agarrou seu seio como se estivesse desesperado, acordando a lobinha imediatamente. Quando tentou se afastar instintivamente, a outra mão agarrara sua cintura firme e, como antes, determinado em não largá-la. O corpo a puxou para si e a imobilizou em questão de segundos e foi neste momento, neste exato momento, que sentiu o cheiro daquele homem que conviveu toda a sua vida sem nunca demonstrar essa intensidade, desespero e determinação.

– Jon... – não conseguiu terminar ao sentir a sua língua deslizando por sua nuca, fazendo um caminho de saliva que a fez arrepiar.

A mão em seu seio estava cada vez mais desesperada, tocando nos mamilos rosados delicadamente mas ainda sentindo a intensidade do toque. Ficando cada vez mais molhada, a mão em que pousava na cintura começou a apertá-la igualmente desesperada para aprofundar o toque. Mordia o pescoço não tão gentil quanto antes e de vez em quando roçava os dentes nas costas na pequena loba. Apertava o seio e a cintura, e foi neste momento que sentiu o membro ereto do Príncipe roçar entre as pernas. Em um só movimento, Arya foi colocada em frente o homem que não via mas estava tocando seu corpo esfomeado.

Mordeu o pescoço da lobinha novamente, teria várias manchas roxas no próximo dia. Já não estava imobilizada quanto antes e, para sua confusão interna, se locomover pareceu impossível porque o choque era grande. Jon tomou seus lábios novamente esfomeado, mordia os lábios da lobinha enquanto a mesma sentia toda a intensidade exalando dele. Correspondeu o beijo antes mesmo de pensar que ele iria beijá-la, algo instintivo começou a dominá-la. Contar o tempo que se beijavam foi impossível, se separaram só depois de perder o fôlego.

Gemeu inesperadamente ao sentir os longos dedos penetrá-la sem nenhum ritual gentil, massageava seus lábios inferiores extremamente molhados apertando alguns pontos que faziam gemer cada vez mais. Passo seus braços na nuca do lobo, arranhado suas costas com a mão esquerda. Pensou que seria apenas mais uma provocação instintiva...

...mas não foi.

Ele jogou o corpo em cima dela em apenas um movimento rápido e que novamente a pegou de surpresa, colocando o seu membro prestes a penetrá-la e isso a assustou. Tentou se afastar mas o lobo permanecia em fúria, mas de forma diferente. Beijou-a novamente, parecia que sua vida dependia daquela intensidade, mordendo todo o corpo dela chegando até os seios. Sugou-os sem hesitar, fazendo com que a lobinha gemesse cada vez mais alto. Suas pernas estavam completamente abertas e vulneráveis, assim Jon começou a penetrá-la.

Sempre sentiu dores dos treinamentos, quedas e espadas.

Mas aquela dor era completamente diferente do que pensava, tão interna que ardia ao mesmo tempo que provocava dor. Tentou fechar as pernas ao sentir o início da dor que aumentava cada vez mais, foi novamente impedida e ele imobilizou suas pernas continuando a penetrá-la. Beijou gentilmente o pescoço da lobinha.

– Relaxe – sussurrou em seu ouvido e sua mão começou a acariciar os cabelos castanho-escuro dela – Não fique tensa senão irá doer mais, solte o seu corpo para mim.

– Não sei...

– Respire fundo – interrompeu sua fala, e resolveu respirar fundo -, solte o ar agora. Isso, faça desse jeito – aprofundou a penetração lentamente, Arya gemeu baixinho ao seu ouvido — Respire novamente, minha lobinha.

Quando começou a soltar o ar, sentiu uma dor como se estivesse sendo rasgada pelo membro pulsante daquele homem desesperado por ela. Interrompeu a respiração bruscamente gemendo por motivos claros. Jon havia penetrado todo seu membro rapidamente no corpo pequenino da menina, até mesmo ele estava gemendo...

...mas tomado pelo prazer.

Ele tentava acalmá-la acariciando sua nuca tomando seus lábios de modo menos intenso, mas não totalmente. Era meio que impossível, nunca pensou que a dor da mulher fosse tão absurda e cruel, uma dor interna que rasgava.

– Dói muito... – foi a única frase que conseguiu juntar.

Jon começou os movimentos lentamente, pretendia que ela se acostumasse com a sensação mas...

...dói muito.

– Sei que sim – sussurrou ao seu ouvido novamente tentando acalmá-la – Não fique tensa, minha lobinha. Se entregue para mim, respire fundo e solte o ar em seguida. Isso. Continue assim e ficará melhor.

– É difícil... – respirava fundo e soltava o ar enquanto Jon estocava lentamente para que ela se acostumasse.

– Não vou parar, Arya – avisou determinado – Será minha agora e não aceitarei nenhuma desculpa, então respire fundo e tente não pensar muito.

Jon estava definitivamente desesperado para ter uma atitude com esta. Não deu muito tempo para refletir, ele acelerou o ritmo das estocadas gemendo bem baixo mas no ouvido dela. A partir do momento que respirou fundo e soltou o fôlego pela última, deixou de pensar ao sentir a primeira pontada extremamente prazeirosa. Sentiu mais outra e automaticamente deixou a tensão de lado ao deixar o instinto a guiar.

Agarrou a nuca do lobo puxando seu cabelo negro, fechando em sua mãos determinada a não soltá-lo tão fácil. Puxou-o para si, tomando seus lábios agressivamente e mordendo sua língua de vez em quando. O lobo acelerou as estocadas, ainda doía e ardia, mas proporcionava uma sensação perfeita. Eram lobos, se arranhavam e mordiam em todo o corpo, gemendo sem pudor algum.

Em certa hora, Jon apertou sua cintura com as duas mãos acelerando o movimento e sua intensidade, cada vez mais fundo. Mesmo sentindo arder, Arya levantou o quadril seguindo o ritmo das estocadas e o fez gemer alto ao sentir que estava fundo o suficiente. Após poucos segundos, a semente do lobo foi liberada dentro daquele menina tão disputada por dragões e lobos.

Arya sentiu o líqudo quente dentro de si mas ele não havia retirado o membro que ainda estava ereto. Começando tudo de novo, agora ela tinha mais liberdade e segurança para seguir os movimentos do lobo.

Era algo completamente diferente do anterior.

– Fique em cima – sussurrou uma ordem.

Antes de pensar em responder, ele já havia girado o corpo e deixado com que ela dominasse a situação, o que proporcionou um prazer gigantesco. Mesmo com a ardência que cresceu naquela posição, Arya preferiu ficar por cima e imaginar o quanto ele poderia ver o seu corpo e desejá-la cada vez mais. Ela o beijou agressivamente, agora que descobrira o que é o sexo...

...vai ser difícil largar.

– Lembra das lições de equitação? – perguntou maliciosamente.

– Claro.

– Experimente colocar essas lições em prática aqui.

Arya gemia sem pudor algum enquanto suas lições de equitação se mostravam úteis. Agora que tinha o domínio daquele homem tão desejado, não o largaria de modo algum. Após alguns minutos de pura intensidade em que Jon arranhava as coxas e pressionava o quadril contra ela, gozou novamente e o prazer sentir aquilo dentro de si...

...faz com que eu fique com mais vontade de transar.

Caiu sobre o corpo do lobo, que a beijou carinhosamente. Retirou o seu membro e a colocou ao seu lado, abrançando-a forte.

– Eu te amo, nunca se esqueça disso – sussurrou como se algo aconteceria em breve – O tempo pode passar e podemos ter destinos diferentes, mas nunca se esqueça que te amo e amarei por todo o tempo que me restar.

Ela o abraçou forte, acomodando-o em seus braços como se estivesse protegendo o lobo do mundo.

– Eu te amo, lobinho – beijou a sua testa – Não sei o que aconteceu e agora não pretendo saber, apenas não se esqueça que eu te amo porque vejo que vamos enfrentar uma tempestade.

– Uma forte tempestade – concordou se acomodando para cada vez mais nos braços da lobinha, ele se sente seguro comigo – Posso te pedir algo que mudará nossas vidas?

Já entendi, meu amor.

– Não tomarei o chá da lua, se é isso que você está pedindo.

– Teremos um bom tempo antes de chegarmos em Porto Branco – que merda... – As tempestades estão frequentes e podemos nos atrasar por algum tempo, talvez teremos que parar nas Cidades Livres por causa do tempo. No máximo, três meses.

Boa ideia.

– Podemos fazer algumas mudanças na rota, sim – concordou pensativa – Eu amei esse plano, tanto por nossos desejos quanto pelo sexo.

– Sua safada – riu dela por alguns segundos – Minha mãe morreu depois de viajar grávida, eles não ousariam repetir a mesma idiotice.

Ele está com tanto medo de me perder...

...assim como eu.

– Então temos que nos esforçar hoje, não é? – agora entendeu porque existem tantos prostíbulos do mundo.

Jon a beijou.

– Já estou pronto para outra.